{"id":2326,"date":"2022-02-11T20:59:18","date_gmt":"2022-02-11T20:59:18","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=2326"},"modified":"2022-02-11T21:06:14","modified_gmt":"2022-02-11T21:06:14","slug":"um-prologo-as-ideias-fora-do-lugar-wesley-sousa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2022\/02\/11\/um-prologo-as-ideias-fora-do-lugar-wesley-sousa\/","title":{"rendered":"Um pr\u00f3logo \u00e0s &#8220;ideias fora do lugar&#8221; \u2014 Wesley Sousa"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-social-links is-style-default is-layout-flex wp-block-social-links-is-layout-flex\"><li class=\"wp-social-link wp-social-link-twitter  wp-block-social-link\"><a href=\"\" class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\"><path d=\"M22.23,5.924c-0.736,0.326-1.527,0.547-2.357,0.646c0.847-0.508,1.498-1.312,1.804-2.27 c-0.793,0.47-1.671,0.812-2.606,0.996C18.324,4.498,17.257,4,16.077,4c-2.266,0-4.103,1.837-4.103,4.103 c0,0.322,0.036,0.635,0.106,0.935C8.67,8.867,5.647,7.234,3.623,4.751C3.27,5.357,3.067,6.062,3.067,6.814 c0,1.424,0.724,2.679,1.825,3.415c-0.673-0.021-1.305-0.206-1.859-0.513c0,0.017,0,0.034,0,0.052c0,1.988,1.414,3.647,3.292,4.023 c-0.344,0.094-0.707,0.144-1.081,0.144c-0.264,0-0.521-0.026-0.772-0.074c0.522,1.63,2.038,2.816,3.833,2.85 c-1.404,1.1-3.174,1.756-5.096,1.756c-0.331,0-0.658-0.019-0.979-0.057c1.816,1.164,3.973,1.843,6.29,1.843 c7.547,0,11.675-6.252,11.675-11.675c0-0.178-0.004-0.355-0.012-0.531C20.985,7.47,21.68,6.747,22.23,5.924z\"><\/path><\/svg><span class=\"wp-block-social-link-label screen-reader-text\">Twitter<\/span><\/a><\/li>\n\n<li class=\"wp-social-link wp-social-link-facebook  wp-block-social-link\"><a href=\"https:\/\/facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2022\/02\/11\/um-prologo-as-ideias-fora-do-lugar-wesley-sousa\/?preview_id=2326&#038;preview_nonce=e6b4455ce6&#038;preview=true&#038;_thumbnail_id=2307\/\" class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\"><path d=\"M12 2C6.5 2 2 6.5 2 12c0 5 3.7 9.1 8.4 9.9v-7H7.9V12h2.5V9.8c0-2.5 1.5-3.9 3.8-3.9 1.1 0 2.2.2 2.2.2v2.5h-1.3c-1.2 0-1.6.8-1.6 1.6V12h2.8l-.4 2.9h-2.3v7C18.3 21.1 22 17 22 12c0-5.5-4.5-10-10-10z\"><\/path><\/svg><span class=\"wp-block-social-link-label screen-reader-text\">Facebook<\/span><\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia do rigor de an\u00e1lise deslinda \u00e0 simples reprodu\u00e7\u00e3o acad\u00eamica (no sentido de ausentar-se da cr\u00edtica aos problemas que o capitalismo engendra e rep\u00f5e), bem como a forma diletante da pesquisa social que preserva o mais do mesmo, cada vez mais se agudiza <em>no abismo entre a cr\u00edtica te\u00f3rica e a dimens\u00e3o pr\u00e1tica da vida<\/em>. Neste pequeno texto, minha ideia tem como a inten\u00e7\u00e3o de contribuir com a tem\u00e1tica de pensar o Brasil, sob a prisma do marxismo, n\u00e3o rebaixando a teoria \u00e0 milit\u00e2ncia pol\u00edtica imediata no jogo institucional do capitalismo.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">Agradecimento ao Eduardo Galeno (UESPI) pela revis\u00e3o textual. Menciono alguns que, durante algumas conversas, puderam colocar posi\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es ao longo da reda\u00e7\u00e3o do presente texto: Mateus&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_1');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Pensar a forma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, pol\u00edtica, hist\u00f3rica e economicamente, contudo, foi uma tarefa que se dedicaram a v\u00e1rios int\u00e9rpretes (no s\u00e9c. XX, em especial): Caio Prado Jr., Chico Oliveira, Nelson Sodr\u00e9, Jos\u00e9 Chasin, Florestan Fernandes etc. A lista n\u00e3o \u00e9 pequena. No caso do ensa\u00edsta, cr\u00edtico liter\u00e1rio e soci\u00f3logo Roberto Schwarz, cuja obra \u00e9 uma das mais lidas na cr\u00edtica liter\u00e1ria, suas contribui\u00e7\u00f5es na interpreta\u00e7\u00e3o brasileira s\u00e3o as de um intelectual atento aos desdobramentos hist\u00f3ricos e posicionando-se em torno deles, produzindo in\u00fameros ensaios, versando diversos temas que v\u00e3o da cr\u00edtica liter\u00e1ria \u00e0 forma\u00e7\u00e3o social, da crise do capitalismo \u00e0s an\u00e1lises pol\u00edtico-conjunturais no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1973, enquanto residia em Paris, escreve o ensaio intitulado <em>As ideias fora do lugar<\/em>, publicado no peri\u00f3dico do <em>Cebrap<\/em>. Embora escrito h\u00e1 quase 50 anos, marca um ponto de discuss\u00e3o para o entendimento do campo ideol\u00f3gico contempor\u00e2neo de nosso pa\u00eds. