{"id":2940,"date":"2024-02-15T12:01:00","date_gmt":"2024-02-15T12:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=2940"},"modified":"2024-02-19T19:06:13","modified_gmt":"2024-02-19T19:06:13","slug":"a-fabrica-movel-jean-paul-de-gaudemar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2024\/02\/15\/a-fabrica-movel-jean-paul-de-gaudemar\/","title":{"rendered":"A f\u00e1brica m\u00f3vel \u2013 Jean-Paul de Gaudemar"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>A partir de meados dos anos 70, parece ter se tornado evidente para alguns te\u00f3ricos franceses que modifica\u00e7\u00f5es fundamentais nas rela\u00e7\u00f5es dos indiv\u00edduos com o espa\u00e7o ocorreram, principalmente como sinal de uma nova forma de ordenamento produtivo. Os trabalhos dos Situacionistas, Henri Lefebvre, Paul Virilio, ou mesmo um cinema t\u00e3o consciente da espacialidade como mediadora das rela\u00e7\u00f5es sociais como o de \u00c9ric Rohmer, d\u00e3o testemunho dessa &#8220;nova era&#8221;. O texto a seguir, publicado pela primeira vez em 1980, analisa as modifica\u00e7\u00f5es decorrentes da reconfigura\u00e7\u00e3o espacial do ambiente de trabalho, encontrando no &#8220;modelo f\u00e1brica&#8221;, com massas de trabalhadores sem qualquer especializa\u00e7\u00e3o, t\u00e3o pr\u00f3prio ao s\u00e9culo XIX, contradi\u00e7\u00f5es que, a seguir, levariam ao aparecimento do &#8220;modelo m\u00f3vel&#8221; ou em &#8220;fluxo&#8221;, isto \u00e9, fazendo de apenas uma parte especializada &#8220;controladores do fluxo&#8221; ou &#8220;submetidos ao mesmo&#8221;, essencialmente atrav\u00e9s das tecnologias, sendo as ind\u00fastrias petroqu\u00edmicas a vanguarda de tal processo. A sa\u00edda do trabalho dos confins da f\u00e1brica, espa\u00e7o aut\u00f4nomo em rela\u00e7\u00e3o a vida comum, tamb\u00e9m faz com que ele alcance a realidade como um todo, isto \u00e9, com que a diferencia\u00e7\u00e3o entre trabalho e o n\u00e3o-trabalho torne-se cada vez mais opaca. Em certo sentido, tais an\u00e1lises funcionam como uma esp\u00e9cie de pr\u00e9-hist\u00f3ria do momento atual: com o espraiamento do trabalho 24\/7, principalmente atrav\u00e9s da &#8220;realidade digital&#8221;, a previs\u00e3o final do texto, de os trabalhadores no futuro serem apenas controladores ou elementos de um fluxo onde j\u00e1 n\u00e3o possuem capacidade de interven\u00e7\u00e3o direta, adquire contornos ainda mais intensos.<\/p><cite>[N.T]<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p><span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2940_1('footnote_plugin_reference_2940_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2940_1('footnote_plugin_reference_2940_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2940_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2940_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">A vers\u00e3o em ingl\u00eas que utilizamos para a presente tradu\u00e7\u00e3o tem por t\u00edtulo \u201cThe mobile factory\u201d. Acreditamosque o tradutor se utilize da polissemia da palavra \u201cmobile\u201d, que em portugu\u00eas&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2940_1('footnote_plugin_reference_2940_1_1');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2940_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2940_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"is-style-default\">As formas \u2013 contempor\u00e2neas de produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o parecem presas em dois movimentos contradit\u00f3rios. Por um lado, apresentam<ins>-se<\/ins> como um movimento em dire\u00e7\u00e3o as tradicionais tend\u00eancias de concentra\u00e7\u00e3o espacial: o parque industrial como um tipo de est\u00e1gio final da