{"id":3178,"date":"2024-04-25T19:27:15","date_gmt":"2024-04-25T19:27:15","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=3178"},"modified":"2024-05-14T20:31:48","modified_gmt":"2024-05-14T20:31:48","slug":"entrevista-de-pedro-rocha-de-oliveira-a-tadeu-breda-breve-historia-do-progressismo-antipatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/04\/25\/entrevista-de-pedro-rocha-de-oliveira-a-tadeu-breda-breve-historia-do-progressismo-antipatico\/","title":{"rendered":"Entrevista de Pedro Rocha de Oliveira a Tadeu Breda: &#8220;Breve hist\u00f3ria do progressismo antip\u00e1tico&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p><br>&#8220;Que, diante da ascens\u00e3o da extrema direta, as for\u00e7as progressistas e de esquerda brasileira se transformaram em ferrenhas defensoras da institucionalidade injusta e desigual que vigora no pa\u00eds \u2014 e que at\u00e9 pouco tempo criticavam ferrenhamente \u2014, todo mundo sabe. Mas ningu\u00e9m ainda havia explicado esse processo ao grande p\u00fablico como Pedro Rocha de Oliveira, que est\u00e1 lan\u00e7ando&nbsp;<a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/produto\/discurso-filosofico-da-acumulacao-primitiva\/\"><strong><em>Discurso filos\u00f3fico da acumula\u00e7\u00e3o primitiva: estudo sobre as origens do pensamento moderno&nbsp;<\/em><\/strong><\/a>\u2014 \u201cum livro do barulho\u201d, segundo Paulo Arantes \u2014, que chega \u00e0s livrarias em abril pela Elefante.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) recorre aos principais pensadores do Renascimento ingl\u00eas \u2014 Francis Bacon, Thomas More e Thomas Smith, cuja vida e obra destrincha em seu livro \u2014 para interpretar o fen\u00f4meno que levou \u00e0 elei\u00e7\u00e3o e \u00e0 quase reelei\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro, e para entender como Alckmin, Globo e Alexandre de Moraes se tornaram, repentinamente, aliados do progressismo. Como resultado, o autor v\u00ea uma linha direta entre os ideais que fundaram o capitalismo no s\u00e9culo XVI e a realidade pol\u00edtica do Brasil no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBacon&nbsp;<em>queria&nbsp;<\/em>agredir o populacho com sua concep\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia; More&nbsp;<em>queria&nbsp;<\/em>submeter as pessoas comuns involuntariamente a uma engenharia social bizarra. E o que os iluministas chamavam de \u2018povo\u2019 era uma fra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o como um todo: a que podia simpatizar com suas ideias\u201d, explica. \u201cA\u00ed a intelectualidade progressista da contemporaneidade pega os conceitos fundamentais desses autores e pretende us\u00e1-los para falar com as pessoas comuns \u2014 apenas pretende, porque de fato n\u00e3o faz isso. As pessoas comuns s\u00e3o historicamente os inimigos dos autores modernos cl\u00e1ssicos; passaram-se s\u00e9culos, e elas continuam indiferentes aos intelectuais progressistas, com as suas ideias de laicidade, igualdade formal, racionalidade econ\u00f4mica, diferen\u00e7a entre o p\u00fablico e o privado etc. Essas ideias foram todas originalmente forjadas como armas contra a multid\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na entrevista<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_3178_1('footnote_plugin_reference_3178_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_3178_1('footnote_plugin_reference_3178_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_3178_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_3178_1_1\" class=\"footnote_tooltip\"> Entrevista originalmente publicada no Blog da editora Elefante <a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/breve-historia-do-progressismo-antipatico\/\"><span class=\"footnote_url_wrap\">https:\/\/editoraelefante.com.br\/breve-historia-do-progressismo-antipatico\/<\/span><\/a> <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_3178_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_3178_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> a seguir \u2014 que conseguiu a proeza de ser profunda e descontra\u00edda ao mesmo tempo \u2014, Pedro Rocha Oliveira mobiliza suas pesquisas sobre as origens do pensamento moderno para torcer e retorcer a an\u00e1lise sobre a pol\u00edtica brasileira da atualidade, com destaque para o fracasso popular dos valores progressistas, vistos com cada vez mais antipatia pelas maiorias. Al\u00e9m de lamentar, como temos feito inutilmente nos \u00faltimos anos, agora podemos come\u00e7ar a entender por qu\u00ea. O avesso do avesso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que estudar hist\u00f3ria da filosofia moderna no Brasil do s\u00e9culo XXI?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pois \u00e9, Thomas More a essa altura do campeonato?! Bom, teve algo que me marcou na gradua\u00e7\u00e3o em filosofia e nunca mais saiu da minha cabe\u00e7a. E isso n\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia \u00fanica, s\u00f3 minha: \u00e9 o comum, o usual, na filosofia acad\u00eamica, em qualquer lugar, nos centros de excel\u00eancia ou nas periferias que se espelham neles. A gente abre l\u00e1 os autores cl\u00e1ssicos, o Kant, o Plat\u00e3o, e a\u00ed d\u00e1 dois minutos lendo qualquer coisa deles e voc\u00ea encontra l\u00e1 o sujeito sendo mis\u00f3gino, racista, defendendo autocracia etc.<\/p>\n\n\n\n<p>O Kant sempre que pode fala alguma coisa sobre como as mulheres s\u00e3o intelectualmente incompetentes, sobre como as pessoas comuns s\u00e3o est\u00fapidas como bichos. O Plat\u00e3o, na&nbsp;<em>Rep<\/em><em>\u00fa<\/em><em>blica<\/em>, no meio daquelas coisas lindas sobre o Bem e o Verdadeiro etc., tem mil ideias sobre como as pessoas comuns pertencem a uma cepa rude e est\u00e3o destinadas a serem governadas por uma ra\u00e7a superior inteligent\u00edssima. O Arist\u00f3teles, sujeito enciclop\u00e9dico, tamb\u00e9m contribui l\u00e1 com seu argumento sobre a inferioridade das mulheres e diz, basicamente, que se voc\u00ea foi escravizado \u00e9 porque voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 realmente humano. E a\u00ed \u00e9 aquilo, o Heidegger, no caso, bateu os calcanhares para o regime nacional-socialista\u2026 e por a\u00ed vai.