{"id":60,"date":"2019-01-02T19:26:05","date_gmt":"2019-01-02T21:26:05","guid":{"rendered":"http:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2019\/01\/02\/acheronta-movebo\/"},"modified":"2021-01-23T05:23:40","modified_gmt":"2021-01-23T05:23:40","slug":"acheronta-movebo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2019\/01\/02\/acheronta-movebo\/","title":{"rendered":"Acheronta Movebo \u2014 Slavoj \u017di\u017eek"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tradutoresproletarios.files.wordpress.com\/2019\/01\/e52e6-1f9uev-zp96svedivehmixq.png\" alt=\"\" width=\"2500\" height=\"1646\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Flectere si nequeo superos, Acheronta movebo.<br><em>Se n\u00e3o posso vencer os c\u00e9us, moverei o Inferno.<\/em>\n<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Virg\u00edlio, <em>En\u00e9ida. <\/em>Livro VI, verso 878.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><span>O<\/span> lema de toda mudan\u00e7a radical aut\u00eantica \u00e9 o mesmo que a cita\u00e7\u00e3o de Virg\u00edlio escolhida por Freud como ep\u00edgrafe de seu livro <em>A Interpreta\u00e7\u00e3o dos Sonhos<\/em>: <em>Acheronta movebo<\/em>\u200a\u2014\u200a\u201dEu moverei as regi\u00f5es infernais\u201d. Ouse perturbar o subsolo dos fundamentos n\u00e3o falados das nossas vidas di\u00e1rias! H\u00e1 duas dessas \u201cregi\u00f5es infernais\u201d em nossas sociedades: (1) o inconsciente pol\u00edtico propriamente dito, isto \u00e9. o vasto dom\u00ednio das regras obscenas n\u00e3o escritas que suplementam as leis p\u00fablicas, e (2) a rede digital que regula nossas vidas di\u00e1rias, da esfera p\u00fablica at\u00e9 a mais profunda esfera \u00edntima. Vamos dar uma olhada mais de perto em cada uma dessas duas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O inconsciente cat\u00f3lico \u00e9 estruturado como pedofilia<\/h4>\n\n\n\n<p>O grande n\u00famero de crimes de pedofilia que estavam ocorrendo na Igreja Cat\u00f3lica por todo mundo, da Irlanda e Pensilv\u00e2nia at\u00e9 a Austr\u00e1lia, crimes cometidos por membros da institui\u00e7\u00e3o que promove a si mesma como o compasso moral da nossa sociedade, nos compele a levantar algumas quest\u00f5es dif\u00edceis. Quase t\u00e3o terr\u00edvel quanto o car\u00e1ter horrendo dos crimes \u00e9 o modo pelo qual a Igreja tentou minimizar o esc\u00e2ndalo.<\/p>\n\n\n\n<p>No meu pa\u00eds, Eslov\u00eania, a figura liderante da Igreja, o Cardeal Rode, exibiu um aberto \u201crealismo\u201d c\u00ednico: Em uma de suas entrevistas na r\u00e1dio, ele disse que \u201cestatisticamente, isto \u00e9 um problema irrelevante\u200a\u2014\u200aum ou no m\u00e1ximo dois de cem padres tiveram \u2018meio que uma aventura\u2019\u201d. O que imediatamente chamou a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico foi o uso da express\u00e3o \u201cmeio que uma aventura\u201d como um eufemismo para a pedofilia: apresentou-se um crime brutal de estupro a crian\u00e7as como uma exibi\u00e7\u00e3o normal de uma \u201cvivacidade\u201d aventureira (outro termo usado por Rode), conforme ele brincou em outra entrevista: \u201c\u2018em quarenta anos\u2019 voc\u00ea n\u00e3o esperaria que pequenos pecados como estes n\u00e3o fossem ocorrer, n\u00e3o?\u201d Isto \u00e9 a obscenidade cat\u00f3lica em sua maior pureza: nenhuma solidariedade para com as v\u00edtimas (crian\u00e7as), mas o que n\u00f3s encontramos sob a postura moralmente correta \u00e9 apenas a solidariedade mal disfar\u00e7ada para com os perpetradores do crime, em nome do realismo c\u00ednico (\u201c\u00c9 assim que a vida \u00e9, somos todos de carne e osso, padres tamb\u00e9m podem ser aventureiros e cheio de vida\u2026\u201d), de modo que, no fim, as \u00fanicas verdadeiras v\u00edtimas parecem ser a Igreja e os pr\u00f3prios perpetradores, expostos \u00e0 campanha midi\u00e1tica injusta. As cartas est\u00e3o, portanto, perfeitamente