{"id":4275,"date":"2025-12-04T21:29:16","date_gmt":"2025-12-04T21:29:16","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=4275"},"modified":"2025-12-04T21:34:19","modified_gmt":"2025-12-04T21:34:19","slug":"notas-para-uma-analise-metodologica-de-o-capital-jose-arthur-giannotti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2025\/12\/04\/notas-para-uma-analise-metodologica-de-o-capital-jose-arthur-giannotti\/","title":{"rendered":"Notas para uma an\u00e1lise metodol\u00f3gica de &#8220;O Capital&#8221; \u2014 Jos\u00e9 Arthur Giannotti"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O presente trabalho \u00e9 fruto da leitura feita juntamente com Ruth Corr\u00eaa Leite Cardoso, Fernando A. Novais, Fernando Henrique Cardoso, Francisco Weffort, Michel Levy, Octavio Ianni e Paulo Singer, tendo sido suas conclus\u00f5es grandemente influenciadas pelos debates havidos. A todos apresento os meus agradecimentos. O autor.<br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>I \u2014 O estudo dos livros de Marx, particularmente de um trabalho t\u00e3o complexo como \u201cO Capital\u201d, trope\u00e7a em dificuldades t\u00e3o grandes, que n\u00e3o s\u00e3o superadas apenas pelo esfor\u00e7o e pela persist\u00eancia. J\u00e1 seu subt\u00edtulo, Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica, nos predisp\u00f5e a esperar uma grande variedade de assuntos tratados, pois como se sabe, economia n\u00e3o era uma disciplina cujo objeto fosse perfeitamente delimitado, abrangendo, portanto, os temas mais diversos. Al\u00e9m disso, ao analisar o modo de produ\u00e7\u00e3o da sociedade capitalista, ficam demarcadas as traves mestras que sustentam esta sociedade, e por conseguinte, as condi\u00e7\u00f5es de vida e de luta dos homens que a constituem. O livro nos conta em suma, a \u201chist\u00f3ria\u201d da produ\u00e7\u00e3o do homem moderno pelo seu pr\u00f3prio trabalho, desde a fabrica\u00e7\u00e3o das primeiras mercadorias para troca em esp\u00e9cie, at\u00e9 as mais altas cria\u00e7\u00f5es de seu esp\u00edrito. Na verdade, tudo aquilo que diz respeito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio homem e de sua vida espiritual, \u00e9 abordado do ponto de vista de suas condi\u00e7\u00f5es de possibilidades, de sorte que caberia a outros escritos a tarefa de explorar por completo os v\u00e1rios modos de suas manifesta\u00e7\u00f5es. Mas Marx acreditou ter tra\u00e7ado pelo menos em suas linhas basilares o esbo\u00e7o da pr\u00e1xis moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>Se levarmos em conta o extraordin\u00e1rio florescimento atual das ci\u00eancias do homem, dificilmente cada pessoa seria capaz de dominar de uma forma cr\u00edtica todos os terrenos explorados por Marx. Tendo isto em vista \u00e9 que nos reunimos num grupo heterog\u00eaneo, que nos permitisse caminhar com certa seguran\u00e7a no interior dessas ci\u00eancias, mas que nos custou horas a fio de irritantes discuss\u00f5es a fim de chegarmos a um vocabul\u00e1rio comum. Entretanto agora, depois de mais de um ano de semin\u00e1rios quinzenais, todos sentimos que estamos adotando uma nova maneira de compreender Marx e os problemas de nossa sociedade estudados por esse autor, o que sem d\u00favida dever\u00e1 produzir seus frutos.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe, por\u00e9m, outro obst\u00e1culo ao entendimento do marxismo, paix\u00e3o e preconceitos pol\u00edticos e epistemol\u00f3gicos, de cuja desorientadora efic\u00e1cia est\u00e1vamos longe de suspeitar. \u00c9 \u00f3bvio que quando uma teoria passa ao dom\u00ednio p\u00fablico e a atuar assim na sociedade, preparam-se ciladas de toda esp\u00e9cie contra o cientista que pretende examin\u00e1-la sem torcer para este ou para aquele lado. Mesmo aceitando todos os compromissos pol\u00edticos, o intelectual necessita preservar aquela neutralidade que lhe d\u00e1 acesso a uma doutrina e \u00e0s suas inten\u00e7\u00f5es, pois ainda que se saiba que objetividade em ci\u00eancia nunca \u00e9 perfeita, seu abandono como projeto ou norte da pr\u00e1tica cient\u00edfica seria t\u00e3o calamitoso, que destruiria as pr\u00f3prias bases em que se alicer\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas comparando com os preconceitos epistemol\u00f3gicos as paix\u00f5es pol\u00edticas s\u00e3o f\u00e1ceis de controlar. A partir dos meados do s\u00e9culo passado, com o extraordin\u00e1rio desenvolvimento das ci\u00eancias, ocorreu uma esp\u00e9cie de positiviza\u00e7\u00e3o do pensamento em todas as suas dire\u00e7\u00f5es, particularmente na forma de se encarar as rela\u00e7\u00f5es entre as coisas e as leis que delas se ocupam. Hoje, correntemente se considera como um dado cient\u00edfico a concep\u00e7\u00e3o positivista da lei natural, entendida como express\u00e3o de certas uniformidades emp\u00edricas fenom\u00eanicas, que nada diz a respeito da realidade concreta sotoposta a estas apari\u00e7\u00f5es. Deste modo, o arranjo, a ordena\u00e7\u00e3o e a hierarquia destas uniformidades constatadas obedecem