{"id":3532,"date":"2024-12-10T17:00:00","date_gmt":"2024-12-10T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=3532"},"modified":"2024-12-13T01:48:47","modified_gmt":"2024-12-13T01:48:47","slug":"as-visoes-de-lukacs-sobre-a-liberdade-artistica-bela-kiralyfalvi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/12\/10\/as-visoes-de-lukacs-sobre-a-liberdade-artistica-bela-kiralyfalvi\/","title":{"rendered":"As vis\u00f5es de Luk\u00e1cs sobre a liberdade art\u00edstica \u2014 Bela Kiralyfalvi"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde que Plat\u00e3o baniu o poeta da sua Rep\u00fablica ut\u00f3pica, quest\u00f5es sobre a autonomia da arte, a liberdade art\u00edstica e o papel do artista na sociedade t\u00eam sido sujeitas h\u00e1 muito no debate filos\u00f3fico e pol\u00edtico no mundo ocidental. Hoje, quando h\u00e1 uma divis\u00e3o perfurante entre os sistemas s\u00f3cio-pol\u00edticos dominantes do nosso mundo, o debate \u00e9 particularmente v\u00edvido e certamente mais do que te\u00f3rico. Manifesta\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de competi\u00e7\u00e3o pac\u00edfica, coexist\u00eancia, guerra fria [final dos anos 70], chame do que quiser, levam constantemente \u00e0 nossa consci\u00eancia \u2013 qualquer sistema do qual fazemos parte \u2013 o fato de que h\u00e1 uma alternativa viva para a nossa presente situa\u00e7\u00e3o. Alguns artistas no capitalismo olham com inveja a luxuosa subsidia\u00e7\u00e3o das artes em pa\u00edses socialistas, enquanto alguns artistas evidentemente not\u00e1veis de democracias socialistas v\u00e3o para a pris\u00e3o ou procuram asilo pol\u00edtico em democracias ocidentais. Em nossa comunidade crescentemente global, quest\u00f5es sobre a liberdade pessoal, a liberdade art\u00edstica e a necessidade econ\u00f4mica se tornam complicadas em nossas mentes. Uma charge recente de Mike Peters no <em>Dayton Daily News<\/em> toca de forma simples, mas pungente, em algumas das quest\u00f5es fundamentais. A charge de cinco ou seis homens, mulheres e crian\u00e7as maltrapilhos carregando pequenos pacotes em suas costas enquanto escalam para a costa de um rio que eles terminaram de cruzar. Eles s\u00e3o <em>wetbacks <\/em>mexicanos. Com sorrisos nos rostos t\u00e3o grandes quanto qualquer um j\u00e1 exibido pelo presidente Carter, eles se dirigem a um guarda de fronteira dos EUA, de rosto severo e visivelmente hostil, que os enfrenta segurando sua arma: \u201cBuenos d\u00edas. Somos desertores da Companhia de Bal\u00e9 da Cidade do M\u00e9xico\u201d. A charge \u00e9 um resumo espl\u00eandido da extrema complexidade de quest\u00f5es que dizem respeito \u00e0 liberdade humana hoje. Algumas das quest\u00f5es levantadas s\u00e3o pertinentes \u00e0 nossa discuss\u00e3o aqui. Qu\u00e3o profunda \u00e9 a inter-rela\u00e7\u00e3o entre liberdade pessoal e liberdade art\u00edstica? Qu\u00e3o profundas s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, as necessidades econ\u00f4micas para a realiza\u00e7\u00e3o de qualquer tipo de liberdade humana? A liberdade ou autonomia da arte \u00e9 uma quest\u00e3o separada do conceito de liberdade dos artistas?<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de quest\u00f5es t\u00e3o irritantes, mas possuindo uma vis\u00e3o global da situa\u00e7\u00e3o, somos tentados a nos elevar acima de tudo e declarar que os artistas de todos os tempos e lugares s\u00e3o dotados de um conjunto de direitos e liberdades universais e inalien\u00e1veis. Esses direitos e liberdades, podemos sustentar, n\u00e3o s\u00e3o alter\u00e1veis e n\u00e3o s\u00e3o determinados por circunst\u00e2ncias sociais e pol\u00edticas. Mas seria tal posi\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel por evid\u00eancias hist\u00f3ricas e emp\u00edricas? Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs, um importante fil\u00f3sofo marxista deste s\u00e9culo, acredita que esse pensamento \u00e9 o fruto est\u00e9ril de uma vis\u00e3o de mundo idealista e subjetiva, em contradi\u00e7\u00e3o com a realidade hist\u00f3rica. \u00c9 minha inten\u00e7\u00e3o explorar as ideias de Luk\u00e1cs sobre o assunto da liberdade art\u00edstica, com \u00eanfase em sua an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es para a liberdade art\u00edstica nas democracias capitalistas modernas e nas democracias socialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiel \u00e0 metodologia marxista na investiga\u00e7\u00e3o de qualquer quest\u00e3o, Luk\u00e1cs sustenta o ponto de vista que, para sabermos \u201conde nos encontramos\u201d e \u201cpara onde vamos\u201d, devemos ter uma perspectiva hist\u00f3rica clara; devemos saber \u201cde onde viemos\u201d, qual caminho percorremos. Um pr\u00e9-requisito de qualquer compara\u00e7\u00e3o frut\u00edfera e direta das condi\u00e7\u00f5es da liberdade art\u00edstica nos sistemas socialistas e capitalistas de hoje deve ser uma breve an\u00e1lise do nascimento e desenvolvimento da liberdade art\u00edstica, que por sua vez s\u00f3 pode ser vista por meio de uma revis\u00e3o, ainda que inicial, da origem e desenvolvimento da arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas sociedades primitivas mais antigas, Luk\u00e1cs sustenta que n\u00e3o existem modos separados da reflex\u00e3o humana. O que mais tarde \u00e9 separado em modos de reflex\u00e3o cient\u00edficos, religiosos e art\u00edsticos, diferenciados uns dos outros, s\u00e3o nesse est\u00e1gio de desenvolvimento indistingu\u00edveis. O ritual primitivo cont\u00e9m elementos cient\u00edficos (utilit\u00e1rios), religiosos (m\u00e1gicos) e tamb\u00e9m art\u00edsticos (formais). O criador \u00e9 cientista, sacerdote (mago) e artista, tudo ao mesmo tempo, fazendo o que faz para o bem-estar da comunidade, para a sobreviv\u00eancia. A partir daqui, o primeiro est\u00e1gio de desenvolvimento da arte consiste na separa\u00e7\u00e3o da reflex\u00e3o antropom\u00f3rfica (arte e religi\u00e3o) da reflex\u00e3o desantropom\u00f3rfica (cient\u00edfica). O segundo est\u00e1gio \u00e9 uma divis\u00e3o dentro da categoria da reflex\u00e3o antropom\u00f3rfica, ou seja, a separa\u00e7\u00e3o da arte da religi\u00e3o. Embora a arte tenha alcan\u00e7ado completa autonomia tanto da ci\u00eancia quanto da religi\u00e3o e tenha atingido pleno desenvolvimento formal na Gr\u00e9cia Antiga \u2013 devido a regress\u00f5es posteriores e \u00e0s demandas feitas por institui\u00e7\u00f5es, dogmas e classes sociais \u2013, em certa medida, ela ainda est\u00e1 travando sua \u201cluta pela liberdade\u201d. Basta nos lembrarmos das exig\u00eancias da Igreja medieval, por um lado, e das expectativas cient\u00edficas do naturalismo do s\u00e9culo XIX, por outro, para termos impress\u00f5es inconfundivelmente v\u00edvidas de invas\u00f5es passadas, tanto em teoria quanto na pr\u00e1tica, \u00e0 independ\u00eancia da arte em rela\u00e7\u00e3o a outros modos de reflex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito brevemente, a diferen\u00e7a entre arte e ci\u00eancia \u00e9 que \u201ca arte cria o mundo do homem, sempre e exclusivamente&#8230; Em todas as facetas da reflex\u00e3o (contrariamente \u00e0 reflex\u00e3o cient\u00edfica), o homem est\u00e1 presente como determinante: na arte, o mundo fora do homem s\u00f3 ocorre como um elemento mediador das preocupa\u00e7\u00f5es, a\u00e7\u00f5es e sentimentos humanos\u201d. A diferen\u00e7a essencial entre arte e religi\u00e3o \u00e9 que, na arte, \u201ca imagem refletida da realidade \u00e9 concebida como reflex\u00e3o, enquanto magia e