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_2');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_2');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_2\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[2]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_2\" class=\"footnote_tooltip\">SCHWARZ, Roberto. As ideias fora do lugar. In:&nbsp; As ideias fora do lugar: ensaios selecionados. S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, p. 47-64, 2014. Consultamos tamb\u00e9m a vers\u00e3o online n\u00e3o paginada em:&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_2');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_2').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_2', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Ao que nos interessa, todavia, o cr\u00edtico liter\u00e1rio, ao perceber de modo perspicaz que, se antes olhando as contradi\u00e7\u00f5es sociais pelas lentes dos \u201cde baixo\u201d, depois passou as ver pelas lentes dos \u201cde cima\u201d \u2014 as personagens narradoras, ora observadoras, ora part\u00edcipes da \u201ccompreens\u00e3o entre classes\u201d, v\u00ea em Machado de Assis \u2014 especialmente o de <em>Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em> \u2014 essa \u201creviravolta\u201d do escritor captando as min\u00facias, os melindres, das classes dominantes da \u00e9poca do Brasil p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o e caminhando \u00e0 passagem conservadora da monarquia \u00e0 rep\u00fablica.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_3');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_3');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_3\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[3]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_3\" class=\"footnote_tooltip\">SCHWARZ, Roberto. A reviravolta machadiana. S\u00e3o Paulo, <em>Novos Estudos<\/em>, n. 69, p. 15 \u2013 34, 2004.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_3').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_3', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p><em>O objetivo aqui n\u00e3o \u00e9 trazer alguma novidade sobre o ensaio \u201cAs ideias fora de lugar\u201d, mas retomar certos pontos da tese geral do texto<\/em>\u2013 e busco destac\u00e1-los. O ensaio, ainda que n\u00e3o tenha como pressuposto a \u201cdefini\u00e7\u00e3o\u201d conceitual dos termos que est\u00e1 discutindo (liberalismo e escravid\u00e3o, por exemplo), tem a t\u00f4nica de sua exposi\u00e7\u00e3o dada pelas suas inser\u00e7\u00f5es no debate te\u00f3rico brasileiro a partir de seus \u201cprinc\u00edpios\u201d. Apesar de n\u00e3o ser extenso, h\u00e1 uma densidade de conte\u00fado que rendeu a notoriedade (e ainda o tem).<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentarei, de modo sucinto, alguns dos pontos mais proeminentes acerca das \u201cideias fora do lugar\u201d. De in\u00edcio, segundo o autor, a justificativa do ensaio era perceber tais deslocamentos ideol\u00f3gicos na mat\u00e9ria concreta do Brasil de \u00e9poca. Nesse contexto, o percurso do autor era de entender a \u201ccoloca\u00e7\u00e3o\u201d do Brasil na geopol\u00edtica que se insere:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Procurei ver na gravita\u00e7\u00e3o das ideias um movimento que nos singularizava. Partimos da observa\u00e7\u00e3o comum, quase uma sensa\u00e7\u00e3o de que no Brasil as ideias estavam fora de centro, em rela\u00e7\u00e3o ao seu uso europeu. E apresentamos uma explica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica para esse deslocamento, que envolvia as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e de parasitismo no pa\u00eds, e nossa depend\u00eancia econ\u00f4mica e seu par, a hegemonia intelectual na Europa, revolucionada pelo capital.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_4');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_4');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_4\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[4]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_4\" class=\"footnote_tooltip\">Idem. <em>As ideias fora do lugar<\/em>, 2014, p. 63.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_4').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_4', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00e3o apenas uma interpreta\u00e7\u00e3o social \u00e0 \u00e9poca de Machado de Assis e na forma\u00e7\u00e3o republicana brasileira, nem apenas se posicionando diante do quadro de regress\u00e3o \u201cdemocr\u00e1tica\u201d no Brasil em meados da d\u00e9cada de 60, <em>o ensaio cont\u00e9m o modo dial\u00e9tico da compreens\u00e3o do atraso e o progresso como faces de uma mesma moeda \u2013 o capitalismo dependente<\/em>. Segundo Schwarz, um \u201cpa\u00eds agr\u00e1rio e independente, dividido em latif\u00fandios, cuja produ\u00e7\u00e3o dependia do trabalho escravo por um lado, e por outro do mercado externo\u201d, mostrava-se a \u201cimpropriedade\u201d social \u00e0 ci\u00eancia econ\u00f4mica frente \u00e0 escravid\u00e3o (o trabalho escravo) e o \u201ctrabalho livre\u201d (assalariado) que aqui imperava e convivia com a prerrogativa de um pretenso liberalismo no plano das ideias.