{"id":2258,"date":"2022-02-01T20:08:11","date_gmt":"2022-02-01T20:08:11","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=2258"},"modified":"2022-03-04T01:50:33","modified_gmt":"2022-03-04T01:50:33","slug":"o-poder-economico-do-capital-sobre-valor-e-classe-soren-mau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2022\/02\/01\/o-poder-economico-do-capital-sobre-valor-e-classe-soren-mau\/","title":{"rendered":"O poder econ\u00f4mico do Capital: sobre valor e classe \u2014 S\u00f8ren Mau"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-social-links is-layout-flex wp-block-social-links-is-layout-flex\">\n\n<\/ul>\n\n\n\n<h6 class=\"has-theme-palette-8-color has-text-color has-background wp-block-heading\" id=\"versao-pdf\" style=\"background-color:#72565e\"><strong>Vers\u00e3o PDF<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a id=\"wp-block-file--media-35589d5c-e12e-4f38-a640-009380c8e65c\" href=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/O-poder-economico-do-capital.-Sobre-valor-e-classe-Soren-Mau.pdf\">O-poder-economico-do-capital.-Sobre-valor-e-classe-Soren-Mau<\/a><a href=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/O-poder-economico-do-capital.-Sobre-valor-e-classe-Soren-Mau.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-35589d5c-e12e-4f38-a640-009380c8e65c\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"i-introducao\">I. Introdu\u00e7\u00e3o<br><br><\/h6>\n\n\n\n<p>        Neste <em>paper<\/em>, apresentarei partes da pesquisa de doutorado na qual estou trabalhando. O tema dela \u00e9 <em>o poder econ\u00f4mico do capital<\/em>, isto \u00e9, os processos e mecanismos atrav\u00e9s dos quais a l\u00f3gica do capital se reproduz como \u201ca pot\u00eancia econ\u00f4mica da sociedade burguesa que tudo domina\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl. <em>Grundrisse. Manuscritos econ\u00f4micos de 1857-1858. Esbo\u00e7os da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011, p. 87. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Atrav\u00e9s de um debate cr\u00edtico com a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica de Marx, a pesquisa consistir\u00e1 numa tentativa de contribuir para o desenvolvimento de um aparato te\u00f3rico que nos permitir\u00e1 alcan\u00e7ar uma compreens\u00e3o melhor de como a l\u00f3gica do valor que se autovaloriza reproduz seu controle sobre a reprodu\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>        O capitalismo veio ao mundo \u201cescorrendo sangue e lama por todos os poros, da cabe\u00e7a aos p\u00e9s\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_2');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_2');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_2\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[2]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_2\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl. <em>O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro I. O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013, p. 539. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_2').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_2', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, como afirma Marx em <em>O Capital<\/em>. Uma enorme quantidade de viol\u00eancia foi necess\u00e1ria para expropriar os camponeses e for\u00e7\u00e1-los \u201ca uma disciplina necess\u00e1ria ao sistema de trabalho assalariado\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_3');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_3');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_3\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[3]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_3\" class=\"footnote_tooltip\"> Ibid., p. 526 <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_3').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_3', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Uma vez estabelecida, por\u00e9m, a coer\u00e7\u00e3o f\u00edsica direta deixou de ser o <em>principal<\/em> meio pelo qual as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o reproduzidas. Como afirma Marx:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>[&#8230;] a coer\u00e7\u00e3o muda exercida pelas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas sela o dom\u00ednio do capitalista sobre o trabalhador. A viol\u00eancia extraecon\u00f4mica, direta [<em>Au\u00dfer\u00f6konomische, unmittelbare Gewalt<\/em>], continua, \u00e9 claro, a ser empregada, mas apenas excepcionalmente. Para o curso usual das coisas, \u00e9 poss\u00edvel confiar o trabalhador \u00e0s \u201cleis naturais da produ\u00e7\u00e3o\u201d, isto \u00e9, \u00e0 depend\u00eancia em que ele mesmo se encontra em rela\u00e7\u00e3o ao capital, depend\u00eancia que tem origem nas pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e que por elas \u00e9 garantida e perpetuada.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_4');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_4');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_4\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[4]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_4\" class=\"footnote_tooltip\"> Ibid, idem<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_4').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_4', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>        Em certo sentido, minha pesquisa de doutorado \u00e9 uma tentativa de compreender essa passagem. Que \u00e9 esta \u201ccoer\u00e7\u00e3o muda\u201d, como ela se distingue da \u201cviol\u00eancia extraecon\u00f4mica\u201d, e o que significa dizer que a depend\u00eancia do trabalhador \u201ctem origem\u201d nas e \u00e9 \u201cgarantida e perpetuada\u201d pelas \u201cpr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o\u201d? &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>        A ideia de Marx \u00e9 a de que o capitalismo envolve uma forma espec\u00edfica de poder <em>econ\u00f4mico<\/em> \u2014 uma forma de poder que \u00e9 abstrata, impessoal e estrutural. Meu argumento \u00e9 que esta forma de poder tem sido negligenciada na tradi\u00e7\u00e3o marxista. No marxismo tradicional do per\u00edodo da Segunda Internacional, considerava-se que as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o eram determinadas pelas for\u00e7as produtivas, as quais, por sua vez, presumiam-se como tendo uma tend\u00eancia imanente ao desenvolvimento. Isto equivale a uma naturaliza\u00e7\u00e3o e, portanto, a uma despolitiza\u00e7\u00e3o da economia. Posteriormente, os marxistas inverteram esta conex\u00e3o e insistiram na primazia das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o. Isto n\u00e3o resultou, contudo, numa explica\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria do poder econ\u00f4mico. Tem havido, e ainda h\u00e1, uma tend\u00eancia a tratar o poder nos termos da distin\u00e7\u00e3o entre viol\u00eancia\/coer\u00e7\u00e3o\/domina\u00e7\u00e3o e ideologia\/consenso\/hegemonia, uma distin\u00e7\u00e3o que muitas vezes tem sido implicitamente considerada exaustiva.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_5');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_5');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_5\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[5]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_5\" class=\"footnote_tooltip\"> POULANTZAS, Nicos. <em>O Estado, o poder, o socialismo<\/em>. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Graal: 1980, p. 87-89. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_5').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_5', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Isto tem conduzido a um foco no <em>Estado<\/em> e na <em>ideologia<\/em> como as principais institui\u00e7\u00f5es e mecanismos atrav\u00e9s dos quais o poder \u00e9 exercido. O poder coercitivo do Estado, bem como as formas ideol\u00f3gicas que emergem das rela\u00e7\u00f5es capitalistas de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o, \u00e9 claro, partes <em>integrantes<\/em> do capitalismo e <em>necess\u00e1rios<\/em> para a reprodu\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas formas de poder no capitalismo. A \u201ccoer\u00e7\u00e3o muda\u201d do poder econ\u00f4mico \u00e9 algo distinto \u2014 n\u00e3o pode ser reduzida nem \u00e0 viol\u00eancia, tampouco \u00e0 ideologia.<\/p>\n\n\n\n<p>        Uma teoria do poder econ\u00f4mico deve tomar como ponto de partida a rejei\u00e7\u00e3o que Marx consistentemente faz \u00e0 despolitiza\u00e7\u00e3o da economia. A economia deve ser compreendida como um sistema de poder.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_6');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_6');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_6\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[6]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_6\" class=\"footnote_tooltip\"> PALERMO, Giulio. \u201cThe ontology of economic power in capitalism: mainstream economics and Marx\u201d. <strong>Cambridge Journal of Economics<\/strong>, vol. 31, n. 4, p. 539-561, jul.\/2007. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_6').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_6', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Muitos cr\u00edticos de Marx n\u00e3o reconhecem isso. Foucault, por exemplo, acreditava que a obra de Marx \u201ctrata-se de uma economia pol\u00edtica ricardiana [<em>c\u2019est une \u00e9conomie politique de type ricardien<\/em>]\u201d <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_7');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_7');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_7\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[7]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_7\" class=\"footnote_tooltip\">FOUCAULT, Michel. \u201cEntretien avec Michel Foucault\u201d. <em>Dits et \u00c9crits. Tome IV: 1980-1988<\/em>. Paris: Gallimard, 1994, p. 70. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_7').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_7', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> e sustentava que \u201c[&#8230;] enquanto o sujeito humano \u00e9 colocado em rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e de significa\u00e7\u00e3o, \u00e9 igualmente colocado em rela\u00e7\u00f5es de poder muito complexas\u201d <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_8');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_8');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_8\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[8]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_8\" class=\"footnote_tooltip\">Os escritos de Foucault sobre o poder cont\u00eam insights muito bons, inclusive para a an\u00e1lise do poder econ\u00f4mico, e pretendo incorporar alguns deles em minha tese. Mas isto n\u00e3o altera o fato de que&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_8');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_8').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_8', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> \u2014 como se rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o fossem rela\u00e7\u00f5es de poder. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_9');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_9');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_9\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[9]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_9\" class=\"footnote_tooltip\">FOUCAULT, Michel. \u201cO Sujeito e o Poder\u201d. In: DREYFUS, Hubert L.; RABINOW, Paul. Michel Foucault, uma trajet\u00f3ria filos\u00f3fica: para al\u00e9m do estruturalismo e da hermen\u00eautica. Rio de Janeiro:&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_9');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_9').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_9', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A cr\u00edtica de Poulantzas a ele (e a Deleuze) vai, portanto, direto ao ponto: \u201cO processo econ\u00f4mico \u00e9 luta de classes e, portanto, rela\u00e7\u00f5es de poder.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_10');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_10');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_10\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[10]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_10\" class=\"footnote_tooltip\">POULANTZAS, Nicos. O Estado, o poder, o socialismo. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Graal: 1980, p. 41; Cf. WOOD, Ellen Meiksins. Democracia contra Capitalismo: a renova\u00e7\u00e3o do materialismo hist\u00f3rico. S\u00e3o&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_10');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_10').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_10', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"ii-teoria-da-forma-valor\"><strong>II. Teoria da forma-valor &nbsp;&nbsp;<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; H\u00e1, naturalmente, algumas exce\u00e7\u00f5es importantes \u00e0 tend\u00eancia de negligenciar o poder econ\u00f4mico do capital na tradi\u00e7\u00e3o marxista (ou marxiana\/marxol\u00f3gica, se preferir). Uma delas \u00e9 o marxismo pol\u00edtico, especialmente a obra de Ellen Meiksins Wood. Ela constantemente enfatiza que \u201c[a] coer\u00e7\u00e3o nas sociedades capitalistas \u00e9 ent\u00e3o exercida [&#8230;] indireta e impessoalmente pelas compuls\u00f5es do mercado\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_11');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_11');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_11\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[11]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_11\" class=\"footnote_tooltip\">WOOD, Ellen Meiksins. <em>O imp\u00e9rio do capital<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014, p. 22.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_11').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_11', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Wood tem coisas muito boas a dizer sobre esse tema, mas aqui n\u00e3o vou me concentrar no marxismo pol\u00edtico \u2014 em vez disso, vou examinar outra tradi\u00e7\u00e3o marxista que tamb\u00e9m tem conseguido trazer \u00e0 tona alguns dos funcionamentos do poder no capitalismo: a chamada teoria da forma-valor (TFV), uma categoria ampla e de certo modo imprecisa que abrange correntes como <em>Neue Marx-Lekt\u00fcre<\/em> [<em>Nova Leitura de Marx<\/em>] (por exemplo, Hans-Georg Backhaus, Helmut Reichelt, Michael Heinrich, Ingo Elbe), <em>Systematic Dialectics<\/em> [<em>Dial\u00e9tica Sistem\u00e1tica ou \u201cNova Dial\u00e9tica\u201d<\/em>] (por exemplo, Chris Arthur, Tony Smith, Geert Reuten), <em>Wertkritik<\/em> [<em>Cr\u00edtica do Valor<\/em>] (por exemplo, as revistas <em>krisis<\/em> e <em>Exit!<\/em>, Robert Kurz, Roswitha Scholz, Anselm Jappe) e te\u00f3ricos como Isaak Rubin, Roman Rosdolsky, Werner Bonefeld, Moishe Postone e Patrick Murray.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Os te\u00f3ricos desta tradi\u00e7\u00e3o t\u00eam enfatizado a especificidade da forma <em>abstrata<\/em>, <em>impessoal<\/em> e <em>estrutural<\/em> de poder que emerge como um resultado da universaliza\u00e7\u00e3o da forma mercadoria. Em sua concep\u00e7\u00e3o de poder econ\u00f4mico no capitalismo, o valor exerce uma domina\u00e7\u00e3o <em>universal<\/em> \u00e0 qual <em>todas as pessoas<\/em> est\u00e3o sujeitas: um poder que transcende diferen\u00e7as de classe. O poder do capital n\u00e3o consistiria na domina\u00e7\u00e3o de uma classe por outra, mas na domina\u00e7\u00e3o de todas as pessoas pelas estruturas sociais de uma sociedade em que as rela\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o mediadas por coisas.