{"id":3383,"date":"2024-09-23T17:30:00","date_gmt":"2024-09-23T17:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=3383"},"modified":"2024-10-30T23:51:12","modified_gmt":"2024-10-30T23:51:12","slug":"homenagem-a-lucas-souza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/09\/23\/homenagem-a-lucas-souza\/","title":{"rendered":"HOMENAGEM A LUCAS SOUZA &#8211; Mateus Castilha"},"content":{"rendered":"\n<p>Um cr\u00edtico musical norte-americano, conhecido posteriormente como Amiri Baraka, escreveu certa vez sobre John Coltrane: \u201csua m\u00fasica \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais o suic\u00eddio parece uma coisa t\u00e3o enfadonha\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_3383_1('footnote_plugin_reference_3383_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_3383_1('footnote_plugin_reference_3383_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_3383_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_3383_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">&nbsp;LeRoi Jones. <em>Black Music<\/em>. Nova York: William Morrow &amp; Company, Inc, 1970, p. 64. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_3383_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_3383_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>Ele resenhava o disco \u201cLive at Birdland\u201d, entre cujas composi\u00e7\u00f5es est\u00e1 \u201cAlabama\u201d, uma medita\u00e7\u00e3o sobre a trag\u00e9dia em que quatro garotas negras foram assassinadas em um atentado racista a bomba no sul dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvi incont\u00e1veis vezes esse disco ao longo dos \u00faltimos meses, aprendendo a lidar com a perda do Lucas, assegurando a mim mesmo de que ele estava errado e que em nossa raiva e em nossa tristeza n\u00f3s, que permanecemos, \u00e9 que est\u00e1vamos certos.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas e eu \u00e9ramos radicalmente diferentes. Ele era negro (se descobriu negro na universidade). Vinha da periferia. Carregava uma dor imensa pelas dificuldades que viveu desde a inf\u00e2ncia. H\u00e1bil escritor, enxergou na filosofia uma chance de desenvolver suas aptid\u00f5es e de se encaminhar na vida. Eu sou branco. Nasci em casa de m\u00e9dicos. Enxerguei na filosofia uma fuga da vida med\u00edocre e mesquinha em que cresci, aceitando o rebaixamento social que acompanhava essa decis\u00e3o. Para minha fam\u00edlia foi uma esp\u00e9cie de trag\u00e9dia. Meses antes de prestar o vestibular eu tentei tirar minha pr\u00f3pria vida. Apesar das trajet\u00f3rias sociais inversas, eu e o Lucas t\u00ednhamos muito em comum: encar\u00e1vamos a atividade intelectual como uma oportunidade de viver.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa frase de Amiri Baraka, zombando da morte e saudando com entusiasmo a express\u00e3o do esp\u00edrito humano na m\u00fasica de John Coltrane, me faz pensar muito no Lucas. Como uma obsess\u00e3o terr\u00edvel, a possibilidade de tirar a pr\u00f3pria vida nunca lhe foi estranha. Paradoxalmente, a radicalidade com que encarava a exist\u00eancia fazia-o entusiasmar-se por uma infinidade de coisas. Para aqueles que n\u00e3o tiveram a felicidade que eu tive, de conviver um bocado com ele, preciso testemunhar a alegria com que receb\u00edamos o Lucas em nossa casa para fazer o que ele mais gostava: jantar com os amigos e poder compartilhar, entre um copo de cerveja e outro, as novas leituras que havia feito, as novas s\u00e9ries e filmes que tinha assistido, as novas pessoas que havia conhecido, o novo texto que havia escrito. N\u00e3o bastava contar. N\u00f3s t\u00ednhamos que conhecer de fato cada uma dessas coisas: e ent\u00e3o ele se punha a ler, ou insistia para assistirmos algo, ou marcava o pr\u00f3ximo encontro no Bar do Luiz\u00e3o, na Santa Cec\u00edlia, para que nos apresentasse aos seus novos ou antigos amigos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">.