religi\u00e3o atribuem o status de realidade objetiva aos seus sistemas de reflex\u00e3o e exigem cren\u00e7a neles\u201d. A arte, como um modo de reflex\u00e3o totalmente desenvolvido e aut\u00f4nomo, na defini\u00e7\u00e3o de Luk\u00e1cs, \u00e9 a reflex\u00e3o antropoc\u00eantrica e antropom\u00f3rfica do mundo objetivo. Enquanto a ci\u00eancia, como um modo de reflex\u00e3o, \u00e9 a consci\u00eancia da humanidade sobre o mundo, a arte \u00e9 a autoconsci\u00eancia da humanidade, mas no contexto do mundo (especialmente o mundo social) ao seu redor. Os dois modos de reflex\u00e3o se unem na busca humana para conquistar o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Claramente a quest\u00e3o da liberdade do artista n\u00e3o poderia ter surgido at\u00e9 que a pr\u00f3pria arte atingisse um alto n\u00edvel de autonomia. Tamb\u00e9m \u00e9 bastante evidente na hist\u00f3ria dos s\u00e9culos entre o V a.C. e o Iluminismo que a autonomia da arte nem sempre foi considerada sagrada, seja em teoria ou na pr\u00e1tica. Como as condi\u00e7\u00f5es sociais existentes durante esses s\u00e9culos definiam a liberdade individual e art\u00edstica? Na Gr\u00e9cia Antiga, o conceito de liberdade era primeiramente um conceito social. O homem era visto como um ser social; sua liberdade era definida no contexto de sua sociedade. Em segundo lugar, sua liberdade tinha componentes externos e internos. O componente interno consistia no indiv\u00edduo ter controle sobre seus instintos que iam contra necessidades moralmente justificadas, e o componente externo estava em buscar independ\u00eancia das restri\u00e7\u00f5es de uma sociedade tir\u00e2nica, reconhecendo que uma pessoa s\u00f3 pode ser verdadeiramente livre em uma sociedade livre. Aqui, a liberdade era a liberdade do cidad\u00e3o de uma sociedade de classes, escravos e mulheres n\u00e3o inclusos; a no\u00e7\u00e3o de igualdade humana inerente n\u00e3o era o fundamento desse conceito de liberdade. Mais tarde, na sociedade feudal, a liberdade, tanto no sentido cl\u00e1ssico quanto no moderno, era desconhecida. O papel do indiv\u00edduo era definido para ele de forma restrita, n\u00e3o apenas como membro de uma classe (por exemplo, nobreza, campon\u00eas), mas tamb\u00e9m como membro de uma ordem ou guilda ou subgrupo semelhante, que determinava suas restri\u00e7\u00f5es, direitos e responsabilidades. A liberdade moral tendia a ser limitada \u00e0 escolha entre o bem e o mal pelos padr\u00f5es de um dogma externo, feita no interesse de alcan\u00e7ar a liberdade para a alma numa salva\u00e7\u00e3o em outro mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como essas condi\u00e7\u00f5es no passado afetaram a liberdade do artista individual? Luk\u00e1cs sustenta que, em todas as sociedades pr\u00e9-modernas, o artista era mais restrito por la\u00e7os com sua sociedade ou comunidade imediata do que o artista moderno, porque a arte em si era parte da vida comunit\u00e1ria e os artistas funcionavam sem hesita\u00e7\u00e3o, com pleno conhecimento das consequ\u00eancias necess\u00e1rias desse fato. Os artistas parecem ter tido um entendimento t\u00e1cito de sua miss\u00e3o social e a arte quase nunca era meramente uma express\u00e3o subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O fundamento do conceito moderno de liberdade \u00e9 a suposi\u00e7\u00e3o da igualdade inerente de todos os seres humanos. O maior problema da liberdade individual na sociedade capitalista moderna \u00e9 duplo: primeiro, a falha da sociedade em eliminar os obst\u00e1culos econ\u00f4micos fundamentais para a igualdade real; segundo, uma tend\u00eancia distinta do sistema de alienar o ser humano individual de seu contexto social. A sociedade burguesa, de acordo com Luk\u00e1cs, tenta definir a liberdade