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_5');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_5');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_5\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[5]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_5\" class=\"footnote_tooltip\"> SCHWARZ, op. cit. p. 45.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_5').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_5', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Consequentemente, o que tivemos na tessitura social, segundo a interpreta\u00e7\u00e3o do autor, era uma situa\u00e7\u00e3o que, incongruente com os \u201cprinc\u00edpios\u201d do ide\u00e1rio burgu\u00eas europeu do Iluminismo, ajustava-se ao modo particular brasileiro em sua forma retardat\u00e1ria. Aqui entra o argumento de que o servilismo como condi\u00e7\u00e3o moral de associa\u00e7\u00e3o de trabalho, e a maneira do arranjo latifundi\u00e1rio e dos la\u00e7os de propriet\u00e1rios com as \u201cprofiss\u00f5es liberais\u201d, deram o tom mais forte da arquitetura nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho brasileira.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Esquematizando, pode-se dizer que a coloniza\u00e7\u00e3o produziu, com base no monop\u00f3lio da terra, tr\u00eas classes de popula\u00e7\u00e3o: o latifundi\u00e1rio, o escravo e o homem livre, na verdade dependente. Entre os primeiros dois a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 clara, \u00e9 a multid\u00e3o dos terceiros que nos interessa. Nem propriet\u00e1rios nem prolet\u00e1rios seu acesso \u00e0 vida e a seus bens depende materialmente do favor, indireto ou direto, de um grande.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_6');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_6');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_6\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[6]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_6\" class=\"footnote_tooltip\">SCHWARZ, op. cit. p. 50-51.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_6').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_6', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A aparente disson\u00e2ncia ideol\u00f3gica no Brasil, \u201cfora do lugar\u201d, reside na adversativa do autor de que \u201cConhecer o Brasil era saber destes deslocamentos, vividos e praticados por todos como uma esp\u00e9cie de fatalidade, para os quais, entretanto, n\u00e3o havia nome, pois a utiliza\u00e7\u00e3o impr\u00f3pria dos nomes era sua natureza\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_7');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_7');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_7\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[7]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_7\" class=\"footnote_tooltip\">SCHWARZ, op. cit. p. 60.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_7').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_7', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Faz-se not\u00f3rio, tamb\u00e9m, o elemento fundamental que identifica a reprodu\u00e7\u00e3o das ideias \u201cimportadas\u201d constituinte de uma parte indissoci\u00e1vel da reprodu\u00e7\u00e3o de capital, cuja subsun\u00e7\u00e3o formal e direta na divis\u00e3o internacional do trabalho interfere nosso modo de pensar e <em>experenciar<\/em> a vida social. Nas palavras do autor, na sociedade brasileira ainda persistia uma massa de trabalho escravo, ao passo que o \u201ctrabalho livre\u201d tamb\u00e9m assumia uma forma particular de v\u00ednculo \u201cagregado\u201d \u00e0s fam\u00edlias do latif\u00fandio, etc. Elemento que, segundo Schwarz, tornaria o liberalismo cl\u00e1ssico uma ideologia de \u201csegundo grau\u201d, mas n\u00e3o menos relevante.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_8');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_8');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_8\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[8]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_8\" class=\"footnote_tooltip\">SCHWARZ, op. cit. \u201cNa Europa, ao atac\u00e1-los, o universalismo visara o privil\u00e9gio feudal. No processo de sua afirma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica a civiliza\u00e7\u00e3o burguesa se postulara a autonomia da pessoa, a&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_8');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_8').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_8', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Na argumenta\u00e7\u00e3o do autor, a investiga\u00e7\u00e3o do sentido de \u201cforma\u00e7\u00e3o\u201d brasileira, sobretudo a literatura \u201cj\u00e1 formada\u201d em um pa\u00eds \u201cmal formado\u201d, \u00e9 tomada como exemplo a partir da obra de Antonio Candido.