grande ind\u00fastria com diversos processos de produ\u00e7\u00e3o unidos no mesmo lugar e, em certos momentos, conectados. Por outro, ao contr\u00e1rio, caminha numa dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o, seja atrav\u00e9s da retomada de formas tradicionais de espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o (como oficinas rurais ou trabalhos em resid\u00eancia), atrav\u00e9s de uma sofisticada reemerg\u00eancia do sistema <em>putting-out, <\/em>ou, mais frequente, atrav\u00e9s de uma relativa deslocaliza\u00e7\u00e3o de certas atividades produtivas.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro caso, o parque industrial \u00e9 uma super-f\u00e1brica. No segundo, a f\u00e1brica est\u00e1 espalhada, por vezes aparecendo como uma anti-f\u00e1brica. De um lado: a vertigem do tamanho. Do outro, a beleza do detalhe.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas duas tend\u00eancias s\u00e3o realmente contradit\u00f3rias? A tese a seguir \u00e9 de que n\u00e3o s\u00e3o, j\u00e1 que ambas anunciam o fim de um paradigma \u2013 o da f\u00e1brica-fortaleza \u2013 e o nascimento de uma nova figura: a produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o caracterizado pela fluidez e mobilidade. Essa mobilidade dos objetos e meios de trabalho, dos produtos e dos indiv\u00edduos, assim como das rela\u00e7\u00f5es sociais, aparecem ambas como uma sistematiza\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias anteriores e como um elemento fundamental nos esfor\u00e7os de resolver a crise contempor\u00e2nea da f\u00e1brica.<\/p>\n\n\n\n<p>Devemos primeiro tentar definir a f\u00e1brica para al\u00e9m do termo gen\u00e9rico que se refere a qualquer lugar onde a capacidade de trabalho est\u00e1 em uso; ou, em outros termos, definir o modelo dominante da f\u00e1brica do s\u00e9culo XIX em diante. \u00c9 esse modelo que Marx designou inequivocadamente como \u201ca f\u00e1brica\u201d. Os historiadores geralmente caracterizam esse espa\u00e7o de acordo a dois crit\u00e9rios: a concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e o lugar em que a disciplina do trabalho est\u00e1 estabelecida. Os economistas dificilmente a definiriam de uma forma diferente de Marx: a f\u00e1brica \u00e9 o lugar de uma recomposi\u00e7\u00e3o maquinal do processo de trabalho, no qual a unidade do of\u00edcio (instrumentos de trabalho + for\u00e7a de trabalho) d\u00e1 lugar a unidade do \u201cmaquinismo\u201d (instrumentos de trabalho + objeto de trabalho).<\/p>\n\n\n\n<p>A forma-f\u00e1brica \u00e9 em geral a do confinamento: a f\u00e1brica fecha-se em quatro paredes, protegendo uma superf\u00edcie de espa\u00e7os funcionalizados (oficinas e escrit\u00f3rios). Essa forma \u00e9 suscet\u00edvel de diversas interpreta\u00e7\u00f5es, sendo importante refletir sobre suas funcionalidades. Nada indica a priori que essa forma \u00e9 realmente funcional. Pelo contr\u00e1rio, podemos ver nela a express\u00e3o de coa\u00e7\u00f5es ligadas ao tipo de espa\u00e7o utilizado pela ind\u00fastria no come\u00e7o do seu desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, podemos dizer que a f\u00e1brica \u00e9 um modelo de posicionamento espacial do locus produtivo. \u00c9 atrav\u00e9s da f\u00e1brica que o capital marca seu territ\u00f3rio, assim como um nobre marcava sua presen\u00e7a pelas torres do seu castelo ou como o estado abre caminho atrav\u00e9s de suas delegacias. <\/p>\n\n\n\n<p>O capital identifica seu territ\u00f3rio e atrav\u00e9s dele identifica a si. Contudo, a era em que a constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o aut\u00f4nomo era um empreendimento fundamental acabou. Vivemos num momento em que se tornou claro que o capital deve, daqui