{"id":4895,"date":"2026-07-16T17:54:40","date_gmt":"2026-07-16T17:54:40","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=4895"},"modified":"2026-07-16T18:24:19","modified_gmt":"2026-07-16T18:24:19","slug":"entre-a-escola-de-frankfurt-e-o-marxismo-antiautoritario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2026\/07\/16\/entre-a-escola-de-frankfurt-e-o-marxismo-antiautoritario\/","title":{"rendered":"Entre a Escola de Frankfurt e o Marxismo Antiautorit\u00e1rio: \nHans-J\u00fcrgen Krahl e os movimentos de 1968 na Alemanha Ocidental"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right has-theme-palette-5-color has-text-color has-link-color has-inconsolata-font-family has-custom-font wp-elements-698c0f0fbd997d50f2b8194c1ac6b789\" style=\"font-family:Inconsolata\"><em>O seguinte texto foi apresentado por Julian Volz, no dia 23 de mar\u00e7o de 2026, \u00e0s 19h, na sala 115 do Pr\u00e9dio de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas (FFLCH) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). A coordena\u00e7\u00e3o foi feita pelo professor Jean Tible, do departamento de Ci\u00eancia Pol\u00edtica. A organiza\u00e7\u00e3o do evento foi feita Andr\u00e9 Silva (doutorando Unifesp\/Zero), Ariane Velasco (mestranda USP\/Zero), Felipe Catalani (p\u00f3s-doc Unifesp) e Leonardo Silv\u00e9rio (mestrando USP\/Zero). Ap\u00f3s a leitura do texto, mediada por slides, fizemos uma conversa com Volz, a respeito de Krahl, movimentos estudantis e meios de organiza\u00e7\u00e3o da esquerda que est\u00e1 dispon\u00edvel em v\u00eddeo no YouTube. <\/em><br><em>&#8212; Comiss\u00e3o Editorial Zero \u00e0 Esquerda.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"32744c\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #32744c;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INSTA-Conversa-sobre-Hans-Jurgen-Krahl-1-1024x1024.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-4900 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INSTA-Conversa-sobre-Hans-Jurgen-Krahl-1-1024x1024.avif 1024w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INSTA-Conversa-sobre-Hans-Jurgen-Krahl-1-300x300.avif 300w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INSTA-Conversa-sobre-Hans-Jurgen-Krahl-1-150x150.avif 150w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INSTA-Conversa-sobre-Hans-Jurgen-Krahl-1-768x768.avif 768w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/INSTA-Conversa-sobre-Hans-Jurgen-Krahl-1.avif 1080w\" \/><\/figure>\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-post-title\">Entre a Escola de Frankfurt e o Marxismo Antiautorit\u00e1rio: \nHans-J\u00fcrgen Krahl e os movimentos de 1968 na Alemanha Ocidental<\/h3>\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-b0dc8f14adba480b1332f13bdced5f03\" style=\"font-family:Georgia\">Boa noite a todos,<br><br>Estou muito feliz por estar aqui com voc\u00eas esta noite para discutir alguns aspectos da teoria e da pr\u00e1xis de Hans-J\u00fcrgen Krahl, que foi um dos mais importantes te\u00f3ricos do movimento estudantil da Alemanha Ocidental de 1968. Junto com dois camaradas, Meike Gerber e Emanuel Kapfinger, organizei h\u00e1 alguns anos um livro sobre Krahl que, pela primeira vez, reuniu algumas reflex\u00f5es sobre suas obras. Desde ent\u00e3o, temos nos interessado muito por todas as discuss\u00f5es que surgem em torno de Krahl e ficamos muito felizes ao ver que alguns de seus textos foram recentemente traduzidos para o portugu\u00eas brasileiro<sup data-fn=\"ffa911fc-046f-4862-ae94-9feb2b6caf8d\" class=\"fn\"><a href=\"#ffa911fc-046f-4862-ae94-9feb2b6caf8d\" id=\"ffa911fc-046f-4862-ae94-9feb2b6caf8d-link\">1<\/a><\/sup>. Por isso, estou realmente curioso para saber como suas obras ressoam entre voc\u00eas e se Krahl tamb\u00e9m pode ter algum significado no contexto brasileiro. Estou especialmente contente que Felipe Catalani, que traduziu um dos textos de Krahl, seja um dos coorganizadores desta noite e esteja aqui conosco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-2670d79025c03a27efdce8b7cfd48cf7\" style=\"font-family:Georgia\">O que meus dois coeditores e eu temos em comum \u00e9 que todos estudamos na Universidade de Frankfurt e escolhemos essa universidade por causa da tradi\u00e7\u00e3o da Teoria Cr\u00edtica que ainda se pode encontrar ali, ainda que um pouco, ao menos nas margens, e tamb\u00e9m porque fomos e somos ativos em movimentos antifascistas e sociais da cidade. E acho que esse \u00e9 um pano de fundo importante para entender o que nos atraiu na obra de Krahl: ele foi fortemente influenciado pela Teoria Cr\u00edtica, pois estudou com Adorno e estava profundamente engajado nos debates da Escola de Frankfurt e, ao mesmo tempo, foi muito ativo nos movimentos pol\u00edticos de 1968.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-62f17a9e7b38d9962ecc9b669bae3da3\" style=\"font-family:Georgia\">A tese inicial do nosso trabalho com Krahl foi, portanto, que, com essa combina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de teoria e pr\u00e1xis, Krahl desenvolveu uma linha de pensamento independente, pr\u00e1tico-revolucion\u00e1ria, dentro da Teoria Cr\u00edtica, que chamamos de marxismo anti-autorit\u00e1rio. Krahl poderia ter conseguido articular essas vertentes de forma mais sistem\u00e1tica, mas sua morte precoce, aos 27 anos, em um acidente de carro em fevereiro de 1970, impediu isso. Como resultado, sua obra possui um car\u00e1ter fragment\u00e1rio. Cabe a n\u00f3s desenvolver mais profundamente as abordagens que ele elaborou, repens\u00e1-las e conect\u00e1-las com as lutas do nosso presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-fd36bc09eccfa0e560ffce60d5353244\" style=\"font-family:Georgia\">Se abordarmos Krahl hoje a partir de um ponto de vista n\u00e3o nost\u00e1lgico, isso s\u00f3 pode fazer sentido como uma tradu\u00e7\u00e3o no sentido proposto por Walter Benjamin, que escreveu: \u201c(\u2026) Uma tradu\u00e7\u00e3o prov\u00e9m do original. N\u00e3o (\u2026) tanto de sua vida, quanto de sua &#8216;sobrevida&#8217;. (\u2026) Ela marca o est\u00e1gio de sua continua\u00e7\u00e3o.&#8221;<sup data-fn=\"1730593f-9e9a-4bdb-90cc-d8ee1534452b\" class=\"fn\"><a href=\"#1730593f-9e9a-4bdb-90cc-d8ee1534452b\" id=\"1730593f-9e9a-4bdb-90cc-d8ee1534452b-link\">2<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-3469e53bf2ea67696ed1ffeef491036b\" style=\"font-family:Georgia\">Segundo Benjamin, portanto, o objetivo n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ar a maior fidelidade poss\u00edvel ao original, mas sim que sua inten\u00e7\u00e3o encontre express\u00e3o na tradu\u00e7\u00e3o, \u201cda qual o eco do original \u00e9 despertado\u201d, como ele escreveu. Nesse sentido, eu tamb\u00e9m teria interesse em discutir com voc\u00eas mais tarde que tipo de eco Krahl poderia despertar no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-96a67575a2c7aa35e03e6c15c193d45a\" style=\"font-family:Georgia\">Na apresenta\u00e7\u00e3o a seguir, primeiro farei um breve panorama do contexto do movimento de 1968 na Alemanha Ocidental, no qual Krahl foi ativo, e esbo\u00e7arei alguns aspectos de sua biografia. Em uma segunda parte, voltarei \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de Krahl com a Teoria Cr\u00edtica, com foco em seu trabalho com os escritos de Herbert Marcuse, e mostrarei como isso moldou sua compreens\u00e3o da emancipa\u00e7\u00e3o e da quest\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Tamb\u00e9m abordarei sua recep\u00e7\u00e3o de um movimento pol\u00edtico espec\u00edfico daquela \u00e9poca, a saber, as revolu\u00e7\u00f5es no Terceiro Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-388935d82e05f6a933c7fd0e84b53175\" style=\"font-family:Georgia\">Esse \u00faltimo aspecto j\u00e1 revela uma diferen\u00e7a importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Teoria Cr\u00edtica de Max Horkheimer e Theodor W. Adorno. Pois eles, na melhor das hip\u00f3teses, em grande medida ignoraram essas lutas ou, no pior dos casos, chegaram at\u00e9 mesmo a apoiar a guerra dos Estados Unidos no Vietn\u00e3, como fez o Horkheimer tardio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-theme-palette-1-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-1d0f9b574829eaa2daa6dc24295f7143\" style=\"font-family:Georgia\"><strong>*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-a0c5a7ce785e74e8f2b95bd69f07f968\" style=\"font-family:Georgia\">Embora seja verdade, especialmente em uma perspectiva global, que o per\u00edodo de rebeli\u00e3o em torno de 1968 n\u00e3o pode ser reduzido a um levante estudantil, \u00e9 preciso afirmar que a rebeli\u00e3o na Alemanha Ocidental e em Berlim Ocidental emergiu, em grande medida, de n\u00facleos radicalizados dentro do corpo estudantil: tratava-se, em grande parte, de um movimento estudantil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-37ed698af37257f82e2ec681a9f23242\" style=\"font-family:Georgia\">Ao