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_12');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_12');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_12\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[12]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_12\" class=\"footnote_tooltip\">REITTER, Karl. \u201cVorwort\u201d. <em>In<\/em>: REITTER, Karl (ed.). <strong>Karl Marx: Philosoph der Befreiung oder Theoretiker des Kapitals? Zur Kritik der \u201cNeuen Marx-Lekt\u00fcre\u201d<\/strong>. Viena: Mandelbaum Verlag, 2015.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_12').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_12', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A seguir, apresentarei uma an\u00e1lise cr\u00edtica desta perspectiva sobre o poder econ\u00f4mico do capital. Argumentarei que a TFV gerou muitos <em>insights<\/em> valiosos sobre a natureza do poder no capitalismo, mas que n\u00e3o fornece um compreens\u00e3o adequada do poder econ\u00f4mico do capital. A rejei\u00e7\u00e3o do poder de classe resulta, argumentarei, em uma compreens\u00e3o abstrata e unilateral das rela\u00e7\u00f5es de poder no capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um dos grandes m\u00e9ritos da TFV \u00e9 destacar que Marx estava elaborando uma <em>cr\u00edtica<\/em> da economia pol\u00edtica, e n\u00e3o construindo uma teoria econ\u00f4mica que pudesse competir com a economia pol\u00edtica cl\u00e1ssica. A teoria do valor n\u00e3o \u00e9 uma teoria dos pre\u00e7os, mas uma an\u00e1lise cr\u00edtica das rela\u00e7\u00f5es sociais numa sociedade na qual a mercadoria \u00e9 a forma social geral dos produtos do trabalho. O valor \u00e9 um conceito elaborado para captar as <em>determina\u00e7\u00f5es da forma social<\/em> do trabalho no capitalismo.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_13');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_13');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_13\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[13]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_13\" class=\"footnote_tooltip\">Cf. ELSON, Diane. \u201cThe Value Theory of Labour\u201d. In: ELSON, Diane (ed.). Value: The Representation of Labour in Capitalism. Londres &amp; Nova York: Verso Books, 2015; HEINRICH, Michael. Die&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_13');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_13').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_13', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas qual \u00e9 esta <em>forma social<\/em> do trabalho? Primeiramente, o trabalho \u00e9 <em>privado<\/em> e <em>independente<\/em>. A aus\u00eancia de uma organiza\u00e7\u00e3o central da divis\u00e3o do trabalho e da produ\u00e7\u00e3o total da sociedade <em>antes<\/em> do processo de produ\u00e7\u00e3o significa que o mercado ocupa a fun\u00e7\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o e aloca\u00e7\u00e3o do trabalho social. Os produtores s\u00f3 entram em contato uns com os outros no mercado, onde trocam seus produtos. Ao faz\u00ea-lo, eles reduzem, na pr\u00e1tica, os v\u00e1rios trabalhos concretos despendidos no processo de produ\u00e7\u00e3o a trabalho homog\u00eaneo, <em>abstrato<\/em>. O valor \u00e9, assim, uma forma de \u201csocializa\u00e7\u00e3o retroativa [<em>nachtr\u00e4gliche Vergesellschaftung<\/em>]\u201d, como denomina Heinrich: <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_14');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_14');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_14\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[14]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_14\" class=\"footnote_tooltip\">HEINRICH, Michael. Indiv\u00edduo, personifica\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o impessoal na cr\u00edtica da economia pol\u00edtica de Marx. Zero \u00e0 esquerda. Dispon\u00edvel em:&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_14');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_14').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_14', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> no capitalismo, a organiza\u00e7\u00e3o social da produ\u00e7\u00e3o assume a forma de um processo de \u201cvalida\u00e7\u00e3o\u201d pelo mercado, por meio da redu\u00e7\u00e3o de todo o trabalho a trabalho <em>abstrato<\/em>, um processo que ocorre <em>ap\u00f3s<\/em> o processo de produ\u00e7\u00e3o. O car\u00e1ter <em>privado<\/em> do trabalho no capitalismo \u00e9, assim, um modo espec\u00edfico de organizar a interconex\u00e3o <em>social<\/em> de diferentes processos de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"iii-o-desaparecimento-da-classe\"><strong>III. O desaparecimento da classe<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>        O modelo de poder prevalecente na TFV \u00e9 essencialmente feuerbachiano. A analogia entre o dom\u00ednio da economia e a invers\u00e3o religiosa entre sujeito e objeto \u00e9 esbo\u00e7ada pelo pr\u00f3prio Marx, n\u00e3o apenas em seus escritos de juventude, mas tamb\u00e9m nos manuscritos dos anos 1860: \u201cAssim como na religi\u00e3o o homem \u00e9 dominado pelo produto de sua pr\u00f3pria cabe\u00e7a, na produ\u00e7\u00e3o capitalista ele o \u00e9 pelo produto de suas pr\u00f3prias m\u00e3os\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_15');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_15');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_15\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[15]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_15\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl. O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro I. O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013, p. 455. Cf. tamb\u00e9m: \u201cE s\u00f3 existe porque tanto na realidade quanto&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_15');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_15').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_15', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>       O poder do valor \u00e9, assim, entendido como a ossifica\u00e7\u00e3o das estruturas sociais, que conduz \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o destas em um \u201cpoder estranho\u201d que confronta os membros da sociedade. Nesse sentido, o poder do capital n\u00e3o deve ser compreendido como a domina\u00e7\u00e3o de uma classe por outra, mas como \u201ca autodomina\u00e7\u00e3o do trabalho\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_16');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_16');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_16\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[16]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_16\" class=\"footnote_tooltip\">POSTONE, Moishe. <em>Tempo, Trabalho e Domina\u00e7\u00e3o Social<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014, p 212<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_16').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_16', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A concep\u00e7\u00e3o de Postone acerca das rela\u00e7\u00f5es de poder capitalistas representa a maior parte da TFV:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>[&#8230;] a domina\u00e7\u00e3o social no capitalismo, no seu n\u00edvel mais fundamental, n\u00e3o consiste na domina\u00e7\u00e3o das pessoas por outras pessoas, mas na domina\u00e7\u00e3o das pessoas por estruturas sociais abstratas constitu\u00eddas pelas pr\u00f3prias pessoas. Marx tentou apreender essa forma de domina\u00e7\u00e3o abstrata e estrutural \u2013 que abrange e se estende al\u00e9m da domina\u00e7\u00e3o de classe \u2013 com as suas categorias de mercadoria e capital. [&#8230;] a forma de domina\u00e7\u00e3o social que caracteriza o capitalismo n\u00e3o \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o da propriedade privada, da propriedade pelos capitalistas do produto excedente e dos meios de produ\u00e7\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, ela se baseia na forma de valor da riqueza em si [&#8230;].<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_17');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_17');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_17\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[17]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_17\" class=\"footnote_tooltip\">Ibid., p. 46. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_17').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_17', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&nbsp;        A forma de poder impl\u00edcita na forma valor \u00e9 caracterizada como <em>abstrata<\/em>, <em>coisal<\/em>, <em>impessoal<\/em> e <em>estrutural<\/em>. \u00c9 <em>abstrata<\/em> porque o capital \u00e9 o movimento autorreferente de abstra\u00e7\u00f5es reais materializadas, isto \u00e9, dinheiro e mercadorias. \u00c9 <em>impessoal<\/em> porque este poder n\u00e3o sujeita as pessoas a algu\u00e9m espec\u00edfico ou a um grupo espec\u00edfico de pessoas, mas ao capital como \u201csujeito autom\u00e1tico\u201d. Pessoas concretas s\u00e3o apenas as personifica\u00e7\u00f5es de fun\u00e7\u00f5es sociais. \u00c9 <em>coisal<\/em> no sentido de que \u00e9 o movimento de coisas \u2014 mercadorias e dinheiro \u2014 no mercado que domina as pessoas. \u00c9 <em>estrutural<\/em> porque este poder \u00e9 uma consequ\u00eancia da estrutura social b\u00e1sica da produ\u00e7\u00e3o no capitalismo, isto \u00e9, o fato de que a produ\u00e7\u00e3o ocorre de maneira privada e independente sendo mediada atrav\u00e9s do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        Esta configura\u00e7\u00e3o \u00e9 oposta \u00e0s formas predominantes de poder em modos de produ\u00e7\u00e3o pr\u00e9-capitalistas, que assumiam principalmente a forma da coer\u00e7\u00e3o direta, \u201cextraecon\u00f4mica\u201d, e de rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia pessoal. O escravo ou o campon\u00eas feudal estavam imersos em redes de depend\u00eancia pessoal mantidas pela (amea\u00e7a de) viol\u00eancia, enquanto, no capitalismo, o \u201ctrabalhador livre\u201d \u00e9 dominado por um sistema de abstra\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O desaparecimento da classe j\u00e1 era percept\u00edvel na obra de Adorno, que \u00e9, juntamente com Rubin, o mais importante precursor da TFV. Embora ele tenha apontado que \u201ca rela\u00e7\u00e3o de troca \u00e9 na realidade pr\u00e9-formada pela rela\u00e7\u00e3o de classe [<em>Das Tauschverh\u00e4ltnis ist in Wirklichkeit pr\u00e4formiert durch die Klassenverh\u00e4ltnisse<\/em>]\u201d,<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_18');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_18');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_18\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[18]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_18\" class=\"footnote_tooltip\">BACKHAUS, Hans-Georg. <em>Dialektik der Wertform: Untersuchungen zur marxschen \u00d6konomiekritik<\/em>. Friburgo: \u00e7a ira, 1997, p. 506.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_18').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_18', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> a tend\u00eancia geral em suas obras \u00e9 a de afirmar que \u201ctodos devem se sujeitar \u00e0s leis da troca\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_19');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_19');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_19\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[19]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_19\" class=\"footnote_tooltip\">ADORNO, Theodor W. \u201cGesellschaft\u201d. Gesammelte Schriften. Vol. 8. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 1972, p. 14. Cf. tamb\u00e9m ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dial\u00e9tica do Esclarecimento. Rio de&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_19');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_19').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_19', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Com Reichelt e Backhaus, que foram ambos alunos de Adorno, as classes simplesmente saem de cena. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_20');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_20');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_20\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[20]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_20\" class=\"footnote_tooltip\">ENDNOTES. Endnotes 2: Misery and the Value Form. Londres &amp; Oakland: Endnotes, 2010, p. 99; REICHELT, Helmut. Neue Marx-Lekt\u00fcre: Zur Kritik sozialwissenschaftlicher Logik. Friburgo: \u00e7a ira,&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_20');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_20').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_20', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> As gera\u00e7\u00f5es posteriores de pensadores no interior da \u201cNova Leitura\u201d, como Heinrich e Elbe, s\u00e3o mais expl\u00edcitos quanto a essa quest\u00e3o. Elbe, Ellmers e Eufinger argumentam que o capitalismo \u00e9 caracterizado pela \u201cdomina\u00e7\u00e3o das estruturas sobre todos os agentes na sociedade burguesa\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_21');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_21');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_21\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[21]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_21\" class=\"footnote_tooltip\">ELBE, Ingo; ELLMERS, Sven; EUFINGER, Jan. \u201cEinleitung\u201d. In: ELBE, Ingo; ELLMERS, Sven; EUFINGER, Jan (ed.). Anonyme Herrschaft: Zur Struktur moderner Machtverh\u00e4ltnisse. M\u00fcnster: Westph\u00e4lisches&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_21');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_21').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_21', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ataque mais agressivo ao conceito de classe vem da tradi\u00e7\u00e3o da <em>Wertkritik<\/em>. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_22');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_22');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_22\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[22]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_22\" class=\"footnote_tooltip\">Cf. HANLOSER, Gerhard; REITTER, Karl. <em>Der bewegte Marx: Eine einf\u00fchrende Kritik des Zirkulationsmarxismus<\/em>. M\u00fcnster: Unrast Verlag, 2008, p. 26.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_22').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_22', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Kurz e Lohoff argumentam que \u201ca forma mercadoria e o fetiche incorporado em seu n\u00facleo produtivo s\u00e3o as reais categorias essenciais [<em>die wirklichen Wesenskategorien<\/em>] da rela\u00e7\u00e3o de capital \u2014 classes e luta de classes s\u00e3o as apar\u00eancias superficiais desta ess\u00eancia\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_23');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_23');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_23\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[23]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_23\" class=\"footnote_tooltip\">KURZ, Robert; LOHOFF, Ernst. \u201cDer Klassenkampf-Fetisch. Thesen zur Entmythologisierung des Marxismus\u201d. <strong>krisis<\/strong>. Kritik der Warengesellschaft, 1989.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_23').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_23', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> De acordo com eles, a rela\u00e7\u00e3o entre trabalhador e capitalista \u00e9 meramente uma rela\u00e7\u00e3o de mercado entre possuidores de diferentes tipos de mercadorias, e a classe trabalhadora \u00e9 meramente a m\u00e1scara personificada ou a personifica\u00e7\u00e3o do capital vari\u00e1vel. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_24');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_24');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_24\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[24]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_24\" class=\"footnote_tooltip\">Ibid.; Cf. tamb\u00e9m: KURZ, Robert. Geld ohne Wert: Grundrisse zu einer Transformation der Kritik der politischen \u00d6konomie. Berlim: Horlemann, 2012, p. 77, 252, 289; LINDEN, Marcel van der. Workers of&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_24');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_24').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_24', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Jappe defende a mesma perspectiva: a \u201ccontradi\u00e7\u00e3o fundamental, real\u201d no capitalismo \u00e9 aquela entre \u201co valor e as atividades e necessidades sociais concretas\u201d, e o antagonismo de classe \u00e9 meramente uma forma \u201cderivada\u201d desta contradi\u00e7\u00e3o principal. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_25');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_25');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_25\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[25]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_25\" class=\"footnote_tooltip\"> JAPPE, Anselm. <em>Die Abenteuer der Ware. F\u00fcr eine neue Wertkritik<\/em>. M\u00fcnster: Unrast Verlag, 2005, p. 80ss. Cf. tamb\u00e9m p. 95.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_25').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_25', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Postone tamb\u00e9m defende que a domina\u00e7\u00e3o de classe \u00e9 \u201cuma fun\u00e7\u00e3o de uma forma superior \u2018abstrata\u2019 de domina\u00e7\u00e3o\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_26');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_26');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_26\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[26]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_26\" class=\"footnote_tooltip\"> POSTONE, Moishe. <em>Tempo, Trabalho e Domina\u00e7\u00e3o Social<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014, p 150.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_26').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_26', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        Heinrich \u00e9, como frequentemente \u00e9 o caso, mais nuan\u00e7ado do que os outros te\u00f3ricos da forma-valor. Ele reconhece explicitamente que a universaliza\u00e7\u00e3o da forma mercadoria pressup\u00f5e que os produtores imediatos estejam separados das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, isto \u00e9, pressup\u00f5e a <em>rela\u00e7\u00e3o de capital<\/em> compreendida como uma <em>rela\u00e7\u00e3o de classe<\/em>. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_27');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_27');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_27\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[27]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_27\" class=\"footnote_tooltip\">HEINRICH, Michael. Die Wissenschaft vom Wert: Die Marxsche Kritik der politischen \u00d6konomie zwischen wissenschaftlicher Revolution und klassischer Tradition. M\u00fcnster: Westph\u00e4lisches Dampfboot,&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_27');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_27').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_27', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> No entanto, rela\u00e7\u00f5es de classe ainda ocupam apenas um lugar secund\u00e1rio em sua abordagem das rela\u00e7\u00f5es sociais fundamentais e dos modos de domina\u00e7\u00e3o no capitalismo. Repetindo um argumento comum na TFV, ele destaca que as lutas de classe s\u00e3o \u201clutas no interior do sistema capitalista\u201d que asseguram \u201ca exist\u00eancia a longo prazo da explora\u00e7\u00e3o capitalista\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_28');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_28');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_28\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[28]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_28\" class=\"footnote_tooltip\">Cf., por exemplo, sua an\u00e1lise das classes em HEINRICH, Michael. An Introduction to the Three Volumes of Karl Marx\u2019s Capital. Nova York: Monthly Review Press, 2012, p. 191ss; Em sua obra principal&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_28');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_28').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_28', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Ele critica a no\u00e7\u00e3o de que o cerne da an\u00e1lise de Marx \u00e9 demonstrar que categoriais como valor, dinheiro e capital s\u00e3o express\u00f5es de um antagonismo de classe: \u201cDessa maneira, acentua-se apenas o que uma sociedade capitalista tem <em>em comum<\/em> com todas as outras sociedades de classes. Marx est\u00e1 preocupado com a <em>especificidade<\/em> das rela\u00e7\u00f5es sociais no capitalismo, ou seja, o que estas rela\u00e7\u00f5es <em>n\u00e3o t\u00eam em comum<\/em> com as rela\u00e7\u00f5es em outras sociedades: esta especificidade consiste precisamente no fato de que as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas entre os seres humanos est\u00e3o \u2018escondida[s] sob um inv\u00f3lucro material [<em>dinglicher<\/em>]\u2019\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_29');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_29');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_29\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[29]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_29\" class=\"footnote_tooltip\">HEINRICH, Michael. Indiv\u00edduo, personifica\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o impessoal na cr\u00edtica da economia pol\u00edtica de Marx. Zero \u00e0 esquerda. Este \u00e9 um argumento comum na TFV, mas como meu foco neste paper&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_29');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_29').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_29', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Heinrich se distancia das \u201cmuitas correntes do marxismo tradicional [que] compreendiam a an\u00e1lise marxiana do capital primariamente como uma an\u00e1lise de classe\u201d e destaca que \u201cfalar de classe n\u00e3o \u00e9 algo espec\u00edfico a Marx\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_30');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_30');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_30\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[30]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_30\" class=\"footnote_tooltip\">HEINRICH, Michael. <em>Wie das Marxsche \u00abKapital\u00bb lesen? Leseanleitung und Kommentar zum Anfang des \u00abKapital\u00bb. Teil 1<\/em>. 2 ed. Stuttgart: Schmetterling Verlag, 2009, p. 181<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_30').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_30', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>        Bonefeld ocupa um lugar especial na TFV, ao insistir na relev\u00e2ncia cr\u00edtica da categoria de classe. Ele explicitamente recusa a \u201ctentativa corajosa, mas sem sucesso, de banir o antagonismo de classe da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica\u201d por Postone e pela Nova Leitura de Marx. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_31');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_31');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_31\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[31]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_31\" class=\"footnote_tooltip\">BONEFELD, Werner. Critical Theory and the Critique of Political Economy. Londres: Bloomsbury, 2014, p. 7; BONEFELD, Werner. \u201cOn Postone\u2019s Courageous but Unsuccessful Attempt to Banish the Class&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_31');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_31').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_31', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Assim como Heinrich, ele destaca que uma \u201cclasse de trabalhadores sem acesso independente aos meios de subsist\u00eancia \u00e9 a premissa fundamental das rela\u00e7\u00f5es sociais capitalistas\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_32');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_32');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_32\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[32]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_32\" class=\"footnote_tooltip\">BONEFELD, Werner. <em>Critical Theory and the Critique of Political Economy<\/em>. Londres: Bloomsbury, 2014, p. 11, 79.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_32').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_32', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> No entanto, embora seja poss\u00edvel encontrar estas afirma\u00e7\u00f5es bastante claras sobre o <em>status<\/em> da domina\u00e7\u00e3o de classe no capitalismo, a tend\u00eancia geral em seu argumento tende a minimizar o papel da classe ou a subsumi-la sob as invers\u00f5es fetichistas, como quando ele escreve que \u201cna melhor das hip\u00f3teses, a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica de Marx n\u00e3o consiste em uma teoria social das classes. Ela consiste, na verdade, em uma cr\u00edtica do \u2018capital\u2019 como uma \u2018rela\u00e7\u00e3o social entre pessoas que \u00e9 mediada por coisas\u2019\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_33');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_33');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_33\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[33]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_33\" class=\"footnote_tooltip\">Ibid., p. 101.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_33').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_33', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Seus textos est\u00e3o impregnados com a ret\u00f3rica da invers\u00e3o, pervers\u00e3o, fetichismo, reifica\u00e7\u00e3o, loucura, absurdidade, mistifica\u00e7\u00e3o, monstruosidade, irracionalidade e do mundo enigm\u00e1tico, oculto e encantado do valor \u2014 express\u00f5es que se referem \u00e0 tem\u00e1tica do fetichismo e da domina\u00e7\u00e3o universal, n\u00e3o espec\u00edfica a uma classe, do valor.<strong>*<\/strong><span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_34');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_34');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_34\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[34]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_34\" class=\"footnote_tooltip\">* Esta ret\u00f3rica constantemente repetida \u00e9 t\u00edpica da TFV. \u00c9 bastante dominante em Backhaus, Kurz, Jappe e Bonefeld, e menos presente em Postone e Heinrich.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_34').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_34', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Algumas coisas que ele diz sobre classe s\u00e3o meras varia\u00e7\u00f5es destes termos, com \u201cfetiche\u201d ou \u201cinvers\u00e3o\u201d substitu\u00eddos por \u201cclasse\u201d: \u201cUma teoria cr\u00edtica das classes n\u00e3o trata da classifica\u00e7\u00e3o de pessoas; ela pensa na e atrav\u00e9s da sociedade para compreender sua inverdade existente\u201d; \u201cClasse (&#8230;) \u00e9 uma categoria sobre uma forma pervertida de objetifica\u00e7\u00e3o social\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_35');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_35');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_35\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[35]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_35\" class=\"footnote_tooltip\"> Ibid., p. 10, 114, 101ss <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_35').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_35', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Bonefeld aborda brevemente a conex\u00e3o entre valor e domina\u00e7\u00e3o de classe, mas, ao final, sua an\u00e1lise privilegia o poder universal, n\u00e3o espec\u00edfico a uma classe: o capitalismo \u00e9, em sua an\u00e1lise, antes de mais nada, um sistema pervertido e de ponta-cabe\u00e7a em que os movimentos absurdos dos objetos econ\u00f4micos dominam a todos.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"iv-classe-e-valor\"><strong>IV. Classe e Valor<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por que os produtos do trabalho assumem universalmente a forma de mercadorias? A resposta que a TFV fornece \u00e9 a seguinte: porque a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 organizada de maneira <em>privada<\/em> e <em>independente<\/em>. Alguns de seus te\u00f3ricos acrescentam: porque os produtores est\u00e3o separados do acesso direto aos meios de produ\u00e7\u00e3o e de subsist\u00eancia. Mas eles n\u00e3o desenvolvem efetivamente as consequ\u00eancias deste <em>insight<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No elevado n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o dos quatro primeiros cap\u00edtulos de <em>O Capital<\/em>, Marx est\u00e1 preocupado apenas com as rela\u00e7\u00f5es <em>entre<\/em> unidades de produ\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o com as determina\u00e7\u00f5es posteriores ou a estrutura <em>interna<\/em> destas unidades. Num est\u00e1gio posterior da exposi\u00e7\u00e3o, a natureza destes produtores \u201cprivados e independentes\u201d \u00e9 revelada: n\u00e3o se trata de pequenos produtores individuais, mas de empresas capitalistas baseadas no trabalho assalariado. O que a TFV faz essencialmente \u00e9 permanecer no mais alto n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o e declar\u00e1-lo como suficiente para fornecer uma descri\u00e7\u00e3o das estruturas b\u00e1sicas do capitalismo. Mas isso \u00e9 um erro e resulta em uma abordagem unilateral das rela\u00e7\u00f5es de poder no capitalismo. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_36');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_36');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_36\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[36]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_36\" class=\"footnote_tooltip\">ALBOHN, J\u00fcrgen. \u201cEine kurze Kritik der Wertkritik\u201d. In: REITTER, Karl (ed.). Karl Marx: Philosoph der Befreiung oder Theoretiker des Kapitals? Zur Kritik der \u201cNeuen Marx-Lekt\u00fcre\u201d. Viena:&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_36');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_36').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_36', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        A an\u00e1lise de Marx da transforma\u00e7\u00e3o do dinheiro em capital revela que a forma de circula\u00e7\u00e3o D-M-D\u2019 <em>pressup\u00f5e<\/em> uma rela\u00e7\u00e3o de classe espec\u00edfica: a <em>rela\u00e7\u00e3o de capital<\/em>, isto \u00e9, a rela\u00e7\u00e3o mediada pelo mercado entre possuidores de dinheiro e vendedores de for\u00e7a de trabalho.<strong>*<\/strong><span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_37');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_37');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_37\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[37]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_37\" class=\"footnote_tooltip\">*Para uma reconstru\u00e7\u00e3o detalhada deste argumento, cf. MAU, S\u00f8ren. \u201cThe Transition to Capital in Marx\u2019s Critique of Political Economy\u201d. <strong>Historical Materialism<\/strong>, vol. 26, n. 1, p. 68-102, 2018.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_37').