{"id":3226,"date":"2024-05-14T20:27:37","date_gmt":"2024-05-14T20:27:37","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=3226"},"modified":"2024-05-14T20:35:25","modified_gmt":"2024-05-14T20:35:25","slug":"entrevista-de-moishe-postone-a-atualidade-da-teoria-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/05\/14\/entrevista-de-moishe-postone-a-atualidade-da-teoria-critica\/","title":{"rendered":"Entrevista de Moishe Postone: a atualidade da Teoria Cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>OUTROS TEMPOS EXIGEM OUTROS CONCEITOS<br><\/p><cite><br>Jochen Baumann conversa com Moishe Postone sobre a atualidade da Teoria Cr\u00edtica<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_3226_1('footnote_plugin_reference_3226_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_3226_1('footnote_plugin_reference_3226_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_3226_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_3226_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">Essa entrevista foi publicada em 1999. Em 2003 e 2007 apareceram, respectivamente, os textos \u201cO Holocausto e a trajet\u00f3ria do s\u00e9culo XX\u201d e \u201cConsidera\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria judaica como&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_3226_1('footnote_plugin_reference_3226_1_1');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_3226_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_3226_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann: <\/strong>O que voc\u00ea entende por marxismo tradicional e o que ele tem a ver com a Teoria Cr\u00edtica, que j\u00e1 se descolou dele em sua fase de forma\u00e7\u00e3o, em meados da d\u00e9cada de 1930?<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Moishe Postone: <\/strong>O marxismo tradicional tem uma compreens\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o que s\u00e3o essencialmente entendidas como rela\u00e7\u00f5es de mercado e de propriedade. A for\u00e7a produtiva nesse entendimento das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 o trabalho, que geralmente \u00e9 visto de forma supra-hist\u00f3rica. Isso inclui muitas correntes diferentes do marxismo. Meu conceito de marxismo tradicional n\u00e3o deve ser equiparado ao marxismo ortodoxo, porque, em minha opini\u00e3o, algu\u00e9m como Horkheimer em \u201cTeoria tradicional e teoria cr\u00edtica\u201d tamb\u00e9m pensa dentro da estrutura marxista tradicional. Quatro anos depois, ainda na d\u00e9cada de 1930, ele tentou romper com esse entendimento, mas s\u00f3 at\u00e9 certo ponto.<br>Mesmo antes da \u201cDial\u00e9tica do Esclarecimento\u201d, em \u201cEstado autorit\u00e1rio\u201d e \u201cOs judeus e a Europa\u201d, Horkheimer chegou a uma posi\u00e7\u00e3o muito alinhada com os ensaios de Friedrich Pollock sobre o capitalismo de Estado e a quest\u00e3o de se o nacional-socialismo representava uma nova ordem social, que rompia com o capitalismo tradicional em \u00e1reas cruciais. Tanto Horkheimer quanto Pollock argumentam que o mercado e a propriedade privada foram abolidos e n\u00e3o s\u00e3o mais considerados caracter\u00edsticas essenciais do capitalismo daquela \u00e9poca. Eles continuam a cham\u00e1-lo de capitalismo, mas n\u00e3o t\u00eam uma conceitualiza\u00e7\u00e3o que justifique esse termo.<br>Se o mercado e a propriedade privada foram abolidos, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 mais nenhuma contradi\u00e7\u00e3o que possa levar adiante o desenvolvimento social. Ou dizemos que a sociedade continua a ter uma estrutura contradit\u00f3ria &#8211; ou seja, que o mercado e a propriedade privada n\u00e3o s\u00e3o determina\u00e7\u00f5es essenciais do capitalismo &#8211; ou dizemos que eles foram abolidos e que, portanto, n\u00e3o h\u00e1 mais contradi\u00e7\u00f5es imanentes que possam fundamentar em termos sociais a cr\u00edtica e a a\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o.