{"id":1897,"date":"2021-10-22T20:33:00","date_gmt":"2021-10-22T20:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=1897"},"modified":"2021-11-01T20:40:42","modified_gmt":"2021-11-01T20:40:42","slug":"michael-heinrich-o-que-realmente-sabemos-sobre-o-metodo-da-critica-da-economia-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/10\/22\/michael-heinrich-o-que-realmente-sabemos-sobre-o-metodo-da-critica-da-economia-politica\/","title":{"rendered":"Michael Heinrich &#8211; O que realmente sabemos sobre o m\u00e9todo da Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-coblocks-social has-colors\" style=\" \"><ul><li>\n\t\t\t\t\t<a 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Contudo, eu restringirei minha abordagem a dois aspectos: primeiro, pretendo abordar o m\u00e9todo de Marx em <em>O Capital<\/em>, n\u00e3o em todo o seu projeto da Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica; e, mais importante, pretendo abordar as implica\u00e7\u00f5es de dois textos, a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857 e o posf\u00e1cio da segunda edi\u00e7\u00e3o (do Livro I de <em>O Capital<\/em>), de 1873.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o pretendo repetir tudo que j\u00e1 foi dito sobre esses textos. Ao contr\u00e1rio, eu pretendo criticar o tratamento usual que lhes \u00e9 dado, especialmente as conclus\u00f5es normalmente derivadas destes textos. Para fazer isso, meu primeiro passo vai ser dar um breve panorama geral sobre o que considero necess\u00e1rio quando nos propomos a ler os textos de Marx.<\/p>\n\n\n\n<p>Marx foi uma pessoa dedicada aos estudos ao longo de toda a sua vida. Relutava bastante em publicar seus livros, uma vez que os revisava constantemente, de modo que nenhum dos seus textos pode ser considerado uma vers\u00e3o final e definitiva de seu pensamento sobre um determinado assunto. Os textos de Marx s\u00e3o etapas de seu processo cont\u00ednuo de desenvolvimento intelectual e cient\u00edfico. Ademais, todos os seus textos, inclusive os mais te\u00f3ricos, eram sempre interven\u00e7\u00f5es nas lutas (pol\u00edticas) e discuss\u00f5es (cient\u00edficas) travadas \u00e0 \u00e9poca. Seus escritos n\u00e3o tinham a inten\u00e7\u00e3o de ser contribui\u00e7\u00f5es atemporais para uma discuss\u00e3o eterna. Por isso, ao ler os textos de Marx, precisamos considerar esses dois lados: que eles s\u00e3o etapas do processo cont\u00ednuo de aprendizado de Marx e que s\u00e3o interven\u00e7\u00f5es em debates. Portanto, n\u00e3o podemos trat\u00e1-los como contribui\u00e7\u00f5es atemporais, tampouco unific\u00e1-los para estabelecer uma posi\u00e7\u00e3o coerente e definitiva de Marx. Ao contr\u00e1rio, devemos analisar cada texto tanto numa dimens\u00e3o <em>diacr\u00f4nica<\/em> como numa dimens\u00e3o <em>sincr\u00f4nica<\/em>. Por dimens\u00e3o diacr\u00f4nica, quero dizer que devemos analisar cada texto no curso do desenvolvimento intelectual e cient\u00edfico de Marx, e observar quais <em>insights<\/em> Marx j\u00e1 havia alcan\u00e7ado em cada texto, bem como quais <em>insights<\/em> ele ainda n\u00e3o havia alcan\u00e7ado. Por dimens\u00e3o sincr\u00f4nica, quero dizer que precisamos considerar a quais lutas e a quais discuss\u00f5es cada texto de Marx se refere, isto \u00e9, precisamos investigar o contexto cient\u00edfico e pol\u00edtico de cada escrito, e observar qual o seu papel nesse contexto.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/henricsh.