<\/h2>\n\n\n\n<p>Feita essa introdu\u00e7\u00e3o, queria agradecer o convite para participar dessa cerim\u00f4nia. Trata-se, afinal, da <em>defesa <\/em>da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado do Lucas. Na sua aus\u00eancia, fico feliz de poder defender esse meu querido amigo, a quem ali\u00e1s acorri para defender algumas outras vezes. Me sinto verdadeiramente honrado de poder expressar toda a admira\u00e7\u00e3o que tenho por ele, de falar um pouco sobre as suas ang\u00fastias e tamb\u00e9m de disputar o seu legado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favidas, a caracter\u00edstica mais marcante do Lucas era a sua ousadia. Dotado de senso de humor \u00e1cido e de uma disposi\u00e7\u00e3o aguerrida para defender suas posi\u00e7\u00f5es, com uma certa frequ\u00eancia ele se via metido em confrontos virulentos. Sendo ao mesmo tempo uma pessoa profundamente exigente e um camarada comprometido com aqueles a quem considerava parceiros, nunca lhe faltaram amigos com quem pudesse contar nessas horas. Eles eram muitos, uma verdadeira legi\u00e3o, n\u00e3o por acaso esta sala hoje est\u00e1 cheia. H\u00e1 ainda muitos outros que n\u00e3o compareceram a este evento. Menciono textualmente a Mariana Luppi e Um\u00ea Morita, figuras de um c\u00edrculo de amizades mais amplo, formado por ex-estudantes de filosofia cujo conv\u00edvio se estabeleceu sobretudo fora das salas de aula e que por isso mesmo perdurou no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>And\u00e1vamos muito preocupados com o Lucas, que vinha se queixando recorrentemente do seu sofrimento ps\u00edquico nas semanas anteriores \u00e0 sua despedida. A demanda por apoio era t\u00e3o intensa, que organizamos um grupo para garantir que haveria sempre algu\u00e9m em contato com ele, dissuadindo de suas idea\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas e incentivando-o a procurar ajuda especializada. Uma semana antes da not\u00edcia que escandalizou a todos n\u00f3s, fomos em grupo visit\u00e1-lo. Pusemo-lo no carro, fomos tomar um farto caf\u00e9 da tarde e depois passear por um parque \u00e0 beira da represa Guarapiranga. Estirados na grama, nosso papo era acompanhado pelo ru\u00eddo de uma linha de transmiss\u00e3o que cortava o c\u00e9u. A Mari eternizou esse momento, o \u00faltimo que estivemos ao lado dele, em um poema que gostaria de ler para voc\u00eas:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Voc\u00ea nunca vai envelhecer<br> Seu sorriso tranquilo <br>Dissolvido na grama<br>Vai prevalecer<br>E quando eu arriscar esquecer<br> Vou lembrar<br>Das \u00e1guas tranquilas<br>Do dia em que a eletricidade zunia<br> Na periferia <br>E voc\u00ea sempre estar\u00e1 <br>Fumando seus fortes cigarros<br> Tirando sarro<br>De tudo que merecia<br>Da pol\u00edtica, das pessoas, <br>Da filosofia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">A Mari, que passou por esse departamento para nunca mais voltar (e fez, como voc\u00eas podem perceber, uma excelente escolha pela literatura), jamais faria a concess\u00e3o de dar um lugar t\u00e3o destacado \u00e0 filosofia em sua homenagem po\u00e9tica ao Lucas. Originalmente o verso final era \u201cpoesia\u201d, mas me concedo essa liberdade de tirar sarro da filosofia porque \u00e9 um gesto que o Lucas sem d\u00favidas permitiria a si pr\u00f3prio e aprovaria, com uma grande gargalhada, que eu fizesse.<\/p>\n\n\n\n<p>Rir da filosofia para o Lucas era algo menos bentopradiano do que situacionista. Tendo entrado alguns anos depois de mim no curso, ele participou do Centro Acad\u00eamico e de grupos de leitura sobre a universidade em uma turma posterior a que eu mesmo compus. Nesses espa\u00e7os ele passou a conhecer uma extensa bibliografia cr\u00edtica da universidade. Essa forma\u00e7\u00e3o paralela \u00e0 sala de aula impregnou sua personalidade, organizou seu c\u00edrculo de conv\u00edvio e sua atitude com rela\u00e7\u00e3o a esta institui\u00e7\u00e3o. Bem ao estilo do pr\u00f3prio Lucas, eu gostaria de tamb\u00e9m ler para voc\u00eas