<br>Em \u00faltima an\u00e1lise, isso d\u00e1 origem aos conceitos de sociedade unidimensional e de mundo administrado, que s\u00e3o centrais para a Teoria Cr\u00edtica tardia. Se algu\u00e9m rejeita a posi\u00e7\u00e3o de que o mercado e a propriedade privada foram abolidos &#8211; essa era a posi\u00e7\u00e3o que Franz Neumann elaborou em \u201cBehemoth\u201d &#8211; isso tamb\u00e9m tem consequ\u00eancias decisivas para a estrutura geral de uma Teoria Cr\u00edtica. N\u00e3o considero teoricamente satisfat\u00f3ria a posi\u00e7\u00e3o de Neumann de que as contradi\u00e7\u00f5es entendidas de modo tradicional existem mesmo no Estado total, o Behemoth do nacional-socialismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><br>Jochen Baumann:<\/strong> Por que n\u00e3o? se as an\u00e1lises de Neumann sobre o nacional-socialismo s\u00e3o empiricamente corretas, ent\u00e3o, nesse caso, pode-se presumir que pelo menos alguns de seus pressupostos te\u00f3ricos devem estar corretos, ou ele est\u00e1 errado. Dizer que ele fornece a an\u00e1lise correta do nacional-socialismo, enquanto Pollock e Horkheimer fornecem uma an\u00e1lise enganosa, e ainda assim vincular-se \u00e0 teoria deles parece contradit\u00f3rio. Voc\u00ea poderia se vincular \u00e0 reivindica\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Neumann de conduzir uma an\u00e1lise temporal mais precisa da rela\u00e7\u00e3o entre capital e trabalho, em vez de se vincular aos pressupostos altamente especulativos da \u201cDial\u00e9tica do Esclarecimento\u201d, que opera com conceitos completamente supra-hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Moishe Postone:<\/strong> N\u00e3o. A tese de Pollock pode ser entendida como uma tese hipot\u00e9tica. Vamos supor que o mercado e a propriedade privada tenham sido de fato abolidos pelo capitalismo de Estado. Essa seria uma base suficiente para a constru\u00e7\u00e3o do socialismo? Neumann de modo algum aborda essa quest\u00e3o decisiva. \u00c9 exatamente por esse motivo que considero Pollock muito mais interessante para quest\u00f5es te\u00f3ricas voltadas para a hist\u00f3ria do que Neumann, que, sem d\u00favida, forneceu a descri\u00e7\u00e3o mais precisa do nacional-socialismo. A teoria do capitalismo de Estado de Pollock implica que o marxismo tradicional atingiu seus limites hist\u00f3ricos. \u00c9 por isso que ele e, na sequ\u00eancia, Horkheimer e Theodor W. Adorno colocam novas quest\u00f5es e problemas.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Jochen Baumann:<\/strong> Mas foi exatamente nessa fase do desenvolvimento da Teoria Cr\u00edtica que Horkheimer e Adorno n\u00e3o elaboraram nenhuma nova an\u00e1lise e categorias que fossem adequadas para uma an\u00e1lise cr\u00edtica da sociedade. N\u00e3o foi \u00e0 toa que ambos abandonaram parcialmente o paradigma da \u201cDial\u00e9tica do Iluminismo\u201d no per\u00edodo p\u00f3s-guerra.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone: <\/strong>\u00c9 verdade que sim, mas eles tamb\u00e9m perceberam que n\u00e3o era mais poss\u00edvel explicar o mundo com os conceitos antigos. O problema que Horkheimer e Adorno enfrentaram no final da d\u00e9cada de 1930 foi o seguinte: Eles perceberam que n\u00e3o podiam mais entender adequadamente o capitalismo com os conceitos antigos do marxismo, por exemplo, o mercado e a propriedade privada, mas ainda n\u00e3o haviam encontrado nenhum novo.<br>Para Horkheimer, por exemplo, isso tem consequ\u00eancias te\u00f3ricas importantes para a categoria trabalho. Ele ret\u00e9m o pressuposto central do marxismo tradicional de que o trabalho \u00e9 uma categoria supra-hist\u00f3rica de socializa\u00e7\u00e3o. Em 1936 essa ainda era pra ele uma fonte da raz\u00e3o emancipat\u00f3ria, mas em 1940 ele acreditava que o trabalho social era o fundamento da raz\u00e3o instrumental.