{"id":1771,"date":"2021-08-05T15:59:49","date_gmt":"2021-08-05T15:59:49","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=1771"},"modified":"2021-08-19T02:18:42","modified_gmt":"2021-08-19T02:18:42","slug":"um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/","title":{"rendered":"&#8220;Um m\u00e9dico rural&#8221;, de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-coblocks-social is-style-mask has-colors\" style=\" \"><ul><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/&#038;title=&#8220;Um%20m\u00e9dico%20rural&#8221;,%20de%20Franz%20Kafka%20\u2013%20trad.%20\u00c9ric%20G.%20Ga\u00fana\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--facebook     has-padding\" title=\"Compartilhar no Facebook\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Facebook<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"http:\/\/twitter.com\/share?text=&#8220;Um%20m\u00e9dico%20rural&#8221;,%20de%20Franz%20Kafka%20\u2013%20trad.%20\u00c9ric%20G.%20Ga\u00fana&#038;url=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--twitter     has-padding\" title=\"Compartilhar no Twitter\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Twitter<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/tumblr.com\/share\/link?url=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/&#038;name=&#8220;Um%20m\u00e9dico%20rural&#8221;,%20de%20Franz%20Kafka%20\u2013%20trad.%20\u00c9ric%20G.%20Ga\u00fana\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--tumblr     has-padding\" title=\"Compartilhar no Tumblr\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Tumblr<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/plus.google.com\/share?url=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--google     has-padding\" title=\"Compartilhar no Google\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Google<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.reddit.com\/submit?url=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--reddit     has-padding\" title=\"Compartilhar no Reddit\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Reddit<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><\/ul><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:18px\"><strong>&#8220;Um m\u00e9dico rural&#8221; de Franz Kafka<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><br><br>O conto <em>Ein Landarzt<\/em>, de Franz Kafka, foi escrito em 1917 e publicado pela primeira vez em 1919, ao lado de outros contos, dando tamb\u00e9m t\u00edtulo a um dos poucos livros publicados em vida pelo autor. Aos leitores e leitoras que desejam ou precisam poupar tempo, pode-se simplesmente saltar diretamente a ele, traduzido abaixo. N\u00e3o intenciono fatigar com detalhes sobre escolhas e a tradu\u00e7\u00e3o a quem apenas busca ler este impressionante conto, que j\u00e1 diz o necess\u00e1rio por si mesmo. Tampouco proponho chave interpretativa de qualquer ordem. Contudo, sua presente tradu\u00e7\u00e3o, que realizo a partir do alem\u00e3o, deve justificar-se diante de algumas quest\u00f5es e trazer alguns detalhes. Aos que por isso se interessam, seguem ent\u00e3o algumas explica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1990, Modesto Carone apresentou ao p\u00fablico brasileiro, diretamente do original, uma pioneira tradu\u00e7\u00e3o deste livro pela Editora Brasiliense: <em>Um m\u00e9dico rural, <\/em>que continha ainda os outros treze contos que acompanham, al\u00e9m de um posf\u00e1cio do tradutor. A narrativa que segue esta apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 o segundo deles. Em 1999, a tradu\u00e7\u00e3o do livro foi reeditada pela Companhia das Letras e republicada basicamente sem diferen\u00e7as, mas fazendo parte de um empreendimento maior de Carone, que era o de traduzir e publicar diversas obras fundamentais de Kafka, ainda em grande parte desconhecidas no Brasil de ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro objetivo aqui, portanto, \u00e9 de divulga\u00e7\u00e3o deste emblem\u00e1tico conto para al\u00e9m do mercado editorial, e n\u00e3o meramente o de retraduzir \u2014 menos ainda o livro integral. A qualidade das tradu\u00e7\u00f5es de Carone permanecer\u00e1 dif\u00edcil de ser superada, e minha inten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 incentivar que se leia o livro completo. Quanto a determinadas escolhas que fiz, em particular em termos formais, que diferem das de Carone, uma breve justificativa tamb\u00e9m ser\u00e1 dada adiante, que espero tamb\u00e9m bastar. A retradu\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m me pareceu