{"id":549,"date":"2020-06-29T20:57:05","date_gmt":"2020-06-29T23:57:05","guid":{"rendered":"https:\/\/tradutoresproletarios.wordpress.com\/?p=549"},"modified":"2021-01-23T05:22:56","modified_gmt":"2021-01-23T05:22:56","slug":"o-esverdeamento-de-hegel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2020\/06\/29\/o-esverdeamento-de-hegel\/","title":{"rendered":"O esverdeamento de Hegel \u2014 Slavoj \u017di\u017eek"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-557\" src=\"https:\/\/tradutoresproletarios.files.wordpress.com\/2020\/06\/hegelgreenedr.jpg\" alt=\"hegelgreenedr\" width=\"1600\" height=\"1067\"><\/p>\n<hr>\n<p>H\u00e1 uma diferen\u00e7a fundamental entre a aliena\u00e7\u00e3o do sujeito na ordem simb\u00f3lica e a aliena\u00e7\u00e3o do trabalhador nas rela\u00e7\u00f5es sociais capitalistas. Temos que evitar as duas armadilhas sim\u00e9tricas que se abrem se insistirmos na homologia entre as duas aliena\u00e7\u00f5es: a ideia de que a aliena\u00e7\u00e3o social capitalista \u00e9 irredut\u00edvel, pois a aliena\u00e7\u00e3o significante \u00e9 constitutiva da subjetividade, bem como a ideia oposta de que a aliena\u00e7\u00e3o significante poderia ser abolida da mesma maneira que Marx imaginou a supera\u00e7\u00e3o da aliena\u00e7\u00e3o capitalista. O ponto n\u00e3o \u00e9 que a aliena\u00e7\u00e3o significante seja mais fundamental e persista mesmo se abolirmos a aliena\u00e7\u00e3o capitalista; \u00e9 algo mais refinado. A pr\u00f3pria figura de um sujeito que deveria superar a aliena\u00e7\u00e3o significante e se tornar um agente livre cujo qual \u00e9 um mestre do universo simb\u00f3lico, i.e., que n\u00e3o \u00e9 mais incorporado em uma subst\u00e2ncia simb\u00f3lica, apenas pode surgir do espa\u00e7o da aliena\u00e7\u00e3o capitalista, o espa\u00e7o em que indiv\u00edduos livres interagem. Vamos indicar o dom\u00ednio dessa aliena\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tentativa de Robert Brandom em elaborar \u201co caminho para a forma p\u00f3s-moderna de reconhecimento que supera a aliena\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica. Essa \u00e9 a estrutura de reconhecimento recoletiva da verdade\u201d.<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a> Para Brandom, isso<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Pode ser a parte do pensamento de Hegel que \u00e9 do interesse e valor filos\u00f3fico mais contempor\u00e2neo. Isso ocorre em parte porque ele atribui um profundo significado pol\u00edtico para a substitui\u00e7\u00e3o do modelo sem\u00e2ntico de representa\u00e7\u00e3o atom\u00edstica pelo modelo holista de express\u00e3o. [&#8230;] Isso conduz a uma nova forma de reconhecimento m\u00fatuo e inaugura o terceiro est\u00e1gio no desenvolvimento do Esp\u00edrito: a era da confian\u00e7a.<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cConfian\u00e7a\u201d \u00e9 aqui confian\u00e7a na subst\u00e2ncia \u00e9tica (o \u201cgrande Outro\u201d, o conjunto das normas estabelecidas) o que n\u00e3o limita, mas sustenta o espa\u00e7o de nossa liberdade. Referindo a Chomsky, Brandom faz sua pr\u00f3pria leitura da distin\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica entre liberdade negativa e liberdade positiva: liberdade negativa \u00e9 a liberdade de normas e obriga\u00e7\u00f5es predominantes que podem conduzir apenas e uma ir\u00f4nica dist\u00e2ncia universalizada de todos os regulamentos positivos (n\u00e3o devemos confiar neles; s\u00e3o ilus\u00f5es