{"id":490,"date":"2020-05-13T16:17:50","date_gmt":"2020-05-13T19:17:50","guid":{"rendered":"https:\/\/tradutoresproletarios.wordpress.com\/?p=490"},"modified":"2024-02-21T22:46:07","modified_gmt":"2024-02-21T22:46:07","slug":"stop-me-if-you-think-youve-heard-this-one-before-um-estudo-sobre-a-politica-e-estetica-da-miseria-inglesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2020\/05\/13\/stop-me-if-you-think-youve-heard-this-one-before-um-estudo-sobre-a-politica-e-estetica-da-miseria-inglesa\/","title":{"rendered":"Stop Me If You Think You&#8217;ve Heard This One Before: um estudo sobre a pol\u00edtica e est\u00e9tica da mis\u00e9ria inglesa \u2014 Owen Hatherley"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tradutoresproletarios.files.wordpress.com\/2020\/05\/capathesmithcrua.jpg\" alt=\"capathesmithcrua\" class=\"wp-image-489\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Owen Hatherley reflete sobre as divis\u00f5es geracionais que emergiram ao longo das duas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es brit\u00e2nicas ao tra\u00e7ar a evolu\u00e7\u00e3o musical do grupo The Smiths. Comparando a trajet\u00f3ria pol\u00edtica de Morrissey a de muitos eleitores do norte da Inglaterra, Hatherley investiga as ra\u00edzes da transi\u00e7\u00e3o ocorrida na regi\u00e3o de um coletivismo anti-tatcherista \u00e0 uma rea\u00e7\u00e3o nacionalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Owen HATHERLEY<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>O primeiro \u00e1lbum que escutei ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de dezembro de 2019 foi <em>The Smiths<\/em>. N\u00e3o tenho certeza exatamente do porqu\u00ea \u2013 algo sobre a infelicidade particular daquele evento; a no\u00e7\u00e3o de que a partir de agora sofrer\u00edamos profundamente por um bom tempo sem um fim previsto e a sensa\u00e7\u00e3o de que a Inglaterra e o <em>Englishness<\/em> tiveram uma esp\u00e9cie de vit\u00f3ria decisiva. Sempre pareceu improv\u00e1vel a ideia de que a Gr\u00e3-Bretanha \u2013 com exce\u00e7\u00e3o da Esc\u00f3cia, at\u00e9 o momento<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> &#8211; estaria prestes a embarcar num experimento de democracia social radical e multicultural; e, caso tenha interesse em deleitar-se com o horror ingl\u00eas, \u00e9 exatamente sobre isso que trata o som e a est\u00e9tica do The Smiths. Nostalgia, culpa, repress\u00e3o, uma ferida adolescente exposta conservada at\u00e9 os dias de aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>O outro motivo foi tentar compreender algo que acabara de acontecer, j\u00e1 que a trajet\u00f3ria pol\u00edtica de Steven Morrissey parecia refletir a de boa parte da popula\u00e7\u00e3o do norte da Inglaterra \u2013 de uma esp\u00e9cie de anti-tatcherismo esquerdista \u00e0 um orgulho racista <em>little-Englander <\/em>de direita. Aqui residia talvez a chave de compreens\u00e3o dos eventos, mais \u00fatil que George Orwell ou qualquer esp\u00e9cie de romance da \u201ccondi\u00e7\u00e3o inglesa\u201d\u2013 um terr\u00edvel encontro de cultura pop consumista, recusa da maturidade, nostalgia imposta, racismo end\u00eamico e desola\u00e7\u00e3o estetizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tornou convencional o uso da nostalgia sobre a segunda guerra mundial como explica\u00e7\u00e3o para um tipo particular de nacionalismo que tomou conta da Inglaterra e do Pa\u00eds de Gales nos \u00faltimos dez anos ou mais. As tropas que foram a guerra, algumas delas totalmente inventadas, vem de fato sendo dominante <em>na Gr\u00e3-Bretanha-exceptuando Esc\u00f3cia p\u00f3s-New Labour<\/em>, desde Boris Johnson moldando sua persona em Winston Churchill \u2013 que agora possui uma sess\u00e3o inteira de livros dedicados a ele nas principais livrarias \u2013 ao revival do contraproducente p\u00f4ster \u201cKeep Calm and Carry On\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a gera\u00e7\u00e3o que lutou a segunda guerra \u2013 e que subsequentemente