{"id":3475,"date":"2024-10-07T17:03:25","date_gmt":"2024-10-07T17:03:25","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=3475"},"modified":"2024-10-07T17:28:18","modified_gmt":"2024-10-07T17:28:18","slug":"vivos-e-mortos-na-critica-do-valor-algumas-teses-apressadas-sobre-o-estado-atual-da-critica-do-valor-anselm-jappe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/10\/07\/vivos-e-mortos-na-critica-do-valor-algumas-teses-apressadas-sobre-o-estado-atual-da-critica-do-valor-anselm-jappe\/","title":{"rendered":"VIVOS E MORTOS NA CR\u00cdTICA DO VALOR: Algumas teses apressadas sobre o estado atual da cr\u00edtica do valor \u2013 Anselm Jappe"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\">H\u00e1 38 anos, em 1986, foi publicada a primeira edi\u00e7\u00e3o da Marxistische Kritik (mais tarde renomeada Krisis)<sup data-fn=\"0cdfa6ba-0479-4362-9f30-97444ed94437\" class=\"fn\"><a id=\"0cdfa6ba-0479-4362-9f30-97444ed94437-link\" href=\"#0cdfa6ba-0479-4362-9f30-97444ed94437\">1<\/a><\/sup> e teve in\u00edcio o desenvolvimento da cr\u00edtica do valor. Inicialmente limitada a pequenos c\u00edrculos, ela alcan\u00e7ou um \u201cavan\u00e7o\u201d na esfera p\u00fablica com a publica\u00e7\u00e3o de O colapso da moderniza\u00e7\u00e3o (1991), de Robert Kurz. O interesse cresceu rapidamente, n\u00e3o apenas nos pa\u00edses de l\u00edngua alem\u00e3, mas tamb\u00e9m em outros pa\u00edses, de in\u00edcio principalmente no Brasil. Quando publiquei os primeiros textos de Kurz em uma editora italiana, em 1994, n\u00e3o me pareceu exagerado afirmar no pref\u00e1cio que, em um futuro pr\u00f3ximo, estar\u00edamos falando de uma \u201cEscola de Nuremberg\u201d, assim como j\u00e1 fal\u00e1vamos da \u201cEscola de Frankfurt\u201d h\u00e1 muito tempo.<br>A previs\u00e3o provou estar errada.<br>A cr\u00edtica do valor, ou a cr\u00edtica do valor-cis\u00e3o, permaneceu em todos os lugares com o status de seita, ou regressou ele \u2013 tal como o bordiguismo na It\u00e1lia ou o Grupo Marxista na Alemanha. \u00c9 verdade que h\u00e1 v\u00e1rias revistas espec\u00edficas de cr\u00edtica do valor na Alemanha, \u00c1ustria e Fran\u00e7a, uma editora na Fran\u00e7a dedicada exclusivamente ao tema, v\u00e1rias homepages e muitas tradu\u00e7\u00f5es, especialmente dos escritos de Kurz; mas n\u00e3o se pode ignorar o fato de que os \u201cdinossauros marxistas\u201d, de cuja extin\u00e7\u00e3o iminente a cr\u00edtica do valor estava convencida na d\u00e9cada de 1990, continuam a dominar (ou est\u00e3o novamente dominando) a parte do espectro da esquerda radical que ainda se refere a Marx. As velhas gl\u00f3rias continuam a dominar col\u00f3quios, peri\u00f3dicos, cursos universit\u00e1rios e escolas de ver\u00e3o: Sempre se fala de Louis Althusser e Jacques Ranci\u00e8re, Toni Negri e David Harvey, Slavoj \u017di\u017eek e Alain Badiou, do opera\u00edsmo italiano ou mesmo da Revolu\u00e7\u00e3o Russa; ou de autores que n\u00e3o se consideravam ou n\u00e3o se consideram marxistas, como Gilles Deleuze, Michel Foucault, Giorgio Agamben ou Judith Butler. At\u00e9 mesmo Michael Heinrich conquistou um p\u00fablico internacional. Quem folhear a prestigiosa revista brit\u00e2nica Historical Materialism, por exemplo, que afirma dar espa\u00e7o a todos os tipos de marxismo, e participar de suas confer\u00eancias anuais, onde centenas de palestras s\u00e3o sempre proferidas, quase nunca encontrar\u00e1 refer\u00eancias \u00e0 cr\u00edtica do valor alem\u00e3. Moishe Postone, por outro lado, tem algum espa\u00e7o ali<sup data-fn=\"545cb2af-35b4-4d5a-a674-f3f69d5b4fd4\" class=\"fn\"><a id=\"545cb2af-35b4-4d5a-a674-f3f69d5b4fd4-link\" href=\"#545cb2af-35b4-4d5a-a674-f3f69d5b4fd4\">2<\/a><\/sup> \u2013 mas isso n\u00e3o ocorre com Kurz ou com outros autores da Krisis ou da EXIT.<br> Isso seria de fato bastante \u201csuport\u00e1vel\u201d. Desde o in\u00edcio, a cr\u00edtica do valor definiu-se explicitamente como um movimento n\u00e3o acad\u00eamico. Seus fundadores e, posteriormente, os principais colaboradores n\u00e3o tinham carreira universit\u00e1ria (com exce\u00e7\u00e3o de Claus Peter Ortlieb, que lecionava matem\u00e1tica), nem eram jornalistas ou pessoas com influ\u00eancia na m\u00eddia &#8211; e muito menos pol\u00edticos. O pr\u00f3prio Kurz disse: os cr\u00edticos do valor eram os \u201cvira-latas\u201d da cr\u00edtica social e estavam bem assim. E foi exatamente essa posi\u00e7\u00e3o de outsider escolhida por ele mesmo que tornou a cr\u00edtica do valor atraente para algumas pessoas. Afinal de contas, durante d\u00e9cadas a universidade contribuiu para a banaliza\u00e7\u00e3o e \u201cdomestica\u00e7\u00e3o\u201d da cr\u00edtica social! Como \u00e9 paradoxal ser pago pelo Estado para critic\u00e1-lo, construir carreiras institucionais com base na dissemina\u00e7\u00e3o de conte\u00fado supostamente revolucion\u00e1rio e avaliar os alunos de acordo com sua compreens\u00e3o da cr\u00edtica do capitalismo! Certamente \u00e9 bom a natureza radical do conte\u00fado n\u00e3o ter nada a ver com o Estado e a grande m\u00eddia &#8211; pois at\u00e9 a Primeira Guerra Mundial e depois, em sua \u201cera de ouro\u201d (Kolakowski), o marxismo n\u00e3o tinha lugar nas universidades. Outro exemplo de como uma teoria cr\u00edtica do capitalismo pode se fazer ouvir sem qualquer presen\u00e7a em universidades, institui\u00e7\u00f5es ou na grande m\u00eddia, ou seja, por meio da qualidade de suas an\u00e1lises e poss\u00edveis a\u00e7\u00f5es, foi a Internacional Situacionista (1957-1972) e seu pioneiro Guy Debord.<br> A cr\u00edtica do valor n\u00e3o pode ser usada para fazer dinheiro, lan\u00e7ar uma carreira ou obter financiamento, nem h\u00e1 38 anos nem hoje. Os oportunistas rapidamente lhe deram as costas. Embora fosse totalmente correta, essa atitude custou caro \u00e0 cr\u00edtica do valor. Porque ela tamb\u00e9m perdeu uma enorme oportunidade de resson\u00e2ncia a qual quase nenhuma outra corrente do marxismo renunciou. Nas universidades, muitas vezes s\u00e3o os pr\u00f3prios marxistas e outros \u201cesquerdistas\u201d que defendem seu pequeno terreno j\u00e1 reduzido e n\u00e3o permitem qualquer competi\u00e7\u00e3o em seu campo \u2013 at\u00e9 porque ataques duros ao marxismo tradicional sempre fizeram parte do equipamento b\u00e1sico da cr\u00edtica do valor. Esta certamente tinha o potencial de se tornar um novo paradigma para as ci\u00eancias humanas &#8211; especialmente em campos como a hist\u00f3ria social, liter\u00e1ria e cultural, mas tamb\u00e9m a hist\u00f3ria do trabalho e da resist\u00eancia a ele. Essa possibilidade, por\u00e9m, raramente foi concretizada.<br> H\u00e1, \u00e9 claro, uma segunda resson\u00e2ncia poss\u00edvel para a cr\u00edtica social, que na verdade deveria estar muito mais pr\u00f3xima de suas manifesta\u00e7\u00f5es radicais: movimentos sociais de todos os tipos, ativismo, a luta pr\u00e1tica contra o capitalismo.<sup data-fn=\"ef74b571-990b-4bb1-a407-efb357f18ed1\" class=\"fn\"><a id=\"ef74b571-990b-4bb1-a407-efb357f18ed1-link\" href=\"#ef74b571-990b-4bb1-a407-efb357f18ed1\">3<\/a><\/sup> Marx e Engels j\u00e1 tinham a inten\u00e7\u00e3o de fazer a teoria chegar \u00e0s pessoas interessadas nos movimentos, mas, em vez de realizar semin\u00e1rios na universidade, eles fundaram a Associa\u00e7\u00e3o Internacional Oper\u00e1ria. A cr\u00edtica do valor, por\u00e9m, insistiu desde o in\u00edcio &#8211; e isso faz parte de sua ess\u00eancia \u2013 em que a teoria n\u00e3o deveria ser \u201cserva\u201d da pr\u00e1tica. N\u00e3o se tratava, de forma alguma, de correr atr\u00e1s dos movimentos sociais e explicar a eles o que j\u00e1 estavam fazendo, mas, ao contr\u00e1rio, de apontar suas defici\u00eancias e incentiv\u00e1-los a se tornarem mais radicais e a questionar toda a socializa\u00e7\u00e3o do valor, do trabalho e do dinheiro. Essa abordagem \u00e9 correta, importante e corajosa. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel criticar a constitui\u00e7\u00e3o do sujeito formado pela mercadoria se, ao mesmo tempo, cada um dos seus impulsos \u00e9 visto como uma tend\u00eancia revolucion\u00e1ria, como fazem quase todos os grupos radicais de esquerda. O benef\u00edcio narcisista que quase todos os sujeitos obt\u00eam ao se identificar com um \u201cgrupo\u201d, geralmente um grupo que foi amplamente injusti\u00e7ado, mas que estaria predestinado a emancipar-se, \u00e9 certamente um dos atrativos essenciais do ativismo. Isso torna poss\u00edvel inflar o pr\u00f3prio \u201cser-assim\u201d, como Adorno o chamou, em um positivo absoluto e sempre atribuir todo o negativo aos outros (\u201ca burguesia\u201d, \u201cos governantes\u201d, \u201cos imperialistas\u201d, \u201cos colonizadores\u201d, \u201cos homof\u00f3bicos\u201d, \u201cos homens\u201d etc.). Contrapor a eles a ideia de que o capital \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o da qual todos os sujeitos capitalistas participam, embora com pap\u00e9is e vantagens muito diferentes, e que toda cr\u00edtica social tamb\u00e9m deve incluir uma autocr\u00edtica, quase sempre aparece para os sujeitos capitalistas como uma imposi\u00e7\u00e3o, uma sabotagem ou uma provoca\u00e7\u00e3o. Reconhecer desde o in\u00edcio o perigo do \u201cpopulismo transversal\u201d em um est\u00e1gio inicial \u00e9 uma consequ\u00eancia dessa atitude da cr\u00edtica do valor.