mascarando interesses particulares), enquanto a liberdade positiva \u00e9 a liberdade cujo espa\u00e7o \u00e9 aberto e sustentado por nossa ades\u00e3o a um conjunto de normas. Como Chomsky comprovou, a linguagem permite que um indiv\u00edduo que a habite gere um n\u00famero infinito de frases. Essa \u00e9 a liberdade de express\u00e3o positiva fornecida por nossa aceita\u00e7\u00e3o das regras da linguagem, enquanto a liberdade negativa pode apenas conduzir \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica. Mas essa liberdade da ironia, da dist\u00e2ncia ir\u00f4nica, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma forma de liberdade positiva baseada em um profundo conhecimento das regras? Algo como aliena\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica n\u00e3o \u00e9 inerente para aqueles que realmente habitam uma l\u00edngua?<\/p>\n<p>Vamos pegar o patriotismo. Um verdadeiro patriota n\u00e3o \u00e9 um entusiasta fan\u00e1tico, mas algu\u00e9m que muitas vezes pode fazer coment\u00e1rios ir\u00f4nicos sobre sua na\u00e7\u00e3o, e essa ironia paradoxalmente atesta seu verdadeiro amor por seu pa\u00eds (quando as coisas ficam s\u00e9rias, ele j\u00e1 est\u00e1 pronto para lutar por ele). Para ser poss\u00edvel praticar esse tipo de ironia, tenho que controlar as regras da minha linguagem muito mais profundamente do que aqueles que a falam perfeitamente de forma n\u00e3o ir\u00f4nica. \u00c9 poss\u00edvel dizer que habitar uma linguagem realmente implica n\u00e3o apenas conhecer as regras, mas conhecer as meta-regras que me dizem como violar as regras expl\u00edcitas: isso n\u00e3o implica em cometer erros, mas em cometer o tipo certo de erro. E o mesmo se aplica para as maneiras que mant\u00eam unidas uma determinada comunidade. Esse \u00e9 o motivo que, nos velhos tempos, quando ainda existiam escolas para ensinar pessoas comuns a se comportar na alta sociedade, elas eram, como regra geral, um fracasso absoluto: n\u00e3o importa o quanto elas ensinavam as regras de comportamento, elas n\u00e3o eram capazes de ensinar as meta-regras que regulavam a sutil transgress\u00e3o das regras. E, falando sobre subjetividade expressiva, tamb\u00e9m se pode dizer que subjetividade aparece na fala apenas por meio de tais viola\u00e7\u00f5es regulamentadas. Sem elas o que obtemos \u00e9 um discurso plano e impessoal.<\/p>\n<p>E se imaginarmos o comunismo de maneira semelhante: como uma nova subst\u00e2ncia \u00e9tica (uma estrutura de regras) que permita a liberdade positiva? Talvez seja assim que devemos reler a formula\u00e7\u00e3o de Marx da oposi\u00e7\u00e3o entre o reino da necessidade e o reino da liberdade. O comunismo n\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria liberdade, mas a estrutura de um reino de necessidade que sustenta a liberdade. Tamb\u00e9m \u00e9 assim que eu deveria replicar a Tyler Cowen que, em um debate em Bergen, me perguntou porque continuo mantendo a antiquada no\u00e7\u00e3o de comunismo. Por que n\u00e3o deixo de lado e gosto de escrever meus coment\u00e1rios provocativos anti-PC com suas perversidades e provoca\u00e7\u00f5es? Minha r\u00e9plica deveria ter sido que eu preciso do comunismo precisamente como pano de fundo, o firme modelo \u00e9tico, o principal compromisso com uma Causa que faz poss\u00edvel todos os meus prazeres transgressores. Em outras palavras, n\u00e3o podemos imaginar o comunismo como uma ordem autotransparente sem aliena\u00e7\u00e3o, mas como uma ordem de \u201cboa\u201d aliena\u00e7\u00e3o, de nossa confian\u00e7a em uma rede de controle e regulamenta\u00e7\u00f5es invis\u00edveis, que sustentem o espa\u00e7o de nossa liberdade. No comunismo, eu deveria ser levado a \u201cconfiar\u201d nessa teia de controle e ignor\u00e1-la, concentrando-me no que torna minha vida significativa.