{"id":4596,"date":"2026-04-09T00:08:04","date_gmt":"2026-04-09T00:08:04","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=4596"},"modified":"2026-04-09T00:09:03","modified_gmt":"2026-04-09T00:09:03","slug":"os-estados-unidos-e-o-capitalismo-fascista-maurizio-lazzarato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2026\/04\/09\/os-estados-unidos-e-o-capitalismo-fascista-maurizio-lazzarato\/","title":{"rendered":"Os Estados Unidos e o &#8220;capitalismo fascista&#8221; \u2014 Maurizio Lazzarato"},"content":{"rendered":"\n<p>Em continuidade das reflex\u00f5es iniciadas em \u201c<a href=\"https:\/\/lundi.am\/Pourquoi-la-guerre\">Porque a guerra?, as condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de uma nova ordem mundial<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/lundi.am\/Les-impasses-de-la-pensee-critique-occidentale\">Os impasses do pensamento cr\u00edtico ocidental<\/a>\u201d, o fil\u00f3sofo Maurizio Lazzarato sustenta que a fase hist\u00f3rica que se abre n\u00e3o ser\u00e1 determinada pela ordem econ\u00f4mica e suas mudan\u00e7as contratuais, mas ser\u00e1 por for\u00e7as pol\u00edticas que ser\u00e3o as mesmas a assumirem um plano estrat\u00e9gico amigo-inimigo. Para esclarecer os desafios de tal decis\u00e3o, Lazzarato retoma o processo sangrento que levou \u00e0 \u201cimposi\u00e7\u00e3o\u201d do neoliberalismo \u00e0 escala global e mais especificamente na Am\u00e9rica Latina. A partir da\u00ed, debate-se a superficial oposi\u00e7\u00e3o entre democracia e fascismo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>L\u2019accumulation primitive, l\u2019\u00e9tat de nature du capital, est le prototype de la crise capitaliste. [A acumula\u00e7\u00e3o primitiva \u00e9 o estado de natureza do capital, \u00e9 o prot\u00f3tipo da crise capitalista]<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em><br><strong>\u2013 Hans J\u00fcrgen Krahl<\/strong><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O capitalismo n\u00e3o se reduz a um ciclo de acumula\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 sempre precedido, acompanhado e seguido por um ciclo estrat\u00e9gico definido por conflito, guerra, guerra civil e, eventualmente, revolu\u00e7\u00e3o. Esse ciclo estrat\u00e9gico inclui a assim chamada \u201cacumula\u00e7\u00e3o primitiva\u201d descrita por Marx, mas apenas como sua primeira fase, seguida pelo exerc\u00edcio da viol\u00eancia encarnada na \u201cprodu\u00e7\u00e3o\u201d e sua erup\u00e7\u00e3o na forma de guerra e guerra civil quando o ciclo econ\u00f4mico chega ao fim. Para uma descri\u00e7\u00e3o completa do ciclo estrat\u00e9gico, ele teve que esperar at\u00e9 o s\u00e9culo XX e sua transforma\u00e7\u00e3o no ciclo das revolu\u00e7\u00f5es sovi\u00e9tica e chinesa \u2014 uma transforma\u00e7\u00e3o que, de diferentes perspectivas, corrige e complementa Marx.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois ciclos funcionam em conjunto. Suas din\u00e2micas est\u00e3o interligadas, mas tamb\u00e9m podem se separar: desde 2008, o ciclo de conflito, guerra e guerra civil (e a remota possibilidade de revolu\u00e7\u00e3o) tem se separado gradualmente do ciclo de acumula\u00e7\u00e3o propriamente dito. Impasses e bloqueios na acumula\u00e7\u00e3o de capital exigem a interven\u00e7\u00e3o do ciclo estrat\u00e9gico, que opera com base nas rela\u00e7\u00f5es de poder e na rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o econ\u00f4mica entre amigo-inimigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a ascens\u00e3o do imperialismo, a import\u00e2ncia do ciclo estrat\u00e9gico s\u00f3 se intensificou. Ciclos de guerra, viol\u00eancia extrema e uso arbitr\u00e1rio da for\u00e7a se sucedem rapidamente. Os EUA impuseram regras econ\u00f4micas e jur\u00eddicas ao mercado global e \u00e0 Ordem Mundial tr\u00eas vezes (1945, 1971 e 1991), e tr\u00eas vezes apagaram ou modificaram as pr\u00f3prias normas que haviam imposto porque estas j\u00e1 n\u00e3o atendiam aos seus prop\u00f3sitos, a fim de estabelecer novas. O Fordismo de 1945 foi desmantelado na d\u00e9cada de 1970, enquanto o assim chamado \u201cneoliberalismo\u201d escolhido para substitu\u00ed-lo \u2014 e que se espalhou pelo mundo em 1991, ap\u00f3s a queda da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica \u2014 entrou em colapso em 2008. A atual acumula\u00e7\u00e3o primitiva est\u00e1, mais uma vez, mudando as regras do jogo na improv\u00e1vel esperan\u00e7a de \u201cFazer a Am\u00e9rica Grande Novamente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do ciclo estrat\u00e9gico no capitalismo contempor\u00e2neo deve se concentrar principalmente nos Estados Unidos, porque \u00e9 l\u00e1 que se concentram seus aparatos de poder \u2014 as institui\u00e7\u00f5es militares, financeiras e monet\u00e1rias sobre as quais o pa\u00eds det\u00e9m monop\u00f3lios proibidos \u00e0 Europa \u201caliada\u201d ou ao Leste Asi\u00e1tico, ou seja, aos pa\u00edses subjugados pela guerra (Alemanha, Jap\u00e3o, It\u00e1lia) ou pelo poder econ\u00f4mico e financeiro (Fran\u00e7a, Reino Unido) e, sobretudo, ao \u201cSul\u201d global.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a crise de 2008, o ciclo estrat\u00e9gico passou a ocupar o primeiro plano, a ponto de suplantar at\u00e9 mesmo o \u201cmercado\u201d, as regulamenta\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, o direito internacional, as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre os Estados, etc., buscando evitar o colapso do ciclo de acumula\u00e7\u00e3o e revitalizar a economia dos EUA, que agora se encontra em profunda dificuldade.