<sup data-fn=\"0c822f1a-d6d5-43e4-9c00-49390f6f7407\" class=\"fn\"><a id=\"0c822f1a-d6d5-43e4-9c00-49390f6f7407-link\" href=\"#0c822f1a-d6d5-43e4-9c00-49390f6f7407\">4<\/a><\/sup> Ativistas de todos os tipos sempre consideram a cr\u00edtica do valor distante, dif\u00edcil demais, intelectual demais, muito separada da pr\u00e1tica, radical demais, n\u00e3o comunic\u00e1vel, uma cr\u00edtica que vive na torre de marfim &#8211; mas essas obje\u00e7\u00f5es apenas atestam a natureza limitada desse tipo de ativismo e a justificativa para critic\u00e1-lo. A cr\u00edtica do valor n\u00e3o \u00e9 considerada apenas impratic\u00e1vel, mas tamb\u00e9m pessimista, desmoralizante e desanimadora. O fato de n\u00e3o espalhar ilus\u00f5es e n\u00e3o se agarrar a cada gota de esperan\u00e7a, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o um m\u00e9rito da cr\u00edtica do valor.<br> Seja como for, algu\u00e9m tem que ouvir a teoria &#8211; tem que haver um p\u00fablico, se n\u00e3o for apenas para enviar mensagens na garrafa.<sup data-fn=\"b73a1333-af28-439b-9fa8-a1bcc96c11e0\" class=\"fn\"><a id=\"b73a1333-af28-439b-9fa8-a1bcc96c11e0-link\" href=\"#b73a1333-af28-439b-9fa8-a1bcc96c11e0\">5<\/a><\/sup> A cr\u00edtica do valor faz muito bem em n\u00e3o agradar o empreendimento acad\u00eamico nem aos movimentos; mas, no fim das contas, ela fica sem p\u00fablico. \u00c9 f\u00e1cil descobrir que, mesmo que voc\u00ea compartilhe a an\u00e1lise categorial da cr\u00edtica do valor, n\u00e3o h\u00e1 necessidade dela para se manifestar contra a energia nuclear ou o fechamento de hospitais, para defender a biodiversidade ou o acolhimento de migrantes, para considerar as pequenas casas de pedra melhores do que os blocos de concreto ou para criticar o Estado policial e a tirania dos algoritmos. \u00c9 claro que, em todos esses casos, \u00e9 poss\u00edvel demonstrar que, se voc\u00ea realmente chegar ao fundo das coisas, a socializa\u00e7\u00e3o do valor \u00e9 a respons\u00e1vel e n\u00e3o haver\u00e1 solu\u00e7\u00e3o real sem que nos livremos dela. Quem n\u00e3o quiser esperar por isso, tamb\u00e9m pode, aqui e agora, socorrer refugiados no mar ou bloquear uma f\u00e1brica de cimento, sem se referir \u00e0 cr\u00edtica do valor, junto com pessoas que nunca ouviram falar disso. Na melhor das hip\u00f3teses, pode-se, ent\u00e3o, dissipar ilus\u00f5es sobre o escopo dessas a\u00e7\u00f5es e impedir as pessoas de concorrer ao parlamento&#8230;<br> Se a teoria n\u00e3o for acad\u00eamica nem ativamente \u00fatil, ela simplesmente receber\u00e1 pouca aten\u00e7\u00e3o. Somente as pessoas que est\u00e3o genuinamente interessadas em conhecimento, sem qualquer aplica\u00e7\u00e3o imediata para si mesmas ou para a sociedade, far\u00e3o o esfor\u00e7o de realmente entender a cr\u00edtica do valor. Infelizmente, tais pessoas s\u00e3o raras.<br> A cr\u00edtica do valor teria tra\u00eddo a si mesma e a sua especificidade se, em algum momento de seu desenvolvimento, tivesse se voltado para o p\u00fablico universit\u00e1rio ou ativista. Por isso mesmo \u00e9 que ela precisa se contentar com um eco que fica muito aqu\u00e9m de seu potencial intelectual. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que muito do que a cr\u00edtica do valor produziu desde 1986 est\u00e1 entre as ideias mais importantes de nosso tempo. Infelizmente, isso n\u00e3o \u00e9 o bastante.<br> Esse seria provavelmente o motivo \u201cestrat\u00e9gico\u201d mais importante para a dissemina\u00e7\u00e3o inadequada da cr\u00edtica do valor.<sup data-fn=\"3dc4cfff-4149-4122-8582-2c5d9f86f69d\" class=\"fn\"><a id=\"3dc4cfff-4149-4122-8582-2c5d9f86f69d-link\" href=\"#3dc4cfff-4149-4122-8582-2c5d9f86f69d\">6<\/a><\/sup> O lado do conte\u00fado tamb\u00e9m deve ser considerado: quais s\u00e3o, em retrospecto, os pontos fortes, mas tamb\u00e9m as fraquezas da cr\u00edtica do valor? Estes coment\u00e1rios ser\u00e3o for\u00e7osamente bastante apressados e, na verdade, mereceriam um livro grosso!<br> A import\u00e2ncia extraordin\u00e1ria da reformula\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica feita por Kurz, ou seja, sua renova\u00e7\u00e3o das ideias de Marx, provavelmente n\u00e3o precisa de mais explica\u00e7\u00f5es. Desde \u201cTrabalho abstrato e socialismo\u201d (1987), passando por \u201cLer Marx\u201d (2000) e \u201cA subst\u00e2ncia do capital\u201d (2004)<sup data-fn=\"358fcb6d-bdbc-40c7-878d-c23983897ac9\" class=\"fn\"><a id=\"358fcb6d-bdbc-40c7-878d-c23983897ac9-link\" href=\"#358fcb6d-bdbc-40c7-878d-c23983897ac9\">7<\/a><\/sup> at\u00e9 sua \u00faltima obra, \u201cDinheiro sem valor\u201d (2012), Kurz fez uma releitura das categorias de Marx que supera todas as outras abordagens do \u00faltimo meio s\u00e9culo, incluindo a de Moishe Postone. Seus estudos sobre as origens, a hist\u00f3ria e a situa\u00e7\u00e3o atual do capitalismo, conforme desenvolvidos em \u201cO colapso da moderniza\u00e7\u00e3o\u201d (1991), \u201cLivro negro do capitalismo\u201d (1999) e \u201cGuerra de ordenamento mundial\u201d (2003), provavelmente ainda ser\u00e3o lidos daqui a cem anos para entender esta \u00e9poca. Em \u201cDomina\u00e7\u00e3o sem sujeito\u201d (1993), ele delineou um enorme programa de investiga\u00e7\u00e3o. Sua cr\u00edtica ao marxismo tradicional e, acima de tudo, ao seu fetiche do trabalho e da luta de classes, bem como ao seu papel hist\u00f3rico de auxiliar no desenvolvimento capitalista, s\u00e3o refer\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quais toda forma de pensamento marxista deve &#8211; ou melhor, \u201cdeveria\u201d &#8211; ser avaliada hoje, porque os pr\u00f3prios alvos de sua cr\u00edtica organizaram uma \u201cconspira\u00e7\u00e3o de sil\u00eancio\u201d eficaz contra ela.<sup data-fn=\"51bf026f-a805-4c56-86e3-60e8228ab83f\" class=\"fn\"><a id=\"51bf026f-a805-4c56-86e3-60e8228ab83f-link\" href=\"#51bf026f-a805-4c56-86e3-60e8228ab83f\">8<\/a><\/sup> Por\u00e9m, h\u00e1 outros pontos em que uma revis\u00e3o da cr\u00edtica do valor certamente parece necess\u00e1ria &#8211; seja porque a abordagem tinha pontos fracos desde o in\u00edcio ou porque o desenvolvimento progressivo da sociedade de mercadorias exige uma mudan\u00e7a na teoria.<br> Isso se aplica, em primeiro lugar e acima de tudo, \u00e0 teoria da crise. Esse \u00e9, de longe, o ponto que atraiu mais aten\u00e7\u00e3o, especialmente quando a cr\u00edtica do valor foi recebida por um p\u00fablico mais amplo. Esse foi o caso ap\u00f3s o colapso do bloco do Leste e da \u201creunifica\u00e7\u00e3o\u201d alem\u00e3 e foi reativado a cada nova crise. Na d\u00e9cada de 1990, quando a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica no Brasil era muito incerta, Kurz gozava de grande popularidade na m\u00eddia brasileira como \u201cprofeta do apocalipse\u201d, e ele mesmo dizia que assim que o mercado de a\u00e7\u00f5es ou a moeda caiam, seu telefone tocava e um jornal brasileiro pedia um coment\u00e1rio. Quando o Brasil experimentou uma recupera\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea durante a primeira presid\u00eancia de Lula (2003-2010) e a sensa\u00e7\u00e3o de \u201c\u00eaxito\u201d e de n\u00e3o ser mais um pa\u00eds do Terceiro Mundo se espalhou, o interesse pela cr\u00edtica do valor diminuiu drasticamente, e alguns dos grupos de cr\u00edtica do valor restantes se distanciaram explicitamente da teoria da crise, que simplesmente n\u00e3o era mais \u201ccomunic\u00e1vel\u201d e seria ridicularizada (embora isso tenha mudado novamente depois de alguns anos!)<br> A teoria da crise &#8211; embora em diferentes formas nas v\u00e1rias abordagens de cr\u00edtica do valor (a EXIT, \u00e9 claro, \u00e9 particularmente \u201ckurziana\u201d) &#8211; forma a base da cr\u00edtica do valor alem\u00e3 e de suas ramifica\u00e7\u00f5es internacionais; em contraste com a cr\u00edtica do valor de Postone, que n\u00e3o tem uma teoria da crise, e com quase todas as correntes do marxismo. A concorr\u00eancia intracapitalista impulsiona constantemente a substitui\u00e7\u00e3o do trabalho vivo pelo trabalho morto, reduzindo assim a massa de valor que s\u00f3 \u00e9 criada pelo trabalho vivo. Esse processo historicamente progressivo j\u00e1 teria provocado h\u00e1 muito o colapso da produ\u00e7\u00e3o de valor e da sociedade que se baseia nela, n\u00e3o fosse a expans\u00e3o cada vez maior, desde a d\u00e9cada de 1970, do \u201ccapital fict\u00edcio\u201d e de montanhas gigantescas de d\u00edvidas.