<\/p>\n<p>Essa aliena\u00e7\u00e3o constitutiva embutida na subst\u00e2ncia simb\u00f3lica est\u00e1 ausente em Saito devido a seu foco no metabolismo do processo de trabalho. Procurando uma funda\u00e7\u00e3o da vida humana pr\u00e9-capitalista, ele postula o processo do metabolismo entre natureza e o homem como o fundamento sobre o qual o processo do capital se baseia. Esse metabolismo foi distorcido pelo capital que o parasita, de modo que a \u201ccontradi\u00e7\u00e3o\u201d b\u00e1sica do capitalismo \u00e9 aquela entre o metabolismo natural e capital: a natureza resiste ao capital, ela p\u00f5e um limite \u00e0 sua autovaloriza\u00e7\u00e3o. A tarefa do comunismo \u00e9 ent\u00e3o inventar uma nova forma de metabolismo social que n\u00e3o ir\u00e1 ser mediado pelo mercado, mas organizado de uma forma humana (racionalmente planejada). Esse \u00e9 o motivo de Saito ser profundamente anti-hegeliano: seu axioma \u00e9 que a dial\u00e9tica hegeliana n\u00e3o pode pensar os limites naturais do capital, o fato que o automovimento do capital n\u00e3o pode sequer \u201cnegar\u201d\/integrar sua base natural pressuposta:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>A ecologia de Marx lida com a s\u00edntese dos aspectos hist\u00f3ricos e trans-hist\u00f3ricos do metabolismo social, explicando como a dimens\u00e3o f\u00edsica e material do \u201cmetabolismo universal da natureza\u201d e do \u201cmetabolismo entre humanos e natureza\u201d s\u00e3o modificadas e eventualmente rompidas pela valoriza\u00e7\u00e3o do capital. A an\u00e1lise de Marx busca revelar os limites da apropria\u00e7\u00e3o da natureza atrav\u00e9s da subsun\u00e7\u00e3o pelo capital.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marx n\u00e3o fala sobre a subsun\u00e7\u00e3o do capital em termos formais e abstratos. Ao contr\u00e1rio, ele est\u00e1 interessado em como essa subsun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas formal, mas transforma gradualmente a pr\u00f3pria base material: o ar torna-se polu\u00eddo, o desmatamento acelera, a terra \u00e9 exaurida e tornada menos f\u00e9rtil, etc. Saito v\u00ea nessa fenda a \u201ccontradi\u00e7\u00e3o\u201d b\u00e1sica do capitalismo: novamente a produ\u00e7\u00e3o social est\u00e1 subsumida ao processo de autovaloriza\u00e7\u00e3o do capital, o objetivo do processo se torna a autovaloriza\u00e7\u00e3o ampliada do capital, o crescimento da acumula\u00e7\u00e3o do valor e, uma vez que o meio ambiente definitivamente conta como uma externalidade, consequ\u00eancias ambientais destrutivas s\u00e3o ignoradas, elas n\u00e3o contam:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>O capital contradiz a limita\u00e7\u00e3o fundamental das for\u00e7as da natureza e dos recursos por causa de seu impulso \u00e0 autovaloriza\u00e7\u00e3o infinita. Essa \u00e9 a contradi\u00e7\u00e3o central do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, e a an\u00e1lise de Marx busca discernir os limites dessa incomensur\u00e1vel dire\u00e7\u00e3o para a acumula\u00e7\u00e3o do capital dentro de um mundo material (p. 259).