postas sobre a mesa: \u201ca pedofilia \u00e9 nossa, \u00e9 nosso pr\u00f3prio segredo sujo, e isso \u00e9, portanto, normalizado, a funda\u00e7\u00e3o secreta da nossa normalidade,\u201d ou, como G.K Chesterton p\u00f4s, h\u00e1 um s\u00e9culo atr\u00e1s, em <em>Ortodoxia<\/em> (desatento da extens\u00e3o total das consequ\u00eancias de suas palavras, \u00e9 claro):<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O c\u00edrculo externo do cristianismo \u00e9 uma guarda r\u00edgida de abnega\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e sacerdotes profissionais; mas dentro dessa prote\u00e7\u00e3o desumana voc\u00ea encontrar\u00e1 a velha vida humana dan\u00e7ando como dan\u00e7am as crian\u00e7as e bebendo vinho como bebem os homens; pois o cristianismo \u00e9 a \u00fanica moldura para a liberdade pag\u00e3.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o perversa \u00e9 inevit\u00e1vel aqui: voc\u00ea quer apreciar o sonho pag\u00e3o de uma vida prazerosa sem pagar o pre\u00e7o da tristeza melanc\u00f3lica por isso? Escolha o cristianismo! N\u00f3s podemos discernir os tra\u00e7os desse paradoxo na bem conhecida figura cat\u00f3lica do padre (ou da freira) como o verdadeiro portador da sabedoria sexual. Lembre-se do que \u00e9 sem d\u00favidas a mais poderosa cena em <em>A Novi\u00e7a Rebelde<\/em>. Depois que Maria escapa da fam\u00edlia von Trapp e volta para o monast\u00e9rio, incapaz de lidar com a atra\u00e7\u00e3o sexual dela pelo Bar\u00e3o von Trapp, ela n\u00e3o pode achar paz ali, visto que continua a ansiar por ele. Em uma cena memor\u00e1vel, a Madre Abadessa lhe chama e a aconselha a retornar para a fam\u00edlia von Trapp e tentar resolver a rela\u00e7\u00e3o dela com o Bar\u00e3o. Ela manda esta mensagem por meio da estranha can\u00e7\u00e3o \u201cEscale cada Montanha!\u201d, cujo surpreendente <em>leitmotiv<\/em> \u00e9: \u201cFa\u00e7a isso! Se arrisque e tente tudo o que seu cora\u00e7\u00e3o quer! N\u00e3o permita que considera\u00e7\u00f5es mesquinhas fiquem no seu caminho!\u201d O estranho poder desta cena reside em sua inesperada exibi\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo do desejo, o que torna a cena literalmente <em>constrangedora<\/em>: a pr\u00f3pria pessoa de quem se esperaria a prega\u00e7\u00e3o da abstin\u00eancia e ren\u00fancia acaba sendo o agente da<em> fidelidade ao desejo<\/em> de algu\u00e9m. Hoje, com casos de pedofilia aparecendo por toda a Igreja Cat\u00f3lica, pode-se facilmente imaginar uma nova vers\u00e3o da cena do The Sound of Music: um jovem padre aborda o abade, queixando-se de ainda ser torturado com desejos por jovens garotos, e lhe demanda ainda mais puni\u00e7\u00f5es e penit\u00eancias; o abade ent\u00e3o lhe responde cantando: \u201cTrepe com todo jovem garoto\u2026\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tradutoresproletarios.files.wordpress.com\/2019\/01\/8ce7d-1upx-fw6huwn0yzhasgytzw.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Quando representantes da Igreja insistem que esses casos, por mais deplor\u00e1veis que sejam, s\u00e3o um problema interno da Igreja\u200a\u2014\u200ae consequentemente exibem grande relut\u00e2ncia a colaborar com a pol\u00edcia em sua investiga\u00e7\u00e3o\u200a\u2014\u200aeles est\u00e3o, em certo sentido, corretos. A pedofilia dos padres cat\u00f3licos n\u00e3o \u00e9 algo que diz respeito apenas a pessoas as quais, por raz\u00f5es acidentais da sua hist\u00f3ria privada (com nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a Igreja enquanto institui\u00e7\u00e3o), acabam por serem ped\u00f3filos. Este abuso \u00e9 um fen\u00f4meno que diz respeito \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica enquanto tal, pois isto est\u00e1 inscrito em seu pr\u00f3prio funcionamento enquanto uma institui\u00e7\u00e3o social. Neste sentido, ela n\u00e3o s\u00f3 concerne ao inconsciente privado dos