unicamente ao princ\u00edpio de efic\u00e1cia; te\u00f3rica quando se trata da compatibilidade m\u00fatua das leis e suas adequa\u00e7\u00f5es aos dados experimentais; pr\u00e1tica quando encaradas como instrumento de modifica\u00e7\u00e3o da natureza. \u00c9 ent\u00e3o leg\u00edtima a coexist\u00eancia de ordena\u00e7\u00f5es diferentes, de modelos operat\u00f3rios em linguagem mais t\u00e9cnica, que respondendo a interesses pr\u00e1ticos diversos, reportam-se \u00e0 mesma regi\u00e3o natural. Al\u00e9m do mais, toda e qualquer preocupa\u00e7\u00e3o que ultrapasse a da edifica\u00e7\u00e3o desses modelos \u00e9 tachada de extracient\u00edfica. N\u00e3o nos cabe no momento discutir o acerto desta concep\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, mas apenas salientar sua oposi\u00e7\u00e3o ao ponto de vista dial\u00e9tico. N\u00e3o que Marx n\u00e3o fa\u00e7a uso de modelos, principalmente de modelos econ\u00f4micos para estudar em pequeno, processos complicados da vida social. S\u00e3o numerosos os exemplos dessa ordem a serem citados. No entanto, seu emprego \u00e9 subsidi\u00e1rio e eles n\u00e3o devem ser confundidos com os esquemas significativos de natureza profundamente ontol\u00f3gica e n\u00e3o operat\u00f3ria apenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ler este autor, a toda hora estamos correndo o risco de aplicar ao seu pensamento conceitos de conota\u00e7\u00e3o n\u00e3o-marxista, violentando o sentido original de certas passagens, separando cada categoria da constela\u00e7\u00e3o que a define, sobrepondo concep\u00e7\u00f5es atuais \u00e0quelas que se vinculam t\u00e3o estreitamente \u00e0 filosofia de Hegel, que isoladas d\u00e3o origem a delirantes contradi\u00e7\u00f5es indignas de um pensador pelo menos perspicaz. Em geral, os ensaios sobre o marxismo oscilam entre a vulgariza\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica e a resenha honesta, mas no fundo incompreens\u00edvel, porque reproduz ideias fora de seu andamento dial\u00e9tico. N\u00e3o \u00e9 corriqueira a tradu\u00e7\u00e3o dos pensamentos de Marx em termos da ci\u00eancia moderna? Resta saber, entretanto, se a ci\u00eancia contempor\u00e2nea procede dialeticamente no sentido marxista, o que exige o trabalho pr\u00e9vio de se compreender com clareza e nitidez, inserida na constela\u00e7\u00e3o de suas inten\u00e7\u00f5es, o que seja realmente a dial\u00e9tica. Para este fim, na falta de um escrito metodol\u00f3gico do pr\u00f3prio punho do autor, recorre-se geralmente a textos colhidos ao longo da leitura de suas obras. Mas o que se obt\u00e9m \u00e9 por demais fragment\u00e1rio para explicar e esclarecer o sentido da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do pr\u00f3prio Marx, quanto mais para nos sugerir novos m\u00e9todos de interpreta\u00e7\u00e3o. Mas temos em m\u00e3os ainda um outro recurso: a an\u00e1lise estrutural do seu trabalho, sem d\u00favida o mais importante, \u201cO Capital\u201d, a fim de extrairmos da pr\u00f3pria obra efetuada os processos metodol\u00f3gicos que levaram \u00e0 sua realiza\u00e7\u00e3o. Neste sentido o livro \u00e9 admir\u00e1vel, porque possui uma arquitetura rigorosa e monumental, porque certos cap\u00edtulos s\u00e3o compostos de tal forma, que ao serem postos a nu os elos de sua articula\u00e7\u00e3o, proporcionam-nos conhecimentos sobre o m\u00e9todo, muito mais ricos do que todos aqueles explicitamente enunciados pelo autor. Citam-se, por exemplo, os primeiros cap\u00edtulos dos tr\u00eas volumes, em particular os do segundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela pr\u00f3pria natureza de meu trabalho fora do grupo, fiquei encarregado da parte metodol\u00f3gica. Minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 subordinar o livro \u00e0 mesma t\u00e9cnica de interpreta\u00e7\u00e3o dos textos filos\u00f3ficos, indo pacientemente em busca das inten\u00e7\u00f5es que levaram o fil\u00f3sofo a estruturar a obra de uma dada maneira, demarcando com cuidado as varia\u00e7\u00f5es de sentido dos termos empregados, procurando relacion\u00e1-las aos novos contextos em que foram inseridos. Em suma, o livro de Marx exige a mesma convers\u00e3o ao texto, que reclama toda obra filos\u00f3fica de import\u00e2ncia, sem a qual arriscamos sempre de violentar seu pensamento. Estou praticamente no in\u00edcio de minha explora\u00e7\u00e3o e os resultados obtidos, provis\u00f3rios ainda, n\u00e3o deveriam vir a p\u00fablico se n\u00e3o fosse o desejo de corresponder \u00e0 calorosa expectativa da turma da \u201cRevista Centro\u201d. Tudo o que eu disser, o digo em nome de todos n\u00f3s, pois o trabalho \u00e9 conjunto, vale somente no prop\u00f3sito de abrir um di\u00e1logo entre os dois grupos que poder\u00e1 ser muito proveitoso. A partir de um exemplo analisado de forma sum\u00e1ria, procurei extrair as conclus\u00f5es mais importantes a que chegamos, ainda que n\u00e3o se fa\u00e7am sentir os elos que as enfeixam. Nada, portanto, tem a inten\u00e7\u00e3o de ser probante, o que teremos em seguida \u00e9 apenas uma s\u00e9rie de sugest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2014 Com o fito de estudar o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, parte-se de sua mais saliente apar\u00eancia: \u201cA riqueza da sociedade em que domina o modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o aparece como um monstruoso ac\u00famulo de mercadorias e a mercadoria individual como sua forma elementar\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4275_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_1\" class=\"footnote_tooltip\"> Das Kapital I, 1, p\u00e1g. 39, Dietz Verlag Berlin, 1957.