{"id":2372,"date":"2022-06-22T21:16:41","date_gmt":"2022-06-22T21:16:41","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=2372"},"modified":"2022-06-23T02:03:22","modified_gmt":"2022-06-23T02:03:22","slug":"theodor-w-adorno-a-escola-de-frankfurt-e-a-ideologia-jean-marie-vincent","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2022\/06\/22\/theodor-w-adorno-a-escola-de-frankfurt-e-a-ideologia-jean-marie-vincent\/","title":{"rendered":"Theodor W. Adorno: A Escola de Frankfurt e a Ideologia \u2014 Jean-Marie Vincent"},"content":{"rendered":"\n<p>Na formula\u00e7\u00e3o que lhe confere Adorno, a teoria das ideologias da Escola de Frankfurt se inscreve dentro da tradi\u00e7\u00e3o marxista, mas numa tradi\u00e7\u00e3o marxista que assume conscientemente o que deve \u00e0 filosofia cl\u00e1ssica alem\u00e3. Para Adorno, a cr\u00edtica das ideologias \u00e9, inicialmente, cr\u00edtica da divis\u00e3o do trabalho, ou seja, cr\u00edtica da separa\u00e7\u00e3o entre o esp\u00edrito objetivo \u2013 a consci\u00eancia social \u2013 e suas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o (tanto materiais como espirituais). Existe falsa consci\u00eancia, ideologia, porque o esp\u00edrito humano n\u00e3o domina as condi\u00e7\u00f5es de sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o, porque pretende se abstrair daquilo que lhe permite se desenvolver e se afirmar tanto diante da natureza quanto na sociedade. A ideologia n\u00e3o \u00e9 eterna, ela n\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica insuper\u00e1vel das rela\u00e7\u00f5es humanas, mas uma resultante socialmente e historicamente situada nas rela\u00e7\u00f5es que se estabelecem entre os homens e seu ambiente. A ideologia que conhece seu pleno desabrochar no curso da era burguesa n\u00e3o \u00e9 propriamente uma mentira, ela \u00e9 muito mais uma mistura bastante espec\u00edfica do verdadeiro e do falso, de aspira\u00e7\u00f5es universalistas e de interesses particularistas, de lucidez e de ofuscamento. Nas afirma\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, na busca de justifica\u00e7\u00f5es, h\u00e1 sempre \u2013 segundo Adorno \u2013 a presen\u00e7a de uma nostalgia do bem, uma esp\u00e9cie de homenagem que o v\u00edcio presta \u00e0 virtude. A falsa consci\u00eancia burguesa n\u00e3o pode prescindir de refer\u00eancias a uma sociedade liberada e renunciar a condena\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas da opress\u00e3o. \u00c9 por isso que a cr\u00edtica da ideologia n\u00e3o pode ser inteiramente uma cr\u00edtica externa, partindo de um ponto de vista totalmente oposto daquele que \u00e9 colocado em quest\u00e3o, mas deve essencialmente surgir como uma cr\u00edtica interna, como uma explica\u00e7\u00e3o rigorosa da dist\u00e2ncia que separa o que est\u00e1 posto [<em>postule<\/em>] do que poderia ser [<em>actualis\u00e9<\/em>], a regra de sua aplica\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica. A cr\u00edtica busca o que, no \u00e2mago das elabora\u00e7\u00f5es da sociedade sobre si mesma e sobre a natureza, corresponde a um uso restritivo da raz\u00e3o, a uma racionalidade que esquece de se interrogar sobre suas pr\u00f3prias implica\u00e7\u00f5es e pressupostos. \u00c9 assim que, aos olhos de Adorno, a cr\u00edtica do fetichismo da mercadoria que se encontra no livro I do Capital, s\u00f3 se torna significativa se se tornar a pedra angular de uma cr\u00edtica das trocas de mercadorias como trocas aparentemente iguais, mas substancialmente desiguais. A substitui\u00e7\u00e3o das coisas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es sociais na circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, o trajeto \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos produtos do trabalho s\u00f3 se esclarece verdadeiramente se se relacionar ao universalismo abstrato das normas burguesas e ao particularismo mascarado dos valores os quais se sacrifica no cotidiano. Em outras palavras, a cr\u00edtica da ideologia n\u00e3o \u00e9 somente uma cr\u00edtica dos limites sociais do conhecimento, ela relaciona constantemente os dom\u00ednios do cognitivo e do normativo para fazer sair as interdepend\u00eancias que os marcam.