{"id":2976,"date":"2024-01-23T17:25:21","date_gmt":"2024-01-23T17:25:21","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=2976"},"modified":"2024-10-28T20:05:07","modified_gmt":"2024-10-28T20:05:07","slug":"lacan-ate-que-ponto-e-hegeliano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/01\/23\/lacan-ate-que-ponto-e-hegeliano\/","title":{"rendered":"Lacan: at\u00e9 que ponto \u00e9 hegeliano? &#8211; Slavoj \u017di\u017eek"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-theme-palette-2-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-56875584b2620cb34909a6f5db4f92b8\" style=\"font-family:Times New Roman\"><em>Por Slavoj \u017di\u017eek<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-anton-font-family has-custom-font wp-elements-4578008574b68f75aa440b60fa3d3e56\" style=\"font-family:Anton\"><em>1. A COISA HEGELIANA<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-86639d4f2e59ab3ecc32c6d56b9f6471\" style=\"font-family:Times New Roman\"><span class=\"uppercase\">M<\/span>ichel Foucault uma vez prop\u00f4s que a filosofia como tal poderia ser rotulada como \u201cantiplatonismo\u201d. Todos os fil\u00f3sofos, come\u00e7ando por Arist\u00f3teles, definiram seus projetos se distanciando de Plat\u00e3o, precisamente porque Plat\u00e3o foi o pensador cujo empreendimento delimitou o campo da filosofia. Da mesma forma, poder\u00edamos dizer que o que define a filosofia nos \u00faltimos dois s\u00e9culos \u00e9 sua dissocia\u00e7\u00e3o de Hegel, o monstro encarnado do \u201cpante\u00edsmo l\u00f3gico\u201d (a media\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica total da realidade, a completa dissolu\u00e7\u00e3o da realidade no movimento pr\u00f3prio da Ideia). Em oposi\u00e7\u00e3o a esse \u201cmonstro\u201d, v\u00e1rias tentativas afirmaram que h\u00e1, supostamente, algum elemento que escapa \u00e0 media\u00e7\u00e3o do conceito, um gesto que j\u00e1 \u00e9 discern\u00edvel nas tr\u00eas grandes invers\u00f5es p\u00f3s-hegelianas<sup data-fn=\"52a3f3f7-93ad-41e4-92b5-b3d85cbc503d\" class=\"fn\"><a href=\"#52a3f3f7-93ad-41e4-92b5-b3d85cbc503d\" id=\"52a3f3f7-93ad-41e4-92b5-b3d85cbc503d-link\">1<\/a><\/sup> que se opuseram ao absolutismo da Ideia em nome do abismo irracional da Vontade (Schelling), da exist\u00eancia paradoxal do indiv\u00edduo (Kierkegaard) e dos processos produtivos da vida (Marx). Mesmo os comentaristas mais favor\u00e1veis a Hegel, apesar de se identificarem com ele, se recusam a ultrapassar o limite que constitui o Conhecimento Absoluto. Assim, Jean Hyppolite insiste que a tradi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-hegeliana permite a abertura irredut\u00edvel do processo hist\u00f3rico-temporal por meio de uma repeti\u00e7\u00e3o vazia, destruindo a estrutura do progresso da Raz\u00e3o\u2026 Em resumo, cada uma dessas rela\u00e7\u00f5es com o sistema hegeliano \u00e9 sempre a de um \u201cEu sei bem, mas mesmo assim.\u201d<sup data-fn=\"73d431ff-a7f0-431c-9256-505b4e9f9219\" class=\"fn\"><a href=\"#73d431ff-a7f0-431c-9256-505b4e9f9219\" id=\"73d431ff-a7f0-431c-9256-505b4e9f9219-link\">2<\/a><\/sup> Sabe-se bem que Hegel afirma o car\u00e1ter fundamentalmente antagonista das a\u00e7\u00f5es, o descentramento do sujeito, etc., mas mesmo assim\u2026 essa divis\u00e3o eventualmente \u00e9 superada na automedia\u00e7\u00e3o da Ideia absoluta que acaba por suturar todas as feridas. A posi\u00e7\u00e3o do Conhecimento Absoluto, a reconcilia\u00e7\u00e3o final, desempenha aqui o papel da Coisa Hegeliana: um monstro assustador e rid\u00edculo, do qual \u00e9 melhor manter certa dist\u00e2ncia, algo que \u00e9 ao mesmo tempo imposs\u00edvel (o Conhecimento Absoluto \u00e9, claro, inating\u00edvel, um Ideal irrealiz\u00e1vel) e proibido (o Conhecimento Absoluto deve ser evitado, pois amea\u00e7a mortificar toda a riqueza da vida atrav\u00e9s do movimento pr\u00f3prio do conceito). Em outras palavras, qualquer tentativa de se definir dentro da esfera de influ\u00eancia de Hegel requer um ponto de identifica\u00e7\u00e3o bloqueado &#8211; a Coisa deve sempre ser sacrificada\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-f82a30e38c0425e241a685e514a3b45a\" style=\"font-family:Times New Roman\">Para n\u00f3s, essa figura de Hegel como \u201cpante\u00edsta l\u00f3gico\u201d, que devora e mortifica a subst\u00e2ncia viva do particular, \u00e9 o Real de seus cr\u00edticos, \u201cReal\u201d no sentido lacaniano: a constru\u00e7\u00e3o de um ponto que efetivamente n\u00e3o existe (um monstro sem rela\u00e7\u00e3o com Hegel em si), mas que, no entanto, deve ser pressuposto para justificar nossa refer\u00eancia negativa ao outro, ou seja, nosso esfor\u00e7o de distanciamento. De onde vem o horror sentido pelos p\u00f3s-hegelianos diante do monstro do Conhecimento Absoluto? O que essa constru\u00e7\u00e3o fantasm\u00e1tica esconde por meio de sua presen\u00e7a fascinante? A resposta: um buraco, um vazio.A melhor maneira de distinguir esse buraco \u00e9 lendo Hegel com Lacan, ou seja, lendo Hegel em termos da problem\u00e1tica lacaniana da falta no Outro, o vazio traum\u00e1tico contra o qual o processo de significa\u00e7\u00e3o se articula. Nessa perspectiva, o Conhecimento Absoluto parece ser o nome hegeliano para aquilo que Lacan delineou em sua descri\u00e7\u00e3o do passe, o momento final do processo anal\u00edtico, a experi\u00eancia da falta no Outro. Se, de acordo com a f\u00f3rmula c\u00e9lebre de Lacan, Sade nos oferece a verdade de Kant<sup data-fn=\"f18f230c-5a64-4044-9536-c4e1ac261e22\" class=\"fn\"><a href=\"#f18f230c-5a64-4044-9536-c4e1ac261e22\" id=\"f18f230c-5a64-4044-9536-c4e1ac261e22-link\">3<\/a><\/sup>, ent\u00e3o Lacan mesmo nos permite abordar a matriz elementar que resume todo o movimento da dial\u00e9tica hegeliana: Kant com Sade, Hegel com Lacan. O que est\u00e1 implicado, ent\u00e3o, por essa rela\u00e7\u00e3o entre Hegel e Lacan?