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos a \u201coportunidade\u201d de poder observar em primeira m\u00e3o o desenrolar desse ciclo primitivo de acumula\u00e7\u00e3o e desse ciclo estrat\u00e9gico. Trump desencadeou um \u201cestado de exce\u00e7\u00e3o\u201d. Mas esse estado \u00e9 muito diferente daquele canonicamente definido por Carl Schmitt ou abordado por Giorgio Agamben. Em vez de se referir ao \u201cdireito p\u00fablico\u201d e \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o formal do Estado-Na\u00e7\u00e3o, ele visa principalmente as regras que governam a constitui\u00e7\u00e3o material do mercado global e as normas jur\u00eddicas internacionais da ordem mundial. Com o estado de exce\u00e7\u00e3o global, o espa\u00e7o em que se tra\u00e7a o <em>nomos da Terra<\/em>, com suas linhas de amizade e hostilidade, \u00e9 a guerra civil mundial. Ao inv\u00e9s de se concentrar no direito, o estado de exce\u00e7\u00e3o global integra profundamente a economia, a pol\u00edtica, as for\u00e7as armadas e o sistema jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra civil global se alastra para a guerra civil interna, intensificando o racismo e o sexismo, a militariza\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios, a deporta\u00e7\u00e3o de migrantes, ataques a universidades, museus etc. A popula\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos est\u00e1 profundamente dividida \u2014 n\u00e3o entre os 99% e o 1%, mas entre os 20% que representam a vasta maioria do consumo no enorme mercado interno (3\/4 do PIB) e os 80% cujo consumo est\u00e1 estagnado ou em decl\u00ednio. Pol\u00edticas fiscais s\u00e3o implementadas para garantir a propriedade e o hiperconsumo para o segmento mais rico da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Trump tem o m\u00e9rito por politizar aquilo que o assim chamado neoliberalismo tentou desesperadamente despolitizar, sem sucesso. Uma vez todas as regras suspensas, o uso da for\u00e7a extra-econ\u00f4mica torna-se um pr\u00e9-requisito para a produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o estabelecimento do direito e a constitui\u00e7\u00e3o de qualquer institui\u00e7\u00e3o. Primeiro, as rela\u00e7\u00f5es de poder devem ser impostas pela for\u00e7a. Depois, uma vez estabelecida a divis\u00e3o entre quem manda e quem obedece (e a situa\u00e7\u00e3o se estabilizar por ser aceita pelos subjugados), \u00e9 poss\u00edvel reconstruir <em>normas <\/em>econ\u00f4micas e jur\u00eddicas, os automatismos da economia, as institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, a express\u00e3o de uma nova \u201cordem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ciclo estrat\u00e9gico que opera atrav\u00e9s do \u201cestado de exce\u00e7\u00e3o global\u201d \u00e9 assegurado por decis\u00f5es pol\u00edticas arbitr\u00e1rias e unilaterais tomadas pela administra\u00e7\u00e3o americana, com o objetivo de impor uma s\u00e9rie de \u201cconfisca\u00e7\u00f5es\u201d (apropria\u00e7\u00f5es, expropria\u00e7\u00f5es, pilhagens\u00a0[\u00a0<a href=\"https:\/\/lundi.am\/Les-Etats-Unis-et-le-capitalisme-fasciste#nb1\"><strong>1<\/strong><\/a>\u00a0]<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4596_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4596_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">As tarifas variam entre 15% e 50%. Uma redu\u00e7\u00e3o na taxa de imposto foi prometida sob a condi\u00e7\u00e3o (1) de compra de t\u00edtulos no mercado americano que est\u00e3o com dificuldades para encontrar&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_1');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4596_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4596_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>\u00a0) da riqueza de outros \u2014 extorquida diretamente, sem media\u00e7\u00e3o, sem explora\u00e7\u00e3o industrial, nem preda\u00e7\u00e3o por d\u00edvida e financeiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual o significado desta longa (e aqui parcial) lista de decis\u00f5es pol\u00edticas tomadas com base no poder coercitivo do Estado imperial? A mudan\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es \u201cecon\u00f4micas\u201d n\u00e3o \u00e9 inerente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. Nem \u00e9 resultado das \u201cleis\u201d das finan\u00e7as, da ind\u00fastria ou do com\u00e9rcio estabelecidas pela teoria econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mecanismos econ\u00f4micos \u201cautomatizados\u201d impostos politicamente pelos Estados Unidos nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980 s\u00f3 conseguem reproduzir os pr\u00f3prios fins para os quais foram institu\u00eddos politicamente (financeiriza\u00e7\u00e3o, economia da d\u00edvida, deslocaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o industrial, etc.) e, assim, reproduzem a crise. Esses sistemas n\u00e3o t\u00eam a capacidade de inova\u00e7\u00e3o \u2014 nem pela redistribui\u00e7\u00e3o de poder, nem pela gera\u00e7\u00e3o de novas rela\u00e7\u00f5es entre Estados e classes, que possam servir de condi\u00e7\u00e3o para uma \u201cnova\u201d forma de produ\u00e7\u00e3o. A configura\u00e7\u00e3o de poder que estamos examinando exige uma ruptura. Ela n\u00e3o pode ser deduzida da situa\u00e7\u00e3o que conduziu a esta crise. Requer um salto para fora dessa situa\u00e7\u00e3o. Esse salto deve ser concebido e organizado por uma \u201cnova\u201d classe dominante, capaz de subjetivar a ruptura, ocupar o Estado e utiliz\u00e1-lo estrategicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A administra\u00e7\u00e3o assume o papel e a fun\u00e7\u00e3o de estrategista, o l\u00edder de guerra que decide, com base na rela\u00e7\u00e3o amigo-inimigo, e n\u00e3o mais na \u201cigualdade\u201d da troca entre os contratantes, quem deve pagar e quanto deve ser pago pela crise nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender a \u201cpol\u00edtica\u201d dos Estados Unidos, que h\u00e1 um tempo gerencia essas fases de acumula\u00e7\u00e3o primitiva, n\u00e3o devemos op\u00f4-la \u00e0 \u201ceconomia\u201d nem reduzi-la \u00e0 classe pol\u00edtica como um todo. Ela constitui a coordena\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios centros de poder (administrativo, financeiro, militar, monet\u00e1rio, industrial, midi\u00e1tico), cada um com sua estrat\u00e9gia. Os interesses heterog\u00eaneos que os caracterizam encontram um certo grau de media\u00e7\u00e3o na necessidade de lutar um \u201cinimigo comum\u201d \u2014 o resto do mundo, mas especialmente os BRICS, e em particular a R\u00fassia e a China. O governo Trump assume o papel de capitalista coletivo, de l\u00edder capaz de negociar uma estrat\u00e9gia com outras pot\u00eancias financeiras, militares e monet\u00e1rias, que continuar\u00e3o a agir de acordo com seus pr\u00f3prios interesses, interesses que, no fim, devem