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o \u00e9 preciso se surpreender se Adorno (depois de Horkheimer) rejeita categoricamente as teorias da ideologia que podem ser encontradas em Weber, Pareto e Mannheim. Na verdade, ele os reprova de pretender a neutralidade axiol\u00f3gica para recair depois no relativismo dos pontos de vista, ignorando com isso a necess\u00e1ria dial\u00e9tica do singular, do particular e do universal, do cognitivo e do normativo. Adorno certamente escreveu em <em>Minima<\/em> <em>Moralia<\/em> que o todo \u00e9 falso e condenou com isso uma certa forma de pensamento da totalidade que, na esteira de Hegel, postula um saber total da sociedade. Mas se ele recusa a hip\u00f3stase do saber totalizador, ele n\u00e3o exclui absolutamente uma teoria cr\u00edtica da sociedade como totalidade negativa, como hip\u00f3stase real que se volta contra os indiv\u00edduos e os imp\u00f5e uma universalidade abstrata e bastante reducionista. O pensamento dial\u00e9tico, este que se desprende da ideologia, \u00e9 precisamente aquele que recusa a se deixar tomar pelas abstra\u00e7\u00f5es atemporais e trans-hist\u00f3ricas que apenas se limitam a cobrir as rela\u00e7\u00f5es sociais e ocultam sua especificidade. Decerto, o pensamento dial\u00e9tico n\u00e3o pode fornecer a chave da individualidade ou da sociabilidade e dizer aquilo que \u00e9 ou o que deve ser no melhor dos mundos, mas ele pode mostrar tudo o que h\u00e1 de intoler\u00e1vel e inaceit\u00e1vel naquilo que parece ser \u00f3bvio do ponto de vista das opini\u00f5es dominantes. Ele \u00e9 o pensamento que p\u00f5e em quest\u00e3o a pretens\u00e3o da raz\u00e3o em dominar o real por suas pr\u00f3prias virtudes, sem mais se interrogar sobre seus automatismos e sobre seu modo de funcionamento. Ele \u00e9 o pensamento que n\u00e3o se det\u00e9m respeitosamente diante da ci\u00eancia e das metodologias cient\u00edficas com suas ambi\u00e7\u00f5es universalistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Adorno, a formaliza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica enquanto purifica\u00e7\u00e3o da linguagem n\u00e3o pode ser considerada inocente. Ela n\u00e3o s\u00f3 estabelece v\u00ednculos entre as proposi\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o entre homens e seu ambiente, uma extens\u00e3o cognitiva da rela\u00e7\u00e3o social de produ\u00e7\u00e3o. Portanto, ela n\u00e3o saberia escapar \u00e0 cr\u00edtica da ideologia, muito menos servir de crit\u00e9rio de demarca\u00e7\u00e3o entre o ideol\u00f3gico e o n\u00e3o ideol\u00f3gico. Em verdade, ela \u00e9 trespassada de ideologia na medida que as diferentes racionalidades regionais que se exprimem nas disciplinas cient\u00edficas s\u00e3o totalmente unilaterais e, no entanto, elas se negam enquanto tais. As linguagens cient\u00edficas destacam um absolutismo l\u00f3gico que privilegia as rela\u00e7\u00f5es instrumentais e valoriza o ambiente social e natural em detrimento \u00e0s outras rela\u00e7\u00f5es reais ou potenciais (l\u00fadicas, est\u00e9ticas, etc.). A l\u00f3gica, assim como as ci\u00eancias, baseiam-se sobre uma concep\u00e7\u00e3o restritiva da experi\u00eancia e se submetem a uma l\u00f3gica mais geral de domina\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o (nega\u00e7\u00e3o do n\u00e3o-id\u00eantico \u00e0 conceitua\u00e7\u00e3o) que, por sua vez, remete para a produ\u00e7\u00e3o e \u00e0 troca dos valores das mercadorias. O racionalismo das ci\u00eancias \u00e9 um racionalismo estreito, ele pr\u00f3prio ligado a um desenvolvimento incontrol\u00e1vel das for\u00e7as produtivas e das tecnologias que elas p\u00f5em em marcha.