{"id":4550,"date":"2026-03-08T20:10:58","date_gmt":"2026-03-08T20:10:58","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=4550"},"modified":"2026-03-10T18:29:02","modified_gmt":"2026-03-10T18:29:02","slug":"podemos-ler-com-hegel-catherine-malabou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2026\/03\/08\/podemos-ler-com-hegel-catherine-malabou\/","title":{"rendered":"Da hermen\u00eautica especulativa hegeliana \u2014 Catherine Malabou"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-theme-palette-9-color has-theme-palette-3-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-774c0d531ece9b7682f8e6854976aea6\"><em>[Tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Galeno da primeira se\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo IV da terceira parte de<\/em> L&#8217;avenir de Hegel: plasticit\u00e9, temporalit\u00e9, dialectique, <em>da autoria original de Catherine Malabou<\/em>.<em> Notas do tradutor]<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Podemos <em>ler <\/em>(com) Hegel?<\/h3>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A) <em>Por uma hermen\u00eautica especulativa<\/em><\/h6>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz das conclus\u00f5es precedentes, o &#8220;olhar para tr\u00e1s&#8221; que a filosofia &#8220;faz&#8221; sobre &#8220;seu [pr\u00f3prio] conhecimento&#8221; n\u00e3o se apresenta como uma contempla\u00e7\u00e3o passiva, mas como um <em>ato de leitura<\/em>. Por n\u00e3o ter autor, o Sistema necessariamente tem int\u00e9rpretes. O saber absoluto engaja o pensamento no movimento de uma <em>hermen\u00eautica especulativa<\/em> com modalidades in\u00e9ditas. Segundo Hegel, n\u00e3o h\u00e1 apreens\u00e3o imediata do absoluto nem, consequentemente, transpar\u00eancia imediata do significado para si. O advento do saber absoluto pressup\u00f5e que as condi\u00e7\u00f5es discursivas tanto para seu an\u00fancio quanto para sua recep\u00e7\u00e3o sejam produzidas. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa opera\u00e7\u00e3o de <em>moldagem<\/em>, que requer uma <em>l\u00edngua<\/em>, um <em>tipo de enunciado<\/em> e uma <em>disciplina de leitura<\/em>, \u00e9 responsabilidade do <em>fil\u00f3sofo<\/em>. Com efeito, o Si mesmo, ou sujeito absoluto, da filosofia permaneceria <em>informe <\/em>sem a subjetividade filos\u00f3fica particular que o incorpora em um estilo. Em troca, a subjetividade filos\u00f3fica recebe apenas sua pr\u00f3pria forma do sujeito absoluto. A hermen\u00eautica especulativa deve ent\u00e3o surgir como uma doa\u00e7\u00e3o m\u00fatua de forma do Si mesmo para o si<sup data-fn=\"904b4c34-de13-4d0e-b446-f0a84b24a749\" class=\"fn\"><a id=\"904b4c34-de13-4d0e-b446-f0a84b24a749-link\" href=\"#904b4c34-de13-4d0e-b446-f0a84b24a749\">1<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto para essa hermen\u00eautica surge no pref\u00e1cio \u00e0 <em>Fenomenologia do esp\u00edrito<\/em>, no momento em que Hegel anuncia o que verdadeiramente constitui o futuro da filosofia: a transi\u00e7\u00e3o da proposi\u00e7\u00e3o predicativa para a proposi\u00e7\u00e3o especulativa:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica (<em>philosophische Exposition<\/em>) adquirir\u00e1 valor pl\u00e1stico (<em><em>w\u00fcrde es erreichen, plastisch zu sein<\/em><\/em>) somente quando excluir rigorosamente (<em><em>strenge&#8230; ausschl\u00f6sse<\/em><\/em>) o tipo de rela\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria entre as partes de uma proposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ora, essa &#8220;exclus\u00e3o&#8221; compromete expressamente o <em>sujeito