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_9');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_9');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_9\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[9]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_9\" class=\"footnote_tooltip\">C\u00c2NDIDO, Antonio. <em>Forma\u00e7\u00e3o da literatura brasileira<\/em>. S\u00e3o Paulo: Ouro sobre azul, 2014.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_9').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_9', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Os estudos de Schwarz \u2014 ele pr\u00f3prio aluno de C\u00e2ndido \u2014 apontam que a literatura vinculada \u00e0 obra machadiana permitiu-lhe novas vistas dessa forma\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m seus deslocamentos presentes na caracter\u00edstica cultural no Brasil. Argumento que, ao observarmos <em>As ideias fora do lugar<\/em>, esse nexo constitutivo entre \u201cliberalismo\u201d e \u201cescravid\u00e3o\u201d no Brasil serviu de ponto catalisador \u00e0s suas pesquisas no \u00e2mbito da cr\u00edtica liter\u00e1ria e cultural, sob ausp\u00edcios da obra de Machado de Assis e as influ\u00eancias da teoria \u2014 <em>uspiana<\/em> \u2014 da depend\u00eancia no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>De modo que o confronto entre esses princ\u00edpios t\u00e3o antag\u00f4nicos resultava desigual: no campo dos argumentos prevaleciam com facilidade, ou melhor, adot\u00e1vamos sofregamente os que a burguesia europeia tinha elaborado contra arb\u00edtrio e escravid\u00e3o; enquanto na pr\u00e1tica, geralmente dos pr\u00f3prios debatedores, sustentado pelo latif\u00fandio, o favor reafirmava sem descanso os sentimentos e as no\u00e7\u00f5es em que implica. O mesmo se passa no plano das institui\u00e7\u00f5es, por exemplo com burocracia e justi\u00e7a, que embora regidas pelo clientelismo, proclamavam as formas e teorias do estado burgu\u00eas moderno.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_10');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_10');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_10\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[10]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_10\" class=\"footnote_tooltip\">Idem, op. cit. <em>vers\u00e3o online [s\/p]<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_10').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_10', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em suma, no n\u00facleo cr\u00edtico de Schwarz, referente ao que se tinha, as ideias liberais aparentemente anacr\u00f4nicas, persistiam suas funcionalidades concomitantes. A defesa do liberalismo no plano das ideias gravitava a exig\u00eancia da manuten\u00e7\u00e3o do privil\u00e9gio da explora\u00e7\u00e3o servil e material. Em outras palavras, a refer\u00eancia da qual a \u201craz\u00e3o dualista\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_11');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_11');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_11\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[11]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_11\" class=\"footnote_tooltip\">Ver: OLIVEIRA, Chico. Economia brasileira: cr\u00edtica da raz\u00e3o dualista. S\u00e3o Paulo: <em>Cebrap<\/em>, 1972.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_11').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_11', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> no Brasil sofria um impasse de sua indetermina\u00e7\u00e3o, ainda que essa determina\u00e7\u00e3o seria justamente a absor\u00e7\u00e3o deste impasse. Era exatamente o debate sobre os <em>sentidos da forma\u00e7\u00e3o brasileira<\/em> que, ao compreenderem tal forma\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m compreender-se-ia a situa\u00e7\u00e3o atual de \u00e9poca \u2013a ditadura militar, a derradeira \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o conservadora\u201d e o subdesenvolvimento perene. Citando Chico de Oliveira, em seu ensaio <em>Cr\u00edtica da raz\u00e3o dualista<\/em>, que foi uma fonte de estudos para Schwarz, temos o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O \u201csubdesenvolvimento\u201d pareceria a forma pr\u00f3pria de ser das economias pr\u00e9-industriais penetradas pelo capitalismo, em \u201ctr\u00e2nsito\u201d, portanto, para formas mais avan\u00e7adas e sedimentadas deste; sem embargo, uma tal postula\u00e7\u00e3o esquece que o \u201csubdesenvolvimento\u201d \u00e9 precisamente uma \u201cprodu\u00e7\u00e3o\u201d da expans\u00e3o do capitalismo.