indiv\u00edduos, mas ao \u201cinconsciente\u201d (a parte que n\u00e3o deveria ser falada sobre publicamente) da institui\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica em si. Este abuso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 algo que acontece porque a institui\u00e7\u00e3o tem que adequar-se \u00e0s realidades patol\u00f3gicas da vida libidinal para poder sobreviver, mas sim algo que a institui\u00e7\u00e3o em si necessita para poder reproduzir-se. Algu\u00e9m poderia muito bem imaginar um padre n\u00e3o ped\u00f3filo o qual, ap\u00f3s anos de servi\u00e7o, se envolve em pedofilia porque a pr\u00f3pria l\u00f3gica da institui\u00e7\u00e3o seduz ele a isso. Tal inconsciente institucional designa o avesso rejeitado e obsceno que sustenta a institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Em outras palavras, a Igreja n\u00e3o est\u00e1 simplesmente, por raz\u00f5es conformistas, tentando abafar seus esc\u00e2ndalos de pedofilia; antes, ao defender a si mesma, a Igreja est\u00e1 defendendo seu mais profundo segredo obsceno.<\/p>\n\n\n\n<p>Freud considerou a igreja e o ex\u00e9rcito os dois casos exemplares de um aglomerado organizado. N\u00e3o nos admira, ent\u00e3o, que encontremos o mesmo fen\u00f4meno no ex\u00e9rcito abundantemente: o lado avesso dos obscenos rituais sexualizados, como o <em>fragging<\/em>, sustenta a solidariedade do grupo militar. Este subsolo obsceno permite que n\u00f3s abordemos de uma nova maneira o (hoje quase esquecido) fen\u00f4meno Abu Ghraib: imagens de soldados estadunidenses torturando prisioneiros iraquianos. Algu\u00e9m ainda se lembra do desafortunado Muhammad Saeed al-Sahaf, Ministro da Informa\u00e7\u00e3o de Saddam o qual, em suas confer\u00eancias di\u00e1rias, heroicamente negava at\u00e9 mesmo os mais evidentes fatos e \u201cmantinha a linha\u201d iraquiana? Uma vez, no entanto, ele esbarrou numa verdade estranha. Quando confrontado com as alega\u00e7\u00f5es de que o ex\u00e9rcito dos Estados Unidos j\u00e1 controlava partes de Bagd\u00e1, ele rebateu: \u201cEles n\u00e3o est\u00e3o no controle de nada\u200a\u2014\u200aeles n\u00e3o controlam nem a si mesmos!\u201d Quando surgiu a escandalosa not\u00edcia sobre as coisas estranhas acontecendo na pris\u00e3o de Abu Ghraib em Bagd\u00e1, tivemos um vislumbre desta pr\u00f3pria dimens\u00e3o de que os americanos n\u00e3o controlam a si mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando eu vi a bem conhecida foto de um prisioneiro nu com um capuz preto cobrindo seu rosto, cabos el\u00e9tricos ligados a seus membros, sob uma cadeira numa rid\u00edcula pose teatral, estas imagens imediatamente trouxeram \u00e0 tona na minha mente o obsceno lado avesso da cultura popular estadunidense\u200a\u2014\u200adigamos, os rituais de inicia\u00e7\u00e3o de tortura e humilha\u00e7\u00e3o que algu\u00e9m precisa passar para ser aceito em uma comunidade fechada. N\u00e3o vemos n\u00f3s fotos similares em intervalos regulares na imprensa estadunidense, quando algum esc\u00e2ndalo numa unidade do ex\u00e9rcito ou num campus de colegial se espalha na m\u00eddia, quando um ritual de inicia\u00e7\u00e3o passa dos limites e soldados ou estudantes s\u00e3o machucados para al\u00e9m de um n\u00edvel considerado toler\u00e1vel, ou s\u00e3o for\u00e7ados a assumir poses humilhantes, a fazer gestos degradantes (como penetrar seu pr\u00f3prio orif\u00edcio anal com uma garrafa de cerveja na frente de seus pares), a sofrerem sendo perfurados por agulhas, etc.?<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image wp-caption\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tradutoresproletarios.files.wordpress.com\/2019\/01\/6b85f-1dnazdzgvppw2kzqf2t5mxw.