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que acontece \u00e9 que, a todo momento, esses \u201cpequenos detalhes\u201d sobre os autores cl\u00e1ssicos s\u00e3o academicamente tratados como se fossem assunto perif\u00e9rico: n\u00e3o \u00e9 a filosofia propriamente dita. Vamos ler os textos aqui, vamos entender o argumento, olha que dif\u00edcil, olha que sutilezas. \u00c9 assim que se l\u00ea. E eu ficava encafifado pensando: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, deve haver alguma conex\u00e3o entre o racismo da p\u00e1gina 172, a misoginia expl\u00edcita da p\u00e1gina 335 e o argumento transcendental da p\u00e1gina 284\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, o Plat\u00e3o foi se meter na pol\u00edtica de Siracusa, certo? O primo dele foi um dos Trinta Tiranos que dissolveu a democracia ateniense e tomou o poder com ajuda dos Espartanos, ou n\u00e3o foi? O Arist\u00f3teles, com todas as finuras sobre a virtude, foi o preceptor de um cara que parece que mandou matar o pr\u00f3prio pai pra virar rei, e da\u00ed montou no Buc\u00e9falo e foi subjugando povo atr\u00e1s de povo da Maced\u00f4nia at\u00e9 a \u00cdndia. Ser\u00e1 que esses caras, que estavam no olho do furac\u00e3o, iam ter tempo de parar pra escrever umas coisas completamente desconectadas desses contextos superimportantes em que viviam? N\u00e3o. A filosofia deles deve dizer respeito ao contexto em que foi escrita \u2014 e diz!<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de que a gente n\u00e3o a estuda assim se deve a um problema intr\u00ednseco ao desenvolvimento das ci\u00eancias humanas, o \u201cprogresso do saber\u201d, que tende \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o. A gente estuda hist\u00f3ria, sociologia, filosofia, como disciplinas com abordagens estanques e objetos independentes. Sob esse aspecto, a filosofia \u00e9 leg\u00edvel por qualquer um em qualquer \u00e9poca \u2014 \u00e9 o \u201cdiscurso universal\u201d, ela se dirige \u201cao humano\u201d etc. etc. \u2014 justamente porque \u00e9 tornada completamente desimplicada das quest\u00f5es espec\u00edficas do seu tempo e da classe que a produziu. A gente l\u00ea o texto do Heidegger, estuda o raio do alem\u00e3o, a filologia dos prefixos e os escambaus, mas o fato de que o Hitler vira chanceler da Alemanha em janeiro, e o Heidegger reitor de Freiburg em abril, a gente deixa de lado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja: a gente aprende a tomar a filosofia como algo completamente inofensivo. Mas, assim como seus autores n\u00e3o foram inofensivos \u2014 na maioria, ali\u00e1s, foram sujeitos realmente horr\u00edveis, pelos quais n\u00e3o dever\u00edamos ter a menor simpatia \u2014, seu pensamento tamb\u00e9m n\u00e3o era inofensivo l\u00e1 no seu lugar e tempo de origem. Imagina que daqui a 1.700 anos algu\u00e9m resolve estudar os poemas do Michel Temer desde o ponto de vista das sutilezas gramaticais que ele emprega. Talvez, retirados de seu contexto, os poemas ficassem at\u00e9 bons, imagine s\u00f3! Claramente, o mais relevante no caso n\u00e3o seria a estrutura dos versos, mas o fato de que uma figura como o Temer escreveu poemas. Isso seria o fundamental, isso \u00e9 que teria que ser entendido! Isso \u00e9 tudo que n\u00e3o somos ensinados a fazer com a obra dos grandes fil\u00f3sofos \u2014 mas \u00e9 o que eu tento fazer nas minhas aulas, e tamb\u00e9m no livro&nbsp;<a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/produto\/discurso-filosofico-da-acumulacao-primitiva\/\"><strong><em>Discurso filos<\/em><em>\u00f3fico da acumula\u00e7\u00e3o primitiva<\/em><\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed ocorre que, com os fil\u00f3sofos do renascimento, isso \u00e9 mais f\u00e1cil de fazer, porque a renascen\u00e7a \u00e9 exatamente o momento em que aparece uma classe intelectual preocupad\u00edssima em ter relev\u00e2ncia na pol\u00edtica. A querela desses primeiros modernos com os medievais \u2014 a cr\u00edtica \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o desses \u00faltimos com o \u201csexo dos anjos\u201d etc. \u2014 diz respeito justamente a isso: a uma classe que n\u00e3o quer ficar apenas especializando-se em exegese, mas que quer usar o que sabe para influenciar o curso do mundo. Notavelmente, na Inglaterra em particular \u2014 mas n\u00e3o s\u00f3 ali! \u2014, a dire\u00e7\u00e3o dessa influ\u00eancia \u00e9 hedionda: s\u00e3o todos agentes do capitalismo agr\u00e1rio-mercantil, no tenebroso per\u00edodo da acumula\u00e7\u00e3o primitiva, da destrui\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos resqu\u00edcios do modo de vida comunal no velho mundo, e do come\u00e7o da destrui\u00e7\u00e3o disso no mundo novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja bem, estamos falando de gente que realizou a tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia pro vern\u00e1culo, investiu nas companhias coloniais, formulou os alicerces do m\u00e9todo cient\u00edfico, sedimentou a burocracia estatal monetizada, ressuscitou a terminologia da democracia cl\u00e1ssica, militou no cercamento dos campos combatendo os camponeses rebeldes, estabeleceu as bases para o contratualismo e para o liberalismo\u2026 Intelectuais mais org\u00e2nicos do que esses, imposs\u00edvel. O que essas duas ou tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de pensadores t\u00eam de especial \u00e9 que se tratavam de membros letrados das classes propriet\u00e1rias, a quem