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_12');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_12');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_12\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[12]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_12\" class=\"footnote_tooltip\">Idem. Dispon\u00edvel em: https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/2195645\/mod_resource\/content\/0\/10%20Cr%C3%ADtica%20a%20Raz%C3%A3o%20Dualista%20a_economia_brasileira.pdf ., p. 8. Acessado em 8 de&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_12');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_12').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_12', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Um elemento mais concreto que \u00e9 importante aqui \u00e9 <em>o contexto intelectual na \u00e9poca acerca da problem\u00e1tica envolvendo as particularidades da forma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica no Brasil<\/em> (e ainda hoje, por exemplo, h\u00e1 aqueles que acreditam no anacronismo desenvolvimentista como suposta tese de \u201cdesenvolvimento\u201d no subdesenvolvimento do pa\u00eds). Nesse sentido, a exposi\u00e7\u00e3o em tela p\u00f5e \u00eanfase nos principais elementos contidos na tese das \u201cideias fora do lugar\u201d e a maneira que ela \u00e9 substrato compreensivo do pa\u00eds. \u00c9 por isso que o retorno da discuss\u00e3o sobre liberalismo brasileiro se refere a um exerc\u00edcioque tem como<em> pressuposto reposicionar a pr\u00f3pria compreens\u00e3o do presente, de modo rigoroso, com vistas a direcionar uma pr\u00e1xis consciente de nossos desafios que a materialidade nos coloca<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro elemento not\u00e1vel presente no ensaio do autor est\u00e1 vinculado ao pressuposto de que o capitalismo \u00e9 atroz e solapa quaisquer rupturas sociais progressistas que se efetivem na sua periferia. Em um pa\u00eds em que o coronelismo, os lapsos democr\u00e1ticos redundando-se na \u201cdemocracia restringida\u201d,<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_13');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_13');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_13\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[13]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_13\" class=\"footnote_tooltip\">MARINI, Rui. O estado de contrainsurg\u00eancia. Tradu\u00e7\u00e3o Alex Agra Ramos. Dispon\u00edvel em: https:\/\/acervocriticobr.blogspot.com\/2018\/05\/o-estado-de-contrainsurgencia.html . Acessado dia 9 de janeiro de&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_13');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_13').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_13', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> bem como os tra\u00e7os de forma\u00e7\u00e3o de heran\u00e7as coloniais vigoraram no Brasil posteriormente, tais como o pessoalismo e o \u201ccompadrio\u201d nos neg\u00f3cios privados; a viol\u00eancia policial que agora \u201csubstitui\u201d a viol\u00eancia escravagista da vigil\u00e2ncia na popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica e no encarceramento da massa \u201camorfa\u201d do capitalismo brasileiro (a \u201cvadiagem\u201d); <em>a constitui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds que manteve toda estrutura jur\u00eddica da ditadura; a manuten\u00e7\u00e3o das formas prec\u00e1rias e cada vez mais \u201cinformais\u201d das \u201cmodernas\u201d rela\u00e7\u00f5es de trabalho (e que d\u00e3o a \u201cforma\u201d da explora\u00e7\u00e3o assalariada), est\u00e3o a nosso redor e fazem parte do cotidiano consumado<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Relendo o ensaio, uma derradeira quest\u00e3o me sobreveio e aqui exponho em condi\u00e7\u00e3o do fechamento das linhas que chegaram at\u00e9 o momento. Al\u00e9m da composi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica na cr\u00edtica e na interpreta\u00e7\u00e3o cultural em nosso pa\u00eds, a dimens\u00e3o est\u00e9tica na obra de Machado de Assis aparece em evid\u00eancia na significa\u00e7\u00e3o cultural do Brasil, aderente ao modelo cr\u00edtico do autor. Por isso, penso que n\u00e3o basta um escritor ou um artista (de modo geral) apenas se \u201cposicionar\u201d ao lado da causa dos trabalhadores e dos oprimidos, na contraofensiva diante da cat\u00e1strofe do capital.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_14');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_14');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_14\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[14]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_14\" class=\"footnote_tooltip\">\u201cLastreado pelo infinito de dureza e degrada\u00e7\u00e3o que esconjurava, ou seja, a escravid\u00e3o, de que as duas partes beneficiam e timbram em se diferen\u00e7ar este reconhecimento \u00e9 de uma coniv\u00eancia sem&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_14');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_14').