construiu um tipo de estado de bem-estar social \u2013 est\u00e1 majoritariamente morta. A esmagadora pol\u00edtica geracional do referendo e as elei\u00e7\u00f5es de 2017 e 2019, com a maioria dos votos da esquerda entre os abaixo dos 40 e a absoluta hegemonia da direita nos acima de 60, s\u00e3o consequ\u00eancias de uma profunda transforma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica entre as pessoas que nasceram entre 1945 e 1965; como aponta Susan Watkins, Johnson \u00e9 um Churchill com um corte de cabelo estilo Beatles<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A importa\u00e7\u00e3o do termo americano \u201cboomers\u201d remove o \u201cbaby boom\u201d da terminologia original e o encurta aos que nasceram dentro do boom \u2013 numa era de pleno emprego, casas baratas abundantes e educa\u00e7\u00e3o gratuita, no rescaldo da guerra. Mas se voc\u00ea gastar seu tempo vasculhando muitos dos grupos do Facebook onde essa corja discursa sobre seu desd\u00e9m pelos jovens, n\u00e3o h\u00e1 sensa\u00e7\u00e3o, ou o que quer que seja, que eles sintam-se de algum modo privilegiados, ou benefici\u00e1rios de algum destino hist\u00f3rico superior. N\u00f3s nos fodemos, logo eles tamb\u00e9m deveriam se foder. E quem melhor para explicar esse cen\u00e1rio que Morissey?<\/p>\n\n\n\n<p>Morissey \u00e9 um exemplo extremo de um tipo comum desse per\u00edodo. Nascido em 1959 numa fam\u00edlia de imigrantes irlandeses da classe trabalhadora de Manchester, foi criado em habita\u00e7\u00f5es do estado em Hulme e Stretford<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> e reprovou em seu exame <em>11-plus<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><strong>[ii]<\/strong><\/a> <\/em>&#8211; ele depois ascenderia espetacularmente para al\u00e9m dos limites de sua condi\u00e7\u00e3o de classe atrav\u00e9s da m\u00eddia de massas primeiro como jornalista musical<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, onde habilidosamente escreveu um livro sobre o New York Dolls e outro sobre James Dean, e depois como um tipo peculiar de \u00eddolo pop; discutivelmente, a figura fundadora do indie ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>The Smiths, a banda que formou em 1982 com Johnny Marr<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, construiu uma posi\u00e7\u00e3o deliberadamente contra o modernismo na cultura pop do Reino Unido da \u00e9poca, particularmente em Manchester, onde suas melodias e abordagem nost\u00e1lgica foram criadas como oposi\u00e7\u00e3o tanto a est\u00e9tica advinda do Bauhaus e aos sons eletr\u00f4nicos da Factory Records quanto ao abrasivo neo-vorticismo do The Fall.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s uma longa, e em geral med\u00edocre carreira solo, Morrissey tem se tornado reconhecido recentemente por revelar explicitamente suas simpatias \u00e0 extrema-direita; &nbsp;algo que j\u00e1 era uma suspeita tornou-se evidente quando ele come\u00e7ou a vestir em apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas no ano de 2018 um broche da organiza\u00e7\u00e3o fascista For Britain. Essa seita foi fundada um ano antes disso por Anne-Marie Waters, uma pol\u00edtica expulsa do UKIP por possuir la\u00e7os estreitos com organiza\u00e7\u00f5es paramilitares fascistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando ao The Smiths, o que voc\u00ea pode perceber em suas m\u00fasicas atualmente \u00e9 uma total recusa da supera\u00e7\u00e3o dos traumas de inf\u00e2ncia. Que, \u00e0s vezes, s\u00e3o os do pr\u00f3prio Morissey \u2013 v\u00e1rias m\u00fasicas tratam, ou parecem tratar, de relacionamentos homossexuais, com um poder frequentemente arrebatador, como nas brutais tomadas de consci\u00eancia de <em>\u201cReel Around the Fountain\u201d<\/em>, por exemplo. Por vezes tratam arrastadamente de assassinatos, em representa\u00e7\u00f5es v\u00edvidas que se encontram em algum ponto de um poema de Tony Harrison e a manchete do News of the World. Em <em>\u201cSuffer Little