{"id":3046,"date":"2024-01-29T18:46:19","date_gmt":"2024-01-29T18:46:19","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=3046"},"modified":"2024-02-19T19:01:42","modified_gmt":"2024-02-19T19:01:42","slug":"corpos-verdades-da-linguagem-alain-badiou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/01\/29\/corpos-verdades-da-linguagem-alain-badiou\/","title":{"rendered":"Corpos, verdades da linguagem &#8211; Alain Badiou"},"content":{"rendered":"\n<p>Nossa pergunta ser\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>Qual \u00e9 a ideologia dominante hoje? Ou, se preferir, qual \u00e9, em nossos pa\u00edses, a cren\u00e7a natural? H\u00e1 o livre mercado, a tecnologia, o dinheiro, o emprego, o blog, as reelei\u00e7\u00f5es, a sexualidade livre e assim por diante. Mas acredito que tudo isso pode ser concentrado em uma \u00fanica afirma\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>H\u00e1 apenas corpos e linguagens.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 o axioma da convic\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. Proponho chamar essa convic\u00e7\u00e3o de materialismo democr\u00e1tico. Por qu\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro: materialismo democr\u00e1tico. No mundo contempor\u00e2neo, o indiv\u00edduo reconhece a exist\u00eancia objetiva apenas dos corpos e, antes de tudo, do pr\u00f3prio corpo. Na pragm\u00e1tica dos desejos, na evid\u00eancia da domina\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio e dos neg\u00f3cios, na lei formal de compra e venda, o indiv\u00edduo est\u00e1 convencido e formatado pelo dogma de nossa finitude, de nossa exposi\u00e7\u00e3o ao prazer, ao sofrimento e \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Estou falando aqui em um Centro de Artes. Ent\u00e3o posso encontrar um sintoma disso na cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. A grande maioria dos artistas hoje, core\u00f3grafos, pintores, videomakers, tenta expor o segredo dos corpos, a vida desejante e maqu\u00ednica dos corpos. \u00c9 a tend\u00eancia global das artes que nos prop\u00f5e uma arte do corpo. Intimidade, nudez, viol\u00eancia, doen\u00e7a, abandono&#8230; atrav\u00e9s de todas essas caracter\u00edsticas dos corpos, os artistas ajustam nossa vida finita \u00e0 fantasia, ao sonho e \u00e0 mem\u00f3ria. Todos eles imp\u00f5em ao vis\u00edvel o relacionamento vital dos corpos com o grande e indiferente ru\u00eddo do universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo aleat\u00f3rio: uma carta de Toni Negri para Raoul Sanchez, de 15 de dezembro de 1999. Nela, lemos o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o corpo n\u00e3o \u00e9 apenas um sujeito que produz e que &#8211; porque produz arte &#8211; nos mostra o paradigma da produ\u00e7\u00e3o em geral, o poder da vida: o corpo se tornou uma m\u00e1quina na qual produ\u00e7\u00e3o e arte se inscrevem. Isso \u00e9 o que n\u00f3s, p\u00f3s-modernos, sabemos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8216;P\u00f3s-moderno&#8217; \u00e9 um dos poss\u00edveis nomes do materialismo democr\u00e1tico contempor\u00e2neo. Negri est\u00e1 certo em rela\u00e7\u00e3o ao que os p\u00f3s-modernos &#8216;sabem&#8217;: o corpo \u00e9 a \u00fanica inst\u00e2ncia concreta para os indiv\u00edduos desolados aspirando ao prazer. O ser humano, no regime do &#8216;poder da vida&#8217;, \u00e9 um animal levemente triste, que deve ser convencido de que a lei do corpo fixa o segredo de sua esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para validar a equa\u00e7\u00e3o exist\u00eancia = indiv\u00edduo = corpo, a doxa contempor\u00e2nea deve corajosamente absorver a humanidade em uma vis\u00e3o positiva da animalidade. &#8216;Direitos humanos&#8217; s\u00e3o a mesma