buscar as raz\u00f5es pelas quais a rebeli\u00e3o na Rep\u00fablica Federal da Alemanha permaneceu, em sua maior parte, limitada aos campi universit\u00e1rios, devemos ter em mente que a tradi\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora revolucion\u00e1ria havia sido amplamente eliminada pelos nazifascistas nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940. Restaram apenas poucos sobreviventes, muitas vezes retornando do ex\u00edlio, aos quais os estudantes podiam recorrer como portadores dessa tradi\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-f20bc1babecd75c873b8db9510de1597\" style=\"font-family:Georgia\">Para o movimento estudantil antiautorit\u00e1rio, foi sobretudo a tradi\u00e7\u00e3o heterodoxa que despertou interesse, entre elas a dos intelectuais da Escola de Frankfurt. Max Horkheimer e Theodor W. Adorno, que retornaram para lecionar na Universidade de Frankfurt ap\u00f3s o ex\u00edlio nos Estados Unidos, desempenharam um papel crucial nesse processo. Como Krahl elabora em um texto escrito pouco depois da morte de Adorno:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-link-color wp-elements-716c1070e0b9cfb080d19bc11e782bb6 is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\" style=\"margin-top:0;margin-bottom:0;padding-top:0;padding-right:0;padding-bottom:0;padding-left:0\">\n<p class=\"has-theme-palette-5-color has-theme-palette-9-background-color has-text-color has-background has-link-color has-inconsolata-font-family has-custom-font wp-elements-8314ddd18c2cb49b4c1c11ba133cbdc9\" style=\"font-family:Inconsolata\"><em>&#8220;O pensamento de Adorno sobre a l\u00f3gica essencial das categorias de reifica\u00e7\u00e3o e fetichiza\u00e7\u00e3o, de mistifica\u00e7\u00e3o e segunda natureza, deu continuidade \u00e0 consci\u00eancia emancipat\u00f3ria do Marxismo Ocidental das d\u00e9cadas de 1920 e 1930, de Korsch e Luk\u00e1cs, de Horkheimer e Marcuse, constitu\u00edda em oposi\u00e7\u00e3o ao marxismo sovi\u00e9tico oficial.&#8221;<\/em> (Krahl, 2008, p.293)<sup data-fn=\"da1ac7b4-d58b-4384-98f3-abf1c7312b5c\" class=\"fn\"><a href=\"#da1ac7b4-d58b-4384-98f3-abf1c7312b5c\" id=\"da1ac7b4-d58b-4384-98f3-abf1c7312b5c-link\">3<\/a><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-0a42fc57e4607984968a862174a31f5c\" style=\"font-family:Georgia\">A partir dessa breve cita\u00e7\u00e3o, j\u00e1 podemos extrair tr\u00eas aspectos importantes: em primeiro lugar, ela explica por que a Escola de Frankfurt teve um papel t\u00e3o relevante para o movimento estudantil na Alemanha Ocidental. Isso nos leva, em segundo lugar, ao fato de que Frankfurt, ao lado de Berlim Ocidental, foi um dos principais centros desse movimento, j\u00e1 que muitos se dirigiam \u00e0 cidade para estudar com Adorno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-d7756b2fda0ab084b3713ffa5461d87c\" style=\"font-family:Georgia\">E, em terceiro lugar, evidencia-se que as refer\u00eancias te\u00f3ricas importantes para Krahl, al\u00e9m da Escola de Frankfurt, eram os pensadores do marxismo ocidental. Krahl dedicou-se especialmente ao estudo da teoria da organiza\u00e7\u00e3o e da consci\u00eancia de classe de Luk\u00e1cs e buscou articular essas ideias com os novos princ\u00edpios de emancipa\u00e7\u00e3o que emergiam do movimento estudantil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-a938e478d82daae705bbda3960b9544a\" style=\"font-family:Georgia\">O pr\u00f3prio Krahl veio para Frankfurt em 1965 para estudar com Adorno. No entanto, seu percurso esteve longe de ser linear. Antes disso, ele havia estudado em G\u00f6ttingen, uma pequena cidade universit\u00e1ria bastante conservadora. Em sua juventude, esteve ativo em organiza\u00e7\u00f5es de extrema-direita. Krahl descreveu de forma muito v\u00edvida sua trajet\u00f3ria \u2013 de ativista neofascista a estudante de Adorno e militante do movimento estudantil \u2013 em um texto intitulado <em>\u201cAngaben zur Person\u201d<\/em> (\u201cDados Pessoais\u201d), do qual gostaria de citar um trecho mais longo em breve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-1d61dd12e89355df613d409c7ad61b2f\" style=\"font-family:Georgia\">Antes disso, por\u00e9m, gostaria de dizer duas ou tr\u00eas frases sobre o contexto em que esse texto foi escrito, pois ele j\u00e1 revela muito sobre as formas de a\u00e7\u00e3o desenvolvidas pelo movimento estudantil da Alemanha Ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-0d822dbbd5d087416d8aeab19fecfe01\" style=\"font-family:Georgia\">Krahl proferiu esse discurso em tribunal, pois estava sendo julgado por protestos contra o presidente senegal\u00eas L\u00e9opold Senghor. Em setembro de 1968, Senghor havia sido agraciado com o Pr\u00eamio da Paz do Com\u00e9rcio Livreiro Alem\u00e3o <em>(Friedenspreis des Deutschen Buchhandels)<\/em>, durante a Feira do Livro de Frankfurt. \u00c9 importante observar que esse continua sendo, at\u00e9 hoje, um pr\u00eamio muito relevante na Alemanha. No ano anterior, por exemplo, ele havia sido concedido a Ernst Bloch.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-40e8047ed0f7fd11e82fbe1e084db5c5\" style=\"font-family:Georgia\">Naquele momento, quando recebeu o pr\u00eamio, Senghor era ao mesmo tempo um intelectual e um dos principais pensadores do movimento da N\u00e9gritude, al\u00e9m de presidente do Senegal. Por iniciativa de estudantes senegaleses em Frankfurt, o movimento estudantil da cidade organizou uma manifesta\u00e7\u00e3o contra a cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o \u2013 e isso por duas raz\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-423d5a08428a3b451c07ce1b81db4486\" style=\"font-family:Georgia\">Em primeiro lugar, a vers\u00e3o de N\u00e9gritude de Senghor foi criticada como folclorizante. Esse aspecto foi certamente influenciado pela cr\u00edtica de Frantz Fanon \u00e0 <em>N\u00e9gritude<\/em>, desenvolvida em <em>Os Condenados da Terra<\/em>. Fanon argumenta que \u00e9 imposs\u00edvel simplesmente reconectar-se com a cultura pr\u00e9-colonial com um prop\u00f3sito descolonizador. Essas culturas n\u00e3o apenas foram irreversivelmente destru\u00eddas pelo colonialismo, como qualquer tentativa de reaviv\u00e1-las corre o risco de aprisionar permanentemente os anteriormente colonizados no passado. Em vez disso, ele insiste que uma nova cultura deve ser criada no interior da luta anticolonial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-9a141f44ea49ac1f9c28117bae864625\" style=\"font-family:Georgia\">Ainda mais grave, por\u00e9m, era o segundo ponto: como presidente, Senghor havia reprimido violentamente protestos estudantis em Dakar apenas algumas semanas antes e mantinha uma coopera\u00e7\u00e3o estreita com a Fran\u00e7a, a antiga pot\u00eancia colonial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-440d61143ee7e40caeaca33196e33015\" style=\"font-family:Georgia\">O movimento estudantil de Frankfurt organizou, assim, os protestos na Feira do Livro de Frankfurt contra a cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o, e tr\u00eas representantes proeminentes do movimento foram posteriormente acusados de incita\u00e7\u00e3o e perturba\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica <em>(R\u00e4delsf\u00fchrerschaft und Landfriedensbruch)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-698a29d9d03f31599e2aff3d67eeec90\" style=\"font-family:Georgia\">Um deles foi K. D. Wolff, \u00e0 \u00e9poca presidente da Uni\u00e3o Socialista Alem\u00e3 de Estudantes (SDS), a organiza\u00e7\u00e3o mais importante do movimento estudantil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-773d7eb3474a04c3f12a6e47d540e9bc\" style=\"font-family:Georgia\">Outro foi G\u00fcnter Amendt, que mais tarde se tornaria um importante te\u00f3rico da sexualidade e autor de livros populares de educa\u00e7\u00e3o sexual. E o terceiro foi o pr\u00f3prio Krahl.