leitor <\/em>da proposi\u00e7\u00e3o. De fato, Hegel desenvolve sua an\u00e1lise da proposi\u00e7\u00e3o especulativa se pondo no ponto de vista de seu destinat\u00e1rio, ou seja, seu leitor. \u00c9 esse \u00faltimo que vivencia o conflito entre a forma e o conte\u00fado da proposi\u00e7\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m ele quem deve &#8220;presentar&#8221; (<em>darstellen<\/em>)o &#8220;retorno do conceito a si mesmo&#8221; (<em>das Zur\u00fcckgehen des Begriffs in sich<\/em>). A partir de ent\u00e3o, a plasticidade do significado \u00e9 insepar\u00e1vel de uma plasticidade da leitura que molda o enunciado \u00e0 medida que \u00e9 recebido<sup data-fn=\"7fa0fb6f-a82e-4ce6-8052-5e93ff1fe581\" class=\"fn\"><a id=\"7fa0fb6f-a82e-4ce6-8052-5e93ff1fe581-link\" href=\"#7fa0fb6f-a82e-4ce6-8052-5e93ff1fe581\">2<\/a><\/sup>. A passagem do predicativo para o especulativo determina uma nova modalidade de <em>decis\u00e3o filos\u00f3fica<\/em>, a da liberdade e responsabilidade da <em>interpreta\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">B) <em>Obje\u00e7\u00f5es<\/em><\/h6>\n\n\n\n<p>Qual pode ser, se perguntar\u00e1, o estatuto da subjetividade interpretativa se, como as an\u00e1lises precedentes estabeleceram, o Eu foi descartado? O Si mesmo, em seu anonimato e automatismo, n\u00e3o amea\u00e7a reduzir a nada toda iniciativa exeg\u00e9tica individual? N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ver como o <em>fil\u00f3sofo <\/em>poderia sobreviver \u00e0 <em>precipita\u00e7\u00e3o <\/em>especulativa da filosofia (precipita\u00e7\u00e3o entendida no duplo sentido de pressa e de &#8220;imprudente\u201d). Qual poderia ser a tarefa do fil\u00f3sofo a partir do momento em que o desdobramento do conte\u00fado especulativo se resume, diante de seus olhos, em determina\u00e7\u00f5es simplificadas? Num primeiro lance, o saber absoluto imp\u00f5e ao fil\u00f3sofo uma economia restritiva que, por sua vez, se imp\u00f5e ao pensamento como um princ\u00edpio de alcance castrado: a filosofia aqui n\u00e3o se encontra reduzida ao seu aparato m\u00ednimo?<sup data-fn=\"04fac489-8e20-4860-afc1-641408607576\" class=\"fn\"><a id=\"04fac489-8e20-4860-afc1-641408607576-link\" href=\"#04fac489-8e20-4860-afc1-641408607576\">3<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma l\u00edngua&#8221;, dissemos h\u00e1 pouco. Segundo Hegel, o fil\u00f3sofo deve pensar em sua l\u00edngua, o <em>\u00fanico <\/em>material para o trabalho filos\u00f3fico, e abandonar todos os adornos da l\u00edngua t\u00e9cnica (<em>Kunstsprache<\/em>):<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A filosofia n\u00e3o precisa, em geral, de nenhuma terminologia espec\u00edfica; certamente necessita tomar emprestadas algumas palavras de l\u00ednguas estrangeiras, mas essas, no entanto, adquiriram, pelo uso, uma carta de cidadania \u2014 um purismo afetado seria, no m\u00ednimo, deslocado a\u00ed, onde, da maneira mais decisiva, \u00e9 a Coisa que importa.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas o que \u00e9 uma hermen\u00eautica sem a possibilidade de inven\u00e7\u00e3o conceitual?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Um tipo de enunciado&#8221;, continuamos. Segundo Hegel, a substitui\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica da proposi\u00e7\u00e3o predicativa s\u00f3 pode ocorrer <em>na <\/em>pr\u00f3pria forma proposicional. Ela ocorre, como afirma a <em>Ci\u00eancia da l\u00f3gica<\/em> da <em>Enciclop\u00e9dia<\/em>, &#8220;em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma&#8221; (<em>an der Form<\/em>). A transi\u00e7\u00e3o de uma forma \u2014 predicativa \u2014 para outra \u2014 especulativa \u2014 n\u00e3o requer, ent\u00e3o, outra linha al\u00e9m daquela da proposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que \u00e9 uma hermen\u00eautica que n\u00e3o \u00e9 capaz de produzir outra figura?