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-8ce2381f955d96035c23428e648df599\" style=\"font-family:Times New Roman\">Hoje, as coisas parecem claras: embora ningu\u00e9m negue que Lacan devia uma certa d\u00edvida a Hegel, argumenta-se que todas as refer\u00eancias hegelianas s\u00e3o limitadas a empr\u00e9stimos te\u00f3ricos espec\u00edficos e restritas a um per\u00edodo bem definido da obra de Lacan. Entre o final dos anos 1940 e o in\u00edcio dos anos 1950, Lacan tentou articular o processo psicanal\u00edtico em termos de uma l\u00f3gica intersubjetiva do reconhecimento do desejo e\/ou o desejo de reconhecimento. J\u00e1 nessa fase, Lacan teve o cuidado de manter dist\u00e2ncia do fechamento do sistema hegeliano, de um Conhecimento Absoluto aliado ao ideal inating\u00edvel de um discurso perfeitamente homog\u00eaneo, completo e fechado em si mesmo. Mais tarde, a introdu\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica do n\u00e3o-todo (pas-tout) e o conceito do Outro barrado (A) tornariam essa refer\u00eancia inicial a Hegel obsoleta. Pode-se imaginar uma oposi\u00e7\u00e3o mais incompat\u00edvel do que aquela entre o Conhecimento Absoluto hegeliano &#8211; o \u201cc\u00edrculo de c\u00edrculos\u201d fechado &#8211; e o Outro barrado lacaniano &#8211; conhecimento absolutamente vazio? Lacan n\u00e3o \u00e9, por excel\u00eancia, o anti-Hegel?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-843febd9064b21316e1ef0ff58082329\" style=\"font-family:Times New Roman\">Mas, ironicamente, \u00e9 com base na d\u00edvida de Lacan para com Hegel que a maioria das cr\u00edticas procede: Lacan permanece prisioneiro do falocentrismo devido a um hegelianismo subterr\u00e2neo que confina a dissemina\u00e7\u00e3o textual dentro de um c\u00edrculo teleol\u00f3gico\u2026 A tal cr\u00edtica, os lacanianos poderiam responder, corretamente, enfatizando a ruptura do lacanismo com o hegelianismo &#8211; tentando salvar Lacan enfatizando que ele n\u00e3o \u00e9 e nunca foi um hegeliano. Mas \u00e9 hora de abordar esse debate sob uma luz diferente, expressando a rela\u00e7\u00e3o entre Hegel e Lacan de uma maneira original. Na nossa perspectiva, Lacan \u00e9 fundamentalmente hegeliano, mas sem saber. Seu hegelianismo certamente n\u00e3o est\u00e1 onde se espera &#8211; ou seja, em suas refer\u00eancias expl\u00edcitas a Hegel &#8211; mas precisamente na \u00faltima fase de seu ensino, em sua l\u00f3gica do n\u00e3o-todo, na \u00eanfase colocada no Real e na falta no Outro. &#8211; &#8211; E, reciprocamente, uma leitura de Hegel \u00e0 luz de Lacan nos fornece uma imagem radicalmente diferente daquela comumente assumida do Hegel \u201cpante\u00edsta l\u00f3gico\u201d. Isso tornaria vis\u00edvel um Hegel da l\u00f3gica do significante, de um processo auto referencial articulado como a positiva\u00e7\u00e3o repetitiva de um vazio central.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-87d5cb27a3ffedce8d12b822383ed0e6\" style=\"font-family:Times New Roman\">Uma leitura assim afetaria a defini\u00e7\u00e3o de ambos os termos. Marcariam um Hegel liberto dos res\u00edduos do pante\u00edsmo e\/ou historicismo, um Hegel da l\u00f3gica do significante. Consequentemente, tornaria poss\u00edvel perceber claramente o n\u00facleo mais subversivo da doutrina lacaniana, o da falta constitutiva no Outro. \u00c9 por isso que nosso argumento \u00e9, fundamentalmente, dial\u00f3gico: \u00e9 imposs\u00edvel desenvolver uma linha de pensamento positiva sem incluir as teses que se op\u00f5em a ela, ou seja, na pr\u00e1tica, aqueles lugares-comuns j\u00e1 mencionados sobre Hegel, que veriam no hegelianismo a inst\u00e2ncia por excel\u00eancia do \u201cimperialismo da raz\u00e3o\u201d, uma economia fechada em que o movimento pr\u00f3prio do Conceitosubsume todas as diferen\u00e7as e cada dispers\u00e3o do processo material. Esses lugares-comuns tamb\u00e9m podem ser encontrados em Lacan, mas s\u00e3o acompanhados por outra concep\u00e7\u00e3o de Hegel que n\u00e3o se encontra nas declara\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas de Lacan sobre Hegel &#8211; raz\u00e3o pela qual passamos por essas declara\u00e7\u00f5es, em sua maioria, em sil\u00eancio. Para n\u00f3s, Lacan \u201cn\u00e3o sabe em que ponto \u00e9 hegeliano\u201d, porque sua leitura de Hegel est\u00e1 inscrita na tradi\u00e7\u00e3o de Koj\u00e8ve e Hyppolite<sup data-fn=\"d46da1a3-76d4-46ff-979e-552280a63c88\" class=\"fn\"><a href=\"#d46da1a3-76d4-46ff-979e-552280a63c88\" id=\"d46da1a3-76d4-46ff-979e-552280a63c88-link\">4<\/a><\/sup>. Seria, portanto, necess\u00e1rio, para articular a conex\u00e3o entre a dial\u00e9tica e a l\u00f3gica do significante, suspender por enquanto qualquer refer\u00eancia expl\u00edcita de Lacan a Hegel. [\u2026]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-anton-font-family has-custom-font has-custom-transform wp-elements-a40dd30cb3d40b838c5fd910968f9d0e\" style=\"font-family:Anton;text-transform:capitalize\"><em>2. TR\u00caS EST\u00c1GIOS dO SIMB\u00d3LICO<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-ee39b0b480c96e82ea393c5d3982bba7\" style=\"font-family:Times New Roman\">\u00c9 somente ap\u00f3s esclarecer a rela\u00e7\u00e3o entre a dial\u00e9tica hegeliana e a l\u00f3gica do significante que se pode situar o \u201chegelianismo\u201d em Lacan. Vamos examinar os tr\u00eas est\u00e1gios sucessivos da progress\u00e3o do conceito do Simb\u00f3lico em Lacan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-70a75ee72cbd000e3e41833c0949910c\" style=\"font-family:Times New Roman\">O primeiro est\u00e1gio, o da \u201cFun\u00e7\u00e3o e Campo da Fala e da Linguagem em Psican\u00e1lise\u201d<sup data-fn=\"6342f7ba-effd-4579-9d93-a5ac9c8171c2\" class=\"fn\"><a href=\"#6342f7ba-effd-4579-9d93-a5ac9c8171c2\" id=\"6342f7ba-effd-4579-9d93-a5ac9c8171c2-link\">5<\/a><\/sup>, enfatiza a dimens\u00e3o intersubjetiva da fala: a fala como meio de reconhecimento intersubjetivo do desejo. Os temas predominantes neste est\u00e1gio s\u00e3o a simboliza\u00e7\u00e3o como historiciza\u00e7\u00e3o e a realiza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica: sintomas, traumas, s\u00e3o os espa\u00e7os em branco, vazios e n\u00e3o historiciz\u00e1veis do universo simb\u00f3lico do sujeito. A an\u00e1lise, ent\u00e3o, \u201crealiza no simb\u00f3lico\u201d essas marcas traum\u00e1ticas, incluindo-as no universo simb\u00f3lico ao conferir retroativamente a elas alguma significa\u00e7\u00e3o. Basicamente, \u00e9 retida aqui uma concep\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica da linguagem, pr\u00f3xima \u00e0 de Merleau-Ponty: o objetivo da an\u00e1lise \u00e9 produzir o reconhecimento do desejo por meio da \u201cfala plena\u201d, integrar