<br> Essa \u00e9 a tese b\u00e1sica que j\u00e1 pode ser encontrada nas contribui\u00e7\u00f5es da Marxistische Kritik. Na d\u00e9cada de 1990, a Krisis considerou, portanto, que o colapso do capitalismo era iminente. Em textos como \u201cA vingan\u00e7a de Honecker\u201d (1991), Kurz argumentou que a anexa\u00e7\u00e3o da RDA sobrecarregaria completamente o capitalismo da Alemanha Ocidental e, por fim, o arrastaria para o abismo, o que, por sua vez, causaria o colapso de toda a economia mundial.<sup data-fn=\"682ebd58-e829-4ec6-8c1d-9538d4e09675\" class=\"fn\"><a id=\"682ebd58-e829-4ec6-8c1d-9538d4e09675-link\" href=\"#682ebd58-e829-4ec6-8c1d-9538d4e09675\">9<\/a><\/sup> Em \u201cO colapso da moderniza\u00e7\u00e3o\u201d, do mesmo ano, ele afirmou que era de se esperar que a sociedade da mercadoria \u201centrasse em uma era sombria de caos e desintegra\u00e7\u00e3o das estruturas sociais antes do final do s\u00e9culo XX, algo nunca visto antes na hist\u00f3ria mundial\u201d.<sup data-fn=\"e4b79311-c74d-438d-9708-ec9708b3da7b\" class=\"fn\"><a id=\"e4b79311-c74d-438d-9708-ec9708b3da7b-link\" href=\"#e4b79311-c74d-438d-9708-ec9708b3da7b\">10<\/a><\/sup><sup data-fn=\"5389cfb1-67dd-420d-824e-d7570e0d9449\" class=\"fn\"><a id=\"5389cfb1-67dd-420d-824e-d7570e0d9449-link\" href=\"#5389cfb1-67dd-420d-824e-d7570e0d9449\">11<\/a><\/sup> Mas \u00e9 preciso observar que a cr\u00edtica do valor inicialmente superestimou consideravelmente a velocidade da crise final. Posteriormente, ocorreu uma s\u00e9rie de crises que poderiam ser interpretadas como sinais de que o capitalismo estava de fato atingindo seus limites internos: as crises financeiras no M\u00e9xico em 1994, no Sudeste Asi\u00e1tico em 1997, na R\u00fassia em 1998, no Brasil em 1999, o estouro da bolha das empresas pontocom em 2000, a crise argentina em 2002, a crise global do subprime em 2008, a crise grega a partir de 2010. Em cada uma delas, a d\u00edvida p\u00fablica e privada foi levada a n\u00edveis considerados inimagin\u00e1veis pouco tempo antes. N\u00e3o havia alternativas, j\u00e1 que os problemas subjacentes eram insol\u00faveis, como afirmava a teoria da crise da cr\u00edtica do valor &#8211; e quase ningu\u00e9m mais o fez, mesmo na esquerda. A cr\u00edtica do valor permaneceu sozinha na reconstitui\u00e7\u00e3o das crises financeiras como resultado da impossibilidade da acumula\u00e7\u00e3o de capital e do derretimento da massa de valor, que era uma premissa completamente correta. <br> O capitalismo, no entanto, n\u00e3o colapsou. Cada uma dessas crises cessou, pelo menos aparentemente, ou pelo menos perdeu intensidade. Contra todas as expectativas, a R\u00fassia voltou a ser uma pot\u00eancia mundial. N\u00e3o ocorreu uma espiral de crises cada vez mais graves. A crise global da Covid realmente pareceu, pelo menos no in\u00edcio, a oportunidade certa para a crise definitiva da d\u00edvida: primeiro, por meio da restri\u00e7\u00e3o severa da produ\u00e7\u00e3o e do com\u00e9rcio global e, depois, por meio dos gigantescos \u201cpacotes de resgate\u201d de cr\u00e9dito. Mas, tamb\u00e9m desta vez, o colapso n\u00e3o aconteceu. Nenhum problema foi resolvido, mas tudo continua.<br> E isso precisa ser explicado teoricamente. A teoria da crise como tal est\u00e1 correta, mas n\u00e3o foi capaz de explicar por que at\u00e9 hoje n\u00e3o houve uma crise final. Dizer sempre: \u201cse a grande crise n\u00e3o vier desta vez, ela vir\u00e1 no pr\u00f3ximo ano &#8211; voc\u00ea ver\u00e1\u201d realmente se assemelha \u00e0s profecias do ju\u00edzo final com as quais os oponentes da cr\u00edtica do valor sempre a identificaram. \u00c9 verdade que o modelo de acumula\u00e7\u00e3o fordista em sua forma pura est\u00e1 morto nos centros capitalistas h\u00e1 d\u00e9cadas, nunca foi realmente exportado para a periferia e nenhum outro modelo de acumula\u00e7\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel. A combina\u00e7\u00e3o de economia de mercado e democracia, pleno emprego e prosperidade, compromisso de classe (ou seja, uma redu\u00e7\u00e3o nas diferen\u00e7as de renda) e as contas equilibradas, ou seja, o chamado \u201cmilagre econ\u00f4mico\u201d, durou algumas d\u00e9cadas, no m\u00e1ximo, e mesmo assim somente em alguns pa\u00edses. Essa sociedade via a si pr\u00f3pria como uma esp\u00e9cie de ponto final da hist\u00f3ria, a solu\u00e7\u00e3o perfeita finalmente encontrada e que s\u00f3 precisava ser estendida para o resto do mundo. Mesmo aqueles que cresceram nela (incluindo os fundadores da cr\u00edtica do valor!) podem ter pensado dessa forma: um capitalismo \u201creal\u201d, \u201ccorreto\u201d, em rela\u00e7\u00e3o ao qual todas as outras formas de capitalismo s\u00e3o precursoras ou formas de decad\u00eancia. Mas ser\u00e1 que esse \u00e9 realmente o caso? Em vez de repetir constantemente que o limite ser\u00e1 atingido em algum momento, a cr\u00edtica do valor talvez devesse examinar as in\u00fameras formas \u201cn\u00e3o ortodoxas\u201d pelas quais a sociedade global de mercadorias se arrasta de uma solu\u00e7\u00e3o emergencial para a pr\u00f3xima solu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria. Ser\u00e1 que o papel da China e de outras \u201ceconomias emergentes\u201d, por um lado, e o papel da digitaliza\u00e7\u00e3o, por outro, foram suficientemente considerados? Ao contr\u00e1rio do que afirma a economia burguesa e quase todos os marxistas, n\u00e3o s\u00e3o simplesmente novos modelos que est\u00e3o tomando o lugar dos antigos centros capitalistas (\u201co s\u00e9culo do Pac\u00edfico\u201d!) ou substitutos da antiga ind\u00fastria; mas eles parecem dar novamente \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o global do valor algum espa\u00e7o para respirar e, de qualquer forma, \u00e9 s\u00f3 isso que o capitalismo \u201cexige\u201d. <br> Ernst Lohoff e Norbert Trenkle fizeram uma tentativa de explicar o adiamento da crise final usando categorias de economia pol\u00edtica em A grande desvaloriza\u00e7\u00e3o (2012). Mas ningu\u00e9m parece estar convencido por suas an\u00e1lises complicadas.<br> O importante \u00e9 que a cr\u00edtica do valor, em todas as suas perspectivas, provou que as crises financeiras s\u00e3o consequ\u00eancia de uma crise de acumula\u00e7\u00e3o real e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Portanto, ela foi capaz de marcar qualquer cr\u00edtica unilateral dos mercados financeiros, dos bancos e da especula\u00e7\u00e3o como uma cr\u00edtica truncada do capitalismo que leva ao populismo e ao novo antissemitismo.<br> A insist\u00eancia no \u201climite interno\u201d do capital, t\u00e3o caracter\u00edstica da cr\u00edtica do valor e, especialmente, de Kurz, que quase sempre foi alheia ao marxismo convencional, sempre foi subliminarmente dirigida contra a suposi\u00e7\u00e3o de que o capitalismo colidiria principalmente com seus \u201climites externos\u201d. Pelo menos desde a d\u00e9cada de 1970, isso tem sido entendido como significando, acima de tudo, as barreiras naturais, os limites ecol\u00f3gicos. Desde o in\u00edcio, a cr\u00edtica do valor se desenvolveu explicitamente em oposi\u00e7\u00e3o ao discurso ambiental que se espalhou na Alemanha na d\u00e9cada de 1980 &#8211; \u201cNotas cr\u00edticas sobre a nova cr\u00edtica das for\u00e7as produtivas e a ideologia da dessocializa\u00e7\u00e3o\u201d foi o subt\u00edtulo do longo artigo de Kurz, \u201cO dom\u00ednio das coisas mortas\u201d, em Marxistische Kritik No. 2-3 (1986-1987). A Krisis inicialmente ainda era dominada por uma verdadeira euforia tecnol\u00f3gica: o avan\u00e7o no desenvolvimento de tecnologias poupadoras de trabalho privaria o capitalismo de sua base e libertaria os indiv\u00edduos do trabalho. No entanto, como essa ideologia do progresso &#8211; que basicamente era apenas uma varia\u00e7\u00e3o da ideia marxista tradicional das for\u00e7as produtivas que explodem as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o &#8211; foi parcialmente corrigida mais tarde, ela n\u00e3o ser\u00e1 discutida em detalhes aqui (ver meu artigo \u201cVon Mixern und Sozialdarwinisten\u201d). A quest\u00e3o do limite externo, por\u00e9m, continuou a ser amplamente ignorada. Embora atingir o limite interno da valoriza\u00e7\u00e3o do capital leve muito mais tempo do que a cr\u00edtica do valor acreditava e isso seja interrompido por v\u00e1rios movimentos opostos, o movimento em dire\u00e7\u00e3o ao limite natural \u00e9 praticamente impar\u00e1vel e est\u00e1 em constante acelera\u00e7\u00e3o, sem nenhum momento significativo de retardamento. H\u00e1 muitas indica\u00e7\u00f5es de que o limite natural ser\u00e1 alcan\u00e7ado mais rapidamente do que o limite interno e, de fato, desencadear\u00e1 uma crise fundamental global.