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4275_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Portanto a mercadoria, na qualidade de objeto que satisfaz \u00e0s nossas necessidades materiais ou espirituais, na qualidade de coisa culturalmente constitu\u00edda, \u00e9 o primeiro objeto submetido \u00e0 an\u00e1lise. Todo objeto \u00fatil apresenta um conjunto de caracter\u00edsticas, que pode ser encarado tanto do ponto de vista qualitativo como do quantitativo. J\u00e1 pelo simples fato dela ser \u00fatil, manifesta um valor de uso hist\u00f3rica e socialmente determinado e que est\u00e1 em estreita depend\u00eancia das suas propriedades que possam ser desfrutadas. Essas qualidades, por sua vez, devem em geral ser transformadas a fim de se tornarem de mais f\u00e1cil consumo, o que custa desde logo trabalho humano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, por\u00e9m, da pr\u00f3pria natureza da mercadoria n\u00e3o se dar como uma coisa consum\u00edvel pelo pr\u00f3prio produtor, mas desfrut\u00e1vel por outras pessoas, que, trabalhando parceladamente, trocam entre si o produto de seu trabalho. Ganha assim al\u00e9m do j\u00e1 mencionado valor de uso, um valor de troca, que se manifesta desde logo \u201ccomo uma rela\u00e7\u00e3o quantitativa, como a propor\u00e7\u00e3o na qual o valor de uso de uma esp\u00e9cie se troca com o valor de uso da outra, rela\u00e7\u00e3o que est\u00e1 constantemente mudando com o lugar e com o tempo\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_2');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_2');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4275_1_2\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[2]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_2\" class=\"footnote_tooltip\">Idem p\u00e1g. 40.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4275_1_2').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_2', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> \u00a0Enquanto que o valor de uso se apresenta como uma propriedade da mercadoria isolada, propriedade de uma coisa consum\u00edvel e que por isso desperta em n\u00f3s uma dada estimativa: da mesma mercadoria ao se integrar num sistema de trocas emerge uma nova forma de valor, n\u00e3o ligada \u00e0 coisa como uma de suas propriedades, mas pelo contr\u00e1rio que se reflete em outras mercadorias, as quais expressam destarte tantos valores de troca quanto forem as mercadorias troc\u00e1veis em propor\u00e7\u00f5es determin\u00e1veis. S\u00e3o m\u00faltiplos valores que em propor\u00e7\u00f5es diferentes se identificam. \u201cDa\u00ed se segue que: 1) \u2014 o leg\u00edtimo valor de troca se exprime na qualidade de um igual (<em>ein Gleiches<\/em>); 2) \u2014 mas o valor de troca s\u00f3 pode ser em geral o modo de express\u00e3o, a forma fenom\u00eanica (<em>Erscheinungsform<\/em>) de um conte\u00fado que dele se distingue\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_3');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_3');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4275_1_3\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[3]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_3\" class=\"footnote_tooltip\">Idem p\u00e1g. 41. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4275_1_3').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_3', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>Quando se igualam os dois valores de troca de uma por\u00e7\u00e3o de ferro e outra diferente de cereal, fica patente pela simples igualdade estabelecida, que uma mesma grandeza existe em duas coisas distintas sem se confundirem com o conte\u00fado. Algo id\u00eantico manifesta-se, toma diversas apar\u00eancias em cada mercadoria sob sinais quantitativos diferentes. O problema consiste ent\u00e3o em se saber o que \u00e9 esta subst\u00e2ncia (social), que emerge na rela\u00e7\u00e3o de troca como algo diferente de seus m\u00faltiplos modos de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Retomemos o mesmo caminho para indicar o processo de constitui\u00e7\u00e3o e de emancipa\u00e7\u00e3o <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_4');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_4');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4275_1_4\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[4]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_4\" class=\"footnote_tooltip\"> <em>Verselbst\u00e4ndigung<\/em> \u00e9 a palavra usada no segundo volume, cap. 4, p\u00e1g. 101<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4275_1_4').