{"id":2771,"date":"2023-09-01T20:49:05","date_gmt":"2023-09-01T20:49:05","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=2771"},"modified":"2023-09-01T20:49:06","modified_gmt":"2023-09-01T20:49:06","slug":"o-socialismo-que-cria-mercado-sobre-como-a-china-escapou-da-terapia-do-choque-maurilio-botelho-e-marcos-barreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2023\/09\/01\/o-socialismo-que-cria-mercado-sobre-como-a-china-escapou-da-terapia-do-choque-maurilio-botelho-e-marcos-barreira\/","title":{"rendered":"O socialismo que cria mercado: sobre \u201cComo a China escapou da terapia do choque\u201d \u2013 Maurilio Botelho e Marcos Barreira"},"content":{"rendered":"\n<p>A explica\u00e7\u00e3o mais comum para o \u201cmilagre chin\u00eas\u201d das \u00faltimas d\u00e9cadas enfatiza a abertura econ\u00f4mica conduzida pelo Estado como a chave para que o pa\u00eds se tornasse uma pot\u00eancia industrial mundial. Isabella M. Weber radicaliza essa interpreta\u00e7\u00e3o, abordando uma dimens\u00e3o dificilmente reconhecida quando se trata da hist\u00f3ria do \u201csocialismo real\u201d: seu argumento \u00e9 que o aparato estatal, concentrado nas m\u00e3os do Partido Comunista, n\u00e3o apenas favoreceu a consolida\u00e7\u00e3o de uma economia de mercado, mas ele pr\u00f3prio <em>criou o mercado <\/em>nas condi\u00e7\u00f5es rurais da China. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2771_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_1\" class=\"footnote_tooltip\"> Isabella M. Weber. <em>Como a China escapou da terapia do choque: o debate da reforma de mercado<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2023. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2771_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O principal objetivo do livro \u00e9 demonstrar como a op\u00e7\u00e3o por uma libera\u00e7\u00e3o gradual dos pre\u00e7os fez a China escapar da \u201cterapia do choque\u201d defendida pelos ide\u00f3logos do monetarismo, que tem na R\u00fassia p\u00f3s-sovi\u00e9tica um exemplo tr\u00e1gico de regress\u00e3o econ\u00f4mica e hiperinfla\u00e7\u00e3o. Embora sintetize a \u201cterapia do choque\u201d em quatro aspectos (libera\u00e7\u00e3o \u00fanica de todos os pre\u00e7os, privatiza\u00e7\u00e3o, liberaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio e austeridade fiscal e monet\u00e1ria), a economista se concentra apenas na primeira caracter\u00edstica para demonstrar que a China n\u00e3o seguiu a \u201cprescri\u00e7\u00e3o neoliberal\u201d. Esse foco aparece, ao fim, como uma artimanha para validar seu percurso, isto \u00e9, uma \u201chist\u00f3ria de como a China escapou da terapia de choque na d\u00e9cada de 1980 e sua relut\u00e2ncia em adotar indiscriminadamente a vers\u00e3o neoliberal do capitalismo\u201d (p. 14). O caminho alternativo trilhado pela China, segundo Isabella M. Weber, teria sido formulado atrav\u00e9s de uma combina\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os  administrados pelo Estado e outros determinados pelo mercado, um \u201csistema de pre\u00e7os de via de m\u00e3o dupla [que] transformou as unidades produtivas socialistas em empresas orientadas para o lucro e abriu espa\u00e7o para rela\u00e7\u00f5es de mercado florescerem\u201d (p. 29-30). Aqui se v\u00ea como o Estado chin\u00eas pariu \u201cempresas orientadas para o lucro\u201d, ou seja, \u201cas for\u00e7as do mercado seriam criadas e controladas pelo Estado\u201d (p. 386). A combina\u00e7\u00e3o de Estado e mercado aparece como pressuposto fundamental do argumento do livro, mas em nenhum momento \u00e9 problematizado o car\u00e1ter \u201csocialista\u201d de \u201cempresas orientadas para o lucro\u201d. O livro elogia a via de mercantiliza\u00e7\u00e3o \u201csem choques\u201d conduzida pela burocracia chinesa. Em vez de uma \u201ctransi\u00e7\u00e3o socialista\u201d para al\u00e9m do mercado, a autora faz o elogio da transi\u00e7\u00e3o <em>para<\/em> a economia de mercado. De qualquer forma, segundo Weber, essa constata\u00e7\u00e3o revela n\u00e3o uma estrat\u00e9gia original dos economistas de partido, mas uma \u201cperspectiva de longa dura\u00e7\u00e3o\u201d baseada no \u201clegado institucional chin\u00eas de regula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os por meio da participa\u00e7\u00e3o do Estado no mercado\u201d (p. 35).