{"id":2611,"date":"2023-05-01T16:27:17","date_gmt":"2023-05-01T16:27:17","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=2611"},"modified":"2024-01-22T23:53:23","modified_gmt":"2024-01-22T23:53:23","slug":"o-politico-como-um-procedimento-da-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2023\/05\/01\/o-politico-como-um-procedimento-da-verdade\/","title":{"rendered":"O POL\u00cdTICO COMO UM PROCEDIMENTO DA VERDADE"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O POL\u00cdTICO COMO UM PROCEDIMENTO DA VERDADE &#8211; ALAIN BADIOU<\/h1>\n\n\n\n<p><em>Por Alain Badiou<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quando e em que condi\u00e7\u00f5es podemos dizer que um acontecimento \u00e9 pol\u00edtico? At\u00e9 que ponto o &#8220;o que est\u00e1 acontecendo&#8221; est\u00e1 acontecendo politicamente?<\/p>\n\n\n\n<p>Propomos que um acontecimento \u00e9 pol\u00edtico, e que o procedimento que ele emprega revela uma verdade pol\u00edtica, sob certas condi\u00e7\u00f5es. Essas condi\u00e7\u00f5es est\u00e3o vinculadas ao sujeito do evento, ao infinito, \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com o estado da situa\u00e7\u00e3o e \u00e0 numera\u00e7\u00e3o do procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">1. Um acontecimento \u00e9 pol\u00edtico se o sujeito desse acontecimento for coletivo, ou se o acontecimento n\u00e3o puder ser atribu\u00eddo a outra coisa que n\u00e3o seja a multiplicidade de um coletivo. &#8220;Coletivo&#8221; n\u00e3o \u00e9 um conceito num\u00e9rico aqui. Dizemos que o acontecimento \u00e9 ontologicamente coletivo na medida em que esse acontecimento veicula uma exig\u00eancia virtual do todo. &#8220;Coletivo&#8221; \u00e9 imediatamente universalizante. A efic\u00e1cia do pol\u00edtico emerge da afirma\u00e7\u00e3o de que &#8220;para todo x, h\u00e1 pensamento&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela palavra &#8220;pensamento&#8221; denoto qualquer procedimento da verdade entendido como subjetividade (<em>prise en subjectivit\u00e9<\/em>). &#8220;Pensamento&#8221; \u00e9 o nome do sujeito de um procedimento da verdade. Reconhecemos, assim, que, se esse pensamento \u00e9 pol\u00edtico, o todo se infere pela palavra &#8220;coletivo&#8221;. N\u00e3o \u00e9, como para outros tipos de verdade, apenas uma quest\u00e3o de endere\u00e7amento. Certamente toda verdade \u00e9 endere\u00e7ada ao todo. Mas, no caso do pol\u00edtico, a universalidade \u00e9 intr\u00ednseca e n\u00e3o apenas direcionada. Pois no todo, no pol\u00edtico, h\u00e1 a cada momento o desengajamento poss\u00edvel do pensamento que identifica o sujeito. Chamamos de <em>militantes<\/em> do procedimento aqueles que se constituem como sujeitos de uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Mas <em>militante <\/em>\u00e9 uma categoria sem fronteiras, uma determina\u00e7\u00e3o subjetiva sem identidade, ou sem conceito. A afirma\u00e7\u00e3o do acontecimento pol\u00edtico coletivo prescreve que todos sejam virtualmente militantes do pensamento que procede do acontecimento. Nesse sentido, o pol\u00edtico \u00e9 o \u00fanico procedimento da verdade que \u00e9 gen\u00e9rico n\u00e3o apenas em seu resultado, mas tamb\u00e9m na composi\u00e7\u00e3o local de seu sujeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente o pol\u00edtico \u00e9 intrinsecamente obrigado a declarar que o pensamento que \u00e9, \u00e9 o pensamento do todo. H\u00e1 uma necessidade org\u00e2nica desta declara\u00e7\u00e3o. O matem\u00e1tico, por exemplo, s\u00f3 precisa de outro matem\u00e1tico para reconhecer que sua demonstra\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem lacunas. O amor s\u00f3 precisa da assun\u00e7\u00e3o de dois para se assegurar do pensamento que \u00e9. O artista n\u00e3o precisa de ningu\u00e9m. A ci\u00eancia, a arte, o amor s\u00e3o procedimentos da verdade aristocr\u00e1tica. Certamente, eles se dirigem ao todo e universalizam sua singularidade. Mas n\u00e3o est\u00e3o no regime do coletivo. O pol\u00edtico \u00e9 imposs\u00edvel sem a afirma\u00e7\u00e3o de que as pessoas, tomadas indistintamente, s\u00e3o capazes do pensamento que constitui o sujeito pol\u00edtico do p\u00f3s-acontecimento. Essa afirma\u00e7\u00e3o revela que um pensamento pol\u00edtico \u00e9 topologicamente coletivo, o que significa que ele s\u00f3 pode existir como pensamento do todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Que a atividade central do pol\u00edtico seja a <em>r\u00e9union <\/em>\u00e9 uma meton\u00edmia local de seu ser intrinsecamente coletivo e, portanto, principalmente universal.