em diante, reconquistar a totalidade do espa\u00e7o social do qual o movimento anterior tinha ainda uma tend\u00eancia de separa\u00e7\u00e3o. Se nos seus prim\u00f3rdios a f\u00e1brica desvencilhou-se do corpo social e tendia a se separar dele como forma de elaborar suas pr\u00f3prias regras de opera\u00e7\u00e3o; agora, \u00e9 preciso que ela reincorpore o corpo social de modo a domin\u00e1-lo ainda mais (isto \u00e9, <em>f\u00e1brica <\/em>no senso comum: espa\u00e7o de utiliza\u00e7\u00e3o de for\u00e7a de trabalho, localiza\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado). Vamos <ins>\u00e0 <\/ins>f\u00e1brica em sinal de submiss\u00e3o que, todavia, ainda cont\u00e9m algo de vontade pr\u00f3pria, algo de um movimento livre: podemos escolher nossos meios de transporte e, em casos privilegiados, nossas horas de trabalho. Entretanto, a submiss\u00e3o s\u00f3 se completa quando o trabalho assalariado se apodera de toda a vida e passa a regular n\u00e3o s\u00f3 o trabalho, mas \u2013 sendo a distin\u00e7\u00e3o entre ambos n\u00e3o mais v\u00e1lida &#8211; a vida fora do trabalho. A diferen\u00e7a entre tal forma e o trabalho que tinha a casa como espa\u00e7o no s\u00e9culo XIX \u00e9 clara: no s\u00e9culo XIX, trabalho e n\u00e3o- trabalho n\u00e3o podiam ser diferenciados, pois eles designavam apenas dois modos diferentes de utiliza\u00e7\u00e3o do tempo n\u00e3o governados pelos sal\u00e1rios. Agora, entretanto, eles n\u00e3o podem ser diferenciados, pois s\u00e3o ambos governados pelos sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has--font-size\"><strong>Confinamento enquanto limita\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Duas caracter\u00edsticas, segundo os historiadores, que distinguem a f\u00e1brica enquanto forma hist\u00f3rica: a concentra\u00e7\u00e3o do capital e a disciplina do trabalho. E \u00e9 justamente atrav\u00e9s dessas caracter\u00edsticas que a fraqueza do modelo aparece. A f\u00e1brica rapidamente torna-se o lugar onde a concentra\u00e7\u00e3o do capital (em todas suas dimens\u00f5es: capital produtivo, capital financeiro, \u201ccapital humano\u201d) \u00e9, ao mesmo tempo, forte e fraca.<\/p>\n\n\n\n<p>Forte: as capacidades de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o sempre excessivas, os equipamentos nunca s\u00e3o utilizados at\u00e9 os seus limites. Embora a f\u00e1brica necessite desse alcance potencial, seu resultado \u00e9, em geral, a imobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fraco: a f\u00e1brica nunca disp\u00f5e de capital suficiente para permitir que escape da depend\u00eancia de fatores externos. Isso age como um obst\u00e1culo no qual, apesar de intranspon\u00edvel, <ins>tentar-se-\u00e1<\/ins> sempre a supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><span lang=\"PT\">Disciplina do trabalho: o desenvolvimento produz lentamente efeitos contradit\u00f3rios, incompat\u00edveis com o ganho em produtividade do trabalho. A disciplina do trabalho que apareceu na grande ind\u00fastria tem como consequ\u00eancia a forma\u00e7\u00e3o de um trabalhador n\u00e3o- qualificado, cuja \u00fanica especialidade \u00e9 a sua \u201cmobilidade\u201d, isto \u00e9, sua habilidade de constantemente metamorfosear-se para realizar tarefas que n\u00e3o s\u00e3o tarefas, que n\u00e3o possuem nenhuma unidade cognitiva, que s\u00e3o s\u00f3 atividades parcelares aprendidas em quatro dias por um trabalhador inculto que nem mesmo fala um idioma, como dizia Henry Ford.