justa ao refletir que Kafka \u00e9 muito conhecido por seus romances (ou suas <em>novelas, <\/em>como preferiu dizer Carlos Nelson Coutinho), principalmente <em>A metamorfose,<\/em> <em>O processo<\/em> ou ainda <em>O castelo;<\/em> <em>Amerika<\/em> \u00e9 lido com menor frequ\u00eancia. Mas seus contos, \u00e0s vezes ainda mais perturbadores ou ao menos t\u00e3o impactantes e atuais quanto seus <em>romances\/novelas<\/em>, mesmo os de m\u00ednima estatura f\u00edsica (alguns t\u00eam menos de uma \u00fanica p\u00e1gina), passam frequentemente esquecidos. Os contos <em>Um artista da fome<\/em> e <em>Na col\u00f4nia penal<\/em> s\u00e3o mais conhecidos que o pequeno <em>O vizinho<\/em>, ou os ainda menores, mas n\u00e3o menos impressionantes <em>Prometeu<\/em> e <em>A tribula\u00e7\u00e3o<\/em> <em>de um pai de fam\u00edlia \u2014 <\/em>este \u00faltimo j\u00e1 muito bem tratado por Roberto Schwarz.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde minha primeira leitura d&#8217;<em>A metamorfose<\/em>, durante minha adolesc\u00eancia, at\u00e9 que <em>Um m\u00e9dico rural<\/em> me fosse apresentado por um marcante professor e tradutor \u2014 e que eu ainda pudesse l\u00ea-lo sem dificuldades, tamb\u00e9m no original \u2014 se passou ao menos uma d\u00e9cada. Levei tempo para conhec\u00ea-lo um pouco, e mais algum para digerir, e estou convencido de que ainda n\u00e3o terminei de faz\u00ea-lo, e de que talvez n\u00e3o seja poss\u00edvel de todo. Precisei ainda de ajuda, e meu desejo \u00e9 que este conto esteja t\u00e3o f\u00e1cil \u00e0 m\u00e3o quanto um aparelho qualquer.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o formato da presente tradu\u00e7\u00e3o: sendo muito fiel e sens\u00edvel ao estilo do autor, mas considerando a recep\u00e7\u00e3o do leitor brasileiro da \u00e9poca, mais familiarizado com determinadas divis\u00f5es e formas textuais que nos eram mais correntes, Carone decidiu dividir e distribuir em par\u00e1grafos o inc\u00f4modo &#8220;bloco&#8221; textual que comp\u00f5e a narrativa, recorrente em alguns escritos de Kafka, ao que teve de sacrificar algo de sua forma de apresenta\u00e7\u00e3o e andamento originais. Fora outras mudan\u00e7as menores, algumas poucas tamb\u00e9m lexicais, e poupando aqui os detalhes que n\u00e3o exigem explica\u00e7\u00f5es ou n\u00e3o desejam cansar, proponho aqui uma retomada do formato em bloco do texto de 1919, mais denso.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas um outro exemplo de escolhas assim para a compara\u00e7\u00e3o: quando traduziu o conto <em>Ein Hungerk\u00fcnstler<\/em>, de 1922, em <em>Um artista da fome<\/em>, em 1998, Carone tamb\u00e9m alterou a estrutura dos par\u00e1grafos, que no original s\u00e3o dez, e da maneira que ele julgou vi\u00e1vel organizar, em um n\u00famero maior de divis\u00f5es. J\u00e1 Marcelo Backes, quando o retraduziu em 2009 pela L&amp;PM Editores, preferiu manter os dez originais par\u00e1grafos. Mas para essa narrativa do exemplo, Carone, mesmo alterando a forma dos par\u00e1grafos, construiu um andamento que se adequa perfeitamente \u00e0s necessidades de aproxima\u00e7\u00e3o da escrita kafkiana a nossos h\u00e1bitos e o momento, mantendo ainda algo do <em>estranho<\/em> tamb\u00e9m, pr\u00f3prio ao conto;<em> reescrevendo<\/em>, de alguma forma, a narrativa em nossa l\u00edngua. A natureza do narrador de <em>Um artista da fome<\/em> ainda dispensa que tais n\u00edveis paragr\u00e1ficos de diferen\u00e7a entre original e tradu\u00e7\u00e3o sejam t\u00e3o relevantes, caso que \u00e9 diferente com o narrador do presente<em> Um m\u00e9dico rural<\/em>, em primeira pessoa. J\u00e1 quanto a este, mesmo que pare\u00e7a se tratar de um mero detalhe, restituir tal &#8220;bloco&#8221; textual e quase tot\u00eamico que h\u00e1 na apresenta\u00e7\u00e3o original de 1919 \u00e9 um objetivo que reclamo hoje como v\u00e1lido, mesmo extraindo o conto do contexto de seu livro, visto que Kafka foi ganhando alcances maiores em nosso pa\u00eds, muito por conta do trabalho de tais tradutores. Espero que minha escolha se justifique tamb\u00e9m na experi\u00eancia da leitura. Com tal artif\u00edcio da retomada de uma das faces formais do original, talvez eu logre sublinhar que os protagonistas de Kafka podem padecer de quest\u00f5es muito universais, presentes em todas as suas narrativas, mas \u00e9 imposs\u00edvel afirmar que s\u00e3o sempre os mesmos, como o disse Marcelo Backes, tamb\u00e9m reconhecido e importante tradutor do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>Este m\u00e9dico n\u00e3o \u00e9 o metamorfoseado Gregor Samsa, ou o processado Joseph K., menos ainda o quixotesco Karl, perdido na Am\u00e9rica; mesmo que seja t\u00e3o moderno quanto estes e viva diante dos mesmos totens, igualmente confuso sobre o que lhe d\u00f3i. Talvez ele seja mais algo como o an\u00f4nimo pai de Odradek, mas quase nada tenha de comum, por exemplo, com o cachorro a escrutinar seu mundo em <em>Investiga\u00e7\u00f5es de um c\u00e3o. <\/em>De todo modo, penso ser uma personagem comum em nossos tempos, o que deveria (ou deve) causar estranhamento<em>.