{"id":3170,"date":"2024-04-11T22:29:45","date_gmt":"2024-04-11T22:29:45","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=3170"},"modified":"2024-04-11T22:32:39","modified_gmt":"2024-04-11T22:32:39","slug":"a-modulacao-da-subjetividade-wesley-sousa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/04\/11\/a-modulacao-da-subjetividade-wesley-sousa\/","title":{"rendered":"A modula\u00e7\u00e3o da subjetividade &#8211; Wesley Sousa"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/news\/2024\/feb\/01\/gen-z-boys-and-men-more-likely-than-baby-boomers-to-believe-feminism-harmful-says-poll\">A not\u00edcia divulgada pelo jornal brit\u00e2nico The Guardian, sobre a \u201cdescoberta\u201d de que a Gera\u00e7\u00e3o Z, principalmente homens jovens, est\u00e1 cheia de conservadores<\/a> (01 de fev. de 2024), como se fosse alguma surpresa, levanta um ponto interessante sobre a interpela\u00e7\u00e3o da ideologia na modula\u00e7\u00e3o da subjetividade contempor\u00e2nea<sup data-fn=\"b9ccd55d-3dfd-4d91-807a-24273ea51807\" class=\"fn\"><a id=\"b9ccd55d-3dfd-4d91-807a-24273ea51807-link\" href=\"#b9ccd55d-3dfd-4d91-807a-24273ea51807\">1<\/a><\/sup>. Antes de adentrar ao conte\u00fado mais conceitual e filos\u00f3fico, s\u00f3 falta descobrirem tamb\u00e9m que a maioria dos pr\u00f3prios \u201cprogressistas\u201d da gera\u00e7\u00e3o Z s\u00e3o tamb\u00e9m completamente direitistas (\u00e0s vezes at\u00e9 mesmo reacion\u00e1rios) em m\u00e9todo, t\u00e1tica e na sua \u201cteoria do conhecimento\u201d. Isso vale, claro, tanto para mulheres quanto para homens, s\u00f3 que em \u00eanfases distintas.<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, quem diria que cair no engodo da \u201cguerra cultural\u201d mesmo que do lado do time \u201cprogressista\u201d perpetrada dentro dessa sociabilidade digital vampiresca iria dar nessa fissura eurocentrada das din\u00e2micas entre Internet e express\u00e3o ideol\u00f3gica? Recentemente, tivemos a discuss\u00e3o sobre a \u201cinjusti\u00e7a\u201d da Margot Robbie n\u00e3o ter sido indicada ao Oscar por \u201cBarbie\u201d, mas o Ryan Gosling ter sido indicado por ter feito o personagem Ken. Um filme \u201cfeminista\u201d, ou seja, progressista. De fato, levantou redes sociais no Brasil e na gringa. Existe maior personagem identit\u00e1rio masculino no mundo dos memes do que o Ryan Gosling com jarg\u00f5es de \u201c<em>literally me<\/em>\u201d e \u201c<em>I drive<\/em>\u201d? Do outro lado, existe maior ressignifica\u00e7\u00e3o sobre ser mulher e a captura de pauta do que o filme da Barbie estrelado pela Margot na produ\u00e7\u00e3o do cinema do \u00faltimo ano? N\u00e3o deve ser coincid\u00eancia o filme ter esse tema e colocar o Ryan Gosling como personagem de Ken. Corpora\u00e7\u00f5es e demais ind\u00fastrias ressignificam todas essas pautas pol\u00edticas poss\u00edveis e, por consequ\u00eancia, o que temos \u00e9 a compra pela via de m\u00e3o \u00fanica que s\u00f3 favorece justamente a grandes <em>big techs<\/em>, pois s\u00e3o elas quem \u201cpautam\u201d a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as consequ\u00eancias disso est\u00e1 tamb\u00e9m a \u201cdivis\u00e3o de g\u00eanero\u201d, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 novidade e in\u00e9dito no capitalismo. Por isso, diria que o apego \u00e0 identidade de \u201cmacho\u201d, que \u00e9 reafirmada pela ind\u00fastria cultural, que cria bonequinhos para os jovens meninos se inspirarem em filmes, memes de rede social, condizentes com nova consci\u00eancia das pessoas, disputada por meme <em>warfare<\/em> (t\u00e1tica de guerra cultural por memes) emerge nos seus produtos humanos uma forma de \u201cespelhamento\u201d social. S\u00f3 que do outro lado tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 lucidez: o \u201cprogressismo\u201d dentro do capitalismo \u00e9 um ox\u00edmoro. O \u201coutro lado\u201d retoma a necessidade de submiss\u00e3o \u00e0s subjetiva\u00e7\u00f5es no mesmo jogo e, ent\u00e3o, reafirma este resgate de identidade numa luta simb\u00f3lica (Barbie, voltando ao exemplo), cada vez mais abstrata; e esse n\u00e3o \u00e9 o problema em si, pois faz parte da humaniza\u00e7\u00e3o de certos grupos como \u201creconhecimentos\u201d. Muitos fazem com boa inten\u00e7\u00e3o, por\u00e9m a\u00ed est\u00e1 o problema, segundo acredito, na perspectiva final, isto \u00e9, n\u00e3o romper com essas ilus\u00f5es do mundo moderno. O que sobra, enfim, s\u00e3o as classifica\u00e7\u00f5es de grupos, sejam quais forem (que v\u00e3o das excentricidades pat\u00e9ticas de <em>radfem<\/em> at\u00e9 os <em>redpill<\/em>), e dos outros, com categorias tipicamente capitalistas. Portanto, a \u201cemancipa\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a pr\u00f3pria desilus\u00e3o; o horizonte \u00e9 cada vez menos horizonte, e se torna um estorvo que ningu\u00e9m quer carregar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, neste ponto, Pierre Bourdieu, no ensaio \u201cN\u00e3o existe opini\u00e3o p\u00fablica\u201d, assinalou corretamente que \u201cn\u00e3o existe opini\u00e3o p\u00fablica, mas opini\u00e3o publicada\u201d. Em outros termos, no s\u00e9culo XXI, a modula\u00e7\u00e3o da subjetividade nos colocou numa rota de colis\u00e3o com a pr\u00f3pria barb\u00e1rie do capitalismo: parece que n\u00e3o existem mais as mesmas possibilidades de antes para se estabelecer v\u00ednculos capazes de qualquer coes\u00e3o e mudan\u00e7a real. Agora a \u201cdisputa\u201d est\u00e1 circunscrita em n\u00e3o-espa\u00e7os virtuais geridos por empresas num mundo de velocidade da informa\u00e7\u00e3o que deixa qualquer um atordoado e dessensibilizado, al\u00e9m de mais \u201cestranhado\u201d de si, do outro e dos v\u00ednculos sociais mais basilares<sup data-fn=\"e2cd6ae1-a211-4240-8d80-78dfeced9de1\" class=\"fn\"><a id=\"e2cd6ae1-a211-4240-8d80-78dfeced9de1-link\" href=\"#e2cd6ae1-a211-4240-8d80-78dfeced9de1\">2<\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a digitaliza\u00e7\u00e3o da vida e o empobrecimento da experi\u00eancia do viver, a invers\u00e3o do sujeito-objeto na modernidade engendrou novos padr\u00f5es, aglutinando outros ainda mais perigosos:\u00a0 a din\u00e2mica das redes sociais, que j\u00e1 s\u00e3o a t\u00f4nica de nosso tempo, \u201ccria\u201d um paralelo sem precedentes com o que o expansionismo crist\u00e3o fez s\u00e9culos atr\u00e1s. Em coisas como essas dos memes, da publiciza\u00e7\u00e3o de \u201cmomentos\u201d e o enfraquecimento da identidade (ou seja, a desidentifica\u00e7\u00e3o como ontologia do real), embarcando em \u201cguerra dos sexos\u201d, \u201cOcidente x Oriente\u201d, etc. s\u00e3o pr\u00f3prio deste sintoma. Neste caso, nem precisa queimar muitos neur\u00f4nios para levar a s\u00e9rio especificamente essas <em>trends<\/em> de \u201c<em>pov<\/em>: homens x mulheres\u201d, j\u00e1 que est\u00e3o mais para a exposi\u00e7\u00e3o da vida privada porque existem \u2013 ainda \u2013 pessoas de carne.