o desejo no universo da significa\u00e7\u00e3o. De maneira tipicamente fenomenol\u00f3gica, a ordem da fala \u00e9 identificada com a da significa\u00e7\u00e3o, e a an\u00e1lise funciona nesse n\u00edvel: \u201cToda experi\u00eancia anal\u00edtica \u00e9 uma experi\u00eancia de significa\u00e7\u00e3o\u201d<sup data-fn=\"a19076f5-c571-41df-9eba-58b33192ab78\" class=\"fn\"><a href=\"#a19076f5-c571-41df-9eba-58b33192ab78\" id=\"a19076f5-c571-41df-9eba-58b33192ab78-link\">6<\/a><\/sup>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-a0c3a0a3c9c38e499b51787639e25670\" style=\"font-family:Times New Roman\">O segundo est\u00e1gio, exemplificado na interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cA Carta Roubada\u201d, \u00e9, de certa forma, complementar ao primeiro, assim como a linguagem \u00e9 complementar \u00e0 fala. Ele enfatiza a ordem significante como (a de) uma estrutura fechada, diferencial e s\u00edncrona: a estrutura significante funciona como um \u201cautomatismo\u201d insensato, ao qual o sujeito est\u00e1 sujeitado. A ordem diacr\u00f4nica da fala, da significa\u00e7\u00e3o, \u00e9 assim governada por um automatismo significante insensato, por um jogo diferencial e formaliz\u00e1vel que produz o efeito de significa\u00e7\u00e3o. Essa estrutura que \u201ccomanda o jogo\u201d \u00e9 ocultada pela rela\u00e7\u00e3o Imagin\u00e1ria &#8211; estamos aqui no n\u00edvel do \u201cesquema L\u201d<sup data-fn=\"32ac194e-7b53-4373-b3b6-8aa9cf6ae14b\" class=\"fn\"><a href=\"#32ac194e-7b53-4373-b3b6-8aa9cf6ae14b\" id=\"32ac194e-7b53-4373-b3b6-8aa9cf6ae14b-link\">7<\/a><\/sup>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-theme-palette-8-color has-theme-palette-2-background-color has-text-color has-background has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-2f6e6f1f2a707cd7b0b95a53c7aae0b1\" style=\"font-family:Times New Roman\">\u201cCompreendemos, \u00e9 claro, a import\u00e2ncia dessas impregna\u00e7\u00f5es Imagin\u00e1rias (<em>Pr\u00e4gung<\/em>) nessas parcializa\u00e7\u00f5es da alternativa simb\u00f3lica que d\u00e3o \u00e0 cadeia simb\u00f3lica sua apar\u00eancia. Mas sustentamos que \u00e9 a lei espec\u00edfica dessa cadeia que governa aqueles efeitos psicanal\u00edticos que s\u00e3o decisivos para o sujeito: como a recusa (<em>Verwerfung<\/em>), a repress\u00e3o (<em>Verdr\u00e4ngung<\/em>), a pr\u00f3pria nega\u00e7\u00e3o (<em>Verneinung<\/em>) &#8211; especificando com \u00eanfase apropriada que esses efeitos seguem t\u00e3o fielmente o deslocamento (<em>Enstellung<\/em>) dos fatores imagin\u00e1rios do significante, apesar de sua in\u00e9rcia, figuram apenas como sombras e reflexos nesse processo.\u201d<sup data-fn=\"2532de38-f498-407b-b8f2-fc6d2eabe50f\" class=\"fn\"><a href=\"#2532de38-f498-407b-b8f2-fc6d2eabe50f\" id=\"2532de38-f498-407b-b8f2-fc6d2eabe50f-link\">8<\/a><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-3e22e8d092543b11fbaae92bea7e77df\" style=\"font-family:Times New Roman\">Se o primeiro est\u00e1gio foi \u201cfenomenol\u00f3gico\u201d, este \u00e9 mais \u201cestruturalista\u201d. O problema deste segundo est\u00e1gio \u00e9 que o sujeito &#8211; na medida em que \u00e9 o sujeito do significante, irredut\u00edvel ao ego Imagin\u00e1rio &#8211; \u00e9 radicalmente impens\u00e1vel: de um lado, h\u00e1 o ego Imagin\u00e1rio, o local da cegueira e da n\u00e3o-reconhecimento, ou seja, do eixo a-a\u2019; por outro lado, um sujeito totalmente sujeitado \u00e0 estrutura, alienado sem resto e, nesse sentido, dessubjetivado:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-theme-palette-8-color has-theme-palette-2-background-color has-text-color has-background has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-16826eda10bac573a7258acc10da1181\" style=\"font-family:Times New Roman\">\u201cA entrada em opera\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica em seu uso mais radical e absoluto acaba por abolir a a\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo de tal forma que, pelo mesmo token, elimina sua rela\u00e7\u00e3o tr\u00e1gica com o mundo\u2026 No cora\u00e7\u00e3o do fluxo de eventos, do funcionamento da raz\u00e3o, o sujeito, desde o primeiro movimento, se encontra a ser nada mais que um pe\u00e3o, for\u00e7ado dentro desse sistema, e exclu\u00eddo de qualquer participa\u00e7\u00e3o verdadeiramente dram\u00e1tica e, consequentemente, tr\u00e1gica, na realiza\u00e7\u00e3o da verdade.\u201d<sup data-fn=\"9f3d8b6a-6456-42e0-85bb-167332577850\" class=\"fn\"><a href=\"#9f3d8b6a-6456-42e0-85bb-167332577850\" id=\"9f3d8b6a-6456-42e0-85bb-167332577850-link\">9<\/a><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-5ac9893c71cfd269cff1d2dfd5540050\" style=\"font-family:Times New Roman\">O sujeito que se liberta completamente do eixo a-a\u2019 e se realiza totalmente no Outro, alcan\u00e7ando sua realiza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, como sujeito sem ego, sem cegueira Imagin\u00e1ria, ser\u00e1 radicalmente dessubjetivado de uma s\u00f3 vez, reduzido a um momento na opera\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina Simb\u00f3lica, a \u201cestrutura sem sujeito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-8c480c6e992e2231c0291401d19e353d\" style=\"font-family:Times New Roman\">O terceiro est\u00e1gio certamente n\u00e3o \u00e9, deve-se entender, algum tipo de \u201cs\u00edntese\u201d dos dois primeiros, uma combina\u00e7\u00e3o da perspectiva fenomenol\u00f3gica da fala e da perspectiva estruturalista da linguagem; esses dois est\u00e1gios s\u00e3o eles pr\u00f3prios complementares, duas vers\u00f5es do mesmo edif\u00edcio te\u00f3rico. O terceiro est\u00e1gio deve romper com esse edif\u00edcio comum, com essa rela\u00e7\u00e3o complementar de uma fala cheia de significa\u00e7\u00e3o e de uma estrutura auto-suficiente, ao postular um Outro barrado, incompleto, \u201cn\u00e3o-todo\u201d, um Outro articulado contra um vazio, um Outro que carrega dentro de si um n\u00facleo ex-timo, n\u00e3o-simboliz\u00e1vel. \u00c9 somente trabalhando a partir do Outro barrado (<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"19\" height=\"16\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/LtZ2nE7oj6YxWzMSSthxsnSq4RFnf3JkzGaRB4BtGwcOuKl9e8Ts6bCjUOVDKlhrrctsRyvWOPTBL_JcoMRE0VPdiWnucRKTvc2gBcPmfaabOGBtR6mpQzudKK7mHxpFgoZWD-UkLNfsdcv7G7w24oM\">) que