individual completamente fora do contexto social, exceto na medida em que o contexto social \u00e9 um obst\u00e1culo, ou uma limita\u00e7\u00e3o, no caminho para a liberdade individual. Em outras palavras, a rela\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduo e sociedade \u00e9 essencialmente negativa; por isso, o governo e as leis s\u00e3o frequentemente vistos como nada mais do que males necess\u00e1rios. O existencialismo do s\u00e9culo XX leva esse ponto ao extremo, definindo a liberdade individual em completa aliena\u00e7\u00e3o da sociedade. Isso, na vis\u00e3o de Luk\u00e1cs, esvazia o conceito de liberdade: \u201cSe liberdade significa apenas o que um indiv\u00edduo relegado a seus pr\u00f3prios recursos considera ser liberdade em um determinado momento ou situa\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o essa mesma generaliza\u00e7\u00e3o abstrata destr\u00f3i a liberdade: porque se tudo \u00e9 livre, n\u00e3o h\u00e1 liberdade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora Kant cuja filosofia \u00e9 em grande medida o fundamento te\u00f3rico do conceito moderno de liberdade, tenha fornecido uma salvaguarda contra a falta de dire\u00e7\u00e3o que surge dessa situa\u00e7\u00e3o ao remeter o indiv\u00edduo \u00e0 sua consci\u00eancia \u2013 a espinha dorsal do imperativo categ\u00f3rico \u2013, o conceito de liberdade individual no s\u00e9culo XX tornou-se cada vez mais o da liberdade do momento, do humor e dos instintos descontrolados. Luk\u00e1cs cita o hitlerismo como a manifesta\u00e7\u00e3o mais extrema da express\u00e3o desenfreada dos instintos humanos mais baixos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o artista pr\u00e9-moderno n\u00e3o era livre no sentido moderno do termo, qual \u00e9 a natureza da liberdade do artista na democracia capitalista moderna? Quando nos voltamos para examinar a rela\u00e7\u00e3o entre o artista moderno e sua sociedade, encontramos, segundo Luk\u00e1cs, que, em contraste com o artista pr\u00e9-moderno, que estava em contato direto e f\u00e9rtil com seu p\u00fablico, o artista moderno devido \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria da economia capitalista est\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o substancialmente diferente. Para ele, o contato vital entre o artista e a comunidade foi severamente enfraquecido e por vezes completamente eliminado. H\u00e1 um novo senso de liberdade nunca antes experimentado pelo artista, mas ele \u00e9 sem dire\u00e7\u00e3o, sem prop\u00f3sito, sem um sentido de miss\u00e3o social. As leis da economia capitalista, do mercado capitalista, t\u00eam um efeito inevitavelmente negativo (at\u00e9 mesmo desumanizador) sobre todos os indiv\u00edduos, incluindo todos os artistas, que vivem nesta sociedade. Enquanto o artista pr\u00e9-moderno conhecia diretamente seu p\u00fablico, o artista moderno se depara com o p\u00fablico muito mais como qualquer criador de uma mercadoria (mercado) se depara com seus consumidores. Sua liberdade \u00e9 t\u00e3o ilimitada quanto a de qualquer produtor de qualquer produto, sendo na realidade regido pelas leis do mercado. \u00c0s vezes completamente, outras vezes em menor grau, \u00e0s vezes o fato \u00e9 \u00f3bvio, outras vezes est\u00e1 escondido sob fatores superficiais enganosos, mas o artista \u2013 mesmo contra sua vontade \u2013 est\u00e1 sempre envolvido na comercializa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de se aprofundar nesse ponto; a natureza capitalista e fazedora de lucro das atividades de publica\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, da ind\u00fastria da m\u00fasica, da ind\u00fastria da televis\u00e3o e do teatro, com seus agentes, publicidade, sistemas de <em>marketing <\/em>e pesquisas, s\u00e3o bem