<\/em> Tal reflex\u00e3o tamb\u00e9m motivou sua divulga\u00e7\u00e3o. Que o resgate da narrativa nos ajude a revelar uma tal quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando \u00e0 forma de <em>Um m\u00e9dico rural<\/em>: tais escolhas acerca do formato dividido em par\u00e1grafos, que Carone fez pouco mais de duas d\u00e9cadas atr\u00e1s, n\u00e3o s\u00e3o aqui retomadas. Assim, tendo ainda em vista a divulga\u00e7\u00e3o avulsa do conto, escolhi separar o bloco textual apenas l\u00e1 onde Kafka o fez em 1919: s\u00f3 em dois de seus momentos, como dois golpes. Algumas outras tradu\u00e7\u00f5es independentes deste conto tamb\u00e9m circulam, mesmo que muito pouco, e como <em>Um m\u00e9dico de aldeia<\/em>. No entanto, assim como para Carone, e mesmo para outros tradutores latino-americanos (quando do alem\u00e3o para o espanhol, por exemplo), este m\u00e9dico talvez caiba melhor como <em>rural <\/em>do que como <em>de aldeia;<\/em> e penso haver alguns problemas nas escolhas terminol\u00f3gicas que em tais vers\u00f5es se encontram \u2014 para al\u00e9m do pequeno fato de tamb\u00e9m dispensarem o &#8220;texto em bloco&#8221; \u2014 mesmo que suas iniciativas de tradu\u00e7\u00e3o sejam por vezes nobres e devem ser mencionadas. Apenas n\u00e3o nomeio tais tradutores porque nestes documentos, em geral, eles ou elas n\u00e3o nos s\u00e3o devidamente apresentados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por uma limita\u00e7\u00e3o da plataforma, o alinhamento justificado do texto \u00e9 simplesmente imposs\u00edvel: ocorre apenas \u00e0 margem esquerda. Mas com o alinhamento que a plataforma permite, ainda \u00e9 poss\u00edvel reproduzir o tra\u00e7o original proposto e algo de seu &#8220;relevo&#8221;. Algumas escolhas de tradu\u00e7\u00e3o feitas por Carone n\u00e3o foram reabilitadas; outras, por serem escolhas importantes, fiz quest\u00e3o de reproduzir. Para al\u00e9m do \u00f3bvio recurso ao trabalho de Carone, tomei por base o texto <em>Ein Landarzt<\/em>, presente no livro <em>Das Urteil<\/em>, edi\u00e7\u00e3o de 2008 (Anaconda Verlag, GmbH, K\u00f6ln), que n\u00e3o apresenta diferen\u00e7as do que consta no primeiro volume<em> Ein Landarzt. Kleine Erz\u00e4hlungen<\/em>, de 1919 (M\u00fcnchen: Kurt Wolff Verlag).&nbsp; Como mero apoio, consultei tamb\u00e9m a tradu\u00e7\u00e3o em l\u00edngua inglesa do canadense Ian Johnston, <em>A country doctor<\/em>, de 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta apresenta\u00e7\u00e3o, tratei apenas e muito brevemente de alguns aspectos formais. Para demais quest\u00f5es, deixo que a descabida e estranha atualidade da narrativa fale por si. Aos leitores e leitoras, ficar\u00e1 o crit\u00e9rio de julgar um dos mais singulares narradores do s\u00e9c. XX, al\u00e9m de sua relev\u00e2ncia neste estranho inverno sem fim.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o de minha responsabilidade integral quaisquer imprecis\u00f5es, erros ou perda irrepar\u00e1vel que ocorra do original \u00e0 nossa l\u00edngua. N\u00e3o desejo me apresentar como pesquisador especializado do autor em quest\u00e3o, mas como algu\u00e9m muito apaixonado por sua obra, em especial suas narrativas breves, e que v\u00ea sua vitalidade em um momento como o nosso. Tenho ainda um terceiro objetivo, pensando em Modesto Carone: desejo louvar a mem\u00f3ria e a singularidade deste importante pesquisador, tradutor e escritor, falecido em 2019, assim como seu pioneiro e rigoroso trabalho de tradu\u00e7\u00e3o das obras de Kafka no Brasil. O que aqui fa\u00e7o \u00e9 tamb\u00e9m em sua homenagem.Tamb\u00e9m sa\u00fado Matheus Barreto, que em 2014 publicou interessante an\u00e1lise desta narrativa, ainda que n\u00e3o acompanhasse sua tradu\u00e7\u00e3o. Esta iniciativa tamb\u00e9m me foi muito instrutiva. J\u00e1 muita coisa ocorreu de 2014 para c\u00e1, e talvez seja um importante momento de traz\u00ea-la de volta, sob novo cen\u00e1rio, outras condi\u00e7\u00f5es e de outra maneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem estes e outros trabalhos, este mero estudante n\u00e3o teria a possibilidade de ter desenvolvido a paix\u00e3o que nesta iniciativa tamb\u00e9m est\u00e1 presente. Muitas estranhezas no texto v\u00eam de Kafka. Algumas outras talvez sejam meramente minhas e n\u00e3o o sei. Devem-se muitas certamente a Carone e muitos outros e outras.