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo Adorno, a sociedade \u00e9 recoberta por uma esp\u00e9cie de v\u00e9u tecnol\u00f3gico. Os automatismos da t\u00e9cnica, de uma t\u00e9cnica que serve \u00e0 domina\u00e7\u00e3o e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o, imp\u00f5em-se \u00e0s rela\u00e7\u00f5es sociais e interindividuais como uma forma de imperativo categ\u00f3rico, jogando com os efeitos de amplifica\u00e7\u00e3o e aprofundamento que resultam no dom\u00ednio do mundo ao redor. &nbsp;A domina\u00e7\u00e3o do homem sobre a natureza assim como a domina\u00e7\u00e3o do homem sobre o homem se apresenta em suas manifesta\u00e7\u00f5es mais aparentes e mais quotidianas conforme os desenvolvimentos da l\u00f3gica tecnol\u00f3gica, como o dom\u00ednio de uma segunda natureza \u00e0 qual se deve obedecer a menos que aceitemos enormes regress\u00f5es na organiza\u00e7\u00e3o da vida e da sociedade. Al\u00e9m do mais, acrescentam-se aos constrangimentos das trocas de mercadorias, constrangimentos de uma administra\u00e7\u00e3o de planejamento (<em>planende Verwaltung<\/em>) dos dados da vida social para um capitalismo cada vez mais organizado. A passagem da \u201clivre concorr\u00eancia\u201d para a concorr\u00eancia oligopolista e a interven\u00e7\u00e3o extensiva do Estado fizeram pouco a pouco desaparecer as contradi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e tamb\u00e9m colocaram em in\u00e9rcia a dial\u00e9tica das for\u00e7as produtivas e das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o. A sociedade parece se fechar sobre si mesma e se tornar cada vez mais onerosa para os indiv\u00edduos atrav\u00e9s de sua exterioridade todo-poderosa. Isso \u00e9 particularmente sens\u00edvel no dom\u00ednio da cultura em que a mercantiliza\u00e7\u00e3o e a monopoliza\u00e7\u00e3o industrial dos meios do saber e da comunica\u00e7\u00e3o (cf. a expans\u00e3o da ind\u00fastria cultural) transformam os indiv\u00edduos em consumidores passivos de uma pseudocultura de massa, enquanto os descartam de suas trocas simb\u00f3licas. O social se torna uma alucina\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo uma estrutura cega (<em>Verblendungszusammenhang<\/em>) em que expira a dial\u00e9tica do singular, do particular e do universal. A luta de classes institucionalizada e corporatizada [<em>corporatis\u00e9e<\/em>] n\u00e3o tem mais nenhum escopo subversivo, enquanto os indiv\u00edduos reduzidos ao estado de reflex\u00e3o do universal abstrato (a falsa totalidade social) n\u00e3o s\u00e3o mais que exemplares, sombras mutiladas de si pr\u00f3prios. Como se refere Adorno, n\u00e3o h\u00e1 mais sequer uma ideologia no sentido de que a afirma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica cont\u00e9m tradicionalmente uma rela\u00e7\u00e3o oculta com o bem social, pois o que a faz funcionar hoje \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do confinamento cultural. A verdade n\u00e3o se encontra mais na efetividade das rela\u00e7\u00f5es sociais imediatas; ela torna-se esot\u00e9rica, inacess\u00edvel e, em suma, a-social. O auge da ideologia se manifesta como nega\u00e7\u00e3o da ideologia e dos mecanismos complexos, que ela coloca em a\u00e7\u00e3o para produzir a ilus\u00e3o necess\u00e1ria. N\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio se enganar e se justificar pelos meandros para os quais nos deixamos arrastar, porque a vida cultural n\u00e3o \u00e9 mais que pura redund\u00e2ncia, repeti\u00e7\u00e3o infinita das estruturas sociais, reviravolta ininterrupta das ocorr\u00eancias sociais, cujo significado n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio questionar. A cultura n\u00e3o \u00e9 mais que pura reprodu\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia e da sociedade tal qual ela \u00e9, tal qual ela nega seu ser outro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio dizer? Esse desaparecimento-relega\u00e7\u00e3o, num suposto nada, do n\u00e3o-id\u00eantico \u00e9, para Adorno, a demonstra\u00e7\u00e3o irrefut\u00e1vel da crise da sociedade burguesa.