uma montagem de fragmentos do texto que certamente mais o marcou nessas viv\u00eancias, um libelo situacionista intitulado \u201cDa mis\u00e9ria no meio estudantil\u201d,<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_3383_1('footnote_plugin_reference_3383_1_2');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_3383_1('footnote_plugin_reference_3383_1_2');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_3383_1_2\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[2]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_3383_1_2\" class=\"footnote_tooltip\">Internacional Situacionista. <em>Situacionista: teoria e pr\u00e1tica da revolu\u00e7\u00e3o<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Francis Wuillaume e Leo Vinicius. S\u00e3o Paulo: Conrad, 2002, pp. 27-59.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_3383_1_2').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_3383_1_2', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> que ele frequentemente mencionava nas nossas conversa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Pode-se dizer, sem grandes riscos de errar, que o estudante \u00e9, depois do policial e do padre, o ser mais universalmente desprezado. \u00c9 duro olhar de frente a realidade estudantil. Numa \u201csociedade de abund\u00e2ncia\u201d, o status do atual estudante \u00e9 de extrema pobreza. A mis\u00e9ria do estudante est\u00e1 aqu\u00e9m da mis\u00e9ria da sociedade do espet\u00e1culo, da nova mis\u00e9ria do novo proletariado. Mas as raz\u00f5es que fundamentam o nosso desprezo pelo estudante s\u00e3o de outra ordem. Elas n\u00e3o se referem apenas \u00e0 sua mis\u00e9ria real, mas tamb\u00e9m \u00e0 sua complac\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o a todas as mis\u00e9rias, sua propens\u00e3o doentia a consumir aliena\u00e7\u00e3o em sossego, nutrindo a esperan\u00e7a, face \u00e0 falta de interesse geral, de chamar a aten\u00e7\u00e3o para a sua mis\u00e9ria particular.<br>Continua ent\u00e3o a ouvir respeitosamente seus mestres, com a vontade consciente de perder qualquer esp\u00edrito cr\u00edtico de modo a melhor comungar da ilus\u00e3o m\u00edstica de ter se tornado um \u201cestudante\u201d, algu\u00e9m que est\u00e1 tratando seriamente de aprender um conhecimento s\u00e9rio, na esperan\u00e7a de que ir\u00e1 realmente receber o conhecimento das \u201cderradeiras verdades\u201d.<br>Tirando proveito das falhas do controle, que obriga aqui e agora a conservar um pequeno setor puramente intelectual, a \u201cpesquisa\u201d, eles v\u00e3o tranquilamente elevar a turbul\u00eancia ao mais alto n\u00edvel: seu desprezo declarado pelo sistema caminha no mesmo passo que a lucidez que lhes permite justamente serem mais fortes que os servi\u00e7ais do sistema e, em primeiro lugar, mais fortes intelectualmente.<br>O estudante \u00e9 um produto da sociedade moderna, tanto quanto Godard ou a Coca-Cola. Sua extrema aliena\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser contestada pela contesta\u00e7\u00e3o de toda a sociedade.<br>A revolu\u00e7\u00e3o, tal qual a vida que ela anuncia, deve ser reinventada. O proletariado, que j\u00e1 era no s\u00e9culo XIX o herdeiro da filosofia, tornou-se agora, al\u00e9m disso, o herdeiro da arte moderna e da primeira cr\u00edtica consciente da vida cotidiana. As revolu\u00e7\u00f5es prolet\u00e1rias ser\u00e3o festas ou n\u00e3o ser\u00e3o nada, pois a vida que anunciam ser\u00e1, ela pr\u00f3pria, criada sob o signo da festa.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">.