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption><strong>The Hooded Man<\/strong>, famosa foto do prisioneiro iraquiano Abdou Hussain Saad Faleh, apelidado de Gilligan pelos soldados torturadores estadunidenses. Foram conectados fios el\u00e9tricos aos seus membros, e ordenaram a Abdou que ele ficasse de p\u00e9 sob uma caixa\u200a\u2014\u200ase ele ca\u00edsse, eletrocutariam-no. O prisioneiro permaneceu emp\u00e9 por uma hora at\u00e9 cair de exaust\u00e3o\u200a\u2014\u200aa amea\u00e7a n\u00e3o foi cumprida, e o destino de Faleh foi sobreviver \u00e0s torturas as quais foi submetido na pris\u00e3o de Abu&nbsp;Ghraib.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O que isso significa \u00e9 que a autoidentifica\u00e7\u00e3o com este lado secreto \u00e9 um constituinte essencial da pr\u00f3pria identidade de um soldado\u200a\u2014\u200ae de um padre cat\u00f3lico. Se um padre seriamente\u200a\u2014\u200an\u00e3o s\u00f3 retoricamente\u200a\u2014\u200adenuncia publicamente estes esc\u00e2ndalos, de tal feito este exclui-se da comunidade eclesi\u00e1stica; ele deixa de ser \u201cum de n\u00f3s\u201d. (Exatamente da mesma maneira, se um cidad\u00e3o de uma cidade no Sul dos EUA nos anos 1920 denunciasse a Ku Klux Klan para a pol\u00edcia, ele excluiria a si mesmo de sua comunidade, isto \u00e9, trairia sua solidariedade fundamental). Consequentemente, a resposta para a relut\u00e2ncia da Igreja n\u00e3o pode ser apenas a de que n\u00f3s estamos lidando com casos criminais e que, se a Igreja n\u00e3o participa totalmente em sua investiga\u00e7\u00e3o, \u00e9 um c\u00famplice p\u00f3s-fato. A Igreja, como institui\u00e7\u00e3o, deveria ela mesma ser investigada pela maneira com a qual sistematicamente cria condi\u00e7\u00f5es para tais crimes. Admiss\u00f5es sentimentais de culpa ou arrependimento teatral n\u00e3o s\u00e3o o suficiente: s\u00f3 a total e ativa colabora\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia \u00e9 o que conta nesta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Este subterr\u00e2neo obsceno, o terreno inconsciente dos h\u00e1bitos sujos, \u00e9 o que \u00e9 realmente dif\u00edcil de mudar. No entanto, h\u00e1 outro n\u00edvel subterr\u00e2neo, um tipo de inconsciente externado ou materializado: a grade material de todas nossas vidas, esta nova figura a qual Lacan batizou de \u201co grande Outro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O destino dos bens comuns digitais: uma vis\u00e3o trotskista<\/h4>\n\n\n\n<p>No estouro das rea\u00e7\u00f5es comemorativas ao centen\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro em 2017, sua li\u00e7\u00e3o central para os dias atuais passou despercebida (ou foi mencionada como prova de que a Revolu\u00e7\u00e3o, no final das contas, fora um golpe exercido por um grupo restrito, e n\u00e3o um verdadeiro levante popular). Esta li\u00e7\u00e3o se refere \u00e0 \u00fanica colabora\u00e7\u00e3o entre Lenin e Trotsky.<\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da \u201cutopia\u201d de Lenin nasceu das cinzas da cat\u00e1strofe de 1914, no acerto de contas dele com a ortodoxia da Segunda Internacional: o imperativo radical de esmagar o Estado burgu\u00eas, que significa o pr\u00f3prio Estado<em> enquanto tal<\/em>, e de inventar uma nova forma social comunal sem um ex\u00e9rcito constante&nbsp;, pol\u00edcia ou burocracia, uma forma atrav\u00e9s da qual todos pudessem participar da administra\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es sociais. Isto n\u00e3o era para Lenin um \u201cprojeto te\u00f3rico para algum futuro distante\u201d. Em Outubro de 1917, Lenin afirmou que \u201cn\u00f3s podemos, de uma vez s\u00f3, p\u00f4r em movimento um aparato estatal constitu\u00eddo de dez, se n\u00e3o vinte milh\u00f5es de pessoas\u201d. <em>Este impulso do momento \u00e9 a verdadeira utopi<\/em>a. Aquilo ao que \u00e9 necess\u00e1rio apegar-se \u00e9 \u00e0 <em>loucura<\/em> (no sentido estritamente Kierkegaardiano) desta utopia leninista\u200a\u2014\u200ae o stalinismo \u00e9, se n\u00e3o outra coisa, um retorno para o \u201csenso comum\u201d realista.