convergir \u2014 porque o que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 a sa\u00fade da economia americana, mas a possibilidade do colapso da m\u00e1quina pol\u00edtico-econ\u00f4mica do capitalismo financeiro e da d\u00edvida, uma m\u00e1quina em seus \u00faltimos suspiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A intimida\u00e7\u00e3o e chantagem econ\u00f4mica, a chantagem e as amea\u00e7as de interven\u00e7\u00e3o militar, guerras e genoc\u00eddios est\u00e3o sendo mobilizadas simultaneamente. Os Estados Unidos amea\u00e7am intervir em seu \u201cquintal\u201d (Am\u00e9rica Latina) sob o pretexto do tr\u00e1fico de drogas na Col\u00f4mbia, M\u00e9xico, Haiti e El Salvador, enquanto simultaneamente apontam suas armas para a Venezuela. Convocaram os ministros da defesa da regi\u00e3o a Buenos Aires (19 a 21 de agosto) para exigir alinhamento inabal\u00e1vel contra a China e impor uma presen\u00e7a militar americana refor\u00e7ada nos \u201cestreitos\u201d (Magalh\u00e3es, Panam\u00e1, etc.) \u201cque poderiam ser usados \u200b\u200bpelo Partido Comunista Chin\u00eas para expandir seu poder, interromper o com\u00e9rcio e desafiar a soberania de nossas na\u00e7\u00f5es, bem como a neutralidade da Ant\u00e1rtida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas condi\u00e7\u00f5es atuais, \u00e9 dif\u00edcil at\u00e9 mesmo falar em capitalismo, em um \u201cmodo de produ\u00e7\u00e3o\u201d, porque nos deparamos com as a\u00e7\u00f5es de um \u201csenhor\u201d que decide arbitrariamente quanta riqueza tem o direito de extrair da produ\u00e7\u00e3o de seus \u201cservos\u201d. O Secret\u00e1rio do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou sem o menor constrangimento que os Estados Unidos tratariam a riqueza de seus \u201caliados\u201d como se fosse sua pr\u00f3pria: Jap\u00e3o, Coreia do Sul, Emirados \u00c1rabes Unidos e, principalmente, a Europa, prometeram investir \u201cde acordo com os desejos do Presidente\u201d. Isso se trata de um \u201cfundo soberano administrado a crit\u00e9rio do Presidente para financiar a nova industrializa\u00e7\u00e3o\u201d. O apresentador da Fox News, surpreso, descreve isso como um \u201cfundo de apropria\u00e7\u00e3o exterior\u201d. Bessent responde: \u201cAh, \u00e9 um fundo soberano americano, mas com o dinheiro de outras pessoas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As rela\u00e7\u00f5es impessoais do mercado tornam-se pessoais novamente ao colocar \u201cmestre e escravo\u201d, colonizador e colonizado, uns contra os outros. N\u00e3o \u00e9 o fetichismo da mercadoria \u2014 n\u00e3o os automatismos do dinheiro, do mercado, da d\u00edvida, etc. \u2014 que governam e decidem, mas a for\u00e7a, a express\u00e3o da vontade pol\u00edtica. Os Estados Unidos n\u00e3o designam mais o concorrente, mas o <em>inimigo <\/em>\u2014 um inimigo que agora identificaram como o resto do mundo, incluindo seus aliados (na verdade, principalmente aliados na medida em que pertencem \u00e0 mesma classe dominante e est\u00e3o aterrorizados com a ideia do colapso do n\u00facleo do sistema, o que tamb\u00e9m acarretaria sua pr\u00f3pria ru\u00edna; para salvar o capitalismo, est\u00e3o dispostos a saquear suas popula\u00e7\u00f5es, especialmente a Europa, que, como o Jap\u00e3o na d\u00e9cada de 1980, ser\u00e1 for\u00e7ada a pagar pela crise dos Estados Unidos, sacrificando sua economia e suas classes trabalhadoras, enquanto se exp\u00f5e aos riscos de uma guerra civil).<\/p>\n\n\n\n<p>A lei do valor ou da utilidade marginal \u2014 isto \u00e9, todas as categorias da economia cl\u00e1ssica ou neocl\u00e1ssica \u2014 \u00e9 completamente in\u00fatil. Elas n\u00e3o explicam nada sobre o que est\u00e1 acontecendo agora. Em vez de modelos econom\u00e9tricos t\u00e3o complexos, uma simples opera\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica aprendida no ensino fundamental \u00e9 tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio para calcular as \u201ctarifas\u201d aplicadas ao resto do mundo. A assim chamada complexidade das sociedades contempor\u00e2neas se dissolve com muita facilidade diante da dualidade pol\u00edtica amigo-inimigo. A \u201cdestrui\u00e7\u00e3o criativa\u201d n\u00e3o \u00e9 prerrogativa do empres\u00e1rio, mas a obra dos tomadores de decis\u00e3o pol\u00edticos, econ\u00f4micos e militares.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo <em>O Capital<\/em> de Karl Marx (pelo menos se n\u00e3o partirmos da acumula\u00e7\u00e3o primitiva ao inv\u00e9s da mercadoria) \u00e9 de pouca utilidade para explicar a situa\u00e7\u00e3o. Pierre Clastres, cuja leitura de Nietzsche \u2014 centrada na vontade de poder \u2014 difere profundamente da leitura de Foucault, pode nos oferecer material para reflex\u00e3o: as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es de poder que jamais podem ser separadas da guerra. Sua descri\u00e7\u00e3o do funcionamento do \u201cpoder\u201d quando este se afirma em detrimento das primeiras \u201csociedades contra o Estado\u201d permanece o coment\u00e1rio mais pertinente que j\u00e1 li sobre o atual funcionamento da m\u00e1quina Estado\/capital que \u00e9 a administra\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cA ordem econ\u00f4mica, isto \u00e9, a divis\u00e3o da sociedade entre ricos e pobres, exploradores e explorados, resulta de uma divis\u00e3o mais fundamental dentro da sociedade: a divis\u00e3o entre aqueles que mandam e aqueles que obedecem, entre aqueles que exercem o poder e aqueles que a ele est\u00e3o sujeitos. \u00c9, ent\u00e3o, essencial compreender quando e como surge na sociedade a rela\u00e7\u00e3o entre poder, comando e obedi\u00eancia. De que maneira aqueles que det\u00eam o poder se tornam exploradores, e como aqueles que a ele est\u00e3o sujeitos \u2014 ou o reconhecem, a diferen\u00e7a \u00e9 de pouca import\u00e2ncia \u2014 se tornam explorados? O ponto de partida, muito simplesmente, \u00e9 o tributo. \u00c9 fundamental. Nunca devemos esquecer que o poder existe apenas em seu exerc\u00edcio: poder que n\u00e3o \u00e9 exercido n\u00e3o \u00e9 poder. O sinal do poder, a prova de que ele realmente existe \u00e9, para aqueles que o reconhecem, a obriga\u00e7\u00e3o de pagar tributo. A ess\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o de poder \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de d\u00edvida. Quando a sociedade est\u00e1 dividida entre aqueles que mandam e aqueles que obedecem, o primeiro ato daqueles que mandam \u00e9 dizer aos outros: \u2018N\u00f3s mandamos, e podemos provar isso a voc\u00eas exigindo que paguem tributo\u2019\u201d.