coisa que os direitos do ser vivo. Os direitos do ser vivo de permanecer um indiv\u00edduo desolado aspirando ao prazer. Corpos mortais. Vidas sofredoras. A prote\u00e7\u00e3o humanista de todos os animais, humanos inclu\u00eddos: essa \u00e9 a norma do materialismo contempor\u00e2neo. Seu nome cient\u00edfico \u00e9 &#8216;bio\u00e9tica&#8217;. O nome filos\u00f3fico e pol\u00edtico vem de Foucault: &#8216;biopol\u00edtica&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, esse materialismo \u00e9 um materialismo da vida. \u00c9 um bio-materialismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 essencialmente um materialismo democr\u00e1tico. Isso porque a ideologia contempor\u00e2nea, reconhecendo a pluralidade das linguagens, pressup\u00f5e a igualdade jur\u00eddica delas. A absor\u00e7\u00e3o da humanidade na animalidade culmina na identifica\u00e7\u00e3o do animal humano com a diversidade de suas subesp\u00e9cies e com os direitos democr\u00e1ticos inerentes a essa diversidade. Desta vez, o nome pol\u00edtico vem de Deleuze: &#8216;minoritarismo&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Comunidades e culturas, cores e pigmentos, religi\u00f5es e ordens religiosas, usos e costumes, sexualidades d\u00edspares, intimidades p\u00fablicas e a publicidade do \u00edntimo: tudo e todos merecem ser reconhecidos e protegidos pela lei. Mas o materialismo democr\u00e1tico admite um ponto de parada global para sua toler\u00e2ncia. Uma linguagem que n\u00e3o reconhece a igualdade jur\u00eddica e normativa universal das linguagens n\u00e3o merece se beneficiar dessa igualdade. Uma linguagem que afirma regular todas as outras, governar todos os corpos, ser\u00e1 chamada de ditatorial e totalit\u00e1ria. Ent\u00e3o, n\u00e3o se trata mais de toler\u00e2ncia, mas de um &#8216;direito de interven\u00e7\u00e3o&#8217;: legal, internacional e, se necess\u00e1rio, militar. A\u00e7\u00f5es ofensivas servem para retificar as reivindica\u00e7\u00f5es universalistas, bem como o sectarismo lingu\u00edstico. Os corpos ter\u00e3o que pagar por seus excessos de linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim \u00e9 como um D\u00f3i violento (a guerra contra o terrorismo, a democracia contra a ditadura &#8211; a qualquer pre\u00e7o!) apoia a promo\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do m\u00faltiplo. Em \u00faltima an\u00e1lise, a guerra e somente a guerra permitem o alinhamento das linguagens.<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra \u00e9 a ess\u00eancia materialista da democracia. Isso \u00e9 o que j\u00e1 estamos vendo, e n\u00e3o deixaremos de ver, neste s\u00e9culo que se inicia, se n\u00e3o cortarmos os efeitos da m\u00e1xima: &#8216;H\u00e1 apenas corpos e linguagens&#8217;. Nenhuma democracia para os inimigos da democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu objetivo \u00e9 uma cr\u00edtica filos\u00f3fica completa do materialismo democr\u00e1tico. Mas sob que nome? Depois de muita hesita\u00e7\u00e3o, decidi nomear minha empreitada de dial\u00e9tica materialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos concordar que por &#8220;democr\u00e1tico&#8221; entendemos a dissolu\u00e7\u00e3o da multiplicidade simb\u00f3lica ou jur\u00eddica na dualidade real. Por exemplo, a guerra fria das na\u00e7\u00f5es livres contra o comunismo; ou a guerra semi-fria das democracias contra o terrorismo. Assim, o dualismo ativo que \u00e9 resumido pelo axioma: &#8220;apenas corpos e linguagens&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos concordar que por &#8216;dial\u00e9tica&#8217;, seguindo Hegel, entende-se que a ess\u00eancia de toda diferen\u00e7a \u00e9 o terceiro termo que marca a lacuna entre os outros dois. \u00c9 ent\u00e3o leg\u00edtimo contrapor o materialismo democr\u00e1tico a uma dial\u00e9tica materialista, se por &#8216;dial\u00e9tica materialista&#8217; entendermos a seguinte afirma\u00e7\u00e3o, na qual o Tr\u00eas complementa a realidade do Dois:<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 apenas corpos e linguagens, exceto que h\u00e1 verdades.