<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Passo agora a comentar brevemente a disserta\u00e7\u00e3o de Lucas sobre Benjamin, que \u00e9 o pretexto para estarmos hoje reunidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Ainda nos anos 1920, Benjamin se colocou como um dos mais refinados leitores da literatura alem\u00e3, ao escrever seu ensaio sobre <em>As afinidades eletivas <\/em>de Goethe. Debru\u00e7ou-se sobre o barroco, o romantismo, o romance, a poesia e o teatro de vanguarda, foi o primeiro tradutor de Proust em l\u00edngua alem\u00e3. Articulou alegoricamente a cr\u00edtica liter\u00e1ria, o marxismo e a teologia em uma vis\u00e3o hist\u00f3rica \u00fanica, solid\u00e1ria da tradi\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria e do modernismo mais recente, cuja for\u00e7a social se empenhou em dissecar. Uma d\u00e9cada ap\u00f3s sua catastr\u00f3fica morte em 1940, a reuni\u00e3o de seus escritos se impunha como documento de uma das consci\u00eancias mais agudas do seu tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da magnitude que Walter Benjamin representa, \u00e9 por um vi\u00e9s resolutamente defensivo que Lucas fala dele em sua disserta\u00e7\u00e3o. Dono de uma ousadia intelectual singular e de uma independ\u00eancia que n\u00e3o fazia concess\u00f5es, o experimentalismo cr\u00edtico de Benjamin n\u00e3o foi acolhido, em seu tempo, com a mesma generosidade que ele pr\u00f3prio exerceu frente aos fen\u00f4menos que lhe despertavam \u00eaxtase. Benjamin era tamb\u00e9m e sobretudo um pobre diabo e um fl\u00e2neur solit\u00e1rio, colecionando fracassos ao longo da vida. Um estudante, em suma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao demonstrar que a \u201cmontagem\u201d era o dispositivo te\u00f3rico mais avan\u00e7ado da gera\u00e7\u00e3o de Benjamin, permitindo agarrar pelos chifres a atualidade desconcertante das vanguardas heroicas, Lucas procura combater p\u00e1gina a p\u00e1gina o desd\u00e9m institucional que marcou boa parte da recep\u00e7\u00e3o dos escritos de Benjamin, a come\u00e7ar pelo pr\u00f3prio Theodor Adorno \u2013 figura de proa da teoria cr\u00edtica que Lucas detestava, jamais o perdoando pela cegueira te\u00f3rica de ter desacreditado a teoria benjaminiana da montagem perante seus colegas do Instituto de Pesquisa Social.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos o quanto nossa tradi\u00e7\u00e3o local de historiografia filos\u00f3fica preconiza uma alian\u00e7a provis\u00f3ria do leitor com o autor estudado, ensinando a interpretar os fil\u00f3sofos pela leitura rigorosa da trama conceitual elaborada por eles. Um dos m\u00e9ritos escolares da disserta\u00e7\u00e3o do Lucas \u00e9 justamente esse. Ele pretende mostrar, documentando o itiner\u00e1rio conceitual do autor, como o empenho de Benjamin em elaborar uma anal\u00edtica da modernidade capitalista por meio do conceito de montagem era a fornalha que alimentava a parte mais importante de sua produ\u00e7\u00e3o cr\u00edtico-te\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao acerto exeg\u00e9tico dessa leitura, pudemos ouvir opini\u00f5es mais credenciadas do que a minha. Neste momento, n\u00e3o consigo deixar de ler o seu texto sob um outro ponto de vista. Aproveito para mencionar que, a despeito das expectativas dos seus mestres, n\u00e3o estava claro para o Lucas se ele seguiria na \u00e1rea da pesquisa, uma vez conclu\u00eddo o mestrado. Dizia que, se fosse fazer um doutorado em filosofia, o que era improv\u00e1vel, seu objeto provavelmente seria Siegfried Kracauer, uma figura t\u00e3o ou mais heterodoxa do que o pr\u00f3prio Benjamin, igualmente ligado ao que conhecemos como teoria cr\u00edtica e que nos legou um amplo conjunto de escritos originais sobre o cinema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Trinta anos depois da injusti\u00e7a infligida a Benjamin, Adorno dedicou um breve ensaio \u00e0 tentativa de esbo\u00e7ar algo como a personalidade intelectual de Kracauer. Sob influ\u00eancia de figuras da comunidade judaica de Frankfurt, o secundarista Adorno passou a ser aprendiz de Kracauer, dedicando-se a ler com ele regularmente nas tardes de s\u00e1bado a <em>Cr\u00edtica da raz\u00e3o pura<\/em>. Em seu testemunho, alega ter realizado com Kracauer um aprendizado decisivo: captar o momento de express\u00e3o da filosofia, isto \u00e9, dizer aquilo que vem \u00e0 mente. Mais essenciais do que a continuidade