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-7fbab7373571dc704ce598da2149822a\" style=\"font-family:Georgia\">No in\u00edcio do julgamento, quando o juiz pediu aos acusados que fornecessem suas informa\u00e7\u00f5es pessoais \u2013 algo que normalmente se limita a declarar nome, data de nascimento e estado civil \u2013, os tr\u00eas declararam que, em vez disso, realizariam uma sess\u00e3o de psican\u00e1lise coletiva, na qual apresentariam o contexto de sua socializa\u00e7\u00e3o e politiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-fb8aa15961b22ad368a71da39a57f1a0\" style=\"font-family:Georgia\">O que se seguiu foram apresenta\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias horas por parte dos tr\u00eas r\u00e9us sobre suas biografias, de modo que a leitura da acusa\u00e7\u00e3o s\u00f3 p\u00f4de ocorrer \u00e0 tarde. O texto que mais tarde foi publicado sob o t\u00edtulo <em>\u201cAngaben zur Person\u201d<\/em> (\u201cDados Pessoais\u201d) corresponde ao relato que Krahl fez de sua pr\u00f3pria biografia diante do tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-67349e86d5bc3e554e4cf227b4a7abc5\" style=\"font-family:Georgia\">Vamos ouvir Krahl em sua pr\u00f3pria voz:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-theme-palette-5-color has-theme-palette-9-background-color has-text-color has-background has-link-color has-inconsolata-font-family has-custom-font wp-elements-8be8fb318e471a1497bfa8dbee933dbd\" style=\"font-family:Inconsolata\">&#8220;<em>Fornecer informa\u00e7\u00f5es pessoais n\u00e3o significa, mesmo diante de um tribunal como este, definir aquilo que ainda hoje \u00e9 ironicamente chamado de \u2018personalidade\u2019. Trata-se, antes, de tra\u00e7ar os contornos de fundo das experi\u00eancias que deram origem ao processo de politiza\u00e7\u00e3o e, assim, tamb\u00e9m \u00e0 fase antiautorit\u00e1ria do movimento estudantil. E, no que diz respeito \u00e0 minha pessoa, tratam-se de experi\u00eancias muito diferentes das do meu camarada [G\u00fcnter] Amendt.<\/em><br><em>Minhas origens me obrigaram a percorrer um caminho muito longo antes de ser capaz de trair a classe burguesa da qual eu provinha. Venho de uma terra subdesenvolvida, a Baixa Sax\u00f4nia, e, de fato, de uma de suas regi\u00f5es mais sombrias; por isso, n\u00e3o me foi permitido receber a ideologia esclarecida da burguesia, nem mesmo de dentro dessa classe. Pois as ideologias que conheci e com as quais tive de me identificar s\u00e3o semelhantes \u00e0quelas que constituem o tema deste julgamento, isto \u00e9, os temas de Senghor, e por isso ser\u00e1 apropriado explic\u00e1-las brevemente.<br>Na Baixa Sax\u00f4nia, ou pelo menos na regi\u00e3o de onde venho, ainda impera o que poder\u00edamos chamar de ideologia da terra; e assim, no decorrer da minha forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, tamb\u00e9m me movi apenas dentro do espectro que vai da Deutsche Partei at\u00e9 a [neofascista] Welfenpartei. [\u2026] Nesse sentido, foi um enorme esclarecimento quando, em 1961, na minha cidade natal de Alfeld, fundei a Junge Union e me filiei \u00e0 CDU (Uni\u00e3o Democrata Crist\u00e3).<br>Esse foi o primeiro passo para me libertar dessas ideologias de \u2018sangue e terra\u2019, para passar do estado natural feudal de uma economia agr\u00e1ria para a sociedade industrial capitalista moderna. E devo dizer que, a partir desse momento, come\u00e7ou, por assim dizer, uma odisseia atrav\u00e9s das formas organizacionais da classe dominante.<br>[\u2026]<br>Devo dizer que, por fim, consegui me desvincular desse contexto ideol\u00f3gico e passar ao positivismo l\u00f3gico avan\u00e7ado e, finalmente, \u00e0 dial\u00e9tica marxista. Esse \u00e9 um processo formativo comum a muitos que, por sua posi\u00e7\u00e3o de classe, n\u00e3o t\u00eam necessidade de participar da pr\u00e1tica do proletariado, mas sentem n\u00e1usea ao conhecer sua pr\u00f3pria classe e seus companheiros de classe, as mentiras e a corrup\u00e7\u00e3o com que oprimem a si mesmos e ao proletariado, at\u00e9 torn\u00e1-los irreconhec\u00edveis. [\u2026]<br>Quando a classe dominante me expulsou, decidi tra\u00ed-la completamente e ingressar na SDS (Liga Socialista Alem\u00e3 de Estudantes). Na SDS, aprendi pela primeira vez o que significa solidariedade: criar formas de rela\u00e7\u00e3o que rompem com a opress\u00e3o e a subjuga\u00e7\u00e3o \u00e0 classe dominante. Na SDS, aprendemos, pela primeira vez, que os Estados Unidos e o sistema que representam exercem uma opress\u00e3o terr\u00edvel no Terceiro Mundo; que, quando a classe dominante diz \u2018liberdade\u2019, ela entende a liberdade de tomar o poder e reprimir a liberdade; que, quando a classe dominante diz \u2018toler\u00e2ncia\u2019, ela entende toler\u00e2ncia dentro dos limites de seu dom\u00ednio e intoler\u00e2ncia diante daqueles que t\u00eam o direito de dizer tudo, mas n\u00e3o de mudar nada. Na SDS, aprendemos, pela primeira vez, o que significa que a explora\u00e7\u00e3o ainda existe.<br>[\u2026]<br>Isso significa \u2013 e este \u00e9 tamb\u00e9m o papel que devemos assumir na SDS, como intelectuais, na condu\u00e7\u00e3o da luta de classes \u2013 que, na luta pr\u00e1tica, devemos desenvolver uma teoria que torne claro ao proletariado, em sua consci\u00eancia e em seu universo lingu\u00edstico, o dom\u00ednio do capitalismo tardio, encoberto por infinitas manipula\u00e7\u00f5es e complementos. Isso significa que a teoria deve desmascarar e revelar esse dom\u00ednio, e que \u00e9 nossa fun\u00e7\u00e3o, como intelectuais pol\u00edticos, colocar nosso conhecimento a servi\u00e7o da luta de classes.<\/em>&#8221; (Krahl, 2008, pp.19-30)<sup data-fn=\"1d25c20e-c5ce-4d11-aca7-25e3732207bf\" class=\"fn\"><a href=\"#1d25c20e-c5ce-4d11-aca7-25e3732207bf\" id=\"1d25c20e-c5ce-4d11-aca7-25e3732207bf-link\">4<\/a><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-fa03eec4bbdb6e17aef4809032caf439\" style=\"font-family:Georgia\">Podemos ver, portanto, que o percurso de Krahl foi bastante sinuoso, o que o levou, por fim, a iniciar seus estudos de doutorado sob orienta\u00e7\u00e3o de Adorno, acompanhado de uma radicaliza\u00e7\u00e3o repentina que provavelmente s\u00f3 pode ser explicada pelo clima pol\u00edtico daquela \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-9f0e9ca64d93ba1a4ebf2bd53764ebcf\" style=\"font-family:Georgia\">Paralelamente ao seu trabalho acad\u00eamico, Krahl rapidamente se tornou uma figura importante do movimento em Frankfurt e passou a atuar como uma esp\u00e9cie de principal te\u00f3rico. Ele participou de in\u00fameras manifesta\u00e7\u00f5es, campanhas e semin\u00e1rios. Particularmente importantes nesse contexto foram a ocupa\u00e7\u00e3o do Instituto de Sociologia <em>[Institut f\u00fcr Sozialforschung]<\/em> da Universidade de Frankfurt no inverno de 1968 e a brev\u00edssima ocupa\u00e7\u00e3o do Instituto de Pesquisa Social em janeiro de 1969.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-fa869dfcc3328701863d419dbf2db70f\" style=\"font-family:Georgia\">Durante esta \u00faltima, Krahl foi preso ap\u00f3s Adorno ter chamado a pol\u00edcia para desocupar o local poucas horas depois do in\u00edcio da ocupa\u00e7\u00e3o. Como Krahl n\u00e3o possu\u00eda resid\u00eancia fixa naquele momento, foi o \u00fanico participante dessa ocupa\u00e7\u00e3o a ser colocado em pris\u00e3o preventiva. Ele permaneceu na pris\u00e3o por dez dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-7b7eb5ef590710654c884d2b9bc9f2fb\" style=\"font-family:Georgia\">A escrita de Krahl, especialmente sobre a quest\u00e3o das t\u00e1ticas pol\u00edticas e da organiza\u00e7\u00e3o, s\u00f3 pode ser compreendida adequadamente no contexto da SDS, que constitu\u00eda o quadro organizativo de sua atividade pol\u00edtica. No final dos anos 1960, a SDS foi marcada por intensos conflitos internos entre diferentes fac\u00e7\u00f5es \u2013 e eram muitas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-8f72606c7c51eca597e99df525b13e74\" style=\"font-family:Georgia\">Por um lado, havia os tradicionalistas, que se orientavam por organiza\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias cl\u00e1ssicas de filia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e podem ser associados \u00e0 ala esquerda da social-democracia. No final da d\u00e9cada de 1960, por\u00e9m, os mao\u00edstas tornavam-se cada vez mais influentes. Eles se orientavam pela China e pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica anterior a 1956 \u2013 ou seja, antes da desestaliniza\u00e7\u00e3o \u2013 e, no in\u00edcio dos anos 1970, viriam a fundar diversos chamados \u201cgrupos K\u201d <em>(Kommunistische Gruppen)<\/em>, como o KPD, KPD-ML, KPD-RM <em>(Roter Morgen)<\/em>, KPD-AO <em>(Aufbauorganisation)<\/em>, AB-KPD <em>(Arbeiterbund f\u00fcr den Wiederaufbau der KPD)<\/em>, MLPD <em>(Marxistisch-Leninistische Partei Deutschlands)<\/em> e o KB <em>(Kommunistischer Bund)<\/em>, que n\u00e3o deve ser confundido com o KBW <em>(Kommunistischer Bund Westdeutschlands)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-fb2c3b1a1809004689fd9cdb62ac5b33\" style=\"font-family:Georgia\">Havia tamb\u00e9m uma corrente de antiautorit\u00e1rios imediatistas <em>(unmittelbaristische Antiautorit\u00e4re)<\/em> dentro da SDS, que rejeitava qualquer media\u00e7\u00e3o da luta pol\u00edtica por meio de estrat\u00e9gia, t\u00e1tica ou organiza\u00e7\u00e3o, e que buscava uma liberta\u00e7\u00e3o imediata, sobretudo de seus desejos (sexuais). Posteriormente, eles fundariam projetos de comunas. Ao mesmo tempo, surgia o novo movimento feminista, que se definia em oposi\u00e7\u00e3o a todas essas correntes, as quais, em sua vis\u00e3o, eram amplamente dominadas por perspectivas masculinas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-edd0fcae5ecdd76ae31f5c2c1fca41f1\" style=\"font-family:Georgia\">E havia os marxistas antiautorit\u00e1rios em torno de Krahl, em Frankfurt, e de Rudi Dutschke, em Berlim Ocidental. Eles eram influenciados por um marxismo heterodoxo e pela Teoria Cr\u00edtica, e buscavam articular essas influ\u00eancias com novos princ\u00edpios de emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-77adbc6143a0a805384f025d07d55d7d\" style=\"font-family:Georgia\">Uma influ\u00eancia particularmente importante para o desenvolvimento dessa corrente, a meu ver, foi Herbert Marcuse, assim como as lutas que ocorriam no Terceiro Mundo naquele per\u00edodo. Passarei agora, portanto, \u00e0 segunda parte, na qual abordarei como essa influ\u00eancia pode ser compreendida. Para isso, discutirei tanto o pr\u00f3prio Marcuse quanto sua recep\u00e7\u00e3o por Krahl.