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos ficar atentos \u00e0 sintaxe que separa o axioma da dial\u00e9tica materialista do materialismo democr\u00e1tico. Especificamente a esse &#8216;exceto que&#8217;. Essa sintaxe indica que n\u00e3o estamos lidando nem com uma adi\u00e7\u00e3o (verdades como simples suplementos de corpos e linguagens), nem com uma s\u00edntese (verdades como a auto-revela\u00e7\u00e3o de corpos capturados por linguagens). Verdades existem como exce\u00e7\u00f5es ao que h\u00e1. Admitimos, portanto, que &#8216;o que h\u00e1&#8217; &#8211; o que comp\u00f5e a estrutura dos mundos &#8211; \u00e9 de fato uma mistura de corpos e linguagens. Mas n\u00e3o \u00e9 apenas o que h\u00e1. E &#8216;verdades&#8217; \u00e9 o nome (filos\u00f3fico) do que assim se interp\u00f5e na continuidade do &#8216;h\u00e1&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em certo sentido, a dial\u00e9tica materialista \u00e9 id\u00eantica ao materialismo democr\u00e1tico. Afinal, ambos s\u00e3o de fato materialismos. Sim, h\u00e1 apenas corpos e linguagens. Nada existe que seja uma &#8216;alma&#8217;, &#8216;vida&#8217;, &#8216;princ\u00edpio espiritual&#8217; separado, etc. Mas em outro sentido, a dial\u00e9tica materialista difere completamente do materialismo democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Encontramos em Descartes uma intui\u00e7\u00e3o da mesma ordem no que diz respeito ao status ontol\u00f3gico das verdades. Descartes chama de &#8216;subst\u00e2ncia&#8217; a forma geral de ser enquanto realmente existente. O que h\u00e1 \u00e9 subst\u00e2ncia. Cada &#8216;coisa&#8217; \u00e9 subst\u00e2ncia. \u00c9 figura e movimento na subst\u00e2ncia extensa. \u00c9 ideia na subst\u00e2ncia do pensamento. Da\u00ed a identifica\u00e7\u00e3o comum da doutrina de Descartes com o dualismo: o &#8216;h\u00e1&#8217; substancial \u00e9 dividido em pensamento e extens\u00e3o, que, no ser humano, significa: alma e corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, no par\u00e1grafo 48 dos Princ\u00edpios da Filosofia, vemos que o dualismo substancial \u00e9 subordinado a uma distin\u00e7\u00e3o mais fundamental. Essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 precisamente a entre coisas (o que h\u00e1, ou seja, subst\u00e2ncia, pensamento ou extens\u00e3o) e verdades:<\/p>\n\n\n\n<p>Eu distingo tudo o que cai sob nosso conhecimento em dois g\u00eaneros: o primeiro cont\u00e9m todas as coisas dotadas de alguma exist\u00eancia, e o outro todas as verdades que n\u00e3o s\u00e3o nada fora de nosso pensamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Que texto not\u00e1vel! Ele reconhece o status ontol\u00f3gico e l\u00f3gico totalmente excepcional das verdades. Verdades s\u00e3o sem exist\u00eancia. Isso significa que elas n\u00e3o existem de forma alguma? De maneira nenhuma. Verdades n\u00e3o t\u00eam exist\u00eancia substancial. Isso \u00e9 o que deve ser entendido por elas &#8216;n\u00e3o s\u00e3o nada fora do nosso pensamento&#8217;. No par\u00e1grafo 49, Descartes observa que esse crit\u00e9rio designa a universalidade formal das verdades e, consequentemente, sua exist\u00eancia l\u00f3gica, que \u00e9 nada al\u00e9m de um certo tipo de intensidade:<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, quando pensamos que n\u00e3o poder\u00edamos fazer algo do nada, n\u00e3o acreditamos que esta proposi\u00e7\u00e3o seja alguma coisa que exista ou a propriedade de alguma