<\/p>\n\n\n\n<p>Creio que isso tem a ver, de modo direto, com um tipo de crise muito particular, mais do que uma crise pol\u00edtica do capitalismo (em sentido abstrato), mas um tipo de crise na modernidade, que cada vez mais se desprende da pr\u00f3pria base \u201cconcreta\u201d. Como ponto de chegada joga todo mundo junto flutuando nas \u201cnuvens\u201d, e tentando se agarrarem a alguma identidade que promova sentido e estabilidade na vida, pois nada mais \u00e9 est\u00e1vel e certo. N\u00e3o se trata de uma nostalgia do passado, mas de entender a particularidade corrosiva do fen\u00f4meno no presente. Adorno e Horkheimer, quando falaram do cinema e do r\u00e1dio, como elementos da \u201cind\u00fastria cultural\u201d, observaram uma tend\u00eancia maior: \u201cO que n\u00e3o se diz \u00e9 que o terreno no qual a t\u00e9cnica conquista seu poder sobre a sociedade \u00e9 o poder que os economicamente mais fortes exercem sobre a sociedade. A racionalidade da t\u00e9cnica hoje \u00e9 a racionalidade da pr\u00f3pria domina\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 o car\u00e1ter compulsivo da sociedade alienada de si mesma\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, a todo momento temos alguma mudan\u00e7a que vem como um furac\u00e3o varrendo tudo, no plano da ideologia, e digamos que \u00e9 essa moderniza\u00e7\u00e3o for\u00e7ada pelo lucro que condiciona a base da exist\u00eancia de todos no mundo hoje. Mas um deslocamento de sentido do que algo real e com subst\u00e2ncia movida pelos interesses da humanidade joga agora na virtualiza\u00e7\u00e3o culturalista do mundo da vida o correspondente \u00e0 virtualiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do capital. Como exemplo de exerc\u00edcio mental, vejamos a Uber, que \u00e9 estrangeira: ela opera em uma centena de pa\u00edses ao redor do planeta, s\u00f3 pela marca e plataforma deles, al\u00e9m de sugarem dinheiro de todos os cantos da Terra em cada trabalhador e usu\u00e1rio do servi\u00e7o, eles disp\u00f5em, al\u00e9m dos dados pessoais de todos os envolvidos, tamb\u00e9m dos dados de tr\u00e1fego de todas as cidades do pa\u00eds com estat\u00edsticas e dados que sabem as tend\u00eancias e funcionamento de cada dia da semana, hor\u00e1rio, m\u00eas, e da rotina de vida de cada um que utiliza. Na verdade, \u00e9 ainda muito pior do que isso.\u00a0 Estende-se isso para a Google, sendo a empresa que, por padr\u00e3o, domina o \u201cGPS\u201d de todos os <em>smartphones<\/em> Android do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Num cen\u00e1rio de controle absurdo jamais visto, al\u00e9m de tudo que existe de propaganda e <em>marketing<\/em>, qual a chance de uma revolu\u00e7\u00e3o mundial? Qual a chance de haver \u201cresist\u00eancia\u201d \u00e0 destitui\u00e7\u00e3o de uma subjetividade que n\u00e3o seja automatizada? Provavelmente, o futuro \u00e9 <em>cyberpunk<\/em> fundido com Mad Max. Um Blade Runner<sup data-fn=\"7f215255-9d82-4b43-a479-d78ee5b76bbe\" class=\"fn\"><a id=\"7f215255-9d82-4b43-a479-d78ee5b76bbe-link\" href=\"#7f215255-9d82-4b43-a479-d78ee5b76bbe\">3<\/a><\/sup>. Em s\u00edntese, a cultura e a sociedade intercambiam par\u00e2metros para que o c\u00e9rebro interprete e responda ao ambiente, e vice-versa. A\u00ed reside a ideia de uma \u201cguerra cultural\u201d pare\u00e7a \u201crepara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\u201d. Mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas desencadeiam mudan\u00e7as culturais adaptativas com certas regularidades e tend\u00eancias epocais. Entretanto, em per\u00edodos em que as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas s\u00e3o agora muito r\u00e1pidas, h\u00e1 um enorme descompasso entre os par\u00e2metros (subjetivos) ditados pela cultura e as necessidades geradas pelo modelo tecnol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o surpreende que o aspecto mais popular e atraente da \u201crevolu\u00e7\u00e3o digital\u201d seja a m\u00eddia social. Mas, as m\u00eddias s\u00e3o entes privados que operam livremente pelo \u201cp\u00fablico\u201d. Somos o produto delas, ou seja, antes de nos relacionar enquanto pessoas, relacionamos enquanto mercadorias e somos mercantilizados na mesma intensidade, pois