Sinopse:
“Quando você pensa algo, tem que ir até o fim”.
Vídeo original: https://www.youtube.com/watch?v=KxAR9mooOog
Tradução: João Nachtigall [CTP].

Sinopse:
“Quando você pensa algo, tem que ir até o fim”.
Vídeo original: https://www.youtube.com/watch?v=KxAR9mooOog
Tradução: João Nachtigall [CTP].

Neste artigo, Amanda traça um paralelo quanto à questão do tempo em Marx e Freud. A ascensão do comunismo como um “ponto de corte” no tempo sob o capitalismo, que acumula a história alienadamente, é curiosamente similar ao que almeja a terapêutica freudiana: desvelar um passado que é alienado do indivíduo (seu inconsciente) e que domina seu presente, para que, armado dessa sua história individual, possa avançar em direção ao futuro.
A essência da emancipação seria, portanto, uma mudança temporal, e não meramente espacial: não bastaria simplesmente dominar uma terra e tentar emancipar seu povo; é necessário usar o próprio presente do capitalismo, no qual a história existe não como passado, mas como um “presente eterno” (o que reforça os paralelos entre o capital marxiano e a pulsão de morte freudiana), para desalienar a história social, permitindo um salto em direção ao futuro.
No dia 23 de janeiro, uma fração do movimento dos Coletes Amarelos, autointitulada Frente de Iniciativa Cidadã [Ralliement d’initiative citoyenne, RIC] anunciou sua intenção de concorrer nas eleições parlamentares francesas de maio de 2019. Foi publicada inicialmente uma lista com 10 nomes que concorrerão em nome do RIC, mas a frente política afirma que pretende,…
Os protestos dos Coletes Amarelos botaram de pernas pro ar o establishment político francês nestes últimos meses. Poucas vezes existiu um presidente tão odiado quanto Macron é hoje, e sua liderança aparenta cada vez mais fragilizada. Neste artigo, Dardot e Laval analisam os protestos e o que eles podem significar para a política francesa. Pontos notáveis do texto incluem uma explicação do motivo que impulsiona a recusa dos Coletes Amarelos de serem representados por meio de porta-vozes e partidos, a defesa e elogio de ações de democracia direta tomadas por certos grupos dentro do movimento, e o ataque dos autores àquilo que chamam de “quietismo político” e “fatalismo” advindo de certas figuras possuidoras de suposta certeza absoluta do destino fascista do movimento.
Manifestante carrega a bandeira dos Estados Unidos virada para baixo nas manifestaçõescontra o assassinato de George Floyd. “Eu penso que nós estamos testemunhando a América como um experimento social que fracassou”, disse West. “O que eu quero dizer com isso é que, as pessoas negras têm visto por quase 200 e tantos anos o fracasso…
O POLÍTICO COMO UM PROCEDIMENTO DA VERDADE – ALAIN BADIOU Por Alain Badiou Quando e em que condições podemos dizer que um acontecimento é político? Até que ponto o “o que está acontecendo” está acontecendo politicamente? Propomos que um acontecimento é político, e que o procedimento que ele emprega revela uma verdade política, sob certas…