<br> Isso significa que, ao fim de quarenta anos, a cr\u00edtica das for\u00e7as produtivas tinha raz\u00e3o contra a cr\u00edtica do valor? N\u00e3o necessariamente. Somente a descri\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica da valoriza\u00e7\u00e3o do valor, conforme fornecida por esta \u00faltima, \u00e9 capaz de revelar as causas internas da compuls\u00e3o capitalista insana pelo crescimento. Nenhuma variedade de discurso ecol\u00f3gico realmente abordou esse problema, e mesmo os ecologistas que se classificam como radicalmente cr\u00edticos do capitalismo sempre t\u00eam uma ideia muito superficial da rela\u00e7\u00e3o entre o capitalismo e a crise ambiental (os ricos, as multinacionais ou os lobbys s\u00e3o os culpados por tudo). Uma das contribui\u00e7\u00f5es mais importantes que a cr\u00edtica do valor pode fazer hoje \u00e9 mostrar que n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o para a cat\u00e1strofe ambiental a menos que a sociedade mundial abandone o trabalho abstrato e a produ\u00e7\u00e3o de mercadorias, o dinheiro e o valor. Mas esse t\u00f3pico n\u00e3o tem sido muito abordado na cr\u00edtica do valor. Nem a autonomiza\u00e7\u00e3o das tecnologias. O fetichismo moderno &#8211; o mundo que o pr\u00f3prio homem constr\u00f3i, mas pelo qual ele se v\u00ea dominado &#8211; consiste essencialmente em duas metades: o valor produzido pelo lado abstrato do trabalho e a mega-m\u00e1quina tecnol\u00f3gica. Historicamente, elas surgiram juntas, sem que fosse poss\u00edvel definir uma prioridade clara. Portanto, h\u00e1 um amplo campo para pesquisas futuras, que tamb\u00e9m ser\u00e3o de grande relev\u00e2ncia para as a\u00e7\u00f5es atuais.<br> Vamos mencionar brevemente algumas outras \u00e1reas nas quais a cr\u00edtica do valor deveria avan\u00e7ar em vez de se tornar um dogma. A cr\u00edtica do Iluminismo desenvolvida pela cr\u00edtica do valor desde o final da d\u00e9cada de 1990<sup data-fn=\"d96ffdb6-1694-47ae-9fd7-76869e603c33\" class=\"fn\"><a id=\"d96ffdb6-1694-47ae-9fd7-76869e603c33-link\" href=\"#d96ffdb6-1694-47ae-9fd7-76869e603c33\">12<\/a><\/sup> tamb\u00e9m foi um golpe importante na esquerda. Praticamente toda ela sempre se viu como herdeira do Iluminismo, que precisava ser completado, ou aceitou a \u201cdial\u00e9tica do Iluminismo\u201d como explica\u00e7\u00e3o. Uma alternativa ao Iluminismo s\u00f3 poderia ser o Contra-Iluminismo, a rea\u00e7\u00e3o, o Romantismo, com tudo o que emergiu dele, especialmente na Alemanha. Kurz e outros mostraram que, em muitos aspectos, o Iluminismo n\u00e3o significava a supera\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o, mas, ao contr\u00e1rio, \u00e9 uma internaliza\u00e7\u00e3o desta e, assim, uma quest\u00e3o de imposi\u00e7\u00e3o das categorias capitalistas. O Iluminismo n\u00e3o foi, como muitas vezes se afirma, deturpado, tornando-se o seu oposto, mas em seus pr\u00f3prios fundamentos significou uma intensifica\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o &#8211; como prova o Panopticon de Bentham. Enquanto este \u00faltimo j\u00e1 havia sido exposto como repressivo por outros autores, como Michel Foucault, a cr\u00edtica do valor descobriu um n\u00facleo repressivo at\u00e9 mesmo no padroeiro do Iluminismo, Immanuel Kant. As cita\u00e7\u00f5es de Kant usadas nos textos da cr\u00edtica do valor para tal s\u00e3o de fato capazes de prejudicar seriamente a imagem do \u201cfil\u00f3sofo da liberdade\u201d, para quem o Iluminismo significava a sa\u00edda do homem de sua menoridade autoinfligida. In\u00fameras afirma\u00e7\u00f5es racistas, antissemitas e mis\u00f3ginas de pensadores renomados do Iluminismo tamb\u00e9m foram referidas, levando \u00e0 conclus\u00e3o de que a opress\u00e3o de mulheres, judeus e n\u00e3o-brancos &#8211; ou seja, o dom\u00ednio do que Kurz descreveu como o sujeito masculino-branco-ocidental (MWW) &#8211; s\u00f3 se estabeleceu de fato na segunda metade do s\u00e9culo XVIII, \u201cbaseando-se\u201d em formas mais antigas.<br> Isso \u00e9 um exagero. Inicialmente, isso pode ser a coisa certa a se fazer para delimitar uma nova teoria em face da confus\u00e3o usual de vis\u00f5es \u201cacomodadas\u201d, fazendo declara\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas e evitando que ela afunde no mercado usual de opini\u00f5es irrelevantes da sua \u00e9poca. Por\u00e9m, teria sido absolutamente necess\u00e1ria, em um segundo est\u00e1gio, a transi\u00e7\u00e3o para uma abordagem mais matizada.<br> A leitura que Kurz faz do Iluminismo \u00e9 &#8211; para dizer o m\u00ednimo &#8211; altamente seletiva. Ele n\u00e3o menciona o Iluminismo franc\u00eas, embora Denis Diderot, por exemplo, fosse decididamente anticolonialista e antirracista (\u201cSuplemento \u00e0 Viagem de Bougainville\u201d, de 1772). O fato de a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa ter proclamado a emancipa\u00e7\u00e3o dos judeus e abolido a escravid\u00e3o nas col\u00f4nias, entre todos os seus outros m\u00e9ritos, \u00e9 ignorado. Tampouco a aboli\u00e7\u00e3o da tortura e da pena de morte em alguns pa\u00edses. Kurz (assim como Lohoff e Karl-Heinz Wedel nos respectivos artigos da Krisis) est\u00e1 realmente preocupado apenas com Kant, cujas tend\u00eancias repressivas s\u00e3o apontadas com raz\u00e3o<sup data-fn=\"d62c13c7-0cfc-4766-8cf3-f15a33645e08\" class=\"fn\"><a id=\"d62c13c7-0cfc-4766-8cf3-f15a33645e08-link\" href=\"#d62c13c7-0cfc-4766-8cf3-f15a33645e08\">13<\/a><\/sup> ; mas tamb\u00e9m foi Kant que escreveu: &#8220;No reino dos fins, tudo tem ou um pre\u00e7o ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um pre\u00e7o, pode-se p\u00f4r em vez dela qualquer outra como equivalente; o que, por outro lado, est\u00e1 acima de qualquer pre\u00e7o e, portanto, n\u00e3o permite um equivalente, ent\u00e3o tem ela dignidade. Isso \u00e9 deliberadamente ignorado. Tal obje\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa que Kant tenha sido um fil\u00f3sofo da liberdade, mas que ele era t\u00e3o ambivalente quanto o Iluminismo em geral.<br> Outras partes da cr\u00edtica ao Iluminismo s\u00e3o ainda menos convincentes. Antissemitismo, racismo e patriarcado s\u00e3o supostamente uma simples consequ\u00eancia do Iluminismo? Esses fen\u00f4menos assumiram novas formas na modernidade capitalista, muitas vezes enxertados em outras mais antigas, mas n\u00e3o s\u00e3o inven\u00e7\u00f5es puras da Modernidade. O Iluminismo forneceu muni\u00e7\u00e3o para a reformula\u00e7\u00e3o e, muitas vezes, para o refor\u00e7o do racismo, do antissemitismo e do patriarcado, bem como argumentos contra eles. Essa dial\u00e9tica deve ser sempre lembrada. Vinte anos ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, os judeus foram formalmente emancipados na maioria dos pa\u00edses da Europa Ocidental. A escravid\u00e3o nas col\u00f4nias foi cada vez mais criticada e, pouco depois, abolida. Os direitos das mulheres aumentaram (por exemplo, a introdu\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa). Obviamente, \u00e9 verdade que essas liberdades foram acompanhadas por novas formas de servid\u00e3o internalizada, como a \u00e9tica do trabalho; mas ser\u00e1 que isso \u00e9 uma suficiente para ver o Iluminismo como um mero impulso para afirmar a sociedade do valor e n\u00e3o como um campo de batalha?<br> A cr\u00edtica do Iluminismo tamb\u00e9m come\u00e7ou na segunda metade do s\u00e9culo XVIII e muitas vezes assumiu a forma do Contra-Iluminismo, ou seja, o romantismo, o tradicionalismo, o irracionalismo e o retorno \u00e0 religi\u00e3o. \u00c9 claro que a cr\u00edtica do valor n\u00e3o tem nada a ver com isso. Iluminismo e Contra-Iluminismo s\u00e3o tratados de forma um tanto precipitada como irm\u00e3os hostis, como polos dial\u00e9ticos que devem ser superados juntos. Mas com base em qu\u00ea? Essa foi a pergunta que fiz a Kurz em 2003, em meu artigo na Krisis \u201cUma quest\u00e3o de ponto de vista. Notas sobre a cr\u00edtica do Iluminismo\u201d. Se nem a pr\u00e9-Modernidade nem a Modernidade podem servir como ponto de partida, em que deveria se basear a prometida \u201cantimodernidade emancipat\u00f3ria\u201d? N\u00e3o estaria ela, ent\u00e3o, pairando no ar?<br> A centralidade da cr\u00edtica do Iluminismo na Krisis, e logo depois, na EXIT, andou de m\u00e3os dadas com um foco crescente no valor-cis\u00e3o. O termo \u201ccr\u00edtica do valor\u201d n\u00e3o pode mais ser usado na EXIT, ela tem que ser \u201ccr\u00edtica do valor-cis\u00e3o\u201d (Wertabspaltungskritik) e, como isso \u00e9 muito complicado, ele \u00e9 transformado na abrevia\u00e7\u00e3o WAK, no mais belo estilo da RDA. \u00c9 dif\u00edcil que um texto seja aceito pela EXIT se ele n\u00e3o mencionar o valor-cis\u00e3o v\u00e1rias vezes em cada p\u00e1gina<sup data-fn=\"05a8262e-6e43-4124-ab23-fa6b0689193f\" class=\"fn\"><a id=\"05a8262e-6e43-4124-ab23-fa6b0689193f-link\" href=\"#05a8262e-6e43-4124-ab23-fa6b0689193f\">14<\/a><\/sup> , e quem n\u00e3o o fizer, sem d\u00favida, pertence a uma \u201corganiza\u00e7\u00e3o masculina\u201d.