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma &#8220;terapia de choque&#8221; negligenciada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia mais pr\u00f3xima, anteriormente, de administra\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os foi realizada ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de 1949, quando a infla\u00e7\u00e3o foi controlada em meio ao contexto turbulento de grandes transforma\u00e7\u00f5es; mas a estabilidade monet\u00e1ria foi obtida por meio de uma instabilidade social gigantesca: a manuten\u00e7\u00e3o direta de pre\u00e7os dos principais produtos agr\u00edcolas divergia da eleva\u00e7\u00e3o dos bens industriais, o que levou a uma desastrosa desorganiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Os processos for\u00e7ados de urbaniza\u00e7\u00e3o e de industrializa\u00e7\u00e3o fizeram com que o peso dessa assimetria reca\u00edsse sobre a imensa popula\u00e7\u00e3o de agricultores, cujos produtos eram precificados pelo Estado (e comprados diretamente por este) abaixo de seu valor. Por isso, os \u201ccamponeses que trabalhavam as mesmas horas que os trabalhadores urbanos alcan\u00e7aram um padr\u00e3o de vida material mais baixo\u201d (p. 149). Ocorreu uma concentra\u00e7\u00e3o de recursos na cidade em detrimento do campo: \u201co sistema de pre\u00e7os da era Mao funcionava como um mecanismo de extra\u00e7\u00e3o de recursos do campo para a industrializa\u00e7\u00e3o urbana\u201d (p. 149). A refer\u00eancia \u00e0 \u201cera Mao\u201d aparece no texto de modo um tanto impreciso, sem uma exposi\u00e7\u00e3o mais detalhada dos conflitos entre as \u201clinhas\u201d rivais no interior do Partido Comunista Chin\u00eas. Weber constata, por\u00e9m, que, de modo geral, durante as d\u00e9cadas inicias da revolu\u00e7\u00e3o chinesa ocorreu uma verdadeira \u201ceconomia de guerra\u201d (p. 174) para a cria\u00e7\u00e3o dos mercados urbanos, ainda que ela n\u00e3o reconhe\u00e7a explicitamente que essa guerra foi travada <em>contra os camponeses<\/em>: \u201cos (revolucion\u00e1rios) empregaram uma estrat\u00e9gia de guerra econ\u00f4mica que se baseava na recria\u00e7\u00e3o de mercados por meio do com\u00e9rcio estatal para restabelecer o valor do dinheiro\u201d (p. 36). Mesmo a linha partid\u00e1ria que defendia uma rela\u00e7\u00e3o campo-cidade mais equilibrada resultou em imensos deslocamentos da for\u00e7a de trabalho e num modelo fracassado de industrializa\u00e7\u00e3o no campo que destruiu as condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia de milh\u00f5es de camponeses. Aqui fica evidente em termos factuais um movimento hist\u00f3rico fundamental, mas que permanece impreciso do ponto de vista <em>te\u00f3rico<\/em> na exposi\u00e7\u00e3o da autora: a revolu\u00e7\u00e3o chinesa cumpriu inicialmente um papel modernizador da sociedade rural implementando, por meio da concentra\u00e7\u00e3o do poder estatal, um processo de<em> acumula\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria<\/em> (ou \u201cprimitiva\u201d). A mobiliza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos camponeses, que os transformava em fornecedores de mercadorias para o Estado dependia de amplos processos de expropria\u00e7\u00e3o, deslocamentos for\u00e7ados e sub-remunera\u00e7\u00e3o da maior parte da for\u00e7a de trabalho. Essa expropria\u00e7\u00e3o foi ainda mais evidente no que diz respeito ao trabalho feminino: \u201ca estrat\u00e9gia para lidar com a tend\u00eancia de excesso de demanda agregada e infla\u00e7\u00e3o era suprimir a renda em dinheiro dos camponeses por meio dos baixos pre\u00e7os de compras de bens agr\u00edcolas, muitas vezes transferindo o \u00f4nus da produ\u00e7\u00e3o de bens b\u00e1sicos, como roupas, para o trabalho feminino nas fam\u00edlias camponesas\u201d (p. 152). <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_2');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_2');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2771_1_2\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[2]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_2\" class=\"footnote_tooltip\">A redu\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria no campo n\u00e3o era de modo algum uma \u201cdesmonetiza\u00e7\u00e3o\u201d, como a autora argumenta, mas a pura e simples viol\u00eancia da cria\u00e7\u00e3o do mercado pelo Estado, de um&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_2');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2771_1_2').