{"id":3353,"date":"2024-08-20T00:14:29","date_gmt":"2024-08-20T00:14:29","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=3353"},"modified":"2024-08-20T00:43:24","modified_gmt":"2024-08-20T00:43:24","slug":"modesto-carone-o-fausto-do-seculo-xx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/08\/20\/modesto-carone-o-fausto-do-seculo-xx\/","title":{"rendered":"O Fausto do s\u00e9culo XX \u2013 Modesto Carone"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u00c0 mem\u00f3ria de Marilene Carone, tradutora de Freud<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do tamanho consider\u00e1vel, \u201cO Castelo\u201d, de Franz Kafka, chegou a n\u00f3s como fragmento. As 495 p\u00e1ginas da edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica alem\u00e3 terminam bruscamente no meio de uma frase. Saber por que isso acontece \u00e9 um dos enigmas que se acrescentam aos da pr\u00f3pria obra, sem dizer que esse torso colossal foi redigido em cerca de seis meses, de fins de fevereiro a fim de agosto\/come\u00e7o de setembro de 1922. Entretanto, adiantando um pouco as coisas, uma anota\u00e7\u00e3o feita pelo poeta de Praga, em 9 de novembro de 1903, oferece uma imagem capaz de, pelo menos em parte, favorecer a compreens\u00e3o deste Fausto kafkiano (denomina\u00e7\u00e3o que aparece no m\u00ednimo duas vezes em sua bibliografia). O que ela diz \u00e9 o seguinte: \u201cAlguns livros funcionam como uma chave para as salas desconhecidas do nosso pr\u00f3prio castelo\u201d. Max Brod, o amigo e testamenteiro do romancista, refere tamb\u00e9m uma passagem de 1914 dos \u201cDi\u00e1rios\u201d, na qual se fala de um estranho que entra numa aldeia sem conseguir alojamento numa hospedaria. N\u00e3o custa recordar que no \u201cCastelo\u201d existem duas hospedarias, o Albergue da Ponte e a Hospedaria dos Senhores, onde K., o protagonista do livro, \u00e9 e n\u00e3o \u00e9 -ao mesmo tempo- recebido e repelido sem maiores explica\u00e7\u00f5es. Voltando \u00e0 hist\u00f3ria que informa sobre a elabora\u00e7\u00e3o do texto original (\u201cDas Schloss\u201d), \u00e9 certo que, no dia 15 de mar\u00e7o de 1922, o escritor leu o primeiro cap\u00edtulo do romance para Brod na capital tcheca. A parte mais substantiva da obra, por\u00e9m, foi escrita, com toda probabilidade, na aldeia de Spindlerm\u00fchle e em Plan\u00e1, onde morava Ottla, a irm\u00e3 predileta do autor. Segundo alguns especialistas <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_3353_1('footnote_plugin_reference_3353_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_3353_1('footnote_plugin_reference_3353_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_3353_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_3353_1_1\" class=\"footnote_tooltip\"> Esse e outros dados do posf\u00e1cio podem ser encontrados na minienciclop\u00e9dia sobre o escritor intitulada &#8220;Kafka-Handbuch&#8221;, de Hartmut Binder, 2 vols., Alfred Kr\u00f6ner, Stuttgart, 1979. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_3353_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_3353_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>  -e seu n\u00famero \u00e9 crescente-, teria sido decisiva para o nascimento de \u2018O Castelo\u201d a inquieta\u00e7\u00e3o emocional que Kafka experimentou na rela\u00e7\u00e3o feliz-infeliz que estabeleceu, entre o fim de 1919 e maio de 1923, com Milena Jesensk\u00e1, a intelectual e escritora que traduziu muitas de suas narrativas para o tcheco. Na opini\u00e3o de v\u00e1rios cr\u00edticos, essa mulher not\u00e1vel, assassinada no campo de concentra\u00e7\u00e3o de Ravensbr\u00fcck, serviu de modelo para a constru\u00e7\u00e3o da figura de Frieda, cujo nome remete ao termo alem\u00e3o \u201cFriede\u201d, que quer dizer \u201cpaz&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obra quase queimada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>Seja como for, o livro foi publicado postumamente, pouco antes de 9 de dezembro de 1926, por iniciativa pessoal de Brod. Imaginar hoje que uma obra magna como esta esteve a ponto de ser queimada, por vontade expressa do autor, \u00e9 