<br> E, no entanto, o valor-cis\u00e3o foi uma ideia extremamente importante no in\u00edcio: o valor n\u00e3o abrange tudo, nem toda atividade produz valor. A produ\u00e7\u00e3o de valor depende de v\u00e1rias atividades, especialmente na \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o, que ocorrem de um modo que n\u00e3o \u00e9 formado pela mercadoria. Elas n\u00e3o constituem \u201ctrabalho\u201d no sentido capitalista, mas n\u00e3o est\u00e3o de forma alguma livres da forma de mercadoria. Elas formam um \u201clado obscuro\u201d da produ\u00e7\u00e3o de valor, um pr\u00e9-requisito silencioso. Aqueles que as realizam geralmente s\u00e3o inferiores e exclu\u00eddos dos \u201cdireitos\u201d que a participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de valor confere, por exemplo, ao oper\u00e1rio cl\u00e1ssico. Essas atividades s\u00e3o realizadas em grande parte por mulheres, e a subordina\u00e7\u00e3o das mulheres nas sociedades modernas baseia-se principalmente no fato de que, enquanto estiverem ativas no campo da reprodu\u00e7\u00e3o, elas n\u00e3o realizam \u201ctrabalho\u201d e n\u00e3o geram \u201cvalor\u201d.<br> Foi assim que a cis\u00e3o do valor foi apresentada em v\u00e1rios artigos fundamentais da Krisis 12 (1992).<sup data-fn=\"2de72fbc-99a6-4509-a3c4-0117d61f63fd\" class=\"fn\"><a id=\"2de72fbc-99a6-4509-a3c4-0117d61f63fd-link\" href=\"#2de72fbc-99a6-4509-a3c4-0117d61f63fd\">15<\/a><\/sup> Depois disso, por\u00e9m, essa ideia n\u00e3o foi mais desenvolvida e diferenciada, por exemplo, por meio de estudos hist\u00f3ricos, mas foi elevada a um dogma em sua forma original, que foi meramente apoiada arbitrariamente com dados emp\u00edricos onde isso era conveniente. Nessa forma, ela tamb\u00e9m foi usada em disputas dentro da cr\u00edtica do valor para trocas banais de golpes, muitas vezes passando diretamente do n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o categorial para hostilidades pessoais e lutas mesquinhas pelo poder. Acima de tudo, por\u00e9m, foi bloqueada a discuss\u00e3o de um ponto de vista importante: no capitalismo, deve haver, de fato, uma produ\u00e7\u00e3o de mais-valia (n\u00edvel categorial), mas isso n\u00e3o precisa necessariamente ser realizado por um proletariado industrial miser\u00e1vel (n\u00edvel emp\u00edrico), como em seus prim\u00f3rdios, mas tamb\u00e9m pode ocorrer em outros lugares, por exemplo, com empregados high-tech (e isso \u00e9 precisamente o que a cr\u00edtica do valor sempre criticou nos marxistas tradicionais, que procuravam um sucessor para o antigo proletariado).<sup data-fn=\"2b06ea6f-ecc2-4916-ba17-6299f6459a29\" class=\"fn\"><a id=\"2b06ea6f-ecc2-4916-ba17-6299f6459a29-link\" href=\"#2b06ea6f-ecc2-4916-ba17-6299f6459a29\">16<\/a><\/sup> Da mesma forma, embora o valor precise de uma ampla esfera de atividades sem valor para funcionar, essa esfera n\u00e3o se limita \u00e0 atividade feminina n\u00e3o mercantil no lar e na fam\u00edlia. Embora ela continue a desempenhar um papel muito importante, h\u00e1 tamb\u00e9m outras esferas sem valor sem as quais a produ\u00e7\u00e3o de valor colapsaria. Tais esferas incluem, por um lado, a servid\u00e3o dom\u00e9stica (de ambos os sexos), muito difundida at\u00e9 boa parte do s\u00e9culo XX, e, por outro lado, tudo o que a sociologia chama de \u201ceconomia da d\u00e1diva\u201d, que inclui amizade, amor, ajuda ao pr\u00f3ximo, associa\u00e7\u00f5es etc.: todas as atividades que, mesmo n\u00e3o sendo totalmente \u201cdesinteressadas\u201d, se diferenciam de algum modo da troca de equivalentes (quando convidamos amigos para jantar, esperamos que eles nos convidem de volta, mas n\u00e3o temos o \u201cdireito\u201d de fazer isso &#8211; n\u00e3o \u00e9 uma troca).<br> Esse \u201clado obscuro\u201d da socializa\u00e7\u00e3o pelo valor \u00e9, de fato, muitas vezes influenciado pelo g\u00eanero, mas nem sempre e n\u00e3o necessariamente. E \u00e9 cada vez menos assim. Poucas coisas mudaram tanto nas \u00faltimas d\u00e9cadas quanto a posi\u00e7\u00e3o das mulheres na sociedade, principalmente gra\u00e7as \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o da fixa\u00e7\u00e3o na fun\u00e7\u00e3o materna. A fun\u00e7\u00e3o categorial da \u201cmulher\u201d, assim como a fun\u00e7\u00e3o do \u201ctrabalhador\u201d, se desvinculou em grande parte de seus portadores emp\u00edricos. As numerosas mulheres no Estado e na economia n\u00e3o podem mais ser definidas como meras \u201cexce\u00e7\u00f5es\u201d. Embora os conceitos de \u201casselvajamento do patriarcado\u201d (t\u00edtulo de um artigo de Scholz de 1998) e a \u201cdomestica\u00e7\u00e3o dos homens\u201d reconhe\u00e7am o descompasso entre teoria e empirismo, eles n\u00e3o abordam de fato o distanciamento da l\u00f3gica fetichista de seus portadores hist\u00f3ricos como uma das principais caracter\u00edsticas do \u00faltimo est\u00e1gio da socializa\u00e7\u00e3o pelo valor &#8211; assim como os marxistas, que n\u00e3o conseguem dizer adeus ao proletariado e apontam triunfantemente para os prolet\u00e1rios \u201creais\u201d que ainda podem ser encontrados em algum lugar. Dessa forma, a WAK consegue se definir como feminista ao mesmo tempo em que se coloca acima de todas as feministas comuns que n\u00e3o atingem o seu n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o. As pol\u00eamicas s\u00e3o dirigidas especialmente contra autoras como Silvia Federici ou Maria Mies, o que por vezes sugere uma atitude competitiva. Por outro lado, s\u00e3o apresentadas descobertas revolucion\u00e1rias, como a de que h\u00e1 tamb\u00e9m um \u201cn\u00edvel meso\u201d entre o n\u00edvel abstrato das categorias e o n\u00edvel emp\u00edrico. Quem poderia imaginar isso! Portanto, tamb\u00e9m aqui, as oportunidades para a dissemina\u00e7\u00e3o de ideias da cr\u00edtica do valor para al\u00e9m do p\u00e2ntano da esquerda radical foram sufocadas.<br> Tamb\u00e9m podemos nos perguntar o que Kurz realmente pensava da WAK, a despeito da \u00eanfase com que ele a defendia. \u00c9 surpreendente que em seu primeiro texto significativo ap\u00f3s a divis\u00e3o da Krisis (que teria se baseado essencialmente na rejei\u00e7\u00e3o da WAK pelos outros membros da Krisis), a saber, \u201cA subst\u00e2ncia do capital\u201d, bem como em \u201cO Capital Mundial\u201d (2005), publicado logo depois, e, finalmente, em sua \u00faltima obra, \u201cDinheiro sem valor\u201d, escrito oito anos depois, o valor-cis\u00e3o quase n\u00e3o desempenha um papel. Nesses escritos, nos quais Kurz est\u00e1 indubitavelmente em seu habitat e d\u00e1 o melhor de si, ele se sai bem sem essa categoria. Em outros escritos, ele quase parece for\u00e7ado a us\u00e1-la o tempo todo. Ser\u00e1 que h\u00e1 um Kurz exot\u00e9rico e um esot\u00e9rico?<br> Vamos tocar brevemente em outro problema: a quest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre o universalismo do valor e as particularidades das culturas tomadas individualmente. Como Kurz explicou v\u00e1rias vezes, hoje o valor prevalece nos cantos mais remotos do mundo e determina \u2013 de maneira direta ou indireta &#8211; as a\u00e7\u00f5es de todos. O fato de algu\u00e9m ser um bedu\u00edno no deserto ou um corretor em Nova York \u00e9 apenas uma \u201cornamenta\u00e7\u00e3o\u201d externa. O valor agora criou um One World. Ser\u00e1 que \u00e9 isso mesmo? Ainda que a l\u00f3gica do valor tenha de fato chegado t\u00e3o longe quanto nas montanhas afeg\u00e3s e na selva amaz\u00f4nica, h\u00e1 diferen\u00e7as consider\u00e1veis na forma como culturas individuais reagem a ela. Tamb\u00e9m parece duvidoso que, como sugerem as an\u00e1lises do islamismo apresentadas sobretudo pela Krisis \u201cresidual\u201d<sup data-fn=\"c4907811-323e-4e89-a280-ecdfa5ced401\" class=\"fn\"><a id=\"c4907811-323e-4e89-a280-ecdfa5ced401-link\" href=\"#c4907811-323e-4e89-a280-ecdfa5ced401\">17<\/a><\/sup> , as manifesta\u00e7\u00f5es atuais de ideologias antigas, como o Isl\u00e3, sejam realmente moldadas em grande parte pelos padr\u00f5es ocidentais ou, pelo menos, representem uma rea\u00e7\u00e3o a eles, de modo que Ernst J\u00fcnger ou Carl Schmitt, por exemplo, tenham mais responsabilidade pelo Isl\u00e3 pol\u00edtico do que os wahabitas ou o texto do Cor\u00e3o.<sup data-fn=\"12e3eed9-ae21-4a46-9c44-55ff639422e1\" class=\"fn\"><a id=\"12e3eed9-ae21-4a46-9c44-55ff639422e1-link\" href=\"#12e3eed9-ae21-4a46-9c44-55ff639422e1\">18<\/a><\/sup> Lembrar que, por exemplo, a China atual poderia, em alguns aspectos, ter mais em comum com a China do per\u00edodo T&#8217;ang do que com os EUA \u00e9 logo considerado \u201cculturalismo\u201d pela cr\u00edtica do valor.