<\/p>\n\n\n\n<p>2. O car\u00e1ter coletivo do acontecimento pol\u00edtico faz com que o pol\u00edtico apresente, como tal, o car\u00e1ter infinito das situa\u00e7\u00f5es. O pol\u00edtico exibe ou convoca a infinitude da situa\u00e7\u00e3o. Toda pol\u00edtica de emancipa\u00e7\u00e3o refuta a finitude, refuta o &#8220;ser para a morte&#8221;. Uma vez que uma situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica inclui o pensamento do todo, ela passa a eliciar a infinidade subjetiva de situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que toda situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ontologicamente infinita. Mas s\u00f3 o pol\u00edtico convoca imediatamente esse infinito, como universalidade subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia, por exemplo, \u00e9 criada do vazio e do infinito pela letra. N\u00e3o est\u00e1 nem um pouco preocupada com a infinidade subjetiva de situa\u00e7\u00f5es. A arte apresenta impress\u00f5es na finitude de uma obra; \u00e9 o modelo da produ\u00e7\u00e3o finita, e o infinito n\u00e3o interv\u00e9m sen\u00e3o na medida em que o artista retrata o infinito no finito. O pol\u00edtico, ao contr\u00e1rio, \u00e9 o que trata o infinito como tal sob o princ\u00edpio do mesmo, ou o princ\u00edpio igualit\u00e1rio. \u00c9 seu ponto de partida: a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta, nunca fechada, e seu infinito subjetivo imanente \u00e9 o trabalho do poss\u00edvel. Poder\u00edamos dizer que a numera\u00e7\u00e3o do procedimento pol\u00edtico tem o infinito como primeiro termo. Para o amor, o primeiro termo \u00e9 o \u00fanico; para a ci\u00eancia, o vazio; para a arte, um n\u00famero finito. O infinito interv\u00e9m em todo procedimento da verdade, mas est\u00e1 na primeira posi\u00e7\u00e3o apenas no pol\u00edtico porque s\u00f3 h\u00e1 no pr\u00f3prio processo a delibera\u00e7\u00e3o sobre o poss\u00edvel (e, portanto, sobre o infinito da situa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>3. Finalmente, qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o do pol\u00edtico com o estado da situa\u00e7\u00e3o, mais particularmente com o Estado, no sentido do termo simultaneamente ontol\u00f3gico e hist\u00f3rico?<\/p>\n\n\n\n<p>O estado da situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o que, na situa\u00e7\u00e3o, codifica suas partes, seus subconjuntos. O Estado \u00e9 uma esp\u00e9cie de metaestrutura que tem o poder de contabilizar todos os subconjuntos da situa\u00e7\u00e3o. Toda situa\u00e7\u00e3o admite um estado. Toda situa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma apresenta\u00e7\u00e3o de si mesma, do que a comp\u00f5e, do que lhe pertence. Mas tamb\u00e9m se d\u00e1 como estado da situa\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, como configura\u00e7\u00e3o interna de suas partes ou subconjuntos e, portanto, como re-apresenta\u00e7\u00e3o. Em particular, o estado da situa\u00e7\u00e3o re-apresenta situa\u00e7\u00f5es coletivas, pois, nessas situa\u00e7\u00f5es coletivas, as singularidades n\u00e3o s\u00e3o reapresentadas, mas apresentadas. Refiro-me a este ponto a <em>L&#8217;\u00catre et l&#8217;\u00c9v\u00e9nement<\/em> (medita\u00e7\u00e3o 8). 