\u00a0 Ao negar por todos os mecanismos da socializa\u00e7\u00e3o dependente a individualidade que a trouxe nas fontes batismais, esta \u00faltima nega-se a si pr\u00f3pria, impele ao absurdo a sua pr\u00f3pria l\u00f3gica da equival\u00eancia e do nivelamento. Ela torna imposs\u00edvel a a\u00e7\u00e3o coletiva ou mais exatamente a transforma em uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es regressivas, de identifica\u00e7\u00f5es com o poder e mais particularmente com o poder enquanto agressor. A rigor, n\u00e3o h\u00e1 mais pr\u00e1xis, constru\u00e7\u00e3o social do sentido, supera\u00e7\u00e3o transindividual da exist\u00eancia, mas sim estagna\u00e7\u00e3o prolongada, precipita\u00e7\u00e3o cega em um mundo labir\u00edntico, sucess\u00e3o de movimentos cujas orienta\u00e7\u00f5es est\u00e3o em trompe-l\u2019oeil <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2372_1('footnote_plugin_reference_2372_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2372_1('footnote_plugin_reference_2372_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2372_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2372_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">Trata-se de uma t\u00e9cnica art\u00edstica cujo objetivo \u00e9 enganar o observador atrav\u00e9s de uma ilus\u00e3o \u00f3tica. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2372_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2372_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>. A massifica\u00e7\u00e3o da sociedade torna derris\u00f3ria toda tentativa coletiva para sair do quadro da reprodu\u00e7\u00e3o social compulsiva: os indiv\u00edduos s\u00f3 se re\u00fanem e se encontram de forma greg\u00e1ria no que tem de mutilado, de redut\u00edvel aos modos sociais e aos entusiasmos mais destrutivos. No limite, n\u00e3o h\u00e1 pr\u00e1tica mais aut\u00eantica sen\u00e3o como pr\u00e1tica te\u00f3rica, isolada, at\u00e9 mesmo desesperadamente solit\u00e1ria. Como afirma paradoxalmente Adorno, o indiv\u00edduo s\u00f3 se retira da \u00e1gua pelos cabelos renunciando a tudo o que aparentemente lhe fornece um ponto de apoio na sociedade, repudiando obstinadamente qualquer busca social de salva\u00e7\u00e3o. O sujeito tornou-se uma mentira, mas o indiv\u00edduo sobrevive em tudo o que faz que n\u00e3o coincida com o que \u00e9 e acredita ser, com suas pr\u00f3prias representa\u00e7\u00f5es como com os papeis que ele assume, no que \u00e9 decalagem, dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o ao excesso, a positividade do mundo e da a\u00e7\u00e3o. A cr\u00edtica da ideologia, no sentido tradicional do termo, com todas as suas preocupa\u00e7\u00f5es descobertas de um bem subjacente, deve de fato dar lugar a teoriza\u00e7\u00e3o negativa, a desconstru\u00e7\u00e3o de tudo que subjaz teoricamente aos arranjos sociais e aos questionamentos de todos os dispositivos de uma raz\u00e3o satisfeita com ela mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses processos de autodestrui\u00e7\u00e3o das ilus\u00f5es da <em>ratio<\/em> n\u00e3o garantem nada por si mesmos, eles somente abrem o caminho para o reconhecimento do objetivo (o que n\u00e3o pode ser reduzido pelo pensamento), em respeito ao n\u00e3o-id\u00eantico, do que ultrapassa um mundo de representa\u00e7\u00f5es fixas e rela\u00e7\u00f5es ossificadas. Nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel produzir imagens de um outro mundo com os materiais que manipulam comumente os homens e que se trata precisamente de decompor ou de dissolver. Toda possibilidade de uma nega\u00e7\u00e3o determinada do estado de coisas existente, para retomar a terminologia hegeliana, n\u00e3o \u00e9, no entanto, descartada. Na pr\u00e1tica art\u00edstica, o homem mal socializado de hoje (ou o individuo inadaptado) pode encontrar os meios de retornar contra a sociedade o que ela coloca \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o, indo al\u00e9m do mero protesto. Ultrapassando sua pr\u00f3pria subjetividade para se submeter as leis imanentes de