<\/em> <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_2');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_2');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4596_1_2\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[2]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4596_1_2\" class=\"footnote_tooltip\">R. Bellour e P. Clastres, \u201cEntretien avec Pierre Clastres\u201d, em R. Bellour,\u00a0Le livre des autres. Entretiens avec\u00a0M. Foucault, C. L\u00e9vi\u00a0-Strauss, R. Barthes, P. Francastel, Union g\u00e9n\u00e9rale&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_2');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4596_1_2').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4596_1_2', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Podemos facilmente interpretar a rela\u00e7\u00e3o entre comandar e obedecer como determinada pela viol\u00eancia da acumula\u00e7\u00e3o primitiva, que se repete constantemente, e a rela\u00e7\u00e3o entre explorador e explorado como o exerc\u00edcio do poder na \u201cprodu\u00e7\u00e3o\u201d, uma vez que a \u201cordem\u201d foi estabelecida e a situa\u00e7\u00e3o \u201cnormalizada\u201d: as duas rela\u00e7\u00f5es (comandar\/obedecer e explorador\/explorado) s\u00e3o a\u00e7\u00f5es complementares da mesma m\u00e1quina estatal-capitalista. A cr\u00edtica de Clastres \u00e0 \u201ceconomia\u201d, capaz de determinar at\u00e9 mesmo a \u201cpol\u00edtica\u201d, em \u00faltima an\u00e1lise, parece-nos pertinente, desde que consideremos a&nbsp;<em>vontade de poder<\/em>&nbsp;e a&nbsp;<em>vontade de acumular<\/em>&nbsp;como duas faces da mesma moeda.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributo a ser pago \u00e0 administra\u00e7\u00e3o americana deve sinalizar uma nova redistribui\u00e7\u00e3o de poder \u2014 capaz de tra\u00e7ar um novo \u201cnomos da terra\u201d, ou seja, uma rela\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o colonial dos aliados aos Estados Unidos, por um lado, e, numa opera\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil, a subjuga\u00e7\u00e3o dos BRICS, por outro. Dentro de cada Estado, o tributo deve ser reconhecido como um sinal da submiss\u00e3o das classes trabalhadoras, presumivelmente as verdadeiras pagadoras. A arrog\u00e2ncia de Trump mascara sua fraqueza: querer impor uma nova ordem mundial enquanto tenta lidar com a derrota da OTAN na Ucr\u00e2nia, uma monstruosa crise econ\u00f4mica e um Sul Global que n\u00e3o se submete t\u00e3o facilmente quanto a Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova ordem s\u00f3 pode ser estabelecida atrav\u00e9s do imperialismo, caracterizado desde sua origem pela complementaridade entre economia e pol\u00edtica, guerra e produ\u00e7\u00e3o. O imperialismo coletivo definido por Samir Amin na d\u00e9cada de 1970, no qual o papel central reca\u00eda sobre os Estados Unidos, transformou-se em uma verdadeira subordina\u00e7\u00e3o colonial de seus aliados: Europa, Coreia do Sul, Jap\u00e3o, Canad\u00e1, etc. A Europa encontra-se na mesma condi\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o colonial imposta pela Inglaterra \u00e0 \u00cdndia no s\u00e9culo XIX, pois, assim como esta, deve pagar tributo ao pa\u00eds \u201cocupante\u201d construindo e financiando ex\u00e9rcitos europeus, com recursos adquiridos dos Estados Unidos, para travar guerra contra inimigos definidos pela pot\u00eancia imperial (a guerra na Ucr\u00e2nia \u00e9 uma experi\u00eancia nesse sentido, um teste geral para esse tipo de guerra).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cNeoliberalismo\u201d e a reversibilidade do fascismo e do capitalismo<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A nova sequ\u00eancia do ciclo estrat\u00e9gico, iniciada em 2008 e que culminou em guerra aberta, traz uma novidade significativa. A m\u00e1quina estatal-capitalista n\u00e3o delega mais a viol\u00eancia extrema aos fascistas. Pelo contr\u00e1rio, ela pr\u00f3pria organiza essa viol\u00eancia \u2014 talvez ainda receosa da autonomia adquirida pelo nazismo na primeira metade do s\u00e9culo XX. O genoc\u00eddio lan\u00e7a uma luz perturbadora sobre a natureza tanto do capitalismo quanto da democracia, obrigando-nos a enxerg\u00e1-los como talvez nunca os tenhamos visto antes.<\/p>\n\n\n\n<p>O capitalismo e as democracias est\u00e3o orquestrando o genoc\u00eddio em conjunto, em seu pr\u00f3prio nome, como se fosse a coisa mais normal e natural do mundo. Numerosas corpora\u00e7\u00f5es (log\u00edstica, armamentos, comunica\u00e7\u00f5es, vigil\u00e2ncia, etc.) participaram economicamente da ocupa\u00e7\u00e3o da Palestina e agora orquestram, sem o menor escr\u00fapulo, a economia do genoc\u00eddio. Assim como as empresas alem\u00e3s nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940, elas prometem lucros exorbitantes com a limpeza \u00e9tnica dos palestinos. O principal \u00edndice da Bolsa de Valores de Tel Aviv subiu 200% durante o genoc\u00eddio, garantindo um fluxo cont\u00ednuo de capital \u2014 principalmente americano e europeu \u2014 para Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o genoc\u00eddio, as democracias liberais se reconectaram com suas genealogias que, antes reprimidas, agora retornam com renovado vigor. Os Estados Unidos constru\u00edram sua democracia sobre o genoc\u00eddio dos povos ind\u00edgenas e sobre as institui\u00e7\u00f5es do racismo e da escravid\u00e3o, enquanto que as democracias europeias fizeram o mesmo, ainda que em suas col\u00f4nias distantes. A quest\u00e3o colonial, juntamente com as quest\u00f5es do racismo e da escravid\u00e3o, est\u00e1 no cerne das duas revolu\u00e7\u00f5es liberais do final do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n\n\n\n<p>O racismo estrutural que caracteriza o capitalismo \u2014 e que hoje se volta contra os mu\u00e7ulmanos \u2014 foi desencadeado descaradamente por israelenses, por toda a m\u00eddia