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_2', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>A dificuldade de Weber com a singularidade dessa ruptura hist\u00f3rica est\u00e1 ligada \u00e0 sua postura simp\u00e1tica ao processo de afirma\u00e7\u00e3o da sociedade de mercado: apesar de todas as contradi\u00e7\u00f5es, \u201co sistema de pre\u00e7os teve um papel fundamental na economia da era Mao como uma ferramenta para facilitar a redistribui\u00e7\u00e3o intersetorial, em particular da maioria camponesa para a ind\u00fastria pesada\u201d (p. 174-175). Ela registra alguns aspectos tr\u00e1gicos dessas decis\u00f5es, quando a lideran\u00e7a comunista fazia \u201cproje\u00e7\u00f5es irrealistas de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os\u201d (146), em um per\u00edodo de deslocamento de milh\u00f5es de produtores agr\u00edcolas para as ind\u00fastrias criadas no campo, resultando em \u201cpelo menos 16 milh\u00f5es \u2013 e possivelmente mais de 40 milh\u00f5es \u2013 de camponeses [que] morreram de fome\u201d (p. 146). Esse movimento, no entanto, aparece como algo necess\u00e1rio do ponto de vista da transi\u00e7\u00e3o promovida pelo Estado chin\u00eas: \u201calcan\u00e7ar a estabilidade de pre\u00e7os ap\u00f3s uma hiperinfla\u00e7\u00e3o prolongada deu legitimidade ao governo revolucion\u00e1rio, o que se manteve, com poucas exce\u00e7\u00f5es, durante todo o per\u00edodo de Mao\u201d (p. 174). Temos aqui a defini\u00e7\u00e3o nua e crua de uma aut\u00eantica \u201cterapia do choque\u201d, ainda que n\u00e3o admitida pela autora, na qual os indicadores econ\u00f4micos tinham prioridade sobre a vida social, pois \u201ca China de Mao pode reivindicar um recorde impressionante em um aspecto econ\u00f4mico improv\u00e1vel: a estabilidade de pre\u00e7os, algo normalmente atribu\u00eddo a uma economia bastante conservadora\u201d (p. 141).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O dilema dos mercados planejados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Embora todo o estudo de Weber seja dedicado ao \u201csistema de pre\u00e7os\u201d, n\u00e3o h\u00e1 nele nenhuma teoria monet\u00e1ria subjacente, a n\u00e3o ser a interpreta\u00e7\u00e3o usual em que os pre\u00e7os funcionam como mecanismo mediador entre o conjunto dos agentes econ\u00f4micos e a \u201cdecis\u00e3o\u201d microecon\u00f4mica: \u201cuma vez que a produ\u00e7\u00e3o era regulada principalmente por meios pol\u00edticos, os sinais de pre\u00e7o tornaram-se amplamente ineficazes para as decis\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o\u201d (p. 174). Em uma \u201ceconomia de comando\u201d, segundo a autora, \u201cos pre\u00e7os n\u00e3o afetavam diretamente as empresas\u201d (p. 161), pois aqueles s\u00e3o determinados pelo Estado e estas s\u00e3o alimentadas por recursos conforme a vontade pol\u00edtica. Da\u00ed resulta que o sistema de planejamento nas economias do \u201csocialismo real\u201d n\u00e3o podia comunicar a \u201cresponsabilidade\u201d e o \u201cincentivo econ\u00f4mico individual\u201d (p. 173 e 175). Essa fun\u00e7\u00e3o fantasmag\u00f3rica dos pre\u00e7os como um \u201cpainel de informa\u00e7\u00f5es\u201d que alerta aos indiv\u00edduos para que atuem conforme as oportunidades do mercado reproduz uma vis\u00e3o tecnocrata da estrutura de mercado. Ela permanece totalmente fixada na esfera da circula\u00e7\u00e3o. O \u201csistema de pre\u00e7os\u201d n\u00e3o \u00e9 nada mais do que a express\u00e3o superficial da coa\u00e7\u00e3o \u201cmuda\u201d que a concorr\u00eancia exerce sobre os indiv\u00edduos; ela lan\u00e7a uns contra os outros e \u201ccompara\u201d seus trabalhos, selecionando os mais produtivos. A vis\u00e3o superficial do pre\u00e7o como mecanismo fundamental da \u201cinforma\u00e7\u00e3o\u201d no mercado \u2013 uma vis\u00e3o liberal em \u00faltima an\u00e1lise \u2013, desconhece completamente o papel dessa coer\u00e7\u00e3o impessoal que atua por tr\u00e1s das costas dos agentes econ\u00f4micos. Sem uma vis\u00e3o consistente sobre a estrutura de funcionamento do mercado, esses agentes s\u00f3 podem ser tratados como m\u00f4nadas remuneradas conforme a sua \u201cdisposi\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cresponsabilidade\u201d. Por isso tamb\u00e9m Isabella M. Weber passa ao largo da contradi\u00e7\u00e3o interna da rela\u00e7\u00e3o de capital, ou seja, de como esse mecanismo coercitivo da concorr\u00eancia confronta diferentes trabalhos privados e de como isso alavanca a economia de tempo. Nas condi\u00e7\u00f5es do processo de moderniza\u00e7\u00e3o na China, por\u00e9m, essa coa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que seleciona os mais \u201crent\u00e1veis\u201d e expulsam os \u201cperdedores\u201d funcionava com a media\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica, que \u201cselecionava\u201d previamente os camponeses como perdedores. Nessa economia de comando, o mecanismo concorrencial da economia de mercado permanecia travado, pois os pre\u00e7os eram determinados pelo Estado a partir de crit\u00e9rios externos, o que levou a uma progressiva eros\u00e3o da produtividade. O denominador comum entre os mercados planejados do Leste e o capitalismo ocidental consistia precisamente em que a socializa\u00e7\u00e3o s\u00f3 podia ocorrer, de qualquer modo, entre sujeitos da concorr\u00eancia, por meio da produ\u00e7\u00e3o de mercadorias, isto \u00e9, em <em>rela\u00e7\u00f5es indiretas no mercado<\/em>, ainda que no primeiro