somos \u201cpartes dela\u201d. Por essa raz\u00e3o, as m\u00eddias sociais digitais invadem como cavalos de Tr\u00f3ia e remodelam nossa maneira de vivenciar o mundo, j\u00e1 que elas t\u00eam como corol\u00e1rio as agudiza\u00e7\u00f5es das for\u00e7as produtivas. E aqui volto ao ponto no qual comecei o texto. As novas gera\u00e7\u00f5es crescem imersas \u00e0s conectividades virtuais, e delas s\u00e3o forjadas as identidades, aptid\u00f5es, desejos e sentimentos. Desta maneira, o \u201cprogressismo\u201d embarca na guerra cultural de forma acr\u00edtica \u2013 como princ\u00edpio de queda do Para\u00edso \u2013, porque principalmente \u00e9 resultado de um modelo intranspon\u00edvel de reabsor\u00e7\u00e3o de sentidos (e a sua dissolu\u00e7\u00e3o)<sup data-fn=\"4fcca35f-8c30-46a7-8eaf-449b5d20823e\" class=\"fn\"><a id=\"4fcca35f-8c30-46a7-8eaf-449b5d20823e-link\" href=\"#4fcca35f-8c30-46a7-8eaf-449b5d20823e\">4<\/a><\/sup>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a nova cultura n\u00e3o representa uma evolu\u00e7\u00e3o nos par\u00e2metros do passado, embora necessariamente precisa-se passar por transforma\u00e7\u00f5es de base. Ocorre um movimento de adapta\u00e7\u00e3o a uma nova situa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica elevada por \u201cprogramar\u201d a sociedade com ap\u00eandice do modelo produtivo de si. Robert Kurz, no ensaio \u201cA ind\u00fastria cultural no s\u00e9culo XXI\u201d, resume a ideia: \u201cO que se apresentava como subvers\u00e3o cultural e contracultura constitu\u00eda, na verdade, tal como a antiga alta cultura burguesa de certa maneira ainda externa, uma esp\u00e9cie de reserva natural para o capital da ind\u00fastria cultural, reserva que era periodicamente ceifada ou trinchada\u201d. E, at\u00e9 o momento, a quem interessa esta nova modula\u00e7\u00e3o de subjetividade?<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\"><style>.kb-image3170_101eec-ec.kb-image-is-ratio-size, .kb-image3170_101eec-ec .kb-image-is-ratio-size{max-width:213px;width:100%;}.wp-block-kadence-column > .kt-inside-inner-col > .kb-image3170_101eec-ec.kb-image-is-ratio-size, .wp-block-kadence-column > .kt-inside-inner-col > .kb-image3170_101eec-ec .kb-image-is-ratio-size{align-self:unset;}.kb-image3170_101eec-ec figure{max-width:213px;}.kb-image3170_101eec-ec .image-is-svg, .kb-image3170_101eec-ec .image-is-svg img{width:100%;}.kb-image3170_101eec-ec .kb-image-has-overlay:after{opacity:0.3;}.kb-image3170_101eec-ec img.kb-img, .kb-image3170_101eec-ec .kb-img img{-webkit-mask-image:url(https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/plugins\/kadence-blocks\/includes\/assets\/images\/masks\/circle.svg);mask-image:url(https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/plugins\/kadence-blocks\/includes\/assets\/images\/masks\/circle.svg);-webkit-mask-size:auto;mask-size:auto;-webkit-mask-repeat:no-repeat;mask-repeat:no-repeat;-webkit-mask-position:center;mask-position:center;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-image kb-image3170_101eec-ec\"><figure class=\"alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"165\" height=\"165\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/54c3553f-0582-4c18-808d-6ee780464ad0.webp\" alt=\"\" class=\"kb-img wp-image-3108\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/54c3553f-0582-4c18-808d-6ee780464ad0.webp 165w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/54c3553f-0582-4c18-808d-6ee780464ad0-150x150.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 165px) 100vw, 165px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Wesley Sousa<\/h2>\n\n\n\n<p>Graduado em Filosofia pela UFSJ. Mestrando em Filosofia pela UFSC na \u00e1rea de Ontologia, com \u00eanfase em Filosofia da Arte e Est\u00e9tica. Desenvolve pesquisa a partir de Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs. Outras \u00e1reas de interesse: Hist\u00f3ria da Filosofia, Teoria\/cr\u00edtica liter\u00e1ria e Est\u00e9tica.