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_37', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Isto significa que a <em>rela\u00e7\u00e3o de capital<\/em>, que \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de <em>domina\u00e7\u00e3o de classe<\/em>, \u00e9 o pressuposto <em>necess\u00e1rio<\/em> da universaliza\u00e7\u00e3o da forma mercadoria: \u201c\u00c9 apenas quando o trabalho assalariado constitui sua base que a produ\u00e7\u00e3o de mercadorias se imp\u00f5e a toda a sociedade\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_38');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_38');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_38\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[38]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_38\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl. O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro I. O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013, p. 437. Cf. tamb\u00e9m: \u201cA troca individual corresponde, ela tamb\u00e9m, a&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_38');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_38').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_38', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        Marx deduziu dialeticamente a necessidade da rela\u00e7\u00e3o de capital a partir da universaliza\u00e7\u00e3o da forma mercadoria, mas ele tamb\u00e9m chegou ao mesmo resultado na an\u00e1lise hist\u00f3rica presente na \u00faltima parte de <em>O Capital<\/em>, na \u201cchamada acumula\u00e7\u00e3o original\u201d: l\u00e1 ele mostrou que o dom\u00ednio do mercado foi o resultado da cria\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da rela\u00e7\u00e3o de capital. Sua an\u00e1lise tem sido desde ent\u00e3o confirmada e desenvolvida por Robert Brenner e Ellen M. Wood \u2014 a expans\u00e3o do mercado foi o resultado da mudan\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es sociais de propriedade, e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_39');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_39');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_39\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[39]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_39\" class=\"footnote_tooltip\">BRENNER, Robert. \u201cProperty and Progress: Where Adam Smith Went Wrong\u201d. In: WICKHAM, Chris (ed.). Marxist History-Writing for the Twenty-First Century. Oxford: Oxford University Press, 2007; WOOD,&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_39');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_39').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_39', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;        A consequ\u00eancia disso \u00e9 que n\u00e3o faz sentido separar valor e classe da maneira feita pela TFV. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_40');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_40');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_40\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[40]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_40\" class=\"footnote_tooltip\">ENDNOTES. Endnotes 2: Misery and the Value Form. Londres &amp; Oakland: Endnotes, 2010, p. 101; HANLOSER, Gerhard; REITTER, Karl. Der bewegte Marx: Eine einf\u00fchrende Kritik des Zirkulationsmarxismus.&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_40');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_40').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_40', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A domina\u00e7\u00e3o de classe \u00e9 uma forma absolutamente central e necess\u00e1ria de poder no capitalismo. Mas o que significa \u201cclasse\u201d aqui? A rela\u00e7\u00e3o de classe em quest\u00e3o aqui \u00e9 a <em>rela\u00e7\u00e3o de capital<\/em>, ou seja, o conceito de classe se refere \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de um grupo de pessoas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de reprodu\u00e7\u00e3o social (os meios de produ\u00e7\u00e3o e de subsist\u00eancia). A diferen\u00e7a entre os dois polos da rela\u00e7\u00e3o de capital \u00e9 uma diferen\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o de cada um deles com as condi\u00e7\u00f5es de reprodu\u00e7\u00e3o social, e esta diferen\u00e7a \u00e9 respons\u00e1vel pela <em>domina\u00e7\u00e3o<\/em> inerente \u00e0 rela\u00e7\u00e3o: uma classe \u00e9 dependente da outra porque esta \u00faltima controla o acesso aos meios de subsist\u00eancia. E \u00e9 esta depend\u00eancia que torna poss\u00edvel, para os capitalistas, extrair mais-trabalho dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        V\u00e1rias consequ\u00eancias decorrem disso. Vemos agora que a aparente igualdade entre id\u00eanticos agentes de mercado era apenas um resultado da abstra\u00e7\u00e3o de tudo que acontece fora do ato isolado de troca.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_41');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_41');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_41\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[41]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_41\" class=\"footnote_tooltip\">Ibid., p. 12.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_41').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_41', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> O reconhecimento da conex\u00e3o necess\u00e1ria entre valor e classe nos permite enxergar como trabalhadores e capitalistas <em>entram<\/em> e <em>saem<\/em> do mercado de maneiras fundamentalmente diferentes \u2014 e que se abstrairmos deste fato, acabamos com uma descri\u00e7\u00e3o muito, digamos, <em>abstrata<\/em> do capitalismo. Marx resume a quest\u00e3o muito bem nesta passagem dos <em>Resultados<\/em> [<em>do Processo Imediato de Produ\u00e7\u00e3o<\/em>]:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>N\u00e3o s\u00e3o o simples comprador e o simples vendedor que se contrap\u00f5em, mas <em>capitalista<\/em> e <em>oper\u00e1rio<\/em>, que na esfera da circula\u00e7\u00e3o, no mercado, se defrontam como <em>comprador<\/em> e <em>vendedor<\/em>. Sua rela\u00e7\u00e3o como <em>capitalista<\/em> e <em>oper\u00e1rio<\/em> \u00e9 a premissa para sua rela\u00e7\u00e3o como <em>comprador<\/em> e <em>vendedor<\/em>. Diferentemente do que ocorre com outros vendedores de mercadorias, n\u00e3o se trata aqui de uma rela\u00e7\u00e3o que surge pura e simplesmente da natureza da pr\u00f3pria mercadoria, do fato de que ningu\u00e9m produz diretamente os produtos para suas necessidades vitais, mas de que todos produzem determinado produto como <em>mercadoria<\/em>, com cuja venda cada qual adquire os produtos de outros. N\u00e3o se trata dessa <em>divis\u00e3o social do trabalho<\/em>, nem da independ\u00eancia rec\u00edproca dos diversos ramos do trabalho que convertem, por exemplo, o sapateiro em vendedor de cal\u00e7ados e comprador de couro ou p\u00e3o, mas da <em>divis\u00e3o<\/em> entre os <em>elementos<\/em> correspondentes do pr\u00f3prio <em>processo de produ\u00e7\u00e3o<\/em> e de sua <em>autonomiza\u00e7\u00e3o<\/em> progressiva [&#8230;] por meio da qual o <em>dinheiro<\/em>, como forma geral do <em>trabalho objetivado<\/em> se converte em <em>comprador<\/em> da capacidade de trabalho, da fonte viva do <em>valor de troca<\/em>, e, em consequ\u00eancia, da riqueza.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_42');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_42');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_42\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[42]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_42\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl. <em>O capital: livro I: cap\u00edtulo VI (in\u00e9dito). <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Ci\u00eancias Humanas, 1978, p. 46.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_42').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_42', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&nbsp;        As duas divis\u00f5es mencionadas por Marx, nesta passagem, correspondem aos dois conjuntos de rela\u00e7\u00f5es sociais que, de acordo com Brenner, constituem as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, ou o que ele denomina de \u201crela\u00e7\u00f5es sociais de propriedade\u201d. De um lado, h\u00e1 \u201cas rela\u00e7\u00f5es <em>horizontais<\/em> entre os pr\u00f3prios exploradores e os pr\u00f3prios produtores diretos\u201d e, de outro, a rela\u00e7\u00e3o <em>vertical<\/em> de classe entre exploradores e produtores diretos.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_43');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_43');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_43\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[43]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_43\" class=\"footnote_tooltip\">BRENNER, Robert. \u201cProperty and Progress: Where Adam Smith Went Wrong\u201d. In: WICKHAM, Chris (ed.). Marxist History-Writing for the Twenty-First Century. Oxford: Oxford University Press, 2007, p.&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_43');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_43').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_43', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> As rela\u00e7\u00f5es horizontais correspondem ao valor, e a rela\u00e7\u00e3o vertical corresponde \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de capital.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        O trabalhador ingressa no mercado para sobreviver, j\u00e1 o capitalista, para ganhar lucro. <em>Ap\u00f3s<\/em> esta troca, o \u201ccomprador assume o comando do vendedor\u201d no processo de produ\u00e7\u00e3o, e \u201cuma rela\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o e servid\u00e3o\u201d passa a existir.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_44');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_44');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_44\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[44]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_44\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Collected Works. Vol. 30. Karl Marx Economic Works 1861-1863. Economic Manuscript of 1861-63. Nova York, Londres, Moscou: International Publishers, Lawrence &amp;&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_44');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_44').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_44', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> \u00c9 verdade que o capitalista est\u00e1 \u201csob o jugo da rela\u00e7\u00e3o de capital tanto quanto o trabalhador\u201d,<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_45');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_45');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_45\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[45]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_45\" class=\"footnote_tooltip\">Cf. MARX, Karl. <em>Teorias da Mais-Valia. Hist\u00f3ria Cr\u00edtica do Pensamento Econ\u00f4mico. Vol. 1<\/em>. S\u00e3o Paulo: DIFEL, 1985, p. 72. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_45').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_45', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> mas \u00e9 crucial acrescentar que o capitalista e o trabalhador s\u00e3o compelidos a fazer coisas <em>diferentes<\/em>. Como afirma Wood: \u201c[&#8230;] as leis \u2018abstratas\u2019 da acumula\u00e7\u00e3o capitalista imp\u00f5em ao capitalista \u2014 e as leis impessoais do mercado de trabalho lhe d\u00e3o a capacidade de faz\u00ea-lo \u2014 precisamente o exerc\u00edcio de um grau sem precedentes de controle sobre a produ\u00e7\u00e3o\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_46');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_46');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_46\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[46]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_46\" class=\"footnote_tooltip\">WOOD, Ellen Meiksins. <em>Democracia contra Capitalismo: a renova\u00e7\u00e3o do materialismo hist\u00f3rico<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2003, p. 44.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_46').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_46', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> E qual \u00e9 o resultado deste processo de produ\u00e7\u00e3o? N\u00e3o apenas mercadorias e mais-valor, mas tamb\u00e9m a <em>pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o de capital<\/em>, isto \u00e9, a reprodu\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de classe:<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_47');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_47');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_47\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[47]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_47\" class=\"footnote_tooltip\">\u201c[&#8230;] a produ\u00e7\u00e3o capitalista \u00e9 produ\u00e7\u00e3o de mais-valia, e, enquanto produ\u00e7\u00e3o de mais-valia (na acumula\u00e7\u00e3o) \u00e9 ao mesmo tempo produ\u00e7\u00e3o de capital e produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de toda a&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_47');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_47').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_47', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> \u201c[&#8230;] a <em>rela\u00e7\u00e3o de capital<\/em> cria a <em>rela\u00e7\u00e3o de capital<\/em> [&#8230;]\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_48');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_48');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_48\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[48]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_48\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Collected Works. Vol. 34. Karl Marx Economic Works 1861-1864. Economic Manuscript of 1861-63 (Conclusion). Nova York, Londres, Moscou: International Publishers,&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_48');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_48').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_48', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;        Desse modo, a rela\u00e7\u00e3o de troca \u00e9 meramente \u201ca <em>forma mediadora<\/em>\u201d da \u201csubmiss\u00e3o [do trabalhador] ao capital\u201d:<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_49');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_49');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_49\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[49]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_49\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl. <em>O capital: livro I: cap\u00edtulo VI (in\u00e9dito). <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Ci\u00eancias Humanas, 1978, p. 93.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_49').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_49', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> \u201cNa realidade, o trabalhador pertence ao capital ainda <em>antes<\/em> de vender-se ao capitalista. Sua servid\u00e3o <em>econ\u00f4mica<\/em> \u00e9 <em>a um s\u00f3 tempo<\/em> <em>mediada e escondida<\/em> pela renova\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de sua venda de si mesmo, pela mudan\u00e7a de seus patr\u00f5es individuais e pela oscila\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de mercado do trabalho\u201d (grifos nossos)<strong>*<\/strong><span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_50');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_50');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_50\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[50]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_50\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl. O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro I. O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013, p. 430. \n\n\n\n*\u201cA rela\u00e7\u00e3o de capital durante o processo de&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_50');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_50').