<br>Essa reavalia\u00e7\u00e3o fundamental do trabalho social baseia-se na tese de Pollock de que a aboli\u00e7\u00e3o do mercado e da propriedade privada no capitalismo de Estado significa a aboli\u00e7\u00e3o da principal contradi\u00e7\u00e3o do capitalismo. O trabalho se realizou. A sociedade que surge da\u00ed, por\u00e9m, encarna uma nova forma tecnocr\u00e1tica de domina\u00e7\u00e3o. Dentro dessa estrutura te\u00f3rica, o trabalho deve ser a base dessa nova forma de domina\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a ideia central que leva \u00e0 no\u00e7\u00e3o de raz\u00e3o instrumental.<br>\u00c9 aqui que Habermas entra mais tarde. Habermas n\u00e3o est\u00e1 simplesmente dando as costas \u00e0 teoria cr\u00edtica quando afirma que a intera\u00e7\u00e3o deve ser colocada ao lado do trabalho para explicar a possibilidade hist\u00f3rica da cr\u00edtica social e da oposi\u00e7\u00e3o. A reinterpreta\u00e7\u00e3o do conceito de trabalho como raz\u00e3o instrumental, que Horkheimer e Adorno empreenderam na d\u00e9cada de 1940, \u00e9 precisamente o ponto de partida de Habermas.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann:<\/strong> Al\u00e9m da separa\u00e7\u00e3o entre sistema e mundo da vida, que n\u00e3o pode ser conciliada com uma perspectiva social geral, Habermas se esquece regularmente do sistema quando leva em frente a teoria social, caso contr\u00e1rio n\u00e3o chegaria \u00e0 sua tese da coloniza\u00e7\u00e3o, segundo a qual o sistema de trabalho e produ\u00e7\u00e3o, que ele mal analisa, sempre governa o mundo da vida e domestica cada vez mais essa esfera. Essa teoria n\u00e3o est\u00e1 finalmente obsoleta hoje, em vista da globaliza\u00e7\u00e3o do capitalismo, que n\u00e3o significa outra coisa sen\u00e3o que a rela\u00e7\u00e3o de capital chegou aos \u00faltimos recantos do mundo?<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Moishe Postone: <\/strong>N\u00e3o gosto da divis\u00e3o habermasiana. N\u00e3o gosto da categoria do sistema, nem da categoria do mundo da vida. Outra possibilidade te\u00f3rica seria redefinir o conceito de trabalho de modo que ele possa incluir ambas as esferas &#8211; precisamente como trabalho, que tamb\u00e9m constitui uma forma historicamente espec\u00edfica de media\u00e7\u00e3o social. Isso deixa claro, entretanto, que esse conceito de trabalho n\u00e3o \u00e9 algo supra-hist\u00f3rico e sempre v\u00e1lido, mas \u00e9 um conceito historicamente espec\u00edfico que s\u00f3 ganhou validade e poder explicativo com a imposi\u00e7\u00e3o mundial da rela\u00e7\u00e3o de capital. Isso significa, contudo, que hoje ele \u00e9 mais relevante do que antes.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann: <\/strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m aplica sua cr\u00edtica do marxismo tradicional \u00e0 \u201cDial\u00e9tica Negativa\u201d de Adorno, ou acha que esses problemas te\u00f3ricos foram resolvidos l\u00e1? Adorno, em particular, lidou apenas marginalmente com quest\u00f5es e problemas de economia pol\u00edtica ap\u00f3s 1945.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone:<\/strong> N\u00e3o, Adorno n\u00e3o resolveu esses problemas. Com ele, por\u00e9m, as coisas s\u00e3o mais complicadas. Adorno argumenta de uma forma muito mais matizada. Ele certamente subestima o significado da rela\u00e7\u00e3o de capital e da sua hist\u00f3ria de imposi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se pode usar a forma-mercadoria como uma chave universal para a hist\u00f3ria humana, mas apenas para explicar o capitalismo e a sua din\u00e2mica. Adorno tamb\u00e9m tinha limites te\u00f3ricos e biogr\u00e1ficos, por exemplo, na sua avalia\u00e7\u00e3o das possibilidades de mudan\u00e7a social positiva ap\u00f3s Auschwitz, por exemplo, por meio do feminismo ou de outros movimentos sociais. Para mim, esse n\u00e3o \u00e9 apenas um problema pr\u00e1tico, mas hist\u00f3rico-te\u00f3rico: como lidar com os movimentos emancipat\u00f3rios depois de Auschwitz \u2013 uma quest\u00e3o que Adorno evitou deliberadamente. Para ele, colocar a quest\u00e3o j\u00e1 era imposs\u00edvel e insuport\u00e1vel. Menos por raz\u00f5es te\u00f3ricas do que por raz\u00f5es biogr\u00e1ficas, ele certamente teria entendido isso como uma trai\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria e ao significado de Auschwitz.