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Essa disciplina, produtiva nos prim\u00f3rdios, alcan\u00e7a seus pr\u00f3prios limites no momento em que o trabalhador aprende a utilizar tal situa\u00e7\u00e3o como forma de luta, intensificando ao extremo a tend\u00eancia geral em dire\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio fim da especializa\u00e7\u00e3o. As lutas dos trabalhadores da produ\u00e7\u00e3o em massa afirmam esta tend\u00eancia resultando na cr\u00edtica do trabalho em si: em vez de demandar uma especialidade, de forma an\u00e1loga aos trabalhadores que a possuem, eles por vezes lutam contra a aquisi\u00e7\u00e3o de qualquer uma. Assim, concebidas no princ\u00edpio enquanto formas de luta contra o coletivo profissional, tais formas de disciplina s\u00f3 levam a forma\u00e7\u00e3o, em tempos de produ\u00e7\u00e3o massiva, de outros coletivos de trabalhadores. Divididos, separados desde o come\u00e7o de acordo a tarefa que devem cumprir, esses coletivos reconstituem-se, pouco a pouco, de acordo a outros princ\u00edpios. De certo modo, a f\u00e1brica facilita esse movimento pois fornece uma base territorial na qual, do contr\u00e1rio, sua exist\u00eancia seria imposs\u00edvel. A base territorial das lutas dos trabalhadores do s\u00e9culo XIX n\u00e3o foi, com efeito, a f\u00e1brica (ou aquilo que servia como tal), mas essencialmente a cidade, j\u00e1 que era a cidade que representava a vida comum.<\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00e1brica se tornou a base territorial das lutas trabalhistas atrav\u00e9s de um duplo movimento: primeiro, interno ao capital, tendeu a isolar, a autonomizar a f\u00e1brica como um local de produ\u00e7\u00e3o. O segundo, externo ao capital, tende a reconstituir os coletivos de trabalhadores de acordo aos meios dispon\u00edveis &#8211; dentro da quase artificial unidade social constitu\u00edda no interior da f\u00e1brica, dentro da caricatura de rela\u00e7\u00f5es sociais que a f\u00e1brica gradualmente codifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, as contradi\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas ao modelo da f\u00e1brica aparecem mais claramente. Como lugar de submiss\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, de aliena\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do ato produtivo, a f\u00e1brica n\u00e3o pode permanecer como espa\u00e7o de mobiliza\u00e7\u00e3o perfeito. Ao participar nesse movimento geral do capital em dire\u00e7\u00e3o a uma perfeita mobilidade das rela\u00e7\u00f5es sociais as quais domina, a f\u00e1brica inevitavelmente engendra as tend\u00eancias mais contradit\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo de confinamento, altamente simb\u00f3lico nos prim\u00f3rdios da industrializa\u00e7\u00e3o, torna-se, mais do que nunca, pelas contradi\u00e7\u00f5es que gera, um limite. Confinamento: primeiro, como s\u00edmbolo da viol\u00eancia inerente ao ato de p\u00f4r pessoas a trabalhar, logo passa a simbolizar a exist\u00eancia de uma fortaleza-trabalhadora. Mais uma vez, o que o capital deve fazer \u00e9 acabar com a coletividade dos trabalhadores. Ainda assim, ela n\u00e3o poder\u00e1 ser quebrada como nos tempos do taylorismo e dos seus sucessores.<\/p>\n\n\n\n<p>O capital s\u00f3 pode acabar com a coletividade acabando com a f\u00e1brica, pois a f\u00e1brica passa a aparecer, mais do que nunca, como o modelo de uma fixa\u00e7\u00e3o espacial, como o produto de um estranho la\u00e7o: o capital, perfeitamente m\u00f3vel por natureza, e a for\u00e7a de trabalho, socialmente desconfiada da mobilidade, vinculada a sua territorializa\u00e7\u00e3o, m\u00f3vel apenas pela submiss\u00e3o ou por seu contr\u00e1rio, a revolta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O modelo do fluxo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista da mobilidade, as ind\u00fastrias de processo cont\u00ednuo providenciam uma esp\u00e9cie de paradigma. Em certo