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1902\" width=\"373\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/henricsh.jpg 512w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/henricsh-300x263.jpg 300w\" \/><figcaption>Michael Heinrich<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, ao analisar os dois textos propostos, a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857 e o posf\u00e1cio da segunda edi\u00e7\u00e3o de <em>O Capital<\/em>, vamos considerar as suas dimens\u00f5es diacr\u00f4nica e sincr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Primeiramente, irei discutir a <strong>Introdu\u00e7\u00e3o de 1857<\/strong>. Esse texto \u00e9 muito famoso por sua se\u00e7\u00e3o sobre m\u00e9todo, especialmente a sua famosa passagem sobre \u201cascens\u00e3o do abstrato ao concreto\u201d. Tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que praticamente nenhum int\u00e9rprete deixa passar esse trecho por consider\u00e1-lo uma das chaves centrais para o entendimento do m\u00e9todo de <em>O Capital<\/em>. A justificativa para isso reside numa dupla suposi\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes impl\u00edcita e \u00e0s vezes expl\u00edcita. &nbsp;A primeira suposi\u00e7\u00e3o \u00e9 de que esse texto, escrito em agosto de 1857, \u00e9 uma introdu\u00e7\u00e3o aos <em>Grundrisse<\/em>, os manuscritos (econ\u00f4micos) redigidos no inverno entre 1857 e 1858. A segunda suposi\u00e7\u00e3o \u00e9 de que os <em>Grundrisse<\/em> s\u00e3o o primeiro esbo\u00e7o de <em>O Capital<\/em>. Ambas as suposi\u00e7\u00f5es, contudo, pretendo argumentar, est\u00e3o erradas: a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857 n\u00e3o \u00e9 uma introdu\u00e7\u00e3o aos <em>Grundrisse<\/em>, tampouco os <em>Grundrisse<\/em> s\u00e3o o primeiro esbo\u00e7o de <em>O Capital<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao analisar os <em>Grundrisse<\/em>, percebemos que n\u00e3o se trata, de maneira alguma, de um livro planejado. Ele come\u00e7a com coment\u00e1rios sobre Darimon, um pupilo de Proudhon. Ao comentar Darimon, Marx chegou a quest\u00f5es cada vez mais fundamentais sobre mercadoria e dinheiro, e ele segue tais quest\u00f5es fundamentais at\u00e9 atingir uma an\u00e1lise sobre capital. Portanto, os <em>Grundrisse<\/em> \u00e9 um manuscrito sem in\u00edcio. Seu in\u00edcio, na verdade, \u00e9 um coment\u00e1rio a excertos de Darimon, assim como diversos cadernos de excertos de Marx sobre diferentes autores. Posteriormente, ele gradualmente se tornou um manuscrito de investiga\u00e7\u00e3o, de modo que n\u00e3o se trata de um esbo\u00e7o de um livro planejado previamente, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o poderia ter uma introdu\u00e7\u00e3o. Portanto, a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857 \u00e9 um texto distinto dos <em>Grundrisse<\/em>. Quando Marx escreveu a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857, ele n\u00e3o tinha planejado previamente o que viria a ser os <em>Grundrisse<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como sabemos, Marx se sentiu pressionado a escrever um manuscrito econ\u00f4mico em virtude da crise de 1857\/1858, j\u00e1 que acreditava que esta crise abalaria muito consideravelmente o capitalismo, de tal modo que novos desenvolvimentos revolucion\u00e1rios teriam in\u00edcio, raz\u00e3o pela qual ele pretendia apresentar sua an\u00e1lise para intervir nesses movimentos revolucion\u00e1rios. Essa foi a motiva\u00e7\u00e3o de Marx para se dedicar \u00e0 escrita durante todo o inverno de 1857\/1858. Em agosto de 1857, a situa\u00e7\u00e3o era completamente diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agora eu pretendo, muito brevemente, criticar a segunda suposi\u00e7\u00e3o que justifica a import\u00e2ncia da Introdu\u00e7\u00e3o de 1857 para a compreens\u00e3o do m\u00e9todo de <em>O Capital<\/em>, isto \u00e9, a de que os <em>Grundrisse<\/em> j\u00e1 s\u00e3o o primeiro esbo\u00e7o de <em>O Capital<\/em>. Ao escrever os <em>Grundrisse<\/em>, Marx desenvolveu, passo a passo, seu famoso plano de escrever seis livros, o qual foi anunciado no pref\u00e1cio da <em>Contribui\u00e7\u00e3o para a Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica<\/em>, de 1859. O primeiro livro desse plano deveria tratar do capital. Mas esse primeiro livro, do plano original de seis livros, de maneira alguma \u00e9 id\u00eantico ao plano posterior de escrever quatro livros com o t\u00edtulo <em>O Capital<\/em>, elaborado apenas em 1863, ou seja, anos depois.