quase inimagin\u00e1vel -se n\u00e3o fosse verdade. Visto em conjunto, o trabalho estritamente art\u00edstico de Kafka n\u00e3o \u00e9 de forma alguma pequeno, embora ele tenha morrido aos 40 anos e 11 meses. Mas o trio de ferro que escora esse edif\u00edcio, no plano concreto da \u201cWeltliteratur\u201d, s\u00e3o \u201cO Castelo\u201d, \u201cO Processo\u201d e \u201cA Metamorfose\u201d (que, <em>en passant<\/em>, Elias Canetti considera o maior feito da fic\u00e7\u00e3o na literatura ocidental). Muitos comentadores -cit\u00e1-los, por si s\u00f3, seria uma tarefa extenuante, pois a fortuna cr\u00edtica do ficcionista j\u00e1 ultrapassava, em 1980, a cifra dos 10 mil t\u00edtulos, entre livros e artigos de porte- afirmam, com maior ou menor grau de convic\u00e7\u00e3o, que teriam contribu\u00eddo para o cen\u00e1rio do entrecho, entre outros lugares, a aldeia de Wossek, na ex-Tchecoslov\u00e1quia, onde moraram o av\u00f4 e o pai de Kafka e que ele visitou quando era menino, o castelo Friedland e \u2013 inevitavelmente &#8211; o Hradschin de Praga. De qualquer maneira, o que foi um dia mero \u201celemento externo\u201d, como a paisagem objetiva, passou a integrar, no corpo da obra, o extraordin\u00e1rio branco-e-preto que alimenta os contrastes de exteriores nevados e interiores escuros -muitas vezes expressionistas- na fatura da obra. Quanto \u00e0s famosas \u201cinflu\u00eancias\u201d sofridas pelo romance, os estudiosos n\u00e3o t\u00eam m\u00e3os a medir e arrolam desde o \u201cTemor e Tremor\u201d, de Kierkegaard, \u201cO Outro Lado\u201d, do artista pl\u00e1stico e liter\u00e1rio Alfred Kubin, a \u201cEduca\u00e7\u00e3o Sentimental\u201d, de Flaubert (que comprovadamente marcou o cora\u00e7\u00e3o e o esp\u00edrito do autor tcheco), passando por uma extensa esteira de outros livros e autores, incluindo-se a\u00ed a \u201cDivina Com\u00e9dia\u201d, de Dante, \u201cDo Amor\u201d, de Stendhal, e as \u201cAfinidades Eletivas\u201d, de Goethe. \u00c9 claro que a abund\u00e2ncia de refer\u00eancias atua como linha auxiliar no entendimento de um livro complexo, mas nem de longe d\u00e1 conta dessa complexidade. \u00c9 oportuno assinalar, n\u00e3o obstante, que um kafkiano pouco conhecido sugere um paralelo de grande interesse ao lembrar, a prop\u00f3sito do \u201cCastelo\u201d, uma passagem do \u201cMundo como Vontade e Representa\u00e7\u00e3o\u201d, de Schopenhauer (par\u00e1grafo 17 do segundo livro), segundo a qual um homem dominado por uma vontade inesgot\u00e1vel circula em volta de um castelo na busca in\u00fatil de uma entrada. Reduzido ao osso e abstra\u00eddo com viol\u00eancia o rico tecido de perip\u00e9cias, o tema do romance de Kafka \u00e9 exatamente esse; mas \u00e9 conhecido que o escritor praguense n\u00e3o partilhava do pessimismo de Schopenhauer, embora -conforme consta em pesquisas de filigrana- ele tenha se valido de certas imagens e at\u00e9 de uma ou outra terminologia do fil\u00f3sofo alem\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dupla salva\u00e7\u00e3o dos manuscritos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>Os manuscritos de \u201cO Castelo\u201d, que cobrem numerosos cadernos e folhas soltas com os \u201cgarranchos\u201d de Kafka (a express\u00e3o \u00e9 dele), ficaram na posse de Max Brod ap\u00f3s a morte do escritor. O amigo, ali\u00e1s, salvou os originais duas vezes: a primeira, como se sabe, ao recusar expressamente a destru\u00ed-los, contrariando o desejo do autor; a segunda, quando as tropas nazistas ocuparam Praga em mar\u00e7o de 1939 e ele conseguiu escapar da cidade para Tel Aviv, levando consigo o esp\u00f3lio liter\u00e1rio de Kafka. Foi esse ato de resgate que possibilitou a reedi\u00e7\u00e3o dos escritos no per\u00edodo p\u00f3s-guerra, entre os quais \u201cO Castelo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando em 1956 o Oriente M\u00e9dio se viu amea\u00e7ado pela guerra, a maior parte dos manuscritos de Kafka, sem exclus\u00e3o deste romance, foi enviada para a Su\u00ed\u00e7a; de l\u00e1 chegou, em 1961, por desejo dos herdeiros, a Oxford e foi depositada na Bodleian Library, onde se encontra at\u00e9 