Children\u201d<\/em>, a m\u00fasica final do disco, sob guitarras assustadoramente sinuosas, belas e repetitivas, os assassinatos de Ian Brady e Myra Hindley, que sequestravam crian\u00e7as com a idade de Morrissey na \u00e9poca e as matavam nos p\u00e2ntanos dos arredores de Manchester, s\u00e3o intercaladas com a seguinte paisagem:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Fresh lilaced moorland fields<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cannot hide the stolid stench of death<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\"><strong>[iii]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A forma com que a cad\u00eancia da can\u00e7\u00e3o se repete insistentemente, sussurrada com um prazer sombrio, do mesmo modo que uma sedutora vers\u00e3o dum tabloide fascinado pelo horror, n\u00e3o sugere raiva ou empatia. As m\u00fasicas mais conhecidas no \u00e1lbum s\u00e3o ou representa\u00e7\u00f5es da miser\u00e1vel <em>bedsit life<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><strong>[iv]<\/strong><\/a><\/em> (<em>\u201cwhat do we get for our trouble and pain? Just a rented room in Whalley Range\u201d<\/em>)<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a> ou afirma\u00e7\u00f5es de tanto identifica\u00e7\u00e3o quanto oposi\u00e7\u00e3o a \u201cInglaterra\u201d \u2013 que \u00e9 \u201c<em>minha<\/em>\u201d e ao mesmo tempo \u201c<em>deve-me uma vida \u2013 mas pergunte-me o motivo e cuspirei em seu olho<\/em>\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a>. Nessa can\u00e7\u00e3o, <em>\u201cStill Ill\u201d<\/em>, a pung\u00eancia da nostalgia, e sua identifica\u00e7\u00e3o com o ambiente particular de uma cidade industrial, deprimida e \u00famida<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a>, s\u00e3o incompar\u00e1veis; principalmente por sua imprecis\u00e3o, pelo foco confuso de seu anseio:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>But we cannot cling<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; to the old dreams anymore<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No we cannot cling<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; To those dreams<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Under the iron bridge we kissed<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; and although I ended up with sore lips<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; it just wasn\u2019t like the old days anymore<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No it wasn\u2019t like those days<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\"><strong>[viii]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em>Assim canta um homem que tinha 23 anos na \u00e9poca. Poderia parecer estranho em 1983, quando o \u00e1lbum foi lan\u00e7ado, ver isso como uma esp\u00e9cie de afirma\u00e7\u00e3o nascente do nacionalismo ingl\u00eas; especificamente porque a banda parecia de algum modo identificado, embora de uma forma complexa, com a esquerda, tocando em concertos beneficentes para o Liverpool Council, sendo afirmadamente gay (apesar de nunca totalmente fora do arm\u00e1rio) na \u00e9poca da <em>Section 28<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\"><strong>[ix]<\/strong><\/a>, <\/em>e, particularmente, em seu estranho mas fervoroso republicanismo, esbo\u00e7ado nas surreais disputas imaginadas com o pr\u00edncipe Charles e enfim no seu regic\u00eddio na caleidosc\u00f3pica fantasia de <em>\u201cThe queen is dead\u201d<\/em>, can\u00e7\u00e3o a qual o sonho de insurg\u00eancia \u00e9 realizado atrav\u00e9s da cita\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica da \u00e9poca da guerra <em>\u201cTake Me Back to Dear Old Blighy\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 s\u00f3 gradualmente que a crueldade da vis\u00e3o de Morrissey torna-se aparente. Entretanto, muitas de suas m\u00fasicas s\u00e3o sobre o sofrimento que adv\u00e9m da crueldade; sobre ser vitimado por uma elite industrial vitoriana que, de algum