do nexo de sentido, que a filosofia profissional, animada por uma mania de sistema, acentuaria por sua pr\u00f3pria conta, eram as feridas que o conflito deixa na doutrina. Em Kracauer, diz Adorno,<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left\">aquilo que urgia \u00e0 express\u00e3o filos\u00f3fica era a quase ilimitada capacidade de sofrimento: express\u00e3o e sofrimento est\u00e3o irmanados um com o outro. Sua rela\u00e7\u00e3o com a verdade era de tal modo que o sofrimento, sem ser dissimulado e atenuado, entrava no pensamento [&#8230;]. Ele me parecia, continua Adorno, embora n\u00e3o fosse em nada sentimental, um homem sem pele; como se tudo que \u00e9 exterior acometesse sua interioridade indefesa; como se disso ele n\u00e3o pudesse se proteger sen\u00e3o ao dar voz a sua vulnerabilidade.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_3383_1('footnote_plugin_reference_3383_1_3');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_3383_1('footnote_plugin_reference_3383_1_3');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_3383_1_3\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[3]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_3383_1_3\" class=\"footnote_tooltip\">Theodor W. Adorno. <em>O curioso realista<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Laura Rivas Gagliardi e Vicente A. de Arruda Sampaio. Novos Estudos, n. 85, nov. 2009, p. 6-7.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_3383_1_3').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_3383_1_3', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Em Benjamin e Kracauer, Lucas n\u00e3o procurava apenas ferramentas para o intento de se tornar um cr\u00edtico refinado e sutil, mas tamb\u00e9m uma irmandade de esp\u00edrito ao mesmo tempo sens\u00edvel e radical.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o consigo deixar de ler a disserta\u00e7\u00e3o de Lucas sem ser afetado pela m\u00e1 consci\u00eancia que contaminava seus esfor\u00e7os. Embora n\u00e3o se satisfizesse com o papel de estudante d\u00f3cil e aplicado, levava a s\u00e9rio o seu estudo monogr\u00e1fico, procurando reconciliar exig\u00eancias contradit\u00f3rias: esfor\u00e7ava-se em fazer justi\u00e7a hist\u00f3rica ao pensamento livre, f\u00e9rtil e revolucion\u00e1rio de Walter Benjamin, almejava obter reconhecimento acad\u00eamico e a garantia de uma sobreviv\u00eancia material digna, pretendia demonstrar a natureza acanhada e conservadora do saber universit\u00e1rio, ansiava armar-se de um arsenal cr\u00edtico que permitisse ultrapassar as compartimenta\u00e7\u00f5es da pesquisa universit\u00e1ria e intervir politicamente em nosso tempo hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrar no curso de filosofia da USP foi provavelmente o acontecimento mais importante da vida do Lucas. Seus familiares est\u00e3o aqui para confirmar. Apesar das in\u00fameras dificuldades que enfrentou, dos novos fantasmas que se avizinharam aos antigos, os encontros que este lugar proporcionou moldaram a personalidade e os sonhos do Lucas. Por esse motivo, culpar a universidade pela sua morte \u00e9 uma viol\u00eancia contra a sua mem\u00f3ria. Sabemos como s\u00e3o recorrentes os casos de suic\u00eddio entre estudantes universit\u00e1rios, e em especial de estudantes de filosofia. Mas \u00e9 importante que se diga isso publicamente: ele abominava o gesto militante de transformar esses colegas em \u201cv\u00edtimas\u201d do pretenso descaso universit\u00e1rio, ou \u201cm\u00e1rtires\u201d da luta por melhores condi\u00e7\u00f5es de estudo. A discuss\u00e3o sobre o atendimento de demandas socioassistenciais pela Universidade \u00e9 urgente e necess\u00e1ria, mas n\u00e3o cabe ser feita nesse momento.