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o nos <em>Grundrisse<\/em>, bem como nos <em>Manuscritos Econ\u00f4micos de 1861-1863<\/em>, foi conduzida pela oposi\u00e7\u00e3o entre \u201ccapital em geral\u201d e \u201cconcorr\u00eancia de capitais\u201d. \u201cCapital em geral\u201d n\u00e3o era apenas um t\u00edtulo para um n\u00edvel geral de exposi\u00e7\u00e3o, mas tinha um sentido metodol\u00f3gico espec\u00edfico, referente tanto a conte\u00fado quanto a n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado, \u201ccapital em geral\u201d deveria abranger todas as caracter\u00edsticas que aparecem na concorr\u00eancia, em uma ordem l\u00f3gica. Quanto ao n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o, \u201ccapital em geral\u201d deveria abstrair de qualquer capital singular ou particular. Ent\u00e3o, um determinado conte\u00fado (todas as caracter\u00edsticas do capital que aparecem na concorr\u00eancia) deveria ser exposto num determinado n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o (abstra\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia). Nos <em>Manuscritos de 1861-1863<\/em>, Marx percebeu que esse duplo requisito para a exposi\u00e7\u00e3o do \u201ccapital em geral\u201d n\u00e3o poderia ser alcan\u00e7ado, raz\u00e3o pela qual, a partir do ver\u00e3o de 1863, n\u00e3o mais utilizou o termo \u201ccapital em geral\u201d, nem em manuscritos, cartas ou publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, a obra <em>O Capital<\/em> \u00e9 metodologicamente distinta, inclusive no que se refere ao conte\u00fado, pois n\u00e3o est\u00e1 restrita ao antigo livro sobre o capital (do plano de seis livros), incluindo tamb\u00e9m os temas principais que seriam expostos nos livros sobre propriedade fundi\u00e1ria e trabalho assalariado. Contudo, mais importante do que essa amplia\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, \u00e9 que a estrutura metodol\u00f3gica n\u00e3o \u00e9 mais orientada pela oposi\u00e7\u00e3o entre \u201ccapital em geral\u201d e \u201cconcorr\u00eancia de capitais\u201d; \u00e9 orientada pela divis\u00e3o entre <em>capital individual<\/em> e <em>capital social total<\/em>. Essa divis\u00e3o \u00e9 tratada em tr\u00eas diferentes n\u00edveis de abstra\u00e7\u00e3o: processo de produ\u00e7\u00e3o, processo de circula\u00e7\u00e3o e processo total \u2013 cada um dos tr\u00eas livros de <em>O Capital<\/em>. Esta nova estrutura metodol\u00f3gica de <em>O Capital<\/em> estava longe de ser alcan\u00e7ada \u00e0 \u00e9poca em que Marx escreveu a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857. Desse modo, \u00e9 muito limitado o que podemos apreender, a partir da Introdu\u00e7\u00e3o de 1857, sobre o m\u00e9todo de <em>O Capital<\/em>, cujo plano teve in\u00edcio a partir de 1863, seis anos mais tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agora, pretendo retornar \u00e0 Introdu\u00e7\u00e3o de 1857 para discutir que tipo de texto \u00e9 esse. As considera\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas de Marx n\u00e3o se originaram de reflex\u00f5es abstratas, mas s\u00e3o sempre o resultado de sua pr\u00e1tica cient\u00edfica. Elas emergem <em>ex post<\/em> e n\u00e3o <em>ex ante<\/em>. Portanto, para compreender o que a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857 \u00e9, temos de observar a pr\u00e1tica cient\u00edfica de Marx anterior a este texto. O pr\u00f3prio Marx, no pref\u00e1cio da <em>Contribui\u00e7\u00e3o<\/em> de 1859, afirma que sua chegada a Londres marcou um recome\u00e7o em seu processo de pesquisa econ\u00f4mica. Em Londres, Marx encontrou a maior livraria com conte\u00fado sobre literatura econ\u00f4mica de sua \u00e9poca, al\u00e9m de muitos jornais e revistas sobre economia, e pela primeira vez Marx p\u00f4de estudar os economistas cl\u00e1ssicos ingleses diretamente em ingl\u00eas. Antes, ele n\u00e3o lia em ingl\u00eas e tinha de se utilizar de tradu\u00e7\u00f5es em franc\u00eas para ler Smith e Ricardo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No come\u00e7o dos anos de 1850, os chamados <em>Cadernos de Londres<\/em> surgiram, nos quais Marx coletou diversos excertos de literatura econ\u00f4mica, al\u00e9m de ter come\u00e7ado a escrever pequenos ensaios. Um desses ensaios, chamado <em>Reflex\u00e3o<\/em>, sobreviveu e foi publicado pela MEGA. Um outro ensaio, contendo observa\u00e7\u00f5es sobre economia, que Marx inclusive menciona nos <em>Grundrisse<\/em>, infelizmente n\u00e3o sobreviveu [Observa\u00e7\u00f5es sobre Economia].