modo, conseguiu perdurar at\u00e9 as escolas secund\u00e1rias modernas dos anos 60. Em <em>\u201cThe Headmaster Ritual\u201d<\/em>, cantada numa conjuga\u00e7\u00e3o do presente mas claramente sobre uma experi\u00eancia comum em qualquer autoridade escolar numa grande cidade dos anos 80, temos:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Belligerent ghouls<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; run Manchester schools<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; spineless bastards all<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sir leads the troops <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; jealous of youth<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em><em>same old jokes since 1902<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\"><strong>[x]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em>Ou em <em>\u201cBarbarism Begins at Home\u201d<\/em>, do mesmo \u00e1lbum; o mesmo cen\u00e1rio, s\u00f3 que dom\u00e9stico \u2013 viol\u00eancia arbitr\u00e1ria e desproposital, casual e aleat\u00f3ria; e novamente, com um senso de intermin\u00e1vel repeti\u00e7\u00e3o e inevitabilidade:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>And a crack on the head<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; is what you get for asking<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; And a crack on the head <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; is what you get for not asking<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\"><strong>[xi]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em>Essas can\u00e7\u00f5es e as liga\u00e7\u00f5es indissoci\u00e1veis que mant\u00eam com as capas dos \u00e1lbuns e dos singles (geralmente projetadas ou dirigidas pelo pr\u00f3prio Morrissey), junto aos clipes de Derek Harman, existem num mundo fechado que termina bruscamente em 1964, em algum ponto antes da migra\u00e7\u00e3o em larga escala dos distritos da zona do algod\u00e3o do sul da \u00c1sia para os distritos da zona do algod\u00e3o do noroeste da Inglaterr; antes da vit\u00f3ria eleitoral de Harold Wilson; antes dos Beatles tornarem-se estranhos<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[xii]<\/a>; antes que os distritos de Manchester como Hulme fossem submetidos a um <em>\u201ccomprehensive redevelopment\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\"><strong>[xiii]<\/strong><\/a><\/em>; antes do colapso da ind\u00fastria t\u00eaxtil e depois da introdu\u00e7\u00e3o da TV mas certamente antes da TV a cores, com m\u00fasica pop mais no estilo Joe Meek, Billy Fury e Lulu, do que psicodelia ou soul.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o e evoca\u00e7\u00e3o de um ambiente totalmente embalsamado \u00e9 extraordinariamente completa; e \u00e9 feito com tanta aten\u00e7\u00e3o e paci\u00eancia aos detalhes que s\u00f3 pode ser vista como uma tentativa de reconstru\u00ed-lo completamente na mente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma entrevista da Melody Maker com Morissey em 1988, coincidindo com o lan\u00e7amento de <em>Viva Hate<\/em>, seu primeiro e de longe melhor disco solo, Simon Reynolds tentou alfinetar o cantor acerca disso. <em>\u201cViva Hate&#8230; returns again and again to the Englishness which obsesses Morrissey&#8230; [he] seems to cherish the very constraints and despondency of a now disappearing England, [fetishizing] the lost limits\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\"><strong>[xiv]<\/strong><\/a>. <\/em>Questionando-o da seguinte forma: <em>\u201con, \u2018Late Night, Maudlin Street\u2019, you say \u2018I never stole a happy hour around here\u2019 \u2013 but the whole effect of the song, the way your murmured reveries drift in and out of Vini [Reilly]\u2019s entranced playing, just makes the whole time and place seem magical, otherwordly, and incredibly precious\u201d<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\"><strong>[xv]<\/strong><\/a>. <\/em>Admitindo Morrissey responde: <em>\u201cit\u2019s a trick of memory\u201d<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\"><strong>[xvi]<\/strong><\/a>, \u201clooking back and thinking maybe things weren\u2019t bad but of course, they were\u201d<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\"><strong>[xvii]<\/strong><\/a><\/em>. <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Esse lado vicioso se tornou claro em 1986 quando o The Smiths lan\u00e7ou \u201c<em>Panic\u201d<\/em>, com seu ataque n\u00e3o mais as paradas pop, mas em dire\u00e7\u00e3o a todo e qualquer tipo de m\u00fasica negra dan\u00e7ante. Na \u00e9poca do lan\u00e7amento, ele respondeu um question\u00e1rio da NME que possu\u00eda a pergunta <em>\u201cfavourite reggae record\u201d <\/em>com <em>\u201creggae is vile\u201d<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\"><strong>[xviii]<\/strong><\/a><\/em>, algo que justificou mais tarde dizendo que o g\u00eanero era uma forma de \u201cnacionalismo negro\u201d. Em <em>\u201cPanic\u201d<\/em>, os dois lados caminham juntos, a imagem detalhada da miser\u00e1vel urbaniza\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica (e tamb\u00e9m irlandesa, nesse caso) e o desconsolado campo \u2013 com a chegada de uma for\u00e7a estranha, inescap\u00e1vel, que aparecia e envenenava esse ambiente.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Hopes may rise on the Grasmere <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; But Honey Pie, you\u2019re not safe here <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; So you run down<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; to the safety of the town <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; But there\u2019s Panic on the streets of Carlisle <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dublin, Dundee, Humberside<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I wonder to myself<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Burn down the disco<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; hang the blessed DJ<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Because the music that they constantly play <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IT SAYS NOTHING TO ME ABOUT MY LIFE<a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\"><strong>[xix]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em>Em <em>Viva Hate <\/em>h\u00e1 a primeira de muitas m\u00fasicas da carreira solo de Morrissey que possui representa\u00e7\u00f5es desconcertantes de asi\u00e1ticos brit\u00e2nicos \u2013 em <em>\u201cBengali in Platforms\u201d<\/em>, o \u201cdif\u00edcil de contentar-se\u201d deslocado protagonista, tentando encaixar-se na cultura pop anglo-americana, \u00e9 paternalmente recebido com um <em>\u201clife is hard enough when you belong here\u201d<a href=\"#_edn20\" name=\"_ednref20\"><strong>[xx]<\/strong><\/a>. <\/em>Em <em>\u201cAsian Rut\u201d<\/em> torna-se ainda mais assustador, uma desapaixonada anedota de um ataque racista; e <em>\u201cNational Front Disco\u201d<\/em>, um retrato c\u00ednico dos fascistas ingleses dos anos 70 com o <em>\u201cEngland for the English!\u201d<a href=\"#_edn21\" name=\"_ednref21\"><strong>[xxi]<\/strong><\/a><\/em> cantado suavemente no refr\u00e3o. Quando apoiou Madness em 1992, Morrissey se embrulhou numa bandeira brit\u00e2nica, o que foi visto amplamente, pelo menos na cr\u00edtica musical, como um gesto em dire\u00e7\u00e3o aos f\u00e3s skinheads, numa \u00e9poca em que posar em p\u00fablico com a bandeira era um gesto reservado a extrema direita.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos isso foi al\u00e9m de qualquer nega\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel. Numa entrevista recente no seu pr\u00f3prio site, ele reafirmou seu apoio a Anne-Marie Walter (em algum momento, ele complementou declarando seu entusiasmo por \u201cTommy Robinson\u201d), al\u00e9m de dizer que gostaria de ver Nigel Farage tornar-se primeiro ministro, reiterando seu desd\u00e9m pelo \u201cIsl\u00e3\u201d e comentando as acusa\u00e7\u00f5es de racismo com <em>\u201ceveryone ultimately prefers their own race \u2013 does this make everyone racist?