<\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-advancedbtn.kb-btns3170_dfcdcb-a2{gap:var(--global-kb-gap-xs, 0.5rem );justify-content:flex-start;align-items:center;}.kt-btns3170_dfcdcb-a2 .kt-button{font-weight:normal;font-style:normal;}.kt-btns3170_dfcdcb-a2 .kt-btn-wrap-0{margin-right:5px;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3170_dfcdcb-a2 .kt-btn-wrap-0 .kt-button{color:#555555;border-color:#555555;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3170_dfcdcb-a2 .kt-btn-wrap-0 .kt-button:hover, .wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3170_dfcdcb-a2 .kt-btn-wrap-0 .kt-button:focus{color:#ffffff;border-color:#444444;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3170_dfcdcb-a2 .kt-btn-wrap-0 .kt-button::before{display:none;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3170_dfcdcb-a2 .kt-btn-wrap-0 .kt-button:hover, .wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns3170_dfcdcb-a2 .kt-btn-wrap-0 .kt-button:focus{background:#444444;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-advancedbtn kb-buttons-wrap kb-btns3170_dfcdcb-a2\"><style>ul.menu .wp-block-kadence-advancedbtn .kb-btn3170_8594fd-87.kb-button{width:initial;}<\/style><span class=\"kb-button kt-button button kb-btn3170_8594fd-87 kt-btn-size-standard kt-btn-width-type-auto kb-btn-global-fill  kt-btn-has-text-true kt-btn-has-svg-false  wp-block-kadence-singlebtn\"><span class=\"kt-btn-inner-text\">Autor<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"b9ccd55d-3dfd-4d91-807a-24273ea51807\">H\u00e1 um debate em torno da ideia de \u201cmodula\u00e7\u00e3o\u201d, de matriz deleuziana. Em um artigo sobre o conceito em Deleuze, se l\u00ea:\u00a0 a racionalidade \u201cneoliberal se revoluciona e se adapta para, em manipulando os sujeitos em sujeitados, busca escamotear a vida no modelo da liberdade neoliberal, a saber, no uso do poder para manter as modula\u00e7\u00f5es, visando que a vida seja a express\u00e3o do consumir por consumir, do produzir por produzir, do viver para o produzir e o consumir num ciclo sem fim\u201d (Leit\u00e3o, Soares, 2020, p. 160). No entanto, aqui n\u00e3o segue no mesmo l\u00e9xico. Na minha interpreta\u00e7\u00e3o, por outro lado, tem mais a ver com a ideia lukacsiana de \u201creifica\u00e7\u00e3o\u201d, ainda que em termos mais epistemol\u00f3gicos do que propriamente est\u00e1 em \u201cHist\u00f3ria e Consci\u00eancia de classe\u201d nas formula\u00e7\u00f5es do fil\u00f3sofo h\u00fangaro com base no \u201cCapital I\u201d de Marx. Ver: &lt; <a href=\"https:\/\/doity.com.br\/media\/doity\/submissoes\/artigo-1757ba89ef9ae2100f9ce256f76d22864b566b04-arquivo.pdf\">https:\/\/doity.com.br\/media\/doity\/submissoes\/artigo-1757ba89ef9ae2100f9ce256f76d22864b566b04-arquivo.pdf<\/a> >. <a href=\"#b9ccd55d-3dfd-4d91-807a-24273ea51807-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"e2cd6ae1-a211-4240-8d80-78dfeced9de1\">Agrade\u00e7o \u00e0 Victoria Hautz por chamar a aten\u00e7\u00e3o de que no caso de pensar a subjetividade em um outro n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o, seria preciso entrar em um terreno que forne\u00e7a ferramentas para isso. Assim, pensar na subjetividade da psican\u00e1lise, que fundamenta o sujeito a partir das no\u00e7\u00f5es de inconsciente e desejo. Ou, tamb\u00e9m estruturalmente, na qual \u00e9 a estrutura quem determina a subjetividade e n\u00e3o a ideia de singularidade; pensar junto com o estruturalismo. 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