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma disciplina de leitura&#8221;, enfim. Hegel insiste, particularmente no pref\u00e1cio \u00e0 <em>Fenomenologia do esp\u00edrito<\/em>, na necessidade de o fil\u00f3sofo &#8220;renunciar \u00e0s suas incurs\u00f5es pessoais no ritmo imanente do conceito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que \u00e9 uma hermen\u00eautica se n\u00e3o \u00e9 ousada? Pode a leitura ser uma mera repeti\u00e7\u00e3o? A obje\u00e7\u00e3o inicial retorna.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 primeira vista, resta pouco para o fil\u00f3sofo fazer, limitado a explorar os recursos do que j\u00e1 conhece. A l\u00edngua natural e a proposi\u00e7\u00e3o constituem o dom\u00ednio ordin\u00e1rio da filosofia, do qual n\u00e3o fica claro que novidades ela pode conter.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">C) <em>A resposta de Hegel<\/em><\/h6>\n\n\n\n<p>Ao declarar que &#8220;as formas de pensamento emergem (<em>heraus gesetzt sind<\/em>) e s\u00e3o primeiramente depositadas (<em>niedergelegt<\/em>) na linguagem do homem&#8221;<sup data-fn=\"e6a368f1-875a-4379-b334-049929e0722b\" class=\"fn\"><a id=\"e6a368f1-875a-4379-b334-049929e0722b-link\" href=\"#e6a368f1-875a-4379-b334-049929e0722b\">4<\/a><\/sup>, Hegel descreve esse dep\u00f3sito natural como uma inscri\u00e7\u00e3o sem origem, sob a forma de queda, um dom que perdura. <em>Niederlegen <\/em>significa em alem\u00e3o &#8220;depositar&#8221;, &#8220;colocar no papel&#8221;, mas tamb\u00e9m &#8220;algu\u00e9m dispensa em&#8221;<sup data-fn=\"044086f4-1662-4558-bc28-63e05f8bc131\" class=\"fn\"><a id=\"044086f4-1662-4558-bc28-63e05f8bc131-link\" href=\"#044086f4-1662-4558-bc28-63e05f8bc131\">5<\/a><\/sup>. A partir de ent\u00e3o, quando trabalha com a l\u00edngua natural, o fil\u00f3sofo fabrica em um <em>novo espa\u00e7o e tempo<\/em>: o dos estoques do esp\u00edrito na linguagem. <\/p>\n\n\n\n<p>O pensamento especulativo n\u00e3o se limita apenas ao l\u00e9xico. A sintaxe tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para a l\u00edngua; ela marca o registro de uma l\u00f3gica elementar. Nos <em>Textos pedag\u00f3gicos<\/em>, Hegel declara que as categorias l\u00f3gicas s\u00e3o, em sua vida imediata, o &#8220;conte\u00fado da gram\u00e1tica&#8221;. Elas constituem &#8220;as letras singulares e, a bem da verdade, as vogais do reino espiritual&#8221; e, na medida em que cont\u00eam &#8220;as categorias e produ\u00e7\u00f5es elementares do entendimento&#8221;, inauguram a &#8220;cultura l\u00f3gica&#8221;. Nessa perspectiva, trabalhar a rela\u00e7\u00e3o entre sujeito e predicado significa, para o fil\u00f3sofo, explorar a rela\u00e7\u00e3o <em>temporal <\/em>da proposi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica em sua origem gramatical.