uma obra de arte que escapa da reprodu\u00e7\u00e3o social, desfazendo pelo seu pr\u00f3prio fazer o que se faz sem ver o mal, o artista utiliza o surgimento das for\u00e7as produtivas para fins que transcendem todas as finalidades, socialmente legitimas ou l\u00edcitas. A obra de arte, quando renuncia ser a cria\u00e7\u00e3o de um demiurgo, isto \u00e9, uma aquisi\u00e7\u00e3o m\u00edtica, inverte as rela\u00e7\u00f5es entre natureza e cultura, mais precisamente ela liberta a natureza de uma cultura dominadora, bem como afrouxa o dom\u00ednio de uma segunda natureza tecnol\u00f3gica que reflete a primeira t\u00e3o maltratada sobre a cultura.&nbsp; A abertura da arte, sem d\u00favida, n\u00e3o est\u00e1 assegurada, a cada passo ladeia o precip\u00edcio, ou seja, recai na fabrica\u00e7\u00e3o, nos automatismos das rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o e de troca, mas basta que ali tenha virtualidades de (des)fetichiza\u00e7\u00e3o do mundo para que a atividade est\u00e9tica seja justificada. A arte est\u00e1 amea\u00e7ada de morte em seus modos de produ\u00e7\u00e3o e de recep\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 nesta amea\u00e7a que retira sua for\u00e7a subversiva, sua tens\u00e3o desesperada para o que n\u00e3o \u00e9 o dado ou um outro mundo domesticado. H\u00e1 inegavelmente um elitismo na arte, uma depend\u00eancia desta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s desigualdades sociais e a reparti\u00e7\u00e3o desigual das oportunidades para escapar da ind\u00fastria cultural; h\u00e1 tamb\u00e9m uma impossibilidade em querer considerar sua difus\u00e3o massiva em uma perspectiva pedag\u00f3gica. Isto n\u00e3o impede que seu objetivo n\u00e3o seja o gozo aristocr\u00e1tico, a satisfa\u00e7\u00e3o e o deleite de poucos: a arte aut\u00eantica n\u00e3o aceita nada do que existe, nem rela\u00e7\u00f5es sociais, nem rela\u00e7\u00f5es com o meio sociocultural, nem opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, nem a dilapida\u00e7\u00e3o-absor\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria de Adorno sobre a ideologia, ou melhor, sobre o confinamento na ideologia-duplicadora das rela\u00e7\u00f5es sociais conduz, como se v\u00ea, \u00e0 aporias. Parece que \u00e9 f\u00e1cil sacudir o peso morto da ideologia, uma vez que esta renunciou qualquer pretens\u00e3o em dizer a verdade (para decifrar os poss\u00edveis significados do mundo) e isto apesar de suas proclama\u00e7\u00f5es mais estrondosas, para se agarrar nas rela\u00e7\u00f5es abertamente funcionais com a exist\u00eancia social. Mas ao mesmo tempo, o poder da ideologia se encontra multiplicado ao infinito na medida em que ele n\u00e3o \u00e9 mais confrontado com o desejo lancinante do bem e da verdade nos estratos decisivos da sociedade. Bastaria um gesto para levantar o v\u00e9u tecno-ideol\u00f3gico, mas a m\u00e3o que poderia o fazer est\u00e1 paralisada como se n\u00e3o tivesse vontade. Os homens s\u00e3o dominados em rede por uma mitologia da efici\u00eancia e, fascinados pelos automatismos que produziram e que, por sua vez, os produzem. Tudo o que resta ent\u00e3o, \u00e9 esperar sem esperan\u00e7a, aguardar sem justificativa o dia indeterminado no qual a humanidade se despertar\u00e1 de seu sono hipn\u00f3tico. Resta dizer que o pior n\u00e3o \u00e9 sempre certo e que o confinamento definitivo na raz\u00e3o mistificada \u00e9 uma utopia negativa que h\u00e1 poucas hip\u00f3teses de nunca se realizar totalmente. \u00c9 sem d\u00favidas o que autoriza o discurso adorniano a se refugiar no presente em uma filosofia da hist\u00f3ria como regress\u00e3o, mas a chamar para uma inesperada autocr\u00edtica da raz\u00e3o. Para a teoria das ideologias abandona o dom\u00ednio da sociologia para entrar no da dial\u00e9tica negativa e talvez no da teologia negativa, ou seja, de uma reflex\u00e3o sobre o car\u00e1ter inaceit\u00e1vel do sofrimento humano.