coube, num momento crucial e particularmente infeliz da hist\u00f3ria humana, formular um monte de coisas pela primeira vez. O brilhantismo da filosofia que produziram se deve \u00e0 total iner\u00eancia dessa filosofia a um processo hist\u00f3rico absurdamente determinante para o destino da humanidade nos s\u00e9culos seguintes \u2014 inclusive no nosso, e sabe-se l\u00e1 por quantos mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a\u00ed, como \u00e9 que a gente \u00e9 ensinado a estudar esses caras? Filosoficamente \u2014 ou seja, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com o contexto. Olhem esses argumentos. Olha que bonita essa ideia de utopia, o n\u00e3o lugar. Mas \u00e9 aquilo, o inventor da palavra \u201cutopia\u201d, Thomas More, foi xerife de Londres. Quer dizer: era chefe de pol\u00edcia, gente. Chefe de pol\u00edcia. E isso num per\u00edodo em que Londres vivia em estado de s\u00edtio, por causa dos sem-terra expulsos pelo cercamento dos campos e dos soldados empobrecidos que lutavam nas guerras absurdas do Henrique VIII, que ali\u00e1s era amigo \u00edntimo do More. Imagine, daqui a quinhentos anos, ler um livro do S\u00e9rgio Paranhos Fleury, o delegado do DOPS de S\u00e3o Paulo, desconsiderando completamente o contexto em que foi escrito. E lembre-se que, por calamitosa que tenha sido a ditadura brasileira (1964-1985), n\u00e3o se compara nem de perto ao per\u00edodo em que More atuou como xerife: ali foi, afinal, um ponto de virada na hist\u00f3ria da humanidade \u2014 o nascimento do capitalismo e do imperialismo, simplesmente. O cara \u00e9 chefe de pol\u00edcia, burocrata, parlamentar, presidente da C\u00e2mara dos Comuns no momento em que a modernidade est\u00e1 nascendo e o pau est\u00e1 comendo. Escreve um livro. Cunha o conceito de \u201cutopia\u201d. A gente vai pegar o conceito e achar bonito? Tem alguma coisa errada nisso, n\u00e3o tem n\u00e3o? A gente n\u00e3o pode ler um livro desses fora do contexto, e tomar os conceitos para n\u00f3s, para dizer as nossas coisas. Se esses conceitos foram compat\u00edveis com o projeto social e pol\u00edtico de gente como Thomas More, eles deveriam ser incompat\u00edveis com o projeto social e pol\u00edtico de algu\u00e9m que pretendesse pensar contra o capitalismo. Dial\u00e9tica tem limites!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas por que a Inglaterra do s\u00e9culo XVI?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu compartilho da percep\u00e7\u00e3o, defendida por alguns pensadores cr\u00edticos do capitalismo, de que o s\u00e9culo XVI ingl\u00eas \u00e9 o momento certo para se assistir ao nascimento do capitalismo. \u00c9 ali que o dinheiro come\u00e7a a suplantar as rela\u00e7\u00f5es de honra e favor tipicamente medievais; \u00e9 ali que a comida vai sendo transformada sistematicamente em mercadoria, o que \u00e9 um marco important\u00edssimo \u2014 e terr\u00edvel \u2014 na hist\u00f3ria da humanidade; \u00e9 ali que as formas tipicamente modernas de administra\u00e7\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o passam a funcionar de modo sistem\u00e1tico; e \u00e9 ali, tamb\u00e9m, que o modo de vida moderno europeu come\u00e7a a se difundir pelo mundo, na base de tiro, porrada e bomba. Enfim, \u00e9 um momento fulcral, justamente porque \u00e9 um momento de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixa eu falar um pouco melhor sobre isso, sobre transi\u00e7\u00e3o. Trata-se do fim de uma era, e o in\u00edcio de uma outra, \u00e9 o ponto de encontro entre duas formas de viver, a forma n\u00e3o moderna e a forma moderna. Antes da generaliza\u00e7\u00e3o da mercadoria, as pessoas viviam do que plantavam, ca\u00e7avam, colhiam, com as pr\u00f3prias m\u00e3os, num mund\u00e3o que n\u00e3o era de ningu\u00e9m. Dependendo de onde voc\u00ea estivesse, o acesso \u00e0 terra poderia ser mediado por uma classe de administradores \u2014 como no chamado \u201cfeudalismo\u201d, por exemplo; mas havia uma rela\u00e7\u00e3o imediata entre a vida ativa, o engajamento com as coisas, o trabalho, os costumes etc. e a satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades. Isso est\u00e1 muito claro no material hist\u00f3rico mobilizado por autores como Peter Linebaugh ou Marshall Sahlins. Os seres humanos se juntavam basicamente para isso, para viver juntos, para viabilizar a vida. Com a mercadoria, o dinheiro, o trabalho assalariado \u2014 ou seja, com o capitalismo pleno \u2014, a vida como ponto de partida e de chegada vai para o belel\u00e9u. A vida humana deixa de ser algo em prol do que os humanos podem se esfor\u00e7ar diretamente. O fato de que voc\u00ea existe n\u00e3o garante que voc\u00ea vai conseguir se engajar em processos para tentar satisfazer suas necessidades. N\u00e3o h\u00e1 garantia de que voc\u00ea vai trabalhar, porque tudo depende de uma contabilidade complicada que mede quanto trabalho de que parcela da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente necess\u00e1ria para que possa ser produzida uma riqueza que reverta em lucro etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, quando a gente estuda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial \u2014 s\u00e9culo XIX e tal \u2014 para entender o que \u00e9 capitalismo, a gente est\u00e1 olhando para uma \u00e9poca na qual, em grande medida, a transi\u00e7\u00e3o do n\u00e3o moderno para o moderno j\u00e1 se completou. Na Europa e no Novo Mundo, as formas tradicionais de vida j\u00e1 foram em grande medida derrotadas: a perspectiva de voltar para a satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades atrav\u00e9s da lida direta com a natureza j\u00e1 n\u00e3o existe mais, na pr\u00e1tica. \u00c9 por isso que uma figura como o Marx, quando fala do fim do capitalismo, e apela ao comunismo \u2014 que \u00e9 um termo que evoca as sociedades \u201cprimitivas\u201d, n\u00e3o modernas, destru\u00eddas pelo capitalismo moderno \u2014, tamb\u00e9m insiste que n\u00e3o h\u00e1 caminho de volta, que o \u00fanico caminho poss\u00edvel \u00e9 adiante, para frente, no progresso, aprofundando as rela\u00e7\u00f5es modernas, desenvolvendo a sociedade burguesa ao m\u00e1ximo, at\u00e9 o ponto em que ela possa ser destru\u00edda por suas pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es internas.