\u201d<a href=\"#_edn22\" name=\"_ednref22\"><strong>[xxii]<\/strong><\/a>. <\/em>Em sua p\u00e1gina no Facebook, ano passado, ele denunciou o \u201cReino Sovi\u00e9tico Unido\u201d. Essas s\u00e3o declara\u00e7\u00f5es padr\u00f5es do conservadorismo brit\u00e2nico, causando estranheza unicamente pelo fato de ser um pop star gay dos anos 80, que n\u00e3o vive no Reino Unido h\u00e1 d\u00e9cadas, as dizendo, e n\u00e3o engenheiro aposentado de Trafford Park.<\/p>\n\n\n\n<p>As conquistas mais not\u00e1veis da carreira de Morrissey desde 1988 foi publicar sua autobiografia em 2013 pela Penguin Classics. L\u00ea-la \u00e9 uma experi\u00eancia igualmente bizarra. Come\u00e7a com centenas de p\u00e1ginas sobre Manchester dos anos 60, escritas com a mesma obsess\u00e3o saudosista que permeia as m\u00fasicas do The Smiths; com o mesmo faro e precis\u00e3o: uma tentativa de recriar completamente uma sociedade em toda sua mis\u00e9ria e viol\u00eancia; um mundo num microcosmo \u2013 seguido de trezentas intermin\u00e1veis, entediantes e arrogantes p\u00e1ginas sobre celebridades, gravadoras e processos; not\u00e1veis por sua autocomisera\u00e7\u00e3o de tirar o folego.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito f\u00e1cil simplesmente separar esses dois lados, assim como desvincular o The Smiths e o fascista suburbano de 61 anos que os liderou. A quest\u00e3o \u00e9 que os dois est\u00e3o totalmente vinculados. Pode ser dif\u00edcil descobrir o qu\u00ea exatamente no passado tantos da gera\u00e7\u00e3o de Morrissey sentem saudades. Certamente n\u00e3o s\u00e3o as <em>council houses<\/em>, pleno emprego, educa\u00e7\u00e3o gratuita, propriedade p\u00fablica ou mobilidade social; pois se tudo isso \u00e9 de alguma forma destacado, \u00e9 apenas para desacreditar o utopismo tosco do <em>Labour Party <\/em>em tentar recri\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p>O que isso \u00e9, \u00e9 uma nostalgia da mis\u00e9ria; uma saudade do t\u00e9dio. Um deslocamento da pobreza da economia \u00e0 est\u00e9tica<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Os zumbis beligerantes. Os covardes desgra\u00e7ados. Os espancamentos. A ignor\u00e2ncia. A polui\u00e7\u00e3o e a fuligem. Os ataques \u00e0 gays e paquistaneses. Os assassinatos nos p\u00e2ntanos. O ressentimento dos jovens atuais n\u00e3o \u00e9 apenas por n\u00e3o terem sofrido o mesmo que os jovens de outrora. As lembran\u00e7as obsessivas desses traumas s\u00e3o uma forma de constantemente reviver uma experi\u00eancia de luta pessoal e maturidade: um romance de forma\u00e7\u00e3o da primeira casa financiada e do t\u00e9dio dos bem de vida, seja daqueles que tem o aluguel pago ou a <em>Council House<\/em> adquirida &nbsp;(ou, no caso de Morrissey, uma vila nas montanhas de Los Angeles). E quem pode impedir esse auto-engrandecimento advindo da reencen\u00e7\u00e3o do passado? Os asi\u00e1ticos, especialmente os mu\u00e7ulmanos. Os jovens. A esquerda. Os \u201cconscientes\u201d. Nesse sentido, Morrissey \u00e9 verdadeiramente a voz de uma gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Susan Watkins, \u201cBeyond Brexit\u201d, New Left Review 121, January-February 2020. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m notar o modo que a m\u00fasica de campanha do Express and Mail\u2019s \u201cBig Ben Must Bong for Brexit\u201d soa como uma das letras alegres e nonsense do Marc Bolan.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Sobe a quase-universal direita dos ex-jornalistas musicais, ver MT Page, \u201cThe Psychdelic Left\u201d, Tribune, 8 Novembro 2019.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Enquanto antigo entusiasta de m\u00fasica moderna, socialista e patrono da Manchester Modernist Society, Marr \u00e9 inocente de muitos dos crimes espec\u00edficos de Morrissey.