<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u00c9ric Graciano Ga\u00fana<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Paulo, 05 de agosto de 2021<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:20px\"><strong>Um m\u00e9dico rural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu me encontrava em um grande constrangimento: uma viagem urgente se punha diante de mim; um enfermo em estado grave me aguardava em um vilarejo a dez milhas de dist\u00e2ncia; uma forte nevasca espalhava neve e preenchia o amplo espa\u00e7o entre mim e ele; uma carruagem eu tinha, leve, de grandes rodas, pr\u00f3pria para nossas estradas; embrulhado em peles, com a maleta de instrumentos m\u00e9dicos \u00e0 m\u00e3o, encontrava-me pronto para a viagem, j\u00e1 no p\u00e1tio; mas o cavalo me faltava, o cavalo. Meu pr\u00f3prio cavalo, ap\u00f3s exaurir-se nas penas de um inverno congelante, havia morrido na \u00faltima noite; minha criada percorria todo o vilarejo, buscando conseguir um cavalo emprestado; eu sabia que n\u00e3o havia esperan\u00e7a, e cada vez mais coberto de neve, tornando-me cada vez mais im\u00f3vel, estava eu l\u00e1, parado, sem destino. A mo\u00e7a surgiu ao port\u00e3o, sozinha, balan\u00e7ando o lampi\u00e3o; claro, quem emprestaria um cavalo agora para fazer uma viagem dessa? Avaliei mais uma vez o p\u00e1tio; n\u00e3o encontrei possibilidade alguma; disperso, atormentado, chutei a quebradi\u00e7a porta do chiqueiro inutilizado j\u00e1 h\u00e1 anos. A porta abriu e debateu-se nas dobradi\u00e7as. O calor e o cheiro de cavalos exalaram de dentro. Uma lanterna de celeiro emba\u00e7ada balan\u00e7ava em uma corda. Um homem, agachado e encolhido no baixo barraco, exibe sua face aberta de olhos azuis. \u201cDevo engatar?\u201d, perguntou, arrastando-se de quatro. Eu n\u00e3o sabia o que dizer, ent\u00e3o inclinei-me para ver o que mais havia no tal est\u00e1bulo. A criada estava ao meu lado. \u201cA gente nunca sabe o que tem guardado na pr\u00f3pria casa\u201d, disse ela, e ambos rimos. \u201cEi, irm\u00e3o! Ei, irm\u00e3!\u201d, chamou o cavalari\u00e7o, e dois cavalos, animais de poderosos flancos, empurraram-se um atr\u00e1s do outro para sair. Apenas com a for\u00e7a de seus troncos, com as pernas bem juntas ao corpo, as cabe\u00e7as bem formadas baixando como fazem os camelos, passaram pelo orif\u00edcio da porta, que eles preenchiam totalmente. Mas logo se colocaram devidamente em p\u00e9, no alto de suas longas pernas, com os corpos fumegando um denso vapor. \u201cAjude-o\u201d, eu disse, e a sol\u00edcita menina apressou-se para passar as r\u00e9deas ao cavalari\u00e7o. Mas mal se aproximou dele, o cavalari\u00e7o agarrou-a e colou seu rosto no dela. Ela gritou e fugiu para o meu lado; a marca de duas fileiras de dentes aparece em vermelho em sua bochecha. \u201cSeu animal!\u201d, gritei enraivecido, \u201cquer o chicote?\u201d, mas penso imediatamente que se trata de um estranho; que n\u00e3o sei de onde ele vem, e que ele me ajuda voluntariamente quando todos os demais se recusam a faz\u00ea-lo. Como se soubesse de meus pensamentos, ele n\u00e3o deu ouvidos \u00e0 minha amea\u00e7a e virou-se apenas uma vez para mim, sem desocupar-se dos cavalos. \u201cSuba\u201d, disse ele, e de fato: tudo est\u00e1 pronto. Noto que jamais havia viajado com uma t\u00e3o bela parelha de cavalos, e subo animado. \u201cMas eu \u00e9 que guiarei, voc\u00ea n\u00e3o conhece o caminho\u201d, digo eu. \u201cClaro\u201d, diz ele, \u201ceu n\u00e3o viajo com voc\u00ea, eu fico com a Rosa\u201d. \u201cN\u00e3o\u201d, grita Rosa e vai para a casa com o certeiro pressentimento da inevitabilidade de seu destino; escuto as correntes e fechos tilintarem enquanto ela os tranca; escuto o cadeado fechar; vejo como ela ainda segue pelo corredor e atrav\u00e9s dos c\u00f4modos, apagando todas as luzes para n\u00e3o se deixar encontrar. \u201cVoc\u00ea vem junto\u201d, digo eu ao cavalari\u00e7o, \u201cou suspendo a viagem, t\u00e3o urgente ela n\u00e3o \u00e9. N\u00e3o me ocorre te pagar a viagem com a garota\u201d. \u201cMaravilha!