<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XX v\u00e3o aparecer uns caras, tipo o Walter Benjamin, o Marcuse, o Adorno, que v\u00e3o dizer: olha, o capitalismo tolera muito bem contradi\u00e7\u00f5es internas, t\u00e1? O capital come dial\u00e9tica ensopada com batata no almo\u00e7o e no jantar, ele n\u00e3o vai sucumbir \u00e0 crise e ao caos civilizat\u00f3rio: ele \u00e9 a crise, ele \u00e9 o caos civilizat\u00f3rio. E aqui estamos, em meio ao colapso ambiental, crises econ\u00f4micas infinitas, financeiriza\u00e7\u00e3o ficcionalizada de tudo, esperando a pr\u00f3xima pandemia, num mundo de desigualdades impens\u00e1veis, com bilion\u00e1rios high-tech brincando de Lex Luthor \u2014 e o capitalismo nada de mostrar nenhum sinal de enfraquecimento\u2026 A crise capitalista n\u00e3o produz alteridade, \u00e9 isso que os frankfurtianos, nos seus melhores momentos, estavam dizendo. E isso parece que simplesmente se verificou. Tem quem viva em nega\u00e7\u00e3o contra essa ideia, mas, na pr\u00e1tica, a desesperan\u00e7a reinante entre as pessoas comuns, a inexist\u00eancia de uma pol\u00edtica radical vi\u00e1vel para al\u00e9m da fala\u00e7\u00e3o dos ilustrados, reflete esse fato b\u00e1sico.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a\u00ed, quando eu digo isso, a primeira obje\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente: \u201cAh, seu pessimista, voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea sa\u00edda, voc\u00ea se acomodou\u201d. N\u00e3o \u00e9 isso que eu estou dizendo. Eu gosto muito de uma frase do Kafka, \u00e9 uma frase absolutamente genial, \u00e9 uma ideia que, como \u00e9 t\u00edpico dos escritos dele, interpela direta e brutalmente a alma da classe m\u00e9dia letrada, que \u00e9 a classe moderna por excel\u00eancia. O Kafka disse: \u201cA esperan\u00e7a existe \u2014 mas n\u00e3o para n\u00f3s!\u201d. \u00c9 exatamente isso. Existe esperan\u00e7a, existe sa\u00edda, mas n\u00e3o dentro da modernidade e para os modernos\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Como assim? Bom, quando a gente olha para o s\u00e9culo XVI, para o tal per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 que a gente v\u00ea? Justamente o confronto do capitalismo com a sua alteridade, a sociedade n\u00e3o moderna, primitiva, comunal etc. Aquilo que, atrav\u00e9s de um malabarismo hist\u00f3rico, o Marx queria colocar no fim do processo, mas que j\u00e1 estava ali no in\u00edcio. A gente v\u00ea levantes populares organizando-se em torno de demandas e ideias que, para n\u00f3s, soam completamente esdr\u00faxulas \u2014 justamente porque s\u00e3o ideias fundamentalmente antimodernas, pr\u00e1ticas, modos de fazer e de ver que pertenciam a um outro tempo, a um outro modo de vida \u2014 um modo de vida que (surpresa, surpresa) era radicalmente anticapitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea tem os crist\u00e3os radicais que pregavam sexo livre e propriedade comunal, os motins em que as mulheres aprisionavam os mercadores e ditavam o pre\u00e7o justo das mercadorias, as rebeli\u00f5es em que o objetivo b\u00e1sico era simplesmente parar de trabalhar e passar o ver\u00e3o assaltando os armaz\u00e9ns das classes propriet\u00e1rias, os caras que fugiam das col\u00f4nias para ir viver com os \u00edndios, os escravizados fugidos que viravam pregadores de seitas milenaristas abolicionistas\u2026 A maior salada, messianismo, balb\u00fardia, reorganiza\u00e7\u00e3o do trabalho, distribui\u00e7\u00e3o de bens, aboli\u00e7\u00e3o das fronteiras e de propriedade, democracia radical no ex\u00e9rcito, monarquia divina eleitoral\u2026 Isso aparece na obra da Silvia Federici, do Linebaugh, essa criatividade popular fervilhante que, no tal momento da transi\u00e7\u00e3o, chegou ao auge.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo essa perspectiva, se voc\u00ea quer olhar para al\u00e9m do capitalismo, voc\u00ea deveria olhar para tudo que existia antes dele. E a\u00ed a gente deparar com as estruturas sociais, os costumes, as cren\u00e7as, as ideias, os comportamentos, que s\u00e3o realmente incompat\u00edveis com a modernidade capitalista, que tiveram que ser varridos do mapa para que essa sociedade viesse a existir. Isso \u00e9 muito estimulante para o pensamento hist\u00f3rico e pol\u00edtico: \u00e9 deparar com evid\u00eancias incontorn\u00e1veis de que a humanidade \u00e9 capaz de viver de forma completamente diferente deste jeito insano, doente, catastr\u00f3fico que vivemos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que voc\u00ea acredita que os estudiosos que te antecederam preferiram omitir determinados acontecimentos da vida de pensadores como Bacon, More e Smith?