sentido, elas fornecem uma imagem das tend\u00eancias profundas da mobiliza\u00e7\u00e3o capitalista. \u00c9 nessas ind\u00fastrias que as primeiras aplica\u00e7\u00f5es dos princ\u00edpios destinados a economia de tempo e espa\u00e7o podem ocorrer, tendo como motivos principalmente a pr\u00f3pria natureza dos processos colocados em marcha: esses processos lidam com fluxos cuja natureza qu\u00edmica, frequentemente perigosa, pro\u00edbem os indiv\u00edduos da manipula\u00e7\u00e3o direta. Encontramos duas grandes categorias de trabalhadores nessas ind\u00fastrias: um c\u00edrculo privilegiado e um grupo muito difuso de trabalhadores secund\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho do primeiro grupo \u00e9 essencialmente o controle e manuten\u00e7\u00e3o. Isso significa que nenhuma rela\u00e7\u00e3o direta existe entre o seu trabalho e a quantidade produzida, o volume manipulado, o \u201ccomposto\u201d. Por outro lado, o n\u00famero de tarefas que eles devem realizar est\u00e1 diretamente relacionado com um decl\u00ednio na produ\u00e7\u00e3o, e a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 em seu melhor funcionamento justamente quando eles n\u00e3o precisam intervir. Desse ponto de vista, a forma em que o trabalho est\u00e1 dividido entre o primeiro grupo de trabalhadores, a codifica\u00e7\u00e3o das suas rela\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas &#8211; basicamente, todos os elementos da disciplina do trabalho que s\u00e3o espec\u00edficos a eles &#8211; s\u00e3o determinados primeiramente pelas tarefas demandadas em caso de <em>ruptura <\/em>de um \u201ccomposto\u201d, em casos de n\u00e3o-produ\u00e7\u00e3o, no caso de um dist\u00farbio que \u00e9 alheio ao que normalmente caracteriza a f\u00e1brica. Contudo, podemos pressupor que a maioria desses trabalhadores ser\u00e3o condenados a extin\u00e7\u00e3o logo que as tecnologias de controle remoto (rob\u00f3tica) se aperfei\u00e7oem. A disciplina a qual esses trabalhadores est\u00e3o submetidos ter\u00e1 uma chance ainda maior de assumir uma forma \u201cdemocr\u00e1tica\u201d, j\u00e1 que aqueles que permanecerem desempenhar\u00e3o um papel fundamental na valoriza\u00e7\u00e3o do capital \u2013 por exemplo, na recupera\u00e7\u00e3o das receitas do petr\u00f3leo. Quanto mais a f\u00e1brica petroqu\u00edmica est\u00e1 pr\u00f3xima do gasoduto que a alimenta, mais \u00e9 prov\u00e1vel que essa tend\u00eancia se torne forte. Mas ent\u00e3o, onde estar\u00e1 a f\u00e1brica?<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores \u201csecund\u00e1rios\u201d das ind\u00fastrias de processo cont\u00ednuo, por outro lado, prenunciam o tipo de trabalhadores necess\u00e1rios num processo de produ\u00e7\u00e3o que controla melhor o espa\u00e7o e o tempo de sua pr\u00f3pria opera\u00e7\u00e3o. Suas tarefas tornam-se incertas, ligadas as conting\u00eancias da produ\u00e7\u00e3o, conting\u00eancias do fluxo. Dessa forma, essas tarefas s\u00f3 podem ser reguladas pela institucionaliza\u00e7\u00e3o da flutua\u00e7\u00e3o. Retorna-se, assim, as tradi\u00e7\u00f5es mais grotescas da organiza\u00e7\u00e3o do trabalho demandando total disponibilidade por parte dos trabalhadores. As pr\u00f3prias tarefas constituiriam \u00e1reas alheias ao direito, \u00e1reas de legal subvers\u00e3o da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 apenas um paradigma, embora corra o risco de tornar-se o paradigma de toda ind\u00fastria: a obsess\u00e3o com a economia do tempo, do espa\u00e7o e da velocidade faz a mobilidade do processo de produ\u00e7\u00e3o o modelo de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise da f\u00e1brica \u00e9 fundamentalmente o resultado dessa corrida