1<\/p>\n\n\n\n<p>Um dado fundamental em ontologia \u00e9 que o estado da situa\u00e7\u00e3o sempre excede a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o. Sempre h\u00e1 mais partes do que elementos; a multiplicidade representativa \u00e9 do tipo sempre superior \u00e0 multiplicidade apresentativa. Esta quest\u00e3o \u00e9, na verdade, a do poder. O poder do Estado \u00e9 sempre superior ao da situa\u00e7\u00e3o. O Estado, e assim tamb\u00e9m a economia, que \u00e9 hoje a norma do Estado, caracteriza-se por um efeito estrutural de separa\u00e7\u00e3o e de excesso de poder em rela\u00e7\u00e3o ao que simplesmente se apresenta na situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder\u00edamos mostrar, matematicamente, que esse excesso n\u00e3o \u00e9 mensur\u00e1vel. N\u00e3o h\u00e1 resposta para a quest\u00e3o de saber quanto o poder do Estado supera o indiv\u00edduo, de quanto o poder de representa\u00e7\u00e3o supera o da simples apresenta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 algo de errante neste excesso. A mais simples experi\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o com o Estado mostra, ali\u00e1s, que \u00e9 poss\u00edvel relacionar-se com ele sem nunca poder atribuir uma medida ao seu poder. A representa\u00e7\u00e3o do Estado pelo poder, no caso do poder p\u00fablico, indica, por um lado, o seu excesso e, por outro, a indetermina\u00e7\u00e3o, ou err\u00e2ncia, desse excesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos sabemos que o pol\u00edtico, quando existe, instiga manifesta\u00e7\u00f5es do poder do Estado. \u00c9 evidente que o pol\u00edtico \u00e9 coletivo e, portanto, diz respeito universalmente a partes da situa\u00e7\u00e3o, sendo esta o campo de exist\u00eancia do estado da situa\u00e7\u00e3o. O pol\u00edtico &#8211; e ele \u00e9 o \u00fanico procedimento de verdade a faz\u00ea-lo diretamente &#8211; convoca o poder do Estado. A figura ordin\u00e1ria desta convoca\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que o pol\u00edtico sempre coincide com a repress\u00e3o. Mas a repress\u00e3o, que \u00e9 a forma emp\u00edrica do excesso errante do Estado, n\u00e3o \u00e9 o ponto essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdadeira caracter\u00edstica do acontecimento pol\u00edtico e do procedimento da verdade que ele ativa \u00e9 que um acontecimento pol\u00edtico fixa a err\u00e2ncia, d\u00e1 uma medida ao excesso de poder do Estado, ou seja, fixa o poder do Estado. Como consequ\u00eancia, o acontecimento pol\u00edtico interrompe a err\u00e2ncia subjetiva do poder do Estado. Ele constr\u00f3i o estado da situa\u00e7\u00e3o. D\u00e1-lhe forma; d\u00e1 forma ao seu poder, mede o seu poder.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Empiricamente, isso significa que quando h\u00e1 um evento verdadeiramente pol\u00edtico, o Estado se mostra. Mostra seu excesso de poder, a dimens\u00e3o repressiva. Mas mostra tamb\u00e9m uma medida desse excesso que em tempos ordin\u00e1rios n\u00e3o se deixa ver porque \u00e9 essencial ao funcionamento normal do Estado que o seu poder permane\u00e7a sem medida, errante, intransfer\u00edvel. O acontecimento pol\u00edtico p\u00f5e fim a tudo isso ao atribuir uma medida vis\u00edvel ao poder excessivo do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O pol\u00edtico coloca o Estado \u00e0 dist\u00e2ncia, na dist\u00e2ncia de sua medida. A apatia do tempo apol\u00edtico \u00e9 mantida pelo fato de o Estado n\u00e3o estar \u00e0 dist\u00e2ncia, porque a medida de seu poder \u00e9 errante. Somos cativos de sua err\u00e2ncia inatribu\u00edvel. O pol\u00edtico \u00e9 a interrup\u00e7\u00e3o dessa err\u00e2ncia, \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o de uma medida do poder do Estado. \u00c9 nesse sentido que o pol\u00edtico \u00e9 &#8220;liberdade&#8221;. O Estado \u00e9, com efeito, uma servid\u00e3o sem medida das partes da situa\u00e7\u00e3o, servid\u00e3o cujo segredo \u00e9 justamente a err\u00e2ncia do excesso de poder, sua aus\u00eancia de medida. A liberdade est\u00e1 aqui para colocar uma dist\u00e2ncia do Estado, atrav\u00e9s da fixa\u00e7\u00e3o coletiva de uma medida de excesso. E se o excesso \u00e9 medido, \u00e9 porque o coletivo pode medi-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Chamaremos de prescri\u00e7\u00e3o pol\u00edtica o c\u00e1lculo p\u00f3s-evento de uma medida fixa do poder do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos ent\u00e3o entrar na constru\u00e7\u00e3o da numera\u00e7\u00e3o do procedimento pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que todo procedimento da verdade tem uma numera\u00e7\u00e3o? Porque h\u00e1 uma