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_50', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        A rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia entre as classes n\u00e3o se trata de uma depend\u00eancia <em>pessoal<\/em>. Como Marx explica, \u201c[o] oper\u00e1rio, quando quer, deixa o capitalista ao qual se alugou [&#8230;] Mas o oper\u00e1rio, cuja \u00fanica fonte de rendimentos \u00e9 a venda da for\u00e7a de trabalho, n\u00e3o pode deixar&nbsp;<em>toda a classe dos compradores<\/em>,&nbsp;isto \u00e9, a&nbsp;<em>classe dos capitalistas<\/em>,&nbsp;sem renunciar \u00e0 exist\u00eancia.&nbsp;<em>Ele n\u00e3o pertence a este ou \u00e0quele capitalista, mas \u00e0 classe dos capitalistas<\/em>\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_51');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_51');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_51\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[51]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_51\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl. <em>Trabalho Assalariado e Capital<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1849\/04\/05.htm\"><span class=\"footnote_url_wrap\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1849\/04\/05.htm<\/span><\/a><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_51').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_51', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Assim, a rela\u00e7\u00e3o de classe n\u00e3o \u00e9 uma forma \u201csubjetiva\u201d ou \u201cpessoal\u201d de domina\u00e7\u00e3o, como defendem Kurz e Jappe, e \u00e9 enganoso opor domina\u00e7\u00e3o de classe \u00e0 domina\u00e7\u00e3o \u201cabstrata\u201d, como faz Postone. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_52');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_52');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_52\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[52]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_52\" class=\"footnote_tooltip\">Cf. KURZ, Robert. Geld ohne Wert: Grundrisse zu einer Transformation der Kritik der politischen \u00d6konomie. Berlim: Horlemann, 2012, p. 77, 252, 289; JAPPE, Anselm. Die Abenteuer der Ware. F\u00fcr eine&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_52');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_52').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_52', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Primeiramente, a domina\u00e7\u00e3o abstrata do valor \u00e9, como vimos, uma premissa da rela\u00e7\u00e3o de capital. Em segundo lugar, a rela\u00e7\u00e3o de classe assume a forma de uma <em>rela\u00e7\u00e3o de mercado<\/em>, o que significa que a domina\u00e7\u00e3o de uma classe pela outra \u00e9 mediada pela domina\u00e7\u00e3o abstrata do valor.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"v-conclusao\"><strong>V. Conclus\u00e3o<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>&nbsp;        A TFV apresenta uma perspectiva abstrata e unilateral do poder econ\u00f4mico no capitalismo. Isto n\u00e3o significa, contudo, que toda a an\u00e1lise da TFV sobre domina\u00e7\u00e3o do valor est\u00e1 errada, tampouco que a domina\u00e7\u00e3o de classe \u00e9 \u201cmais importante\u201d que a domina\u00e7\u00e3o universal do valor. A TFV gerou alguns <em>insights<\/em> importantes, que devem ser integrados a uma abordagem mais completa de como o poder econ\u00f4mico do capital funciona.<\/p>\n\n\n\n<p>        O capitalismo envolve, <em>de fato<\/em>, formas de poder \u00e0s quais <em>todas as pessoas<\/em> est\u00e3o sujeitas. Isto se torna evidente, tamb\u00e9m, quando consideramos o fen\u00f4meno da <em>concorr\u00eancia<\/em>, que na realidade nada mais \u00e9 do que a rela\u00e7\u00e3o \u201chorizontal\u201d entre produtores, analisada no in\u00edcio de <em>O Capital<\/em>, apenas em um n\u00edvel mais concreto de abstra\u00e7\u00e3o. Como afirmado, no come\u00e7o de <em>O Capital<\/em> os produtores aparecem simplesmente como \u201cprodutores privados e independentes\u201d, sem outras determina\u00e7\u00f5es. Descobrimos, ent\u00e3o, que estes produtores s\u00e3o, na realidade, empresas capitalistas, e assim podemos especificar a rela\u00e7\u00e3o entre eles como uma rela\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia. A concorr\u00eancia \u00e9 a \u201cpress\u00e3o rec\u00edproca de uns sobre os outros\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_53');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_53');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_53\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[53]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_53\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl. <em>O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro 3. O processo global da produ\u00e7\u00e3o capitalista<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2017, p. 1033.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_53').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_53', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> dos capitais individuais, uma coer\u00e7\u00e3o estrutural que garante a \u201cexecu\u00e7\u00e3o\u201d das leis do capital. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_54');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_54');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_54\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[54]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_54\" class=\"footnote_tooltip\">\u201cA concorr\u00eancia em geral, essa locomotiva fundamental da economia burguesa, n\u00e3o estabelece suas leis, mas \u00e9 sua executora\u201d (MARX, Karl. Grundrisse. Manuscritos econ\u00f4micos de 1857-1858.&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_54');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_54').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_54', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Marx compreende a concorr\u00eancia como uma forma de coer\u00e7\u00e3o estrutural que assegura a subordina\u00e7\u00e3o do capital <em>individual<\/em> \u00e0 totalidade.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_55');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_55');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_55\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[55]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_55\" class=\"footnote_tooltip\">\u201cDa\u00ed, por outro lado, a sandice que significa considerar a livre concorr\u00eancia como o desenvolvimento \u00faltimo da liberdade humana; e [de considerar] a nega\u00e7\u00e3o da livre concorr\u00eancia = a&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_55');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_55').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_55', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> O antagonismo que est\u00e1 em jogo na concorr\u00eancia \u00e9, portanto, entre o <em>indiv\u00edduo<\/em> e a <em>totalidade<\/em>, e n\u00e3o entre <em>classes<\/em>. Al\u00e9m disso, n\u00e3o s\u00e3o apenas os capitais que concorrem: a concorr\u00eancia entre os trabalhadores tamb\u00e9m deve ser compreendida como um mecanismo do poder econ\u00f4mico do capital, atrav\u00e9s do qual o trabalhador individual \u00e9 submetido \u00e0 totalidade econ\u00f4mica. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_56');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_56');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_56\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[56]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_56\" class=\"footnote_tooltip\">LEBOWITZ, Michael A. <em>Beyond Capital: Marx\u2019s Political Economy of the Working Class<\/em>. 2 ed. Londres: Palgrave MacMillan, 2003, p. 83<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_56').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_56', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>        N\u00e3o faz sentido considerar uma destas formas de poder \u2014 a domina\u00e7\u00e3o universal do valor ou a domina\u00e7\u00e3o de classe da rela\u00e7\u00e3o de capital \u2014 como mais \u201cfundamental\u201d que a outra. Eles se pressup\u00f5em e se reproduzem mutuamente, e devem ser compreendidas em sua fun\u00e7\u00e3o comum, que \u00e9 a de reproduzir a totalidade capitalista. A rela\u00e7\u00e3o de capital assegura que o trabalhador apare\u00e7a no mercado em primeiro lugar, mas a troca subsequente entre capital e trabalho resulta, em retorno, no processo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, que contribui para reproduzir a rela\u00e7\u00e3o de capital. Neste sentido, \u201co primeiro ato, a troca de dinheiro por for\u00e7a de trabalho (&#8230;) entra na produ\u00e7\u00e3o da totalidade da rela\u00e7\u00e3o\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_57');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_57');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_57\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[57]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_57\" class=\"footnote_tooltip\">MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Collected Works. Vol. 34. Karl Marx Economic Works 1861-1863. Nova York, Londres, Moscou: International Publishers, Lawrence &amp; Wishart, Progress Publishers, 1975,&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_57');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_57').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_57', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>        O <em>insight<\/em> obtido pela discuss\u00e3o neste <em>paper<\/em> \u00e9 o de que o poder econ\u00f4mico do capital envolve formas de poder que <em>n\u00e3o<\/em> s\u00e3o espec\u00edficas de classe \u2014 ou seja, formas de poder que garantem a sujei\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo \u00e0 totalidade \u2014 <em>bem como<\/em> a domina\u00e7\u00e3o de classe. Ambos contribuem, juntamente com outras formas de poder \u2014 como ideologia e viol\u00eancia \u2014, para a reprodu\u00e7\u00e3o da sujei\u00e7\u00e3o da vida social \u00e0 l\u00f3gica do valor que se autovaloriza.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        Para concluir, gostaria de sugerir uma maneira de conceber as diferentes subcategorias do poder econ\u00f4mico do capital. Proponho distinguir entre dois planos de poder econ\u00f4mico: um <em>transcendental<\/em> e um <em>imanente<\/em>. O campo de iman\u00eancia em quest\u00e3o aqui \u00e9 o <em>circuito<\/em> do capital, que abarca tanto a circula\u00e7\u00e3o como a produ\u00e7\u00e3o: o circuito do capital \u00e9 a totalidade da economia capitalista. O poder econ\u00f4mico <em>imanente<\/em> do capital, assim, refere-se \u00e0s formas de poder inerentes aos processos envolvidos no circuito do capital. Ele pode ser subdividido em dois conjuntos de rela\u00e7\u00f5es e mecanismos de poder: aqueles que \u201cpertencem\u201d \u00e0 esfera da circula\u00e7\u00e3o e aqueles que pertencem \u00e0 esfera da produ\u00e7\u00e3o (Marx concebe estes \u00faltimos como disciplina, comando, subsun\u00e7\u00e3o real, despotismo e tirania). O que a TFV conseguiu trazer \u00e0 tona foi o poder econ\u00f4mico <em>imanente<\/em> do capital como ele aparece na <em>esfera da circula\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        O conceito de um plano transcendental de poder tem sido proposto, embora n\u00e3o tenha sido de fato elaborado, por Hardt e Negri. O conceito tem o objetivo de captar formas de poder que \u201cn\u00e3o imp\u00f5em a obedi\u00eancia mediante o comando de um soberano nem mesmo primordialmente pela for\u00e7a, mas estruturando as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade da vida social<strong>&#8220;<\/strong>. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_58');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_58');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_58\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[58]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_58\" class=\"footnote_tooltip\">HARDT, Michael; NEGRI, Antonio. <em>Bem-estar comum<\/em>. Rio de Janeiro: Record, 2016, p. 21.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_58').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_58', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Esta me parece ser uma boa forma de compreender as rela\u00e7\u00f5es de poder envolvidas na <em>rela\u00e7\u00e3o de capital<\/em>. \u201cTranscendental\u201d deve ser entendido aqui como as condi\u00e7\u00f5es estruturais de possibilidade para um determinado campo de iman\u00eancia. A rela\u00e7\u00e3o de capital \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o de classe estruturada em torno da distribui\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de reprodu\u00e7\u00e3o social. Esta \u00e9 uma forma de poder cujo exerc\u00edcio n\u00e3o pode ser \u201clocalizado\u201d numa parte ou fase espec\u00edfica do circuito do capital \u2014 designa, ao contr\u00e1rio, a estrutura subjacente da economia capitalista, uma estrutura que, ao mesmo tempo, <em>resulta nos e \u00e9 reproduzida pelos<\/em> processos econ\u00f4micos envolvidos no circuito do capital.<strong>*<\/strong><span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_59');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_59');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_59\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[59]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_59\" class=\"footnote_tooltip\">* Sobre esta dial\u00e9tica do pressuposto e do resultado, e a ideia do capital pondo seus pr\u00f3prios pressupostos, cf. MARX, Karl. Grundrisse. Manuscritos econ\u00f4micos de 1857-1858. Esbo\u00e7os da cr\u00edtica&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_59');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_59').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_59', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> O capital se insere na brecha entre a vida e suas condi\u00e7\u00f5es, tornando assim a reprodu\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de capital em condi\u00e7\u00e3o de possibilidade para a reprodu\u00e7\u00e3o da vida social.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_60');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_60');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_60\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[60]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_60\" class=\"footnote_tooltip\">Kurz tamb\u00e9m prop\u00f5e pensar o capital como um \u201ctranscendental a priori\u201d, \u201cque n\u00e3o pode aparecer diretamente como tal, mas que, no entanto, constitui a realidade social [die nicht unmittelbar&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_60');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_60').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_60', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;        Em resumo: o poder econ\u00f4mico do capital funciona em mais de um n\u00edvel. Ele funciona num n\u00edvel transcendental, estruturando as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade da reprodu\u00e7\u00e3o social. Isto \u00e9 captado pelo conceito de rela\u00e7\u00e3o de capital. Ele tamb\u00e9m funciona num n\u00edvel imanente, atrav\u00e9s do conjunto espec\u00edfico de mecanismos e t\u00e9cnicas envolvido na valoriza\u00e7\u00e3o do valor ao passar pelo circuito do capital. Na esfera da circula\u00e7\u00e3o, ele assume a forma de uma domina\u00e7\u00e3o universal \u00e0 qual todas as pessoas est\u00e3o sujeitas, e que assegura a sujei\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo \u00e0 totalidade. Na esfera da produ\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o discutido neste <em>paper<\/em> \u2014 ele assume a forma do comando, disciplina corporal, subsun\u00e7\u00e3o real do trabalho e da natureza<strong>*<\/strong>, etc. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_61');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_61');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_2258_1_61\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[61]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_61\" class=\"footnote_tooltip\">* No que se refere ao interessante conceito de \u201csubsun\u00e7\u00e3o real da natureza\u201d, cf. MALM, Andreas. Fossil Capital: The Rise of Steam Power and the Roots of Global Warming. Londres &amp; Nova York:&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_2258_1('footnote_plugin_reference_2258_1_61');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_2258_1_61').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_2258_1_61', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Considerados em conjunto, estes diferentes momentos do poder econ\u00f4mico contribuem para a reprodu\u00e7\u00e3o do capitalismo, isto \u00e9, a sujei\u00e7\u00e3o da vida \u00e0 l\u00f3gica do valor que se autovaloriza.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/em> Talles Lopes<br><em>Revis\u00e3o<\/em>: Jade Amorim<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > #kt-info-box_b3d3d9-87 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}#kt-info-box_b3d3d9-87 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-color:#d70141;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;background:#d70141;padding-top:24px;padding-right:24px;padding-bottom:24px;padding-left:24px;margin-top:50px;}#kt-info-box_b3d3d9-87 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{border-color:#d70141;background:#d70141;}#kt-info-box_b3d3d9-87.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}#kt-info-box_b3d3d9-87 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:146px;}#kt-info-box_b3d3d9-87 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{padding-bottom:100%;width:200px;height:0px;max-width:100%;}#kt-info-box_b3d3d9-87 .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, #kt-info-box_b3d3d9-87 .kt-info-svg-icon-flip, 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src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/mau.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" class=\"kt-info-box-image wp-image-2275\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/mau.jpg 200w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/mau-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\"><em>S\u00f8ren Mau<\/em><\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">S\u00f8ren Mau \u00e9 fil\u00f3sofo e pesquisador de p\u00f3s-doutorado especializado em teoria marxista.<\/p><\/div><\/a><\/div>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2258_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_2258_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_2258_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_2258_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl. <em>Grundrisse. Manuscritos econ\u00f4micos de 1857-1858. Esbo\u00e7os da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011, p. 87. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_2\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_2');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>2<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl. <em>O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro I. O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013, p. 539. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_3\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_3');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>3<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Ibid., p. 526 <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_4\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_4');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>4<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Ibid, idem<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_5\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_5');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>5<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> POULANTZAS, Nicos. <em>O Estado, o poder, o socialismo<\/em>. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Graal: 1980, p. 87-89. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_6\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_6');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>6<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> PALERMO, Giulio. \u201cThe ontology of economic power in capitalism: mainstream economics and Marx\u201d. <strong>Cambridge Journal of Economics<\/strong>, vol. 31, n. 4, p. 539-561, jul.\/2007. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_7\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_7');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>7<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">FOUCAULT, Michel. \u201cEntretien avec Michel Foucault\u201d. <em>Dits et \u00c9crits. Tome IV: 1980-1988<\/em>. Paris: Gallimard, 1994, p. 70. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_8\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_8');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>8<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Os escritos de Foucault sobre o poder cont\u00eam <em>insights<\/em> muito bons, inclusive para a an\u00e1lise do poder econ\u00f4mico, e pretendo incorporar alguns deles em minha tese. Mas isto n\u00e3o altera o fato de que ele n\u00e3o era um bom leitor de Marx.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_9\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_9');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>9<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">FOUCAULT, Michel. \u201cO Sujeito e o Poder\u201d. <em>In<\/em>: DREYFUS, Hubert L.; RABINOW, Paul. <strong>Michel Foucault, uma trajet\u00f3ria filos\u00f3fica: para al\u00e9m do estruturalismo e da hermen\u00eautica<\/strong>. Rio de Janeiro: Forense Universit\u00e1ria, 1995, p. 232.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_10\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_10');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>10<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> POULANTZAS, Nicos. <em>O Estado, o poder, o socialismo<\/em>. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Graal: 1980, p. 41; Cf. WOOD, Ellen Meiksins. <em>Democracia contra Capitalismo: a renova\u00e7\u00e3o do materialismo hist\u00f3rico<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2003, p. 24. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_11\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_11');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>11<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">WOOD, Ellen Meiksins. <em>O imp\u00e9rio do capital<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014, p. 22.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_12\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_12');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>12<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">REITTER, Karl. \u201cVorwort\u201d. <em>In<\/em>: REITTER, Karl (ed.). <strong>Karl Marx: Philosoph der Befreiung oder Theoretiker des Kapitals? Zur Kritik der \u201cNeuen Marx-Lekt\u00fcre\u201d<\/strong>. Viena: Mandelbaum Verlag, 2015.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_13\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_13');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>13<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Cf. ELSON, Diane. \u201cThe Value Theory of Labour\u201d. In: ELSON, Diane (ed.). <strong>Value: The Representation of Labour in Capitalism<\/strong>. Londres &amp; Nova York: Verso Books, 2015; HEINRICH, Michael. <em>Die Wissenschaft vom Wert: Die Marxsche Kritik der politischen \u00d6konomie zwischen wissenschaftlicher Revolution und klassischer Tradition<\/em>. M\u00fcnster: Westph\u00e4lisches Dampfboot, 1999, p. 203; POSTONE, Moishe. <em>Tempo, Trabalho e Domina\u00e7\u00e3o Social<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014, p 39-40.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_14\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_14');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>14<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">HEINRICH, Michael. <em>Indiv\u00edduo, personifica\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o impessoal na cr\u00edtica da economia pol\u00edtica de Marx<\/em>. <strong>Zero \u00e0 esquerda<\/strong>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/12\/02\/michael-heinrich-individuo-personificacao-e-dominacao-impessoal-na-critica-da-economia-politica-de-marx\/\"><span class=\"footnote_url_wrap\">https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/12\/02\/michael-heinrich-individuo-personificacao-e-dominacao-impessoal-na-critica-da-economia-politica-de-marx\/<\/span><\/a><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_15\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_15');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>15<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl. <em>O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro I. O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013, p. 455. Cf. tamb\u00e9m: \u201cE s\u00f3 existe porque tanto na realidade quanto na teoria da produ\u00e7\u00e3o capitalista, o <em>trabalho realizado<\/em> se revela oposi\u00e7\u00e3o a si mesmo, oposi\u00e7\u00e3o ao <em>trabalho vivo<\/em>. Do mesmo modo como no processo de pensamento prisioneiro da religi\u00e3o, o processo do pensamento, al\u00e9m de exigir, exerce o dom\u00ednio sobre o pr\u00f3prio pensamento\u201d (MARX, Karl. <em>Teorias da Mais-Valia. Hist\u00f3ria Cr\u00edtica do Pensamento Econ\u00f4mico. Vol. 3<\/em>. S\u00e3o Paulo: DIFEL, 1985, p. 1324); \u201cNa produ\u00e7\u00e3o material, no verdadeiro processo da vida social \u2014 pois o processo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 isso \u2014 d\u00e1-se exatamente a <em>mesma<\/em> rela\u00e7\u00e3o, que no terreno ideol\u00f3gico se apresenta na <em>religi\u00e3o<\/em>: a convers\u00e3o do sujeito em objeto e vice-versa\u201d (MARX, Karl. <em>O capital: livro I: cap\u00edtulo VI (in\u00e9dito). <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Ci\u00eancias Humanas, 1978, p. 21).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_16\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_16');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>16<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">POSTONE, Moishe. <em>Tempo, Trabalho e Domina\u00e7\u00e3o Social<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014, p 212<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_17\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_17');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>17<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ibid., p. 46. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_18\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_18');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>18<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">BACKHAUS, Hans-Georg. <em>Dialektik der Wertform: Untersuchungen zur marxschen \u00d6konomiekritik<\/em>. Friburgo: \u00e7a ira, 1997, p. 506.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_19\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_19');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>19<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">ADORNO, Theodor W. \u201cGesellschaft\u201d. <em>Gesammelte Schriften<\/em>. <em>Vol. 8<\/em>. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 1972, p. 14. Cf. tamb\u00e9m ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. <em>Dial\u00e9tica do Esclarecimento<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 6; ADORNO, Theodor. <em>Dial\u00e9tica Negativa<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2009, p. 152-154; REICHELT, Helmut. \u201cMarx\u2019s Critique of Economic Categories: Reflections on the Problem of Validity in the Dialectical Method of Presentation in <em>Capital<\/em>\u201d. <strong>Historical Materialism<\/strong>, vol. 15, n. 4, p. 3-52, 2007; KLAUDA, Georg. \u201cVon der Arbeiterbewegung zur Kritischen Theorie: Zur Urgeschichte des Marxismus ohne Klassen\u201d. <em>In<\/em>: REITTER, Karl (ed.). <strong>Karl Marx: Philosoph der Befreiung oder Theoretiker des Kapitals? Zur Kritik der \u201cNeuen Marx-Lekt\u00fcre\u201d<\/strong>. Viena: Mandelbaum Verlag, 2015; O\u2019KANE, Chris. \u201c\u2018The Process of Domination Spews Out Tatters of Subjugated Nature\u2019: Critical Theory, Negative Totality and the State of Extraction\u201d. <em>In<\/em>: <strong>Black Box: A Record of the Catastrophe<\/strong>, vol. 1. Oakland: PM Press, 2015. O foco espec\u00edfico de Adorno no processo de troca pode ter sido um resultado da influ\u00eancia de Sohn-Rehtel, bem como da tentativa de Adorno de acomodar a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica a seu projeto filos\u00f3fico mais geral de uma cr\u00edtica da identidade.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_20\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_20');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>20<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">ENDNOTES. <em>Endnotes 2: Misery and the Value Form<\/em>. Londres &amp; Oakland: Endnotes, 2010, p. 99; REICHELT, Helmut. <em>Neue Marx-Lekt\u00fcre: Zur Kritik sozialwissenschaftlicher Logik<\/em>. Friburgo: \u00e7a ira, 2013; REICHELT, Helmut. <em>Sobre a estrutura l\u00f3gica do conceito de capital em Karl Marx<\/em>. Campinas: Editora da Unicamp, 2013; BACKHAUS, Hans-Georg. <em>Dialektik der Wertform: Untersuchungen zur marxschen \u00d6konomiekritik<\/em>. Friburgo: \u00e7a ira, 1997.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_21\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_21');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>21<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">ELBE, Ingo; ELLMERS, Sven; EUFINGER, Jan. \u201cEinleitung\u201d. <em>In<\/em>: ELBE, Ingo; ELLMERS, Sven; EUFINGER, Jan (ed.). <strong>Anonyme Herrschaft: Zur Struktur moderner Machtverh\u00e4ltnisse<\/strong>. M\u00fcnster: Westph\u00e4lisches Dampfboot, 2012, p. 8.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_22\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_22');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>22<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Cf. HANLOSER, Gerhard; REITTER, Karl. <em>Der bewegte Marx: Eine einf\u00fchrende Kritik des Zirkulationsmarxismus<\/em>. M\u00fcnster: Unrast Verlag, 2008, p. 26.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_23\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_23');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>23<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">KURZ, Robert; LOHOFF, Ernst. \u201cDer Klassenkampf-Fetisch. Thesen zur Entmythologisierung des Marxismus\u201d. <strong>krisis<\/strong>. Kritik der Warengesellschaft, 1989.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_24\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_24');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>24<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ibid.; Cf. tamb\u00e9m: KURZ, Robert. <em>Geld ohne Wert: Grundrisse zu einer Transformation der Kritik der politischen \u00d6konomie<\/em>. Berlim: Horlemann, 2012, p. 77, 252, 289; LINDEN, Marcel van der. <em>Workers of the World: Essays toward a Global Labor History<\/em>. Leiden &amp; Boston: Brill, 2008, p. 39; GRIGAT, Stephan. <em>Fetisch und Freiheit: \u00dcber die Rezeption der Marxschen Fetischkritik, die Emanzipation von Staat und Kapital und die Kritik des Antisemitismus<\/em>. Frankfurt: \u00e7a ira, 2007, p. 208ss.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_25\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_25');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>25<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> JAPPE, Anselm. <em>Die Abenteuer der Ware. F\u00fcr eine neue Wertkritik<\/em>. M\u00fcnster: Unrast Verlag, 2005, p. 80ss. Cf. tamb\u00e9m p. 95.