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_14', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, caberia ao escritor, no entanto, fazer de sua produ\u00e7\u00e3o uma eleva\u00e7\u00e3o no impulso cr\u00edtico, sua situa\u00e7\u00e3o diante do modo produtivo, reaver o estado de coisas na liberdade criativa ligada \u00e0 literatura \u2014 neste caso, da cr\u00f4nica social e na forma sat\u00edrica da realidade \u2014,&nbsp; fazendo-o engrandecer e dar forma \u00e0 sua mat\u00e9ria liter\u00e1ria, n\u00e3o \u00e0 propaganda pura e simples, <em>mas de<\/em> <em>mostrar a especificidade dela diante da realidade e como ambos s\u00e3o aliados ao proletariado na derrubada revolucion\u00e1ria da forma-capital.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>De certo modo, a tese, contida e primeiramente exposta no ensaio de W. Benjamin \u2013 <em>O autor como produtor<\/em> \u2013, que traz consigo uma boa indica\u00e7\u00e3o do problema e que foi trabalhada por Schwarz ao se referir aos escritos de Machado de Assis: \u201cQuanto mais ele [o artista ou escritor] for capaz de adequar sua atividade em rela\u00e7\u00e3o a essa tarefa, mais correta estar\u00e1 a tend\u00eancia, maior tamb\u00e9m ser\u00e1, necessariamente, a qualidade t\u00e9cnica de seu trabalho\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_15');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_15');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_15\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[15]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_15\" class=\"footnote_tooltip\">BENJAMIN, Walter. O autor como produtor. In: <em>Ensaios sobre Brecht<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o Claudia Abeling. 1\u00b0 edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2017, p. 99.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_15').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_15', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>. Nesse feitio, Schwarz comenta que, dado conte\u00fado social que o escritor possa trabalhar, a partir disso \u00e9 poss\u00edvel verificar a profundidade cr\u00edtica expressada no conte\u00fado liter\u00e1rio.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_16');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2326_1('footnote_plugin_reference_2326_1_16');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2326_1_16\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[16]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_16\" class=\"footnote_tooltip\">SCHWARZ, Roberto. <em>As ideias fora do lugar<\/em>, 2014, p. 62.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2326_1_16').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2326_1_16', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para concluir, temos para n\u00f3s, de algum modo, para as responsabilidades de um fil\u00f3sofo, um cientista social (historiador, soci\u00f3logo, etc.), quais sejam, captarmos tais elementos. Em consequ\u00eancia, o ensaio datado do per\u00edodo da ditadura militar, pelo qual direciona-se ao modo como a investiga\u00e7\u00e3o de Schwarz auxilia, al\u00e9m disso,<em> a captar a especificidade das ideologias no Brasil, seus deslocamentos e entraves no nosso tempo presente<\/em>. E, portanto, o ensaio de Schwarz sobre a problem\u00e1tica ainda tem seu lugar na an\u00e1lise social brasileira.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > #kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-color:#d70141;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;background:#d70141;padding-top:24px;padding-right:24px;padding-bottom:24px;padding-left:24px;margin-top:50px;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{border-color:#d70141;background:#d70141;}#kt-info-box_9c2f9b-76.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:151px;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{padding-bottom:125.8621%;width:464px;height:0px;max-width:100%;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, #kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-info-svg-icon-flip, #kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#ffffff;border-color:#eeeeee;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#ffffff;border-color:#eeeeee;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}#kt-info-box_9c2f9b-76 .