ocidental e por todas as classes pol\u00edticas ocidentais. Tamb\u00e9m aqui, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de novos fascistas, pois s\u00e3o os Estados, particularmente os europeus, que alimentam esse racismo desde a d\u00e9cada de 1980 (enquanto nos Estados Unidos ele \u00e9 end\u00eamico e central para o exerc\u00edcio do poder). O racismo est\u00e1 profundamente enraizado na democracia e no capitalismo desde a conquista das Am\u00e9ricas, porque a desigualdade reina nesses sistemas, e um dos principais meios de legitimar essa desigualdade \u00e9 o racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate sobre os fascismos contempor\u00e2neos est\u00e1 muito aqu\u00e9m da realidade, porque nenhum desses \u201cnovos fascismos\u201d \u00e9 capaz de tamanha viol\u00eancia ou de promover destrui\u00e7\u00e3o em tal escala. Por diversas raz\u00f5es, eles n\u00e3o guardam qualquer semelhan\u00e7a com seus predecessores, cuja miss\u00e3o era travar uma contrarrevolu\u00e7\u00e3o maci\u00e7a contra o socialismo. A principal raz\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 esta: n\u00e3o existe um inimigo real que sequer remotamente se assemelhe ao que representavam os bolcheviques. Os movimentos pol\u00edticos contempor\u00e2neos n\u00e3o representam amea\u00e7a alguma. Eles s\u00e3o completamente inofensivos.<\/p>\n\n\n\n<p>As novas formas de fascismo s\u00e3o marginais em compara\u00e7\u00e3o com o fascismo hist\u00f3rico e, quando chegam ao poder, alinham-se imediatamente com o capital e o Estado, limitando-se a intensificar a legisla\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria\/repressiva e a influenciar as esferas simb\u00f3lica e cultural. \u00c9 isso que os fascistas italianos est\u00e3o fazendo.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es de Trump n\u00e3o t\u00eam nada a ver com o folclore fascista hist\u00f3rico, exceto marginalmente: quando ele age no n\u00edvel geopol\u00edtico para salvar o capitalismo americano da implos\u00e3o, ele representa os interesses do grande capital, enquanto imp\u00f5e, dentro do Estado, uma transforma\u00e7\u00e3o fascista em todos os aspectos da sociedade americana.<\/p>\n\n\n\n<p>O capitalismo n\u00e3o precisa mais delegar poder ao fascismo, como fazia no passado, porque a democracia foi esvaziada por dentro desde a d\u00e9cada de 1970 (ver a Comiss\u00e3o Trilateral). Ele produz guerra, guerra civil e genoc\u00eddio a partir de suas pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es \u2014 assim como o capitalismo o faz a partir das finan\u00e7as e o Estado a partir de sua administra\u00e7\u00e3o e ex\u00e9rcito. O que chamamos de \u201cnovos fascismos\u201d ou \u201cp\u00f3s-fascismo\u201d s\u00e3o meros atores desempenhando pap\u00e9is secund\u00e1rios. Eles n\u00e3o t\u00eam escolha a n\u00e3o ser aceitar as decis\u00f5es tomadas pelos centros de poder financeiro, militar, monet\u00e1rio e estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>Como compreender esta situa\u00e7\u00e3o sem precedentes? Suas ra\u00edzes profundas encontram-se na fase precedente de acumula\u00e7\u00e3o primitiva que orquestrou a transi\u00e7\u00e3o do fordismo para o chamado \u201cneoliberalismo\u201d. O ciclo estrat\u00e9gico orquestrado pelo governo Nixon para fazer o resto do mundo pagar, como acontece hoje, pelas crises acumuladas da d\u00e9cada de 1960 foi ainda mais violento do que as a\u00e7\u00f5es de Trump: a decis\u00e3o unilateral de tornar o d\u00f3lar inconvers\u00edvel em ouro\u00b3, as tarifas de 10%, a abertura do capital japon\u00eas aos Estados Unidos, o \u201cacordo\u201d Plaza que desmantelou o Jap\u00e3o e, na \u00e9poca, a China, sacrificando a economia desta \u00faltima para salvar o capitalismo americano; o restabelecimento das rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com a China, que se provaria decisivo para a globaliza\u00e7\u00e3o; a decis\u00e3o pol\u00edtica de construir um \u201csuperimperialismo\u201d em torno do d\u00f3lar, e assim por diante.<\/p>\n\n\n\n<p>Os epis\u00f3dios mais dram\u00e1ticos desse ciclo estrat\u00e9gico foram as guerras civis na Am\u00e9rica Latina, que simultaneamente sinalizaram o fim da revolu\u00e7\u00e3o global e inauguraram os primeiros experimentos ditos neoliberais. Nesse sentido, vale a pena revisitar a an\u00e1lise econ\u00f4mica de Paul Samuelson, ganhador do Pr\u00eamio Nobel, que \u00e9 quase sempre negligenciada.<\/p>\n\n\n\n<p>Interpretamos a an\u00e1lise de Foucault sobre \u201cO nascimento da biopol\u00edtica\u201d como uma antecipa\u00e7\u00e3o do neoliberalismo, enquanto, ao mesmo tempo, a interpreta\u00e7\u00e3o de Samuelson contrastava fortemente com a \u201cadmira\u00e7\u00e3o\u201d de Foucault pelo mercado, pelas liberdades, pela toler\u00e2ncia \u00e0s minorias, pela governamentalidade e assim por diante, ao descrever a economia neoliberal como \u201ccapitalismo fascista\u201d: com o mercado neoliberal, os dois termos tornam-se revers\u00edveis. Essa categoria, esquecida nos anos que se seguiram, talvez possa nos ajudar a compreender a genealogia do genoc\u00eddio democr\u00e1tico-capitalista.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cO que estou a referir \u00e9 obviamente a solu\u00e7\u00e3o fascista. Se as leis do mercado implicam instabilidade pol\u00edtica, ent\u00e3o os simpatizantes fascistas concluem: &#8216;abolir a democracia e impor o sistema de mercado \u00e0 sociedade. N\u00e3o importa se os sindicatos t\u00eam de ser quebrados e os intelectuais problem\u00e1ticos s\u00e3o presos ou exilados\u2019\u201d.<\/em> <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_3');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_3');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4596_1_3\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[3]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4596_1_3\" class=\"footnote_tooltip\">Paul A. Samuelson, \u00abThe World Economy at Century\u2019s End\u00bb,\u00a0Human Resources, Employment and Development. Vol 1, the Issues: Proceedings of the Sixth World Congress of the International Economic&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_3');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4596_1_3').