em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 fluidez. A f\u00e1brica dentro de quatro paredes \u2013 uma fixa\u00e7\u00e3o territorial \u2013 corre o risco de tornar-se incapaz de resistir a esta tend\u00eancia. \u201cQueimar a gordura\u201d ao despedir funcion\u00e1rios tamb\u00e9m significa: possibilitar ainda mais a mobilidade. Nos movemos mais facilmente sem o excesso de gordura. Para al\u00e9m da met\u00e1fora fisiol\u00f3gica, a quest\u00e3o da mobilidade levanta quest\u00f5es que afetam a totalidade das rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Um bom exemplo desse fen\u00f4meno \u00e9 a fantasiosa utopia que est\u00e1 tomando os meios de comunica\u00e7\u00e3o. Cada vez mais as atividades, assim ouvimos, perdem a capacidade de afetar as coisas e o fluxo material, tornando-se apenas informa\u00e7\u00e3o, not\u00edcia. O mesmo \u00e9 verdadeiro para todo o setor de servi\u00e7os. No centro do setor banc\u00e1rio ou na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, o que \u00e9 partilhado entre colegas, entre funcion\u00e1rios de m\u00e9dio e alto escal\u00e3o, entre supervisores e subordinados, s\u00e3o todo tipo de informa\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 interessante ver aqui \u00e9 que as pr\u00f3prias rela\u00e7\u00f5es sociais est\u00e3o sendo manipuladas e, pela mesma raz\u00e3o, sua pr\u00f3pria natureza est\u00e1 sendo transformada.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando um subordinado conversa com um chefe de setor, \u00e9 verdade que a informa\u00e7\u00e3o caminha em ambas as dire\u00e7\u00f5es: informa\u00e7\u00e3o, num sentido literal, numa dire\u00e7\u00e3o; instru\u00e7\u00f5es, ordens e decis\u00f5es, na outra. Entretanto \u00e9 claro que esta conex\u00e3o <em>polariza <\/em>a informa\u00e7\u00e3o e que a informa\u00e7\u00e3o se torna nada mais que um modo de exist\u00eancia e uma manifesta\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento das tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o nas atividades produtivas \u00e9 interessante nesse aspecto, pois torna poss\u00edvel outras formas de configura\u00e7\u00e3o espacial das rela\u00e7\u00f5es assalariadas e, como resultado, as <em>intensifica <\/em>ao torn\u00e1-las aut\u00f4nomas em rela\u00e7\u00e3o aos limites que, at\u00e9 o momento, pareciam ter dificuldade de escapar. Nesse sentido, a crise da f\u00e1brica n\u00e3o \u00e9 o fim da f\u00e1brica, mas o come\u00e7o de uma \u201cfabrica\u00e7\u00e3o\u201d social e uma \u00e9poca em que os assalariados evadem os limites espaciais transformando suas rela\u00e7\u00f5es com o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Examinando mais uma vez a ind\u00fastria petroqu\u00edmica: o operador na sala de controle em frente aos monitores \u00e9 submetido a regras de seguran\u00e7a em que provavelmente n\u00e3o tem outro sentido se n\u00e3o assegurar a responsabilidade em caso de acidente. Ainda assim, al\u00e9m do cumprimento das regras, o fato \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 trabalho aqui exceto em caso de interrup\u00e7\u00e3o ou acidente. O trabalho \u00e9, portanto, <em>aleat\u00f3rio<\/em>, sendo somente a vigil\u00e2ncia constante.