<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu gostaria de dizer \u00e9 que na homenagem que prestamos a ele como um pesquisador excepcional, como s\u00edmbolo de excel\u00eancia acad\u00eamica, h\u00e1 tamb\u00e9m uma viol\u00eancia contra o seu legado. Ainda que Benjamin n\u00e3o fosse o seu tema de pesquisa, eu n\u00e3o deixaria de mencionar que todo documento de cultura \u00e9 tamb\u00e9m um documento da barb\u00e1rie, e a disserta\u00e7\u00e3o inacabada que eles nos deixa atesta tanto o vigor do seu esp\u00edrito como as condi\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis em que nos encontramos na universidade. N\u00e3o me refiro apenas \u00e0 escassez de bolsas, \u00e0 precariedade da moradia estudantil. Mas tamb\u00e9m ao fato de que a universidade segue sendo uma m\u00e1quina de suscitar e de destruir pensamento, como escreveu certa vez Roberto Schwarz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Em diversos momentos da disserta\u00e7\u00e3o, o enrijecimento tecnocr\u00e1tico da escrita, mesmo c\u00ednico, sinaliza o quanto a norma da pretensa excel\u00eancia acad\u00eamica oprimia o Lucas, ferreteava a sua imagina\u00e7\u00e3o como a de tantos n\u00f3s. Contra as recorrentes amea\u00e7as que fragilizam as humanidades, aumentamos a dosagem do veneno que nos intoxica e nos deprime. Imprimimos um ar de seriedade branca e burguesa \u00e0 nossa atividade intelectual; aceitamos escandir nossas vidas segundo prazos de entrega, como zelosos funcion\u00e1rios de uma organiza\u00e7\u00e3o qualquer. Talvez a universidade esteja fadada a n\u00e3o ser outra coisa. E \u00e9 por isso mesmo que fazer do Lucas um acad\u00eamico exemplar \u00e9 um disparate e uma viol\u00eancia tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u00c9 curioso enxergar suas palavras vacilando quando se trata de emitir um ju\u00edzo em sua disserta\u00e7\u00e3o. O texto hesita, o argumento escapa entre os dedos. Seu estilo pessoal era inteiramente diferente. Apreciava emitir julgamentos perempt\u00f3rios, n\u00e3o porque se satisfizesse com meras impress\u00f5es do assunto em pauta, mas porque o efeito de choque era parte de sua ret\u00f3rica. Com o assentimento sum\u00e1rio ou a pronta contesta\u00e7\u00e3o do seu interlocutor, passava ent\u00e3o a desfiar os racioc\u00ednios que compunham sua vis\u00e3o, sempre esquadrinhada por referenciais te\u00f3ricos claros.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">.<\/h1>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com a sobreviv\u00eancia material consumia a n\u00f3s dois. Essa incerteza tornava angustiante a alternativa entre continuar insistindo na carreira acad\u00eamica em filosofia ou abrir m\u00e3o desse projeto e partir para outra. Como homem negro de origem modesta, qualquer alternativa impunha a ele dificuldades que n\u00e3o eram pequenas. No final da vida, ele chegou inclusive a preparar terreno para outras investidas: havia se colocado muito bem em um processo seletivo para um cargo relevante do Sesc, ligado \u00e0 curadoria de artes da institui\u00e7\u00e3o, processo ali\u00e1s que prestamos juntos e em que tive a alegria de ser chamado rapidamente. Era uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 que volt\u00e1ssemos a ser colegas em um novo lugar n\u00e3o menos contradit\u00f3rio. Al\u00e9m disso, ele passara algum tempo se qualificando para trabalhar como redator publicit\u00e1rio, algo que come\u00e7ara a desempenhar antes de entrar na Universidade. Em quest\u00e3o de poucos meses conseguiu uma vaga razo\u00e1vel na \u00e1rea, em que passou a trabalhar de maneira remota.<br>Resolveu que a vida n\u00e3o valia a pena ser vivida por volta das 17h de uma segunda-feira. Sentia-se fracassado e arrependido do esfor\u00e7o gasto com a filosofia. Estava lidando com efeitos colaterais de medicamentos antidepressivos, com o dissabor profissional e com mem\u00f3rias inc\u00f4modas da inf\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Que o seu legado seja de irrever\u00eancia cr\u00edtica, de ousadia e de intelig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots\"\/>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-theme-palette-2-color has-alpha-channel-opacity has-theme-palette-2-background-color