conhecidas. Aquele ente amorfo, o capital, se interp\u00f4s entre o artista e o p\u00fablico, criando uma dist\u00e2ncia e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, uma barreira prejudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>O que importa \u00e9 ver claramente como essas condi\u00e7\u00f5es afetam o trabalho do artista. Resumidamente, a resposta \u00e9 adversa. Se esses determinantes caracterizam a natureza da liberdade do artista moderno, ent\u00e3o a liberdade pode ser mais ilus\u00f3ria do que real. Reconhecendo a intoler\u00e1vel adversidade de suas circunst\u00e2ncias, artistas em in\u00fameros pa\u00edses capitalistas, no final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX, promoveram uma variedade de esfor\u00e7os \u2014 teatros experimentais sem fins lucrativos, revistas liter\u00e1rias, editoras liter\u00e1rias, exposi\u00e7\u00f5es de arte, etc. \u2014 para criar ilhas n\u00e3o capitalistas no poderoso mar do capitalismo. Logo, no entanto, tornou-se bastante \u00f3bvio que, com o embalo certo, a comercializa\u00e7\u00e3o e a doutrina\u00e7\u00e3o dos consumidores, todo tipo de obra de arte \u2014 mesmo a mais radical em forma e conte\u00fado \u2014 \u00e9 capaz de ser vendida e de obter um bom pre\u00e7o no mercado. Com esse desenvolvimento, n\u00e3o apenas a arte banal, sentimentalista e <em>camp<\/em>, mas tamb\u00e9m a arte experimental, o vanguardismo, a obra-prima e o cl\u00e1ssico passaram a estar sob a influ\u00eancia das leis do mercado. Com a ajuda de capital apropriado, novas tend\u00eancias e modas em produtos art\u00edsticos puderam ser criadas aproximadamente da mesma maneira que as modas em roupas, sapatos ou autom\u00f3veis. No entanto, seria uma simplifica\u00e7\u00e3o excessiva dizer que essa situa\u00e7\u00e3o destruiu a individualidade art\u00edstica. De certa forma, o contr\u00e1rio parece ser verdade: a originalidade, o gosto individual, as qualidades idiossincr\u00e1ticas, a peculiaridade, o estilo e a inventividade (especialmente quando associados a nomes) tornaram-se, eles pr\u00f3prios, mercadorias muito vend\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O que essa situa\u00e7\u00e3o fez ao artista? Para o artista marginal, cuja principal preocupa\u00e7\u00e3o (como a de um empres\u00e1rio) \u00e9 encontrar um mercado para seu produto, esse conjunto de condi\u00e7\u00f5es dita, de forma bastante natural, que ele deve criar o que vende. Aqui n\u00e3o h\u00e1 literalmente nenhum limite para modismos, modas, novidades e idiossincrasias, at\u00e9 truques e pornografia. (Indiv\u00edduos espec\u00edficos, \u00e9 claro, muitas vezes estabelecem seus pr\u00f3prios limites pessoais.) Ind\u00fastrias inteiras de tamanho gigantesco, como j\u00e1 mencionamos \u2014 a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica, a ind\u00fastria da televis\u00e3o, a ind\u00fastria editorial, a ind\u00fastria musical, etc. \u2014 cresceram ao redor das v\u00e1rias formas de arte. Mas, mais importante, o que essa situa\u00e7\u00e3o fez ao artista genu\u00edno? Luk\u00e1cs acredita que nunca houve um sistema social na hist\u00f3ria com uma rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o pobre com o artista quanto o capitalismo. A \u00fanica expectativa constante e claramente comunicada que a sociedade capitalista tem do artista \u00e9 a expectativa de que ele produza uma mercadoria vend\u00e1vel que satisfa\u00e7a uma necessidade essencialmente escapista no consumidor; algo que proporcione prazer semelhante ao do \u00e1lcool ou das drogas. Luk\u00e1cs afirma que n\u00e3o \u00e9 por acaso que a est\u00e9tica burguesa coloca o efeito est\u00e9tico no dom\u00ednio do inconsciente humano e o compara, por analogia, \u00e0s experi\u00eancias de sonho e da embriaguez.