<br> Esse anticulturalismo tamb\u00e9m teve suas boas raz\u00f5es no in\u00edcio. Em seu importante livro \u201cA terceira via na guerra civil\u201d (1996), Lohoff demonstrou de forma convincente que a desintegra\u00e7\u00e3o da Iugosl\u00e1via e a terr\u00edvel guerra civil que se seguiu n\u00e3o eram, como a imprensa alem\u00e3 pintava alegremente, uma esp\u00e9cie de \u201cguerra tribal\u201d entre povos com rivalidades seculares ou uma guerra entre um lado \u201cb\u00e1rbaro\u201d e um \u201ccivilizado\u201d. Lohoff mostrou todos os est\u00e1gios do fracasso da \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o recuperadora\u201d na Iugosl\u00e1via e como as tens\u00f5es entre as diferentes culturas e idiomas do pa\u00eds, que poderiam ter existido no n\u00edvel pac\u00edfico da Su\u00ed\u00e7a, escalaram at\u00e9 o mortic\u00ednio. Tamb\u00e9m nesse caso, por\u00e9m, a \u00eanfase em um fator que at\u00e9 ent\u00e3o havia sido amplamente ignorado pelo p\u00fablico foi necessariamente muito unilateral a fim de se fazer ouvir. Mais tarde, em seu \u201cGuerra de ordenamento mundial\u201d, Kurz de fato deu \u00e0s ideologias e religi\u00f5es seu pr\u00f3prio peso &#8211; mas talvez n\u00e3o o suficiente, sobretudo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o concreta da barb\u00e1rie e da desintegra\u00e7\u00e3o impulsionadas pela crise. Uma certa subestima\u00e7\u00e3o da esfera cultural e simb\u00f3lica pode ser um resqu\u00edcio n\u00e3o resolvido do antigo \u201cmaterialismo\u201d marxista.<br> Enquanto a cr\u00edtica do valor superestimar a homogeneidade do sujeito atual da mercadoria, ela, por outro lado, exagera sua diferen\u00e7a absoluta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e9pocas pr\u00e9-modernas. Outro dogma que deve ser questionado \u00e9 a rejei\u00e7\u00e3o completa de todos os chamados conceitos \u201contologizantes\u201d ou \u201cantropologizantes\u201d. Isso n\u00e3o significa questionar a exist\u00eancia de constantes na hist\u00f3ria humana? Assim como o corpo humano permanece essencialmente o mesmo em um n\u00edvel biol\u00f3gico, n\u00e3o existe tamb\u00e9m uma estrutura pulsional, uma constitui\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica humana que \u00e9 muito pl\u00e1stica, mas apenas dentro de certos limites? De que outra forma se pode explicar que caracter\u00edsticas semelhantes (p.e., hierarquias sociais, hierarquias de g\u00eanero, formas de religi\u00e3o, formas autonomizadas de media\u00e7\u00e3o [fetichismo], guerra, xenofobia) ocorram repetidamente em praticamente todas as sociedades? A rejei\u00e7\u00e3o da suposi\u00e7\u00e3o de uma \u201cbase natural\u201d, condenada como \u201cessencialismo\u201d, n\u00e3o faz parte da ilus\u00e3o moderna de que o homem pode se recriar sem limites e sem encontrar barreiras na natureza externa ou interna? N\u00e3o \u00e9 essa a famosa \u201crealiza\u00e7\u00e3o ilus\u00f3ria\u201d que est\u00e1 t\u00e3o intimamente ligada \u00e0 sociedade da mercadoria? Ser\u00e1 que a agressividade e a destrutividade, por exemplo, at\u00e9 o \u201cinstinto de morte\u201d, s\u00e3o sempre apenas as consequ\u00eancias de uma sociedade repressiva &#8211; o que, por si s\u00f3, \u00e9 evit\u00e1vel &#8211; ou elas surgem, em parte, de um conflito entre a estrutura da puls\u00e3o individual e a socialidade em geral?<br> Portanto, passados 38 anos, surge a pergunta: a cr\u00edtica do valor foi uma abordagem que, depois de um in\u00edcio brilhante, quase desapareceu de cena e, no final, pouco influenciou a hist\u00f3ria, ou ser\u00e1 que ela, tendo superado algumas limita\u00e7\u00f5es como uma doen\u00e7a infantil, finalmente ser\u00e1 capaz de desenvolver todo o seu potencial e assumir um lugar firme e duradouro na an\u00e1lise cr\u00edtica da sociedade?<br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"0cdfa6ba-0479-4362-9f30-97444ed94437\">Ver, Robert Kurz, <em>A crise do valor de troca<\/em>, Consequ\u00eancia, Rio de Janeiro, 2018. [Tradu\u00e7\u00e3o: Andr\u00e9 Villar Gomez e Marcos Barreira]. Uma reconstitui\u00e7\u00e3o mais minuciosa apontaria que em 1984, h\u00e1 40 anos, as teses centrais de \u201cA crise do valor de troca\u201d e \u201cO colapso da moderniza\u00e7\u00e3o\u201d, de 1991, j\u00e1 estavam esbo\u00e7adas no texto \u201cObjetivo socialista e o novo movimento oper\u00e1rio\u201d, publicado em <em>Gemeinsame Beilage<\/em>, N. 1. e dispon\u00edvel em: https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2021\/10\/29\/objetivo-socialista-e-o-novo-movimento-operario\/ [N.doT.] <a href=\"#0cdfa6ba-0479-4362-9f30-97444ed94437-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"545cb2af-35b4-4d5a-a674-f3f69d5b4fd4\">Uma edi\u00e7\u00e3o inteira da revista <em>Historical Materialism<\/em> tamb\u00e9m foi dedicada a esse tema em 2004. <a href=\"#545cb2af-35b4-4d5a-a674-f3f69d5b4fd4-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 2 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"ef74b571-990b-4bb1-a407-efb357f18ed1\">Muitos pensadores radicais de esquerda e suas escolas tentam combinar essas duas abordagens, como Michel Foucault, que se gabava de ser \u201cativista pol\u00edtico <em>e<\/em> professor no <em>Coll\u00e8ge de France<\/em>\u201d. Ou Toni Negri, que lecionou \u201cDottrina dello Stato\u201d na Universidade de P\u00e1dua <em>e<\/em> lutou contra o Estado. Trata-se de sabedoria estrat\u00e9gica para explorar todas as oportunidades ou um esfor\u00e7o oportunista para dan\u00e7ar em todos os casamentos? Isso fica a crit\u00e9rio de cada um! <a href=\"#ef74b571-990b-4bb1-a407-efb357f18ed1-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 3 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"0c822f1a-d6d5-43e4-9c00-49390f6f7407\">Embora \u00e0s vezes, pelo menos com a EXIT residual, essa se torne quase a \u00fanica atividade cr\u00edtica. Denunciar incessantemente qualquer atividade pr\u00e1tica dos outros porque ela n\u00e3o corresponde exatamente \u00e0 pureza cr\u00edtica do valor &#8211; e nenhuma atividade faz isso, nem pode fazer &#8211; de fato proporciona um conforto narcisista de saber mais do que todos os outros, mas depois completa a pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o de marginaliza\u00e7\u00e3o. <a href=\"#0c822f1a-d6d5-43e4-9c00-49390f6f7407-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 4 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"b73a1333-af28-439b-9fa8-a1bcc96c11e0\">A met\u00e1fora da mensagem na garrafa \u00e9 frequentemente associada \u00e0 Teoria Cr\u00edtica e, especialmente, a Adorno. Ela serve de consolo para todos aqueles que n\u00e3o veem outra op\u00e7\u00e3o para suas ideias a n\u00e3o ser a sua dissemina\u00e7\u00e3o como uma mensagem na garrafa. Mas com Adorno foi, pelo menos em parte, especialmente nos \u00faltimos anos, uma forma de flerte: ele mesmo fez tudo o que p\u00f4de para dar \u00e0 sua teoria o m\u00e1ximo de resson\u00e2ncia poss\u00edvel e, durante d\u00e9cadas, foi um dos autores socialmente cr\u00edticos mais lidos no mundo &#8211; n\u00e3o se pode falar de uma mensagem na garrafa aqui! Foi precisamente o car\u00e1ter \u201cn\u00e3o pr\u00e1tico\u201d da Teoria Cr\u00edtica que incentivou seus protagonistas a se concentrarem na universidade (ou, como Marcuse, na universidade <em>e<\/em> no ativismo). <a href=\"#b73a1333-af28-439b-9fa8-a1bcc96c11e0-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 5 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"3dc4cfff-4149-4122-8582-2c5d9f86f69d\">Contudo, n\u00e3o \u00e9 certo que as divis\u00f5es, exclus\u00f5es, pol\u00eamicas internas e excomunh\u00f5es tenham impedido a dissemina\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica do valor; h\u00e1 tamb\u00e9m exemplos hist\u00f3ricos de movimentos que tiraram sua for\u00e7a de tais pr\u00e1ticas. <a href=\"#3dc4cfff-4149-4122-8582-2c5d9f86f69d-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 6 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"358fcb6d-bdbc-40c7-878d-c23983897ac9\">Artigo em duas partes nas edi\u00e7\u00f5es n\u00ba 1 (2004) e n\u00ba 2 (2005) da EXIT. <a href=\"#358fcb6d-bdbc-40c7-878d-c23983897ac9-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 7 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"51bf026f-a805-4c56-86e3-60e8228ab83f\">A morte relativamente prematura de Kurz, em 2012, devido a um erro m\u00e9dico, certamente tamb\u00e9m contribuiu para o decl\u00ednio na dissemina\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica do valor, pois ficou claro que ningu\u00e9m conseguiu dar continuidade \u00e0 cr\u00edtica no mesmo n\u00edvel. Particularmente no campo da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica e sua aplica\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise das formas contempor\u00e2neas da crise do capitalismo, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma produ\u00e7\u00e3o not\u00e1vel. Em vez disso, houve uma cr\u00edtica cada vez mais moralizadora e superficial do estado dos sujeitos capitalistas no n\u00edvel da apar\u00eancia. O \u00faltimo livro de Kurz mostra-o em pleno poder criativo e ele certamente ainda teria muito a dizer. Mas os problemas mencionados aqui j\u00e1 haviam surgido h\u00e1 muito tempo e eram essencialmente inerentes \u00e0s posi\u00e7\u00f5es iniciais da cr\u00edtica do valor. Os aspectos discut\u00edveis da cr\u00edtica