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para sobrestimar o potencial explosivo de <em>O Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o<\/em>. Neste livro, \u201co vocabul\u00e1rio e a gram\u00e1tica da tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ocidental foram abruptamente dispensados.\u201d O que se seguiu a isto pode ser chamado, tomando emprestado o t\u00edtulo do texto de Althusser sobre Maquiavel, de<em> la solitude de Lenine<\/em>: o tempo quando ele basicamente ficou sozinho, lutando contra a corrente em seu pr\u00f3prio partido. Quando, em suas \u201cTeses de Abril\u201d de 1917, Lenin discerniu o <em>Augenblick<\/em> <em>[o Momento],<\/em> a chance \u00fanica e especial para a revolu\u00e7\u00e3o, suas propostas foram primeiro recebidas com estupor ou desprezo pela grande maioria de seus colegas de partido. Dentro do partido bolchevique, nenhum l\u00edder proeminente sustentou seu chamado para revolu\u00e7\u00e3o, e a <em>Pravda <\/em>tomou um passo extraordin\u00e1rio, rompendo la\u00e7os com o partido e dissociando seu conselho editorial como um todo das \u201cTeses de Abril\u201d de Lenin. Longe de ser um oportunista bajulando e explorando a disposi\u00e7\u00e3o predominante do populacho, as vis\u00f5es de Lenin foram altamente idiossincr\u00e1ticas. Bogdnavo caracterizou as \u201cTeses de Abril\u201d como \u201co del\u00edrio de um homem louco\u201d, e a pr\u00f3pria Nadezhda Krupskaya concluiu: \u201cTemo que, aparentemente, Lenin tenha enlouquecido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro de 1917, Lenin estava encalhado em Zurique, sem nenhum contato confi\u00e1vel com a R\u00fassia, tomando conhecimento da maioria dos eventos pela imprensa su\u00ed\u00e7a; em outubro, ele liderou a primeira revolu\u00e7\u00e3o socialista vitoriosa. Ent\u00e3o, o que aconteceu entre estes dois pontos? Em fevereiro, Lenin imediatamente percebeu a chance revolucion\u00e1ria, o resultado de circunst\u00e2ncias contingentes \u00fanicas: se o momento n\u00e3o fosse aproveitado, a chance para a revolu\u00e7\u00e3o seria confiscada, talvez por d\u00e9cadas. Mesmo poucos dias antes da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, Lenin escreveu: \u201cO triunfo tanto da revolu\u00e7\u00e3o russa como da mundial depende de uma luta de dois ou tr\u00eas dias.\u201d Em sua teimosa insist\u00eancia de que algu\u00e9m deveria tomar o risco e passar ao ato, Lenin estava sozinho, ridicularizado pela maioria dos membros do Comit\u00ea Central do seu pr\u00f3prio partido: entretanto, por mais indispens\u00e1vel que fosse a maneira de interven\u00e7\u00e3o pessoal de Lenin, n\u00e3o devemos transformar a hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro naquela de um g\u00eanio solit\u00e1rio confrontado com as massas desorientadas e gradualmente impondo sua vis\u00e3o. Lenin sucedeu porque seu apelo, enquanto desviava da nomenclatura do partido, encontrava um eco naquilo que algu\u00e9m poderia estar tentado a chamar de micropol\u00edtica revolucion\u00e1ria: a explos\u00e3o incr\u00edvel de democracia de base, de comit\u00eas locais pipocando envolta de todas as cidades grandes da R\u00fassia e, enquanto ignorando a autoridade do governo \u201cleg\u00edtimo\u201d, fazendo a revolu\u00e7\u00e3o com suas pr\u00f3prias m\u00e3os. Esta \u00e9 a hist\u00f3ria n\u00e3o-dita da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, o avesso do mito de um pequeno grupo de dedicados revolucion\u00e1rios impiedosos que efetuaram um <em>coup d\u2019 etat<\/em>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a no\u00e7\u00e3o de que um pequeno grupo de dedicados e impiedosos revolucion\u00e1rios empreendeu um <em>coup\u2019 d\u2019\u00e9tat<\/em> n\u00e3o \u00e9 simplesmente um mito; h\u00e1 um gr\u00e3o crucial de verdade nisso. Quando a insatisfa\u00e7\u00e3o popular cresceu e a ideia de Lenin que ali havia uma chance para a