<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9, na minha vis\u00e3o, o contexto para a dimens\u00e3o diacr\u00f4nica da Introdu\u00e7\u00e3o de 1857: este texto n\u00e3o era uma receita para os escritos posteriores, mas tinha a inten\u00e7\u00e3o de organizar os resultados anteriormente alcan\u00e7ados entre 1850 e 1857. No que se refere \u00e0 sua dimens\u00e3o sincr\u00f4nica, ele serviu para intervir nas discuss\u00f5es econ\u00f4micas, n\u00e3o apenas com autores contempor\u00e2neos \u00e0 \u00e9poca, mas tamb\u00e9m com outros autores mais antigos, como Adam Smith, James Mill, David Ricardo, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com isso em mente, n\u00f3s podemos finalmente compreender o que \u201cascens\u00e3o do abstrato ao concreto\u201d realmente significa. Marx n\u00e3o a anunciou como algo espec\u00edfico do <em>seu<\/em> pr\u00f3prio m\u00e9todo; ele menciona essa famosa \u201cascens\u00e3o\u201d como <em>o<\/em> m\u00e9todo cient\u00edfico da economia pol\u00edtica; foi o que ele aprendeu estudando v\u00e1rios e diferentes economistas burgueses. Portanto, a passagem sobre \u201cascender do abstrato ao concreto\u201d n\u00e3o nos diz realmente nada sobre o m\u00e9todo do pr\u00f3prio Marx, mas sim resume o que pode ser encontrado em Smith e Ricardo como pontos de partida sobre valor, dinheiro, capital, renda fundi\u00e1ria, e assim por diante.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em agosto de 1857, Marx ainda n\u00e3o era capaz de descrever sua pr\u00f3pria abordagem metodol\u00f3gica, porque ainda n\u00e3o havia iniciado sua exposi\u00e7\u00e3o sobre a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica, al\u00e9m dos pequenos ensaios mencionados anteriormente. N\u00e3o obstante, ainda podemos aprender algo da Introdu\u00e7\u00e3o de 1857, que tamb\u00e9m tem a ver com essa \u201cascens\u00e3o do abstrato ao concreto\u201d, mas de uma maneira muito diferente do que normalmente se compreende dessa passagem. Normalmente, essa passagem \u00e9 utilizada como guia. Contudo, como guia, ela \u00e9 enganosa, pois pressup\u00f5e que j\u00e1 sabemos o que \u00e9 \u201cabstrato\u201d e o que \u00e9 \u201cconcreto\u201d. Mas Marx teve de descobrir isso. Quando observamos os <em>Grundrisse<\/em>, n\u00f3s vemos bem no final que Marx inicia uma nova se\u00e7\u00e3o com o t\u00edtulo de \u201cPrimeiro: Valor\u201d, a qual se encerra ap\u00f3s uma p\u00e1gina e meia. A <em>Contribui\u00e7\u00e3o<\/em> de 1859 n\u00e3o se inicia com valor, mas sim com mercadoria. Mercadoria, conforme Marx afirma em suas <em>Notas sobre Wagner<\/em>, \u00e9 a categoria mais concreta da economia pol\u00edtica. Portanto, Marx n\u00e3o come\u00e7a com a categoria mais abstrata, mas sim com a mais concreta, e deriva categorias abstratas dela. Contudo, a mercadoria com a qual ele come\u00e7a n\u00e3o \u00e9 realmente a mercadoria concreta que vemos diariamente quando vamos ao mercado. Essa mercadoria concreta tem seu pre\u00e7o em dinheiro. Mas no desenvolvimento das categorias, Marx, ao tratar da mercadoria, n\u00e3o podia pressupor logo no in\u00edcio da exposi\u00e7\u00e3o a exist\u00eancia do dinheiro. Portanto, a mercadoria com a qual Marx come\u00e7a \u00e9 um tipo abstrato de mercadoria, que tem valor de troca, mas n\u00e3o tem ainda pre\u00e7o. Ela s\u00f3 ter\u00e1 pre\u00e7o quando tivermos a categoria dinheiro, e esta categoria n\u00e3o existe ainda no in\u00edcio da exposi\u00e7\u00e3o. Mencionei tudo isso apenas para elucidar a raz\u00e3o pela qual n\u00e3o podemos pressupor que \u00e9 n\u00edtido, desde o in\u00edcio, o que \u00e9 