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_4', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> dos fen\u00f4menos. A mercadoria se apresenta \u00e0 primeira vista como um valor de utilidade, como um conjunto de propriedades desfrut\u00e1veis. Em virtude de sua serventia social, entra um jogo de trocas, adquirindo deste modo novas propriedades e uma nova forma de valor, cuja apar\u00eancia quantitativa nada tem a ver com o valor de uso origin\u00e1rio. \u00c9 somente por causa deste \u00faltimo que a mercadoria recebe a propriedade de numa dada propor\u00e7\u00e3o, ser permut\u00e1vel com as outras mercadorias, mas estabelecida da rela\u00e7\u00e3o de troca, n\u00e3o mais se considera determinantes as qualidades dos corpos que os transformam em utilidades. O origin\u00e1rio \u00e9 negado no fen\u00f4meno constitu\u00eddo por ele. Por sua vez, os m\u00faltiplos valores de troca de uma dada mercadoria, somente existem como tais, poss\u00edveis de iguala\u00e7\u00e3o rec\u00edproca, porque s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es diversas de uma mesma entidade. Essa subst\u00e2ncia, chamada valor, n\u00e3o \u00e9 nada em si mesma, mas \u00e9 pelo contr\u00e1rio constitu\u00edda pela pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o de troca como um ser aut\u00f4nomo, que nega enfim a diversidade ilimitada de suas apar\u00eancias. Em suma, parte-se da apar\u00eancia sens\u00edvel para, numa s\u00e9rie de nega\u00e7\u00f5es das etapas anteriores, atingir uma entidade que em si mesma n\u00e3o possui nenhuma das propriedades das qualidades dos momentos constitutivos.<br><br>Se o valor \u00e9 o resultado da constitui\u00e7\u00e3o, da nega\u00e7\u00e3o e da emancipa\u00e7\u00e3o anteriormente descritas, em vez de ir busc\u00e1-lo no fim do percurso, podemos diretamente alcan\u00e7ar seu germe material pelo despojamento das qualidades da mercadoria que deram origem ao processo. Isto \u00e9, se abstrairmos todas as qualidades desfrut\u00e1veis que atribuem \u00e0 coisa valor de uso, sobra-nos um res\u00edduo, cuja nega\u00e7\u00e3o (valor de uso) da nega\u00e7\u00e3o (valor de troca) \u00e9 o valor, na sua forma primeira, positiva, antes de sofrer o processo negador. Sem todas essas qualidades a coisa n\u00e3o \u00e9 mais mesa nem casa, n\u00e3o \u00e9 fio nem tecido, n\u00e3o pode nem mesmo ser considerada uma coisa \u00fatil. Mas permanece ainda um corpo que passou pelas m\u00e3os do homem, resultado portanto do nosso trabalho. Mas que trabalho estranho \u00e9 este! N\u00e3o resulta nem da a\u00e7\u00e3o do marceneiro, nem do pedreiro, nem do fiador, nem do tecel\u00e3o, pois cada uma dessas a\u00e7\u00f5es produz uma obra espec\u00edfica, cujas propriedades foram negadas. \u00c9, portanto, um trabalho abstrato e por permear todas as rela\u00e7\u00f5es de troca tamb\u00e9m \u00e9 social. Definir o valor como a quantidade de trabalho socialmente necess\u00e1rio incorporado \u00e0 coisa, \u00e9 unir as duas pontas da cadeia, de tal modo que todos os momentos do processo adquirem um sentido funcional imposs\u00edvel de ser isolado.<\/p>\n\n\n\n<p>Este m\u00e9todo de defini\u00e7\u00e3o de uma categoria repete-se mutatis mutandis no in\u00edcio dos tr\u00eas livros e orienta todas as an\u00e1lises posteriores. O ponto, uma totalidade, de partida \u00e9 sempre um esquema de significa\u00e7\u00f5es, definindo categorias reflexas e n\u00e3o \u00e9 um conceito t\u00edpico qualquer ou a descri\u00e7\u00e3o minuciosa da apar\u00eancia para se chegar a uma invari\u00e2ncia. Este esquema \u00e9 abstrato, mas n\u00e3o formal, isto \u00e9, n\u00e3o considera todas as condi\u00e7\u00f5es concretas de sua realiza\u00e7\u00e3o, que no nosso exemplo s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o da mercadoria e de sua troca, sem, contudo, esvaziar os conte\u00fados significativos para obter um modelo matem\u00e1tico, isto \u00e9, vazio na medida em que se refere a um objeto qualquer. Sendo ele dado, parte-se na dire\u00e7\u00e3o do concreto atrav\u00e9s da an\u00e1lise \u201cl\u00f3gica\u201d das significa\u00e7\u00f5es empregadas, revelando-se suas compatibilidades e suas contradi\u00e7\u00f5es, de sorte que, quanto mais o estudo se prolonga, tanto mais se aproxima da situa\u00e7\u00e3o real do fen\u00f4meno. Confirma-se a declara\u00e7\u00e3o da \u201cCr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica\u201d, quando Marx afirma que seu m\u00e9todo segue o caminho do abstrato para o concreto, entendido este \u00faltimo em segundo grau, como o conjunto de determina\u00e7\u00f5es abstratas. Assim \u00e9 que depois do valor; examinam-se os modos de sua mensura\u00e7\u00e3o, a dupla forma de trabalho expresso na mercadoria, os v\u00e1rios modos de exist\u00eancia (<em>Existenzweise<\/em>) do valor etc. Mesmo quando se permanece no plano mais