revolu\u00e7\u00e3o foi aceita, a maioria dos l\u00edderes do partido bolchevique estavam tentando organizar um grande levante popular de massa; Trotsky, entretanto, advogou uma vis\u00e3o que, para os marxistas tradicionais, n\u00e3o poderia parecer sen\u00e3o com o \u201cblanquismo\u201d: uma restrita elite bem-treinada deveria tomar o poder. Depois de uma pequena oscila\u00e7\u00e3o, Lenin defendeu Trotsky, especificando por que Trotsky n\u00e3o estava advogando a favor de um blanquismo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Em sua carta de outubro de 1917, Lenin defendeu as t\u00e1ticas de Trotsky: \u201cTrotsky n\u00e3o est\u00e1 brincando com as ideias de Blanqui\u201d, ele disse. \u201cUm movimento se torna uma conspira\u00e7\u00e3o militar somente se n\u00e3o for organizado por um partido pol\u00edtico de uma classe definida de pessoas, e se os organizadores desconsiderarem a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica geral e a situa\u00e7\u00e3o internacional em particular. H\u00e1 uma grande diferen\u00e7a entre uma conspira\u00e7\u00e3o militar, que \u00e9 deplor\u00e1vel sob qualquer ponto de vista, e a arte da insurrei\u00e7\u00e3o armada\u201d.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Neste sentido preciso, \u201cLenin fora um \u201cestrategista\u2019, idealista, inspirador, o <em>deus ex machina<\/em> da revolu\u00e7\u00e3o, mas o homem que inventou a t\u00e9cnica do <em>coup d\u2019etat<\/em> bolchevique foi Trotsky\u201d. Contra os \u00faltimos defensores \u201ctrotskistas\u201d de um Trotsky (quase) \u201cdemocr\u00e1tico\u201d, o qual advoga por uma massiva mobiliza\u00e7\u00e3o de democracia de base, deveriamos enfatizar que Trotsky estava muito atento \u00e0 in\u00e9rcia das massas\u200a\u2014\u200ao que mais se pode esperar delas \u00e9 a insatisfa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica\u201d. Um grupo restrito de revolucion\u00e1rios bem treinados deve usar esse caos para atacar o poder e, assim, abrir o espa\u00e7o no qual as massas possam realmente organizarem a si mesmas\u2026 Aqui, no entanto, quest\u00f5es cruciais surgem: o que esta elite restrita faz? Em que sentido ela \u201ctoma o poder\u201d? A verdadeira novidade de Trotsky se torna vis\u00edvel aqui: a for\u00e7a ofensiva n\u00e3o \u201ctoma o poder\u201d no sentido tradicional de um <em>coup d\u2019etat<\/em> no pal\u00e1cio, ocupando escrit\u00f3rios do governo e constru\u00e7\u00f5es do ex\u00e9rcito; n\u00e3o h\u00e1 um foco em confrontar a pol\u00edcia ou o ex\u00e9rcito nos quart\u00e9is. Citemos algumas passagens da singular obra <em>A t\u00e9cnica do Coup d\u2019 Etat<\/em> (1931) de Curzio Malaparte, para sentirmos um gostinho disso:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A pol\u00edcia de Kerenski e as autoridades militares estavam particularmente preocupadas com a defesa das organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas oficiais do estado: os escrit\u00f3rios governamentais, o Pal\u00e1cio Maria (no qual o conselho republicano estava situado), o Pal\u00e1cio Tauride, o assento da Duma, o Pal\u00e1cio de Inverno, e os quart\u00e9is generais. Quando Trotsky descobriu este erro, ele decidiu atacar s\u00f3 os ramos t\u00e9cnicos do governo nacional e municipal. Insurrei\u00e7\u00e3o, para ele, era somente uma quest\u00e3o de t\u00e9cnica. \u201cPara sobrepor o Estado moderno,\u201d ele disse, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio um partido tempestuoso, especialistas t\u00e9cnicos e gangues de homens armados lideradas por engenheiros.