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}<\/style>\n<div id=\"kt-info-box_9c2f9b-76\" class=\"wp-block-kadence-infobox\"><a class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic-container\"><div class=\"kadence-info-box-image-intrisic kt-info-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/image-e1644509855792.png\" alt=\"\" width=\"464\" height=\"584\" class=\"kt-info-box-image wp-image-2295\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/image-e1644509855792.png 464w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/image-e1644509855792-238x300.png 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Wesley Sousa<\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">Gradua\u00e7\u00e3o em Filosofia (Licenciatura) pela Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei (UFSJ). Enfatiza seus estudos em Filosofia da arte\/est\u00e9tica, Pol\u00edtica e Ontologia sob bases marxistas.<\/p><\/div><\/a><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2326_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2326_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_2326_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_2326_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Agradecimento ao Eduardo Galeno (UESPI) pela revis\u00e3o textual. Menciono alguns que, durante algumas conversas, puderam colocar posi\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es ao longo da reda\u00e7\u00e3o do presente texto: Mateus Dardeau (UFRJ) e Jos\u00e9 Eduardo Duarte (UESC).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_2\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_2');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>2<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">SCHWARZ, Roberto. As ideias fora do lugar. In:&nbsp; <em>As ideias fora do lugar<\/em>: ensaios selecionados. S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, p. 47-64, 2014. Consultamos tamb\u00e9m a vers\u00e3o online n\u00e3o paginada em: <a href=\"https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/1969951\/mod_resource\/content\/0\/Roberto%20Schwarz%20-%20As%20Id%E2%80%9Aias%20Fora%20do%20Lugar.pdf\"><span class=\"footnote_url_wrap\">https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/1969951\/mod_resource\/content\/0\/Roberto%20Schwarz%20-%20As%20Id%E2%80%9Aias%20Fora%20do%20Lugar.pdf<\/span><\/a>. Acesso em 8 de janeiro de 2022.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_3\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_3');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>3<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">SCHWARZ, Roberto. A reviravolta machadiana. S\u00e3o Paulo, <em>Novos Estudos<\/em>, n. 69, p. 15 \u2013 34, 2004.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_4\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_4');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>4<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Idem. <em>As ideias fora do lugar<\/em>, 2014, p. 63.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_5\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_5');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>5<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> SCHWARZ, op. cit. p. 45.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_6\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_6');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>6<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">SCHWARZ, op. cit. p. 50-51.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_7\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_7');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>7<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">SCHWARZ, op. cit. p. 60.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_8\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_8');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>8<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">SCHWARZ, op. cit. \u201cNa Europa, ao atac\u00e1-los, o universalismo visara o privil\u00e9gio feudal. No processo de sua afirma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica a civiliza\u00e7\u00e3o burguesa se postulara a autonomia da pessoa, a universalidade da lei, a cultura desinteressada, a remunera\u00e7\u00e3o objetiva, a \u00e9tica do trabalho, etc\u201d, p. 52.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_9\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_9');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>9<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">C\u00c2NDIDO, Antonio. <em>Forma\u00e7\u00e3o da literatura brasileira<\/em>. S\u00e3o Paulo: Ouro sobre azul, 2014.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_10\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_10');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>10<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Idem, op. cit. <em>vers\u00e3o online [s\/p]<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_11\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_11');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>11<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ver: OLIVEIRA, Chico. Economia brasileira: cr\u00edtica da raz\u00e3o dualista. S\u00e3o Paulo: <em>Cebrap<\/em>, 1972.