coisa, mas a tratamos como uma verdade eterna que tem seu assento em nosso pensamento e que \u00e9 chamada de no\u00e7\u00e3o comum ou m\u00e1xima: no entanto, quando algu\u00e9m nos diz que \u00e9 imposs\u00edvel que algo seja e n\u00e3o seja ao mesmo tempo, que o que foi feito n\u00e3o pode ser desfeito, que quem pensa n\u00e3o pode deixar de ser ou existir enquanto pensa, e numerosas outras declara\u00e7\u00f5es semelhantes, essas s\u00e3o apenas verdades e n\u00e3o coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Descartes n\u00e3o \u00e9 dualista apenas por causa da oposi\u00e7\u00e3o entre, por um lado, &#8216;coisas intelectuais&#8217; e, por outro lado, &#8216;coisas corp\u00f3reas&#8217;, ou seja, &#8216;corpos, ou melhor, propriedades pertencentes a esses corpos&#8217;. Descartes \u00e9 dualista em um n\u00edvel mais essencial, no n\u00edvel em que as coisas (intelectuais e\/ou corp\u00f3reas) s\u00e3o distingu\u00edveis. Deve-se notar cuidadosamente que, ao contr\u00e1rio das &#8216;coisas&#8217;, sejam elas almas, verdades s\u00e3o imediatamente universais e precisamente indubit\u00e1veis. Veja a passagem a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma quantidade t\u00e3o grande de [verdades] que seria dif\u00edcil enumer\u00e1-las; mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, porque n\u00e3o poder\u00edamos deixar de conhec\u00ea-las uma vez que a ocasi\u00e3o se apresenta de pensarmos sobre elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se ver em que sentido Descartes pensa nos tr\u00eas (e n\u00e3o apenas nos dois). Seu pr\u00f3prio axioma pode, de fato, ser declarado da seguinte forma: &#8216;H\u00e1 apenas (contingentes) coisas corp\u00f3reas e coisas intelectuais, exceto que h\u00e1 (eternas) verdades.&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de que podemos identificar o ser especial das verdades foi um dos principais objetivos, em 1988, do meu livro &#8220;Ser e Evento&#8221;, que foi publicado em ingl\u00eas no ano passado. L\u00e1 eu estabeleci que as verdades s\u00e3o multiplicidades gen\u00e9ricas: nenhum predicado lingu\u00edstico pode permitir que sejam discernidas, nenhuma proposi\u00e7\u00e3o expl\u00edcita pode design\u00e1-las. Eu expliquei por que \u00e9 leg\u00edtimo chamar de &#8216;sujeito&#8217; a exist\u00eancia local do processo que desenvolve essas multiplicidades gen\u00e9ricas (a f\u00f3rmula era: &#8216;um sujeito \u00e9 um ponto de verdade&#8217;).<\/p>\n\n\n\n<p>Esses resultados fundamentam a possibilidade de uma metaf\u00edsica prospectiva capaz de envolver as a\u00e7\u00f5es de hoje e se refor\u00e7ar, amanh\u00e3, em vista do que essas a\u00e7\u00f5es produzir\u00e3o. Tal metaf\u00edsica \u00e9 um componente da nova dial\u00e9tica materialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Deleuze tamb\u00e9m buscou criar as condi\u00e7\u00f5es para uma metaf\u00edsica contempor\u00e2nea. Lembremos que ele disse que quando o fil\u00f3sofo ouve as palavras &#8216;debate democr\u00e1tico&#8217;, ele se vira e foge. Isso porque a concep\u00e7\u00e3o intuitiva de Deleuze sobre o conceito pressupunha o levantamento de seus componentes em velocidade infinita. Agora, essa velocidade infinita do pensamento \u00e9 efetivamente incompat\u00edvel com o debate democr\u00e1tico. Em sentido geral, a dial\u00e9tica materialista op\u00f5e a infinitude real das verdades ao princ\u00edpio de finitude dedut\u00edvel das m\u00e1ximas da democracia. Por exemplo, podemos dizer:<\/p>\n\n\n\n<p>Uma verdade afirma o direito infinito de suas consequ\u00eancias, sem levar em conta o que se op\u00f5e a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso foi em &#8220;Ser e Evento&#8221;, o resultado mais importante sobre a natureza ontol\u00f3gica das verdades. Podemos dizer isso de outra forma: \u00c9 verdade que um mundo \u00e9 composto por corpos e linguagens. Mas todo mundo \u00e9 capaz de produzir dentro de si sua pr\u00f3pria verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a ruptura ontol\u00f3gica n\u00e3o \u00e9 suficiente. Devemos tamb\u00e9m estabelecer que o modo de aparecimento da verdade \u00e9 singular.