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Basicamente, para poderem se relacionar com as ideias deles sem dor na consci\u00eancia \u2014 como se fosse poss\u00edvel, contudo, aplic\u00e1-las fora de contexto, num sentido diferente daquele que estava embutido nelas originalmente. Um exemplo particularmente eloquente \u2014 para pegar um dos temas de que eu trato diretamente em&nbsp;<a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/produto\/discurso-filosofico-da-acumulacao-primitiva\/\"><strong><em>Discurso filos<\/em><em>\u00f3fico da acumula\u00e7\u00e3o primitiva<\/em><\/strong><\/a>&nbsp;\u2014 \u00e9 o conceito moderno de ci\u00eancia experimental. O Francis Bacon, que \u00e9 quem formula esse neg\u00f3cio de maneira clara e sistem\u00e1tica pela primeira vez, diz com todas as letras que, para alcan\u00e7ar a verdadeira ci\u00eancia, cuja aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente eficaz, \u00e9 preciso deixar de lado qualquer rela\u00e7\u00e3o de amor e curiosidade para com a natureza. Ele diz que essas s\u00e3o disposi\u00e7\u00f5es infantis que impedem que o fazedor de ci\u00eancias olhe para as coisas desde o ponto de vista da repeti\u00e7\u00e3o e da quantifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Bacon vai adiante e diz o seguinte: toda a linguagem das pessoas comuns est\u00e1 formada com base em preconceitos, em concep\u00e7\u00f5es pr\u00e9-cient\u00edficas sobre como as coisas s\u00e3o: ele chama essa linguagem de id\u00f3latra. Ent\u00e3o, para lidar com a natureza de maneira repetitiva e quantificadora, a gente tem que se livrar da linguagem das pessoas comuns, tamb\u00e9m. Em resumo: a ci\u00eancia \u00e9 um tro\u00e7o onde os sentimentos n\u00e3o contam e que tem que ser, por defini\u00e7\u00e3o, incompreens\u00edvel. Essa \u00e9 a receita para se criar alguma coisa diante da qual as pessoas comuns v\u00e3o torcer o nariz, certo? A\u00ed passam cinco s\u00e9culos, e o que est\u00e1 acontecendo? Os intelectuais progressistas se veem obrigados a defender a ci\u00eancia de um desprest\u00edgio social generalizado. U\u00e9, qual \u00e9 a surpresa? Olhando l\u00e1 para a sua origem, n\u00e3o tem nada de surpreendente nisso! O projeto era esse, mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa ci\u00eancia que conhecemos nasceu num contexto de guerra civil, em que as pessoas comuns estavam resistindo o quanto podiam \u00e0 a\u00e7\u00e3o de classe dos propriet\u00e1rios letrados que, com sua agrimensura, contabilidade, geologia etc. promoviam a convers\u00e3o da terra onde se produzia comida em terra onde se produziria mercadoria. \u00c9 essa classe propriet\u00e1ria que vai l\u00e1 e formula um m\u00e9todo cient\u00edfico, o qual tem que ser intrinsecamente antip\u00e1tico e antag\u00f4nico ao modo de vida das pessoas comuns. A gente poderia continuar esse racioc\u00ednio: como ser\u00e1 que uma sociedade baseada nessa ci\u00eancia \u2014 uma sociedade inteirinha cientificizada, onde o sexo \u00e9 mediado pelas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, a guerra \u00e9 feita pelos tecn\u00f3logos e pelos homens de jaleco, e, como dizia o Trotski, o papa viaja pelas ondas de r\u00e1dio \u2014, como ser\u00e1 que uma sociedade assim acabou desencadeando um processo provavelmente irrevers\u00edvel de destrui\u00e7\u00e3o ambiental? Como ser\u00e1 que foi, hein?<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed, a grande pergunta \u00e9 como diabos a esquerda acabou se encontrando na posi\u00e7\u00e3o de defender, diante das pessoas comuns, o trabalho intelectual de gente que via o povo como uma amea\u00e7a, como uma turba de ignorantes. E acho que parte da resposta est\u00e1 justamente na quest\u00e3o da ignor\u00e2ncia. No fundo \u2014 \u00e0s vezes explicitamente, \u00e0s vezes implicitamente \u2014, nossos intelectuais est\u00e3o situados diante das pessoas comuns nesse mesmo lugar do Francis Bacon, que \u00e9 o lugar iluminista: essas pessoas s\u00e3o est\u00fapidas e precisam de n\u00f3s. No outro dia passou na minha time-line um v\u00eddeo de um intelectual importante da nossa esquerda\u2026 N\u00e3o vou citar nomes, j\u00e1 me disseram que parece que estou de implic\u00e2ncia\u2026 Mas \u00e9 que tem pessoas que incorporam de forma resumida e sucinta o esp\u00edrito de seu tempo e de sua classe, e prestar aten\u00e7\u00e3o nelas \u00e9 como prestar aten\u00e7\u00e3o em toda uma coletividade. Enfim, no tal v\u00eddeo o cara dizia exatamente o seguinte \u2014 e estou citando literalmente, eu anotei: o papel da \u201cclasse intelectual\u201d \u00e9 falar sobre \u201co que a sociedade n\u00e3o gosta de falar\u201d. Isso \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do papel da intelectualidade progressista, \u00e9 como essa classe se v\u00ea, e como ela espera ser vista.<\/p>\n\n\n\n<p>A sociedade est\u00e1 confort\u00e1vel com os seus \u00eddolos, nosso papel \u00e9 vir aqui e desmistificar tudo. Mas, gente, vamos ouvir com cuidado essa fala do intelectual progressista, vamos ouvir com muita aten\u00e7\u00e3o! O papel ao qual ele se arvora \u00e9 profundamente antip\u00e1tico e antag\u00f4nico, n\u00e3o \u00e9? N\u00e3o h\u00e1 nesse intelectual empatia nenhuma para com seu suposto p\u00fablico. Ele gosta do que o p\u00fablico n\u00e3o gosta, ele quer o que o p\u00fablico n\u00e3o quer \u2014 e ele se orgulha disso. No que \u00e9 mais essencial, no gostar mesmo, na esfera do desejo, o intelectual \u00e9 diferente do p\u00fablico. E o intelectual ent\u00e3o n\u00e3o tem preocupa\u00e7\u00e3o com o conforto das pessoas que v\u00e3o ouvir, n\u00e3o h\u00e1 o desejo de deix\u00e1-las bem, n\u00e3o h\u00e1 desejo de ouvi-las e entend\u00ea-las\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Quer dizer, entend\u00ea-las intelectualmente, sobre isso ele vai dar uma aula, mas entend\u00ea-las empaticamente, na sua necessidade intr\u00ednseca, no seu lugar que \u00e9 o lugar poss\u00edvel, o nicho onde deu pra cavoucar uma exist\u00eancia no meio dessa desgraceira moderna, isso n\u00e3o vai rolar. Seus \u00eddolos, sua religi\u00e3o, seu voto errado, suas distra\u00e7\u00f5es, seus confortos prec\u00e1rios, seus gostos acess\u00edveis, suas pequenas satisfa\u00e7\u00f5es\u2026 n\u00e3o h\u00e1 nenhuma empatia para com nada isso \u2014 como n\u00e3o havia em Plat\u00e3o, em Kant, em Bacon. Existe o imperativo da hierarquia cognitiva: eu tenho aqui o dever de destruir as suas cren\u00e7as! O intelectual progressista \u00e9 como o psicanalista de um analisando involunt\u00e1rio, que n\u00e3o pediu pra ser analisado, mas