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann:<\/strong> Mas me parece que na \u201cDial\u00e9tica Negativa\u201d ou em sua obra tardia, Adorno n\u00e3o fez mais exatamente essa tentativa de formular uma cr\u00edtica elaborada da economia e, em vez disso, tentou formular uma cr\u00edtica da sociedade ap\u00f3s Auschwitz.<br>\u00c9 poss\u00edvel personalizar o ponto de vista de Adorno dessa forma? N\u00e3o dever\u00edamos tamb\u00e9m levar em conta que, embora o capital e o capitalismo como sistema n\u00e3o tenham mudado fundamentalmente, a sociedade alem\u00e3 e a sociedade civil em geral mudaram? Afinal, n\u00e3o estamos mais vivendo sob o nacional-socialismo, ent\u00e3o surge a quest\u00e3o de saber se n\u00e3o h\u00e1 tamb\u00e9m elementos emancipat\u00f3rios na din\u00e2mica de desenvolvimento do capitalismo ou da pr\u00f3pria sociedade civil. Que consequ\u00eancias isso teria para a teoria cr\u00edtica?<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone: <\/strong>Tamb\u00e9m n\u00e3o posso responder exatamente. Mas penso que Adorno teria rejeitado essa perspectiva. Mas aqui \u00e9 preciso dizer tamb\u00e9m que, embora a \u201cDial\u00e9tica negativa\u201d tenha sido publicado em 1967, na verdade \u00e9 um livro do final dos anos cinquenta. Da mesma forma, os conceitos de J\u00fcrgen Habermas s\u00e3o conceitos que surgiram no contexto do final da d\u00e9cada de 1960, baseados na fase de burocratiza\u00e7\u00e3o, na expans\u00e3o da atividade estatal e no Estado de bem-estar. Desde ent\u00e3o, Habermas tem sido incapaz de se libertar desses pressupostos que est\u00e3o na g\u00eanese da sua pr\u00f3pria teoria, embora as condi\u00e7\u00f5es sociais tenham mudado.<br>Na d\u00e9cada de 1950, havia boas raz\u00f5es para supor que j\u00e1 n\u00e3o existiam contradi\u00e7\u00f5es inerentes ao sistema que indicassem a possibilidade de uma sociedade al\u00e9m do capitalismo. Adorno encontra repetidamente pontos em que, mesmo assim, identifica contradi\u00e7\u00f5es no desenvolvimento social, mas essas n\u00e3o s\u00e3o mais as contradi\u00e7\u00f5es como eram pensadas na teoria de Marx &#8211; contradi\u00e7\u00f5es que apontam para uma mudan\u00e7a (Umw\u00e4lzung) de toda a sociedade. Pelo menos Adorno, ao contr\u00e1rio de Horkheimer, n\u00e3o abandona esse caminho da Teoria Cr\u00edtica &#8211; apontando para a perversidade do todo, mesmo que n\u00e3o se possa apontar um caminho para a transforma\u00e7\u00e3o.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann:<\/strong> O senhor agora se refere a Adorno de forma muito positiva, mas em seu livro \u201cTime, Labour and Social Domination\u201d Adorno quase n\u00e3o \u00e9 mencionado. Em \u201cDial\u00e9tica negativa\u201d, no entanto, Adorno explicou por que ele n\u00e3o podia e n\u00e3o queria fornecer um sistema, uma teoria social fechada em si, e por que ela n\u00e3o poderia mais ser uma teoria cr\u00edtica se algu\u00e9m quisesse explicar a socializa\u00e7\u00e3o a partir de um ponto central ou contradi\u00e7\u00e3o, por exemplo, apenas a partir da socializa\u00e7\u00e3o do valor.<br>H\u00e1 muitas semelhan\u00e7as aqui entre a abordagem de Adorno e a sua. Como voc\u00ea, Adorno diz que a dial\u00e9tica n\u00e3o pode ser um m\u00e9todo trans-hist\u00f3rico, mas est\u00e1 vinculada ao objeto concreto que \u00e9 examinado. N\u00e3o h\u00e1 m\u00e9todo trans-hist\u00f3rico, n\u00e3o podemos sair desta sociedade com nosso pensamento, n\u00e3o h\u00e1 conhecimento puro, ent\u00e3o por que a abordagem epistemol\u00f3gica de Adorno difere tanto da sua? O que voc\u00ea acha do conceito epistemol\u00f3gico de n\u00e3o-identidade de Adorno, que n\u00e3o \u00e9 discutido em seu livro?