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4596_1_3', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1970, o \u201cmercado\u201d vem destruindo progressivamente a democracia do p\u00f3s-guerra, a \u00fanica que ainda podia remotamente se assemelhar ao seu pr\u00f3prio conceito, visto que nascera das guerras civis globais contra o nazismo. Uma vez esgotada essa energia pol\u00edtica, o capitalismo fascista come\u00e7ou a se estabelecer. A l\u00f3gica do mercado, em vez de ser uma alternativa \u00e0 guerra e \u00e0 viol\u00eancia extrema, as conteve, as alimentou e, por fim, as praticou \u2014 inclusive o genoc\u00eddio. Na era dos monop\u00f3lios, o mercado \u2014 essa forma supostamente autom\u00e1tica de media\u00e7\u00e3o \u2014 constitui, na verdade, o fim de toda media\u00e7\u00e3o, pois coloca a for\u00e7a em primeiro plano como o ator decisivo: a for\u00e7a dos monop\u00f3lios, a for\u00e7a das finan\u00e7as, a for\u00e7a do Estado, e assim por diante. N\u00e3o s\u00f3 requer uma guerra civil para se estabelecer, como tamb\u00e9m delega o funcionamento do capitalismo \u00e0 for\u00e7a. Nesse sentido, o mercado j\u00e1 \u00e9 uma economia fascista.<\/p>\n\n\n\n<p>Samuelson derruba a cren\u00e7a mais arraigada: a economia dos Chicago Boys \u2014 Hayek, Friedman, etc. \u2014 \u00e9 uma forma de fascismo e constitui um paradigma para a economia em geral. A experi\u00eancia neoliberal \u00e9 a de uma \u201ceconomia imposta\u201d, que \u00e9 precisamente o que o governo Trump est\u00e1 tentando alcan\u00e7ar: um \u201ccapitalismo imposto\u201d (outro termo apropriado de Samuelson), um capitalismo imposto pela for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cA d\u00e9cima primeira edi\u00e7\u00e3o (1980) da minha\u00a0Economia\u00a0cont\u00e9m uma nova se\u00e7\u00e3o dedicada ao desagrad\u00e1vel tema do fascismo capitalista. Por assim dizer, se o Chile e os Chicago Boys n\u00e3o tivessem existido, teriam de ser inventados como paradigma.\u201d<\/em> <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_4');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_4');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4596_1_4\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[4]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4596_1_4\" class=\"footnote_tooltip\">Samuelson, \u00abThe World Economy\u00bb,\u00a075. [En fran\u00e7ais, \u00ab\u00a0capitalisme impos\u00e9\u00a0\u00bb r\u00e9sonne avec \u00ab\u00a0l\u2019imposition\u00a0\u00bb (la taxation). \u2014 trad.[\/fn}\n\n\n\n\nAceitamos a narrativa liberal em vez de nos&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_4596_1('footnote_plugin_reference_4596_1_4');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4596_1_4').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4596_1_4', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na realidade, a fun\u00e7\u00e3o do mercado \u201cfascista\u201d nunca foi econ\u00f4mica. Era primordialmente repressiva e, em seguida, disciplinadora: a individualiza\u00e7\u00e3o do proletariado e a supress\u00e3o de toda a\u00e7\u00e3o coletiva ou baseada na solidariedade. O mercado era uma constru\u00e7\u00e3o <em>ideol\u00f3gica<\/em> sob cuja cobertura a preda\u00e7\u00e3o podia prosseguir sem perturba\u00e7\u00f5es, uma preda\u00e7\u00e3o possibilitada pelo monop\u00f3lio do \u201cd\u00f3lar\u201d e das \u201cfinan\u00e7as\u201d, bem como pela viol\u00eancia militar dos Estados Unidos, os verdadeiros agentes pol\u00edticos e econ\u00f4micos do neoliberalismo, que jamais foram regulados ou governados pelo mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Como podemos confirmar a relev\u00e2ncia do conceito de Samuelson envolvendo o oximoro \u201cdemocracia fascista\u201d? Lutamos para compreender a realidade porque a viol\u00eancia atual perpetrada pela democracia e pelo capitalismo oculta, com desconcertante facilidade, os valores do Ocidente, consagrados em suas constitui\u00e7\u00f5es. O jovem Marx nos lembra que o cerne das constitui\u00e7\u00f5es liberais n\u00e3o \u00e9 a liberdade, nem a igualdade, nem a fraternidade, mas a propriedade privada burguesa. Esta \u00e9 uma verdade ineg\u00e1vel, tanto mais que constitui &#8220;o direito mais sagrado do homem&#8221;, como proclamado pela Revolu\u00e7\u00e3o Francesa \u2014 o \u00fanico valor verdadeiro do Ocidente capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>A propriedade \u00e9 certamente a forma mais relevante de definir a situa\u00e7\u00e3o dos oprimidos. A acumula\u00e7\u00e3o primitiva institu\u00edda por Nixon na d\u00e9cada de 1970 imp\u00f4s politicamente uma nova apropria\u00e7\u00e3o e uma distribui\u00e7\u00e3o sem precedentes, estabelecendo uma divis\u00e3o de propriedade tamb\u00e9m sem precedentes: essa nova divis\u00e3o n\u00e3o se dava primordialmente entre capitalistas, donos dos meios de produ\u00e7\u00e3o, e trabalhadores desprovidos de toda propriedade, mas entre propriet\u00e1rios de a\u00e7\u00f5es e t\u00edtulos, ou seja, entre detentores de t\u00edtulos financeiros e aqueles que n\u00e3o possuem nenhum. Essa \u201ceconomia\u201d funciona como as tarifas de Trump, extraindo riqueza da sociedade dos \u201cservos\u201d, com a \u00fanica diferen\u00e7a de que a preda\u00e7\u00e3o procede por meio dos \u201cautomatismos\u201d das finan\u00e7as e da d\u00edvida, automatismos continuamente mantidos por controle pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>A sociedade est\u00e1 mais dividida do que nunca: no topo est\u00e3o os detentores de t\u00edtulos financeiros, abaixo deles encontra-se a vasta maioria da popula\u00e7\u00e3o, que, na realidade, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 composta por sujeitos pol\u00edticos, mas por indiv\u00edduos \u201cexclu\u00eddos\u201d. Tal como acontecia com os servos do Antigo Regime, a \u201cfun\u00e7\u00e3o\u201d econ\u00f4mica n\u00e3o implica qualquer reconhecimento pol\u00edtico. A integra\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio, reconhecido como ator pol\u00edtico na economia e na democracia no p\u00f3s-guerra, regrediu para a exclus\u00e3o das classes trabalhadoras de qualquer \u00f3rg\u00e3o de tomada de decis\u00e3o pol\u00edtica. A financeiriza\u00e7\u00e3o permitiu que os \u201cno topo\u201d praticassem a secess\u00e3o. Organiza a sua rela\u00e7\u00e3o com as classes mais baixas como uma rela\u00e7\u00e3o exclusivamente de explora\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o. Os servos n\u00e3o s\u00f3 foram expropriados economicamente, como tamb\u00e9m privados de qualquer identidade pol\u00edtica, ao ponto de adotarem a cultura e a identidade do inimigo \u2014 o individualismo, o consumismo e o esp\u00edrito da televis\u00e3o e da publicidade. Hoje, s\u00e3o pressionados a assumir uma identidade fascista e uma subjetividade militante.