hoje. Foi com base nesse material que surgiu, em 1982, a edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do texto. Em resumo, a cronologia da obra impressa \u00e9 a seguinte -e ela explica por que apareceram vers\u00f5es diferentes do \u201cCastelo\u201d em todas as l\u00ednguas:<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa edi\u00e7\u00e3o: publicada por Max Brod na editora Kurt Wolff de Munique em 1926. Brod afirmou que nesta edi\u00e7\u00e3o deixou de lado v\u00e1rias passagens e o desfecho do romance;<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00aa edi\u00e7\u00e3o: publicada por Max Brod e Heinz Politzer pela editora Schocken de Berlim em 1935. O texto cont\u00e9m numerosas variantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o; foram colocados os t\u00edtulos dos cap\u00edtulos;<\/p>\n\n\n\n<p>3\u00aa edi\u00e7\u00e3o: publicada por Max Brod na editora Schocken de Nova York em 1946. Cont\u00e9m o trecho final do romance.<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa edi\u00e7\u00e3o autorizada (Lizenzausgabe): publicada por Max Brod pela editora S. Fischer de Frankfurt em 1951. \u00c9 id\u00eantica \u00e0s edi\u00e7\u00f5es de 1935 a 1946.<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00aa edi\u00e7\u00e3o autorizada (Lizenzausgabe): publicada por Max Brod pela editora S. Fischer de Frankfurt em 1960. Texto id\u00eantico ao da primeira edi\u00e7\u00e3o autorizada de 1951.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o significativa de &#8220;O Castelo&#8221; \u00e9 a chamada edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica (kritische Ausgabe), de Malcolm Pasley, elaborada a partir dos manuscritos de Oxford. Incorpora as passagens riscadas, decifra outras e integra os ap\u00eandices, tendo num total aproximado de 250 linhas; alguns cap\u00edtulos, como o primeiro, assumem parte do seguinte. Apesar das obje\u00e7\u00f5es surgidas, esta edi\u00e7\u00e3o definitiva \u00e9 a melhor de todas as anteriores. O problema crucial levantado pelo \u201cCastelo\u201d, evidentemente, \u00e9 saber o que significa o vaiv\u00e9m compulsivo do personagem central, K., entre a aldeia e as proximidades do castelo. Numa de suas tiradas, ali\u00e1s, o autor reitera que est\u00e1 \u201csempre tentando explicar algo que n\u00e3o pode ser explicado\u201d; nesse sentido, a impress\u00e3o do leitor \u00e9 a de que as rela\u00e7\u00f5es de Kafka com os objetos, os acontecimentos e as pessoas s\u00f3 eram vis\u00edveis nos hier\u00f3glifos do medo. Nessa dire\u00e7\u00e3o, n\u00e3o admira que a fic\u00e7\u00e3o kafkiana seja um esfor\u00e7o do her\u00f3i (ou anti-her\u00f3i) para descobrir o significado de um fato central na sua exist\u00eancia, ou seja: o temor sem explica\u00e7\u00e3o. De qualquer modo, \u00e9 poss\u00edvel desconfiar que esse \u201cmedo\u201d abre uma trilha para a conquista da verdade. Se for mesmo assim, quem o l\u00ea tem o proveito de rememorar o c\u00e9lebre \u201cCongresso Internacional do Medo\u201d, de Carlos Drummond de Andrade, insuspeitad\u00edssima alma c\u00famplice, nesse aspecto, do artista tcheco. De volta ao \u201cCastelo\u201d, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil admitir que ele tem o desenho de um estudo realizado nas sombras -como se K. estivesse tateando no escuro em busca de uma harmonia desconhecida que, sibilinamente, ultrapassa as complica\u00e7\u00f5es do presente. Apesar disso, contudo, o romance n\u00e3o empreende a menor tentativa de persuadir o leitor de que as perip\u00e9cias relatadas devam ser como s\u00e3o. Medindo as palavras, o que ele faz \u00e9 apresentar imagens, assegurando que elas s\u00e3o assim mesmo (alternativa do &#8220;so ist es&#8221; de Adorno). Em outros termos, ningu\u00e9m parece de fato ter estado naquela aldeia nem naquele castelo do misterioso conde Westwest, e K. se limita a atravessar dom\u00ednios em que a imagina\u00e7\u00e3o -sempre exata- por assim dizer deita e rola. As coisas simplesmente acontecem e n\u00e3o t\u00eam compromisso algum com o entendimento normal das pessoas. Talvez a grande dificuldade do romance seja essa. Pois como entender