vai ter seu inconsciente esfregado na sua cara, quer queira, quer n\u00e3o. A efic\u00e1cia disso, clinicamente, seria zero \u2014 e essa \u00e9 tamb\u00e9m a relev\u00e2ncia do intelectual progressista para o grosso da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Tipo: a rapaziada da escola p\u00fablica na comunidade, na frente de onde eles estudam, a pol\u00edcia vai e mata um cara, o corpo fica ali, isso acontece toda semana. A\u00ed o intelectual chega para esse p\u00fablico e diz, ent\u00e3o, eu quero falar com voc\u00eas do que voc\u00eas n\u00e3o gostam de falar, eu tenho uma verdade inc\u00f4moda pra voc\u00eas. Mais inc\u00f4modo, mano? Esse p\u00fablico precisa ser mais incomodado do que j\u00e1 est\u00e1, \u00e9 isso mesmo? A tiazinha passa duas horas no transporte p\u00fablico pra chegar no trabalho, duas horas pra voltar pra casa. E a\u00ed o que est\u00e1 faltando na vida dela \u00e9 falar do que ela n\u00e3o gosta de falar? \u00c9 escutar verdades inconvenientes? Isso n\u00e3o faz nenhuma esp\u00e9cie de sentido. Mas o antagonismo das ideias modernas, seu aspecto repugnante diante das pessoas comuns, n\u00e3o \u00e9 um acidente: \u00e9, originalmente, um projeto de classe. Bacon&nbsp;<em>queria&nbsp;<\/em>agredir o populacho com sua concep\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia; More&nbsp;<em>queria&nbsp;<\/em>submeter as pessoas comuns involuntariamente a uma engenharia social bizarra. E o que os iluministas chamavam de \u201cpovo\u201d era uma fra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o como um todo: a que podia simpatizar com suas ideias. O resto eram traidores, eram o \u201csangue impuro\u201d cantado na&nbsp;<em>Marseillaise<\/em>, a ser derramado impiedosamente pelos verdadeiros cidad\u00e3os. O p\u00fablico original dos autores modernos cl\u00e1ssicos \u00e9 um p\u00fablico segregado, \u00e9 a oligarquia inteligente, culta: eu procuro mostrar isso em&nbsp;<a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/produto\/discurso-filosofico-da-acumulacao-primitiva\/\"><strong><em>Discurso filos<\/em><em>\u00f3fico da acumula\u00e7\u00e3o primitiva<\/em><\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed a intelectualidade progressista da contemporaneidade pega os conceitos fundamentais desses autores e pretende us\u00e1-los para falar com as pessoas comuns \u2014 apenas pretende, porque de fato n\u00e3o faz isso. As pessoas comuns \u2014 a multid\u00e3o, a plebe, o populacho \u2014 s\u00e3o historicamente os inimigos dos autores modernos cl\u00e1ssicos; passaram-se s\u00e9culos, as pessoas comuns est\u00e3o a\u00ed indiferentes aos descendentes contempor\u00e2neos daqueles autores: os intelectuais progressistas, com as suas ideias de laicidade, igualdade formal, racionalidade econ\u00f4mica, diferen\u00e7a entre o p\u00fablico e o privado etc. Essas ideias foram todas originalmente forjadas como armas contra a multid\u00e3o; pensando assim, no senso comum que resiste aos intelectuais progressistas, reside uma sabedoria hist\u00f3rica preciosa. Pensar contra o capitalismo precisa ser, tamb\u00e9m, se conectar a essa sabedoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, resumindo, o que eu tento construir em&nbsp;<a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/produto\/discurso-filosofico-da-acumulacao-primitiva\/\"><strong><em>Discurso filos<\/em><em>\u00f3fico da acumula\u00e7\u00e3o primitiva<\/em><\/strong><\/a>&nbsp;\u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de que a postura antag\u00f4nica e antip\u00e1tica da intelectualidade progressista n\u00e3o \u00e9 uma coincid\u00eancia, ou um acidente; \u00e9 uma quest\u00e3o de classe, mesmo. Ela diz respeito \u00e0 ingrata, desgra\u00e7ada, infeliz e irrefletida continuidade que existe entre as ideias do S\u00e9rgio Paranhos Fleury do s\u00e9culo XVI, as ideias dos iluministas do s\u00e9culo XVIII, e as ideias dos revolucion\u00e1rios dos s\u00e9culos XIX e XX.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que seu livro tem tanto a ver com a ascens\u00e3o da nova direita no Brasil?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por duas raz\u00f5es principais. Primeiro, porque fala de um alheamento, e at\u00e9 de uma inimizade hist\u00f3rica, entre os progressistas e as pessoas comuns, a despeito das eventuais juras de amor daqueles por estas. Isso torna intelig\u00edvel o fato de que, de uns tempos para c\u00e1, socialmente falando, v\u00eam acontecendo coisas absolutamente inaceit\u00e1veis desde o ponto de vista dos progressistas, mas que, como as \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es presidenciais mostraram, s\u00e3o completamente \u201cok\u201d para boa parte da popula\u00e7\u00e3o \u2014 a metade dela, e possivelmente mais da metade. Al\u00e9m disso,&nbsp;<a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/produto\/discurso-filosofico-da-acumulacao-primitiva\/\"><strong><em>Discurso filos<\/em><em>\u00f3fico da acumula\u00e7\u00e3o primitiva<\/em><\/strong><\/a>&nbsp;fala dos limites da imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica moderna \u2014 limites esses que s\u00e3o justamente o combust\u00edvel da nova direita, que \u00e9, em seu discurso, antimoderna.