<\/p>\n\n\n\n<p>O que o livro de 1988 fez no n\u00edvel abstrato do ser puro, deve ser feito no n\u00edvel do aparecer, ou do estar l\u00e1, ou dos mundos concretos. Isso constitui o conte\u00fado do meu novo livro, que foi publicado em Paris este ano, &#8220;L\u00f3gicas dos Mundos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma mais clara de materialismo democr\u00e1tico contempor\u00e2neo \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 apenas indiv\u00edduos e comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A essa afirma\u00e7\u00e3o, devemos opor a m\u00e1xima da dial\u00e9tica materialista:<\/p>\n\n\n\n<p>A universalidade das verdades \u00e9 sustentada por formas subjetivas que n\u00e3o podem ser nem individuais nem comunit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou:<\/p>\n\n\n\n<p>Na medida em que \u00e9 sujeito de uma verdade, este sujeito se subtrai de toda comunidade e destr\u00f3i toda individua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se examinarmos de perto uma verdade: uma teoria cient\u00edfica, uma obra de arte, uma sequ\u00eancia de pol\u00edticas emancipat\u00f3rias ou uma nova forma de vida sob a lei do amor, encontramos algumas caracter\u00edsticas que determinam por que uma verdade \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos resumir as propriedades dessas produ\u00e7\u00f5es que simultaneamente est\u00e3o no mundo comum de corpos e linguagens, mas n\u00e3o s\u00e3o redut\u00edveis \u00e0s leis desse mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Verdade&#8221; \u00e9 o nome que a filosofia sempre reservou para essas produ\u00e7\u00f5es. Podemos dizer que seu corpo &#8211; o corpo de uma verdade, o novo corpo da verdade &#8211; \u00e9 composto apenas pelos elementos do mundo no qual esse corpo aparece. E, no entanto, o corpo da verdade exibe um tipo de universalidade que esses elementos em si mesmos n\u00e3o t\u00eam o poder de sustentar. Esse tipo tem sete propriedades fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente, produzida em um tempo emp\u00edrico mensur\u00e1vel ou contado, uma verdade \u00e9, no entanto, eterna. Na medida em que, de qualquer outro ponto de tempo ou de qualquer outro mundo particular, permanece integralmente intelig\u00edvel que ela constitui uma exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, embora geralmente inscrita em um idioma particular, uma verdade \u00e9 translingu\u00edstica. Na medida em que a forma geral do pensamento que d\u00e1 acesso a ela \u00e9 separ\u00e1vel de qualquer idioma espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em terceiro lugar, uma verdade pressup\u00f5e um conjunto organicamente fechado de tra\u00e7os materiais, tra\u00e7os que se referem n\u00e3o aos usos emp\u00edricos de um mundo, mas a uma mudan\u00e7a frontal. Uma mudan\u00e7a que afetou (pelo menos) um objeto deste mundo. Poder\u00edamos dizer, portanto, que o tra\u00e7o pressup\u00f5e que toda verdade \u00e9 o tra\u00e7o de um evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Quarto, esses tra\u00e7os est\u00e3o vinculados a uma figura operativa, que chamamos de novo corpo. Pode-se dizer que um novo corpo \u00e9 uma disposi\u00e7\u00e3o operativa dos tra\u00e7os do evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Quinto, uma verdade articula e avalia o que compreende com base em suas consequ\u00eancias e n\u00e3o com base em um \u201cj\u00e1-dado\u201d simples.