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que o artista genu\u00edno percebe que o tipo de retrato art\u00edstico do mundo que invade significativamente a autoconsci\u00eancia e a consci\u00eancia social do indiv\u00edduo n\u00e3o \u00e9 esperado dele, ele se torna cada vez mais alienado de sua sociedade. Aliena\u00e7\u00e3o, desespero e introspec\u00e7\u00e3o levam cada vez mais \u00e0 representa\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia quase puramente subjetiva do artista. \u00c9 nessa dire\u00e7\u00e3o, acredita Luk\u00e1cs, que o artista do capitalismo moderno tem uma liberdade quase ilimitada, mas, como consequ\u00eancia de sua preocupa\u00e7\u00e3o com essa liberdade, ele se separa cada vez mais de seu ambiente social objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Paradoxalmente, ent\u00e3o, mesmo que ele esteja mais livre de restri\u00e7\u00f5es externas, leis e censura do que o artista pr\u00e9-moderno, o artista da democracia capitalista moderna \u00e9 menos livre para refletir a realidade social objetiva, cuja representa\u00e7\u00e3o antropoc\u00eantrica, segundo Luk\u00e1cs, \u00e9 a miss\u00e3o principal da arte. Sua liberdade \u00e9 a liberdade subjetiva do indiv\u00edduo desolado, que alterna entre o grito da ang\u00fastia existencial que protesta por ser condenada a viver em liberdade, ou declarar em manifestos que a arte \u00e9 puro \u201cautomatismo ps\u00edquico\u201d; ou tenta devolver a arte ao reduto da religi\u00e3o \u2014 talvez instintivamente reconhecendo a necessidade de contato direto e comunit\u00e1rio \u2014 e transformar o artista novamente em um sumo sacerdote.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 diferente a situa\u00e7\u00e3o da arte nos pa\u00edses socialistas? Poder-se-ia pensar que, com a elimina\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es exclusivamente capitalistas e com pelo menos o in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o de uma sociedade sem classes, a situa\u00e7\u00e3o para a arte, e para a rela\u00e7\u00e3o entre o artista e o povo, seria imediatamente ideal. Escrevendo sobre isso no final da d\u00e9cada de 1940 e novamente na d\u00e9cada de 1960, Luk\u00e1cs acredita que isso \u00e9 apenas potencialmente verdadeiro. Por ora, h\u00e1 muitos problemas s\u00e9rios. Antes de tudo, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias emp\u00edricas para ele analisar a arte no socialismo. Os pa\u00edses socialistas existentes s\u00e3o, de fato, ditaduras do proletariado, est\u00e1gios transit\u00f3rios entre o capitalismo e o socialismo. Cidad\u00e3os e artistas dessas sociedades est\u00e3o passando por um ajuste (em muitos casos, um ajuste for\u00e7ado), que pode exigir v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es para se completar, de uma vida no capitalismo (\u00e0s vezes democr\u00e1tico, outras vezes n\u00e3o democr\u00e1tico) para uma vida no socialismo. No processo, o indiv\u00edduo perde algumas de suas liberdades pessoais, como a liberdade de empreendimentos capitalistas, e o artista perde, al\u00e9m de sua liberdade de empreender, grande parte de sua liberdade de express\u00e3o puramente subjetiva. O artista, em vez de ser respons\u00e1vel \u00e0s leis do mercado por um lado e \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o de sua subjetividade alienada por outro, agora \u00e9 respons\u00e1vel pela filosofia orientadora do Partido.