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-theme-palette-1-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-1d0f9b574829eaa2daa6dc24295f7143\" style=\"font-family:Georgia\"><strong>*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-df4c9b27364a053c8c2288bafde60da2\" style=\"font-family:Georgia\">Diferentemente de Adorno e Horkheimer, Marcuse nunca retornou \u00e0 Alemanha ap\u00f3s ter sido for\u00e7ado ao ex\u00edlio nos Estados Unidos pelos nazifascistas. No entanto, na d\u00e9cada de 1960, ele visitava a Alemanha Ocidental, onde dava palestras com bastante frequ\u00eancia. Um exemplo foi a primeira confer\u00eancia do SDS sobre o Vietn\u00e3, realizada em Frankfurt am Main em 1966, intitulada <em>\u201cVietn\u00e3 \u2013 An\u00e1lise de um Exemplo\u201d<\/em><sup data-fn=\"bc409099-cd05-4ce0-ae14-fee6dd4d358f\" class=\"fn\"><a href=\"#bc409099-cd05-4ce0-ae14-fee6dd4d358f\" id=\"bc409099-cd05-4ce0-ae14-fee6dd4d358f-link\">5<\/a><\/sup>. Marcuse fez a confer\u00eancia principal no ato final, na pra\u00e7a R\u00f6mer, em Frankfurt.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-cc8e0ac85982529de46516ce632d2631\" style=\"font-family:Georgia\">J\u00e1 nessa palestra, Marcuse apresentou ao movimento estudantil alem\u00e3o sua chamada teoria dos grupos marginais <em>(Randgruppentheorie)<\/em>, utilizando o exemplo do movimento contra a Guerra do Vietn\u00e3 nos Estados Unidos. Essa teoria baseava-se na observa\u00e7\u00e3o de que o proletariado nas metr\u00f3poles capitalistas havia se tornado cada vez mais integrado \u00e0 sociedade, e que o movimento oper\u00e1rio tradicional j\u00e1 n\u00e3o representava uma oposi\u00e7\u00e3o radical. Devido ao enorme aumento das for\u00e7as produtivas sob o capitalismo tardio, o proletariado passou, segundo Marcuse, a participar cada vez mais da riqueza socialmente produzida. Como resultado, a oposi\u00e7\u00e3o radical s\u00f3 poderia vir das margens da sociedade, daqueles grupos menos integrados, como as minorias racialmente oprimidas (nas palavras de Marcuse, os \u201chabitantes dos guetos\u201d), os jovens intelectuais e, no caso da Guerra do Vietn\u00e3, tamb\u00e9m as minorias religiosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-c3ebce82d217a8c57deff50effa5ae51\" style=\"font-family:Georgia\">J\u00e1 nessa palestra de 1966, Marcuse identificava um quarto grupo que considerava essencial para a oposi\u00e7\u00e3o: o movimento feminista. Segundo ele, as mulheres haviam sido relativamente menos afetadas pelos ideais de agressividade caracter\u00edsticos da sociedade patriarcal. \u00c9 importante notar, contudo, que Marcuse atribu\u00eda a esses grupos principalmente o papel de catalisadores na forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia pol\u00edtica. Uma transforma\u00e7\u00e3o efetiva da sociedade, argumentava ele em seu<em> &#8220;Ensaio sobre a Liberta\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em><sup data-fn=\"06522f68-b1f5-451f-854a-53f3f26962e0\" class=\"fn\"><a href=\"#06522f68-b1f5-451f-854a-53f3f26962e0\" id=\"06522f68-b1f5-451f-854a-53f3f26962e0-link\">6<\/a><\/sup> (1969), ainda s\u00f3 poderia ser realizada, em \u00faltima inst\u00e2ncia, pelo proletariado, devido \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica no processo produtivo e \u00e0 sua maior quantidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-6c58b534dbd30e26e173d72dfaf18277\" style=\"font-family:Georgia\">Quando Marcuse proferiu essa palestra em Frankfurt, em 1966, Krahl j\u00e1 vivia na cidade havia mais de um ano e era um membro ativo do SDS. Ele participou tanto da confer\u00eancia quanto da manifesta\u00e7\u00e3o subsequente, estando, portanto, familiarizado com as teses de Marcuse. No mais conhecido e maior Congresso do Vietn\u00e3, realizado na Universidade T\u00e9cnica de Berlim Ocidental em fevereiro de 1968, Krahl j\u00e1 apresentaria uma palestra pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-e89bb9663283382fe4c0730679accba8\" style=\"font-family:Georgia\">Nessa interven\u00e7\u00e3o no congresso de 1968, Krahl criticou Marcuse por oferecer apenas uma express\u00e3o abstrata de solidariedade \u2013 ou, nas palavras do pr\u00f3prio Krahl, uma \u201csolidariedade da raz\u00e3o e do sentimento\u201d \u2013 com o Vietcong, sem formular estrat\u00e9gias pol\u00edticas concretas para p\u00f4r fim \u00e0 guerra. O pr\u00f3prio Krahl prop\u00f4s, no congresso, o lan\u00e7amento de uma campanha sob o lema \u201cDestruir a OTAN\u201d <em>(Smash NATO)<\/em>. A ideia era iniciar uma campanha voltada a enfraquecer o poder militar dos ex\u00e9rcitos da OTAN na Europa Ocidental e, assim, possibilitar uma solidariedade concreta entre os movimentos estudantis nas metr\u00f3poles e as lutas de liberta\u00e7\u00e3o no Terceiro Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-e66babb0c85533e1cb47f72a67067e6d\" style=\"font-family:Georgia\">Retrospectivamente, por\u00e9m, a cr\u00edtica de Krahl a Marcuse parece um tanto for\u00e7ada. Afinal, o pr\u00f3prio Marcuse j\u00e1 havia se referido de maneira bastante concreta, em sua interven\u00e7\u00e3o de 1966, \u00e0s estrat\u00e9gias pol\u00edticas do movimento anti-guerra nos Estados Unidos, e, em seu <em>&#8220;Ensaio sobre a Liberta\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em> (1969), escreveu quase literalmente que a luta de liberta\u00e7\u00e3o do Terceiro Mundo s\u00f3 poderia ter \u00eaxito se o imperialismo tamb\u00e9m fosse combatido politicamente em seus centros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-be560831973ccaad3cd2e7a4e8ec35d4\" style=\"font-family:Georgia\">Para ambos, Marcuse e Krahl, a import\u00e2ncia dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o anticolonial no mundo tricontinental n\u00e3o pode, portanto, ser subestimada. Segundo ambos, seu surgimento recolocava na agenda a possibilidade de uma revolu\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-509b025804e874d7e1340084fb1bfabf\" style=\"font-family:Georgia\">Krahl descreveu o significado desses movimentos, durante seu discurso no Congresso do Vietn\u00e3 em Berlim, em fevereiro de 1968, da seguinte maneira:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-theme-palette-5-color has-theme-palette-9-background-color has-text-color has-background has-link-color has-inconsolata-font-family has-custom-font wp-elements-f7bb860b2c0466e403be50ea49ad2c01\" style=\"font-family:Inconsolata\"><em>&#8220;A resist\u00eancia bem-sucedida do povo vietnamita contra a gigantesca m\u00e1quina de guerra tecnol\u00f3gica dos Estados Unidos, o modelo socialista de Cuba e as lutas revolucion\u00e1rias das guerrilhas na Am\u00e9rica Latina criaram um novo fato: a atualidade hist\u00f3rico-mundial qualitativamente nova da revolu\u00e7\u00e3o.&#8221; (Krahl, 2008, pp.148-151)<\/em><sup data-fn=\"19c5af49-8b4b-4ee8-8ff1-12af23e0a5e2\" class=\"fn\"><a href=\"#19c5af49-8b4b-4ee8-8ff1-12af23e0a5e2\" id=\"19c5af49-8b4b-4ee8-8ff1-12af23e0a5e2-link\">7<\/a><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-04b23d491f19f287111bc206194fd88d\" style=\"font-family:Georgia\">Em seu texto <em>\u201cDados Pessoais\u201d<\/em>, Krahl tamb\u00e9m descreveu como essa nova atualidade moldou sua compreens\u00e3o da emancipa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-theme-palette-5-color has-theme-palette-9-background-color has-text-color has-background has-link-color has-inconsolata-font-family has-custom-font wp-elements-dc828d6e1c0ffd9ca227264371161cc5\" style=\"font-family:Inconsolata\"><em>&#8220;A solidariedade com os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o social-revolucion\u00e1rios no Terceiro Mundo foi decisiva para a forma\u00e7\u00e3o de nossa consci\u00eancia antiautorit\u00e1ria. [\u2026] O Terceiro Mundo nos ensinou um conceito de pol\u00edtica intransigente e radical, que se distinguia claramente da realpolitik superficial e sem princ\u00edpios da sociedade burguesa. Che Guevara, Fidel Castro, Ho Chi Minh e Mao Zedong s\u00e3o revolucion\u00e1rios que nos transmitiram uma moral pol\u00edtica de uma pol\u00edtica sem concess\u00f5es.