caso estivesse ausente o seu elemento dinamizador. Weber n\u00e3o tem nada a dizer sobre isso porque n\u00e3o possui um conceito consistente da socializa\u00e7\u00e3o capitalista. Ela simplesmente identifica as categorias da moderna rela\u00e7\u00e3o de mercado, a exemplo de valor e pre\u00e7o, como categorias universais da sociedade humana. O valor fica reduzido aqui a uma m\u00e9trica \u201cnatural\u201d para remunera\u00e7\u00e3o igualmente natural das unidades econ\u00f4micas. Weber tamb\u00e9m est\u00e1 convencida de que a determina\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os pode ser feita <em>a priori <\/em>pelo Estado, desde que isso seja mediado progressivamente pelos \u201csinais\u201d do mercado. Tudo isso conduz diretamente a um elogio da \u201creforma de mercado\u201d controlada politicamente.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/sup>Na an\u00e1lise de Isabella Weber, o debate marxista sobre a rela\u00e7\u00e3o entre valor e pre\u00e7o, ou seja, o problema de como a quantidade de tempo de trabalho (esfera da produ\u00e7\u00e3o) presente em cada mercadoria \u00e9 convertida em medida monet\u00e1ria no mercado (esfera da circula\u00e7\u00e3o) &#8211; confrontando a contribui\u00e7\u00e3o individual com o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ado -, se transforma em um problema de como o Estado pode \u201crecompensar\u201d as diferentes unidades produtivas. Novamente a no\u00e7\u00e3o de \u201cplanejamento\u201d fica reduzida a uma no\u00e7\u00e3o administrativa de corre\u00e7\u00e3o externa do movimento de m\u00f4nadas sociais privadas: \u201cum problema fundamental da mudan\u00e7a para um sistema baseado na responsabilidade tinha a ver com o fato de que a estrutura de pre\u00e7os n\u00e3o fora configurada para fornecer incentivos a unidades de produ\u00e7\u00e3o individuais. Ao contr\u00e1rio, o sistema depende da redistribui\u00e7\u00e3o consciente entre os setores e dentro deles. (&#8230;) Mesmo que os pre\u00e7os pudessem ser alinhados com os valores, as condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o dramaticamente divergentes em todo o pa\u00eds, sugeriam que as respectivas recompensas em diferentes unidades de produ\u00e7\u00e3o seriam muito injustas\u201d (p. 173). Esse conjunto de formula\u00e7\u00f5es segue uma tend\u00eancia ideol\u00f3gica geral de adapta\u00e7\u00e3o permanente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do mercado global, que corresponde \u00e0 margem de manobra cada vez mais reduzida da pol\u00edtica estatal no contexto da globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O vale tudo na interpreta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que categorias sociais modernas como valor e pre\u00e7o de mercado s\u00e3o prontamente naturalizadas e projetadas no horizonte socialista, nada mais l\u00f3gico do que tamb\u00e9m reproprojetar essas categorias para toda a hist\u00f3ria da humanidade. Isabella M. Weber encontra na passagem da dinastia Zhou para a dinastia Qin, h\u00e1 2500 anos, um intenso \u201cdebate econ\u00f4mico\u201d sobre a \u201cregula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e gest\u00e3o de mercado\u201d (p. 42). Seguindo os ensinamentos de Deng Xiaoping,para quem \u201c\u00e9 errado sustentar que a economia de mercado existe apenas na sociedade capitalista e que existe apenas a economia \u2018capitalista\u2019 de mercado\u201d (citado por Weber, p. 181), ela p\u00f4de encontrar o mercado e a \u201ceconomia monet\u00e1ria\u201d (p. 63) no mais remoto passado chin\u00eas. O debate cl\u00e1ssico na literatura chinesa sobre o controle imperial do sal e do ferro se transforma ent\u00e3o em uma importante li\u00e7\u00e3o sobre a \u201cregula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os por meio da atividade comercial estatal\u201d, o que permitiria entender como \u201ca intera\u00e7\u00e3o entre agentes privados e burocr\u00e1ticos cria conjuntamente o mercado e a economia\u201d (p. 44). A hist\u00f3ria milenar da China ensinaria a n\u00e3o \u201cenquadrar a mudan\u00e7a do mercado como uma simples tend\u00eancia importada do Ocidente\u201d (p. 43): o sucesso da integra\u00e7\u00e3o da China \u00e0 economia de mercado global \u00e9, assim, m\u00e9rito de uma vetusta \u201ctradi\u00e7\u00e3o chinesa de conceituar e praticar a rela\u00e7\u00e3o entre mercado e Estado\u201d (p. 73), um \u201cativismo estatal\u201d milenar caracterizado pela \u201cgovernan\u00e7a econ\u00f4mica\u201d (p. 72). Weber se preocupa em n\u00e3o \u201canalisar o caminho e o pensamento reformador\u201d da d\u00e9cada de 1980 como uma \u201cocidentaliza\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cpor meio de conceitos da economia contempor\u00e2nea, cuja origem \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o