<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando ele fala sobre a \u201ccontradi\u00e7\u00e3o\u201d entre capitalismo e natureza, Saito permanece dentro dos limites de uma oposi\u00e7\u00e3o entre as demandas crescentes da humanidade e os limites \u00f3bvios do mundo finito que habitamos. O mundo inteiro simplesmente n\u00e3o pode fruir do consumismo dos pa\u00edses altamente desenvolvidos j\u00e1 que recursos naturais \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o limitados e n\u00e3o-renov\u00e1veis. O que uma tal abordagem de senso-comum ignora \u00e9 o oposto, a outra face da exaust\u00e3o, da crescente escassez dos recursos naturais: o excesso, a explos\u00e3o de abund\u00e2ncia, de desperd\u00edcio em todas as suas formas, de milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico desperdi\u00e7ados circulando nos oceanos \u00e0 polui\u00e7\u00e3o do ar. O nome desse excedente \u00e9 \u201cemiss\u00e3o\u201d. O que \u00e9 emitido \u00e9 excedente, que n\u00e3o pode ser \u201creciclado\u201d, reintegrado \u00e0 circula\u00e7\u00e3o da natureza, um excedente que persiste como um restante \u201cinatural\u201d crescendo ao infinito e desse modo desestabilizando a \u201cfinitude\u201d da natureza e de seus recursos. Esse \u201cdesperd\u00edcio\u201d \u00e9 a contraparte material dos refugiados desabrigados que forma uma esp\u00e9cie de \u201chumano desperdi\u00e7ado\u201d (desperd\u00edcio, \u00e9 claro, do ponto de vista da circula\u00e7\u00e3o global do capital).<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>A ecologia est\u00e1, portanto, no centro da cr\u00edtica de Marx \u00e0 economia pol\u00edtica, e por isso que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas de sua vida, Marx estava lendo extensivamente livros sobre qu\u00edmica e fisiologia da agricultura. (A raz\u00e3o pela qual Marx voltou-se para esses temas \u00e9 clara: ele queria estudar o processo de vida do metabolismo sem cair na armadilha de conceber a vida que precede o capital em termos de uma \u201cfor\u00e7a vital\u201d rom\u00e2ntica.) A premissa central de Saito \u00e9 de que <em>essa<\/em> \u201ccontradi\u00e7\u00e3o\u201d n\u00e3o pode ser compreendida em termos hegelianos, e esse \u00e9 o motivo de ele zombar do fato de que o marxismo ocidental \u201clida primariamente com formas sociais (muitas vezes com um fetichismo extremo da <em>Ci\u00eancia da l\u00f3gica<\/em> de Hegel)\u201d (p. 262).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, qual modo de relacionamento com Hegel deveria uma orienta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica do marxismo assumir hoje? A l\u00f3gica de Hegel \u00e9 um modelo mistificado\/idealista de um processo revolucion\u00e1rio (<em>Grundrisse<\/em>, jovem Luk\u00e1cs)? \u00c9 a l\u00f3gica do capital? \u00c9 a predecessora de uma nova ontologia universal?<\/p>\n<p>Quando Chris Arthur diz \u201c\u00e9 precisamente a aplicabilidade da l\u00f3gica hegeliana que condena o objeto como uma realidade invertida sistematicamente alienada de seus portadores,\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a> ele fornece a formula\u00e7\u00e3o mais concisa da \u201cl\u00f3gica de Hegel como a l\u00f3gica do capital\u201d: o fato de que a l\u00f3gica de Hegel pode ser aplicada ao capitalismo significa que o capitalismo \u00e9 uma ordem perversa de aliena\u00e7\u00e3o. Ou, como John Rosenthal sustenta, \u201cMarx fez a curiosa descoberta de um dom\u00ednio do objeto no qual a rela\u00e7\u00e3o invertida entre o universal e o particular, que constitui o princ\u00edpio distintivo da metaf\u00edsica hegeliana, de fato \u00e9 obtido. Todo o enigma da \u201crela\u00e7\u00e3o Marx-Hegel\u201d consiste em nada mais al\u00e9m disso: [&#8230;] \u00e9 precisamente e paradoxalmente as f\u00f3rmulas m\u00edsticas da l\u00f3gica hegeliana para qual Marx encontra uma aplica\u00e7\u00e3o racional e cient\u00edfica.