<\/p>\n\n\n\n<p>Sexto, com base na articula\u00e7\u00e3o das consequ\u00eancias, uma verdade induz uma nova forma subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e9timo, uma verdade \u00e9 ao mesmo tempo infinita e gen\u00e9rica. \u00c9 uma exce\u00e7\u00e3o radical, assim como uma eleva\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia an\u00f4nima ao n\u00edvel da Ideia.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas propriedades legitimam o &#8216;exceto que&#8230;&#8217; que fundamenta, contra a sof\u00edstica dominante do materialismo democr\u00e1tico, o espa\u00e7o dial\u00e9tico materialista de uma metaf\u00edsica contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos dizer: A dial\u00e9tica materialista promove a correla\u00e7\u00e3o de verdades e sujeitos, enquanto o materialismo democr\u00e1tico ensina a correla\u00e7\u00e3o de vida e indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa oposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 a de duas concep\u00e7\u00f5es de liberdade. Para o materialismo democr\u00e1tico, a verdade \u00e9 claramente defin\u00edvel como a regra (negativa) do que existe. \u00c9 livre se nenhuma linguagem proibir que corpos individuais desenvolvam suas pr\u00f3prias capacidades. Ou novamente: linguagens permitem que corpos atualizem suas possibilidades vitais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que, no materialismo democr\u00e1tico, a liberdade sexual \u00e9 o paradigma de toda liberdade. Est\u00e1 claramente posicionada no ponto de articula\u00e7\u00e3o dos desejos (corpos) e das legisla\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas, proibitivas ou estimulantes. O indiv\u00edduo deve ver reconhecido o direito de &#8216;viver sua sexualidade&#8217;. As outras liberdades seguir\u00e3o necessariamente. E \u00e9 verdade que elas seguem, se entendermos cada liberdade do ponto de vista do modelo que adota em rela\u00e7\u00e3o ao sexo: a n\u00e3o proibi\u00e7\u00e3o dos usos que um indiv\u00edduo pode fazer, em particular, do corpo que o inscreve no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, no caso da dial\u00e9tica materialista, na qual a liberdade \u00e9 definida de maneira completamente diferente, esse paradigma n\u00e3o \u00e9 mais sustent\u00e1vel. N\u00e3o se trata, de fato, do v\u00ednculo &#8211; de proibi\u00e7\u00e3o, toler\u00e2ncia ou valida\u00e7\u00e3o &#8211; que as linguagens mant\u00eam com a virtualidade dos corpos. Trata-se de saber se e como um corpo participa, por meio de linguagens, da exce\u00e7\u00e3o de uma verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos colocar da seguinte forma: ser livre n\u00e3o \u00e9 da ordem da rela\u00e7\u00e3o entre corpos e linguagens, mas, diretamente, da incorpora\u00e7\u00e3o (a uma verdade).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que a liberdade pressup\u00f5e que apare\u00e7a no mundo um novo corpo, um corpo de verdade. As formas subjetivas de incorpora\u00e7\u00e3o possibilitadas por esse novo corpo definem as nuances da liberdade. A liberdade n\u00e3o tem nada a ver com as capacidades de um corpo comum sob a lei de alguma linguagem. Liberdade \u00e9: participa\u00e7\u00e3o ativa nas consequ\u00eancias de um novo corpo, que est\u00e1 sempre al\u00e9m do meu pr\u00f3prio corpo. Um corpo de verdade que pertence a uma das quatro grandes figuras de exce\u00e7\u00e3o: amor, pol\u00edtica, arte e ci\u00eancia; ent\u00e3o a liberdade n\u00e3o \u00e9 uma categoria de vida elementar dos corpos. A liberdade \u00e9 uma categoria de novidade intelectual, n\u00e3o dentro, mas al\u00e9m da vida ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A categoria de vida \u00e9 fundamental dentro do materialismo