ocidental da economia pol\u00edtica\u201d (p. 43); por outro lado, as antigas sociedades agr\u00e1rias orientais parecem dominadas pelas rela\u00e7\u00f5es capitalistas modernas. Na velha China imperial, \u201cburocratas empreendedores\u201d (p. 67) viam a import\u00e2ncia do mercado para o crescimento econ\u00f4mico, mas estavam igualmente preocupados em manter o controle estatal sobre a \u201cprodu\u00e7\u00e3o de mercadorias estrat\u00e9gicas, com\u00e9rcio e dinheiro\u201d, o que \u201cpermitiria ao Estado equilibrar os pre\u00e7os e a oferta em todo o imp\u00e9rio\u201d (p. 65). Tamb\u00e9m estavam l\u00e1, nesse esquecido passado chin\u00eas, \u201cbens demandados como reserva de valor\u201d (p. 49) e a preocupa\u00e7\u00e3o dos economistas atuais com o equil\u00edbrio porque o \u201cvalor relativo depende da oferta e da demanda\u201d (p. 49). Mesmo os ritmos que s\u00e3o t\u00edpicos da economia moderna ditavam a vida social: o controle estatal era importante para \u201cproteger a maioria da popula\u00e7\u00e3o (camponesa) de flutua\u00e7\u00f5es, ciclos e especula\u00e7\u00f5es, em um contexto de libera\u00e7\u00e3o dos poderes do mercado\u2026\u201d (p. 72). <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_3');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_3');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2771_1_3\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[3]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_3\" class=\"footnote_tooltip\">Na apresenta\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o brasileira h\u00e1 uma confus\u00e3o adicional, quando \u201co controle de pre\u00e7os estrat\u00e9gicos pelo Estado\u201d \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 no\u00e7\u00e3o de modo de produ\u00e7\u00e3o asi\u00e1tico.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2771_1_3').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_3', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa forma totalmente inadequada de lidar com os diferentes contextos hist\u00f3ricos poderia ficar em segundo plano, a despeito do seu aspecto francamente caricatural, e desculpada como uma incurs\u00e3o desajeitada num terreno desconhecido, caso o argumento principal do livro fosse devidamente comprovado. Mas a ideia de que a China escapou de uma \u201cterapia do choque\u201d com a abertura promovida pelos reformadores dos anos 1980 n\u00e3o se sustenta. Como visto, Isabella M. Weber circunscreve engenhosamente seu estudo \u00e0 d\u00e9cada de 1980 (mais propriamente ao per\u00edodo de 1978-1988). Entretanto, uma abertura econ\u00f4mica abrangente e sistem\u00e1tica ainda viria a ocorrer na China durante a d\u00e9cada de 1990. Os demais aspectos da \u201cterapia do choque\u201d, que n\u00e3o foram abordados, deveriam ser analisados \u00e0 luz dessa mudan\u00e7a de rumo na economia chinesa \u2013 e que veio acompanhada de importantes mudan\u00e7as institucionais e jur\u00eddicas, p.e., a ades\u00e3o da classe empresarial ao Partido Comunista e uma defesa enf\u00e1tica da propriedade privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi sobretudo a partir dos anos 1990 que todas as principais corpora\u00e7\u00f5es japonesas, sul-coreanas, alem\u00e3es e norte-americanas, respons\u00e1veis pela populariza\u00e7\u00e3o do <em>made in China<\/em>, come\u00e7aram suas atividades produtivas na China por meio de <em>joint ventures<\/em>. Esse movimento de capitais estava diretamente associado \u00e0 crise da economia japonesa e \u00e0 reconfigura\u00e7\u00e3o do \u201ccircuito deficit\u00e1rio do Pac\u00edfico\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_4');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_4');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2771_1_4\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[4]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_4\" class=\"footnote_tooltip\">Marcos Barreira e Maurilio Lima Botelho. \u201cCapitalismo asi\u00e1tico\u201d e crise global\u201d, <em>Margem Esquerda<\/em>, no. 37, 2021, p. 59-69.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2771_1_4').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_4', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>Foi tamb\u00e9m no fim dessa d\u00e9cada que o governo chin\u00eas iniciou um gigantesco processo de privatiza\u00e7\u00e3o de pequenas e m\u00e9dias empresas e levou a cabo a demiss\u00e3o de dezenas de milh\u00f5es de empregados, selecionando algumas grandes empresas estatais para serem \u201ccampe\u00e3s\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_5');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_5');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2771_1_5\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[5]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_5\" class=\"footnote_tooltip\">Sobre isso, ver Ralf Ruckus e Timo Bartholl (orgs.). <em>China: avan\u00e7o do capital e revolta na nova f\u00e1brica do mundo<\/em>. Rio de Janeiro: Consequ\u00eancia, 2014.