<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone:<\/strong> Estou mais fortemente interessado em abordagens te\u00f3rico-sociais do que nas puramente filos\u00f3ficas. O que me interessa \u00e9 a dist\u00e2ncia (Spannweite) entre o que o capitalismo ao mesmo tempo abre e bloqueia em termos de desenvolvimento e da din\u00e2mica de mudan\u00e7a social. Tanto a minha abordagem quanto a de Adorno come\u00e7am analisando a estrutura da mercadoria ou a forma do valor. Mas acredito que posso analisar a din\u00e2mica interna de desenvolvimento do capitalismo melhor do que Adorno; estou interessado nos momentos de mudan\u00e7a, na din\u00e2mica social, pelo menos tanto quanto nos elementos est\u00e1ticos, no que permanece igual.<br>Isso certamente tamb\u00e9m se deve ao fato de eu n\u00e3o ter trabalhado nos anos 1950-60, mas hoje. Outros tempos exigem outros conceitos. Em \u201cTempo, trabalho e domina\u00e7\u00e3o social\u201d, eu n\u00e3o queria escrever uma hist\u00f3ria da Escola de Frankfurt. Eu queria apenas mostrar os limites do marxismo tradicional na an\u00e1lise da socializa\u00e7\u00e3o capitalista. Ao fazer isso, contornei astuciosamente Adorno, que foge um pouco, mas n\u00e3o totalmente, dessa estrutura.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann:<\/strong> Ent\u00e3o, mais Marx de novo? Em sua palestra \u201cTeoria Cr\u00edtica e a problem\u00e1tica da hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX\u201d, voc\u00ea pediu exatamente isso, j\u00e1 que o capitalismo, no decurso da globaliza\u00e7\u00e3o, ainda se caracteriza por contradi\u00e7\u00f5es imanentes. E quanto \u00e0 cr\u00edtica desse desenvolvimento, especialmente a cr\u00edtica pr\u00e1tica, o que deve ser priorizado nessa formula\u00e7\u00e3o?<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone:<\/strong> Dizer que o capitalismo \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o social din\u00e2mica n\u00e3o \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o otimista nem pessimista. \u00c9 simplesmente a dire\u00e7\u00e3o na qual a teoria cr\u00edtica deve ser desenvolvida hoje. Para isso, o pessimismo fundamental de Horkheimer deve ser rejeitado. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o sou otimista; trata-se apenas da possibilidade hist\u00f3rica de mudan\u00e7a social em um sentido emancipat\u00f3rio. No que diz respeito \u00e0 probabilidade de tal emancipa\u00e7\u00e3o, sou bastante pessimista.<br>Isso tamb\u00e9m depende de qu\u00e3o forte \u00e9 a esquerda e de quanto ela consegue formular seus interesses. E nos EUA e tamb\u00e9m na Europa, a esquerda n\u00e3o tem voz no momento, tem muito pouco a dizer \u00e0s pessoas. Uma das consequ\u00eancias disso \u00e9 que a camada m\u00e9dia dos EUA, que est\u00e1 amea\u00e7ada pelo decl\u00ednio social, formula hoje seus interesses em termos crist\u00e3os fundamentalistas.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann:<\/strong> Embora a situa\u00e7\u00e3o da esquerda nos EUA seja mais desoladora do que aqui, seu livro teve uma recep\u00e7\u00e3o maior nos EUA do que na Alemanha. Nos EUA, ainda h\u00e1 uma discuss\u00e3o marxista radical ou cr\u00edtica social influenciada pela Teoria Cr\u00edtica ou pelo p\u00f3s-estruturalismo. Aqui, por outro lado, dificilmente se pode usar uma palavra como \u201ccapitalismo\u201d. Por que isso acontece?