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_12\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_12');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>12<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Idem. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/2195645\/mod_resource\/content\/0\/10%20Cr%C3%ADtica%20a%20Raz%C3%A3o%20Dualista%20a_economia_brasileira.pdf\"><span class=\"footnote_url_wrap\">https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/2195645\/mod_resource\/content\/0\/10%20Cr%C3%ADtica%20a%20Raz%C3%A3o%20Dualista%20a_economia_brasileira.pdf<\/span><\/a> ., p. 8. Acessado em 8 de janeiro de 2022.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_13\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_13');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>13<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARINI, Rui. <em>O estado de contrainsurg\u00eancia<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o Alex Agra Ramos. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/acervocriticobr.blogspot.com\/2018\/05\/o-estado-de-contrainsurgencia.html\"><span class=\"footnote_url_wrap\">https:\/\/acervocriticobr.blogspot.com\/2018\/05\/o-estado-de-contrainsurgencia.html<\/span><\/a> . Acessado dia 9 de janeiro de 2022.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_14\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_14');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>14<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">\u201cLastreado pelo infinito de dureza e degrada\u00e7\u00e3o que esconjurava, ou seja, a escravid\u00e3o, de que as duas partes beneficiam e timbram em se diferen\u00e7ar este reconhecimento \u00e9 de uma coniv\u00eancia sem fundo, multiplicada, ainda, pela ado\u00e7\u00e3o do vocabul\u00e1rio burgu\u00eas da igualdade, do m\u00e9rito, do trabalho, da raz\u00e3o. Machado de Assis ser\u00e1 mestre nestes meandros\u201d, [s\/p].<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_15\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_15');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>15<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">BENJAMIN, Walter. O autor como produtor. In: <em>Ensaios sobre Brecht<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o Claudia Abeling. 1\u00b0 edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2017, p. 99.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2326_1_16\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2326_1('footnote_plugin_tooltip_2326_1_16');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>16<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">SCHWARZ, Roberto. <em>As ideias fora do lugar<\/em>, 2014, p. 62.<\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_2326_1() { jQuery('#footnote_references_container_2326_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_2326_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_2326_1() { jQuery('#footnote_references_container_2326_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_2326_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_2326_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_2326_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_2326_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_2326_1(); } } function footnote_moveToReference_2326_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_2326_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } } function footnote_moveToAnchor_2326_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_2326_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } }<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aus\u00eancia do rigor de an\u00e1lise deslinda \u00e0 simples reprodu\u00e7\u00e3o acad\u00eamica (no sentido de ausentar-se da cr\u00edtica aos problemas que o capitalismo engendra e rep\u00f5e), bem como a forma diletante da pesquisa social que preserva o mais do mesmo, cada vez mais se agudiza no abismo entre a cr\u00edtica te\u00f3rica e a dimens\u00e3o pr\u00e1tica da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2307,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":""},"categories":[347,437],"tags":[],"class_list":["post-2326","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-producoes","category-wesley-sousa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Um pr\u00f3logo \u00e0s &quot;ideias fora do lugar&quot; \u2014 Wesley Sousa - Zero \u00e0 Esquerda<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Apresentarei, de modo sucinto, alguns dos pontos mais proeminentes acerca das \u201cideias fora do lugar\u201d. 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