abstrato poss\u00edvel, isto \u00e9, logo no in\u00edcio do trabalho, em vista do esquema ser um sistema de sentidos, n\u00e3o pode ser considerado um modelo operat\u00f3rio, diferente conforme responde a interesses pr\u00e1ticos diversos. A defini\u00e7\u00e3o de valor n\u00e3o enuncia uma das poss\u00edveis formas de encarar a quest\u00e3o, mas a pr\u00f3pria natureza da subst\u00e2ncia social em refer\u00eancia aos seus m\u00faltiplos modos de aparecer. Marx se ocupa de coisas e das categorias que s\u00e3o as formas de consci\u00eancia cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2014 As significa\u00e7\u00f5es empregadas, ou melhor, as categorias ou as ess\u00eancias, s\u00e3o funcionalmente definidas e possuem sentido pelo lugar que ocupam no sistema de correla\u00e7\u00f5es e de oposi\u00e7\u00f5es. O pr\u00f3prio esquema inicial sofrer\u00e1, portanto, altera\u00e7\u00f5es consider\u00e1veis no decurso da an\u00e1lise, enriquecendo-se quanto mais ele se aproxima das situa\u00e7\u00f5es concretas, com novas significa\u00e7\u00f5es que reclamam uma redefini\u00e7\u00e3o do todo. Este enriquecimento progressivo n\u00e3o se faz, por\u00e9m, linear e cumulativamente, de modo que seria poss\u00edvel encontrar inalterada no fim do processo, a propriedade apontada logo no in\u00edcio. Ao ramificarem-se as categorias, todo o sistema \u00e9 redefinido em vista das novas correla\u00e7\u00f5es e oposi\u00e7\u00f5es. \u00c9 ent\u00e3o uma ingenuidade grosseira o procedimento classificat\u00f3rio utilizado por certos autores, que procuram definir um conceito marxista recolhendo das invari\u00e2ncias apresentadas pela no\u00e7\u00e3o em seus v\u00e1rios empregos. Vejamos um exemplo: o dinheiro acumulado surge primeiramente como tesouro, dinheiro furtado \u00e0 circula\u00e7\u00e3o, causando por isso uma ruptura em seu percurso, por algu\u00e9m que n\u00e3o compreende a verdadeira natureza da produ\u00e7\u00e3o capitalista, acredita que ganhar\u00e1 mais poupando do que investindo. \u00c9, pois, uma forma pr\u00e9-capitalista de dinheiro e se liga a uma forma de personalidade: o entesourador.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_5');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_5');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4275_1_5\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[5]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_5\" class=\"footnote_tooltip\"> \u00a0K, I, 3, p\u00e1g. 135.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4275_1_5').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_5', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> No entanto, a mesma acumula\u00e7\u00e3o de dinheiro desempenha no processo de circula\u00e7\u00e3o, quer a importante tarefa de prover as falhas advent\u00edcias (fundo de reserva), quer de ampliar o sistema de produ\u00e7\u00e3o (fundo de acumula\u00e7\u00e3o). <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_6');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_6');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4275_1_6\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[6]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_6\" class=\"footnote_tooltip\">K, II, 2, p\u00e1g. 78 e 80.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4275_1_6').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_6', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Do ponto de vista empirista ter\u00edamos sempre manifesta\u00e7\u00f5es diversas do mesmo fato. Para Marx, contudo, em virtude de o dinheiro desempenhar fun\u00e7\u00f5es diferentes e at\u00e9 mesmo opostas, trata-se de categorias distintas, cujas \u00fanicas propriedades comuns s\u00e3o aquelas inerentes \u00e0 forma dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se uma interessant\u00edssima oposi\u00e7\u00e3o entre sincronia e diacronia, que se for estudada com carinho pode nos levar a conclus\u00f5es importantes sobre os v\u00e1rios tempos empregados pelo m\u00e9todo dial\u00e9tico. Do ponto de vista l\u00f3gico, d\u00e1-se in\u00edcio ao trabalho por uma an\u00e1lise tipicamente sincr\u00f4nica, a troca origin\u00e1ria \u00e9 ao mesmo tempo compra e venda. Todavia, intercalam-se outros fatores conforme o desenrolar da an\u00e1lise, por exemplo aparece o dinheiro como forma intermedi\u00e1ria, aumentando o intervalo de troca, at\u00e9 ocorrer o que poder\u00edamos chamar a clivagem do processo. Obt\u00eam-se ent\u00e3o v\u00e1rios planos, ou melhor, v\u00e1rios circuitos porque cada um deles exige um tempo m\u00ednimo socialmente determinado para ser percorrido. Assim \u00e9 que a mera troca ao se converter no processo de circula\u00e7\u00e3o do capital, d\u00e1-se em tr\u00eas c\u00edrculos sobrepostos: o c\u00edrculo do capital dinheiro, o c\u00edrculo do capital produtivo e o c\u00edrculo do capital mercadoria. Os tr\u00eas circuitos, por\u00e9m, s\u00e3o concomitantes na medida em que s\u00e3o aspectos de um mesmo processo, havendo, pois, uma sincronia entre os momentos de cada