<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone:<\/strong> A estrutura da esfera p\u00fablica nos EUA \u00e9 diferente da que existe na Europa. H\u00e1 uma discuss\u00e3o muito controversa e cr\u00edtica, mas dentro de uma estrutura acad\u00eamica herm\u00e9tica. H\u00e1 muito menos media\u00e7\u00e3o entre o discurso acad\u00eamico e, digamos, o debate p\u00fablico geral nos EUA do que na Europa. \u00c9 um \u201cse fechar em si mesmo\u201d. Isso j\u00e1 pode ser visto na linguagem do discurso acad\u00eamico, que est\u00e1 se tornando cada vez mais herm\u00e9tica e incompreens\u00edvel para quem est\u00e1 de fora. O discurso acad\u00eamico cada vez mais se refere apenas a si pr\u00f3prio. Ele s\u00f3 se torna historicamente relevante quando oferece \u00e0 popula\u00e7\u00e3o a oportunidade de explicar sua pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o e suas pr\u00f3prias experi\u00eancias de vida. Os estudos culturais, em particular, s\u00e3o caracterizados por uma mistura de superf\u00edcie populista e jarg\u00e3o elitista. Isso n\u00e3o significa abster-se de an\u00e1lises complexas, mas deve ser poss\u00edvel apresentar os resultados do processo de pesquisa, uma vez obtidos, de forma mais simples para que outras pessoas possam compreend\u00ea-los.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann: <\/strong>Seu ensaio sobre \u201cAntissemitismo e nacional-socialismo\u201d tem sido muito importante para a esquerda antinacional na Alemanha na \u00faltima d\u00e9cada. Voc\u00ea ainda est\u00e1 trabalhando nesse tema?<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone:<\/strong> Tenho pensado a respeito. Mas realmente n\u00e3o continuei a trabalhar nisso. Esse tamb\u00e9m \u00e9 um problema da esfera p\u00fablica, mesmo na universidade: voc\u00ea sempre tem que voltar ao ponto de partida de sua pesquisa e de suas pr\u00f3prias teses, porque, caso contr\u00e1rio, muitas pessoas n\u00e3o o entender\u00e3o. Como muitos alunos n\u00e3o sabem nada sobre Marx, ou at\u00e9 mesmo tem avers\u00e3o a ele, tenho de continuar explicando o b\u00e1sico, que \u00e9 o pr\u00e9-requisito para poder tornar outras coisas compreens\u00edveis. (I)<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann:<\/strong> No entanto, voc\u00ea notou que Marx &#8211; assim como a teoria radical e cr\u00edtica \u2013 geralmente n\u00e3o \u00e9 tanto um tabu nos EUA quanto na Alemanha. Por que isso acontece? Como o senhor avalia a recep\u00e7\u00e3o nos estudos culturais e liter\u00e1rios, por exemplo, de Frederic Jameson? Em contraste com a Alemanha, h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o positiva nos EUA em que a teoria marxiana n\u00e3o est\u00e1 sendo eliminada com o p\u00f3s-estruturalismo, mas que as duas se complementam e est\u00e3o sendo unidas.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone: <\/strong>Por mais estranho que pare\u00e7a, \u00e9 realmente assim. Marx nunca esteve t\u00e3o na moda nos EUA nos anos 1970 e n\u00e3o saiu de moda mais tarde. Talvez isso se deva ao fato de que \u00e9 imposs\u00edvel simplesmente acreditar que se vive em uma sociedade que s\u00f3 pode ser descrita como \u201cmoderna\u201d se for governada por Reagan ou Thatcher. Isso \u00e9 conceb\u00edvel em um pa\u00eds como a Alemanha, que ainda \u00e9, em grande parte, caracterizado pelas condi\u00e7\u00f5es e conflitos sociais e pol\u00edticos fordistas. Mas isso agora est\u00e1 mudando rapidamente na Alemanha.<br>E sob o novo governo socialdemocrata-verde, esse processo avan\u00e7ar\u00e1 ainda mais r\u00e1pido. Eles far\u00e3o seu servi\u00e7o e promover\u00e3o as mudan\u00e7as que a direita promoveu em outros pa\u00edses. H\u00e1 apenas um punhado de te\u00f3ricos cr\u00edticos na sociologia americana. Nos estudos culturais e liter\u00e1rios, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente. Nos Estados Unidos, eles se tornaram os centros de recep\u00e7\u00e3o da Teoria Cr\u00edtica. \u00c0s vezes, no entanto, esse desenvolvimento realmente positivo tamb\u00e9m tem grandes desvantagens, especialmente quando os cr\u00edticos liter\u00e1rios pensam que eles mesmos s\u00e3o te\u00f3ricos sociais. Mas sem esse desenvolvimento, essa nova onda de recep\u00e7\u00e3o de pensadores cr\u00edticos como Marx, Foucault e Derrida n\u00e3o teria acontecido.