fixa\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de toda verdade com os diversos tipos de m\u00faltiplos que a singularizam: a situa\u00e7\u00e3o, o estado da situa\u00e7\u00e3o, o acontecimento e a opera\u00e7\u00e3o subjetiva. Um n\u00famero (incluindo um cantoriano ou n\u00fameros infinitos) expressa essa rela\u00e7\u00e3o. H\u00e1, assim, um esquema abstrato do procedimento, fixado em n\u00fameros t\u00edpicos nos quais se pode ler a &#8220;travessia&#8221; dos m\u00faltiplos que constituem ontologicamente esse procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Retribuamos a Lacan o que lhe \u00e9 devido: ele \u00e9 o primeiro a fazer uso sistem\u00e1tico da numera\u00e7\u00e3o, nem que seja atribuindo o sujeito ao zero como o espa\u00e7o entre 1 e 2 (o sujeito \u00e9 o que escolhe entre os significantes primordiais S1 e S2), ou a significa\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica do 3 (o n\u00f3 borromeano do real, do simb\u00f3lico e do imagin\u00e1rio), ou na fun\u00e7\u00e3o do infinito no <em>gozo <\/em>(<em>jouissance<\/em>) feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao pol\u00edtico, dissemos que seu primeiro termo, ligado ao car\u00e1ter coletivo do acontecimento pol\u00edtico, \u00e9 o infinito da situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 o infinito simples, o infinito da apresenta\u00e7\u00e3o. Este infinito \u00e9 determinado, o valor de seu poder \u00e9 fixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dissemos tamb\u00e9m que o pol\u00edtico convoca necessariamente o estado da situa\u00e7\u00e3o e, portanto, um segundo infinito. Este segundo infinito \u00e9 superior ao primeiro, seu poder \u00e9 superior, mas em geral n\u00e3o podemos saber por quanto. O excesso \u00e9 sem medida. Podemos assim dizer que o segundo termo da numera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 um segundo infinito, o do poder do Estado, e que deste infinito sabemos apenas que \u00e9 superior ao primeiro, com uma diferen\u00e7a que permanece indeterminada. Se chamarmos de <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"22\" class=\"wp-image-2634\" style=\"width: 25px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_213934744.png\" alt=\"\"> a cardinalidade fixa infinita da situa\u00e7\u00e3o e de <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2622\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image.png\" alt=\"\"> a cardinalidade que mede o poder do Estado, n\u00e3o temos, fora do pol\u00edtico, outro meio de saber que n\u00e3o seja: <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2622\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image.png\" alt=\"\">\u00e9 superior a <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"22\" class=\"wp-image-2634\" style=\"width: 25px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_213934744.png\" alt=\"\"> . Essa superioridade indeterminada encobre o car\u00e1ter alienante e repressivo do estado da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O acontecimento pol\u00edtico, na fervilhante materialidade de um coletivo universalizado, prescreve medida \u00e0 desmedida do Estado. Ao errante <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2622\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image.png\" alt=\"\"> substitui uma medida fixa, quase sempre ainda superior aos poderes da simples apresenta\u00e7\u00e3o, mas que j\u00e1 n\u00e3o tem os poderes alienantes e repressivos da indetermina\u00e7\u00e3o. Simbolizamos o resultado da prescri\u00e7\u00e3o pol\u00edtica sobre o Estado com a express\u00e3o <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2624\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png\" alt=\"\"> (<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2622\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image.png\" alt=\"\">).