\u201d<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Trotsky, portanto, tinha como alvo a rede material (t\u00e9cnica) do poder (ferrovias, eletricidade, suprimento de \u00e1gua, correio, etc.), a rede sem a qual o poder do Estado paira no vazio e se torna inoperante. Que as massas mobilizadas lutem contra a pol\u00edcia e invadam o Pal\u00e1cio de Inverno (um ato sem nenhuma relev\u00e2ncia real); o passo essencial ser\u00e1 dado por uma minoria pequena e bem treinada\u2026 Ao inv\u00e9s de nos entregarmos a uma rejei\u00e7\u00e3o moralista-democr\u00e1tica de tal procedimento, deve-se antes analisar isso friamente, e pensar sobre como aplicar isso nos dias hoje, j\u00e1 que, nos nossos tempos, este <em>insight<\/em> de Trotsky ganhou uma nova atualidade com a progressiva digitaliza\u00e7\u00e3o das nossas vidas naquilo que pode ser caracterizada como a nova era do poder p\u00f3s-humano.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tradutoresproletarios.files.wordpress.com\/2019\/01\/ac0eb-1r_ztailrxckdduxrndqnna.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A maioria das nossas atividades (e passividades) \u00e9 agora registrada em alguma nuvem digital, a qual permanentemente nos avalia, tra\u00e7ando n\u00e3o s\u00f3 nossos atos como tamb\u00e9m nossos estados emocionais. Quando temos a experi\u00eancia de sermos livres ao m\u00e1ximo (surfando na rede onde tudo \u00e9 acess\u00edvel), \u00e9 justamente nela em que estamos totalmente \u201cexternados\u201d e sutilmente manipulados. A rede digital nos d\u00e1 um novo sentido para um velho slogan: \u201co pessoal \u00e9 pol\u00edtico\u201d. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o controle das nossas vidas \u00edntimas que est\u00e1 em jogo: hoje, tudo \u00e9 regulado por alguma rede digital, do transporte \u00e0 sa\u00fade, da eletricidade \u00e0 \u00e1gua. \u00c9 por isso que a rede \u00e9 nosso mais importante bem comunal hoje, e a luta por seu controle \u00e9 <em>a<\/em> luta hoje. O inimigo \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de bens comuns privatizados e estatizados, corpora\u00e7\u00f5es (Google, Facebook) e ag\u00eancias de seguran\u00e7a do Estado (NSA). Mas n\u00f3s sabemos de tudo isso, ent\u00e3o onde Trotsky entra aqui?<\/p>\n\n\n\n<p>A rede digital que sustenta o funcionamento das nossas sociedades, assim como seus mecanismos de controle, \u00e9 o personagem principal da rede t\u00e9cnica que sustenta o poder. Isso n\u00e3o levaria a uma nova atualidade da ideia de Trotsky de que a chave do Estado n\u00e3o est\u00e1 nas suas organiza\u00e7\u00f5es secretariais ou pol\u00edticas, mas em seus servi\u00e7os t\u00e9cnicos? Consequentemente, da mesma maneira em que, para Trotsky, a tomada do controle dos correios, da eletricidade, das ferrovias, etc., foi o momento chave para a revolucion\u00e1ria tomada do poder, n\u00e3o seria verdade que hoje, a \u201cocupa\u00e7\u00e3o\u201d da rede digital \u00e9 absolutamente crucial para quebrar o poder do Estado e do capital? E, da mesma forma que Trotsky exigiu a mobiliza\u00e7\u00e3o de um restrito \u201cpartido tempestuoso, especialistas t\u00e9cnicos e gangues de homens armados lideradas por engenheiros\u201d para resolver essa \u201cquest\u00e3o de t\u00e9cnica\u201d, a li\u00e7\u00e3o das \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 que nem protestos de base (como vistos na Espanha e Gr\u00e9cia) nem os movimentos pol\u00edticos bem organizados (partidos com vis\u00f5es pol\u00edticas elaboradas) s\u00e3o suficientes. N\u00f3s precisamos tamb\u00e9m de uma restrita for\u00e7a ofensiva de \u201cengenheiros\u201d dedicados (hackers, delatores\u2026) organizados como um grupo conspirat\u00f3rio disciplinado. Sua tarefa ser\u00e1 a de \u201ctomar\u201d a rede digital, arranc\u00e1-la das m\u00e3os das corpora\u00e7\u00f5es e ag\u00eancias de Estado que agora as controlam de fato.