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u201cservos\u201d est\u00e3o fragmentados, dispersos, individualizados, divididos mil vezes (por g\u00eanero, ra\u00e7a, renda, riqueza) \u2014 mas todos participam, em graus variados, da sociedade estabelecida pela m\u00e1quina estatal-capitalista, uma m\u00e1quina que j\u00e1 n\u00e3o precisa de legitima\u00e7\u00e3o, t\u00e3o favor\u00e1veis \u200b\u200bs\u00e3o os atuais equil\u00edbrios de poder. Decis\u00f5es sobre genoc\u00eddio, rearmamento, guerra e pol\u00edticas econ\u00f4micas s\u00e3o tomadas sem que ningu\u00e9m precise prestar contas a seus subordinados. O consentimento j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio porque o proletariado \u00e9 fraco demais para exigir qualquer coisa. \u00c9 evidente que, nessa situa\u00e7\u00e3o, a democracia n\u00e3o tem sentido. A condi\u00e7\u00e3o dos oprimidos assemelha-se mais \u00e0 dos colonizados (uma coloniza\u00e7\u00e3o generalizada) do que \u00e0 dos \u201ccidad\u00e3os\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Walter Benjamin nos alertou: \u201cO espanto de que as coisas que estamos vivenciando ainda sejam poss\u00edveis no s\u00e9culo XX n\u00e3o \u00e9 filos\u00f3fico. Esse espanto n\u00e3o marca o in\u00edcio do conhecimento \u2014 a menos que seja o conhecimento de que a concep\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria que o provoca \u00e9 insustent\u00e1vel.\u201d [fn]Walter Benjamin,\u00a0<em>\u00abSur le concept d\u2019histoire\u00a0\u00bb<\/em>, trad. Harry Zohn, Selected Writings, Vol. IV, 1938\u20131940, Harvard, 2006, 392.[\/fn}<\/p>\n\n\n\n<p>O que tamb\u00e9m \u00e9 insustent\u00e1vel \u00e9 uma certa concep\u00e7\u00e3o de capitalismo, mesmo dentro do marxismo ocidental. L\u00eanin definiu o capitalismo imperialista como reacion\u00e1rio, ao contr\u00e1rio do capitalismo competitivo, no qual Marx ainda via aspectos &#8220;progressistas&#8221;. A financeiriza\u00e7\u00e3o e a economia da d\u00edvida criaram um monstro, uma fus\u00e3o de capitalismo, democracia e fascismo que n\u00e3o representa absolutamente nenhum problema para as classes dominantes. Devemos analisar a natureza do ciclo estrat\u00e9gico do inimigo, visando transform\u00e1-lo em um ciclo estrat\u00e9gico de revolu\u00e7\u00e3o.<br><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box4596_f12d92-b5 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box4596_f12d92-b5 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-color:#d70141;border-top-width:23px;border-right-width:23px;border-bottom-width:23px;border-left-width:23px;background:#d70141;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-left:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);margin-top:50px;}.kt-info-box4596_f12d92-b5 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{border-color:#d70141;background:#d70141;}.kt-info-box4596_f12d92-b5.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}.kt-info-box4596_f12d92-b5 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kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic-container\"><div class=\"kadence-info-box-image-intrisic kt-info-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic\"><img data-dominant-color=\"707070\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #707070;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img_237906f10d8f01a441b700e25797becf.avif\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"753\" class=\"kt-info-box-image wp-image-4597 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img_237906f10d8f01a441b700e25797becf.avif 800w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img_237906f10d8f01a441b700e25797becf-300x282.avif 300w, 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wp-element-button\">Tradutor<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Imagem: Vicent Peal<br>Traduzido da vers\u00e3o em ingl\u00eas publicada em <a href=\"https:\/\/www.illwill.com\/\"><strong>Ill Will<\/strong><br><\/a>Uma tradu\u00e7\u00e3o para o espanhol est\u00e1 dispon\u00edvel\u00a0<a href=\"https:\/\/ficciondelarazon.org\/2025\/09\/22\/maurizio-lazzarato-estados-unidos-y-el-capitalismo-fascista\/\"><strong>aqui<\/strong><\/a><\/p>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_4596_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_4596_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_4596_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_4596_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4596_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4596_1('footnote_plugin_tooltip_4596_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">As tarifas variam entre 15% e 50%. Uma redu\u00e7\u00e3o na taxa de imposto foi prometida sob a condi\u00e7\u00e3o (1) de compra de t\u00edtulos no mercado americano que est\u00e3o com dificuldades para encontrar compradores e (2) de transfer\u00eancia livre de bilh\u00f5es de d\u00f3lares para os Estados Unidos. \u2014 As tarifas t\u00eam um duplo prop\u00f3sito: um econ\u00f4mico (os Estados Unidos precisam de dinheiro novo para cobrir seus d\u00e9ficits) e um pol\u00edtico (a \u00cdndia negocia livremente com a R\u00fassia, etc., e o Brasil est\u00e1 &#8220;perseguindo&#8221; Bolsonaro). \u2014 Impostos sobre compras de energia americana a quatro vezes o pre\u00e7o de mercado: a Europa prometeu\u2026 \u2014 Obriga\u00e7\u00e3o de investir bilh\u00f5es de d\u00f3lares na reindustrializa\u00e7\u00e3o americana (Jap\u00e3o, Europa, Coreia do Sul e Emirados \u00c1rabes Unidos prometeram somas astron\u00f4micas, sendo os 600 bilh\u00f5es da Europa considerados por Trump como um &#8220;presente&#8221;). Esses investimentos ficar\u00e3o a crit\u00e9rio dos Estados Unidos, sob amea\u00e7a de aumentos tarif\u00e1rios. A Lei GENIUS autoriza os bancos a manterem <em>stablecoins <\/em>como moeda de reserva para lidar com as dificuldades em colocar as enormes quantidades de t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica. A condi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para essas <em>stablecoins <\/em>\u00e9 que elas sejam atreladas ao d\u00f3lar e usadas para comprar d\u00edvida dos EUA.