democr\u00e1tico, e devemos criticar o uso confuso, hoje, dessa palavra: &#8220;vida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8216;A vida&#8217; &#8211; e seus afluentes (&#8216;formas de vida&#8217;, &#8216;vida constituinte&#8217;, &#8216;a arte da vida&#8217;, e assim por diante) &#8211; \u00e9 um significante importante do materialismo democr\u00e1tico. No n\u00edvel da opini\u00e3o pura, &#8216;ter uma vida bem-sucedida&#8217; \u00e9 o \u00fanico imperativo que hoje \u00e9 compreendido por todos. Isso ocorre porque &#8216;vida&#8217; designa toda correla\u00e7\u00e3o emp\u00edrica entre corpos e linguagem. E a norma da vida \u00e9, de maneira muito natural, que a genealogia das linguagens seja adequada ao poder dos corpos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tudo isso, o que o materialismo democr\u00e1tico chama de &#8216;conhecimento&#8217;, ou mesmo &#8216;filosofia&#8217;, \u00e9 sempre uma mistura de genealogia de formas simb\u00f3licas e uma teoria virtual (ou desejante) dos corpos. \u00c9 essa mistura, sistematizada por Foucault, que pode ser chamada de antropologia lingu\u00edstica e que \u00e9 a forma dominante de conhecimentos sob o materialismo democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que a dial\u00e9tica materialista deve renunciar a qualquer uso da palavra &#8216;vida&#8217;? Minha ideia \u00e9 trazer essa palavra para o centro do pensamento filos\u00f3fico, na forma de uma resposta sistem\u00e1tica \u00e0 pergunta &#8216;O que \u00e9 viver?&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, para fazer isso, precisamos explorar obviamente a consider\u00e1vel press\u00e3o retroativa exercida, na pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o da palavra &#8216;corpo&#8217;, pelo &#8216;exceto que&#8217; das verdades.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto mais delicado desta constru\u00e7\u00e3o \u00e9 aquele que, depois de articular corpo e evento, abre o problema das verdades organizando o corpo e fazendo isso ponto a ponto: tudo \u00e9 ent\u00e3o recapitulado e esclarecido. Em toda a extens\u00e3o da exist\u00eancia de mundos &#8211; e n\u00e3o apenas na a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica &#8211; a incorpora\u00e7\u00e3o ao Verdadeiro \u00e9 uma quest\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o caminho: de uma teoria de aparecimento e objetividade para a f\u00edsica de corpos-verdade; ou do arcabou\u00e7o l\u00f3gico do mundo para o drama essencial do sujeito. Tudo isso passando pela grande l\u00f3gica e pelo pensamento da mudan\u00e7a, na forma radical de um evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso define um novo futuro para a pr\u00f3pria filosofia. A filosofia tem que expor a possibilidade de uma vida verdadeira. Como Arist\u00f3teles disse, nosso objetivo \u00e9 examinar a pergunta: Como podemos viver verdadeiramente, ou seja, ser imortais. E quando estamos incorporados a um corpo de verdade, estamos de fato como imortais. Como diz Espinosa, experimentamos que somos eternos. Mas tudo isso \u00e9 sempre depois de alguns eventos, eventos na pol\u00edtica, nas artes, nas ci\u00eancias ou no amor. Ent\u00e3o, n\u00f3s, fil\u00f3sofos, estamos trabalhando durante a noite, ap\u00f3s o dia do real tornar-se de uma nova verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso em um belo poema de Wallace Stevens: &#8220;Homem carregando coisa&#8221;. Stevens escreve: &#8220;Devemos suportar nossos pensamentos a noite toda&#8221;. \u00c9 realmente o destino dos fil\u00f3sofos e da filosofia: suportar, ap\u00f3s o dia da cria\u00e7\u00e3o, a pequena luz dos conceitos, embora na noite. E Stevens continua: &#8220;At\u00e9 o brilho \u00f3bvio permanecer im\u00f3vel no frio.