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-61ecc280 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"padding-top:2.5rem;padding-right:2.5rem;padding-bottom:2.5rem;padding-left:2.5rem\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:75%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Eduardo Galeno<\/h2>\n\n\n\n<p>Formado em Letras pela Universidade Estadual do Piau\u00ed e estuda ret\u00f3rica, po\u00e9tica e semi\u00f3tica<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"904b4c34-de13-4d0e-b446-f0a84b24a749\">Passagem dial\u00e9tica que introduz o <em>reconhecimento<\/em> e a <em>unidade pura<\/em>. <a href=\"#904b4c34-de13-4d0e-b446-f0a84b24a749-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"7fa0fb6f-a82e-4ce6-8052-5e93ff1fe581\">Isso explica basicamente a entrada da disciplina <em>hermen\u00eautica <\/em>no lugar da <em>arte ret\u00f3rica<\/em>, que cumpria o papel de ci\u00eancia do significado antes do <em>Sturm und Drang<\/em>. <a href=\"#7fa0fb6f-a82e-4ce6-8052-5e93ff1fe581-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 2 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"04fac489-8e20-4860-afc1-641408607576\">O contexto da pergunta \u00e9 que esse <em>simples <\/em>se refere ao momento do <em>foco subjetivista<\/em>. Melhor dizendo: <em>solipsista<\/em>. <a href=\"#04fac489-8e20-4860-afc1-641408607576-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 3 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"e6a368f1-875a-4379-b334-049929e0722b\">No segundo par\u00e1grafo do pref\u00e1cio \u00e0 <em>Ci\u00eancia da l\u00f3gica <\/em>(1831), Hegel escancara a sua posi\u00e7\u00e3o que nomeia o h\u00e1bito do l\u00f3gico, a naturalidade com que as determina\u00e7\u00f5es do pensamento s\u00e3o feitas, principalmente, segundo ele, na l\u00edngua alem\u00e3 (que possui a riqueza de verbos e substantivos). Ou seja: como diz a cita\u00e7\u00e3o que desmotiva os adornos t\u00e9cnicos, a filosofia <em>est\u00e1 <\/em>na l\u00edngua. <a href=\"#e6a368f1-875a-4379-b334-049929e0722b-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 4 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"044086f4-1662-4558-bc28-63e05f8bc131\">O pr\u00f3prio Hegel, novamente no pref\u00e1cio da <em>Ci\u00eancia da l\u00f3gica<\/em>, fala do duplo na l\u00edngua alem\u00e3 que \u201cpode proporcionar uma alegria ao pensar embater em tais palavras e achar j\u00e1 a unifica\u00e7\u00e3o de opostos, [&#8230;] o que \u00e9 resultado da especula\u00e7\u00e3o\u2026\u201d, provando justo o ponto da plasticidade que Malabou toca no seu projeto. <em>Niederlegen <\/em>surge tanto no registro (positivo) quanto na ren\u00fancia (negativo): a l\u00edngua \u00e9 um estoque que pressup\u00f5e demanda. Ganhos e perdas s\u00e3o inerentes no movimento. <a href=\"#044086f4-1662-4558-bc28-63e05f8bc131-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 5 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Galeno da primeira se\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo IV da terceira parte de L&#8217;avenir de Hegel: plasticit\u00e9, temporalit\u00e9, dialectique, da autoria original de Catherine Malabou. Notas do tradutor]. Podemos ler (com) Hegel? A) Por uma hermen\u00eautica especulativa \u00c0 luz das conclus\u00f5es precedentes, o &#8220;olhar para tr\u00e1s&#8221; que a filosofia &#8220;faz&#8221; sobre &#8220;seu [pr\u00f3prio] conhecimento&#8221;&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":35,"featured_media":4552,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":"[{\"content\":\"Passagem dial\u00e9tica que introduz o <em>reconhecimento<\/em> e a <em>unidade pura<\/em>.\",\"id\":\"904b4c34-de13-4d0e-b446-f0a84b24a749\"},{\"content\":\"Isso explica basicamente a entrada da disciplina <em>hermen\u00eautica <\/em>no lugar da <em>arte ret\u00f3rica<\/em>, que cumpria o papel de ci\u00eancia do significado antes do <em>Sturm und Drang<\/em>.\",\"id\":\"7fa0fb6f-a82e-4ce6-8052-5e93ff1fe581\"},{\"content\":\"O contexto da pergunta \u00e9 que esse <em>simples <\/em>se refere ao momento do <em>foco subjetivista<\/em>. 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