\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a> Em suma, enquanto, em sua primeira cr\u00edtica de Hegel, Marx rejeitou seu pensamento como uma invers\u00e3o especulativa tresloucada do estado atual das coisas, ele ficou impressionado ao perceber que existe um dom\u00ednio que se comporta de modo hegeliano, nomeadamente o dom\u00ednio da circula\u00e7\u00e3o do capital.<\/p>\n<p>Lembre-se do motivo marxista cl\u00e1ssico da invers\u00e3o especulativa da rela\u00e7\u00e3o entre o universal e o particular. O universal \u00e9 apenas uma propriedade de objetos particulares que realmente existem, mas quando somos v\u00edtimas do fetichismo da mercadoria, aparece como se o conte\u00fado concreto de uma mercadoria (seu valor de uso) seja uma express\u00e3o de sua universalidade abstrata (seu valor de troca). Um valor abstrato universal aparece como uma subst\u00e2ncia real, que sucessivamente encarna a si mesma em uma s\u00e9ria de objetos concretos. Essa \u00e9 a tese marxista b\u00e1sica: j\u00e1 \u00e9 o mundo efetivo das mercadorias que se comporta como a subst\u00e2ncia-sujeito hegeliana, como um universal passando por uma s\u00e9rie de personifica\u00e7\u00f5es particulares.<\/p>\n<p>Na leitura de Marx, o movimento especulativo autoprodutor do capital tamb\u00e9m indica uma limita\u00e7\u00e3o fatal do processo dial\u00e9tico hegeliano, alguma coisa est\u00e1 fora da compreens\u00e3o de Hegel. \u00c9 nesse sentido que Lebrun menciona a \u201cfascinante imagem\u201d do capital apresentada por Marx (especialmente nos <em>Grundrisse<\/em>): \u201cuma mistura monstruosa de boa infinitude e m\u00e1 infinitude\u201d, a boa infinitude que cria suas pressuposi\u00e7\u00f5es e as condi\u00e7\u00f5es para seu crescimento, e a m\u00e1 infinitude que nunca cessa de superar suas crises e encontra seus limites de sua pr\u00f3pria natureza.\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a> Essa talvez seja a raz\u00e3o pela qual a refer\u00eancia de Marx \u00e0 dial\u00e9tica de Hegel em sua \u201ccr\u00edtica \u00e0 economia pol\u00edtica\u201d \u00e9 amb\u00edgua, oscilando entre aceit\u00e1-la como uma express\u00e3o mistificada da l\u00f3gica do capital e tom\u00e1-la como o modelo para o processo revolucion\u00e1rio de emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Primeiro, h\u00e1 uma dial\u00e9tica como \u201ca l\u00f3gica do capital\u201d: o desenvolvimento da forma-mercadoria e a passagem do dinheiro para o capital \u00e9 claramente formulada em termos hegelianos (capital \u00e9 a subst\u00e2ncia-dinheiro que se transforma no processo automediador de sua pr\u00f3pria reprodu\u00e7\u00e3o, etc.). Ent\u00e3o, h\u00e1 a no\u00e7\u00e3o hegeliana de proletariado como \u201csubjetividade sem subst\u00e2ncia\u201d, i.e., o grandioso esquema hegeliano do processo hist\u00f3rico da sociedade pr\u00e9-classe ao capitalismo como separa\u00e7\u00e3o gradual do sujeito de suas condi\u00e7\u00f5es objetivas, de modo que a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo significa que o sujeito (coletivo) reapropria-se de sua subst\u00e2ncia alienada. A matriz dial\u00e9tica hegeliana serve, portanto, como