<\/p>\n\n\n\n<p>O Wikileaks foi apenas o come\u00e7o, e o nosso lema deveria ser mao\u00edsta: <em>Que flores\u00e7am cem Wikileaks<\/em>. O p\u00e2nico e a f\u00faria com as quais os que est\u00e3o no poder, estes que controlam nossos bens comuns digitais, reagiram contra Assange, \u00e9 a prova de que tal atividade acerta no ponto fraco deles. Haver\u00e3o muitos golpes baixos nesta luta: nosso lado ser\u00e1 acusado de jogar no lado inimigo (como na campanha contra Assange que o acusava de estar a servi\u00e7o de Putin). Mas n\u00f3s devemos nos acostumar a isso e saber contra-atacar devolvendo o dobro, impiedosamente jogando um lado contra o outro de modo a derrubar ambos. N\u00e3o foram Lenin e Trotsky tamb\u00e9m acusados de serem financiados pelos alem\u00e3es e\/ou pelos banqueiros judeus? Quanto ao medo de que tal atividade poderia perturbar o funcionamento de nossas sociedades e, portanto, amea\u00e7ar milh\u00f5es de vidas, n\u00f3s devemos ter em mente que s\u00e3o os que est\u00e3o no poder quem est\u00e3o prontos para seletivamente desligar a grade digital para isolar e conter protestos. Quando as massivas insatisfa\u00e7\u00f5es estouram, o primeiro passo deles \u00e9 sempre desconectar a internet e os celulares.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s precisamos, portanto, de um equivalente pol\u00edtico da tr\u00edade hegeliana do Universal, do Particular, e do Singular. Universal: uma reviravolta em massa no estilo do <em>Podemos<\/em>. Particular: uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que traduza a insatisfa\u00e7\u00e3o em um novo programa pol\u00edtico operativo. Singular: grupos especializados \u201celitistas, que agindo de modo puro e t\u00e9cnico minam o funcionamento do controle e regula\u00e7\u00e3o estatal\u201d. Sem este terceiro elemento, os dois primeiros permanecem impotentes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tradutoresproletarios.files.wordpress.com\/2019\/01\/ee79b-1gkb2uxu4plqvuset99kfeg.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><em>Slavoj \u017di\u017eek.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Traduzido por <\/em><a href=\"https:\/\/medium.com\/u\/8bb93f0fa3b2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Felipe Aiello<\/em><\/a><em> [<\/em>CTP<em>]<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tradutoresproletarios.files.wordpress.com\/2019\/01\/7e8d9-172snwba2pbxpmjupqndsow.png\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Original:<br><a href=\"https:\/\/thephilosophicalsalon.com\/acheronta-movebo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/thephilosophicalsalon.com\/acheronta-movebo\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Se n\u00e3o posso vencer os c\u00e9us, moverei o Inferno.&#8221;<\/p>\n<p>Neste ensaio, \u017di\u017eek disserta sobre as bases materiais (e inconscientes) que sustentam as institui\u00e7\u00f5es e as diversas perversidades cometidas por estas; e, retomando uma peculiar t\u00e1tica leninista-trotskista empreendida na Revolu\u00e7\u00e3o Russa (e esquecida pela esquerda), afirma a necessidade de uma tomada revolucion\u00e1ria da rede digital, uma das &#8220;regi\u00f5es obscuras da realidade&#8221; que regem nosso cotidiano, para assim derrubar o Estado e o capitalismo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":""},"categories":[345,1],"tags":[36,73,122,133,159,160,181,182,183,186,204,221,222,247,259,265,258,272,273,285,287,293,296,299,307,312,319,323,327,329],"class_list":["post-60","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arquivo-tradutores-proletarios","category-uncategorized","tag-abu-ghraib","tag-catolicismo","tag-exercito","tag-filosofia","tag-hacking","tag-hacktivismo","tag-igreja-catolica","tag-inconsciente","tag-inconsciente-politico","tag-internet","tag-leon-trotsky","tag-marxismo","tag-marxismo-leninismo","tag-outro-autre","tag-pedofilia","tag-politica","tag-pos-humanismo","tag-psicanalise","tag-psicanalise-lacaniana","tag-revolucao","tag-revolucao-russa","tag-sexualidade","tag-slavoj-zizek","tag-sociologia","tag-tecnologia","tag-tortura","tag-trotskismo","tag-vanguardismo","tag-violencia","tag-vladimir-lenin"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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