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann: <\/strong>Surpreendentemente, Marx, Foucault, Benjamin, Adorno, Marcuse, Derrida, Butler e outros s\u00e3o indiscriminadamente considerados como Teoria Cr\u00edtica nos EUA. N\u00e3o \u00e9 um desenvolvimento produtivo quando a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica de Marx \u00e9 recebida ao lado e como um complemento \u00e0 cr\u00edtica da anatomia pol\u00edtica, do corpo pol\u00edtico, em vez de uma excluir a outra?<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone:<\/strong> Sim, tudo isso \u00e9 considerado teoria cr\u00edtica. N\u00e3o creio que tenha havido na Alemanha a gigantesca onda de Foucault que houve nos EUA. Durante anos, os estudantes nos EUA s\u00f3 falavam a l\u00edngua de Foucault. Voc\u00ea tinha que se ajustar a isso se quisesse chegar aos alunos.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann: <\/strong>Que outros projetos voc\u00ea tem para um futuro pr\u00f3ximo?<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone:<\/strong> Eu gostaria de desenvolver mais a teoria de Marx. Para isso, os desenvolvimentos hist\u00f3ricos desde meados dos anos 1970 t\u00eam de ser inclu\u00eddos e analisados. No entanto, a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fazer uma monografia; isso provavelmente seria um salto ousado demais no momento. Mas como uma interven\u00e7\u00e3o te\u00f3rica nos debates, discursos e desenvolvimentos te\u00f3ricos atuais, isso deve ser poss\u00edvel. Em segundo lugar, estou trabalhando em uma hist\u00f3ria te\u00f3rica da Teoria Cr\u00edtica. No entanto, essa n\u00e3o pretende ser uma hist\u00f3ria exaustiva, mas um esbo\u00e7o da abordagem te\u00f3rica da Teoria Cr\u00edtica.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jochen Baumann:<\/strong> Ent\u00e3o nada de anti-Wiggershaus?<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moishe Postone:<\/strong> Exatamente. O debate te\u00f3rico deve ser o foco. At\u00e9 agora n\u00e3o houve nenhuma tentativa de apresentar a Teoria Cr\u00edtica a partir do seu conceito de capital e da sua cr\u00edtica ao capitalismo. E \u00e9 exatamente isso que vou tentar. A categoria da totalidade social ser\u00e1 importante, e este trabalho ser\u00e1 certamente mais orientado para Adorno que o anterior. O foco ser\u00e1 a tentativa de formular o n\u00facleo de uma Teoria Cr\u00edtica \u00e0 altura de seu tempo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-theme-palette-1-color has-alpha-channel-opacity has-theme-palette-1-background-color has-background\"\/>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;background:#d70141;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-left:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);margin-top:50px;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{background:#d70141;}.kt-info-box3226_1d5320-ce.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:165px;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{padding-bottom:81.6667%;width:300px;height:0px;max-width:100%;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, .kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-info-svg-icon-flip, .kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;border-top-width:0px;border-right-width:0px;border-bottom-width:0px;border-left-width:0px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}@media all and (max-width: 1024px){.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;}}@media all and (max-width: 767px){.kt-info-box3226_1d5320-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;}}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-infobox kt-info-box3226_1d5320-ce\"><span class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic-container\"><div class=\"kadence-info-box-image-intrisic kt-info-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/WhatsApp-Image-2024-05-14-at-11.41.17.