<br><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4596_1_2\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4596_1('footnote_plugin_tooltip_4596_1_2');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>2<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> R. Bellour e P. Clastres, \u201cEntretien avec Pierre Clastres\u201d, em R. Bellour,\u00a0<em>Le livre des autres. Entretiens avec\u00a0M. Foucault, C. L\u00e9vi\u00a0-Strauss, R. Barthes, P. Francastel<\/em>, Union g\u00e9n\u00e9rale d&#8217;\u00e9ditions, 1978, 425\u2013442.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4596_1_3\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4596_1('footnote_plugin_tooltip_4596_1_3');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>3<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Paul A. Samuelson, \u00abThe World Economy at Century\u2019s End\u00bb,\u00a0<em>Human Resources, Employment and Development. Vol 1<\/em>, the Issues: Proceedings of the Sixth World Congress of the International Economic Association held in Mexico City, 1980, \u00e9d. Shigeto Tsuru, Palgrave International Economic Association Series, 1, 1983, 75.\u00a0<br><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4596_1_4\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4596_1('footnote_plugin_tooltip_4596_1_4');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>4<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Samuelson, \u00ab<em>The World Economy\u00bb,<\/em>\u00a075. [En fran\u00e7ais, \u00ab\u00a0capitalisme impos\u00e9\u00a0\u00bb r\u00e9sonne avec \u00ab\u00a0l\u2019imposition\u00a0\u00bb (la taxation). \u2014 trad.[\/fn}<br><br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Aceitamos a narrativa liberal em vez de nos perguntarmos por que a governan\u00e7a leva \u00e0 guerra, ao fascismo e ao genoc\u00eddio, tal como aconteceu na primeira metade do s\u00e9culo XX. N\u00f3s mesmos fomos incapazes de tirar as conclus\u00f5es necess\u00e1rias e, no entanto, passamos das supostas liberdades do neoliberalismo ao genoc\u00eddio democr\u00e1tico-capitalista sem um golpe, sem uma \u201cmarcha sobre Roma\u201d, sem uma contrarrevolu\u00e7\u00e3o em massa, como se fosse uma evolu\u00e7\u00e3o natural. Ningu\u00e9m no establishment, muito menos nas classes pol\u00edticas e midi\u00e1ticas, se incomodou ou se sentiu constrangido com isso. Pelo contr\u00e1rio, alinharam-se com uma velocidade assombrosa a uma narrativa que contradizia, de cima a baixo, a ideologia proclamada durante d\u00e9cadas de direitos humanos, direito internacional, democracia versus autocracia e assim por diante. Para que tudo isso acontecesse sem o menor problema, os horrores f\u00edsicos e midi\u00e1ticos do genoc\u00eddio tiveram que ser incorporados \u00e0s pr\u00f3prias estruturas do sistema, que n\u00e3o os considerava uma aberra\u00e7\u00e3o, mas sim a norma. Tudo se desenrolou como se o horror fosse autoevidente. O capitalismo \u201cliberal\u201d, naturalmente, encontrou sua plena express\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o no genoc\u00eddio, sem media\u00e7\u00e3o fascista e sem que os fascistas constitu\u00edssem uma for\u00e7a pol\u00edtica \u201caut\u00f4noma\u201d como haviam sido na d\u00e9cada de 1920.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o conseguimos enxergar o que estava bem diante de nossos olhos porque aplicamos filtros &#8220;democr\u00e1ticos&#8221; em excesso \u2014 uma ideia pacificada de capitalismo que nos impede de compreender adequadamente o que aconteceu com a constru\u00e7\u00e3o do neoliberalismo na Am\u00e9rica Latina. Releia-se Samuelson, levando em conta todos os coment\u00e1rios de pensadores cr\u00edticos que continuam, mesmo depois de 2008, a falar de neoliberalismo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cOs generais e almirantes tomam o poder. Eliminam seus antecessores de esquerda, exilam os opositores, prendem intelectuais dissidentes, silenciam os sindicatos e controlam a imprensa e toda a atividade pol\u00edtica. Mas, nesta variante do fascismo de mercado, os l\u00edderes militares permanecem fora da economia. N\u00e3o planejam e n\u00e3o aceitam subornos. Confiam toda a economia a fan\u00e1ticos religiosos \u2014 fan\u00e1ticos cuja religi\u00e3o \u00e9 o mercado livre, fan\u00e1ticos que tamb\u00e9m n\u00e3o aceitam subornos. (Os opositores do regime chileno apelidaram, de forma um tanto injusta, esse grupo de &#8216;Chicago Boys&#8217;, em reconhecimento ao fato de que muitos deles haviam sido treinados ou influenciados por economistas pr\u00f3-livre mercado da Universidade de Chicago.)<br> Ent\u00e3o, o rel\u00f3gio da hist\u00f3ria retrocede. O mercado \u00e9 desregulamentado e a oferta de moeda \u00e9 estritamente controlada. Sem bem-estar social, os trabalhadores devem trabalhar ou morrer de fome.\u201d Os desempregados agora ajudam a desacelerar o crescimento salarial. A infla\u00e7\u00e3o pode ent\u00e3o ser reduzida ou mesmo eliminada.\u201d<\/em> [fn]Samuelson,\u00a0<em>\u201cA Economia Mundial\u201d,<\/em>\u00a075.<\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_4596_1() { jQuery('#footnote_references_container_4596_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_4596_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_4596_1() { jQuery('#footnote_references_container_4596_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_4596_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_4596_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_4596_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_4596_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_4596_1(); } } function footnote_moveToReference_4596_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_4596_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); 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