uma coisa que deliberadamente est\u00e1 al\u00e9m de nossa compreens\u00e3o? A sensa\u00e7\u00e3o mais forte \u00e9 a de que o leitor precisa ter um senso de espanto -de cren\u00e7a em que existe um gr\u00e3o de verdade na rocha inexplic\u00e1vel \u00e0 qual este Prometeu moderno est\u00e1 acorrentado. Com certeza era por isso que Kafka dizia ser necess\u00e1rio escrever na obscuridade, como se fosse num t\u00fanel: \u201cMinhas hist\u00f3rias s\u00e3o uma esp\u00e9cie de fechar de olhos\u201d, diz ele. O que, por sinal, n\u00e3o o impede de conceber seu trabalho como um esfor\u00e7o para encontrar, flaubertianamente, a palavra justa, pois para ele a escrita essencial \u00e9 uma forma de ora\u00e7\u00e3o ou, por outra via, um &#8220;assalto \u00e0 fronteira&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><br><\/strong><strong><br><\/strong><strong>Itiner\u00e1rio da cr\u00edtica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>As interpreta\u00e7\u00f5es de \u201cO Castelo\u201d t\u00eam um volume e uma diversidade que nenhum posf\u00e1cio sensato \u00e9 capaz de reproduzir -sem mencionar que a iniciativa seria in\u00f3cua, uma vez que a inst\u00e2ncia mais indicada \u00e9 a experi\u00eancia concreta do leitor. \u00c9 poss\u00edvel, em todo caso, que n\u00e3o seja mera perda de tempo esbo\u00e7ar uma no\u00e7\u00e3o das vicissitudes que essa variedade implica. O ponto de partida obrigat\u00f3rio \u00e9 a exegese teol\u00f3gica de Max Brod, para quem o ziguezague espiritual do her\u00f3i \u00e9 a demanda de clem\u00eancia e reconhecimento a um \u201cdeus absconditus\u201d. Brod afirma, tamb\u00e9m, que Kafka teria declarado pessoalmente a ele que o romance chegara a um desenlace no qual K., j\u00e1 no leito de morte, cercado pelos habitantes da aldeia, receberia uma mensagem no sentido de que as autoridades do castelo permitiriam que ele permanecesse na aldeia, embora sem o direito de reivindicar tal perman\u00eancia. A interpreta\u00e7\u00e3o fez carreira, ditando regra durante muito tempo, mas a virada veio quando Alfred D\u00f6blin ousou negar que \u201cO Castelo\u201d constitu\u00edsse uma alegoria dessa natureza, sendo no m\u00e1ximo o in\u00edcio de uma boa an\u00e1lise. Ainda nos anos 30, entretanto, a obra foi concebida como alegoria do homem comum (\u201cJedermann\u201d) no moderno mundo burocr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a j\u00e1 \u00e9 atraente, mas o golpe frontal na vers\u00e3o religiosa da pe\u00e7a foi desferido por Siegfried Kracauer, quando ele sustentou que as autoridades do castelo (que n\u00e3o recebem K. nem admitem explicitamente a convoca\u00e7\u00e3o do personagem como agrimensor -profiss\u00e3o, ali\u00e1s, que nunca exercer\u00e1 no curso todo da hist\u00f3ria) n\u00e3o podem ser equiparadas aos poderes divinos, mas sim aos do inferno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><br><\/strong><strong>Diante do impasse moderno da perda de no\u00e7\u00e3o de totalidade, aquele que narra, em Kafka, n\u00e3o sabe nada ou quase nada sobre o que de fato acontece -do mesmo modo, portanto, que o personagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>Nessa dire\u00e7\u00e3o, a obra seria uma esp\u00e9cie de conto de fadas sem final feliz, representando a impossibilidade de o homem dos nossos dias de alcan\u00e7ar a verdade. Naturalmente n\u00e3o faltam in\u00fameras an\u00e1lises existenciais (inclusive as de Camus e Sartre) e psicanal\u00edticas de \u201cO Castelo\u201d. Como curiosidade, vale a pena lembrar que, no caso das \u00faltimas, a aldeia seria o n\u00edvel consciente de K. e o castelo o seu inconsciente. Um passo adiante esbarra-se em leituras que veem objetivadas em K. a situa\u00e7\u00e3o do juda\u00edsmo que aspira inutilmente a ser aceito pelo mundo n\u00e3o-judeu. Por\u00e9m, como argumentou Gombrowicz, a condi\u00e7\u00e3o do judeu \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o humana em si mesma, sendo os judeus um tra\u00e7o de uni\u00e3o com os problemas mais profundos e \u00e1rduos do universo. Numa partilha um pouco diferente, K. \u00e9 visto, ainda, n\u00e3o como um cavaleiro da