<\/p>\n\n\n\n<p>A filosofia orientadora do Partido busca trazer a arte e os artistas novamente para um contato direto com o povo. N\u00e3o h\u00e1 discord\u00e2ncia significativa entre os marxistas quanto a esse princ\u00edpio b\u00e1sico da filosofia orientadora, mas, como a breve hist\u00f3ria das democracias socialistas demonstra amplamente, h\u00e1 algumas diferen\u00e7as fundamentais e s\u00e9rios problemas quando se trata de interpreta\u00e7\u00e3o e, especialmente, de implementa\u00e7\u00e3o. Reconhecendo os efeitos negativos dos extremos do stalinismo e de posi\u00e7\u00f5es semelhantes (o chamado \u201cmarxismo vulgar\u201d), que percebem o papel do Partido, como uma autoridade que deve guiar os artistas prescritivamente para lidar em sua propaganda com os problemas sociais imediatos de constru\u00e7\u00e3o do socialismo, transformando os artistas no que Zhdanov chamou de \u201cengenheiros da alma\u201d, Luk\u00e1cs alerta contra (e, na verdade, rejeita) a arte guiada externamente, alcan\u00e7ada por meio de prescri\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica e censura.<\/p>\n\n\n\n<p>Luk\u00e1cs postula, ent\u00e3o, o problema b\u00e1sico da arte nas democracias socialistas na forma de um conflito dial\u00e9tico entre duas posi\u00e7\u00f5es dominantes, ambas contendo demandas extremas, bem como elementos essenciais capazes de eventual s\u00edntese dial\u00e9tica. Interpretada de forma estreita, a no\u00e7\u00e3o de \u201carte para o povo\u201d do Partido significa que a arte deve se preocupar apenas com os problemas imediatos e cotidianos do povo e defender solu\u00e7\u00f5es do ponto de vista da posi\u00e7\u00e3o atual da lideran\u00e7a do Partido. O n\u00facleo positivo, embora \u00e0s vezes n\u00e3o declarado, dessa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 o desejo de trazer os artistas para fora de seus casulos subjetivos, de suas torres de marfim, e reconect\u00e1-los com a realidade do povo, que \u00e9 tanto seu tema quanto seu p\u00fablico. A oposi\u00e7\u00e3o igualmente estreita a essa posi\u00e7\u00e3o, afirma Luk\u00e1cs: sim, tragam a arte ao povo, mas a arte \u00e9 o que \u00e9 e os artistas s\u00e3o quem s\u00e3o; portanto, elevem o povo ao n\u00edvel da arte, para que o povo possa receb\u00ea-la como ela \u00e9. Se o povo se mostrar incapaz de receb\u00ea-la dessa forma, ent\u00e3o aprenderemos que a arte n\u00e3o \u00e9 para o povo, e devemos deixar o assunto por isso mesmo. O n\u00facleo positivo dessa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 o desejo de preservar o direito caracter\u00edstico e indispens\u00e1vel da arte: refletir a realidade social de forma independente. Luk\u00e1cs acredita, otimisticamente, que os componentes positivos das duas posi\u00e7\u00f5es opostas se unir\u00e3o em uma s\u00edntese para criar a arte socialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, a responsabilidade do Partido, diz Luk\u00e1cs, est\u00e1 em tentar convencer os artistas de que \u00e9 igualmente ben\u00e9fico para a arte e para os artistas entenderem que uma mudan\u00e7a completa nas funda\u00e7\u00f5es sociais (infraestrutura) deve necessariamente ser seguida por mudan\u00e7as nos v\u00e1rios componentes da superestrutura. Durante o estado de transi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o presente, cabe ao artista descobrir o que isso significa para a arte, que dire\u00e7\u00f5es a arte pode tomar para realizar plenamente sua miss\u00e3o em um novo contexto social. Nesse ambiente social novo e f\u00e9rtil, nesse solo ainda n\u00e3o arado, o papel da arte ser\u00e1 vanguardista, e o papel do artista ser\u00e1 determinado n\u00e3o por uma orienta\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica externa do Partido, mas por uma autogest\u00e3o. Ao mesmo tempo, a arte ser\u00e1 capaz de cumprir sua miss\u00e3o universal: refletir o mundo objetivo de forma antropoc\u00eantrica em todo contexto social.