<\/p>\n\n\n\n<p>A marca <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2625\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png\" alt=\"\"> designa a fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Possui (mas n\u00e3o entraremos aqui nestes detalhes) diversos espa\u00e7os operativos, correlatos aos lugares de uma pol\u00edtica singular (&#8220;lugares&#8221; no sentido de L\u00e1zaro). Essa marca \u00e9 o rastro, na situa\u00e7\u00e3o, do acontecimento pol\u00edtico desaparecido. Queremos dizer isto aqui em sua maior efic\u00e1cia: interromper a indetermina\u00e7\u00e3o do poder do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas termos iniciais da numera\u00e7\u00e3o do procedimento pol\u00edtico, todos infinitos, s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>1. O infinito da situa\u00e7\u00e3o, convocado pela dimens\u00e3o coletiva do evento pol\u00edtico, ou seja, a suposi\u00e7\u00e3o do \u201cpara todos\u201d do pensamento. Para tal, escrevemos como <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"22\" class=\"wp-image-2634\" style=\"width: 25px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_213934744.png\" alt=\"\">;<\/p>\n\n\n\n<p>2. A infinitude do estado da situa\u00e7\u00e3o, convocado como repress\u00e3o e aliena\u00e7\u00e3o porque \u00e9 o suposto controle de todo o coletivo e os subconjuntos da situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 um n\u00famero cardinal infinito e indeterminado, sendo sempre superior ao poder infinito da situa\u00e7\u00e3o da qual \u00e9 estado. Ent\u00e3o escrevemos <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2622\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image.png\" alt=\"\">>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"23\" height=\"20\" class=\"wp-image-2634\" style=\"width: 23px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_213934744.png\" alt=\"\">;<\/p>\n\n\n\n<p>3. A fixa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da prescri\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, sob a condi\u00e7\u00e3o coletiva do evento, de uma medida do poder do Estado. Por essa prescri\u00e7\u00e3o, interrompe-se a err\u00e2ncia do excesso do Estado, e assim, pode-se praticar e pensar, em palavras de milit\u00e2ncia, uma dist\u00e2ncia livre do pensamento pol\u00edtico e do Estado. Escrevemos isso como <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2625\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png\" alt=\"\"> (<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2622\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image.png\" alt=\"\">), e isso designa um n\u00famero cardinal determinado infinito.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos dar alguns exemplos para ilustrar essa opera\u00e7\u00e3o fundamental da prescri\u00e7\u00e3o. A insurrei\u00e7\u00e3o Bolchevique em 1917 \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de um Estado fraco, danificado pela guerra, no qual o czarismo \u00e9 por excel\u00eancia uma indetermina\u00e7\u00e3o quase sagrada do excesso de poder do Estado. De maneira geral, o pensamento pol\u00edtico de tipo insurrecional \u00e9 vinculado a uma determina\u00e7\u00e3o p\u00f3s-evento do poder do Estado como sendo muito fraco e, portanto, inferior ao poder da simples apresenta\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a escolha maoista de uma guerra prolongada e o cerco de vilas no interior do pa\u00eds prescreve para o Estado uma medida ainda forte, elevada por seu poder, e calcula com precau\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia livre de seu poder. \u00c9 a raz\u00e3o pela qual a quest\u00e3o de Mao ainda persiste: Por que o poder vermelho existe na China? Ou: Como o mais fraco persiste mais fortemente a longo prazo? Isso significa, para Mao, que <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2624\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png\" alt=\"\"> (<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2622\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image.png\" alt=\"\">) a prescri\u00e7\u00e3o no que diz respeito ao Estado, mant\u00e9m-se muito superior ao infinito <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"25\" height=\"22\" class=\"wp-image-2634\" style=\"width: 25px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_213934744.png\" alt=\"\"> da situa\u00e7\u00e3o, de forma que o procedimento pol\u00edtico organiza a convoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas componentes iniciais da numera\u00e7\u00e3o, os tr\u00eas infinitos <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"100\" height=\"21\" class=\"wp-image-2638\" style=\"width: 100px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_214429314.png\" alt=\"\">, s\u00e3o afetados por cada sequ\u00eancia pol\u00edtica e n\u00e3o t\u00eam nenhum tipo de fixa\u00e7\u00e3o determinada sen\u00e3o as de suas rela\u00e7\u00f5es. Todo evento pol\u00edtico particular procede \u00e0 sua pr\u00f3pria prescri\u00e7\u00e3o p\u00f3s-evento sob o poder do Estado: isso \u00e9, em subst\u00e2ncia, a cria\u00e7\u00e3o, no meio eruptivo do evento, da fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2624\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-2.png\" alt=\"\">.<\/p>\n\n\n\n<p>No momento em que o procedimento pol\u00edtico existe, at\u00e9 o ponto de prescri\u00e7\u00e3o no Estado, a\u00ed, e apenas a\u00ed a l\u00f3gica do mesmo pode ser implantada, isso \u00e9 dizer a m\u00e1xima igualit\u00e1ria, apropriada para toda pol\u00edtica de emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e1xima igualit\u00e1ria \u00e9 efetivamente incompat\u00edvel com a err\u00e2ncia do excesso do estado. A matriz da desigualdade \u00e9 precisamente o excesso de poder do Estado que n\u00e3o pode ser medido. Hoje, por exemplo, toda pol\u00edtica igualit\u00e1ria \u00e9 tida como imposs\u00edvel e declarada absurda em nome da necessidade da economia liberal sem medi\u00e7\u00e3o ou conceito. Mas o que caracteriza esse poder cego do Capital desenfreado \u00e9 precisamente que nenhum ponto desse poder \u00e9 mensur\u00e1vel ou fixado. O que se sabe \u00e9 apenas que isso absolutamente pesa no destino subjetivo dos coletivos, na forma que se encontram. Consequentemente, para que uma pol\u00edtica possa praticar uma m\u00e1xima igualit\u00e1ria na sequ\u00eancia aberta por um evento, \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio que o estado da situa\u00e7\u00e3o seja colocado \u00e0 dist\u00e2ncia por um r\u00edgido c\u00e1lculo de seu poder.<\/p>\n\n\n\n<p>A consci\u00eancia desigualit\u00e1ria \u00e9 uma consci\u00eancia surda, capturada por uma err\u00e2ncia, por um poder do qual n\u00e3o tem mensura\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que explica a arrog\u00e2ncia e o car\u00e1ter autorit\u00e1rio das declara\u00e7\u00f5es desigualit\u00e1rias, mesmo quando s\u00e3o evidentemente inconsistentes e abjetas. \u00c9 que essas declara\u00e7\u00f5es da rea\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea s\u00e3o completamente apoiadas pela err\u00e2ncia do excesso do Estado, isto \u00e9, pela viol\u00eancia empregada inteiramente pela anarquia capitalista. \u00c9 por isso que declara\u00e7\u00f5es liberais representam uma mistura de certeza em rela\u00e7\u00e3o ao poder e total indecis\u00e3o sobre o que \u00e9 importante para a vida das pessoas e para a afirma\u00e7\u00e3o universal dos coletivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica igualit\u00e1ria n\u00e3o pode ser abordada exceto quando o Estado est\u00e1 configurado, colocado a dist\u00e2ncia, mensurado. \u00c9 a err\u00e2ncia do excesso que obstrui a l\u00f3gica igualit\u00e1ria e n\u00e3o o excesso em si. N\u00e3o \u00e9 simplesmente o poder do estado da situa\u00e7\u00e3o que impede as pol\u00edticas igualit\u00e1rias. \u00c9 a obscuridade e a sem-medida em que esse poder est\u00e1 embrulhado. Se o evento pol\u00edtico autoriza uma clarifica\u00e7\u00e3o, um c\u00e1lculo, uma demonstra\u00e7\u00e3o desse poder, a\u00ed, pelo menos localmente, a m\u00e1xima igualit\u00e1ria \u00e9 pratic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas qual \u00e9 a cifra da igualdade, a cifra do que prescreve que se trate coletivamente e no pensamento pol\u00edtico cada singularidade de forma id\u00eantica? A cifra \u00e9 evidentemente o Um. Contar finalmente como Um aquilo que nem \u00e9 contado \u00e9 a aposta de todo verdadeiro pensamento pol\u00edtico, de cada prescri\u00e7\u00e3o que convoca o coletivo como tal. O Um \u00e9 a numera\u00e7\u00e3o do mesmo, e produzir o mesmo \u00e9 o que uma pol\u00edtica