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Tradu\u00e7\u00e3o<\/em>: Andr\u00e9 Luiz B. Silva<br><em>Texto original:<\/em> <a href=\"http:\/\/jeanmarievincent.free.fr\/spip.php?article58\">http:\/\/jeanmarievincent.free.fr\/spip.php?article58<\/a><br><em>arte:<\/em> Guayasamin-\u00a0<em>Las Manos de la Protesta<\/em>,\u00a01968<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > #kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-color:#d70141;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;background:#d70141;padding-top:24px;padding-right:24px;padding-bottom:24px;padding-left:24px;margin-top:50px;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{border-color:#d70141;background:#d70141;}#kt-info-box_6634cf-75.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}#kt-info-box_6634cf-75 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:100px;}#kt-info-box_6634cf-75 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{padding-bottom:132.8205%;width:195px;height:0px;max-width:100%;}#kt-info-box_6634cf-75 .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, #kt-info-box_6634cf-75 .kt-info-svg-icon-flip, #kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#ffffff;border-color:#eeeeee;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#ffffff;border-color:#eeeeee;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}#kt-info-box_6634cf-75 .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}<\/style>\n<div id=\"kt-info-box_6634cf-75\" class=\"wp-block-kadence-infobox\"><a class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic-container\"><div class=\"kadence-info-box-image-intrisic kt-info-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ob_15b7c4_vincent.jpg\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"259\" class=\"kt-info-box-image wp-image-2375\"\/><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Jean-Marie Vincent <\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">Jean- Marie Vincent foi fil\u00f3sofo e professor da Universidade de Paris VIII. Escreveu a primeira obra francesa que introduz a Teoria Cr\u00edtica da Escola de Frankfurt. Foi um leitor original da obra de Marx, dando enfoque para a teoria do fetichismo e a cr\u00edtica do trabalho.<br\/><\/p><\/div><\/a><\/div>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2372_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2372_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_2372_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_2372_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2372_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2372_1('footnote_plugin_tooltip_2372_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Trata-se de uma t\u00e9cnica art\u00edstica cujo objetivo \u00e9 enganar o observador atrav\u00e9s de uma ilus\u00e3o \u00f3tica. <\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_2372_1() { jQuery('#footnote_references_container_2372_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_2372_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_2372_1() { jQuery('#footnote_references_container_2372_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_2372_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_2372_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_2372_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_2372_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_2372_1(); } } function footnote_moveToReference_2372_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_2372_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } } function footnote_moveToAnchor_2372_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_2372_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } }<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na formula\u00e7\u00e3o que lhe confere Adorno, a teoria das ideologias da Escola de Frankfurt se inscreve dentro da tradi\u00e7\u00e3o marxista, mas numa tradi\u00e7\u00e3o marxista que assume conscientemente o que deve \u00e0 filosofia cl\u00e1ssica alem\u00e3. 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