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"245\" class=\"kt-info-box-image wp-image-3230\"\/><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Moishe Postone<\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">Foi professor de hist\u00f3ria na Universidade de Chicago. Te\u00f3rico pioneiro da chamada  \u201ccr\u00edtica do valor\u201d. O interesse de suas pesquisas inclui a moderna hist\u00f3ria intelectual europeia; teoria social, especialmente teorias cr\u00edticas da modernidade; Alemanha do s\u00e9culo XX; antissemitismo; e transforma\u00e7\u00f5es globais contempor\u00e2neas. <\/p><\/div><\/span><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Marcos Barreira<\/h2>\n\n\n\n<p><br>\u00c9 doutor em psicologia social pela UERJ e coautor do livro&nbsp;<em>At\u00e9 o \u00faltimo homem<\/em>, organizado por Pedro Rocha de Oliveira e Felipe Brito. Boitempo, 2013. Tradutor e editor da edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas do site&nbsp;<em>Krisis<\/em>.<\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-advancedbtn.kb-btns3226_96afac-aa{gap:var(--global-kb-gap-xs, 0.5rem );justify-content:flex-start;align-items:center;}.kt-btns3226_96afac-aa .kt-button{font-weight:normal;font-style:normal;}.kt-btns3226_96afac-aa .kt-btn-wrap-0{margin-right:5px;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3226_96afac-aa .kt-btn-wrap-0 .kt-button{color:#555555;border-color:#555555;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3226_96afac-aa .kt-btn-wrap-0 .kt-button:hover, .wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3226_96afac-aa .kt-btn-wrap-0 .kt-button:focus{color:#ffffff;border-color:#444444;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3226_96afac-aa .kt-btn-wrap-0 .kt-button::before{display:none;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3226_96afac-aa .kt-btn-wrap-0 .kt-button:hover, .wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3226_96afac-aa .kt-btn-wrap-0 .kt-button:focus{background:#444444;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-advancedbtn kb-buttons-wrap kb-btns3226_96afac-aa\"><style>ul.menu .wp-block-kadence-advancedbtn .kb-btn3226_b973fb-1b.kb-button{width:initial;}<\/style><span class=\"kb-button kt-button button kb-btn3226_b973fb-1b kt-btn-size-standard kt-btn-width-type-auto kb-btn-global-fill  kt-btn-has-text-true kt-btn-has-svg-false  wp-block-kadence-singlebtn\"><span class=\"kt-btn-inner-text\">Tradutor<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_3226_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_3226_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_3226_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_3226_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_3226_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_3226_1('footnote_plugin_tooltip_3226_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Essa entrevista foi publicada em 1999. 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[N.d.T.] <\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_3226_1() { jQuery('#footnote_references_container_3226_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_3226_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_3226_1() { jQuery('#footnote_references_container_3226_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_3226_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_3226_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_3226_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_3226_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_3226_1(); } } function footnote_moveToReference_3226_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_3226_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } } function footnote_moveToAnchor_3226_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_3226_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } }<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OUTROS TEMPOS EXIGEM OUTROS CONCEITOS Jochen Baumann conversa com Moishe Postone sobre a atualidade da Teoria Cr\u00edtica[1]Essa entrevista foi publicada em 1999. 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