\u201d, disse ele, e bateu com as m\u00e3os; o carro desata, como toras na correnteza; ainda ou\u00e7o a porta de minha casa ceder \u00e0 tempestividade do cavalari\u00e7o, e ent\u00e3o um zunido intenso penetra meus olhos e ouvidos, tomando todos os sentidos de uma vez. Mas isso tamb\u00e9m apenas por um piscar de olhos, como se, ao abrir o port\u00e3o de meu p\u00e1tio, j\u00e1 me encontrasse imediatamente diante da casa de meu doente; os cavalos parados, tranquilos; a nevasca havia parado; a luz da lua a todo redor; os pais do doente se apressam a sair da casa; sua irm\u00e3 atr\u00e1s deles; quase me arrancam da carruagem; das confusas falas, n\u00e3o capto nada; no quarto do doente, o ar mal \u00e9 respir\u00e1vel; o fog\u00e3o, negligenciado, fumega; abrirei as janelas; mas primeiro quero ver o doente. Muito magro, sem febre, nem quente, nem frio, com olhos vazios, sem camisa, o jovem ergue-se do acolchoado de penas, pendura-se em meu pesco\u00e7o e me sussurra ao ouvido: \u201cdoutor, deixe-me morrer&#8221;. Olho ao redor; ningu\u00e9m ouviu; os pais encontram-se parados, mudos e inclinados, aguardando meu ju\u00edzo. A irm\u00e3 trouxe uma cadeira para minha maleta. Eu abro a maleta e fa\u00e7o uma busca em meus instrumentos; o jovem seguia tateando por mim, para fora da cama, tentando me lembrar de seu pedido; pego uma pin\u00e7a, a verifico \u00e0 luz de uma vela e a devolvo. \u201cSim\u201d, penso blasfemante, \u201cem tais casos ajudam os deuses, enviam um cavalo que falta, pela pressa concedem mais um e ainda um cavalari\u00e7o de sobra\u201d. Apenas ent\u00e3o me lembro de Rosa; que fa\u00e7o? Como a salvo, como livr\u00e1-la do sofrimento nas m\u00e3os desse cavalari\u00e7o, a dez milhas de dist\u00e2ncia, com cavalos indom\u00e1veis \u00e0 frente de meu carro? Esses cavalos, que agora j\u00e1 conseguiram afrouxar as r\u00e9deas de alguma maneira. As janelas, n\u00e3o sei como, eles abriram pelo lado de fora, cada um com a cabe\u00e7a metida para dentro de uma; sem serem perturbados pelos gritos da fam\u00edlia, eles observavam o doente. \u201cJ\u00e1 voltarei para casa\u201d, penso, como se os cavalos me chamassem \u00e0 viagem, mas permito que a irm\u00e3, pensando que eu sofro com o calor, me tire o casaco de pele. Um copo de rum me \u00e9 servido de imediato, o velho me d\u00e1 um tapinha no ombro, a confidencialidade justificada pelo seu tesouro que me cedia. Balan\u00e7o a cabe\u00e7a; passaria mal no mundo estreito desse velho; s\u00f3 por este motivo me recuso a beber. A m\u00e3e est\u00e1 \u00e0 cama, de p\u00e9, e me chama para perto com um sinal; eu sigo e, enquanto relincha para o teto um dos cavalos, inclino a cabe\u00e7a por sobre peito do jovem, que se arrepia ao toque de minha barba \u00famida. Confirma-se o que j\u00e1 sei, o jovem est\u00e1 saud\u00e1vel, com a circula\u00e7\u00e3o um tanto ruim, encharcado de caf\u00e9 dado pela m\u00e3e preocupada, mas saud\u00e1vel, e o melhor seria um empurr\u00e3o para sair da cama. Como n\u00e3o sou um reformador do mundo, deixo-o deitado. Sou contratado pelo distrito e levo meu dever ao limite, at\u00e9 l\u00e1, onde torna-se por demais. Mal pago, sou generoso e sol\u00edcito com os pobres. Ainda tenho de me preocupar com Rosa, e a\u00ed talvez tenha o jovem raz\u00e3o e tamb\u00e9m eu quero morrer. Que fa\u00e7o aqui neste inverno sem fim? Meu cavalo morreu, e n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m no vilarejo que me empreste um. Tive de tirar minha parelha do chiqueiro; se por acidente n\u00e3o se achassem ali cavalos, eu teria que viajar guiado por porcos. \u00c9 assim. E eu aceno \u00e0 fam\u00edlia com a cabe\u00e7a. Eles n\u00e3o sabem de nada disso, e se soubessem, n\u00e3o acreditariam. Escrever receitas \u00e9 f\u00e1cil, mas lidar e se entender com as pessoas, isso \u00e9 dif\u00edcil. Ent\u00e3o aqui era o fim de minha visita; me puseram a esfor\u00e7ar-me desnecessariamente mais uma vez, com o que j\u00e1 estou acostumado; com a ajuda de minha campainha noturna, todo o distrito me tortura, mas que desta vez eu tivesse ainda de entregar Rosa, essa bela garota, que por anos, sem que eu mal notasse, morava em minha casa \u2014 este sacrif\u00edcio \u00e9 grande demais, e tenho de encontrar controle em minha cabe\u00e7a de alguma forma para n\u00e3o partir daqui por cima dessa fam\u00edlia, que com toda a boa vontade do mundo, n\u00e3o poderia me dar Rosa de volta. Contudo, fechando minha maleta e pedindo para que me passassem meu casaco, a fam\u00edlia se junta, em p\u00e9; o pai a cheirar o copo de rum, a m\u00e3e, provavelmente desapontada comigo \u2014 bem, que o povo espera de mim? \u2014, vertendo l\u00e1grimas e mordendo os l\u00e1bios, a irm\u00e3 balan\u00e7ando um pano ensanguentado, encontro-me