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2771_1_5').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_5', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Tamb\u00e9m em 1998 ocorreu uma reforma das propriedades imobili\u00e1rias que abriu o mercado de terras. Essa combina\u00e7\u00e3o de abertura econ\u00f4mica e privatiza\u00e7\u00e3o foi seguida pela entrada da China na OMC em 2001, depois de uma forte media\u00e7\u00e3o do governo Clinton.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 At\u00e9 mesmo o argumento principal do livro em torno da administra\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os se torna pouco convincente \u00e0 luz das principais tend\u00eancias da economia chinesa nas d\u00e9cadas seguintes: os gr\u00e1ficos da p\u00e1gina 30-31 mostram uma abrupta libera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os a partir de 1990 \u2013 os pre\u00e7os orientados e\/ou estabelecidos pelo governo n\u00e3o chegam hoje a um d\u00e9cimo dos mercados fundamentais. H\u00e1 quase duas d\u00e9cadas, o controle monet\u00e1rio na China j\u00e1 n\u00e3o se baseia principalmente na administra\u00e7\u00e3o direta de pre\u00e7os e sim no manejo da imensa reserva cambial e na sua diversidade de investimentos (algo ainda pouco debatido sobre o \u201cmilagre\u201d). Nesse caso, as medidas adotadas na d\u00e9cada de 1980 apenas adiaram em uma d\u00e9cada o \u201cchoque\u201d.\u00a0<em>O que foi realmente evitado foi o colapso do regime pol\u00edtico<\/em>. Em seguida, a terapia de choque foi adotada em doses controladas pelo pr\u00f3prio partido dirigente. Para compreender isso, basta que a an\u00e1lise seja direcionada para o per\u00edodo em que a China se tornou \u201cprofundamente integrada ao capitalismo global\u201d (p. 19).<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_6');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_6');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2771_1_6\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[6]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_6\" class=\"footnote_tooltip\">Weber tamb\u00e9m n\u00e3o se decide sobre o n\u00edvel dessa \u201cintegra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global\u201d. Mesmo ap\u00f3s afirmar que a China se encontra \u201cprofundamente integrada\u201d, ela insiste em que o Estado&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2771_1('footnote_plugin_reference_2771_1_6');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2771_1_6').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2771_1_6', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A pr\u00f3pria Isabella M. Weber admite isso ao afirmar j\u00e1 no in\u00edcio do livro: \u201cquando a China reiniciou a mercantiliza\u00e7\u00e3o, em 1992, a agenda da terapia do choque n\u00e3o havia desaparecido. Pelo contr\u00e1rio, os neoliberais tiveram grandes vit\u00f3rias na d\u00e9cada de 1990 na China\u201d (p. 38). Que o modelo de transi\u00e7\u00e3o chinesa n\u00e3o seja o de um \u201cneoliberalismo estrito\u201d, isto \u00e9 evidente; mas gra\u00e7as a um recorte hist\u00f3rico providencial, os leitores do livro podem permanecer alheios a essas \u201cvit\u00f3rias neoliberais\u201d nas quatrocentas p\u00e1ginas seguintes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;background:#d70141;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-left:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);margin-top:50px;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{background:#d70141;}.kt-info-box2771_117764-5b.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}.kt-info-box2771_117764-5b .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:100px;}.kt-info-box2771_117764-5b .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{max-width:100%;}.kt-info-box2771_117764-5b .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, .kt-info-box2771_117764-5b .kt-info-svg-icon-flip, .kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}@media all and (max-width: 1024px){.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;}}@media all and (max-width: 767px){.kt-info-box2771_117764-5b .