&#8221; (Krahl, 2008, pp.19-30)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-3cad1f721e5f7cd58624cc61772d7a60\" style=\"font-family:Georgia\">Marcuse, por sua vez, tamb\u00e9m acreditava que essas lutas no Terceiro Mundo haviam reatualizado a possibilidade da revolu\u00e7\u00e3o. Em seu Ensaio sobre a Liberta\u00e7\u00e3o, ele escreve:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-theme-palette-5-color has-theme-palette-9-background-color has-text-color has-background has-link-color has-inconsolata-font-family has-custom-font wp-elements-f9b791fff7b37de41e8d2e399bd13b43\" style=\"font-family:Inconsolata\"><em>&#8220;Agora, no entanto, essa homogeneidade amea\u00e7adora vem sendo afrouxada, e uma alternativa come\u00e7a a despontar no <strong>continuum repressivo<\/strong>. Essa alternativa n\u00e3o se mostra tanto como uma nova rota para o socialismo, mas como o surgimento de diferentes objetivos e valores, diferentes aspira\u00e7\u00f5es em homens e mulheres que resistem e renegam o massivo poder de explora\u00e7\u00e3o do capitalismo corporativo mesmo em suas realiza\u00e7\u00f5es <strong>mais agrad\u00e1veis e liberais<\/strong>. A <strong>Grande Recusa<\/strong> se manifesta de v\u00e1rias formas.<\/em><br><em>Uma revolu\u00e7\u00e3o que luta para se afastar da administra\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica do socialismo vem sendo defendida e levada adiante no Vietn\u00e3, em Cuba, na China. As for\u00e7as de guerrilha na Am\u00e9rica Latina parecem animadas por esse mesmo impulso subversivo: liberta\u00e7\u00e3o.&#8221;(Marcuse, 2024, p.5) <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-da02d21e81b97c8b2a51de3a370d8e8c\" style=\"font-family:Georgia\">Por meio desses movimentos, ambos desenvolveram e refinaram suas pr\u00f3prias concep\u00e7\u00f5es de emancipa\u00e7\u00e3o. No entanto, sua interpreta\u00e7\u00e3o por vezes parece um tanto idealizada e tende a ignorar as contradi\u00e7\u00f5es reais presentes nesses movimentos. A partir disso, pode-se especular se eles n\u00e3o utilizaram esses movimentos mais como uma superf\u00edcie de proje\u00e7\u00e3o para formular suas pr\u00f3prias ideias pol\u00edticas voltadas \u00e0s lutas no Norte Global.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-df37e204e0165e294007d5cda8ab89d3\" style=\"font-family:Georgia\">Mas, como mostram os protestos contra Senghor em Frankfurt, eles tamb\u00e9m estavam bem informados sobre os desenvolvimentos pol\u00edticos em pa\u00edses n\u00e3o ocidentais. E \u00e9 importante enfatizar o papel significativo que esses movimentos de liberta\u00e7\u00e3o desempenharam no pensamento tanto de Krahl quanto de Marcuse, especialmente porque frequentemente se sup\u00f5e que os representantes da Teoria Cr\u00edtica n\u00e3o se envolvem com movimentos pol\u00edticos concretos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-6352b820b7875d685b9263e95698be98\" style=\"font-family:Georgia\">Essa quest\u00e3o \u2013 colocada na agenda, segundo Marcuse, pelas lutas no Terceiro Mundo \u2013, a saber, como redefinir o socialismo ap\u00f3s a experi\u00eancia do socialismo estatal autorit\u00e1rio no bloco oriental, mas tamb\u00e9m sob as condi\u00e7\u00f5es de um enorme desenvolvimento das for\u00e7as produtivas no fordismo, foi muito importante para a obra de Marcuse nos anos 1960. Central para essa redefini\u00e7\u00e3o era a quest\u00e3o de uma emancipa\u00e7\u00e3o fundamental do ser humano sob o socialismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-0495ddf4e7590c62e22d9f1da07d3429\" style=\"font-family:Georgia\">Em duas confer\u00eancias que Marcuse proferiu em julho de 1967 na Universidade Livre de Berlim \u2013 \u00e0s quais Krahl tamb\u00e9m assistiu \u2013, ele apresentou pela primeira vez sua concep\u00e7\u00e3o de emancipa\u00e7\u00e3o diante de v\u00e1rios milhares de estudantes na Alemanha Ocidental. As confer\u00eancias tinham os t\u00edtulos<em> \u201cO Fim da Utopia\u201d<\/em> e <em>\u201cO Problema da Viol\u00eancia na Oposi\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>. As ideias de emancipa\u00e7\u00e3o ali apresentadas tornar-se-iam decisivas para a compreens\u00e3o do socialismo dentro da Nova Esquerda na Alemanha Ocidental e para o pr\u00f3prio pensamento de Krahl.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-0c5cd75204ec83a308c4e3d4f185562f\" style=\"font-family:Georgia\">Krahl posteriormente resumiu a import\u00e2ncia de Marcuse para seu pr\u00f3prio pensamento de forma condensada em seu ensaio <em><a href=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/02\/27\/cinco-teses-sobre-herbert-marcuse-como-teorico-critico-da-emancipacao-hans-jurgen-krahl\/\">\u201cCinco Teses sobre Herbert Marcuse como \u2018Te\u00f3rico Cr\u00edtico\u2019 da Emancipa\u00e7\u00e3o\u201d<\/a><\/em>. Como ele argumenta nesse texto, concep\u00e7\u00f5es de socialismo que se concentram apenas na tomada dos meios de produ\u00e7\u00e3o e em uma simples transforma\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de propriedade tornaram-se obsoletas no atual n\u00edvel das for\u00e7as produtivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-e6e38f83112af81f75463f6e48b0c648\" style=\"font-family:Georgia\">Com formula\u00e7\u00f5es como essa, ele est\u00e1 mirando o \u201cvelho\u201d movimento oper\u00e1rio, tanto em sua forma social-democrata quanto leninista. Em ambos os casos, argumenta Krahl, princ\u00edpios fundamentais semelhantes foram realizados por meio de t\u00e1ticas pol\u00edticas distintas. Na vers\u00e3o social-democrata, a explora\u00e7\u00e3o do proletariado deveria ser atenuada por meio da media\u00e7\u00e3o do Estado democr\u00e1tico-burgu\u00eas. J\u00e1 na vers\u00e3o leninista, o Estado prolet\u00e1rio, tomado por meio de uma ruptura conduzida pelo partido do proletariado, deveria desenvolver as for\u00e7as produtivas e, assim, melhorar a condi\u00e7\u00e3o do proletariado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-5ea06ca820f2bd04e10d23da14fc96ad\" style=\"font-family:Georgia\">Mas Krahl se op\u00f4s a isso em conson\u00e2ncia com Marcuse:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-theme-palette-5-color has-theme-palette-9-background-color has-text-color has-background has-link-color has-inconsolata-font-family has-custom-font wp-elements-974d550e9fb59b018eb45ccc21a5ab01\" style=\"font-family:Inconsolata\"><em>&#8220;A hist\u00f3ria colocou na ordem do dia o que Marcuse formulou de forma t\u00e3o filos\u00f3fica quanto ing\u00eanua: a redu\u00e7\u00e3o do processo de libera\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1rio \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o industrial arrasta consigo a mis\u00e9ria da reifica\u00e7\u00e3o e submete os indiv\u00edduos \u00e0 servid\u00e3o impessoal dos meios de produ\u00e7\u00e3o materiais. Emancipa\u00e7\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, quer que os indiv\u00edduos organizem os meios de produ\u00e7\u00e3o industrial para se associarem [verkehren] de modo feliz. O conceito truncado de emancipa\u00e7\u00e3o visa somente uma rela\u00e7\u00e3o de propriedade modificada dos homens com os meios de produ\u00e7\u00e3o coisais, mas n\u00e3o uma mudan\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos hist\u00f3ricos entre si.&#8221;<\/em> (Krahl, 2008, p.306)<sup data-fn=\"e1e22a05-a94f-44a1-a155-72f2501a5c7f\" class=\"fn\"><a href=\"#e1e22a05-a94f-44a1-a155-72f2501a5c7f\" id=\"e1e22a05-a94f-44a1-a155-72f2501a5c7f-link\">8<\/a><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-83c6e059f9e18db27c79a2b9a086573c\" style=\"font-family:Georgia\">Os meios de produ\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o podem simplesmente ser apropriados, pois, sob o capitalismo tardio, j\u00e1 se tornaram instrumentos de domina\u00e7\u00e3o \u2013 por exemplo, quando a linha de montagem imp\u00f5e o ritm&#8221;o de trabalho aos trabalhadores. Krahl adotou em grande parte essa an\u00e1lise \u2013 de que as m\u00e1quinas n\u00e3o s\u00e3o neutras \u2013 do livro <em>&#8220;O Homem Unidimensional&#8221;<\/em>, de Marcuse, no qual ele examina a transforma\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o no capitalismo tardio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-cc3d77da850be4ca3c6874e5f3c310a2\" style=\"font-family:Georgia\">Se o socialismo pretende significar uma emancipa\u00e7\u00e3o genu\u00edna dos seres humanos, ent\u00e3o o pr\u00f3prio processo de trabalho deve ser completamente reorganizado no curso de uma revolu\u00e7\u00e3o socialista. Em sua confer\u00eancia de 1967, <em>\u201cO Fim da Utopia\u201d<\/em>, na Berlim Ocidental, Marcuse chegou at\u00e9 mesmo a defender a aboli\u00e7\u00e3o imediata do trabalho alienado. Segundo ele, o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas j\u00e1 havia tornado poss\u00edvel que o \u201creino da liberdade\u201d come\u00e7asse a emergir dentro do pr\u00f3prio \u201creino da necessidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-324b220d5db780f897c6a3cf18cdd726\" style=\"font-family:Georgia\">Como lembrete: no terceiro volume de <em>&#8220;O Capital&#8221;<\/em>, Marx argumentava que o reino da liberdade s\u00f3 poderia ser realizado para al\u00e9m do reino da necessidade<sup data-fn=\"691977e5-1ff3-40e6-bf8f-6e94b4b61349\" class=\"fn\"><a href=\"#691977e5-1ff3-40e6-bf8f-6e94b4b61349\" id=\"691977e5-1ff3-40e6-bf8f-6e94b4b61349-link\">9<\/a><\/sup>. Marcuse, por\u00e9m, insistia que a liberdade deveria j\u00e1 ser realizada no interior do pr\u00f3prio trabalho, permitindo que este se aproximasse cada vez mais do jogo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-fda12bbd144206b82a921122e473b583\" style=\"font-family:Georgia\">Apoiado em outro importante representante do marxismo ocidental, Karl Korsch, Krahl concordou com essa proposta ap\u00f3s a confer\u00eancia de Marcuse em 1967. Durante essa discuss\u00e3o, Krahl afirmou:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-theme-palette-5-color has-theme-palette-9-background-color has-text-color has-background has-link-color has-inconsolata-font-family has-custom-font wp-elements-736075cc6c40d725e457e93589659801\" style=\"font-family:Inconsolata\"><em>&#8220;Eu ficaria do lado do Korsch tardio quando ele reprova o Marx tardio por, por assim dizer, ter abandonado o interesse emancipat\u00f3rio da raz\u00e3o, concentrando-se apenas na intensifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e coisas do tipo, e, ao faz\u00ea-lo, de certo modo ter relegado aquele tempo livre que \u00e9 interpretado como o reino da liberdade&#8221; (in Marcuse, 1980, p.9)<\/em><sup data-fn=\"7a462268-9945-423a-a0d1-0dc5325f8cb5\" class=\"fn\"><a href=\"#7a462268-9945-423a-a0d1-0dc5325f8cb5\" id=\"7a462268-9945-423a-a0d1-0dc5325f8cb5-link\">10<\/a><\/sup><em>.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-bbb2a7b4b3d1230e8d70600596447978\" style=\"font-family:Georgia\">Com essa concep\u00e7\u00e3o de emancipa\u00e7\u00e3o e de socialismo \u2013 que n\u00e3o se concentra apenas na tomada dos meios de produ\u00e7\u00e3o \u2013, outras esferas tamb\u00e9m passam a entrar em foco e seriam profundamente afetadas por uma revolu\u00e7\u00e3o socialista, como as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, a vida cotidiana e as necessidades humanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-5b6f2da30468323224cf3380c56033fc\" style=\"font-family:Georgia\">No que diz respeito ao primeiro desses aspectos, Krahl escreve, novamente apoiando-se em Marcuse: \u201cA emancipa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, antes de tudo, uma organiza\u00e7\u00e3o transformada da propriedade industrial, mas uma organiza\u00e7\u00e3o transformada da intera\u00e7\u00e3o social&#8221; (Krahl, 2008, p.304)<sup data-fn=\"600776ba-627e-4a24-910d-2a354337f96e\" class=\"fn\"><a href=\"#600776ba-627e-4a24-910d-2a354337f96e\" id=\"600776ba-627e-4a24-910d-2a354337f96e-link\">11<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-0ba81e749202f5852a262ff95ce0395a\" style=\"font-family:Georgia\">Krahl compreende tais rela\u00e7\u00f5es transformadas, em seu texto <em>\u201cPara a cr\u00edtica da ideologia da consci\u00eancia antiautorit\u00e1ria\u201d [\u201cZur Ideologiekritik des antiautorit\u00e4ren Bewusstseins\u201d]<\/em><sup data-fn=\"c2d9aea3-083c-49ba-ba75-53cc8daeb3cb\" class=\"fn\"><a href=\"#c2d9aea3-083c-49ba-ba75-53cc8daeb3cb\" id=\"c2d9aea3-083c-49ba-ba75-53cc8daeb3cb-link\">12<\/a><\/sup>, como \u201cformas socialistas de intera\u00e7\u00e3o\u201d <em>(sozialistische Verkehrsformen)<\/em>. Ele desenvolve esse conceito em refer\u00eancia a Marx, que utilizava o termo \u201cformas burguesas de intera\u00e7\u00e3o\u201d <em>(b\u00fcrgerliche Verkehrsformen)<\/em> sobretudo para descrever a media\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais pela forma-mercadoria na sociedade burguesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-017b42c563e93597689514ce11d31314\" style=\"font-family:Georgia\">As formas socialistas de intera\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio, s\u00e3o, segundo Krahl, produtoras de solidariedade, pois superam parcialmente as rela\u00e7\u00f5es mediadas pela forma-mercadoria. Para ele, a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica tem ent\u00e3o a tarefa de antecipar essa supera\u00e7\u00e3o j\u00e1 no interior da sociedade burguesa. Ele escreve que a organiza\u00e7\u00e3o deve se basear em uma \u201cnega\u00e7\u00e3o determinada\u201d das formas de intera\u00e7\u00e3o determinadas pelo valor de troca. Em outro momento, ele descreve isso como \u201corganiza\u00e7\u00e3o como um processo emancipat\u00f3rio de contra-socializa\u00e7\u00e3o\u201d<sup data-fn=\"8452c565-d0bb-45eb-acfd-4e777bee5676\" class=\"fn\"><a href=\"#8452c565-d0bb-45eb-acfd-4e777bee5676\" id=\"8452c565-d0bb-45eb-acfd-4e777bee5676-link\">13<\/a><\/sup>. Por meio dessas pr\u00e1ticas, novas necessidades humanas tamb\u00e9m poderiam emergir \u2013 por exemplo, necessidades de paz e solidariedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-58f482cadf506d21c2b597bc040d68ec\" style=\"font-family:Georgia\">Nas disputas internas da SDS, Krahl defendeu repetidamente esses princ\u00edpios de emancipa\u00e7\u00e3o contra os representantes das correntes mao\u00edstas. A retomada, por parte destes, dos princ\u00edpios organizacionais desenvolvidos por Lenin no in\u00edcio do s\u00e9culo XX \u2013 baseados em disciplina r\u00edgida e autoridade \u2013 havia, segundo Krahl, se tornado anacr\u00f4nica sob o capitalismo tardio. Afinal, os estudantes j\u00e1 n\u00e3o viviam sob um regime czarista autorit\u00e1rio, onde tal disciplina poderia ter sido necess\u00e1ria, mas sim na Rep\u00fablica Federal Alem\u00e3 do final dos anos 1960, marcada pelo p\u00f3s-fascismo e pelo capitalismo tardio<sup data-fn=\"add21dc2-9456-43e0-8eff-8dfb805a9a56\" class=\"fn\"><a href=\"#add21dc2-9456-43e0-8eff-8dfb805a9a56\" id=\"add21dc2-9456-43e0-8eff-8dfb805a9a56-link\">14<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-6f2b9132e2abc46da9134f971701f5d0\" style=\"font-family:Georgia\">A disciplina r\u00edgida e a subordina\u00e7\u00e3o, argumentava Krahl, impediam o acesso \u00e0s necessidades e desejos das massas e dificultavam o surgimento de novas necessidades. No entanto, tais novas necessidades eram essenciais para superar o v\u00ednculo libidinal das pessoas com a forma-mercadoria \u2013 uma ideia claramente inspirada em Marcuse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-57e4f08acf2005942f6769b87a539e31\" style=\"font-family:Georgia\">Ainda assim, Krahl criticava Marcuse por manter suas ideias pol\u00edticas excessivamente abstratas e por n\u00e3o medi\u00e1-las suficientemente com estrat\u00e9gias pol\u00edticas concretas<sup data-fn=\"67586b5f-1a8e-4597-84f0-90d9ae656c80\" class=\"fn\"><a href=\"#67586b5f-1a8e-4597-84f0-90d9ae656c80\" id=\"67586b5f-1a8e-4597-84f0-90d9ae656c80-link\">15<\/a><\/sup>. Marcuse frequentemente recorria a conceitos de tonalidade quase existencialista, como a \u201cGrande Recusa\u201d, que pareciam basear-se sobretudo em uma decis\u00e3o subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-42b6a3306503938673a90d90b5e7befc\" style=\"font-family:Georgia\">Krahl, por sua vez, buscou articular os princ\u00edpios de emancipa\u00e7\u00e3o de Marcuse com pr\u00e1ticas e t\u00e1ticas pol\u00edticas concretas por meio de uma teoria da organiza\u00e7\u00e3o, relacionando-os assim \u00e0s lutas de classe contempor\u00e2neas. Ele ficou particularmente impactado pelas greves selvagens <em>(wildcat strikes)<\/em> que ocorreram na Alemanha Ocidental no outono de 1969 \u2013 muitas delas iniciadas por trabalhadores migrantes (ou seja, \u201cgrupos marginais\u201d, na terminologia de Marcuse) \u2013, bem como pelas greves selvagens ocorridas na It\u00e1lia no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-5b9f4c7ab8f39c7881d369d10fca2996\" style=\"font-family:Georgia\">Essas greves romperam com o quadro tradicional dos sindicatos nas lutas trabalhistas e, assim, expressaram novas necessidades \u2013 por exemplo, o desejo de n\u00e3o se submeter \u00e0 disciplina da f\u00e1brica ou simplesmente a recusa do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-f260eab6493a06e6d1300fea1efe2a1b\" style=\"font-family:Georgia\">Mas n\u00e3o foi apenas Krahl que viu nelas um impulso importante para a liberta\u00e7\u00e3o; tamb\u00e9m Marcuse comentou a import\u00e2ncia dessas greves na f\u00e1brica Fiat-Pirelli, em Turim, em uma entrevista para a revista alem\u00e3 <em>&#8220;Der Spiegel&#8221;<\/em>: \u201cEssa greve mostrou que toda a complicada hierarquia do sistema fabril moderno \u00e9 fung\u00edvel \u2013 isto \u00e9, pode, de fato, ser substitu\u00edda em um curto espa\u00e7o de tempo por uma auto-organiza\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios produtores&#8221;<sup data-fn=\"518b5b54-3cf1-4026-9edf-2ab0b10b5a81\" class=\"fn\"><a href=\"#518b5b54-3cf1-4026-9edf-2ab0b10b5a81\" id=\"518b5b54-3cf1-4026-9edf-2ab0b10b5a81-link\">16<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-theme-palette-1-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-1d0f9b574829eaa2daa6dc24295f7143\" style=\"font-family:Georgia\"><strong>*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-e571b799cae43137d4ad53175c924f4e\" style=\"font-family:Georgia\">Para concluir: acredito que as reflex\u00f5es de Krahl sobre organiza\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o, que se baseiam em Marcuse, mant\u00eam uma relev\u00e2ncia intacta at\u00e9 hoje. H\u00e1 pelo menos dez anos, observa-se um renascimento neo-leninista dentro da esquerda radical na Alemanha, vis\u00edvel na funda\u00e7\u00e3o de numerosos chamados \u201cgrupos vermelhos\u201d, muitos dos quais se orientam pelo mao\u00edsmo e afirmam constituir o n\u00facleo de um novo partido comunista. Eu ficaria curioso em saber se h\u00e1 desenvolvimentos semelhantes no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-f8561366d744e4eaa5516914d24c9a43\" style=\"font-family:Georgia\">Nesse aspecto, eles se assemelham de maneira not\u00e1vel aos grupos \u201cK\u201d do final dos anos 1960 e 1970, contra os quais Krahl j\u00e1 havia lutado em seus est\u00e1gios iniciais. Em projetos de constru\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria como esses, as novas possibilidades de emancipa\u00e7\u00e3o abertas pelo desenvolvimento das for\u00e7as produtivas sob o capitalismo tardio acabam sendo completamente perdidas de vista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-5690b026a5a3bcaa266b25ca07c69638\" style=\"font-family:Georgia\">Ao tentar articular essas formas de emancipa\u00e7\u00e3o com formas de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, Krahl deixou um legado importante no que diz respeito \u00e0 quest\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. Ele nos ensina que os objetivos e as possibilidades de uma nova sociedade comunista j\u00e1 devem estar refletidos nas pr\u00f3prias formas de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-georgia-font-family has-custom-font wp-elements-ed7d0cec88abbdb197084ec7fa8a9901\" style=\"font-family:Georgia\">Ao mesmo tempo, isso tamb\u00e9m nos lembra que a quest\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o precisa ser respondida novamente em cada \u00e9poca hist\u00f3rica e deve ser mediada com as possibilidades espec\u00edficas de cada per\u00edodo.<\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"ffa911fc-046f-4862-ae94-9feb2b6caf8d\">Volz refere-se aos dois textos que publicamos na Revista Zero \u00e0 Esquerda: <a href=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2022\/03\/04\/as-contradicoes-politicas-na-teoria-critica-de-adorno-hans-jurgen-krahl\/\" type=\"link\" id=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2022\/03\/04\/as-contradicoes-politicas-na-teoria-critica-de-adorno-hans-jurgen-krahl\/\"><strong>&#8220;As contradi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas na Teoria Cr\u00edtica de Adorno&#8221;<\/strong><\/a> (2022), tradu\u00e7\u00e3o de Talles Lopes, e <a href=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/02\/27\/cinco-teses-sobre-herbert-marcuse-como-teorico-critico-da-emancipacao-hans-jurgen-krahl\/\" type=\"link\" id=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/02\/27\/cinco-teses-sobre-herbert-marcuse-como-teorico-critico-da-emancipacao-hans-jurgen-krahl\/\"><strong>&#8220;Cinco teses sobre Herbert Marcuse como te\u00f3rico cr\u00edtico da emancipa\u00e7\u00e3o&#8221;<\/strong><\/a> (2024), tradu\u00e7\u00e3o de Felipe Catalani [Nota do Editor]. <a href=\"#ffa911fc-046f-4862-ae94-9feb2b6caf8d-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"1730593f-9e9a-4bdb-90cc-d8ee1534452b\">Walter Benjamin, <strong>\u201eDie Aufgabe des \u00dcbersetzers\u201c<\/strong>, in Kleine Prosa. Baudelaire-\u00dcbertragungen, Band IV.1, hg. von Rolf Tiedemann, Walter Benjamin: Gesammelte Schriften. (Suhrkamp, 1972), S. 9-21, here: 10f [Nota do Autor]. Em portugu\u00eas, ver BENJAMIN, W. <strong>&#8220;A tarefa do tradutor&#8221;<\/strong>. In: Escritos sobre mito e linguagem (1915-1921). Org. trad. e notas de Jeanne Marie Gagnebin; trad. Susana Kampff Lages e Ernani Chaves. &#8212; S\u00e3o Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2013 [N.E.]. <a href=\"#1730593f-9e9a-4bdb-90cc-d8ee1534452b-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 2 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"da1ac7b4-d58b-4384-98f3-abf1c7312b5c\">Hans-J\u00fcrgen Krahl, &#8220;<strong>Der politische Widerspruch der kritischen Theorie Adornos&#8221;<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 291-294, here: 293 [N.A.]. <a href=\"#da1ac7b4-d58b-4384-98f3-abf1c7312b5c-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 3 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"1d25c20e-c5ce-4d11-aca7-25e3732207bf\">Hans-J\u00fcrgen Krahl, &#8220;<strong>Angaben zur Person&#8221;<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 19-30 [N.A.]. <a href=\"#1d25c20e-c5ce-4d11-aca7-25e3732207bf-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 4 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"bc409099-cd05-4ce0-ae14-fee6dd4d358f\">Herbert Marcuse, <strong>\u201eVietnam \u2013 Analyse eines Exempels\u201c<\/strong>, 1966, in: Wolfgang Kraushaar (Ed.), Frankfurter Schule und Studentenbewegung. Von der Flaschenpost zum Molotowcocktail 1946-1995 Bd. 2 (Hamburg 1998) p. 205-209 [N.A.]. <a href=\"#bc409099-cd05-4ce0-ae14-fee6dd4d358f-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 5 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"06522f68-b1f5-451f-854a-53f3f26962e0\">Em portugu\u00eas: MARCUSE, Herbert. <strong>Um ensaio sobre a liberta\u00e7\u00e3o<\/strong>. Traduzido por Humberto do Amaral. &#8212; S\u00e3o Paulo: Editora Filos\u00f3fica Politeia, 2024 [N.E.]. <a href=\"#06522f68-b1f5-451f-854a-53f3f26962e0-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 6 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"19c5af49-8b4b-4ee8-8ff1-12af23e0a5e2\">Hans-J\u00fcrgen Krahl, <strong>&#8220;Diskussionsbeitrag auf dem Berliner Vietnam-Kongress&#8221;<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 148-151 [N.E.]. <a href=\"#19c5af49-8b4b-4ee8-8ff1-12af23e0a5e2-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 7 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"e1e22a05-a94f-44a1-a155-72f2501a5c7f\">Hans-J\u00fcrgen Krahl, <strong>&#8220;F\u00fcnf Thesen zu &#8216;Herbert Marcuse als kritischer Theoretiker der Emanzipation'&#8221;<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 304-308. here: 306 [N.A.]. <a href=\"#e1e22a05-a94f-44a1-a155-72f2501a5c7f-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 8 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"691977e5-1ff3-40e6-bf8f-6e94b4b61349\">Karl Marx, <strong>Das Kapital<\/strong>. Band 3, in: Marx-Engels Werke 25, p. 828 [N.A.]. Em portugu\u00eas: MARX, Karl. O<strong> capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica: Livro III: o processo global da produ\u00e7\u00e3o capitalista.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Rubens Enderle. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2017 [N.E.]. <a href=\"#691977e5-1ff3-40e6-bf8f-6e94b4b61349-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 9 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"7a462268-9945-423a-a0d1-0dc5325f8cb5\">Herbert Marcuse, \u201e<strong>Das Ende der Utopie\u201c<\/strong>, 1967, in: Das Ende der Utopie. Vortr\u00e4ge und Diskussionen in Berlin 1967 (Frankfurt a. M. 1980), p. 3-20, here: p. 9 [N.A.]. <a href=\"#7a462268-9945-423a-a0d1-0dc5325f8cb5-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 10 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"600776ba-627e-4a24-910d-2a354337f96e\">Hans-J\u00fcrgen Krahl, <strong>&#8220;F\u00fcnf Thesen zu &#8216;Herbert Marcuse als kritischer Theoretiker der Emanzipation'&#8221;<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 304-308. here: 304 [N.A.]. <a href=\"#600776ba-627e-4a24-910d-2a354337f96e-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 11 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"c2d9aea3-083c-49ba-ba75-53cc8daeb3cb\">Hans-J\u00fcrgen Krahl, <strong>&#8220;Zur Ideologiekritik des antiautorit\u00e4ren Bewusstseins&#8221;<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 284-290 [N.A.]. <a href=\"#c2d9aea3-083c-49ba-ba75-53cc8daeb3cb-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 12 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"8452c565-d0bb-45eb-acfd-4e777bee5676\">Hans-J\u00fcrgen Krahl, <strong>&#8220;Zur Ideologiekritik des antiautorit\u00e4ren Bewusstseins&#8221;<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 284-290, here: 290 [N.A.]