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 muito curioso, \u00e9 interessant\u00edssimo, porque at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s era a esquerda que monopolizava a cr\u00edtica \u00e0s institui\u00e7\u00f5es modernas. Mas a tal da sociedade dividida de hoje em dia \u00e9 isso: a esquerda defendendo a modernidade \u2014 Estado laico, democracia, ci\u00eancia etc. \u2014 e a nova direita batendo em tudo isso sem parar um segundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a gente pensa no lema \u201ca Globo mente\u201d isso fica muito claro, e o que eu estou dizendo aqui \u00e9 \u00f3bvio, mas precisa ser sublinhado. Quando eu era moleque, nos anos 1980, \u201ca Globo mente\u201d era um lema dos brizolistas, do pessoal que, no estado do Rio de Janeiro, inventou a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica integral, que fez abolicionismo penal na pr\u00e1tica fechando pres\u00eddio e controlando opera\u00e7\u00e3o policial violenta: ou seja, um lema da esquerda. Quando o Brizola foi eleito governador do Rio em 1982, a m\u00eddia e os institutos de pesquisa \u2014 hoje, arqui-inimigos da nova direita, note-se bem! \u2014 diziam que ele n\u00e3o tinha chance, que era Moreira Franco na certa, e ele passou o resto da vida lembrando disso, junto com o fato de que a Globo tinha apoiado a ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p>Dez anos depois, no governo FHC, a esquerda metia o malho na propaganda unilateral que a m\u00eddia fazia das privatiza\u00e7\u00f5es: de novo, \u201ca Globo mente\u201d. Dez anos depois disso, o lulopetismo e a esquerda da esquerda eram inimigos entre si, mas continuavam dizendo, enquanto progressistas esclarecidos: \u201ca Globo mente\u201d. Uma d\u00e9cada depois, Lava Jato, impeachment e tal. \u201cA Globo mente\u201d significava que a m\u00eddia estava naturalizando um processo de judicializa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, apoiando golpe pela segunda vez etc. Mas, nos tempos que correm, quando o jogo virou, o Bolsonaro se tornou inimigo p\u00fablico da sociedade bem-pensante, e a\u00ed a Globo virou \u201cnossa\u201d aliada, junto com todas as chamadas \u201cinstitui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas\u201d \u2014 inclusive o pr\u00f3prio Supremo Tribunal Federal (STF), o qual, especialmente depois da Lava Jato, atua abertamente como um \u00f3rg\u00e3o de poder discricion\u00e1rio, inalcan\u00e7\u00e1vel por qualquer \u201cfreio e contrapeso\u201d, \u00e1rbitro \u00faltimo da democracia eleitoral. Beleza, o jogo virou. Mas vamos pensar nisso com calma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca das opera\u00e7\u00f5es de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e das a\u00e7\u00f5es policiais-militares nas favelas cariocas do final do lulopetismo, na \u00e9poca do impeachment e dos cinquenta anos da ditadura, o conceito de \u201cestado de s\u00edtio\u201d ou \u201cestado de exce\u00e7\u00e3o\u201d emergiu como uma ferramenta de explica\u00e7\u00e3o para as barbaridades que vinham ocorrendo, a mistura fina de autoritarismo e democracia que est\u00e1vamos vendo. Passados dez anos, essa mesma mistura \u2014 atrav\u00e9s dos chamados \u201cexcessos\u201d do STF, a respeito dos quais at\u00e9 a Globonews tem que falar, por desencargo de consci\u00eancia, apenas para espanar o assunto pelos ares em seguida \u2014 \u00e9 a garantidora da manuten\u00e7\u00e3o do lulopetismo reeditado contra a nova direita. \u00c9 claro, os tais \u201cexcessos\u201d dizem respeito a firulas processuais, sabe-se l\u00e1 se os inqu\u00e9ritos de of\u00edcio do Alexandre de Moraes s\u00e3o realmente legais ou n\u00e3o, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 essa. Vai ter dez especialistas com bons argumentos pra dizer que sim, dez pra dizer que n\u00e3o, e dez outros pra dizer \u201ctalvez\u201d. A quest\u00e3o \u00e9 justamente que, por defini\u00e7\u00e3o, como na \u00e9poca da Lava Jato, n\u00e3o d\u00e1 pra saber se os atos mais \u201cpol\u00eamicos\u201d do STF s\u00e3o legais ou n\u00e3o, porque o STF, como qualquer corte suprema, opera no espa\u00e7o de decis\u00e3o a respeito da legalidade, foi feito para operar nos limites da democracia mesmo, \u00e9 o poder discricion\u00e1rio \u2014 no qual a vontade \u00e9 sin\u00f4nimo de lei \u2014 sobre o qual repousa todo o resto. Isso \u00e9 o arroz-com-feij\u00e3o da teoria cr\u00edtica do republicanismo e do Estado moderno, Giorgio Agamben, Luciano Canfora etc. Mas t\u00e1 valendo autocracia e amizade com a reedi\u00e7\u00e3o do Joaquim Barbosa se o assunto \u00e9 \u201cbarrar o fascismo\u201d, como se diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Olha, n\u00e3o estou dizendo que os progressistas est\u00e3o sendo incoerentes, o problema n\u00e3o \u00e9 esse. A cr\u00edtica marxista coloca claramente: o Estado \u00e9 uma ferramenta de classe, ele serve para oprimir, para exercer poder de forma concentrada, para fazer viol\u00eancia. A quest\u00e3o toda \u00e9: qual \u00e9 a classe que est\u00e1 usando o Estado, e para qu\u00ea? Assim, na imagem da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria, o \u201cnosso\u201d lado tomaria o poder e usaria contra a burguesia as mesmas armas que a burguesia usou contra o proletariado anteriormente. Em termos formais, nada de errado com isso. Mas a quest\u00e3o \u00e9 a seguinte:&nbsp;<em>qual&nbsp;<\/em><em>\u00e9<\/em><em>&nbsp;o setor da sociedade que apoia os excessos do STF<\/em>? Qual \u00e9 o setor da sociedade que est\u00e1 empregando os \u00f3rg\u00e3os do Estado, com o apoio da m\u00eddia corporativa, para ajudar a enterrar a nova direita? Quem disser que \u00e9 \u201co povo\u201d, \u201cos trabalhadores\u201d, ou est\u00e1 mentindo na cara de pau, ou est\u00e1 usando \u00f3culos cor-de-rosa. Metade da popula\u00e7\u00e3o foi l\u00e1, viveu o bolsonarismo e votou no bolsonarismo de novo. Quando a gente tem que mobilizar os dispositivos autocr\u00e1ticos, discricion\u00e1rios, para impedir que essa metade da popula\u00e7\u00e3o v\u00e1 l\u00e1 e vote na nova direita pela segunda vez \u2014 e continue votando para todo o sempre, como se delineia na Turquia e na Hungria \u2014, o que a gente est\u00e1 assumindo \u00e9 que, na base do discurso racional e do voto, h\u00e1 um risco grande demais de ser imposs\u00edvel deter a nova direita. Ou seja: os progressistas n\u00e3o est\u00e3o dispostos a deixar a democracia nas m\u00e3os do povo. Quando defendem usar qualquer recurso dispon\u00edvel para \u201cdeter o fascismo\u201d, est\u00e3o assumindo que acabou o caqui, que a democracia moderna fracassou, ela implodiu, ela est\u00e1 demasiado pronta para dar um passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria aboli\u00e7\u00e3o \u2014 a n\u00e3o ser que a gente a defenda por meios possivelmente n\u00e3o democr\u00e1ticos, como os inqu\u00e9ritos de of\u00edcio etc. \u00c9 um paradoxo, n\u00e9?