um modelo da l\u00f3gica do capital, assim como o modelo de sua supera\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Mas, novamente, qual modo de relacionamento com Hegel deveria um marxismo ecologicamente orientado assumir hoje? Deveria ser a dial\u00e9tica hegeliana como a express\u00e3o mistificada do processo revolucion\u00e1rio? Como express\u00e3o filos\u00f3fica da l\u00f3gica perversa do capital? Como vers\u00e3o idealista de uma nova ontologia dial\u00e9tico-materialista? Ou, devemos simplesmente afirmar (como Althusser) que Marx apenas \u201cflertou\u201d com a dial\u00e9tica hegeliana, que seu pensamento era totalmente estrangeiro \u00e0 Hegel?<\/p>\n<p>H\u00e1 uma outra possibilidade: uma leitura diferente do pr\u00f3prio processo dial\u00e9tico hegeliano, n\u00e3o como um modelo de \u201csujeito-apropria\u00e7\u00e3o-subst\u00e2ncia\u201d. D\u00e9cadas atr\u00e1s, nos primeiros anos da ecologia moderna, alguns leitores perspicazes de Hegel notaram que seu idealismo especulativo n\u00e3o implica em uma apropria\u00e7\u00e3o absoluta da natureza. Em contraste com a apropria\u00e7\u00e3o produtiva, a especula\u00e7\u00e3o deixa seu outro ser; ela n\u00e3o interv\u00e9m em seu outro. Como Frank Ruda apontou,<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a> o Saber Absoluto de Hegel n\u00e3o \u00e9 uma total <em>Aufhebung<\/em> \u2013 uma integra\u00e7\u00e3o perfeita de toda realidade na automedia\u00e7\u00e3o do Conceito. \u00c9 muito mais um ato de radical <em>Aufgeben<\/em> \u2013 uma desist\u00eancia, uma ren\u00fancia do violento esfor\u00e7o de agarrar a realidade. O Saber Absoluto \u00e9 um gesto de <em>Entlassen<\/em>, de liberar a realidade, de deix\u00e1-la ser e permanecer por conta pr\u00f3pria, e, nesse sentido, romper com o esfor\u00e7o infinito do trabalho para se apropriar de sua alteridade, o que sempre resiste em ser apanhada. Trabalho (e a domina\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em geral) \u00e9 um caso exemplar do que Hegel chama \u201cinfinidade esp\u00faria\u201d, uma vez que \u00e9 uma busca que nunca \u00e9 realizada porque isso pressup\u00f5e um outro para ser dominado, enquanto a especula\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica \u00e9 mais f\u00e1cil, n\u00e3o \u00e9 perturbada por seu Outro.<\/p>\n<p>O que uma tal leitura de Hegel implica \u00e9 que a dial\u00e9tica hegeliana n\u00e3o pode ser reduzida a uma suprassun\u00e7\u00e3o total de toda conting\u00eancia na automedia\u00e7\u00e3o do Conceito. Isso nos traz de volta \u00e0 ecologia: Saito se op\u00f5e Hegel, j\u00e1 que Hegel \u00e9, para ele, o modelo de nega\u00e7\u00e3o da autonomia da natureza. A Idea de Hegel n\u00e3o representa um processo produtivo, que n\u00e3o precisa mais depender de uma troca metab\u00f3lica com a alteridade, mas reduz toda alteridade a um momento subordinado da automedia\u00e7\u00e3o da Ideia? Mas se aceitarmos nossa leitura de Hegel, ent\u00e3o Hegel n\u00e3o apenas tolera, mas demanda que permitamos que a alteridade irredut\u00edvel da natureza permane\u00e7a outra. Esse respeito pela conting\u00eancia da natureza significa que devemos evitar a armadilha de interpretar cat\u00e1strofes ecol\u00f3gicas como sinais que apontam para um caminho linear e inequ\u00edvoco para uma cat\u00e1strofe final.