um. A simultaneidade dos tr\u00eas c\u00edrculos n\u00e3o impede, entretanto, que se estabele\u00e7a entre eles uma ordem de complexidade, o primeiro sendo muito mais simples do que o segundo e este mais simples do que o terceiro, de sorte que o terceiro lida ipso facto com muito mais fatores hist\u00f3ricos do que o primeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>IV \u2014 O valor, o conte\u00fado abstrato inicial e final definido no primeiro esquema, percorre as mais variadas posi\u00e7\u00f5es no jogo da produ\u00e7\u00e3o e da circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, adotando os disfarces mais inesperados, assumindo aqui a apar\u00eancia de uma estimativa de desfruto, ali a de dinheiro, acol\u00e1 a de capital invest\u00edvel. No entanto, ao indicar a nova constela\u00e7\u00e3o de significa\u00e7\u00f5es que redefine a categoria, isto \u00e9, as novas formas constitutivas da ess\u00eancia, efetuamos concomitantemente o desmascaramento da apar\u00eancia sob a qual se apresenta o antigo conte\u00fado, descobrindo ent\u00e3o o elo constitutivo que vincula fen\u00f4menos t\u00e3o diversos. N\u00e3o \u00e9 desmascaramento a redu\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno \u00e0 sua forma mais simples, mas sua inser\u00e7\u00e3o no esquema que lhe d\u00e1 sentido. E o que ocorre por exemplo, durante o exame do fetichismo da mercadoria e do dinheiro, ou na redu\u00e7\u00e3o do lucro, da renda etc&#8230; a manifesta\u00e7\u00f5es diversas da mais-valia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, por\u00e9m, que se desmascaram os modos de apar\u00eancia de uma dada subst\u00e2ncia, criticam-se aquelas doutrinas que, reconhecendo apenas uma etapa do processo, ou melhor, encarando somente um dos modos de sua exist\u00eancia, passam a tomar a parte pelo todo. Esta recusa interessada de abranger a totalidade do processo d\u00e1 origem a uma ideologia, que assume o fen\u00f4meno sem reduzi-lo aos seus componentes l\u00f3gico-hist\u00f3ricos. Cumpre-se, destarte, o projeto de Marx de escrever uma cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Durante todo seu trabalho, cada passo na completa\u00e7\u00e3o do sistema corresponde a uma poss\u00edvel cr\u00edtica a uma doutrina que o tenha hipostasiado num todo. O exame de todas as poss\u00edveis manifesta\u00e7\u00f5es de uma dada subst\u00e2ncia poder\u00e1 dar margem a uma vis\u00e3o panor\u00e2mica das ideologias mais elementares que origina, n\u00e3o de todas porque s\u00e3o in\u00fameras as possibilidades de combina\u00e7\u00e3o, mas pelo menos de muitas delas que ainda at\u00e9 hoje talvez n\u00e3o tenham sido elaboradas. \u00c9 \u00f3bvio que ningu\u00e9m vai se consagrar ao jogo f\u00fatil de criar fantasmas te\u00f3ricos, mas a simples possibilidade desta tarefa nos indica a incr\u00edvel versatilidade do marxismo no que concerne \u00e0 cr\u00edtica das doutrinas contr\u00e1rias. Al\u00e9m do mais, sugere-nos um primeiro crit\u00e9rio de objetividade: a teoria h\u00e1 de ser capaz de atribuir um sentido a todas as manifesta\u00e7\u00f5es da coisa, assim como de elucidar todas as suas formas de consci\u00eancia. De outra parte, se o desmascaramento \u00e9 por um lado negativo, pois reduz as pretens\u00f5es absolutistas de uma doutrina advers\u00e1ria; \u00e9 por outro positivo, na medida em que an\u00e1lises particulares podem ser recuperadas se forem capazes de adquirir um sentido propriamente dial\u00e9tico. Foi o que se deu, por exemplo, com a no\u00e7\u00e3o de mais-valia elaborada por Ricardo, que somente dentro da obra de Marx tornou-se uma categoria, conforme testemunho do pr\u00f3prio Engels no pref\u00e1cio ao segundo volume.V \u2014 V\u00e1rias s\u00e3o as considera\u00e7\u00f5es a prop\u00f3sito da rela\u00e7\u00e3o entre o m\u00e9todo dial\u00e9tico e a hist\u00f3ria efetiva, que poder\u00edamos propor. Ao se tomar um esquema como ponto de partida, na maioria das vezes sob forma de equa\u00e7\u00e3o, d\u00e1-se por pressuposta uma certa situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica concreta, que somente ao t\u00e9rmino de seu desenvolvimento \u00e9 capaz de o realizar. E neste sentido apenas, por investigar o processo hist\u00f3rico real em sua forma desenvolvida, que conv\u00e9m chamar de t\u00edpico o m\u00e9todo empregado. T\u00edpico \u00e9 todo o processo e t\u00edpica \u00e9 a constela\u00e7\u00e3o significativa de categorias que o define, nunca uma categoria em si mesma. Mas a conjuntura hist\u00f3rica pressuposta n\u00e3o interv\u00e9m absolutamente na an\u00e1lise significativa do esquema. Em outros termos, constitu\u00eddo a partir de uma an\u00e1lise fenomenol\u00f3gica (sentido hegeliano), sua explora\u00e7\u00e3o se processa exclusivamente no plano do logos, isto \u00e9, no plano das significa\u00e7\u00f5es. Na verdade, faz-se apelo ao dado hist\u00f3rico ao se incorporarem novas categorias, mas estas nascem em resposta aos problemas desenvolvidos dentro do pr\u00f3prio esquema; de sorte que o fato hist\u00f3rico indica