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_26\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_26');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>26<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> POSTONE, Moishe. <em>Tempo, Trabalho e Domina\u00e7\u00e3o Social<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014, p 150.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_27\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_27');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>27<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">HEINRICH, Michael. <em>Die Wissenschaft vom Wert: Die Marxsche Kritik der politischen \u00d6konomie zwischen wissenschaftlicher Revolution und klassischer Tradition<\/em>. M\u00fcnster: Westph\u00e4lisches Dampfboot, 1999, p. 264ss; HEINRICH, Michael. <em>An Introduction to the Three Volumes of Karl Marx\u2019s Capital<\/em>. Nova York: Monthly Review Press, 2012, p. 91ss.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_28\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_28');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>28<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Cf., por exemplo, sua an\u00e1lise das classes em HEINRICH, Michael. <em>An Introduction to the Three Volumes of Karl Marx\u2019s Capital<\/em>. Nova York: Monthly Review Press, 2012, p. 191ss; Em sua obra principal sobre a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica, as classe s\u00e3o mencionadas quase que apenas nas quatro p\u00e1ginas explicitamente dedicadas ao assunto. Cf. HEINRICH, Michael. <em>Die Wissenschaft vom Wert: Die Marxsche Kritik der politischen \u00d6konomie zwischen wissenschaftlicher Revolution und klassischer Tradition<\/em>. M\u00fcnster: Westph\u00e4lisches Dampfboot, 1999, p. 263ss.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_29\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_29');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>29<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">HEINRICH, Michael. <em>Indiv\u00edduo, personifica\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o impessoal na cr\u00edtica da economia pol\u00edtica de Marx<\/em>. <strong>Zero \u00e0 esquerda<\/strong>. Este \u00e9 um argumento comum na TFV, mas como meu foco neste <em>paper<\/em> \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o, no capitalismo, entre poder de classe e formas de poder n\u00e3o espec\u00edficas a uma classe, n\u00e3o entrarei no debate sobre essa quest\u00e3o, que essencialmente se relaciona a saber se as lutas de classe podem ou n\u00e3o ser revolucion\u00e1rias. Para as vers\u00f5es mais extremas deste argumento, Cf. KURZ, Robert; LOHOFF, Ernst. \u201cDer Klassenkampf-Fetisch. Thesen zur Entmythologisierung des Marxismus\u201d. <strong>krisis<\/strong>. Kritik der Warengesellschaft, 1989; JAPPE, Anselm. <em>Die Abenteuer der Ware. F\u00fcr eine neue Wertkritik<\/em>. M\u00fcnster: Unrast Verlag, 2005; GRIGAT, Stephan. <em>Fetisch und Freiheit: \u00dcber die Rezeption der Marxschen Fetischkritik, die Emanzipation von Staat und Kapital und die Kritik des Antisemitismus<\/em>. Frankfurt: \u00e7a ira, 2007, p. 208ss.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_30\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_30');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>30<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">HEINRICH, Michael. <em>Wie das Marxsche \u00abKapital\u00bb lesen? Leseanleitung und Kommentar zum Anfang des \u00abKapital\u00bb. Teil 1<\/em>. 2 ed. Stuttgart: Schmetterling Verlag, 2009, p. 181<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_31\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_31');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>31<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> BONEFELD, Werner. <em>Critical Theory and the Critique of Political Economy<\/em>. Londres: Bloomsbury, 2014, p. 7; BONEFELD, Werner. \u201cOn Postone\u2019s Courageous but Unsuccessful Attempt to Banish the Class Antagonism from the Critique of Political Economy\u201d. <strong>Historical Materialism<\/strong>, vol. 12, n. 3, p. 103-124, 2004.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_32\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_32');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>32<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">BONEFELD, Werner. <em>Critical Theory and the Critique of Political Economy<\/em>. Londres: Bloomsbury, 2014, p. 11, 79.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_33\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_33');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>33<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ibid., p. 101.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_34\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_34');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>34<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">* Esta ret\u00f3rica constantemente repetida \u00e9 t\u00edpica da TFV. \u00c9 bastante dominante em Backhaus, Kurz, Jappe e Bonefeld, e menos presente em Postone e Heinrich.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_35\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_35');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>35<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Ibid., p. 10, 114, 101ss <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_36\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_36');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>36<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">ALBOHN, J\u00fcrgen. \u201cEine kurze Kritik der Wertkritik\u201d. <em>In<\/em>: REITTER, Karl (ed.). <strong>Karl Marx: Philosoph der Befreiung oder Theoretiker des Kapitals? Zur Kritik der \u201cNeuen Marx-Lekt\u00fcre\u201d<\/strong>. Viena: Mandelbaum Verlag, 2015, p. 173ss; HANLOSER, Gerhard; REITTER, Karl. <em>Der bewegte Marx: Eine einf\u00fchrende Kritik des Zirkulationsmarxismus<\/em>. M\u00fcnster: Unrast Verlag, 2008.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_37\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_37');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>37<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">*Para uma reconstru\u00e7\u00e3o detalhada deste argumento, cf. MAU, S\u00f8ren. \u201cThe Transition to Capital in Marx\u2019s Critique of Political Economy\u201d. <strong>Historical Materialism<\/strong>, vol. 26, n. 1, p. 68-102, 2018.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_38\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_38');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>38<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl. <em>O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro I. O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013, p. 437. Cf. tamb\u00e9m: \u201cA troca individual corresponde, ela tamb\u00e9m, a um modo de produ\u00e7\u00e3o determinado que, por sua vez, corresponde ao antagonismo entre as classes\u201d (MARX, Karl. A Mis\u00e9ria da Filosofia. S\u00e3o Paulo: Global, 1985, p. 79); \u201cPor um lado, se esquece que, desde logo, o <em>pressuposto<\/em> do valor de troca, como o fundamento objetivo da totalidade do sistema de produ\u00e7\u00e3o, j\u00e1 encerra em si a coa\u00e7\u00e3o sobre o indiv\u00edduo de que seu produto imediato n\u00e3o \u00e9 um produto para ele, mas s\u00f3 <em>dev\u00e9m<\/em> para ele no processo social e <em>tem<\/em> de assumir essa forma universal e, todavia, exterior; que o indiv\u00edduo s\u00f3 tem exist\u00eancia social como produtor de valor de troca e que, portanto, j\u00e1 est\u00e1 envolvida a nega\u00e7\u00e3o total de sua exist\u00eancia natural; que, por conseguinte, est\u00e1 totalmente determinado pela sociedade; que isso pressup\u00f5e, ademais, a divis\u00e3o do trabalho etc., na qual o indiv\u00edduo j\u00e1 \u00e9 posto em outras rela\u00e7\u00f5es distintas daquelas de simples <em>trocador<\/em> etc. Que, portanto, o pressuposto n\u00e3o s\u00f3 de maneira alguma resulta da vontade e da natureza imediata do indiv\u00edduo, como \u00e9 um pressuposto <em>hist\u00f3rico<\/em> e p\u00f5e desde logo o indiv\u00edduo como <em>determinado<\/em> pela sociedade. Por outro lado, se esquece que as formas superiores nas quais [aparece] agora a troca, ou as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o que nela se realizam, de forma alguma permanecem nessa determinabilidade simples, na qual a maior diferen\u00e7a a que se chega \u00e9 uma diferen\u00e7a formal e, por isso, indiferente. Finalmente, n\u00e3o se v\u00ea que na determina\u00e7\u00e3o simples do valor de troca e do dinheiro j\u00e1 est\u00e1 contida de forma latente a oposi\u00e7\u00e3o entre sal\u00e1rio e capital etc.\u201d (MARX, Karl. <em>Grundrisse. Manuscritos econ\u00f4micos de 1857-1858. Esbo\u00e7os da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011, p. 302-303); \u201cMas na sociedade burguesa o valor de troca deve ser compreendido como a forma dominante, a tal ponto que desapareceu <em>qualquer rela\u00e7\u00e3o imediata dos produtores com os seus produtos<\/em> enquanto valores de uso; <em>todos os produtos devem ser considerados comercializ\u00e1veis<\/em>. Um oper\u00e1rio numa f\u00e1brica moderna, numa f\u00e1brica de tecidos de algod\u00e3o, por exemplo: se ele n\u00e3o produzisse valor de troca, n\u00e3o produziria absolutamente nada, visto que nem sequer pode pegar num \u00fanico valor de uso tang\u00edvel e dizer: este \u00e9 o meu produto [&#8230;] Uma an\u00e1lise da forma espec\u00edfica da divis\u00e3o do trabalho, das condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o em que ela se baseia, das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas entre os membros da sociedade em que estas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o se convertem, mostraria que \u00e9 necess\u00e1rio admitir todo o sistema da produ\u00e7\u00e3o burguesa para que se mostrem \u00e0 sua superf\u00edcie, como ponto de partida simples, o valor de troca e o processo de troca tal como se manifesta na circula\u00e7\u00e3o simples: <em>mera troca de subst\u00e2ncia, no entanto troca social abrangendo toda a produ\u00e7\u00e3o e todo o consumo<\/em>. Resultaria, pois, que para que os indiv\u00edduos possam enfrentar-se nas <em>simples rela\u00e7\u00f5es de compra e venda como produtores privados<\/em> livres, no decurso do processo de circula\u00e7\u00e3o e figurar neste processo como agentes independentes, isto j\u00e1 sup\u00f5e <em>outras<\/em> rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o mais complexas, relativamente em conflito com a liberdade e independ\u00eancia dos indiv\u00edduos, outras rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas pr\u00e9vias. Mas <em>do ponto de vista da circula\u00e7\u00e3o simples estas rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o suprimidas<\/em>\u201d (MARX, Karl. <em>Contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/em> [Cole\u00e7\u00e3o Folha. Grandes Nomes do Pensamento: vol. 22]. S\u00e3o Paulo: Folha de S. Paulo, 2015, p. 240-241); \u201cMercadoria e dinheiro s\u00e3o, ambos, premissas elementares do capital, mas apenas sob certas condi\u00e7\u00f5es se desenvolvem at\u00e9 chegar a capital. A forma\u00e7\u00e3o do capital n\u00e3o pode dar-se a n\u00e3o ser com base na circula\u00e7\u00e3o de mercadorias (que inclui a circula\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria), isto \u00e9, em uma fase dada, e desenvolvida at\u00e9 certo ponto, do com\u00e9rcio; ao passo que, inversamente, a produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de mercadorias de nenhum modo pressup\u00f5em para sua exist\u00eancia o modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o; ou como analisamos anteriormente [&#8230;] tamb\u00e9m \u2018pertencem a formas de sociedade pr\u00e9-burguesa\u2019. S\u00e3o a <em>premissa hist\u00f3rica<\/em> do modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, apenas \u00e0 base da produ\u00e7\u00e3o capitalista a mercadoria converte-se em <em>forma geral do produto<\/em>, todo produto deve adotar a forma da mercadoria; a compra e venda abrangem n\u00e3o s\u00f3 o excedente da produ\u00e7\u00e3o como sua pr\u00f3pria subst\u00e2ncia e as diversas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o apresentam-se de maneira geral como <em>mercadorias<\/em>, que, saindo da circula\u00e7\u00e3o, ingressam no processo de produ\u00e7\u00e3o. Se, em consequ\u00eancia, a <em>mercadoria<\/em> aparece por um lado como premissa da forma\u00e7\u00e3o do capital, por outro, a <em>mercadoria<\/em>, na medida em que \u00e9 <em>forma elementar e geral do produto<\/em>, aparece essencialmente como produto e resultado do processo capitalista de produ\u00e7\u00e3o. Nas fases precedentes da produ\u00e7\u00e3o, os produtos revestem <em>parcialmente<\/em> a forma de mercadoria. Pelo contr\u00e1rio, o capital produz seu produto, necessariamente, como <em>mercadoria<\/em> [&#8230;]. \u00c0 medida que se desenvolve a produ\u00e7\u00e3o capitalista, isto \u00e9 (<em>id est<\/em>) o capital, realizam-se, tamb\u00e9m, por conseguinte, as leis gerais desenvolvidas com respeito \u00e0 mercadoria, por exemplo, as que concernem ao valor na forma diferente da circula\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria\u201d (MARX, Karl. <em>O capital: livro I: cap\u00edtulo VI (in\u00e9dito). <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Ci\u00eancias Humanas, 1978, p. 97-98); \u201cVimos que a transforma\u00e7\u00e3o de dinheiro em capital decomp\u00f5e-se em dois processos aut\u00f4nomos, que pertencem a esferas completamente diferentes e existem separadamente um do outro. O primeiro processo pertence \u00e0 esfera da <em>circula\u00e7\u00e3o de mercadorias<\/em>, e portanto, se efetua no <em>mercado<\/em>. Trata-se da compra e venda da <em>capacidade de trabalho<\/em>. O segundo processo consiste no <em>consumo da capacidade de trabalho adquirida<\/em> ou no pr\u00f3prio <em>processo de produ\u00e7\u00e3o<\/em>. No primeiro processo, o capitalista e o oper\u00e1rio se contrap\u00f5em unicamente como possuidor de dinheiro e possuidor de mercadoria, e sua transa\u00e7\u00e3o \u00e9 a que se produz entre todos os compradores e vendedores, uma troca de equivalentes. No segundo processo, o oper\u00e1rio apresenta-se transitoriamente (<em>pro tempore<\/em>) como componente vivo do pr\u00f3prio capital, e a categoria de troca est\u00e1 aqui totalmente exclu\u00edda, j\u00e1 que o capitalista se apropria \u2013 pela compra \u2013 de todos os fatores do processo de produ\u00e7\u00e3o \u2013 tanto materiais como pessoais, antes do in\u00edcio do processo. [&#8230;] Se, n\u00e3o obstante, considerarmos o capital integral, por um lado, isto \u00e9, o conjunto dos adquirentes de capacidade de trabalho, e, por outro, a totalidade dos vendedores de capacidade de trabalho, a totalidade dos oper\u00e1rios, veremos que o oper\u00e1rio se v\u00ea obrigado a vender, em lugar de uma mercadoria, sua pr\u00f3pria capacidade de trabalho como mercadoria. Isso se deve a que, por outro lado, v\u00ea como propriedade alheia todos os meios de produ\u00e7\u00e3o, todas as condi\u00e7\u00f5es objetivas do trabalho, assim como todos os meios de subsist\u00eancia, o dinheiro, os meios de produ\u00e7\u00e3o e os meios de subsist\u00eancia; e isto porque toda <em>riqueza objetiva<\/em> surge aos olhos do oper\u00e1rio como propriedade dos <em>possuidores de mercadorias<\/em>. A premissa \u00e9 que o oper\u00e1rio trabalha como <em>n\u00e3o propriet\u00e1rio<\/em>, e as <em>condi\u00e7\u00f5es de seu trabalho<\/em> se lhe antep\u00f5em como <em>propriedade alheia<\/em>\u201d (Ibid., p. 32-34).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_39\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_39');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>39<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">BRENNER, Robert. \u201cProperty and Progress: Where Adam Smith Went Wrong\u201d. <em>In<\/em>: WICKHAM, Chris (ed.). <strong>Marxist History-Writing for the Twenty-First Century<\/strong>. Oxford: Oxford University Press, 2007; WOOD, Ellen Meiksins. <em>The Origin of Capitalism: A Longer View<\/em>. Londres &amp; Nova York: Verso Books, 2002.