ZERO À ESQUERDA

Um veículo de difusão de ideias anticapitalistas e revolucionárias

A revista Zero à Esquerda origina-se da ampliação do antigo projeto “Tradutores Proletários” criado em 2018 com o objetivo de difundir traduções de textos inacessíveis ao público brasileiro para fomentar o debate filosófico-político na esquerda. 

Essa ampliação decorre da vontade de interferir na reflexão de nosso tempo, objetivando contribuir com a crítica radical à sociedade produtora de mercadorias. Desta maneira, a Zero à Esquerda é o mais novo espaço de publicações e divulgações de ideias insurgentes e emancipatórias, tendo em vista que em tempos terríveis como os nossos, as ideias precisam voltar a serem pensadas e debatidas, para torná-las novamente perigosas. Por isso, a inversão da frase de Marx se mostra essencial, é necessário voltar a interpretar o mundo, para ter a pretensão de transformá-lo.

Não é à toa que o nome “Zero à Esquerda” advém de uma recordação originalmente pensada por um dos maiores representantes da teoria crítica brasileira, Paulo Arantes, que no ano de 1998, em uma entrevista,  foi questionado acerca de sua coleção  com o mesmo título, devido a mal-entendidos que implicavam com o nome por ser ”muito pessimista  e não representar nada”, respondeu: “Se de fato quem é zero à esquerda ‘não conta’, convenhamos que o título é, no mínimo, realista. A esta altura do campeonato – entenda-se a modernidade capitalista em seu grau destrutivo máximo –, quem não é um mero zero à esquerda?”

  O zero à esquerda representa, portanto, o excesso de vazio que a sociedade capitalista nos impõe, qual seja, aquilo que não é mais significativo, o que é descartável, que já não contabiliza. E por isso, a revista Zero à Esquerda chama à busca de fazer uma crítica radical a esta sociedade putrefata, que quantifica e equaliza tudo, para a necessidade de um freio de emergência.

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