<\/p>\n<p>Precisamente, na medida em que devemos levar a s\u00e9rio as amea\u00e7as ecol\u00f3gicas, tamb\u00e9m devemos estar plenamente conscientes de como proje\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises s\u00e3o incertas neste dom\u00ednio. Saberemos com certeza o que est\u00e1 acontecendo apenas quando for tarde demais. Extrapola\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas apenas d\u00e3o argumentos aos negacionistas do aquecimento global, ent\u00e3o devemos esquecer a todo custo essa armadilha da \u201cecologia do medo\u201d, um fasc\u00ednio m\u00f3rbido e precipitado por desgra\u00e7as e cat\u00e1strofes. Apenas uma estreita linha separa a percep\u00e7\u00e3o correta do real perigo dos cen\u00e1rios fantasiosos sobre a cat\u00e1strofe global que nos aguarda. H\u00e1 um tipo espec\u00edfico de gozo em viver no fim dos tempos, \u00e0 sombra de uma cat\u00e1strofe, e o paradoxo \u00e9 que tal fixa\u00e7\u00e3o na pr\u00f3xima cat\u00e1strofe \u00e9, precisamente, uma das formas de evitar realmente confront\u00e1-la. Para manter um m\u00ednimo de credibilidade, essa vis\u00e3o deve apegar-se em m\u00e1s not\u00edcias: o derretimento de geleiras aqui, um tornado ali, uma onda de calor em outro lugar. Todos s\u00e3o lidos como sinais da pr\u00f3xima cat\u00e1strofe.<\/p>\n<p>Mesmo os grandes inc\u00eandios que devastaram o sudeste da Austr\u00e1lia no final de 2019 e come\u00e7o do 2020 n\u00e3o devem ser lidos de um modo simplista. Em um recente coment\u00e1rio no <em>Spectator<\/em>, Tim Blair abriu uma nova perspectiva sobre essa cat\u00e1strofe:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQueimadas controladas da flora crescida eram pr\u00e1ticas comuns na zona rural da Austr\u00e1lia, mas agora um tipo de fundamentalismo religioso ecol\u00f3gico assumiu o lugar do senso comum. H\u00e1 muitos exemplos de recentes decis\u00f5es legais que puniram aqueles que limparam terras ao redor de suas propriedades. \u2018Temos queimado menos que 1 por cento de nossas terras propensas a inc\u00eandios florestais nos \u00faltimos 20 anos\u2019, disse o capit\u00e3o do corpo de bombeiros Brian Williams, \u2018isso significa que todo ano a carga de combust\u00edveis continua a aumentar\u2019. Tentativas bem-intencionadas, mas ignorantes para proteger ecossistemas naturais dos animais s\u00e3o, em parte, o motivo pelo qual esses ecossistemas s\u00e3o agora nada mais que cinzas e cinzas.\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>A tend\u00eancia desse coment\u00e1rio \u00e9 clara: est\u00e1 direcionada contra a pressuposi\u00e7\u00e3o do aquecimento global, que, o autor sugere, deve ser rejeitado. Mas, na verdade o que devemos aprender com o seu coment\u00e1rio \u00e9 a ambiguidade de sinais. Aqui, uma volta para a teologia pode ser \u00fatil, uma vez que os ecologistas s\u00e3o frequentemente acusados de embasarem-se em um fervor quase religioso. Em vez de rejeitar essa acusa\u00e7\u00e3o, devemos orgulhosamente aceita-la e qualific\u00e1-lo ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>O in\u00edcio do evangelho de Jo\u00e3o cont\u00e9m uma teoria completa dos sinais (ou milagres). Deus produz milagres, ou, como dir\u00edamos hoje, coisas chocantes acontecem que perturbam nosso senso comum da realidade, como os inc\u00eandios na Austr\u00e1lia. Mas \u201cse virmos milagres sem acreditar, apenas vamos fortalecer nosso pecado.\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a> Os sinais s\u00e3o significados para convencer os crentes, mas quando eles s\u00e3o dados, eles tamb\u00e9m refor\u00e7am a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Jesus daqueles que n\u00e3o acreditam nele. Essa oposi\u00e7\u00e3o \u201cse torna mais severa e mais beligerante, mais aberta em suas tentativas de silenci\u00e1-lo; e cada vez que ele sente uma profunda amea\u00e7a dos poderes que foram colocados contra ele.