do valor delineados no restante deste artigo foram, em sua maioria, sempre defendidos por Kurz com especial fervor, e isso em todas as fases de seu desenvolvimento. <a href=\"#51bf026f-a805-4c56-86e3-60e8228ab83f-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 8 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"682ebd58-e829-4ec6-8c1d-9538d4e09675\">N\u00e3o encontramos em \u201cA vingan\u00e7a de Honecker\u201d uma cita\u00e7\u00e3o que corrobore a tese da imin\u00eancia do colapso do capitalismo desencadeado pelo processo de reunifica\u00e7\u00e3o alem\u00e3. Kurz sugere ali, de maneira bem mais sutil, que \u201ca autodissolu\u00e7\u00e3o dos mercados planejados poderia [&#8230;] ser mais um passo em dire\u00e7\u00e3o ao limite catastr\u00f3fico de crise da l\u00f3gica do mercado\u201d (p. 10) e que \u201co dilema da reunifica\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas um exemplo desse enorme potencial de crise\u201d, \u201cHoneckers Rache\u201d , Tiamat, 1991, p 104. [NdT] <a href=\"#682ebd58-e829-4ec6-8c1d-9538d4e09675-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 9 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"e4b79311-c74d-438d-9708-ec9708b3da7b\">Robert Kurz (1994): <em>O Colapso da Moderniza\u00e7\u00e3o<\/em>. Leipzig: Reclam, p. 282. <a href=\"#e4b79311-c74d-438d-9708-ec9708b3da7b-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 10 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"5389cfb1-67dd-420d-824e-d7570e0d9449\">Na sequencia imediata, no entanto, Kurz afirma que \u201cningu\u00e9m pode prever a dura\u00e7\u00e3o desta maior \u00e9poca hist\u00f3rica de crise, nem as formas que ela percorrer\u00e1\u201d [NdT]. <a href=\"#5389cfb1-67dd-420d-824e-d7570e0d9449-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 11 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"d96ffdb6-1694-47ae-9fd7-76869e603c33\">No contexto da cr\u00edtica do valor, essa problem\u00e1tica remonta ao ensaio <em>Perda da Hist\u00f3ria<\/em>, de Robert Kurz, em Krisis 11 (1991). Ver Robert Kurz, \u201cPerda da hist\u00f3ria. A guerra do golfo e o decl\u00ednio do pensamento marxista\u201d, em Marcos Barreira e Maurilio L. Botelho (Org.), <em>No rastro do colapso. Reflex\u00f5es sobre a obra de Robert Kurz<\/em>, Consequ\u00eancia RJ, 2024. [NdoT] <a href=\"#d96ffdb6-1694-47ae-9fd7-76869e603c33-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 12 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"d62c13c7-0cfc-4766-8cf3-f15a33645e08\">Veja, por exemplo, Robert Kurz (2003): Ontologia negativa. Os obscurantistas do Esclarecimento e a metaf\u00edsica hist\u00f3rica da Modernidade, em: <em>Krisis<\/em> 26; Karl Heinz Wedel (2003): A descida do eu aos infernos. Da forma mortal da vontade sem sentido em Kant, em <em>Krisis<\/em> 26. <a href=\"#d62c13c7-0cfc-4766-8cf3-f15a33645e08-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 13 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"05a8262e-6e43-4124-ab23-fa6b0689193f\">Para n\u00e3o falar do seu car\u00e1ter intraduz\u00edvel em outros idiomas. <a href=\"#05a8262e-6e43-4124-ab23-fa6b0689193f-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 14 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"2de72fbc-99a6-4509-a3c4-0117d61f63fd\">Roswitha Scholz (1992): O valor \u00e9 o homem. Teses sobre a socializa\u00e7\u00e3o pelo valor e as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, em: <em>Krisis<\/em> 12; Robert Kurz (1992): Fetichismo do sexo. Notas sobre a l\u00f3gica da feminilidade e da masculinidade, em: <em>Krisis<\/em> 12. <a href=\"#2de72fbc-99a6-4509-a3c4-0117d61f63fd-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 15 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"2b06ea6f-ecc2-4916-ba17-6299f6459a29\">Nos textos da cr\u00edtica do valor, no entanto, criticou-se o marxismo tradicional tamb\u00e9m pela tentativa de ampliar o conceito de \u201cclasse oper\u00e1ria\u201d\u00a0 at\u00e9 esta se tornar uma no\u00e7\u00e3o vaga de \u201cclasse trabalhadora\u201d sem contudo sociol\u00f3gico defin\u00edvel em termos emp\u00edricos. Ver, p.e., <em>Luta sem classes<\/em>, de Norbert Trenkle, em Krisis 26. [NdoT]. <a href=\"#2b06ea6f-ecc2-4916-ba17-6299f6459a29-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 16 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"c4907811-323e-4e89-a280-ecdfa5ced401\">Por exemplo, Norbert Trenkle (2015): Desgra\u00e7adamente moderno. Por que o islamismo n\u00e3o pode ser explicado pela religi\u00e3o, krisis.org. <a href=\"#c4907811-323e-4e89-a280-ecdfa5ced401-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 17 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"12e3eed9-ae21-4a46-9c44-55ff639422e1\">As an\u00e1lises da cr\u00edtica do valor sobre o fundamentalismo, por outro lado, t\u00eam se concentrado nos ide\u00f3logos modernos e n\u00e3o-ocidentais do islamismo, como Sayyid Qutb. Ver, p.e. Karl-Heinz Wedel, \u201cO grandioso final do universalismo\u201d, em Krisis 32. [N.doT]. <a href=\"#12e3eed9-ae21-4a46-9c44-55ff639422e1-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 18 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-right:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-bottom:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-left:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);background:#d70141;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-left:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);margin-top:50px;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{background:#d70141;}.kt-info-box3475_17d251-ee.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:100px;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{padding-bottom:100%;width:620px;height:0px;max-width:100%;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, .kt-info-box3475_17d251-ee .kt-info-svg-icon-flip, .kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}@media all and (max-width: 1024px){.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-right:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-bottom:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-left:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);}}@media all and (max-width: 767px){.kt-info-box3475_17d251-ee .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-right:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-bottom:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-left:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);}}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-infobox kt-info-box3475_17d251-ee\"><span class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic-container\"><div class=\"kadence-info-box-image-intrisic kt-info-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anselm-jappe-boitempo-md18_1024x1024.webp\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"620\" class=\"kt-info-box-image wp-image-3488\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anselm-jappe-boitempo-md18_1024x1024.webp 620w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anselm-jappe-boitempo-md18_1024x1024-300x300.webp 300w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anselm-jappe-boitempo-md18_1024x1024-150x150.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Anselm Jappe <\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">Anselm Jappe \u00e9 professor da Academia de Belas Artes de Sassari e professor convidado do Coll\u00e8ge International de Philosophie, fil\u00f3sofo e ensa\u00edsta. Atualmente \u00e9 um dos principais te\u00f3ricos da cr\u00edtica do valor, autor de Guy Debord (Vozes, 1999); As aventuras da mercadoria (Ant\u00edgona, 2006); Cr\u00e9dito \u00e0 Morte (Hedra, 2013); Capitalismo em quarentena (Elefante, 2020) e A Sociedade Autof\u00e1gica (Elefante, 2021), entre outros.<\/p><\/div><\/span><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\">Marcos Barreira<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 doutor em psicologia social pela UERJ e coautor do livro&nbsp;<em>At\u00e9 o \u00faltimo homem<\/em>, organizado por Pedro Rocha de Oliveira e Felipe Brito. Boitempo, 2013. Tradutor e editor da edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas do site&nbsp;<em>Krisis<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Tradutor<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 38 anos, em 1986, foi publicada a primeira edi\u00e7\u00e3o da Marxistische Kritik (mais tarde renomeada Krisis)1 e teve in\u00edcio o desenvolvimento da cr\u00edtica do valor. Inicialmente limitada a pequenos c\u00edrculos, ela alcan\u00e7ou um \u201cavan\u00e7o\u201d na esfera p\u00fablica com a publica\u00e7\u00e3o de O colapso da moderniza\u00e7\u00e3o (1991), de Robert Kurz. O interesse cresceu rapidamente, n\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":"[{\"content\":\"Ver, Robert Kurz, <em>A crise do valor de troca<\/em>, Consequ\u00eancia, Rio de Janeiro, 2018. [Tradu\u00e7\u00e3o: Andr\u00e9 Villar Gomez e Marcos Barreira]. Uma reconstitui\u00e7\u00e3o mais minuciosa apontaria que em 1984, h\u00e1 40 anos, as teses centrais de \u201cA crise do valor de troca\u201d e \u201cO colapso da moderniza\u00e7\u00e3o\u201d, de 1991, j\u00e1 estavam esbo\u00e7adas no texto \u201cObjetivo socialista e o novo movimento oper\u00e1rio\u201d, publicado em <em>Gemeinsame Beilage<\/em>, N. 1. e dispon\u00edvel em: https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2021\/10\/29\/objetivo-socialista-e-o-novo-movimento-operario\/ [N.doT.]