de alguma forma pronto para admitir, sob tais circunst\u00e2ncias, que o jovem talvez esteja de fato doente. Volto-me a ele, que me d\u00e1 um sorriso, como se eu lhe trouxesse a mais revigorante sopa \u2014 ah, agora relincham ambos os cavalos; o barulho, ordenado por uma esfera superior, deve facilitar o exame \u2014 e assim descubro: sim, o jovem est\u00e1 doente. Em seu lado direito, na regi\u00e3o do quadril, abria-se uma ferida do tamanho da palma de uma m\u00e3o. Rosa, em v\u00e1rios tons e sombreamentos, escura na parte profunda, clareando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s bordas, de um granulado suave, com sangue coagulado de forma irregular, exposta como uma mina a c\u00e9u aberto. Assim era \u00e0 dist\u00e2ncia. De perto, mostrava-se ainda uma complica\u00e7\u00e3o. Quem poderia olhar sem ao menos bufar de leve? Vermes, fortes e longos como meu dedo mindinho, rosados e respingados de sangue, contorcendo-se, presos no interior da ferida, com as cabecinhas brancas e muitas perninhas movendo-se \u00e0 luz. Pobre rapaz, nada pode te ajudar. Descobri tua grande ferida; morrer\u00e1s por essa flor em teu lado. A fam\u00edlia est\u00e1 feliz, ela me v\u00ea em a\u00e7\u00e3o; a irm\u00e3 fala \u00e0 m\u00e3e, a m\u00e3e ao pai, o pai a alguns convidados, que, na ponta dos p\u00e9s, se equilibram com os bra\u00e7os estendidos e entram pela luz do luar da porta aberta. \u201cVoc\u00ea vai me salvar?\u201d sussurra solu\u00e7ante o jovem, impressionado com a vida em sua ferida. Assim s\u00e3o as pessoas em minha regi\u00e3o. Sempre exigindo o imposs\u00edvel do m\u00e9dico. As antigas cren\u00e7as elas perderam; o padre senta-se em casa e desfia suas batinas, uma a uma; mas o m\u00e9dico deve aturar tudo com sua m\u00e3o leve e cir\u00fargica. Bem, como preferirem: n\u00e3o me ofereci; se me usam para prop\u00f3sitos sagrados, deixo que me aconte\u00e7a; que mais vou querer, eu, velho m\u00e9dico, minha criada tomada de mim! E eles v\u00eam, a fam\u00edlia e os mais velhos do vilarejo, e tiram minhas roupas; um coral escolar, professor \u00e0 frente, est\u00e1 diante da casa e canta uma melodia extremamente simples, com a letra:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Dispam-no, que ent\u00e3o ele cura<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">e se n\u00e3o curar, matem!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">\u00e9 s\u00f3 um m\u00e9dico, \u00e9 s\u00f3 um m\u00e9dico<\/p>\n\n\n\n<p>Estou ent\u00e3o sem roupas, e com os dedos na barba e a cabe\u00e7a inclinada, observo as pessoas com calma. Permane\u00e7o absolutamente controlado e em postura reflexiva, embora isso n\u00e3o me ajude, pois sou agora tomado pela cabe\u00e7a e pelos p\u00e9s e levado para a cama. Deitam-me junto \u00e0 parede, ao lado da ferida. Ent\u00e3o saem todos do c\u00f4modo; a porta \u00e9 fechada; a cantoria emudecida. Nuvens surgem diante da lua; ao meu entorno a coberta est\u00e1 quente; as cabe\u00e7as dos cavalos balan\u00e7am como sombras nas janelas. \u201cSabe de uma coisa?\u201d, ou\u00e7o ao meu ouvido, sussurrando, \u201cminha confian\u00e7a em voc\u00ea \u00e9 muito pequena. Voc\u00ea foi sacudido e trazido de algum lugar, n\u00e3o veio por vontade pr\u00f3pria. Ao inv\u00e9s de ajudar, vem me apertar em meu leito de morte. Minha vontade \u00e9 de arrancar os seus olhos\u201d. \u201cTem raz\u00e3o\u201d, digo, \u201c\u00e9 uma vergonha. Mas eu sou m\u00e9dico. Que devo fazer? Acredite, para mim tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil\u201d. \u201cDevo me contentar com essa desculpa? Ah, sim, se devo. Sempre devo me contentar. Com uma bela ferida vim ao mundo; foi isso o que me foi dado\u201d. \u201cJovem amigo\u201d, digo eu, \u201cseu erro \u00e9: voc\u00ea n\u00e3o tem vis\u00e3o. Eu, que j\u00e1 estive em todo tipo de quarto de doente, em toda parte, te digo: sua ferida n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o ruim assim. Dois golpes de machado em \u00e2ngulo agudo. Muitos oferecem seu flanco e mal ouvem o machado na floresta, menos ainda que ele se aproxima\u201d. \u201c\u00c9 realmente assim ou voc\u00ea me engana em meu estado febril?