emancipat\u00f3ria \u00e9 capaz de fazer. O Um desconstr\u00f3i toda presun\u00e7\u00e3o desigualit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para produzir o mesmo, para contar cada Um universalmente, deve-se trabalhar \u201clocalmente\u201d, no espa\u00e7o aberto entre a pol\u00edtica e o Estado, espa\u00e7o no qual o princ\u00edpio \u00e9 a mensura\u00e7\u00e3o <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2623\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image-1.png\" alt=\"\"> (<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"20\" height=\"13\" class=\"wp-image-2622\" style=\"width: 20px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/image.png\" alt=\"\">). \u00c9 dessa forma que a pol\u00edtica maoista pode praticar um esbo\u00e7o da revolu\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria nas \u00e1reas liberadas (aquelas que est\u00e3o fora do alcance do ex\u00e9rcito reacion\u00e1rio), ou que as pol\u00edticas Bolcheviques conseguem parcialmente recolocar certas opera\u00e7\u00f5es do Estado na m\u00e3o dos sovietes, ao menos onde eles s\u00e3o capazes disso. O que est\u00e1 funcionando ent\u00e3o \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u03c0, aplicada na condi\u00e7\u00e3o do distanciamento prescritivo criada por esta, mas agora com a finalidade de produzir o mesmo, ou de produzir o real sob a m\u00e1xima igualit\u00e1ria. Escreve-se ent\u00e3o:  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"120\" height=\"22\" class=\"wp-image-2639\" style=\"width: 120px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_214519842.png\" alt=\"\">, para designar essa reduplica\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que, na condi\u00e7\u00e3o de liberdade do pensamento\/pr\u00e1tica aberta atrav\u00e9s do c\u00e1lculo do poder do Estado, funciona para produzir igualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos ent\u00e3o completar a numera\u00e7\u00e3o do procedimento pol\u00edtico. \u00c9 composto por 3 infinitos: aquele da situa\u00e7\u00e3o; aquele, indeterminado, do estado da situa\u00e7\u00e3o; aquele da prescri\u00e7\u00e3o, que interrompe a indetermina\u00e7\u00e3o e permite a dist\u00e2ncia do Estado. E \u00e9 alcan\u00e7ado pelo Um, parcialmente engendrado pela fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nas condi\u00e7\u00f5es, elas pr\u00f3prias emitidas dessa fun\u00e7\u00e3o, da dist\u00e2ncia do Estado. O Um \u00e9 aqui a cifra do mesmo e da igualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>A numera\u00e7\u00e3o ent\u00e3o \u00e9 escrita:    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"270\" height=\"19\" class=\"wp-image-2640\" style=\"width: 270px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_214615638.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_214615638.png 414w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_214615638-300x21.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/>.<\/p>\n\n\n\n<p>O que singulariza o procedimento pol\u00edtico \u00e9 que este vai do infinito para o 1. Ele faz acontecer como verdade universal do coletivo o Um da igualdade, atrav\u00e9s da opera\u00e7\u00e3o de prescri\u00e7\u00e3o do infinito do Estado, uma opera\u00e7\u00e3o na qual constr\u00f3i-se sua autonomia, ou sua dist\u00e2ncia, e consegue efetivar sua m\u00e1xima.<\/p>\n\n\n\n<p>Devemos lembrar do inverso, como estabeleci em <em>Conditions, <\/em>no qual o procedimento amoroso que cria verdade, n\u00e3o do coletivo, mas da diferen\u00e7a, ou da sexua\u00e7\u00e3o, vai de Um para o infinito, na media\u00e7\u00e3o do dois. Nesse sentido, e esse \u00e9 um objeto de medita\u00e7\u00e3o que eu deixo para o leitor, a pol\u00edtica \u00e9 numericamente o inverso do amor. Ou: o amor come\u00e7a onde a pol\u00edtica acaba.