se pode entender o sujeito do significante (<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"17\" height=\"15\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/uwVvqN3bGLwWVmNhHKsmze9-DusYNi82j2PCACoUUqzx0Rpyvyvw5P08PCgDiUArpKNc01HBaNShTncHSJ3TJtVmoREB76zkRHUlHSCXuSsW_Y5PD7GsmaPxzxya6Ry-GIICtK25Vku8s2iGPXEG0_g\">): se o Outro n\u00e3o est\u00e1 fraturado, se \u00e9 um conjunto completo, a \u00fanica rela\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do sujeito com a estrutura \u00e9 a de aliena\u00e7\u00e3o total, de uma sujei\u00e7\u00e3o sem resto; mas a falta no Outro significa que h\u00e1 um resto, um res\u00edduo n\u00e3o integr\u00e1vel no Outro, objeto a, e o sujeito \u00e9 capaz de evitar a aliena\u00e7\u00e3o total apenas na medida em que se posiciona como correlato desse resto: <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"17\" height=\"15\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/uwVvqN3bGLwWVmNhHKsmze9-DusYNi82j2PCACoUUqzx0Rpyvyvw5P08PCgDiUArpKNc01HBaNShTncHSJ3TJtVmoREB76zkRHUlHSCXuSsW_Y5PD7GsmaPxzxya6Ry-GIICtK25Vku8s2iGPXEG0_g\">&lt;&gt; <em>a<\/em>. Nesse sentido, \u00e9 poss\u00edvel conceber um sujeito que \u00e9 distinto do ego, o lugar do n\u00e3o-reconhecimento Imagin\u00e1rio: um sujeito que n\u00e3o se perde no \u201cprocesso sem sujeito\u201d da combina\u00e7\u00e3o estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-288fc707b0278652d4264b97386aeb51\" style=\"font-family:Times New Roman\">Pode-se abordar essa conjuntura tamb\u00e9m a partir da quest\u00e3o do desejo: o Outro barrado significa um Outro que n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma m\u00e1quina an\u00f4nima, o automatismo de uma combina\u00e7\u00e3o estrutural, mas sim um Outro desejante, um Outro que carece do objeto-causa do desejo, um Outro que quer algo do sujeito (<em>Che vuoi?<\/em>). Pode-se dizer que o sujeito do significante ex-siste na medida em que essa dimens\u00e3o da pergunta insiste no Outro &#8211; n\u00e3o como a pergunta do sujeito confrontado com o enigma do Outro, mas como uma pergunta que emerge do Outro em si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-08882d859f2fc938aabf68bb5c9679f0\" style=\"font-family:Times New Roman\">\u00c0 primeira vista, pode parecer que a refer\u00eancia lacaniana a Hegel \u00e9 fundamentalmente limitada ao primeiro est\u00e1gio, com seus temas de simboliza\u00e7\u00e3o como historiciza\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o no universo simb\u00f3lico, etc. Ao longo desse per\u00edodo, a leitura lacaniana do texto hegeliano \u00e9 \u201cmediada\u201d por Koj\u00e8ve e Hyppolite, e os temas predominantes s\u00e3o os de luta e reconcilia\u00e7\u00e3o final no meio do reconhecimento intersubjetivo, que \u00e9 a fala. De fato, a realiza\u00e7\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, a aboli\u00e7\u00e3o do sintoma, a integra\u00e7\u00e3o de todo n\u00facleo traum\u00e1tico no universo simb\u00f3lico, esse momento final e ideal quando o sujeito \u00e9 finalmente libertado da opacidade Imagin\u00e1ria, quando os vazios de sua hist\u00f3ria s\u00e3o preenchidos pela \u201cfala plena\u201d quando a tens\u00e3o entre \u201csujeito\u201d e \u201csubst\u00e2ncia\u201d \u00e9 finalmente resolvida por essa fala na qual o sujeito \u00e9 capaz de assumir seu desejo, etc. &#8211; n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel reconhecer esse estado de plenitude como uma vers\u00e3o psicanal\u00edtica do \u201cConhecimento Absoluto\u201d hegeliano: um Outro n\u00e3o barrado, sem sintoma, sem falta, sem n\u00facleo traum\u00e1tico?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-11a7ada86023011d41fdb4adb48ac6fd\" style=\"font-family:Times New Roman\">Pareceria ent\u00e3o que, com a introdu\u00e7\u00e3o de um Outro barrado, qualquer refer\u00eancia expl\u00edcita a Hegel \u00e9 pelo menos relegada para o fundo: o Outro barrado significa precisamente a impossibilidade constitutiva de um Conhecimento Absoluto, da realiza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, porque h\u00e1 um vazio, uma falta do significante que acompanha o movimento da simboliza\u00e7\u00e3o, ou melhor, em outro n\u00edvel, porque h\u00e1 um nonsense, que emerge necessariamente assim que h\u00e1 o advento do sentido. O campo conceitual do terceiro est\u00e1gio de Lacan seria assim um campo do Outro que resiste de todos os lados \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o, um Outro esvaziado por um n\u00facleo hipot\u00e9tico de um Real-imposs\u00edvel cuja in\u00e9rcia bloqueia a dial\u00e9tica, a \u201csuprassun\u00e7\u00e3o\u201d na e atrav\u00e9s do s\u00edmbolo &#8211; em resumo, um Outro anti-hegeliano por excel\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-anton-font-family has-custom-font wp-elements-f4f81dd92f193b017b72e9999e8bb4f8\" style=\"font-family:Anton\"><em>3. DAS UNGESCHEHENMACHEN<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-70018ae987892d98514ecae7f92b4bbd\" style=\"font-family:Times New Roman\">Antes de sucumbir muito rapidamente a essa imagem sedutora de um Lacan anti-hegeliano, vale a pena desenvolver a l\u00f3gica das tr\u00eas etapas da doutrina lacaniana. Isso pode ser feito por meio de v\u00e1rios determinantes. Por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel demonstrar que cada uma dessas tr\u00eas etapas corresponde a uma concep\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do fim do processo anal\u00edtico: 1) realiza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, a conquista da historiciza\u00e7\u00e3o dos sintomas; 2) a experi\u00eancia da castra\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica (\u201crepress\u00e3o origin\u00e1ria\u201d) como uma dimens\u00e3o que abre para o sujeito o acesso ao seu desejo no n\u00edvel do Outro; 3) a travessia da fantasia, a perda do objeto que tapa o buraco no Outro. No entanto, a escolha prefer\u00edvel de um determinante \u00e9 a do \u201cpuls\u00e3o de morte\u201d: pela simples raz\u00e3o de que o v\u00ednculo entre \u201cpuls\u00e3o de morte\u201d e a ordem simb\u00f3lica tudo o mais permanecendo constante na teoria lacaniana &#8211; \u00e9 articulado de maneira diferente em cada uma das