Entrevista de Moishe Postone: a atualidade da Teoria Crítica
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Entrevista de Moishe Postone: a atualidade da Teoria Crítica

OUTROS TEMPOS EXIGEM OUTROS CONCEITOS Jochen Baumann conversa com Moishe Postone sobre a atualidade da Teoria Crítica[1]Essa entrevista foi publicada em 1999. Em 2003 e 2007 apareceram, respectivamente, os textos “O Holocausto e a trajetória do século XX” e “Considerações sobre a história judaica como … Continue reading Jochen Baumann: O que você entende por marxismo…

Libertando o pensamento dos pensadores – Gabriel Tupinambá
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Libertando o pensamento dos pensadores – Gabriel Tupinambá

Ideias.. Ideias, preciso confessar, me interessam mais que homens – me interessam mais que tudo. Elas vivem, lutam, e morrem, como homens. É claro que podemos dizer que só as conhecemos através dos homens, assim como só conhecemos o vento através dos galhos que ele dobra – mas ainda assim o vento é mais importante…

O desejo de riqueza do subproletariado romano —Pier Paolo Pasolini
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O desejo de riqueza do subproletariado romano —Pier Paolo Pasolini

Eu os observo, esses homens, educadospara uma vida diferente da minha: frutosde uma história outra, e encontradosquase irmãos, aqui, na última formahistórica de Roma. Eu os observo: todostêm um ar de vaqueiro adormecidoarmado com uma faca; e seus fluidosvitais são de uma escuridão profunda,como a icterícia papal de Belli,não púrpura, mas um cinzento opaco,de vômito…

Encontro com o 25 de abril, 50 anos depois — Ricardo Menezes
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Encontro com o 25 de abril, 50 anos depois — Ricardo Menezes

Por um euro se compram os cravos nas esquinas. Senhoras pequenininhas como minha vó, torrando ao sol da primavera — que vem já desacreditada depois de um inverno imenso. Por um euro se compram os cravos para enfeitar a lapela ou os cabelos naquilo que já é um símbolo e um desfile cívico. Os ex-combatentes,…

Entrevista de Pedro Rocha de Oliveira a Tadeu Breda: “Breve história do progressismo antipático”
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Entrevista de Pedro Rocha de Oliveira a Tadeu Breda: “Breve história do progressismo antipático”

“Que, diante da ascensão da extrema direta, as forças progressistas e de esquerda brasileira se transformaram em ferrenhas defensoras da institucionalidade injusta e desigual que vigora no país — e que até pouco tempo criticavam ferrenhamente —, todo mundo sabe. Mas ninguém ainda havia explicado esse processo ao grande público como Pedro Rocha de Oliveira,…

A modulação da subjetividade – Wesley Sousa

A modulação da subjetividade – Wesley Sousa

A notícia divulgada pelo jornal britânico The Guardian, sobre a “descoberta” de que a Geração Z, principalmente homens jovens, está cheia de conservadores (01 de fev. de 2024), como se fosse alguma surpresa, levanta um ponto interessante sobre a interpelação da ideologia na modulação da subjetividade contemporânea1. Antes de adentrar ao conteúdo mais conceitual e…

O 7, ímpar e vermelho — Daniel Bensaïd
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O 7, ímpar e vermelho — Daniel Bensaïd

“Le 7, gauche et rouge” – Introdução ao livro “A aposta melancólica [Le pari mélancolique]: metamorfoses da política, política das metamorfoses”, de Daniel Bensaïd, 1997. “Já estamos inseridos nisso.” Pascal “Todo Pensamento emite um Lance de Dados.” Mallarmé Na virada do século XV, o espaço e o tempo são submetidos a uma grande metamorfose. O…

Cinco teses sobre Herbert Marcuse como teórico crítico da emancipação – Hans-Jürgen Krahl
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Cinco teses sobre Herbert Marcuse como teórico crítico da emancipação – Hans-Jürgen Krahl

[1]Fonte:  Konstitution und Klassenkampf, Verlag Neue Kritik, p. 298. I. Marcuse interpreta os princípios emancipatórios de possíveis processos sociais revolucionários nas metrópoles industriais do capitalismo tardio, no sentido de que a base empírica da alienação de si não é mais a experiência mediada da miséria imediata, mas o caráter social contraditório [Widersprüchlichkeit] a ser experimentado…

A constante destruição da experiência – Ezra Riquelme
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A constante destruição da experiência – Ezra Riquelme

“Não, uma coisa é clara: o curso da experiência decaiu, e isso ocorreu em uma geração que vivenciou, de 1914 a 1918, uma das experiências mais terríveis da história universal. O fato, no entanto, não é constatado pelo silêncio daqueles que retornavam do campo de batalha? Não mais ricos, mas mais pobres em experiência comunicável.”…