f\u00e9 \u00e0 <em>la<\/em> Kierkegaard, mas como um rebelde contra a ordem estabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Inconsist\u00eancia da alegoria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>De qualquer maneira, anos depois da morte de Kafka (1924), \u201cO Castelo\u201d continuou sendo um objeto privilegiado de exegeses religiosas, psicol\u00f3gicas ou judaicas. A ala esquerda da cr\u00edtica kafkiana, pelo contr\u00e1rio, repudiou a tend\u00eancia \u00e0 alegoriza\u00e7\u00e3o como uma simplifica\u00e7\u00e3o indevida, que acabava provando as pr\u00f3prias teses e deixava a obra de lado. Foi assim que, j\u00e1 em 1934, Walter Benjamin declarou inconsistente o jogo aleg\u00f3rico de inclina\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica e psicanal\u00edtica e elaborou uma vers\u00e3o muito pessoal do \u201cCastelo\u201d, sugerindo (com base no texto) que as autoridades que esmagam K. n\u00e3o podem ser identificadas nem com for\u00e7as obscuras nem com divindades, mas com a burocracia triunfante dos nossos dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma linha de pensamento, G\u00fcnther Anders, no magn\u00edfico \u201cKafka &#8211; Pr\u00f3 e Contra\u201d, desmitologiza as deidades transcendentes e as trata realisticamente (segundo ele, Kafka \u00e9 um realista) como \u201cum mundo do poder total e totalitariamente institucionalizado\u201d.<br>As an\u00e1lises t\u00e9cnicas de composi\u00e7\u00e3o do livro t\u00eam in\u00edcio mais tarde, quando Friedrich Beissner encara a quest\u00e3o do narrador kafkiano, vendo nele a media\u00e7\u00e3o obstinada da obra, id\u00eantico \u00e0 figura principal e incapaz de abrir para o romancista um espa\u00e7o seja ao lado, seja sobre o personagem K. (o escritor, inclusive, escreveu as primeiras 46 p\u00e1ginas do \u201cCastelo\u201d em primeira pessoa; a partir desse ponto passou para a terceira, refazendo a primeira parte tamb\u00e9m sob esse \u00e2ngulo).<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo tal modalidade de an\u00e1lise imanente, \u00e9 plaus\u00edvel, hoje em dia, surpreender no narrador inventado por Kafka uma formaliza\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do estado de coisas contempor\u00e2neo, uma vez que ele n\u00e3o s\u00f3 deixou de ser onisciente (como o de Cervantes, por exemplo) para se tornar insciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, diante do impasse moderno da perda de no\u00e7\u00e3o de totalidade, aquele que narra, em Kafka, n\u00e3o sabe nada ou quase nada sobre o que de fato acontece -do mesmo modo, portanto, que o personagem. Trata-se, quando muito, de vis\u00f5es parceladas, e \u00e9 essa circunst\u00e2ncia que obscurece o horizonte da narrativa e obriga quem l\u00ea a mapear por dentro a falsa consci\u00eancia -se se quiser, a aliena\u00e7\u00e3o-, pois o narrador n\u00e3o tem chance de ser um agente esclarecedor ou \u201ciluminista\u201d. Nesse aspecto, a interven\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de Adorno \u00e9 precisa como sempre: se as narrativas de Kafka soam \u201cmetaf\u00edsicas\u201d, a culpa n\u00e3o \u00e9 dele, mas da hist\u00f3ria a que ele est\u00e1 submetido.<\/p>\n\n\n\n<p>Num lance mais concreto, K. \u00e9, para o fil\u00f3sofo de Frankfurt &#8211; da mesma maneira que seu hom\u00f4nimo Josef K. em \u201cO Processo\u201d -, uma v\u00edtima da corrup\u00e7\u00e3o e do car\u00e1ter associal de uma domina\u00e7\u00e3o criminosa e totalit\u00e1ria que prenuncia o fascismo. Cabe lembrar, nesse passo, que o pr\u00f3prio Kafka escreveu a Milena o seguinte: \u201cSou dado ao exagero, mas ao mesmo tempo as pessoas podem ter confian\u00e7a em mim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma: atrav\u00e9s de um humor fino e inabal\u00e1vel, as \u201cdeforma\u00e7\u00f5es precisas\u201d (Benjamin) formuladas pelo discreto cidad\u00e3o de Praga sinalizam, com firmeza, o contexto real de fantasmagorias que v\u00eam marcando a exist\u00eancia deste e talvez do s\u00e9culo que surge.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>por Modesto Carone \u2013 22 de outubro de 2000<\/strong><br>publicado originalmente em Folha de S. Paulo.