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> REYNOLDS, Simon. \u201cMiserablism\u201d, in Blissed Out \u2013 The Raptures of Rock (Serpents Tail, 1990), p. 16-17.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Se algu\u00e9m duvida disso, eu recomendo que vejam essa discuss\u00e3o do grupo do Facebook <em>\u201cMemory Lane UK\u201d:<\/em> twitter.com\/georgina_199\/status\/1219997879697334272 (data do acesso: 06\/05\/2020, dia de finaliza\u00e7\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o brasileira).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Hulme \u00e9 um distrito ao sul de Manchester que possui um largo hist\u00f3rico de atividade industrial. J\u00e1 Stretford \u00e9 uma cidade em Trafford, Grande Manchester, marcada at\u00e9 o s\u00e9culo XIX fundamentalmente por atividades agr\u00edcolas. Tamb\u00e9m foi resid\u00eancia de Ian Curtis, vocalista do Joy Division, e Emmeline Pankhurst, sufragista inglesa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> O eleven-plus foi um teste de sele\u00e7\u00e3o acad\u00eamica para cursos secund\u00e1rios feito para crian\u00e7as at\u00e9 11 anos. Introduzido em 1944, o exame foi utilizado para determinar as institui\u00e7\u00f5es de ensino que os alunos frequentariam ap\u00f3s o ensino prim\u00e1rio. Os testes poderiam definir, por exemplo, se os alunos iriam para uma escola t\u00e9cnica ou uma escola convencional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> \u201c<em>Os frescos campos pantanosos de lilases\/N\u00e3o conseguem esconder o cheiro forte da morte\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Esp\u00e9cie de modo de vida prolet\u00e1rio no p\u00f3s segunda guerra que girava em torno, principalmente, de jovens fam\u00edlias que buscavam o sonho da independ\u00eancia e da casa pr\u00f3pria atrav\u00e9s das pequenas casas alugadas por um baixo custo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> \u201c<em>O que se ganha por nossos problemas e dores?\/ Apenas um quarto alugado em Whalley Range\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> Refer\u00eancia aos versos da m\u00fasica <em>Still Ill: \u201cEngland is mine, it owes me a living\/ But ask me why and I\u2019ll spit in your eye\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> Tradu\u00e7\u00e3o da palavra \u201c<em>damp<\/em>\u201d, que pode tanto referir-se a \u00famido quanto des\u00e2nimo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> \u201c<em>Contudo n\u00e3o podemos mais nos agarrar\/ aos antigos sonhos\/ n\u00e3o, n\u00e3o podemos nos agarrar\/ a tais sonhos\/ Debaixo da ponte de ferro nos beijamos\/ e apesar ter ficado com os l\u00e1bios doloridos\/ n\u00e3o foi como nos velhos tempos\/ n\u00e3o, n\u00e3o foi como naqueles dias\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a> Tamb\u00e9m conhecida como Clause 28, foi um ato governamental em 1988 que visava combater a promo\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o de conte\u00fados homossexuais ou de promover no \u00e2mbito educacional a aceita\u00e7\u00e3o de qualquer forma familiar para al\u00e9m dos padr\u00f5es heterossexuais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a> <em>\u201cZumbis beligerantes\/ dirigem as escolas de Manchester\/ bastardos covardes, todos\/ O professor lidera a tropa\/ invejoso da juventude\/ com as mesmas piadas desde 1902\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[xi]<\/a> <em>\u201cE uma porrada na cabe\u00e7a\/ \u00e9 o que voc\u00ea recebe por perguntar\/ E uma porrada na cabe\u00e7a\/ \u00e9 o que voc\u00ea recebe por n\u00e3o perguntar\u201d. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[xii]<\/a> A estranheza referida pelo autor trata-se da \u201cfase psicod\u00e9lica\u201d dos Beatles iniciada a partir de 1966 com o disco Revolver.