\",\"id\":\"0cdfa6ba-0479-4362-9f30-97444ed94437\"},{\"content\":\"Uma edi\u00e7\u00e3o inteira da revista <em>Historical Materialism<\/em> tamb\u00e9m foi dedicada a esse tema em 2004.\",\"id\":\"545cb2af-35b4-4d5a-a674-f3f69d5b4fd4\"},{\"content\":\"Muitos pensadores radicais de esquerda e suas escolas tentam combinar essas duas abordagens, como Michel Foucault, que se gabava de ser \u201cativista pol\u00edtico <em>e<\/em> professor no <em>Coll\u00e8ge de France<\/em>\u201d. Ou Toni Negri, que lecionou \u201cDottrina dello Stato\u201d na Universidade de P\u00e1dua <em>e<\/em> lutou contra o Estado. Trata-se de sabedoria estrat\u00e9gica para explorar todas as oportunidades ou um esfor\u00e7o oportunista para dan\u00e7ar em todos os casamentos? Isso fica a crit\u00e9rio de cada um!\",\"id\":\"ef74b571-990b-4bb1-a407-efb357f18ed1\"},{\"content\":\"Embora \u00e0s vezes, pelo menos com a EXIT residual, essa se torne quase a \u00fanica atividade cr\u00edtica. Denunciar incessantemente qualquer atividade pr\u00e1tica dos outros porque ela n\u00e3o corresponde exatamente \u00e0 pureza cr\u00edtica do valor - e nenhuma atividade faz isso, nem pode fazer - de fato proporciona um conforto narcisista de saber mais do que todos os outros, mas depois completa a pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o de marginaliza\u00e7\u00e3o.\",\"id\":\"0c822f1a-d6d5-43e4-9c00-49390f6f7407\"},{\"content\":\"A met\u00e1fora da mensagem na garrafa \u00e9 frequentemente associada \u00e0 Teoria Cr\u00edtica e, especialmente, a Adorno. Ela serve de consolo para todos aqueles que n\u00e3o veem outra op\u00e7\u00e3o para suas ideias a n\u00e3o ser a sua dissemina\u00e7\u00e3o como uma mensagem na garrafa. Mas com Adorno foi, pelo menos em parte, especialmente nos \u00faltimos anos, uma forma de flerte: ele mesmo fez tudo o que p\u00f4de para dar \u00e0 sua teoria o m\u00e1ximo de resson\u00e2ncia poss\u00edvel e, durante d\u00e9cadas, foi um dos autores socialmente cr\u00edticos mais lidos no mundo - n\u00e3o se pode falar de uma mensagem na garrafa aqui! Foi precisamente o car\u00e1ter \u201cn\u00e3o pr\u00e1tico\u201d da Teoria Cr\u00edtica que incentivou seus protagonistas a se concentrarem na universidade (ou, como Marcuse, na universidade <em>e<\/em> no ativismo).\",\"id\":\"b73a1333-af28-439b-9fa8-a1bcc96c11e0\"},{\"content\":\"Contudo, n\u00e3o \u00e9 certo que as divis\u00f5es, exclus\u00f5es, pol\u00eamicas internas e excomunh\u00f5es tenham impedido a dissemina\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica do valor; h\u00e1 tamb\u00e9m exemplos hist\u00f3ricos de movimentos que tiraram sua for\u00e7a de tais pr\u00e1ticas.\",\"id\":\"3dc4cfff-4149-4122-8582-2c5d9f86f69d\"},{\"content\":\"Artigo em duas partes nas edi\u00e7\u00f5es n\u00ba 1 (2004) e n\u00ba 2 (2005) da EXIT.\",\"id\":\"358fcb6d-bdbc-40c7-878d-c23983897ac9\"},{\"content\":\"A morte relativamente prematura de Kurz, em 2012, devido a um erro m\u00e9dico, certamente tamb\u00e9m contribuiu para o decl\u00ednio na dissemina\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica do valor, pois ficou claro que ningu\u00e9m conseguiu dar continuidade \u00e0 cr\u00edtica no mesmo n\u00edvel. Particularmente no campo da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica e sua aplica\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise das formas contempor\u00e2neas da crise do capitalismo, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma produ\u00e7\u00e3o not\u00e1vel. Em vez disso, houve uma cr\u00edtica cada vez mais moralizadora e superficial do estado dos sujeitos capitalistas no n\u00edvel da apar\u00eancia. O \u00faltimo livro de Kurz mostra-o em pleno poder criativo e ele certamente ainda teria muito a dizer. Mas os problemas mencionados aqui j\u00e1 haviam surgido h\u00e1 muito tempo e eram essencialmente inerentes \u00e0s posi\u00e7\u00f5es iniciais da cr\u00edtica do valor. Os aspectos discut\u00edveis da cr\u00edtica do valor delineados no restante deste artigo foram, em sua maioria, sempre defendidos por Kurz com especial fervor, e isso em todas as fases de seu desenvolvimento.\",\"id\":\"51bf026f-a805-4c56-86e3-60e8228ab83f\"},{\"content\":\"N\u00e3o encontramos em \u201cA vingan\u00e7a de Honecker\u201d uma cita\u00e7\u00e3o que corrobore a tese da imin\u00eancia do colapso do capitalismo desencadeado pelo processo de reunifica\u00e7\u00e3o alem\u00e3. Kurz sugere ali, de maneira bem mais sutil, que \u201ca autodissolu\u00e7\u00e3o dos mercados planejados poderia [...] ser mais um passo em dire\u00e7\u00e3o ao limite catastr\u00f3fico de crise da l\u00f3gica do mercado\u201d (p. 10) e que \u201co dilema da reunifica\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas um exemplo desse enorme potencial de crise\u201d, \u201cHoneckers Rache\u201d , Tiamat, 1991, p 104. [NdT]\",\"id\":\"682ebd58-e829-4ec6-8c1d-9538d4e09675\"},{\"content\":\"Robert Kurz (1994): <em>O Colapso da Moderniza\u00e7\u00e3o<\/em>. Leipzig: Reclam, p. 282.\",\"id\":\"e4b79311-c74d-438d-9708-ec9708b3da7b\"},{\"content\":\"Na sequencia imediata, no entanto, Kurz afirma que \u201cningu\u00e9m pode prever a dura\u00e7\u00e3o desta maior \u00e9poca hist\u00f3rica de crise, nem as formas que ela percorrer\u00e1\u201d [NdT].\",\"id\":\"5389cfb1-67dd-420d-824e-d7570e0d9449\"},{\"content\":\"No contexto da cr\u00edtica do valor, essa problem\u00e1tica remonta ao ensaio <em>Perda da Hist\u00f3ria<\/em>, de Robert Kurz, em Krisis 11 (1991). Ver Robert Kurz, \u201cPerda da hist\u00f3ria. A guerra do golfo e o decl\u00ednio do pensamento marxista\u201d, em Marcos Barreira e Maurilio L. Botelho (Org.), <em>No rastro do colapso. Reflex\u00f5es sobre a obra de Robert Kurz<\/em>, Consequ\u00eancia RJ, 2024. [NdoT]\",\"id\":\"d96ffdb6-1694-47ae-9fd7-76869e603c33\"},{\"content\":\"Veja, por exemplo, Robert Kurz (2003): Ontologia negativa. Os obscurantistas do Esclarecimento e a metaf\u00edsica hist\u00f3rica da Modernidade, em: <em>Krisis<\/em> 26; Karl Heinz Wedel (2003): A descida do eu aos infernos. Da forma mortal da vontade sem sentido em Kant, em <em>Krisis<\/em> 26.\",\"id\":\"d62c13c7-0cfc-4766-8cf3-f15a33645e08\"},{\"content\":\"Para n\u00e3o falar do seu car\u00e1ter intraduz\u00edvel em outros idiomas.\",\"id\":\"05a8262e-6e43-4124-ab23-fa6b0689193f\"},{\"content\":\"Roswitha Scholz (1992): O valor \u00e9 o homem. Teses sobre a socializa\u00e7\u00e3o pelo valor e as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, em: <em>Krisis<\/em> 12; Robert Kurz (1992): Fetichismo do sexo. Notas sobre a l\u00f3gica da feminilidade e da masculinidade, em: <em>Krisis<\/em> 12.\",\"id\":\"2de72fbc-99a6-4509-a3c4-0117d61f63fd\"},{\"content\":\"Nos textos da cr\u00edtica do valor, no entanto, criticou-se o marxismo tradicional tamb\u00e9m pela tentativa de ampliar o conceito de \u201cclasse oper\u00e1ria\u201d\u00a0 at\u00e9 esta se tornar uma no\u00e7\u00e3o vaga de \u201cclasse trabalhadora\u201d sem contudo sociol\u00f3gico defin\u00edvel em termos emp\u00edricos. Ver, p.e., <em>Luta sem classes<\/em>, de Norbert Trenkle, em Krisis 26. [NdoT].\",\"id\":\"2b06ea6f-ecc2-4916-ba17-6299f6459a29\"},{\"content\":\"Por exemplo, Norbert Trenkle (2015): Desgra\u00e7adamente moderno. Por que o islamismo n\u00e3o pode ser explicado pela religi\u00e3o, krisis.org.\",\"id\":\"c4907811-323e-4e89-a280-ecdfa5ced401\"},{\"content\":\"As an\u00e1lises da cr\u00edtica do valor sobre o fundamentalismo, por outro lado, t\u00eam se concentrado nos ide\u00f3logos modernos e n\u00e3o-ocidentais do islamismo, como Sayyid Qutb. Ver, p.e. Karl-Heinz Wedel, \u201cO grandioso final do universalismo\u201d, em Krisis 32. [N.doT].\",\"id\":\"12e3eed9-ae21-4a46-9c44-55ff639422e1\"}]"},"categories":[568,346],"tags":[],"class_list":["post-3475","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-anselm-jappe","category-traducoes"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>VIVOS E MORTOS NA CR\u00cdTICA DO VALOR: Algumas teses apressadas sobre o estado atual da cr\u00edtica do valor \u2013 Anselm Jappe - Zero \u00e0 Esquerda<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A cr\u00edtica do valor n\u00e3o pode ser usada para fazer dinheiro, lan\u00e7ar uma carreira ou obter financiamento, nem h\u00e1 38 anos nem hoje.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" 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