somente quais s\u00e3o os modos poss\u00edveis de sua realiza\u00e7\u00e3o. No interior do c\u00edrculo do capital dinheiro por exemplo, quando o capital se converte em duas esp\u00e9cies de mercadorias: meios de produ\u00e7\u00e3o e for\u00e7a de trabalho, sup\u00f5e-se que a for\u00e7a de trabalho tenha sido separada de seus meios de produ\u00e7\u00e3o, o que equivale a supor antagonismo de classe entre o capitalista e o oper\u00e1rio, enfim, todo o mundo capitalista. Para efeito de estudo, todavia, nada mais se assume do que estas duas formas poss\u00edveis de mercadoria funcionalmente definidas dentro do processo. Como j\u00e1 indicamos, a an\u00e1lise parte do abstrato, mas a formula\u00e7\u00e3o deste abstrato pressup\u00f5e uma situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica cujos momentos fundamentais j\u00e1 foram realizados pelo pr\u00f3prio homem. Da apar\u00eancia vai-se \u00e0 ideia e desta volta-se outra vez para uma apar\u00eancia explicada. Por isso Marx pode dizer que at\u00e9 mesmo aquelas categorias t\u00e3o abstratas do in\u00edcio do primeiro livro trazem consigo tra\u00e7os hist\u00f3ricos (<em>geschichtliche Spur<\/em>). <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_7');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_4275_1('footnote_plugin_reference_4275_1_7');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_4275_1_7\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[7]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_7\" class=\"footnote_tooltip\"> K. I, 4, p\u00e1g. 177.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_4275_1_7').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_4275_1_7', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto mais abstrata \u00e9 uma categoria, isto \u00e9, quanto mais pobre \u00e9 a constela\u00e7\u00e3o de significa\u00e7\u00f5es que a define, tanto ser\u00e1 menor a possibilidade de se realizar historicamente em toda sua pureza. Sob este aspecto deparamos com o mesmo tipo de explica\u00e7\u00e3o das ci\u00eancias naturais: as leis f\u00edsicas mais gerais nunca se d\u00e3o na natureza se n\u00e3o forem acompanhadas por circunst\u00e2ncias perturbadoras. H\u00e1 mesmo certas categorias que podem se aplicar a diferentes \u00e9pocas hist\u00f3ricas e a diversos modos de produ\u00e7\u00e3o. Por exemplo, o dinheiro. N\u00e3o se confundam, por\u00e9m, as propriedades do dinheiro como tal, com aquelas que ele adquire por ter sido integrado no sistema capitalista. Na maioria das vezes, o valor te\u00f3rico dessas categorias \u00e9 apenas negativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, \u00e9 preciso distinguir dois tipos de an\u00e1lise: 1) \u2013 aquela propriamente cient\u00edfica e dial\u00e9tica; 2) \u2013 daquela elucidativa que descreve como os esquemas l\u00f3gicos, nascidos do pr\u00f3prio jogo de for\u00e7as objetivas, adquirem concretividade hist\u00f3rica. A primeira vai do abstrato ao concreto e envereda por rumos diferentes do processo evolutivo real. \u201cAs reflex\u00f5es sobre as formas da vida humana do mesmo modo que sua an\u00e1lise cient\u00edfica, tomam um caminho diretamente oposto ao seu desenvolvimento real. Iniciam-se <em>post festum<\/em> e por isso com os resultados j\u00e1 prontos de processo evolutivo\u201d. A segunda an\u00e1lise, por\u00e9m, na qualidade de elucida\u00e7\u00e3o, mostra como o processo evolutivo desabrocha de acordo com as trava\u00e7\u00f5es de sentido por ele mesmo constitu\u00eddas e apanhadas pela an\u00e1lise cient\u00edfica. Cap\u00edtulos inteiros s\u00e3o dedicados a este tipo de estudo, em geral todas as partes propriamente hist\u00f3ricas como \u201cMaquinaria e Grande Ind\u00fastria\u201d, \u201cA Assim Chamada Acumula\u00e7\u00e3o Primitiva\u201d, etc&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>VI \u2014 S\u00e3o estes os temas que gostar\u00edamos de propor \u00e0 considera\u00e7\u00e3o dos leitores. O r\u00e1pido invent\u00e1rio dos procedimentos metodol\u00f3gicos de \u201cO Capital\u201d basta para indicar em que estrita medida Marx trabalhava na depend\u00eancia da l\u00f3gica hegeliana. Seria o livro apenas uma de suas aplica\u00e7\u00f5es? Quais s\u00e3o as altera\u00e7\u00f5es substanciais que sofreu por causa da famosa invers\u00e3o do m\u00e9todo dial\u00e9tico? Sem uma cuidadosa compara\u00e7\u00e3o de Marx e de Hegel, o exame da raz\u00e3o dial\u00e9tica n\u00e3o poder\u00e1 ir a diante. Isto posto, ser\u00e1 postulado marxista de que a ci\u00eancia, por sua pr\u00f3pria natureza, \u00e9 dial\u00e9tica no sentido de poss\u00edvel ent\u00e3o retornar ao estudo das ci\u00eancias contempor\u00e2neas e verificar o at\u00e9 agora Marx. E se por acaso isso n\u00e3o se averiguar, ent\u00e3o de duas uma: ou o m\u00e9todo dial\u00e9tico \u00e9 uma forma filos\u00f3fica e superada do conhecimento cient\u00edfico, ou sendo imprescind\u00edvel a unidade do saber que o m\u00e9todo postula, est\u00e1 ocorrendo uma crise tal na ci\u00eancia contempor\u00e2nea, que ela desconhece at\u00e9 mesmo seu pr\u00f3prio sentido.