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista capitalista, o ideal seria, sem d\u00favida, que esse tempo de produ\u00e7\u00e3o fosse estatutariamente t\u00e3o aleat\u00f3rio quanto os incidentes que o motivam. Dado o estado atual da tecnologia, ainda \u00e9 imposs\u00edvel o controle total de trabalhadores a tempo integral, isto \u00e9, desenvolver um completo dom\u00ednio das conting\u00eancias ao ponto de apenas recrutamentos ocasionais serem necess\u00e1rios. O desenvolvimento extraordin\u00e1rio do mercado de trabalho secund\u00e1rio, contudo, indica que esta tend\u00eancia \u00e9 real: n\u00e3o apenas na \u201cpericulosidade\u201d do trabalho, mas em sua \u201caleatoriza\u00e7\u00e3o\u201d &#8211; ou seja, em sua adapta\u00e7\u00e3o <ins>\u00e0s<\/ins> pr\u00f3prias modalidades de automatiza\u00e7\u00e3o do processo produtivo. Claro, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais complicada no caso de outros tipos de setores industriais, particularmente naqueles que ainda n\u00e3o podem \u2013 e talvez nunca possam \u2013 funcionar num processo cont\u00ednuo devido a complexidade e a diversidade das opera\u00e7\u00f5es realizadas. Entretanto, admitindo o modelo \u201cm\u00f3vel\u201d como refer\u00eancia, podemos pontuar certas tend\u00eancias. Mais uma vez, \u201cqueimar as gorduras\u201d \u00e9 o que faz algo que antes era pouco m\u00f3vel ou im\u00f3vel, justamente m\u00f3vel. O destino do trabalhador est\u00e1, portanto, vinculado a um futuro no qual apenas duas possibilidades existem: ser um controlador do fluxo ou um elemento do fluxo?<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista capitalista, o ideal seria sem d\u00favida que esse tempo de produ\u00e7\u00e3o fosse estatutariamente t\u00e3o aleat\u00f3rio quanto os incidentes que o motivam. Dado o estado atual da tecnologia, ainda \u00e9 imposs\u00edvel o controle total de trabalhadores a tempo integral, isto \u00e9, desenvolver um completo dom\u00ednio das conting\u00eancias ao ponto de apenas recrutamentos ocasionais serem necess\u00e1rios. O desenvolvimento extraordin\u00e1rio do mercado de trabalho secund\u00e1rio, contudo, indica que esta tend\u00eancia \u00e9 real: n\u00e3o apenas na \u201cpericulosidade\u201d do trabalho, mas em sua \u201caleatoriza\u00e7\u00e3o\u201d &#8211; ou seja, em sua adapta\u00e7\u00e3o <ins>\u00e0sas<\/ins> pr\u00f3prias modalidades de automatiza\u00e7\u00e3o do processo produtivo. Claro, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais complicada<del>s<\/del> no caso de outros tipos de setores industriais, particularmente naqueles que ainda n\u00e3o podem \u2013 e talvez nunca possam \u2013 funcionar num processo cont\u00ednuo devido a complexidade e a diversidade das opera\u00e7\u00f5es realizadas. Entretanto, admitindo o modelo \u201cm\u00f3vel\u201d como refer\u00eancia, podemos pontuar certas tend\u00eancias. Mais uma vez, \u201cqueimar as gorduras\u201d \u00e9 o que faz algo que antes era pouco m\u00f3vel ou im\u00f3vel, justamente m\u00f3vel. O destino do trabalhador est\u00e1, portanto, vinculado a um futuro no qual apenas duas possibilidades existem: ser um controlador do fluxo ou um elemento do fluxo?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-theme-palette-2-color has-alpha-channel-opacity has-theme-palette-2-background-color has-background is-style-default\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box2940_ae8ab4-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box2940_ae8ab4-ce .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-right:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-bottom:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);border-left:5px solid var(--global-palette7, #eeeeee);background:#d70141;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 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class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic-container\"><div class=\"kadence-info-box-image-intrisic kt-info-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2075501-de-gaudemar-jean-paul-nb-160x160-1.jpg\" alt=\"\" width=\"160\" height=\"160\" class=\"kt-info-box-image wp-image-3073\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2075501-de-gaudemar-jean-paul-nb-160x160-1.jpg 