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece, ent\u00e3o, que Luk\u00e1cs n\u00e3o encontra o tipo ideal nem uma quantidade adequada de liberdade art\u00edstica, seja nas democracias capitalistas ou nas democracias socialistas. A sociedade capitalista oferece mais liberdade entre os dois sistemas, mas o tipo de liberdade aqui \u00e9 quase exclusivamente subjetivo e, consequentemente, a arte \u00e9 predominantemente autoexpress\u00e3o. Al\u00e9m disso, o capitalismo moderno \u00e9 visto por Luk\u00e1cs como um sistema socioecon\u00f4mico em decl\u00ednio, cuja superestrutura tamb\u00e9m deve decair. Se a situa\u00e7\u00e3o da arte em tais sociedades contempor\u00e2neas j\u00e1 \u00e9 menos que ideal agora, ela s\u00f3 pode esperar mais deteriora\u00e7\u00e3o. As democracias socialistas, por outro lado, constituem o est\u00e1gio inicial da ordem socioecon\u00f4mica do futuro. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 liberdade art\u00edstica genu\u00edna nessas sociedades hoje, segundo Luk\u00e1cs, mas o potencial para isso existe claramente. Embora atualmente a tend\u00eancia distinta dos governos socialistas seja aprisionar a arte em um molde utilit\u00e1rio estreitamente concebido, para us\u00e1-la na solu\u00e7\u00e3o de problemas sociais imediatos, e a tend\u00eancia de muitos artistas seja valorizar seu senso de liberdade subjetiva mais do que seu contato com a sociedade, a dire\u00e7\u00e3o do futuro aponta para uma arte aut\u00f4noma com um profundo senso de miss\u00e3o social autoimposta. Quanto \u00e0 rapidez com que essa s\u00edntese realmente ocorrer\u00e1, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil prever, pois, na vis\u00e3o de Luk\u00e1cs, o progresso hist\u00f3rico ocorre na forma de dois passos para frente e um para tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Artigo publicado originalmente em <em>The British Journal of Aesthetics<\/em>, Volume 21, Issue 2, p. 151\u2013158, 1981.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gyorgy Luk\u00e1cs, Aktualit\u00e1s, mint eszt\u00e9tikai kategoria (Budapeste, 1957).<br>Gyorgy Luk\u00e1cs, Die Eigenart des Aesthetischen (Berlim, 1963).<br>Gyorgy Luk\u00e1cs, Magyar irodalom, magyar kultura (Budapeste, 1968)<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"165\" height=\"165\" sizes=\"auto, (max-width: 165px) 100vw, 165px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/54c3553f-0582-4c18-808d-6ee780464ad0.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-3108\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/54c3553f-0582-4c18-808d-6ee780464ad0.webp 165w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/54c3553f-0582-4c18-808d-6ee780464ad0-150x150.webp 150w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Wesley Sousa<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 doutorando em filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Tradutor<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"640\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-17.30.12.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3573\" style=\"width:172px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-17.30.12.jpeg 640w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-17.30.12-300x300.jpeg 300w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-17.30.12-150x150.jpeg 150w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Felipe Bertoni<\/h2>\n\n\n\n<p>Graduado e mestrando na UFSC, na \u00e1rea de Ontologia, com foco no pensamento de Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Tradutor<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que Plat\u00e3o baniu o poeta da sua Rep\u00fablica ut\u00f3pica, quest\u00f5es sobre a autonomia da arte, a liberdade art\u00edstica e o papel do artista na sociedade t\u00eam sido sujeitas h\u00e1 muito no debate filos\u00f3fico e pol\u00edtico no mundo ocidental. 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