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>GIANNOTTI, Jos\u00e9 Arthur. Notas para uma an\u00e1lise metodol\u00f3gica de \u201cO capital\u201d. <em>Revista Brasiliense<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 29, p. 60-72, 1960.<br><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-color:#d70141;border-top-width:23px;border-right-width:23px;border-bottom-width:23px;border-left-width:23px;background:#d70141;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-left:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);margin-top:50px;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{border-color:#d70141;background:#d70141;}.kt-info-box4275_cb1b00-38.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:212px;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{padding-bottom:75%;width:1212px;height:0px;max-width:100%;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, .kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-info-svg-icon-flip, .kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box4275_cb1b00-38 .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-infobox kt-info-box4275_cb1b00-38\"><span class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic-container\"><div class=\"kadence-info-box-image-intrisic kt-info-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic\"><img data-dominant-color=\"616363\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #616363;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/JOSE-ARTHUR-GIANNOTTI-USP.jpg.avif\" alt=\"\" width=\"1212\" height=\"909\" class=\"kt-info-box-image wp-image-4276 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/JOSE-ARTHUR-GIANNOTTI-USP.jpg.avif 1212w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/JOSE-ARTHUR-GIANNOTTI-USP.jpg-300x225.avif 300w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/JOSE-ARTHUR-GIANNOTTI-USP.jpg-1024x768.avif 1024w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/JOSE-ARTHUR-GIANNOTTI-USP.jpg-768x576.avif 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1212px) 100vw, 1212px\" \/><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Jos\u00e9 Arthur Giannotti<\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">Jos\u00e9 Arthur Giannotti foi professor do Departamento de Filosofia da USP. Autor de uma certa heran\u00e7a marxista<\/p><\/div><\/span><\/div>\n\n\n\n<p><br><br><\/p>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_4275_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_4275_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_4275_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_4275_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4275_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4275_1('footnote_plugin_tooltip_4275_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Das Kapital I, 1, p\u00e1g. 39, Dietz Verlag Berlin, 1957.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4275_1_2\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4275_1('footnote_plugin_tooltip_4275_1_2');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>2<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Idem p\u00e1g. 40.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4275_1_3\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4275_1('footnote_plugin_tooltip_4275_1_3');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>3<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Idem p\u00e1g. 41. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4275_1_4\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4275_1('footnote_plugin_tooltip_4275_1_4');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>4<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> <em>Verselbst\u00e4ndigung<\/em> \u00e9 a palavra usada no segundo volume, cap. 4, p\u00e1g. 101<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4275_1_5\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4275_1('footnote_plugin_tooltip_4275_1_5');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>5<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> \u00a0K, I, 3, p\u00e1g. 135.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4275_1_6\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4275_1('footnote_plugin_tooltip_4275_1_6');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>6<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">K, II, 2, p\u00e1g. 78 e 80.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_4275_1_7\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_4275_1('footnote_plugin_tooltip_4275_1_7');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>7<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> K. 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Novais, Fernando Henrique Cardoso, Francisco Weffort, Michel Levy, Octavio Ianni e Paulo Singer, tendo sido suas conclus\u00f5es grandemente influenciadas pelos debates havidos. A todos apresento os meus agradecimentos. O autor. 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