has-background\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-theme-palette-9-color has-theme-palette-4-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-47fd8f71a46383b1c50bcdbe911c1740\">O texto &#8220;Homenagem a Lucas Souza&#8221; foi apresentado na cerim\u00f4nia de titula\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma de Lucas Melo Souza, que aconteceu no audit\u00f3rio do Departamento de Filosofia da FFLCH-USP em 14 de agosto de 2023. O evento foi organizado pelo seu orientador Luiz Repa (USP) e contou tamb\u00e9m com as participa\u00e7\u00f5es de Ta\u00edsa Palhares (Unicamp) e&nbsp;Luciano Gatti (Unifesp)<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-61ecc280 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"padding-top:2.5rem;padding-right:2.5rem;padding-bottom:2.5rem;padding-left:2.5rem\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:75%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mateus Castilha<\/h2>\n\n\n\n<p>Mateus Castilha \u00e9 pesquisador em filosofia e fot\u00f3grafo. Trabalha atualmente na programa\u00e7\u00e3o art\u00edstica do Sesc-SP. Defendeu mestrado intitulado &#8220;Foucault e a deuxi\u00e8me gauche&#8221; pela FFLCH-USP.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Autor<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_3383_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_3383_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_3383_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_3383_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_3383_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_3383_1('footnote_plugin_tooltip_3383_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">&nbsp;LeRoi Jones. <em>Black Music<\/em>. Nova York: William Morrow &amp; Company, Inc, 1970, p. 64. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_3383_1_2\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_3383_1('footnote_plugin_tooltip_3383_1_2');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>2<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Internacional Situacionista. <em>Situacionista: teoria e pr\u00e1tica da revolu\u00e7\u00e3o<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Francis Wuillaume e Leo Vinicius. S\u00e3o Paulo: Conrad, 2002, pp. 27-59.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_3383_1_3\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_3383_1('footnote_plugin_tooltip_3383_1_3');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>3<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Theodor W. Adorno. <em>O curioso realista<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Laura Rivas Gagliardi e Vicente A. de Arruda Sampaio. Novos Estudos, n. 85, nov. 2009, p. 6-7.<\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_3383_1() { jQuery('#footnote_references_container_3383_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_3383_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_3383_1() { jQuery('#footnote_references_container_3383_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_3383_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_3383_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_3383_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_3383_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_3383_1(); } } function footnote_moveToReference_3383_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_3383_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } } function footnote_moveToAnchor_3383_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_3383_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } }<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um cr\u00edtico musical norte-americano, conhecido posteriormente como Amiri Baraka, escreveu certa vez sobre John Coltrane: \u201csua m\u00fasica \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais o suic\u00eddio parece uma coisa t\u00e3o enfadonha\u201d. 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