Odeio o Ano Novo — Antonio Gramsci
“Toda manhã, quando acordo coberto pela mortalha do céu, sinto que para mim é ano novo.”
“Toda manhã, quando acordo coberto pela mortalha do céu, sinto que para mim é ano novo.”
A relação entre gênero e capital é complexa – mas uma abordagem materialista quanto a ambos requer de nós enxergar a categoria gênero simultaneamente como uma contradição de classes entre homens e mulheres e como um efeito de um conflito mais primordial: aquele entre proletariado e burguesia. Alyson Escalante reafirma neste ensaio tanto esta perspectiva como também um reconhecimento da centralidade da revolução proletária para a libertação das mulheres.
“O 1, o novo espaço comum, que a esquerda deve oferecer é simplesmente a maior conquista político-econômica da Europa moderna: o welfare state social-democrata. […] Estaríamos então apenas retornando ao antigo? Não: o paradoxo é que, na nova situação de hoje, insistir no velho welfare state Social-Democrata é um ato quase revolucionário”.
Neste artigo, Julie Reshe afirma que o amor incorpora em si humanidade (a característica de ser eticamente “humano”) – mas que, ironicamente, a tragédia da raça humana consiste no fato de a inumanidade, encontrada por exemplo nos regimes nazifascistas, não ser o oposto do amor, e sim seu inalienável lado avesso.