\u201d. \u201c\u00c9 realmente assim, considere a palavra de honra de um m\u00e9dico oficial\u201d. Ele assim considerou e ficou em sil\u00eancio. Mas agora era hora de pensar em minha salva\u00e7\u00e3o. Os cavalos estavam ainda fi\u00e9is em seus lugares. Roupas, a pele e a maleta estavam facilmente ao alcance. N\u00e3o queria me deter vestindo-me; se os cavalos se apressassem como na vinda, de alguma forma eu saltaria desta cama para a minha. Um cavalo afastou-se obedientemente da janela; joguei minhas coisas no ve\u00edculo; a pele voou longe demais, enganchando-se e pendurando apenas por uma manga. Assim est\u00e1 bom. Saltei para cima do cavalo. As r\u00e9deas e cintos deslizando soltos, os cavalos mal atados um ao outro, o carro debatendo-se atr\u00e1s e a pele se arrastando na neve por \u00faltimo. \u201cMaravilha!\u201d, digo, mas de maravilha n\u00e3o havia nada; devagar como homens velhos, nos arrastamos pelo deserto de neve; por um bom tempo soou a voz das crian\u00e7as a entoar equivocadas o novo canto atr\u00e1s de n\u00f3s:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Alegrem-se, pacientes!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O m\u00e9dico se deitou em vosso leito!<\/p>\n\n\n\n<p>Jamais chegarei em casa assim; meu consult\u00f3rio florescente est\u00e1 perdido; um sucessor rouba meu lugar, mas inutilmente, pois n\u00e3o pode me substituir; em minha casa se enfurece o cavalari\u00e7o nojento; Rosa \u00e9 sua v\u00edtima; eu n\u00e3o quero pensar nisso. Nu, exposto \u00e0 geada dessa \u00e9poca infeliz, com um ve\u00edculo terrestre, cavalos n\u00e3o-terrenos, vago por a\u00ed \u2014 eu, um velho. Meu casaco de pele est\u00e1 pendurado atr\u00e1s do carro e n\u00e3o consigo alcan\u00e7\u00e1-lo, e ningu\u00e9m nesse povar\u00e9u de pacientes em movimento mexe um \u00fanico dedo. Fui enganado! Enganado! Uma vez atendido o alarme falso da campainha noturna \u2014 n\u00e3o h\u00e1 mais o que remediar, nunca mais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > #kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-color:#d70141;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;background:#d70141;padding-top:24px;padding-right:24px;padding-bottom:24px;padding-left:24px;margin-top:50px;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{border-color:#d70141;background:#d70141;}#kt-info-box_edd2e7-38.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:100px;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{max-width:100%;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, #kt-info-box_edd2e7-38 .kt-info-svg-icon-flip, #kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#ffffff;border-color:#eeeeee;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#ffffff;border-color:#eeeeee;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}#kt-info-box_edd2e7-38 .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}<\/style>\n<div id=\"kt-info-box_edd2e7-38\" class=\"wp-block-kadence-infobox\"><a class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">\u00c9ric Graciano Ga\u00fana<\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\"> <em>\u00e9 formado em Letras (Portugu\u00eas e Alem\u00e3o) pela Universidade de S\u00e3o Paulo. Estudante, professor de idiomas, tradutor quando poss\u00edvel. \u00c9 tamb\u00e9m quase um escritor. Quase.<\/em> <\/p><\/div><\/a><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\"\/>\n\n\n\n<p><br><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-coblocks-social is-style-mask has-colors\" style=\" \"><ul><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/&#038;title=&#8220;Um%20m\u00e9dico%20rural&#8221;,%20de%20Franz%20Kafka%20\u2013%20trad.%20\u00c9ric%20G.%20Ga\u00fana\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--facebook     has-padding\" title=\"Compartilhar no Facebook\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Facebook<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"http:\/\/twitter.com\/share?text=&#8220;Um%20m\u00e9dico%20rural&#8221;,%20de%20Franz%20Kafka%20\u2013%20trad.%20\u00c9ric%20G.%20Ga\u00fana&#038;url=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--twitter     has-padding\" title=\"Compartilhar no Twitter\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Twitter<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/tumblr.com\/share\/link?url=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/&#038;name=&#8220;Um%20m\u00e9dico%20rural&#8221;,%20de%20Franz%20Kafka%20\u2013%20trad.%20\u00c9ric%20G.