&#8221; Sim, seria o \u00faltimo passo da filosofia, a Ideia absoluta, a revela\u00e7\u00e3o completa. A fus\u00e3o do conceito filos\u00f3fico de verdade com a multiplicidade das verdades em si. A verdade, com um v min\u00fasculo, tornando-se a Verdade, com um V mai\u00fasculo. \u00c9 nosso sonho, durante a noite. De manh\u00e3 veremos que o brilho da Verdade permanece im\u00f3vel no frio. Mas isso n\u00e3o acontece. Pelo contr\u00e1rio, quando algo acontece no dia das verdades vivas, temos que come\u00e7ar novamente o \u00e1rduo trabalho da filosofia: nova l\u00f3gica do mundo, nova teoria do corpo-verdade, novos pontos&#8230; Porque temos que proteger a fr\u00e1gil nova ideia do que \u00e9 uma verdade. Proteger a nova verdade em si mesma. Ent\u00e3o, quando a noite cai, n\u00e3o dormimos. Porque, mais uma vez, &#8220;devemos suportar nossos pensamentos a noite toda&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<p>O fil\u00f3sofo n\u00e3o \u00e9 nada mais do que, no campo intelectual, um pobre vigia noturno.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Bodies, Languages Truths&#8221; foi originalmente apresentado no Victoria College of Arts, University of Melbourne, em 9 de setembro de 2006.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-2-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-badaedcb55b8077ae2fe2fb99031e1d1\" style=\"font-family:Times New Roman\"><em>Texto Original: <a href=\"https:\/\/www.lacan.com\/badbodies.htm\"><a href=\"https:\/\/www.lacan.com\/badbodies.htm\">https:\/\/www.lacan.com\/badbodies.htm<\/a><\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-61ecc280 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"padding-top:2.5rem;padding-right:2.5rem;padding-bottom:2.5rem;padding-left:2.5rem\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"726\" height=\"732\" sizes=\"auto, (max-width: 726px) 100vw, 726px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2631\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844.png 726w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844-298x300.png 298w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844-150x150.png 150w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:75%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caeli Corvere<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-de8304490e5dd70161007f9597b20800\" style=\"font-size:16px\">Psicanalista, graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Orienta seus estudos pelas \u00e1reas da psican\u00e1lise, anarquismo, filosofia pol\u00edtica, tradu\u00e7\u00e3o e epistemologia. Mais uma zero \u00e0 esquerda.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Tradutora<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-61ecc280 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"padding-top:2.5rem;padding-right:2.5rem;padding-bottom:2.5rem;padding-left:2.5rem\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/image-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3053\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/image-1024x1024.png 1024w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/image-300x300.png 300w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/image-150x150.png 150w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/image-768x768.png 768w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/image.png 1080w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:75%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pedro Augusto Crucillo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-7540185ac1e43471ab6d2db52e80cd47\">Graduando no curso de Psicologia (UFRGS), com interesse em psican\u00e1lise, filosofia da hist\u00f3ria e cr\u00edtica marxista da economia pol\u00edtica. 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