abstrato e o que \u00e9 concreto. Determinar o que \u00e9 abstrato e o que \u00e9 concreto \u00e9 uma tarefa da investiga\u00e7\u00e3o. Quando Marx escreveu a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857, ele ainda n\u00e3o havia terminado essa investiga\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, eu acredito que essa famosa \u201cascens\u00e3o do abstrato ao concreto\u201d n\u00e3o \u00e9 \u00fatil para compreender <em>O Capital<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, eu acredito que h\u00e1 outro ponto da Introdu\u00e7\u00e3o de 1857 que nos \u00e9 \u00fatil. Na Introdu\u00e7\u00e3o, Marx rascunha, muito superficialmente, um tipo de ci\u00eancia emp\u00edrica, baseada numa pesquisa emp\u00edrica, mas sem as ilus\u00f5es do empirismo. Com \u201cilus\u00f5es do empirismo\u201d, quero dizer a ideia de que dados emp\u00edricos s\u00e3o suficientes para compreender o capitalismo e que considera\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas s\u00e3o sup\u00e9rfluas. Esse tipo de empirismo encontramos na chamada <em>Ideologia Alem\u00e3<\/em>. Nela, Marx afirma frequentemente que precisamos de uma ci\u00eancia que ateste o que existe, que considere seres humanos reais, necessidades reais etc. Filosofia, na <em>Ideologia Alem\u00e3<\/em>, \u00e9 uma palavra com cunho negativo, com a qual Marx pretendia demarcar uma posi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 na Introdu\u00e7\u00e3o de 1857, Marx menciona que a totalidade concreta deve ser o resultado de um processo mental, do pensamento. \u00c9 constitu\u00edda com conhecimento emp\u00edrico, \u00e9 claro, mas tamb\u00e9m \u00e9 constitu\u00edda com categorias e considera\u00e7\u00f5es abstratas. Assim, n\u00f3s observamos, de forma bastante embrion\u00e1ria, a formula\u00e7\u00e3o de uma ci\u00eancia emp\u00edrica que supera o empirismo, isto \u00e9, uma ci\u00eancia emp\u00edrica com base em categorias te\u00f3ricas. No que se refere \u00e0s categorias te\u00f3ricas, Marx afirma, tamb\u00e9m na Introdu\u00e7\u00e3o, que a ordem na qual devemos apresentar tais categorias n\u00e3o pode seguir seu desenvolvimento hist\u00f3rico, mas sim a conex\u00e3o dessas categorias na sociedade. Desse modo, n\u00e3o podemos fazer uma an\u00e1lise com base num empirismo hist\u00f3rico, t\u00e3o-somente seguindo um desenvolvimento na hist\u00f3ria, mas sim resolver a quest\u00e3o te\u00f3rica de como as categorias econ\u00f4micas se relacionam umas com as outras numa sociedade capitalista desenvolvida. Marx estava apenas no come\u00e7o dessa tarefa em 1857.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Meu \u00faltimo apontamento sobre a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857 \u00e9 que a dial\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 mencionada. Nem a dial\u00e9tica de Hegel, nem a dial\u00e9tica do pr\u00f3prio Marx como algum tipo de invers\u00e3o da dial\u00e9tica de Hegel. A dial\u00e9tica n\u00e3o era uma quest\u00e3o nesse texto. Isto porque Marx s\u00f3 retomou a leitura de Hegel em 1858, quando um amigo seu lhe enviou alguns livros de Hegel que eram de Bakunin. Marx afirmou posteriormente em suas cartas que ler novamente a <em>L\u00f3gica<\/em> de Hegel foi \u00fatil para sua exposi\u00e7\u00e3o. Portanto, o desenvolvimento de como utilizar ou n\u00e3o a dial\u00e9tica s\u00f3 teve in\u00edcio ap\u00f3s a escrita da Introdu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Terminada as considera\u00e7\u00f5es sobre a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857, passo ao segundo texto, <strong>o posf\u00e1cio da segunda edi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 do Livro I de <em>O Capital<\/em>, de 1873<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto \u00e0 dimens\u00e3o diacr\u00f4nica desse texto, n\u00f3s observamos uma situa\u00e7\u00e3o completamente diferente comparada \u00e0 Introdu\u00e7\u00e3o. Marx havia publicado sua exposi\u00e7\u00e3o desde o final de 1867, e estava, desde 1863, preparando <em>O Capital<\/em>. J\u00e1 