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_40\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_40');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>40<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">ENDNOTES. <em>Endnotes 2: Misery and the Value Form<\/em>. Londres &amp; Oakland: Endnotes, 2010, p. 101; HANLOSER, Gerhard; REITTER, Karl. <em>Der bewegte Marx: Eine einf\u00fchrende Kritik des Zirkulationsmarxismus<\/em>. M\u00fcnster: Unrast Verlag, 2008, p. 28ss.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_41\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_41');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>41<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ibid., p. 12.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_42\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_42');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>42<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl. <em>O capital: livro I: cap\u00edtulo VI (in\u00e9dito). <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Ci\u00eancias Humanas, 1978, p. 46.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_43\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_43');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>43<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">BRENNER, Robert. \u201cProperty and Progress: Where Adam Smith Went Wrong\u201d. <em>In<\/em>: WICKHAM, Chris (ed.). <strong>Marxist History-Writing for the Twenty-First Century<\/strong>. Oxford: Oxford University Press, 2007, p. 58. Cf. tamb\u00e9m CALLINICOS, Alex. <em>Deciphering Capital: Marx\u2019s Capital and Its Destiny<\/em>. Londres: Bookmarks, 2014, p. 18, 175.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_44\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_44');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>44<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. <em>Collected Works<\/em>. <em>Vol. 30. Karl Marx Economic Works 1861-1863. Economic Manuscript of 1861-63<\/em>. Nova York, Londres, Moscou: International Publishers, Lawrence &amp; Wishart, Progress Publishers, 1975, p. 106.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_45\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_45');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>45<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Cf. MARX, Karl. <em>Teorias da Mais-Valia. Hist\u00f3ria Cr\u00edtica do Pensamento Econ\u00f4mico. Vol. 1<\/em>. S\u00e3o Paulo: DIFEL, 1985, p. 72. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_46\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_46');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>46<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">WOOD, Ellen Meiksins. <em>Democracia contra Capitalismo: a renova\u00e7\u00e3o do materialismo hist\u00f3rico<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2003, p. 44.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_47\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_47');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>47<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">\u201c[&#8230;] a produ\u00e7\u00e3o capitalista \u00e9 produ\u00e7\u00e3o de mais-valia, e, enquanto produ\u00e7\u00e3o de mais-valia (na <em>acumula\u00e7\u00e3o<\/em>) \u00e9 ao mesmo tempo <em>produ\u00e7\u00e3o de capital<\/em> e <em>produ\u00e7\u00e3o<\/em> e reprodu\u00e7\u00e3o de toda a rela\u00e7\u00e3o capitalista em escala cada vez mais extensa (ampliada)\u201d (MARX, Karl. <em>O capital: livro I: cap\u00edtulo VI (in\u00e9dito). <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Ci\u00eancias Humanas, 1978, p. 95).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_48\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_48');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>48<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. <em>Collected Works<\/em>. <em>Vol. 34. Karl Marx Economic Works 1861-1864. Economic Manuscript of 1861-63 (Conclusion)<\/em>. Nova York, Londres, Moscou: International Publishers, Lawrence &amp; Wishart, Progress Publishers, 1975, p. 187.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_49\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_49');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>49<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl. <em>O capital: livro I: cap\u00edtulo VI (in\u00e9dito). <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Ci\u00eancias Humanas, 1978, p. 93.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_50\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_50');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>50<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl. <em>O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro I. O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013, p. 430. <\/p>\n\n\n\n<p>*\u201cA rela\u00e7\u00e3o de capital durante o processo de produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 surge porque ela j\u00e1 existe, em si mesma, no ato de circula\u00e7\u00e3o, nas diferentes condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas fundamentais em que o comprador e o vendedor se defrontam um com o outro, em sua rela\u00e7\u00e3o de classe. N\u00e3o \u00e9 o dinheiro que, pela pr\u00f3pria natureza, engendra essa rela\u00e7\u00e3o, mas, antes, \u00e9 a exist\u00eancia dessa rela\u00e7\u00e3o que pode transformar uma simples fun\u00e7\u00e3o do dinheiro numa fun\u00e7\u00e3o do capital\u201d (MARX, Karl. <em>O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro II. O processo de circula\u00e7\u00e3o do capital<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014, p. 123).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_51\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_51');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>51<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl. <em>Trabalho Assalariado e Capital<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1849\/04\/05.htm\"><span class=\"footnote_url_wrap\">https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/marx\/1849\/04\/05.htm<\/span><\/a><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_52\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_52');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>52<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Cf. KURZ, Robert. <em>Geld ohne Wert: Grundrisse zu einer Transformation der Kritik der politischen \u00d6konomie<\/em>. Berlim: Horlemann, 2012, p. 77, 252, 289; JAPPE, Anselm. <em>Die Abenteuer der Ware. F\u00fcr eine neue Wertkritik<\/em>. M\u00fcnster: Unrast Verlag, 2005, p. 82, 87; POSTONE, Moishe. <em>Tempo, Trabalho e Domina\u00e7\u00e3o Social<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014, p. 45-47, 150-151, 185-187; Isto tamb\u00e9m \u00e9 apontado por Heinrich, cf. HEINRICH, Michael. <em>Die Wissenschaft vom Wert: Die Marxsche Kritik der politischen \u00d6konomie zwischen wissenschaftlicher Revolution und klassischer Tradition<\/em>. M\u00fcnster: Westph\u00e4lisches Dampfboot, 1999, p. 264ss.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_53\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_53');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>53<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl. <em>O Capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Livro 3. O processo global da produ\u00e7\u00e3o capitalista<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2017, p. 1033.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_54\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_54');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>54<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">\u201cA concorr\u00eancia em geral, essa locomotiva fundamental da economia burguesa, n\u00e3o estabelece suas leis, mas \u00e9 sua executora\u201d (MARX, Karl. <em>Grundrisse. Manuscritos econ\u00f4micos de 1857-1858. Esbo\u00e7os da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011, p. 737).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_55\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_55');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>55<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">\u201cDa\u00ed, por outro lado, a sandice que significa considerar a livre concorr\u00eancia como o desenvolvimento \u00faltimo da liberdade humana; e [de considerar] a nega\u00e7\u00e3o da livre concorr\u00eancia = a nega\u00e7\u00e3o da liberdade individual e da produ\u00e7\u00e3o social fundada na liberdade individual. Trata-se de fato somente do desenvolvimento livre sobre um fundamento estreito \u2013 o fundamento do dom\u00ednio do capital. Em consequ\u00eancia, esse tipo de liberdade individual \u00e9 ao mesmo tempo a mais completa supress\u00e3o de toda liberdade individual e a total subjuga\u00e7\u00e3o da individualidade sob condi\u00e7\u00f5es sociais que assumem a forma de poderes coisais, na verdade, de coisas superpoderosas \u2013 de coisas independentes dos pr\u00f3prios indiv\u00edduos que se relacionam entre si. [&#8230;]. Quando se diz que, no \u00e2mbito da livre concorr\u00eancia, os indiv\u00edduos, ao perseguirem exclusivamente o seu interesse privado, realizam o interesse comum ou [&#8230;] o interesse geral, isso nada mais significa que, sob as condi\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o capitalista, eles se pressionam mutuamente e, em consequ\u00eancia, o seu pr\u00f3prio entrechoque \u00e9 somente a reprodu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es sob as quais acontece tal intera\u00e7\u00e3o\u201d (MARX, Karl. <em>Grundrisse. Manuscritos econ\u00f4micos de 1857-1858. Esbo\u00e7os da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011, p. 874-875); \u201cQue \u00e9 ent\u00e3o que for\u00e7a o capitalista individual a vender, por exemplo, a mercadoria a um pre\u00e7o m\u00e9dio? (Esse pre\u00e7o m\u00e9dio se estabelece, lhe \u00e9 <em>imposto<\/em>, de modo nenhum decorre de seu livre arb\u00edtrio; ele preferiria vender a mercadoria <em>acima<\/em> do valor que s\u00f3 lhe d\u00e1 o lucro m\u00e9dio e lhe permite realizar menos trabalho n\u00e3o pago que o que est\u00e1 de fato consumido em sua pr\u00f3pria mercadoria.) A coer\u00e7\u00e3o dos outros capitalistas exercida por meio da concorr\u00eancia\u201d (MARX, Karl. <em>Teorias da Mais-Valia. Hist\u00f3ria Cr\u00edtica do Pensamento Econ\u00f4mico. Vol. 2<\/em>. S\u00e3o Paulo: DIFEL, 1985, p. 474).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_56\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_56');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>56<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">LEBOWITZ, Michael A. <em>Beyond Capital: Marx\u2019s Political Economy of the Working Class<\/em>. 2 ed. Londres: Palgrave MacMillan, 2003, p. 83<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_57\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_57');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>57<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. <em>Collected Works<\/em>. <em>Vol. 34. Karl Marx Economic Works 1861-1863<\/em>. Nova York, Londres, Moscou: International Publishers, Lawrence &amp; Wishart, Progress Publishers, 1975, p. 116. \u201cEssa perpetua\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre o capital, como comprador, e o oper\u00e1rio, como vendedor de trabalho constitui uma <em>forma<\/em> de media\u00e7\u00e3o imanente a esse modo de produ\u00e7\u00e3o; mas, \u00e9 forma que apenas formalmente se diferencia de outras formas mais diretas da submiss\u00e3o do trabalho e da <em>propriedade<\/em> por parte dos possuidores das condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o. <em>Encobre<\/em>, como simples <em>rela\u00e7\u00e3o<\/em> <em>monet\u00e1ria<\/em>, a transa\u00e7\u00e3o real e a depend\u00eancia perp\u00e9tua que o processo intermedi\u00e1rio de compra e venda renova incessantemente. N\u00e3o s\u00f3 se reproduzem de maneira constante as condi\u00e7\u00f5es desse <em>com\u00e9rcio<\/em>, mas o que um compra e o outro precisa vender \u00e9 resultado do processo. A renova\u00e7\u00e3o constante dessa rela\u00e7\u00e3o de <em>compra e venda<\/em> n\u00e3o faz sen\u00e3o mediar a continuidade da rela\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de depend\u00eancia, e confere-lhe a <em>apar\u00eancia<\/em> falaz de uma transa\u00e7\u00e3o, de um contrato entre <em>possuidores de mercadorias<\/em> dotados de iguais direitos e que se contrap\u00f5em de maneira igualmente livre\u201d (MARX, Karl. <em>O capital: livro I: cap\u00edtulo VI (in\u00e9dito). <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Ci\u00eancias Humanas, 1978, p. 93-94).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_58\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_58');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>58<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">HARDT, Michael; NEGRI, Antonio. <em>Bem-estar comum<\/em>. Rio de Janeiro: Record, 2016, p. 21.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_59\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_59');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>59<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><strong>*<\/strong> Sobre esta dial\u00e9tica do pressuposto e do resultado, e a ideia do capital pondo seus pr\u00f3prios pressupostos, cf. MARX, Karl. <em>Grundrisse. Manuscritos econ\u00f4micos de 1857-1858. Esbo\u00e7os da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011, p. 609ss.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_60\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_60');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>60<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Kurz tamb\u00e9m prop\u00f5e pensar o capital como um \u201ctranscendental <em>a priori<\/em>\u201d, \u201cque n\u00e3o pode aparecer diretamente como tal, mas que, no entanto, constitui a realidade social [<em>die nicht unmittelbar als solche erscheinen k\u00f6nnen, aber dennoch die gesellschaftliche Realit\u00e4t konstitutieren<\/em>]\u201d. KURZ, Robert. <em>Geld ohne Wert: Grundrisse zu einer Transformation der Kritik der politischen \u00d6konomie<\/em>. Berlim: Horlemann, 2012, p. 29. Cf. tamb\u00e9m p. 74-75, 131-133, 138, 142, 173-174, 203.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_2258_1_61\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_2258_1('footnote_plugin_tooltip_2258_1_61');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>61<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><strong>*<\/strong> No que se refere ao interessante conceito de \u201csubsun\u00e7\u00e3o real da natureza\u201d, cf. MALM, Andreas. <em>Fossil Capital: The Rise of Steam Power and the Roots of Global Warming<\/em>. Londres &amp; Nova York: Verso Books, 2016.<\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_2258_1() { jQuery('#footnote_references_container_2258_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_2258_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_2258_1() { jQuery('#footnote_references_container_2258_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_2258_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_2258_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_2258_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_2258_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_2258_1(); } } function footnote_moveToReference_2258_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_2258_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } } function footnote_moveToAnchor_2258_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_2258_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } }<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vers\u00e3o PDF I. 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