etapas:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-65427d7ac1514b0a98a2ad9d25ca4009\" style=\"font-family:Times New Roman\">1) Na etapa \u201chegeliano-fenomenol\u00f3gica\u201d, atua como uma varia\u00e7\u00e3o sobre o tema hegeliano da \u201cpalavra como o assassinato da coisa\u201d: a palavra, o s\u00edmbolo, n\u00e3o \u00e9 um simples reflexo, substitui\u00e7\u00e3o ou representa\u00e7\u00e3o da coisa; \u00e9 a pr\u00f3pria coisa, ou seja, a coisa \u00e9 aufgehoben, suprimida-interiorizada, em seu conceito que existe na forma de uma palavra:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-theme-palette-8-color has-theme-palette-2-background-color has-text-color has-background has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-74c7df6f3d9728130ab954ce3a005b11\" style=\"font-family:Times New Roman\">\u201cLembre-se do que Hegel diz sobre o conceito &#8211; O conceito \u00e9 o tempo da coisa. Certamente, o conceito n\u00e3o \u00e9 a coisa como ela \u00e9, pela simples raz\u00e3o de que o conceito est\u00e1sempre onde a coisa n\u00e3o est\u00e1, est\u00e1 l\u00e1 para substituir a coisa\u2026 Da coisa, o que pode estar l\u00e1? Nem sua forma, nem sua realidade, j\u00e1 que, no estado atual das coisas, todos os assentos est\u00e3o ocupados. Hegel coloca com extrema rigorosidade &#8211; o conceito \u00e9 o que faz a coisa estar l\u00e1, enquanto, ao mesmo tempo, ela n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-theme-palette-8-color has-theme-palette-2-background-color has-text-color has-background has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-993ac1599c9b71815fd8f8e13111e706\" style=\"font-family:Times New Roman\">Essa identidade na diferen\u00e7a, que caracteriza a rela\u00e7\u00e3o do conceito com a coisa, \u00e9 o que tamb\u00e9m faz da coisa uma coisa e o fato simbolizado\u2026\u201d<sup data-fn=\"15f5aa7a-f452-481a-9912-bce6219a182f\" class=\"fn\"><a href=\"#15f5aa7a-f452-481a-9912-bce6219a182f\" id=\"15f5aa7a-f452-481a-9912-bce6219a182f-link\">10<\/a><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-9af70d08c2f914a2061f1db8fa0d98a2\" style=\"font-family:Times New Roman\">A \u201cpuls\u00e3o de morte\u201d representa assim a aniquila\u00e7\u00e3o da coisa em sua realidade imediata e corporal ao ser simbolizada: a coisa est\u00e1 mais presente em seu s\u00edmbolo do que em sua realidade imediata. A unidade da coisa, o tra\u00e7o que faz dela uma coisa, \u00e9 descentrado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade da pr\u00f3pria coisa: a coisa deve \u201cmorrer\u201d em sua realidade para chegar, atravessando seu s\u00edmbolo, \u00e0 sua unidade conceitual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-094900fa5fd9e355896965ed919a096c\" style=\"font-family:Times New Roman\">2) Na etapa seguinte, \u201cestruturalista\u201d, a \u201cpuls\u00e3o de morte\u201d \u00e9 identificada com a ordem simb\u00f3lica na medida em que segue suas pr\u00f3prias leis al\u00e9m da experi\u00eancia Imagin\u00e1ria do sujeito, ou seja, \u201cal\u00e9m do princ\u00edpio do prazer\u201d &#8211; um mecanismo que, por meio de seu automatismo, quebra, perturba o equil\u00edbrio e a homeostase Imagin\u00e1ria do sujeito. A ordem simb\u00f3lica:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-theme-palette-8-color has-theme-palette-2-background-color has-text-color has-background has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-42b842c5dd94d6e67ea5b6877694729d\" style=\"font-family:Times New Roman\">\u201cn\u00e3o \u00e9 a ordem libidinal na qual o ego est\u00e1 inscrito, juntamente com todos os impulsos. Ela se estende al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer, al\u00e9m dos limites da vida, e \u00e9 por isso que Freud a identifica com o instinto de morte\u2026 A ordem simb\u00f3lica \u00e9 rejeitada pela ordem libidinal, que inclui todo o dom\u00ednio do imagin\u00e1rio, incluindo a estrutura do ego. E o instinto de morte \u00e9 apenas a m\u00e1scara da ordem simb\u00f3lica\u2026\u201d<sup data-fn=\"9f7e3e67-17cf-402b-8668-0e6c5e84607f\" class=\"fn\"><a href=\"#9f7e3e67-17cf-402b-8668-0e6c5e84607f\" id=\"9f7e3e67-17cf-402b-8668-0e6c5e84607f-link\">11<\/a><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-b813db47441cb286e50005539407ecce\" style=\"font-family:Times New Roman\">3) Na terceira etapa, na qual Lacan destaca o Real como o n\u00facleo imposs\u00edvel\/n\u00e3o-simboliz\u00e1vel, a \u201cpuls\u00e3o de morte\u201d torna-se o nome para aquilo que, seguindo Sade, assume a forma da \u201csegunda morte\u201d: morte simb\u00f3lica, a aniquila\u00e7\u00e3o da rede significante, do texto no qual o sujeito est\u00e1 inscrito, por meio do qual a realidade \u00e9 historicizada &#8211; o nome daquilo que, na experi\u00eancia psic\u00f3tica, aparece como o \u201cfim do mundo\u201d, o crep\u00fasculo, o colapso do universo simb\u00f3lico<sup data-fn=\"fcb0cbee-7391-4cec-ae6e-63226b1963b2\" class=\"fn\"><a href=\"#fcb0cbee-7391-4cec-ae6e-63226b1963b2\" id=\"fcb0cbee-7391-4cec-ae6e-63226b1963b2-link\">12<\/a><\/sup>. Em outras palavras, a \u201cpuls\u00e3o de morte\u201d designa a possibilidade a-hist\u00f3rica implicada, exposta pelo processo de simboliza\u00e7\u00e3o\/historiciza\u00e7\u00e3o: a possibilidade de seu apagamento radical.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-e3e572596545d948b2a63369580891cf\" style=\"font-family:Times New Roman\">O conceito freudiano que melhor designa esse ato de aniquila\u00e7\u00e3o \u00e9 <em>das Ungeschehenmachen<\/em>, \u201cno qual uma a\u00e7\u00e3o \u00e9 cancelada por uma segunda, de modo que \u00e9 como se nenhuma a\u00e7\u00e3o tivesse ocorrido\u201d<sup data-fn=\"ccbcb006-2cd9-419f-9db0-bbb098df2a47\" class=\"fn\"><a href=\"#ccbcb006-2cd9-419f-9db0-bbb098df2a47\" id=\"ccbcb006-2cd9-419f-9db0-bbb098df2a47-link\">13<\/a><\/sup>, ou mais simplesmente, cancelamento retroativo. E n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia que se encontre o mesmo termo em Hegel, que define das Ungeschehenmachen como o poder supremo do Esp\u00edrito<sup data-fn=\"61cc7e41-e20f-46a5-a7bc-48b1855a8d92\" class=\"fn\"><a href=\"#61cc7e41-e20f-46a5-a7bc-48b1855a8d92\" id=\"61cc7e41-e20f-46a5-a7bc-48b1855a8d92-link\">14<\/a><\/sup>. Esse poder de \u201cdesfazer\u201d o passado \u00e9 conceb\u00edvel apenas no n\u00edvel simb\u00f3lico: na vida imediata, em seu circuito, o passado \u00e9 apenas o passado e como tal \u00e9 incontest\u00e1vel; mas uma vez que se situa no n\u00edvel da hist\u00f3ria enquanto texto, na rede de tra\u00e7os simb\u00f3licos, \u00e9 poss\u00edvel retroceder o que j\u00e1 ocorreu ou apagaro passado. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel conceber o <em>Ungeschehenmachen<\/em>, a mais alta manifesta\u00e7\u00e3o da negatividade, como a vers\u00e3o hegeliana da \u201cpuls\u00e3o de morte\u201d: n\u00e3o \u00e9 um elemento acidental ou marginal na estrutura hegeliana, mas designa o momento crucial do processo dial\u00e9tico, o chamado momento da \u201cnega\u00e7\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o\u201d, a invers\u00e3o da \u201cant\u00edtese\u201d na \u201cs\u00edntese\u201d: a \u201creconcilia\u00e7\u00e3o\u201d pr\u00f3pria \u00e0 s\u00edntese n\u00e3o \u00e9 uma supera\u00e7\u00e3o ou suspens\u00e3o (seja ela \u201cdialeticamente\u201d ou n\u00e3o) da cis\u00e3o em algum plano mais elevado, mas uma revers\u00e3o retroativa que significa que nunca houve nenhuma cis\u00e3o para come\u00e7ar &#8211; \u201cs\u00edntese\u201d que retroativamente anula essa cis\u00e3o. \u00c9 assim que o enigm\u00e1tico, mas crucial, trecho da Enciclop\u00e9dia de Hegel deve ser compreendido:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-theme-palette-8-color has-theme-palette-2-background-color has-text-color has-background has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-d8fae1a1526eeaef105ec21c694a49db\" style=\"font-family:Times New Roman\">\u201cO cumprimento do prop\u00f3sito infinito consiste, portanto, em suprassumir a ilus\u00e3o de que ainda n\u00e3o foi cumprido.\u201d<sup data-fn=\"19a5a585-36b7-4462-a075-69b7eb87f367\" class=\"fn\"><a href=\"#19a5a585-36b7-4462-a075-69b7eb87f367\" id=\"19a5a585-36b7-4462-a075-69b7eb87f367-link\">15<\/a><\/sup><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-79a27c077218fcfe9c2d4564aa94167d\" style=\"font-family:Times New Roman\">N\u00e3o se cumpre o fim ao atingi-lo, mas ao provar que j\u00e1 o atingimos, mesmo quando o caminho para sua realiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 oculto \u00e0 vista. Avan\u00e7ando, ainda n\u00e3o est\u00e1vamos l\u00e1, mas de repente, j\u00e1 estivemos l\u00e1 o tempo todo &#8211; \u201cmuito cedo\u201d muda repentinamente para \u201cmuito tarde\u201d sem detectar o momento exato de sua transforma\u00e7\u00e3o. Toda a quest\u00e3o tem a estrutura do encontro perdido: ao longo do caminho, a verdade, que ainda n\u00e3o alcan\u00e7amos, nos impulsiona como um fantasma, prometendo que nos espera no final do caminho; mas de repente percebemos que sempre estivemos na verdade. O excedente paradoxal que escapa, que se revela como \u201cimposs\u00edvel\u201d nesse encontro perdido do \u201cmomento oportuno\u201d, \u00e9 claro que \u00e9 o objeto a: a pura apar\u00eancia que nos impulsiona em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade, at\u00e9 o momento em que ela aparece subitamente atr\u00e1s de n\u00f3s e percebemos que j\u00e1 chegamos antes dela, um ser quim\u00e9rico que n\u00e3o tem seu \u201ctempo pr\u00f3prio\u201d, persistindo apenas no intervalo entre \u201cmuito cedo\u201d e \u201cmuito tarde\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-8-color has-theme-palette-2-background-color has-text-color has-background has-link-color has-anton-font-family has-custom-font wp-elements-74648a99993c32d5d067b4d61f1e2a7e\" style=\"font-family:Anton\"><em>NOTAS<\/em><\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"52a3f3f7-93ad-41e4-92b5-b3d85cbc503d\"><em>A linguagem de Zizek aqui \u00e9 tamb\u00e9m, ironicamente, a de Louis Althusser, que rejeita qualquer \u201cinvers\u00e3o\u201d materialista da dial\u00e9tica hegeliana. Veja seu \u201cOn the Materialist Dialectic: On the Unevenness of Origins\u201d, em For Marx, trad. Ben Brewster, Londres e Nova York, Verso, 1969, pp. 161-218 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em> <a href=\"#52a3f3f7-93ad-41e4-92b5-b3d85cbc503d-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"73d431ff-a7f0-431c-9256-505b4e9f9219\"><em>Essa f\u00f3rmula da \u201cnega\u00e7\u00e3o fetichista\u201d foi desenvolvida por Octave Mannoni em seu \u201cI Know Well, but All the Same\u2026\u201d, em Perversion and the Social Relation, ed. Molly Anne Rothenberg, Dennis A. Foster e Slavoj Zizek, Durham, Duke University Press, 2003, pp. 68-92.<\/em> <a href=\"#73d431ff-a7f0-431c-9256-505b4e9f9219-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 2 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"f18f230c-5a64-4044-9536-c4e1ac261e22\"><em>A formula\u00e7\u00e3o precisa de Lacan \u00e9 a seguinte: \u201cPhilosophy in the Bedroom vem oito anos depois da Critique of Practical Reason. Uma vez que observamos sua correspond\u00eancia, ent\u00e3o podemos demonstrar que uma completa a outra, e at\u00e9 sugerir que (a Filosofia de Sade) apresenta a verdade da Cr\u00edtica.\u201d Jacques Lacan, \u201cKant avec Sade\u201d, em \u00c9crits, Paris, Editions du Seuil, 1966, p. 244 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em> <a href=\"#f18f230c-5a64-4044-9536-c4e1ac261e22-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 3 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"d46da1a3-76d4-46ff-979e-552280a63c88\"><em>Alexandre Koj\u00e8ve, Introduction to the Reading of Hegel: Lectures on the \u201cPhenomenology of Spirit\u201d, ed. Raymond Queneau and Allan Bloom, trad. James H. Nichols, Jr., \u00cdtaca e Londres, Cornell University Press, 1969; Jean Hyppolite, Genesis and Structure of Hegel&#8217;s \u201cPhenomenology of Spirit\u201d, trad. Samuel Cherniak and John Heckman, Evanston, Northwestern University Press, 1974 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em> <a href=\"#d46da1a3-76d4-46ff-979e-552280a63c88-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 4 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"6342f7ba-effd-4579-9d93-a5ac9c8171c2\"><em>Jacques Lacan, \u201cThe Function and Field of Speech and Language in Psychoanalysis\u201d, em \u00c9crits: A Selection, trad. Bruce Fink, Nova York, W. W. Norton, 2002, pp. 31-106 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em> <a href=\"#6342f7ba-effd-4579-9d93-a5ac9c8171c2-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 5 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"a19076f5-c571-41df-9eba-58b33192ab78\"><em>Jacques Lacan, The Seminar of Jacques Lacan II: The Ego in Freud&#8217;s Theory and in the Technique of Psychoanalysis, 1954-55, ed. Jacques-Alain Miller, trad. Sylvana Tomaselli, Nova York, W. W. Norton, 1988, p. 325.