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;}}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-infobox kt-info-box2771_117764-5b\"><span class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Maurilio Botelho<\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">\u00e9 professor de Geografia Urbana da UFRRJ e coautor do livro <em>At\u00e9 o \u00faltimo homem<\/em>, organizado por Pedro Rocha de Oliveira e Felipe Brito. Boitempo, 2013. Colabora esporadicamente para o Blog da Boitempo<\/p><\/div><\/span><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;background:#d70141;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-left:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);margin-top:50px;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{background:#d70141;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:100px;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{max-width:100%;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, .kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-info-svg-icon-flip, .kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#f7e6d4;border-color:#f7e6d4;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}@media all and (max-width: 1024px){.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;}}@media all and (max-width: 767px){.kt-info-box2771_6ac0d2-31 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-top:23px solid #d70141;border-right:23px solid #d70141;border-bottom:23px solid #d70141;border-left:23px solid #d70141;}}<\/style>\n<div class=\"wp-block-kadence-infobox kt-info-box2771_6ac0d2-31\"><span class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Marcos Barreira<\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">\u00e9 doutor em psicologia social pela UERJ e coautor do livro <em>At\u00e9 o \u00faltimo homem<\/em>, organizado por Pedro Rocha de Oliveira e Felipe Brito. Boitempo, 2013. Tradutor e editor da edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas do site <em>Krisis<\/em>, escreve para o Blog da Boitempo<\/p><\/div><\/span><\/div>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2771_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2771_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_2771_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_2771_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2771_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2771_1('footnote_plugin_tooltip_2771_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Isabella M. Weber. <em>Como a China escapou da terapia do choque: o debate da reforma de mercado<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2023. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2771_1_2\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2771_1('footnote_plugin_tooltip_2771_1_2');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>2<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> A redu\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria no campo n\u00e3o era de modo algum uma \u201cdesmonetiza\u00e7\u00e3o\u201d, como a autora argumenta, mas a pura e simples viol\u00eancia da cria\u00e7\u00e3o do mercado pelo Estado, de um lado, e, de outro, a fixa\u00e7\u00e3o de momentos reprodutivos fora da rela\u00e7\u00e3o de mercadoria, que eram imputados \u00e0 for\u00e7a de trabalho feminina. Longe de um retorno \u00e0 \u201ceconomia natural\u201d, tratava-se da \u201ccria\u00e7\u00e3o do mercado\u201d, como a pr\u00f3pria autora esclarece em outro momento: \u201cquando o Estado se tornou um comprador monopolista sob o sistema de compra unificado, as compras estatais injetavam dinheiro repentinamente na economia rural na \u00e9poca da colheita, o que levou \u00e0 especula\u00e7\u00e3o e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de mercados negros\u201d (p. 153). Por sua vez, a ado\u00e7\u00e3o do sistema <em>hukou<\/em> de controle territorial da for\u00e7a de trabalho impedia a migra\u00e7\u00e3o dos camponeses para a cidade, de modo que essa contradi\u00e7\u00e3o explodiu em ondas de revoltas violentas, que a autora menciona apenas como um \u201calto n\u00edvel de tens\u00e3o entre camponeses e o Estado\u201d (p. 151).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2771_1_3\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2771_1('footnote_plugin_tooltip_2771_1_3');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>3<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Na apresenta\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o brasileira h\u00e1 uma confus\u00e3o adicional, quando \u201co controle de pre\u00e7os estrat\u00e9gicos pelo Estado\u201d \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 no\u00e7\u00e3o de modo de produ\u00e7\u00e3o asi\u00e1tico.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2771_1_4\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2771_1('footnote_plugin_tooltip_2771_1_4');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>4<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Marcos Barreira e Maurilio Lima Botelho. \u201cCapitalismo asi\u00e1tico\u201d e crise global\u201d, <em>Margem Esquerda<\/em>, no. 37, 2021, p. 59-69.