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[xiii]<\/a> Esp\u00e9cie de \u201creconstru\u00e7\u00e3o abrangente\u201d. Pode-se dizer que seus dois aspectos principais s\u00e3o a remo\u00e7\u00e3o de favelas das zonas hist\u00f3ricas das cidades e uma reconstru\u00e7\u00e3o dos centros, com lojas modernas e escrit\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[xiv]<\/a> <em>\u201cViva Hate&#8230; retorna repetidamente ao \u2018inglesismo\u2019 que obceca Morrissey&#8230; [Ele] parece valorizar os pr\u00f3prios constrangimentos e des\u00e2nimos de uma Inglaterra em vias de desaparecimento, [fetichisando] os limites perdidos\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[xv]<\/a> <em>\u201cEm \u2018Late Night, Maudlin Street\u2019, voc\u00ea diz \u2018 eu nunca tive uma hora feliz por aqui\u2019 \u2013 mas toda sensa\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, o jeito que voc\u00ea sussurra os devaneios sob o transe da guitarra de Vini [Reilly], fazem do tempo e do espa\u00e7o algo que parece m\u00e1gico, de outro mundo, e incrivelmente precioso\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[xvi]<\/a> <em>\u201c\u00c9 um truque de mem\u00f3ria\u201d. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[xvii]<\/a> <em>\u201cOlhando para tr\u00e1s e pensando que talvez as coisas n\u00e3o fossem t\u00e3o ruins mas, claro, elas eram.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[xviii]<\/a> \u201cDisco favorito de reggae\u201d\/ \u201cReggae \u00e9 vil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref19\" name=\"_edn19\">[xix]<\/a> <em>\u201cEsperan\u00e7as podem surgir em Grasmeres\/ Mas, querida, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 a salvo aqui\/ Ent\u00e3o voc\u00ea corre\/ Para a seguran\u00e7a da cidade\/ Mas h\u00e1 p\u00e2nico nas ruas de Carlisle\/ Dublin, Dundee, Humberside\/ Eu me pergunto\/ Incendeiem a discoteca\/ Enforquem o aben\u00e7oado DJ\/ Porque a m\u00fasica que eles tocam constantemente\/ N\u00e3o diz nada a mim sobre minha vida\u201d. <\/em>O verso em mai\u00fasculas foi introduzido pelo autor.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref20\" name=\"_edn20\">[xx]<\/a> <em>\u201cA vida \u00e9 suficientemente dif\u00edcil quando voc\u00ea pertence a este lugar\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref21\" name=\"_edn21\">[xxi]<\/a> <em>\u201cInglaterra para os ingleses\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a name=\"_edn22\" href=\"#_ednref22\">[xxii]<\/a> <em>\u201cTodos preferem ultimamente sua pr\u00f3pria\u00a0ra\u00e7a, isso faz com que todos sejam racistas?\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-theme-palette-2-color has-alpha-channel-opacity has-theme-palette-2-background-color has-background\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"471\" height=\"463\" sizes=\"auto, (max-width: 471px) 100vw, 471px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ricardo-e1707251872371.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2920\" style=\"width:172px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ricardo-e1707251872371.jpg 471w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ricardo-e1707251872371-300x295.jpg 300w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ricardo Menezes<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8211;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Tradutor<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>Autor: Owen Hatherley<br>Publicado em:<\/strong> 31 de mar\u00e7o de 2020<br><strong>Original: <\/strong>https:\/\/www.versobooks.com\/blogs\/4634-stop-me-if-you-think-you-ve-heard-this-one-before-a-study-in-the-politics-and-aesthetics-of-english-misery?fbclid=IwAR0FkqFjGRvK9LIAnpyB4TeILNHt5MYThLDPpYz7c_xLLnBarTdhNSdlxIw<br><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Ricardo Menezes<\/strong><br><strong>Revis\u00e3o e Arte: Felipe Aiello<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Owen Hatherley reflete sobre as divis\u00f5es geracionais que emergiram ao longo das duas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es brit\u00e2nicas ao tra\u00e7ar a evolu\u00e7\u00e3o musical do grupo The Smiths. 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