\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>O coment\u00e1rio de Blair deve ser lido de acordo com essas linhas teol\u00f3gicas: embora isso definitivamente signifique \u201cfortalecer nosso pecado\u201d (da nega\u00e7\u00e3o do aquecimento global), n\u00e3o deve ser descartado como uma mentira corrupta. Ao contr\u00e1rio, deve ser recebido como uma oportunidade bem-vinda de analisar a complexidade da situa\u00e7\u00e3o para deixar claro como essa complexidade faz nosso dilema ecol\u00f3gico ainda mais perigoso. Na natureza, esse dom\u00ednio da conting\u00eancia \u00e9 aquele em que a Ideia existe externamente com rela\u00e7\u00e3o a si mesma. L\u00e1 estamos, por defini\u00e7\u00e3o, no dom\u00ednio dos sinais amb\u00edguos e da \u201cinfinitude esp\u00faria\u201d das intera\u00e7\u00f5es complexas, onde cada ocorr\u00eancia pode ser um sinal de seu oposto. Disso segue que toda interven\u00e7\u00e3o humana destinada a restaurar algum tipo de equil\u00edbrio natural pode desencadear uma cat\u00e1strofe inesperada, e toda cat\u00e1strofe pode ser o prenuncia de boas novas.<\/p>\n<hr>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Robert Brandom, <em>The Spirit of Trust<\/em>, Cambridge: Harvard University Press 2019, p. 501.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> <em>Op. cit<\/em>., p. 506.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Devo essas linhas ao pensamento de Alenka Zupan\u010di\u010d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Fonte: https:\/\/www.academia.edu\/38109734\/The_Logic_of_Capital._Interview_with_Chris_Arthur.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Cita\u00e7\u00e3o de: https:\/\/www.academia.edu\/3035436\/John_Rosenthal_The_Myth_of_Dialectics_Reinterpreting_the_Marx-Hegel_Relation.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Gerard Lebrun, <em>L\u2019envers de la dialectique<\/em>, Paris: Editions du Seuil 2004, p. 311.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Ver: Frank Ruda, <em>Abolishing Freedom<\/em>, Winnipeg: Bison Books 2016.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> https:\/\/www.spectator.co.uk\/2020\/01\/fight-fire-with-fire-controlled-burning-could-have-protected-australia\/.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> https:\/\/bible.org\/seriespage\/lesson-63-believing-seeing-seeing-not-believing-john-1138-57.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> https:\/\/www.raystedman.org\/new-testament\/john\/gods-strange-ways.<\/p>\n<hr>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Autor:&nbsp;SLAVOJ \u017dI\u017dEK<\/strong><\/p>\n<p><strong>Publicado: <\/strong>24\/02\/2020<br \/>\n<strong><br \/>\nOriginal:&nbsp;<a href=\"https:\/\/thephilosophicalsalon.com\/the-greening-of-hegel\/\">Link aqui<\/a><\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Mois\u00e9s Jo\u00e3o Rech<\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\nRevis\u00e3o: Leonardo Mendon\u00e7a&nbsp;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 uma diferen\u00e7a fundamental entre a aliena\u00e7\u00e3o do sujeito na ordem simb\u00f3lica e a aliena\u00e7\u00e3o do trabalhador nas rela\u00e7\u00f5es sociais capitalistas. 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