. <a href=\"#8452c565-d0bb-45eb-acfd-4e777bee5676-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 13 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"add21dc2-9456-43e0-8eff-8dfb805a9a56\">Hans-J\u00fcrgen Krahl, <strong>&#8220;Zu Lenin: Staat und Revolution&#8221;<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 186-194 [N.A.]. <a href=\"#add21dc2-9456-43e0-8eff-8dfb805a9a56-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 14 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"67586b5f-1a8e-4597-84f0-90d9ae656c80\">Hans-J\u00fcrgen Krahl, <strong>&#8220;Diskussionsbeitrag auf dem Berliner Vietnam-Kongress&#8221;<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 148-151 [N.A.]. <a href=\"#67586b5f-1a8e-4597-84f0-90d9ae656c80-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 15 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"518b5b54-3cf1-4026-9edf-2ab0b10b5a81\">Herbert Marcuse, <strong><a href=\"https:\/\/www.spiegel.de\/kultur\/revolution-aus-ekel-a-71423f09-0002-0001-0000-000045789139\">\u00bbREVOLUTION AUS EKEL\u00ab (Interview)<\/a><\/strong>, in: DER SPIEGEL 31\/1969 [N.A.]. <a href=\"#518b5b54-3cf1-4026-9edf-2ab0b10b5a81-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 16 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-61ecc280 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"padding-top:2.5rem;padding-right:2.5rem;padding-bottom:2.5rem;padding-left:2.5rem\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-dominant-color=\"767d7e\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #767d7e;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"829\" height=\"906\" sizes=\"auto, (max-width: 829px) 100vw, 829px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Presentation-Luneburg-cut.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-4901 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Presentation-Luneburg-cut.avif 829w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Presentation-Luneburg-cut-275x300.avif 275w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Presentation-Luneburg-cut-768x839.avif 768w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:75%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Julian Volz<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-inconsolata-font-family has-custom-font\" style=\"font-family:Inconsolata\">Julian Volz \u00e9 bolsista de p\u00f3s-doutorado no \u201cInstituto Central de Hist\u00f3ria da Arte\u201d <em>(Zentralinstitut f\u00fcr Kunstgeschichte)<\/em> em Munique. Juntamente com Meike Gerber e Emanuel Kapfinger, ele editou, em 2022, a colet\u00e2nea \u201cPara Hans-J\u00fcrgen Krahl. Contribui\u00e7\u00f5es para o seu marxismo antiautorit\u00e1rio\u201d <em>(F\u00fcr Hans-J\u00fcrgen Krahl. Beitr\u00e4ge zu seinem antiautorit\u00e4rem Marxismus)<\/em>. O volume reuniu, pela primeira vez, ensaios sobre a obra de Krahl, tanto de antigos companheiros de Krahl quanto de jovens pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Autor<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-61ecc280 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"padding-top:2.5rem;padding-right:2.5rem;padding-bottom:2.5rem;padding-left:2.5rem\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"5f5146\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #5f5146;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-14.45.17-576x1024.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-4912 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-14.45.17-576x1024.avif 576w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-14.45.17-169x300.avif 169w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-14.45.17-768x1366.avif 768w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-14.45.17-864x1536.avif 864w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-14.45.17.avif 899w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:75%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ariane Velasco<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-inconsolata-font-family has-custom-font\" style=\"font-family:Inconsolata\">Ariane Velasco \u00e9 mestranda em Filosofia (USP), educadora, tradutora e integrante da Revista Zero \u00e0 Esquerda.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Tradutora<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tese inicial do nosso trabalho com Krahl foi, portanto, que, com essa combina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de teoria e pr\u00e1xis, Krahl desenvolveu uma linha de pensamento independente, pr\u00e1tico-revolucion\u00e1ria, dentro da Teoria Cr\u00edtica, que chamamos de marxismo anti-autorit\u00e1rio. Krahl poderia ter conseguido articular essas vertentes de forma mais sistem\u00e1tica, mas sua morte precoce, aos 27 anos, em um acidente de carro em fevereiro de 1970, impediu isso. Como resultado, sua obra possui um car\u00e1ter fragment\u00e1rio. Cabe a n\u00f3s desenvolver mais profundamente as abordagens que ele elaborou, repens\u00e1-las e conect\u00e1-las com as lutas do nosso presente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4898,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"Times New Roman,Barlow,Faustina,Helvetica,Times New Roman,Abril Fatface,Georgia,Inconsolata","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":"[{\"content\":\"Volz refere-se aos dois textos que publicamos na Revista Zero \u00e0 Esquerda: <a href=\\\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2022\/03\/04\/as-contradicoes-politicas-na-teoria-critica-de-adorno-hans-jurgen-krahl\/\\\" type=\\\"link\\\" id=\\\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2022\/03\/04\/as-contradicoes-politicas-na-teoria-critica-de-adorno-hans-jurgen-krahl\/\\\"><strong>\\\"As contradi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas na Teoria Cr\u00edtica de Adorno\\\"<\/strong><\/a> (2022), tradu\u00e7\u00e3o de Talles Lopes, e <a href=\\\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/02\/27\/cinco-teses-sobre-herbert-marcuse-como-teorico-critico-da-emancipacao-hans-jurgen-krahl\/\\\" type=\\\"link\\\" id=\\\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/02\/27\/cinco-teses-sobre-herbert-marcuse-como-teorico-critico-da-emancipacao-hans-jurgen-krahl\/\\\"><strong>\\\"Cinco teses sobre Herbert Marcuse como te\u00f3rico cr\u00edtico da emancipa\u00e7\u00e3o\\\"<\/strong><\/a> (2024), tradu\u00e7\u00e3o de Felipe Catalani [Nota do Editor].\",\"id\":\"ffa911fc-046f-4862-ae94-9feb2b6caf8d\"},{\"content\":\"Walter Benjamin, <strong>\u201eDie Aufgabe des \u00dcbersetzers\u201c<\/strong>, in Kleine Prosa. Baudelaire-\u00dcbertragungen, Band IV.1, hg. von Rolf Tiedemann, Walter Benjamin: Gesammelte Schriften. (Suhrkamp, 1972), S. 9-21, here: 10f [Nota do Autor]. Em portugu\u00eas, ver BENJAMIN, W. <strong>\\\"A tarefa do tradutor\\\"<\/strong>. In: Escritos sobre mito e linguagem (1915-1921). Org. trad. e notas de Jeanne Marie Gagnebin; trad. Susana Kampff Lages e Ernani Chaves. -- S\u00e3o Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2013 [N.E.].\",\"id\":\"1730593f-9e9a-4bdb-90cc-d8ee1534452b\"},{\"content\":\"Hans-J\u00fcrgen Krahl, \\\"<strong>Der politische Widerspruch der kritischen Theorie Adornos\\\"<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 291-294, here: 293 [N.A.].\",\"id\":\"da1ac7b4-d58b-4384-98f3-abf1c7312b5c\"},{\"content\":\"Hans-J\u00fcrgen Krahl, \\\"<strong>Angaben zur Person\\\"<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 19-30 [N.A.].\",\"id\":\"1d25c20e-c5ce-4d11-aca7-25e3732207bf\"},{\"content\":\"Herbert Marcuse, <strong>\u201eVietnam \u2013 Analyse eines Exempels\u201c<\/strong>, 1966, in: Wolfgang Kraushaar (Ed.), Frankfurter Schule und Studentenbewegung. Von der Flaschenpost zum Molotowcocktail 1946-1995 Bd. 2 (Hamburg 1998) p. 205-209 [N.A.].\",\"id\":\"bc409099-cd05-4ce0-ae14-fee6dd4d358f\"},{\"content\":\"Em portugu\u00eas: MARCUSE, Herbert. <strong>Um ensaio sobre a liberta\u00e7\u00e3o<\/strong>. Traduzido por Humberto do Amaral. -- S\u00e3o Paulo: Editora Filos\u00f3fica Politeia, 2024 [N.E.].\",\"id\":\"06522f68-b1f5-451f-854a-53f3f26962e0\"},{\"content\":\"Hans-J\u00fcrgen Krahl, <strong>\\\"Diskussionsbeitrag auf dem Berliner Vietnam-Kongress\\\"<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 148-151 [N.E.].\",\"id\":\"19c5af49-8b4b-4ee8-8ff1-12af23e0a5e2\"},{\"content\":\"Hans-J\u00fcrgen Krahl, <strong>\\\"F\u00fcnf Thesen zu 'Herbert Marcuse als kritischer Theoretiker der Emanzipation'\\\"<\/strong>, in: Hans-J\u00fcrgen Krahl, Konstitution und Klassenkampf (Frankfurt a.M., 2008), p. 304-308. here: 306 [N.A.].\",\"id\":\"e1e22a05-a94f-44a1-a155-72f2501a5c7f\"},{\"content\":\"Karl Marx, <strong>Das Kapital<\/strong>. Band 3, in: Marx-Engels Werke 25, p. 828 [N.A.]. Em portugu\u00eas: MARX, Karl. 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