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2771_1_5\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2771_1('footnote_plugin_tooltip_2771_1_5');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>5<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Sobre isso, ver Ralf Ruckus e Timo Bartholl (orgs.). <em>China: avan\u00e7o do capital e revolta na nova f\u00e1brica do mundo<\/em>. Rio de Janeiro: Consequ\u00eancia, 2014.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2771_1_6\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2771_1('footnote_plugin_tooltip_2771_1_6');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>6<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Weber tamb\u00e9m n\u00e3o se decide sobre o n\u00edvel dessa \u201cintegra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global\u201d. Mesmo ap\u00f3s afirmar que a China se encontra \u201c<em>profundamente <\/em>integrada\u201d, ela insiste em que o Estado \u201cmanteve a capacidade de isolar os setores estrat\u00e9gicos da economia\u201d do capitalismo global (p. 23) e que isso garante um grau de soberania econ\u00f4mica que protege sua economia <em>contra <\/em>o mercado global\u201d (p. 22) (grifos nossos).<\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_2771_1() { jQuery('#footnote_references_container_2771_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_2771_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_2771_1() { jQuery('#footnote_references_container_2771_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_2771_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_2771_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_2771_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_2771_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_2771_1(); } } function footnote_moveToReference_2771_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_2771_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } } function footnote_moveToAnchor_2771_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_2771_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } }<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A explica\u00e7\u00e3o mais comum para o \u201cmilagre chin\u00eas\u201d das \u00faltimas d\u00e9cadas enfatiza a abertura econ\u00f4mica conduzida pelo Estado como a chave para que o pa\u00eds se tornasse uma pot\u00eancia industrial mundial. Isabella M. Weber radicaliza essa interpreta\u00e7\u00e3o, abordando uma dimens\u00e3o dificilmente reconhecida quando se trata da hist\u00f3ria do \u201csocialismo real\u201d: seu argumento \u00e9 que o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2779,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":""},"categories":[350,459,460,347],"tags":[75,462,265,463,299,464,461],"class_list":["post-2771","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-marcos-barreira","category-maurilio-botelho","category-producoes","tag-china","tag-isabella-weber","tag-politica","tag-socialismo-de-mercado","tag-sociologia","tag-terapia-de-choque","tag-wertkritik"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O socialismo que cria mercado: sobre \u201cComo a China escapou da terapia do choque\u201d \u2013 Maurilio Botelho e Marcos Barreira - Zero \u00e0 Esquerda<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A explica\u00e7\u00e3o mais comum para o \u201cmilagre chin\u00eas\u201d das \u00faltimas d\u00e9cadas enfatiza a abertura econ\u00f4mica conduzida pelo Estado como a chave para que o pa\u00eds se tornasse uma pot\u00eancia industrial mundial. Isabella M. Weber radicaliza essa interpreta\u00e7\u00e3o, abordando uma dimens\u00e3o dificilmente reconhecida quando se trata da hist\u00f3ria do \u201csocialismo real\u201d: seu argumento \u00e9 que o aparato estatal, concentrado nas m\u00e3os do Partido Comunista, n\u00e3o apenas favoreceu a consolida\u00e7\u00e3o de uma economia de mercado, mas ele pr\u00f3prio criou o mercado nas condi\u00e7\u00f5es rurais da China.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2023\/09\/01\/o-socialismo-que-cria-mercado-sobre-como-a-china-escapou-da-terapia-do-choque-maurilio-botelho-e-marcos-barreira\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O socialismo que cria mercado: sobre \u201cComo a China escapou da terapia do choque\u201d \u2013 Maurilio Botelho e Marcos Barreira - Zero \u00e0 Esquerda\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"A explica\u00e7\u00e3o mais comum para o \u201cmilagre chin\u00eas\u201d das \u00faltimas d\u00e9cadas enfatiza a abertura econ\u00f4mica conduzida pelo Estado como a chave para que o pa\u00eds se tornasse uma pot\u00eancia industrial mundial. 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