<br><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box3353_6b5f5b-d9{max-width:1118px;}.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;background:#d70141;max-width:1118px;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-left:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);margin-top:50px;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{background:#d70141;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:151px;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{padding-bottom:66.6834%;width:1990px;height:0px;max-width:100%;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, .kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-info-svg-icon-flip, .kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}@media all and (max-width: 1024px){.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;}}@media all and (max-width: 767px){.kt-info-box3353_6b5f5b-d9 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;}}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-infobox kt-info-box3353_6b5f5b-d9\"><span class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic-container\"><div class=\"kadence-info-box-image-intrisic kt-info-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/ODXXCJKILBJN3EIEF47RT5HHMI.jpg\" alt=\"\" width=\"1990\" height=\"1327\" class=\"kt-info-box-image wp-image-3358\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/ODXXCJKILBJN3EIEF47RT5HHMI.jpg 1990w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/ODXXCJKILBJN3EIEF47RT5HHMI-300x200.jpg 300w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/ODXXCJKILBJN3EIEF47RT5HHMI-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/ODXXCJKILBJN3EIEF47RT5HHMI-768x512.jpg 768w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/ODXXCJKILBJN3EIEF47RT5HHMI-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1990px) 100vw, 1990px\" \/><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Modesto Carone<\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">foi escritor, tradutor e professor de literatura, autor, entre outros livros, de &#8220;Resumo de Ana&#8221; (Companhia das Letras). O texto acima \u00e9 uma vers\u00e3o do posf\u00e1cio da edi\u00e7\u00e3o de &#8220;O Castelo&#8221;, de Franz Kafka, lan\u00e7ada pela Companhia.<\/p><\/div><\/span><\/div>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_3353_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_3353_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_3353_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_3353_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_3353_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_3353_1('footnote_plugin_tooltip_3353_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Esse e outros dados do posf\u00e1cio podem ser encontrados na minienciclop\u00e9dia sobre o escritor intitulada &#8220;Kafka-Handbuch&#8221;, de Hartmut Binder, 2 vols., Alfred Kr\u00f6ner, Stuttgart, 1979. <\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_3353_1() { jQuery('#footnote_references_container_3353_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_3353_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_3353_1() { jQuery('#footnote_references_container_3353_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_3353_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_3353_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_3353_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_3353_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_3353_1(); } } function footnote_moveToReference_3353_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_3353_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } } function footnote_moveToAnchor_3353_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_3353_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } }<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 mem\u00f3ria de Marilene Carone, tradutora de Freud Apesar do tamanho consider\u00e1vel, \u201cO Castelo\u201d, de Franz Kafka, chegou a n\u00f3s como fragmento. 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