<\/em> <a href=\"#a19076f5-c571-41df-9eba-58b33192ab78-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 6 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"32ac194e-7b53-4373-b3b6-8aa9cf6ae14b\"><em>Lacan desenvolve o \u201cesquema L\u201d nos seguintes textos: \u201cOn a Question Prior to any Possible Treatment of Psychosis\u201d, em \u00c9crits: A Selection, p. 183; Seminar II: the Ego in Freud&#8217;s Theory, pp. 321-6; Seminar III: The Psychoses, 1955-56, ed. Jacques-Alain Miller, trad. Russell Grigg, Nova York, W. W. Norton, 1993, pp. 13-15, 161-2 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em> <a href=\"#32ac194e-7b53-4373-b3b6-8aa9cf6ae14b-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 7 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"2532de38-f498-407b-b8f2-fc6d2eabe50f\"><em>Jacques Lacan, \u201cSeminar on \u2018The Purloined Letter\u2019\u201d, trad. Jeffrey Mehlman, em The Purloined Poe: Lacan, Derrida and Psychoanalytic Reading, ed. John P. Muller e William J. Richardson, Baltimore, Johns Hopkins University Press, 1988, pp.28-9.<\/em> <a href=\"#2532de38-f498-407b-b8f2-fc6d2eabe50f-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 8 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"9f3d8b6a-6456-42e0-85bb-167332577850\"><em>Jacques Lacan, Lacan, Seminar II, 168.<\/em> <a href=\"#9f3d8b6a-6456-42e0-85bb-167332577850-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 9 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"15f5aa7a-f452-481a-9912-bce6219a182f\"><em>Jacques Lacan, The Seminar of Jacques Lacan I: Freud&#8217;s Papers on Technique, 1953-54, ed. Jacques-Alain Miller, trad. John Forrester, Cambridge, Cambridge University Press, 1988, pp.242-3.<\/em> <a href=\"#15f5aa7a-f452-481a-9912-bce6219a182f-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 10 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"9f7e3e67-17cf-402b-8668-0e6c5e84607f\"><em>Jacques Lacan, Seminar II, p. 326.<\/em> <a href=\"#9f7e3e67-17cf-402b-8668-0e6c5e84607f-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 11 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"fcb0cbee-7391-4cec-ae6e-63226b1963b2\"><em>Jacques Lacan, Seminar VII: The Ethics of Psychoanalysis, 1959-60, ed. Jacques-Alain Miller, trad. Dennis Porter. Londres e Nova York, Routledge, 1992, pp. 209-12 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em> <a href=\"#fcb0cbee-7391-4cec-ae6e-63226b1963b2-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 12 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"ccbcb006-2cd9-419f-9db0-bbb098df2a47\"><em>Sigmund Freud, \u201cInhibitions, Symptoms and Anxiety\u201d, em The Penguin Freud Library, 10: On Psychopathology, ed. and trad. James Strachey, Harmondsworth, Penguin, 1979, p. 274.<\/em> <a href=\"#ccbcb006-2cd9-419f-9db0-bbb098df2a47-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 13 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"61cc7e41-e20f-46a5-a7bc-48b1855a8d92\"><em>G. W. F. Hegel, Phenomenology of Spirit, trad. A. V. Miller, Oxford, Oxford University Press, 1977, p. 402.<\/em> <a href=\"#61cc7e41-e20f-46a5-a7bc-48b1855a8d92-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 14 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><li id=\"19a5a585-36b7-4462-a075-69b7eb87f367\"><em>G. W. F. Hegel, The Encyclopedia of Logic: Part I of the Encyclopedia of Philosophical Sciences with the Zus\u00e4dtze, trad. T. F. Geraets, W. A. Suchting and H. S. Harris, Indianapolis, Hackett, 1991, p. 286.<\/em> <a href=\"#19a5a585-36b7-4462-a075-69b7eb87f367-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 15 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-7ba9042e2dc07630e1241b1b272a48b2\" style=\"font-family:Times New Roman\"><em>Este ensaio foi originalmente publicado em franc\u00eas em Le plus sublime des hyst\u00e9riques Hegel passe, Broch\u00e9, Paris, 1999. Aparece em Interogating the Real, Londres: Continuum, 2005, editado por Rex Butler e Scott Stephens.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-3-color has-text-color has-link-color has-times-new-roman-font-family has-custom-font wp-elements-97752e819f7614053818e2c67a371e1e\" style=\"font-family:Times New Roman\"><em><strong>Texto original:<\/strong><\/em> <a href=\"https:\/\/www.lacan.com\/zizlacan1.htm\">https:\/\/www.lacan.com\/zizlacan1.htm<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-61ecc280 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"padding-top:2.5rem;padding-right:2.5rem;padding-bottom:2.5rem;padding-left:2.5rem\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"726\" height=\"732\" sizes=\"auto, (max-width: 726px) 100vw, 726px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2631\" style=\"width:240px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844.png 726w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844-298x300.png 298w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844-150x150.png 150w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:75%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caeli Corvere<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-7afe89baa3abf8301e6e301db79f118a\"><a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Orienta seus estudos pelas \u00e1reas da psican\u00e1lise, anarquismo, filosofia pol\u00edtica, tradu\u00e7\u00e3o e epistemologia.<\/a> Mais uma zero \u00e0 esquerda.