a dimens\u00e3o sincr\u00f4nica desse texto, na minha vis\u00e3o, mostra-nos nitidamente que n\u00e3o se trata de um ensaio sobre m\u00e9todo. Para compreender o contexto desse posf\u00e1cio, precisamos analisar a recep\u00e7\u00e3o da primeira edi\u00e7\u00e3o do Livro I, publicada em 1867, seis anos antes. Marx tinha grandes expectativas de que o livro seria um sucesso tanto em termos pol\u00edticos quanto em termos financeiros. Contudo, Marx ficou decepcionado nos dois aspectos. As mil c\u00f3pias da primeira edi\u00e7\u00e3o do Livro I s\u00f3 foram vendidas ap\u00f3s mais de quatro anos da sua publica\u00e7\u00e3o. Uma discuss\u00e3o substancial do livro n\u00e3o ocorreu, pois a maioria dos jornais burgueses da Alemanha n\u00e3o lhe dedicou qualquer resenha. No posf\u00e1cio, Marx menciona que, ao menos entre a classe trabalhadora, o livro teve recep\u00e7\u00e3o. Mas isso tamb\u00e9m n\u00e3o ocorreu. Houve algumas resenhas do livro em alguns jornais da classe trabalhadora, a maioria escrita por amigos de Marx, mas n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de que o livro foi de fato amplamente lido por trabalhadores. As evid\u00eancias apontam o contr\u00e1rio: o pre\u00e7o do livro era bastante alto, aproximadamente o sal\u00e1rio semanal de um trabalhador qualificado \u2013 o que indica que a maioria dos trabalhadores n\u00e3o podia compr\u00e1-lo. Al\u00e9m disso, o livro n\u00e3o era acess\u00edvel. Na primeira edi\u00e7\u00e3o, havia cita\u00e7\u00f5es em cinco l\u00ednguas, al\u00e9m do alem\u00e3o, que n\u00e3o estavam traduzidas. Al\u00e9m de diversas refer\u00eancias mitol\u00f3gicas e liter\u00e1rias pouco conhecidas de pessoas que n\u00e3o fossem altamente instru\u00eddas. Portanto, definitivamente n\u00e3o era um livro acess\u00edvel para a classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No posf\u00e1cio, Marx precisou principalmente defender o livro de diversos ataques. Como j\u00e1 mencionei, uma cr\u00edtica detalhada do conte\u00fado do livro n\u00e3o ocorreu. Quando o livro era resenhado por jornais burgueses, a cr\u00edtica permanecia no n\u00edvel superficial do m\u00e9todo. E o m\u00e9todo, para a maioria desses cr\u00edticos, era \u201chegeliano\u201d. Nesse sentido, precisamos considerar que, no ano de 1867, a opini\u00e3o prevalecente era nitidamente anti-hegeliana. A atribui\u00e7\u00e3o de \u201chegelianismo\u201d ao m\u00e9todo do livro significava que este era anacr\u00f4nico e que n\u00e3o contribu\u00eda de maneira alguma para os debates da \u00e9poca. Naquele per\u00edodo, atribuir o r\u00f3tulo de \u201chegeliano\u201d significava aniquilar a reputa\u00e7\u00e3o de um livro.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, Marx precisou defender o livro desses ataques, e utilizou este posf\u00e1cio para isso. Quando lemos o posf\u00e1cio, vemos Marx come\u00e7ar com uma defesa bastante superficial da dial\u00e9tica. Ele transcreve uma cita\u00e7\u00e3o bastante longa de um cr\u00edtico russo, que descreveu a abordagem de Marx, de forma bastante amig\u00e1vel, como seguindo o desenvolvimento hist\u00f3rico do objeto, tentando identificar as leis de desenvolvimento deste objeto e demonstrar como este objeto se desenvolve de acordo com tais leis e n\u00e3o conforme as inten\u00e7\u00f5es dos agentes. A essa cita\u00e7\u00e3o, Marx comenta \u201co que mais este cr\u00edtico descreveu sen\u00e3o o m\u00e9todo dial\u00e9tico?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" sizes=\"auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Karl_Marx3-816x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1905\" width=\"355\" height=\"446\" srcset=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Karl_Marx3-816x1024.jpg 816w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Karl_Marx3-239x300.jpg 239w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Karl_Marx3-768x964.jpg 768w, https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Karl_Marx3.jpg 956w\" \/><figcaption>Autor desconhecido<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando tomamos esta passagem de forma literal, o m\u00e9todo dial\u00e9tico significa apenas seguir o desenvolvimento hist\u00f3rico de algo. Esta \u00e9, na minha vis\u00e3o, uma defini\u00e7\u00e3o vaga e pobre da dial\u00e9tica. A \u00fanica vantagem dessa descri\u00e7\u00e3o vaga e pobre da dial\u00e9tica \u00e9 mostrar ao p\u00fablico que a dial\u00e9tica n\u00e3o \u00e9, de maneira alguma, algo misterioso ou metaf\u00edsico, que era a opini\u00e3o generalizada sobre a filosofia hegeliana. Acredito que esta era a inten\u00e7\u00e3o de Marx ao apresentar uma vis\u00e3o t\u00e3o pobre sobre a dial\u00e9tica. Contudo, Marx n\u00e3o para neste ponto. Marx tamb\u00e9m tenta descrever sua pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o pessoal com a filosofia de Hegel. Sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 d\u00fabia. Ao mesmo tempo em que se afirma um disc\u00edpulo de Hegel, tamb\u00e9m se define como um cr\u00edtico de Hegel, e n\u00e3o um mero seguidor. Essa posi\u00e7\u00e3o d\u00fabia de Marx em rela\u00e7\u00e3o a Hegel j\u00e1 havia sido expressa no Manuscrito II do Livro II do <em>Capital<\/em>, escrito em 1868. No posf\u00e1cio, contudo, Marx adiciona todas essas frases metaf\u00f3ricas que t\u00eam sido continuamente citadas. Marx afirma, no posf\u00e1cio, que sua dial\u00e9tica \u00e9 o exato oposto da dial\u00e9tica de Hegel: Hegel transforma a Ideia num sujeito independente, enquanto para Marx o ideal \u00e9 apenas o real pensado. Afirmar que Hegel simplesmente transforma a Ideia num sujeito independente \u00e9 bastante superficial. Acredito que Marx tamb\u00e9m sabia disso, mas esse posf\u00e1cio n\u00e3o era o lugar para desenvolver um ensaio sobre Hegel. Por isso, ele menciona essa acusa\u00e7\u00e3o a Hegel t\u00e3o-somente para mostrar ao p\u00fablico que ele, Marx, n\u00e3o era um hegeliano tradicional. Isso \u00e9 OK, mas o que n\u00e3o \u00e9 OK \u00e9 usarmos tais frases metaf\u00f3ricas como se elas fossem resultado de uma esp\u00e9cie de sabedoria eterna sobre a rela\u00e7\u00e3o entre Marx e Hegel. Tais frases metaf\u00f3ricas, como a de que a dial\u00e9tica de Hegel est\u00e1 de ponta cabe\u00e7a e precisaria ser invertida, n\u00e3o possuem qualquer conte\u00fado. Marx utiliza essa frase para demarcar uma posi\u00e7\u00e3o, mas o conte\u00fado demarcado n\u00e3o fica claro com essa frase, raz\u00e3o pela qual ela n\u00e3o \u00e9, de maneira alguma, \u00fatil para a compreens\u00e3o de <em>O Capital<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o obstante, acredito que tamb\u00e9m no posf\u00e1cio h\u00e1 algo que \u00e9 \u00fatil e que devemos levar em considera\u00e7\u00e3o: a bem conhecida distin\u00e7\u00e3o entre o m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o e o m\u00e9todo de exposi\u00e7\u00e3o. \u00c0 primeira vista, essa distin\u00e7\u00e3o parece ser uma banalidade. Qualquer estudante sabe que, primeiramente, precisamos fazer uma investiga\u00e7\u00e3o para encontrar a conex\u00e3o entre diferentes aspectos e, ent\u00e3o, precisamos refletir como \u00e9 poss\u00edvel apresentar os resultados. Ao ler <em>O Capital<\/em>, essa distin\u00e7\u00e3o se torna menos banal. A exposi\u00e7\u00e3o, para Marx, tem um significado enf\u00e1tico: n\u00e3o \u00e9 algo arbitr\u00e1rio, tampouco se trata de uma escolha subjetiva. A exposi\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 foi afirmado nas considera\u00e7\u00f5es sobre a Introdu\u00e7\u00e3o de 1857, deve apresentar as categorias numa ordem que reflita as rela\u00e7\u00f5es entre as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas no interior da sociedade capitalista. Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 apenas exposi\u00e7\u00f5es boas ou ruins. Para Marx, h\u00e1 uma exposi\u00e7\u00e3o correta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, exposi\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o totalmente opostas, uma vez que uma das principais tarefas da investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente encontrar a exposi\u00e7\u00e3o correta. Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual, em v\u00e1rios manuscritos, a tentativa de encontrar uma exposi\u00e7\u00e3o correta se torna o objeto da investiga\u00e7\u00e3o. Em diversos manuscritos h\u00e1 uma constante transforma\u00e7\u00e3o do processo de exposi\u00e7\u00e3o num processo de investiga\u00e7\u00e3o sobre a forma correta de exposi\u00e7\u00e3o. Quando lemos os manuscritos, portanto, precisamos sempre nos perguntar em que n\u00edvel estamos: se no n\u00edvel da exposi\u00e7\u00e3o ou no n\u00edvel da investiga\u00e7\u00e3o sobre a exposi\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a principal li\u00e7\u00e3o que podemos apreender deste posf\u00e1cio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agora, ao final dessa palestra, pretendo fazer algumas considera\u00e7\u00f5es sobre o m\u00e9todo em <em>O Capital<\/em>. Quando pretendemos compreender o m\u00e9todo em <em>O Capital<\/em>, n\u00e3o podemos procurar um ensaio definitivo sobre m\u00e9todo. Isto porque Marx n\u00e3o desenvolveu primeiro um m\u00e9todo, como um tipo de receita, e ent\u00e3o seguiu este m\u00e9todo. Suas tentativas metodol\u00f3gicas seguiram uma esp\u00e9cie de <em>learning by doing<\/em>. E ele foi mente aberta o suficiente para entender que n\u00e3o h\u00e1 apenas um m\u00e9todo a seguir, mas que h\u00e1 diferentes m\u00e9todos para diferentes problemas. Quando lemos cuidadosamente <em>O Capital<\/em>, n\u00e3o vamos encontrar <em>o<\/em> m\u00e9todo, vamos encontrar uma variedade de m\u00e9todos e uma combina\u00e7\u00e3o de diferentes m\u00e9todos conforme diferentes problemas. Descobriremos, em <em>O Capital<\/em>, que Marx est\u00e1 desenvolvendo uma ci\u00eancia emp\u00edrica, utilizando bastante informa\u00e7\u00f5es emp\u00edricas, sem recair nas ilus\u00f5es de um empirismo. Como consta no pref\u00e1cio da primeira edi\u00e7\u00e3o do Livro I, o que \u00e9 central para Marx \u00e9 o desenvolvimento te\u00f3rico, de modo que o capitalismo da Inglaterra \u00e9 apenas o exemplo deste desenvolvimento te\u00f3rico. Em manuscritos anteriores, Marx denominou este desenvolvimento te\u00f3rico das categorias como o desenvolvimento dial\u00e9tico das categorias. Portanto, a dial\u00e9tica em <em>O Capital<\/em> \u00e9 um m\u00e9todo conceitual, uma abordagem conceitual.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, como Marx afirmou no <em>Urtext<\/em>, que ele escreveu em 1858 como um esbo\u00e7o da <em>Contribui\u00e7\u00e3o<\/em> de 1859, a exposi\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica tem que estar ciente de seus limites. Estar\u00e1 correta apenas enquanto estiver ciente de seus limites. E os limites s\u00e3o exatamente o ponto em que a rela\u00e7\u00e3o puramente conceitual das categorias n\u00e3o \u00e9 mais suficiente, e a an\u00e1lise hist\u00f3rica tem de ter in\u00edcio. Por isso, em <em>O Capital<\/em>, encontramos v\u00e1rias an\u00e1lises de processos hist\u00f3ricos. Mas esse conhecimento hist\u00f3rico est\u00e1 nitidamente subordinado ao desenvolvimento te\u00f3rico \u2013 ele entra na exposi\u00e7\u00e3o em alguns pontos bem definidos. O desenvolvimento dial\u00e9tico tem seus limites, mas tamb\u00e9m limita a exposi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em <em>O Capital<\/em>. Para discutir isso de forma mais detalhada, precisamos observar os textos de Marx; n\u00e3o podemos considerar nenhum ensaio espec\u00edfico e definitivo sobre m\u00e9todo; podemos apenas aprender como Marx fez, analisando sua pr\u00f3pria exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-theme-palette-3-background-color has-theme-palette-3-color\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"What do we really know about Critique of Political Economy\u2019s method?\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VVW3eu164hE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n<div class=\"wp-block-coblocks-social 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