<\/p>\n\n\n\n<p>E como a palavra hoje \u00e9 decisiva, vamos dar como conclus\u00e3o nossa defini\u00e7\u00e3o de democracia, onde sua identidade pode ser lida no pol\u00edtico, do qual j\u00e1 falamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Democracia \u00e9 um ajustamento, ainda singular, de liberdade e igualdade. Mas o que \u00e9 o momento de liberdade no pol\u00edtico? \u00c9 aquele do distanciamento do Estado, e onde a fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u03c0 opera como atribui\u00e7\u00e3o de uma medida ao excesso errante de poder do estado da situa\u00e7\u00e3o. E o que \u00e9 igualdade sen\u00e3o a opera\u00e7\u00e3o na qual, na dist\u00e2ncia ent\u00e3o criada, a fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 aplicada de novo, dessa vez para produzir o Um? Ent\u00e3o se escreve:  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"230\" height=\"28\" class=\"wp-image-2641\" style=\"width: 230px;\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_214649903.png\" alt=\"\">. N\u00f3s podemos dizer que temos aqui a escrita da democracia. Nossos dois exemplos mostram que essa f\u00f3rmula teve nomes espec\u00edficos: \u201cSovietes\u201d no tempo da revolu\u00e7\u00e3o Bolchevique, \u201c\u00e1reas liberadas\u201d no processo mao\u00edsta. Mas a democracia teve outros nomes no passado. Tamb\u00e9m tem alguns nomes no presente (por exemplo: \u201cassembleia de coletivos de trabalhadores indocumentados nos <em>foyers <\/em>e na organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d). Tamb\u00e9m ter\u00e1 outros nomes no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais raro que seja, a pol\u00edtica, logo a democracia, existiu, existe, e ir\u00e1 existir. E, com isso, sob sua condi\u00e7\u00e3o exata, a metapol\u00edtica: o que a filosofia declara, a fim de seus pr\u00f3prios efeitos, como merecedora do nome de \u201co pol\u00edtico\u201d. Ou ainda: o que um pensamento declara ser um pensamento, na condi\u00e7\u00e3o de que se pense o que \u00e9 um pensamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Notas:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.lacan.com\/badtruth.htm#1x\">1<\/a>. Badiou, Alain, <em>L&#8217;\u00eatre et l&#8217;\u00e9v\u00e9nement<\/em>, coll. &#8220;L&#8217;ordre philosophique,&#8221; Paris: Seuil, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.lacan.com\/badtruth.htm#2x\">2<\/a>. Badiou, A., <em>Conditions<\/em>, coll. &#8220;L&#8217;ordre philosophique,&#8221; Paris: Seuil, 1992.<\/p>\n\n\n\n<p>This essay &#8211; from <em>Abr\u00e9g\u00e9 de M\u00e9tapolitique<\/em> (Paris: Seuil, 1998) &#8211; was published in <em>lacanian ink<\/em> 19 (Fall 2001), now out of print. It appears in <em>Metapolitics<\/em>, New York: Verso, 2005<br><br><strong>Texto original: <a href=\"https:\/\/www.lacan.com\/badtruth.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.lacan.com\/badtruth.html<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Caeli Corvere e Ish Ribeiro<br>Revis\u00e3o: Caeli Corvere e Ubirat\u00e3 Tubis<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns coblocks-author-columns has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-61ecc280 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"background-color:#8C8C971A;padding-top:2.5rem;padding-right:2.5rem;padding-bottom:2.5rem;padding-left:2.5rem\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 726px) 100vw, 726px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2631\" width=\"250\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844.png 726w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844-298x300.png 298w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/imagem_2023-05-01_134239844-150x150.png 150w\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:75%\">\n<p style=\"font-size:33px\"><strong>Caeli Corvere<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Orienta seus estudos pelas \u00e1reas da psican\u00e1lise, anarquismo, filosofia pol\u00edtica e epistemologia.<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\" style=\"font-size:16px\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Tradutora<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O POL\u00cdTICO COMO UM PROCEDIMENTO DA VERDADE &#8211; ALAIN BADIOU Por Alain Badiou Quando e em que condi\u00e7\u00f5es podemos dizer que um acontecimento \u00e9 pol\u00edtico? At\u00e9 que ponto o &#8220;o que est\u00e1 acontecendo&#8221; est\u00e1 acontecendo politicamente? 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