160w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2075501-de-gaudemar-jean-paul-nb-160x160-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 160px) 100vw, 160px\" \/><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Jean-Paul de Gaudemar<\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">Autor de in\u00fameras obras e artigos sobre economia do trabalho, economia industrial e planejamento regional, entre as quais:\u201cMobiliza\u00e7\u00e3o Geral\u201d (1979), \u201cOrdem e Produ\u00e7\u00e3o\u201d (1982), \u201cDimens\u00e3o Regional e Competitividade Internacional\u201d (1989) e \u201cMobilidade Laboral e Acumula\u00e7\u00e3o de Capital\u201d (2015). \u00c9 membro de v\u00e1rios conselhos editoriais de revistas cient\u00edficas, mas tamb\u00e9m da Associa\u00e7\u00e3o Francesa de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas.<\/p><\/div><\/span><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"alignleft size-thumbnail is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/ricardo-e1707251872371-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2920\" 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Membro da Zero \u00e0 esquerda.<\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-advancedbtn.kb-btns2940_850106-6e{gap:var(--global-kb-gap-xs, 0.5rem );justify-content:flex-start;align-items:center;}.kt-btns2940_850106-6e .kt-button{font-weight:normal;font-style:normal;}.kt-btns2940_850106-6e .kt-btn-wrap-0{margin-right:5px;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns2940_850106-6e .kt-btn-wrap-0 .kt-button{color:#555555;border-color:#555555;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns2940_850106-6e .kt-btn-wrap-0 .kt-button:hover, .wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns2940_850106-6e .kt-btn-wrap-0 .kt-button:focus{color:#ffffff;border-color:#444444;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns2940_850106-6e .kt-btn-wrap-0 .kt-button::before{display:none;}.wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns2940_850106-6e .kt-btn-wrap-0 .kt-button:hover, .wp-block-kadence-advancedbtn.kt-btns2940_850106-6e .kt-btn-wrap-0 .kt-button:focus{background:#444444;}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-advancedbtn kb-buttons-wrap kb-btns2940_850106-6e\"><style>ul.menu .wp-block-kadence-advancedbtn .kb-btn2940_acd5d4-70.kb-button{width:initial;}<\/style><span class=\"kb-button kt-button button kb-btn2940_acd5d4-70 kt-btn-size-standard kt-btn-width-type-auto kb-btn-global-fill  kt-btn-has-text-true kt-btn-has-svg-false  wp-block-kadence-singlebtn\"><span class=\"kt-btn-inner-text\">Tradutor<\/span><\/span><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\"><\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p> <br><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2940_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2940_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_2940_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_2940_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2940_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2940_1('footnote_plugin_tooltip_2940_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> A vers\u00e3o em ingl\u00eas que utilizamos para a presente tradu\u00e7\u00e3o tem por t\u00edtulo<em> \u201cThe mobile factory\u201d. <\/em>Acreditamos<br>que o tradutor se utilize da polissemia da palavra \u201cmobile\u201d, que em portugu\u00eas pode adquirir os seguintes<br>significados: port\u00e1til, m\u00f3vel, inst\u00e1vel e, mais recentemente, celular (N.T.)<\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_2940_1() { jQuery('#footnote_references_container_2940_1').show(); 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