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Tradutora<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-61ecc280 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"padding-top:2.5rem;padding-right:2.5rem;padding-bottom:2.5rem;padding-left:2.5rem\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-rounded wp-duotone-1d0b10-f7e6d4-1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/instasize_231015163956-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2928\" style=\"width:247px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/instasize_231015163956-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/instasize_231015163956-300x225.jpg 300w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/instasize_231015163956-768x576.jpg 768w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/instasize_231015163956-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/instasize_231015163956-2048x1536.jpg 2048w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:75%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Leonardo Silv\u00e9rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-theme-palette-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-d26d75460ea37d213c84d368136e1c03\">Tradutor, artista, ensa\u00edsta e mestrando em Filosofia na USP na \u00e1rea de Est\u00e9tica e Filosofia da Arte. Mais um zero \u00e0 esquerda.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Revisor<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fil\u00f3sofo \u017di\u017eek tece neste texto algumas reflex\u00f5es para ponderarmos sobre at\u00e9 que ponto o psicanalista Lacan \u00e9 ou n\u00e3o hegeliano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2994,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"Times New Roman,Lato,Anton,Inconsolata,Times New Roman","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":"[{\"content\":\"<em>A linguagem de Zizek aqui \u00e9 tamb\u00e9m, ironicamente, a de Louis Althusser, que rejeita qualquer \u201cinvers\u00e3o\u201d materialista da dial\u00e9tica hegeliana. Veja seu \u201cOn the Materialist Dialectic: On the Unevenness of Origins\u201d, em For Marx, trad. Ben Brewster, Londres e Nova York, Verso, 1969, pp. 161-218 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em>\",\"id\":\"52a3f3f7-93ad-41e4-92b5-b3d85cbc503d\"},{\"content\":\"<em>Essa f\u00f3rmula da \u201cnega\u00e7\u00e3o fetichista\u201d foi desenvolvida por Octave Mannoni em seu \u201cI Know Well, but All the Same\u2026\u201d, em Perversion and the Social Relation, ed. Molly Anne Rothenberg, Dennis A. Foster e Slavoj Zizek, Durham, Duke University Press, 2003, pp. 68-92.<\/em>\",\"id\":\"73d431ff-a7f0-431c-9256-505b4e9f9219\"},{\"content\":\"<em>A formula\u00e7\u00e3o precisa de Lacan \u00e9 a seguinte: \u201cPhilosophy in the Bedroom vem oito anos depois da Critique of Practical Reason. Uma vez que observamos sua correspond\u00eancia, ent\u00e3o podemos demonstrar que uma completa a outra, e at\u00e9 sugerir que (a Filosofia de Sade) apresenta a verdade da Cr\u00edtica.\u201d Jacques Lacan, \u201cKant avec Sade\u201d, em \u00c9crits, Paris, Editions du Seuil, 1966, p. 244 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em>\",\"id\":\"f18f230c-5a64-4044-9536-c4e1ac261e22\"},{\"content\":\"<em>Alexandre Koj\u00e8ve, Introduction to the Reading of Hegel: Lectures on the \u201cPhenomenology of Spirit\u201d, ed. Raymond Queneau and Allan Bloom, trad. James H. Nichols, Jr., \u00cdtaca e Londres, Cornell University Press, 1969; Jean Hyppolite, Genesis and Structure of Hegel's \u201cPhenomenology of Spirit\u201d, trad. Samuel Cherniak and John Heckman, Evanston, Northwestern University Press, 1974 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em>\",\"id\":\"d46da1a3-76d4-46ff-979e-552280a63c88\"},{\"content\":\"<em>Jacques Lacan, \u201cThe Function and Field of Speech and Language in Psychoanalysis\u201d, em \u00c9crits: A Selection, trad. Bruce Fink, Nova York, W. W. Norton, 2002, pp. 31-106 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em>\",\"id\":\"6342f7ba-effd-4579-9d93-a5ac9c8171c2\"},{\"content\":\"<em>Jacques Lacan, The Seminar of Jacques Lacan II: The Ego in Freud's Theory and in the Technique of Psychoanalysis, 1954-55, ed. Jacques-Alain Miller, trad. Sylvana Tomaselli, Nova York, W. W. 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Richardson, Baltimore, Johns Hopkins University Press, 1988, pp.28-9.<\/em>\",\"id\":\"2532de38-f498-407b-b8f2-fc6d2eabe50f\"},{\"content\":\"<em>Jacques Lacan, Lacan, Seminar II, 168.<\/em>\",\"id\":\"9f3d8b6a-6456-42e0-85bb-167332577850\"},{\"content\":\"<em>Jacques Lacan, The Seminar of Jacques Lacan I: Freud's Papers on Technique, 1953-54, ed. Jacques-Alain Miller, trad. John Forrester, Cambridge, Cambridge University Press, 1988, pp.242-3.<\/em>\",\"id\":\"15f5aa7a-f452-481a-9912-bce6219a182f\"},{\"content\":\"<em>Jacques Lacan, Seminar II, p. 326.<\/em>\",\"id\":\"9f7e3e67-17cf-402b-8668-0e6c5e84607f\"},{\"content\":\"<em>Jacques Lacan, Seminar VII: The Ethics of Psychoanalysis, 1959-60, ed. Jacques-Alain Miller, trad. Dennis Porter. Londres e Nova York, Routledge, 1992, pp. 209-12 [nota de tradu\u00e7\u00e3o].<\/em>\",\"id\":\"fcb0cbee-7391-4cec-ae6e-63226b1963b2\"},{\"content\":\"<em>Sigmund Freud, \u201cInhibitions, Symptoms and Anxiety\u201d, em The Penguin Freud Library, 10: On Psychopathology, ed. and trad. James Strachey, Harmondsworth, Penguin, 1979, p. 274.<\/em>\",\"id\":\"ccbcb006-2cd9-419f-9db0-bbb098df2a47\"},{\"content\":\"<em>G. W. F. Hegel, Phenomenology of Spirit, trad. A. V. Miller, Oxford, Oxford University Press, 1977, p. 402.<\/em>\",\"id\":\"61cc7e41-e20f-46a5-a7bc-48b1855a8d92\"},{\"content\":\"<em>G. W. F. Hegel, The Encyclopedia of Logic: Part I of the Encyclopedia of Philosophical Sciences with the Zus\u00e4dtze, trad. T. F. Geraets, W. A. Suchting and H. S. Harris, Indianapolis, Hackett, 1991, p. 286.<\/em>\",\"id\":\"19a5a585-36b7-4462-a075-69b7eb87f367\"}]"},"categories":[373,346],"tags":[133,163,190,272,273,295,296],"class_list":["post-2976","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-slavoj-zizek","category-traducoes","tag-filosofia","tag-hegel","tag-jacques-lacan","tag-psicanalise","tag-psicanalise-lacaniana","tag-sigmund-freud","tag-slavoj-zizek"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Lacan: at\u00e9 que ponto \u00e9 hegeliano? - Slavoj \u017di\u017eek - Zero \u00e0 Esquerda<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"O fil\u00f3sofo \u017di\u017eek tece neste texto algumas reflex\u00f5es para ponderarmos sobre at\u00e9 que ponto o psicanalista Lacan \u00e9 ou n\u00e3o hegeliano.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/01\/23\/lacan-ate-que-ponto-e-hegeliano\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Lacan: at\u00e9 que ponto \u00e9 hegeliano? 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