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estou dizendo que os progressistas est\u00e3o sendo incoerentes \u2014 n\u00e3o estou querendo corrigir o Marcos Nobre quando ele diz que quem defende a democracia em abstrato acaba tendo que engolir Hitler. Estou s\u00f3 querendo tirar as devidas consequ\u00eancias do fato de que defender a democracia concretamente exige que fa\u00e7amos alian\u00e7a com os tradicionais inimigos da democracia brasileira \u2014 como a Rede Globo \u2014 e com os atores pol\u00edticos que operam por defini\u00e7\u00e3o com um p\u00e9 dentro e um p\u00e9 fora dela \u2014 como o STF. O que isso significa \u00e9 que a democracia virou, para usar o vocabul\u00e1rio do s\u00e9culo XVI, uma fac\u00e7\u00e3o entre muitas, est\u00e1 em descr\u00e9dito, se tornou virtualmente o projeto pol\u00edtico de uma minoria \u2014 uma minoria que precisa apelar para meios antidemocr\u00e1ticos ou semidemocr\u00e1ticos para sobreviver. Os intelectuais progressistas s\u00e3o os representantes autodeclarados dessa minoria. E o resultado \u00e9 que acaba ficando nas m\u00e3os da nova direita dizer aquilo que uma figura como o Agamben poderia estar aqui dizendo, tamb\u00e9m: o STF \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o autorit\u00e1rio; vivemos sob a ditadura da toga. Isso \u00e9 mentira? Quando o Lula foi preso, e na \u00e9poca da Lava Jato, ach\u00e1vamos que n\u00e3o. Que rolo, n\u00e9, minha gente?<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o estamos falando de uma situa\u00e7\u00e3o na qual a esquerda progressista, que tradicionalmente representa os interesses do povo, tem que virtualmente se situar contra o povo: n\u00e3o s\u00f3 contra a parte do povo que vota contra a democracia, mas contra a parte do povo que&nbsp;<em>poderia votar<\/em>&nbsp;contra a democracia \u2014 e sabe-se l\u00e1 em quantos brasileiros corre esse perigoso \u201csangue impuro\u201d! O que a gente tem que perguntar \u00e9: como chegamos at\u00e9 aqui?<\/p>\n\n\n\n<p>Pra responder a isso, eu sinceramente acho que tem que reescrever a hist\u00f3ria do Brasil prestando aten\u00e7\u00e3o, desde os prim\u00f3rdios, na diferen\u00e7a entre como as pessoas comuns se manifestaram politicamente e como as classes letradas progressistas \u2014 os intelectuais e os pol\u00edticos profissionais \u2014 se manifestaram politicamente. Imaginando essa hist\u00f3ria sendo reescrita, antevejo que, chegando em tempos recentes, o conceito mais importante que a gente vai ter que encontrar \u00e9 o conceito de populismo. Populismo \u00e9 alguma coisa que o povo gosta, mas diante do que os progressistas torcem o nariz, porque fica aqu\u00e9m dos crit\u00e9rios modernos de racionalidade administrativa, pol\u00edtica e econ\u00f4mica. Percebe que voltamos \u00e0 imagem dos intelectuais antag\u00f4nicos sem empatia, inimigos do senso comum, cuja miss\u00e3o \u00e9 despejar verdades desconfort\u00e1veis nos ouvidos das pessoas ignorantes? Intelectuais que, para al\u00e9m de profiss\u00f5es de f\u00e9, n\u00e3o constru\u00edram, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, nenhuma alian\u00e7a pol\u00edtica s\u00f3lida, nenhuma comunidade indissol\u00favel de interesses com as pessoas comuns\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, nenhum lugar melhor do que o s\u00e9culo XVI para entender a g\u00eanese desses intelectuais.&nbsp;<a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/produto\/discurso-filosofico-da-acumulacao-primitiva\/\"><strong><em>Discurso filos\u00f3fico da acumula\u00e7\u00e3o primitiva<\/em><\/strong><\/a>&nbsp;\u00e9 sobre isso mesmo: sobre a origem do progressismo. Hoje testemunhamos seu ocaso, na fogueira resplendente de contradi\u00e7\u00f5es e urg\u00eancias em que a modernidade vai virando um amontoado de cinzas est\u00e9reis. Esse espet\u00e1culo tenebroso \u00e9 a propaganda que vende o meu peixe.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-theme-palette-5-color has-alpha-channel-opacity has-theme-palette-5-background-color has-background\"\/>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box3178_ba6fcb-05 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box3178_ba6fcb-05 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;background:#d70141;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-left:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);margin-top:50px;}.kt-info-box3178_ba6fcb-05 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{background:#d70141;}.kt-info-box3178_ba6fcb-05.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}.kt-info-box3178_ba6fcb-05 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scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_3178_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_3178_1('footnote_plugin_tooltip_3178_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Entrevista originalmente publicada no Blog da editora Elefante <a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/breve-historia-do-progressismo-antipatico\/\"><span class=\"footnote_url_wrap\">https:\/\/editoraelefante.com.br\/breve-historia-do-progressismo-antipatico\/<\/span><\/a> <\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_3178_1() { jQuery('#footnote_references_container_3178_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_3178_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_3178_1() { 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