%20Ga\u00fana\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--tumblr     has-padding\" title=\"Compartilhar no Tumblr\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Tumblr<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/plus.google.com\/share?url=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--google     has-padding\" title=\"Compartilhar no Google\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Google<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><li>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.reddit.com\/submit?url=https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/\" class=\"wp-block-button__link wp-block-coblocks-social__button wp-block-coblocks-social__button--reddit     has-padding\" title=\"Compartilhar no Reddit\" style=\"border-radius: 40px;\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__icon\" style=\"height:22px;width: 22px;\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"wp-block-coblocks-social__text\" style=\"\">Compartilhar no Reddit<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<\/li><\/ul><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Um m\u00e9dico rural&#8221; de Franz Kafka O conto Ein Landarzt, de Franz Kafka, foi escrito em 1917 e publicado pela primeira vez em 1919, ao lado de outros contos, dando tamb\u00e9m t\u00edtulo a um dos poucos livros publicados em vida pelo autor. Aos leitores e leitoras que desejam ou precisam poupar tempo, pode-se simplesmente saltar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1772,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"_kadence_starter_templates_imported_post":false,"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"_kad_post_classname":"","footnotes":""},"categories":[398,346],"tags":[],"class_list":["post-1771","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-franz-kafka","category-traducoes"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>&quot;Um m\u00e9dico rural&quot;, de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana - Zero \u00e0 Esquerda<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"&quot;ele n\u00e3o \u00e9 o metamorfoseado Gregor Samsa, ou o processado Joseph K., menos ainda o quixotesco Karl, perdido na Am\u00e9rica; mesmo que seja t\u00e3o moderno quanto estes e viva diante dos mesmos totens, que por tristeza ainda est\u00e3o l\u00e1&quot;\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"&quot;Um m\u00e9dico rural&quot;, de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana - Zero \u00e0 Esquerda\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&quot;ele n\u00e3o \u00e9 o metamorfoseado Gregor Samsa, ou o processado Joseph K., menos ainda o quixotesco Karl, perdido na Am\u00e9rica; mesmo que seja t\u00e3o moderno quanto estes e viva diante dos mesmos totens, que por tristeza ainda est\u00e3o l\u00e1&quot;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Zero \u00e0 Esquerda\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/revistazeroaesquerda\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-08-05T15:59:49+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-08-19T02:18:42+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Design-sem-nome-2.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1640\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"924\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Zero \u00e0 Esquerda\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@z3roaesquerda\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@z3roaesquerda\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Zero \u00e0 Esquerda\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"17 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Zero \u00e0 Esquerda\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/04e72095a4fbe77f00c7b047955ed0b8\"},\"headline\":\"&#8220;Um m\u00e9dico rural&#8221;, de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana\",\"datePublished\":\"2021-08-05T15:59:49+00:00\",\"dateModified\":\"2021-08-19T02:18:42+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/\"},\"wordCount\":4141,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/08\\\/Design-sem-nome-2.jpg\",\"articleSection\":[\"Franz Kafka\",\"Tradu\u00e7\u00f5es\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/\",\"name\":\"\\\"Um m\u00e9dico rural\\\", de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana - Zero \u00e0 Esquerda\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/08\\\/Design-sem-nome-2.jpg\",\"datePublished\":\"2021-08-05T15:59:49+00:00\",\"dateModified\":\"2021-08-19T02:18:42+00:00\",\"description\":\"\\\"ele n\u00e3o \u00e9 o metamorfoseado Gregor Samsa, ou o processado Joseph K., menos ainda o quixotesco Karl, perdido na Am\u00e9rica; mesmo que seja t\u00e3o moderno quanto estes e viva diante dos mesmos totens, que por tristeza ainda est\u00e3o l\u00e1\\\"\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/08\\\/Design-sem-nome-2.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/08\\\/Design-sem-nome-2.jpg\",\"width\":1640,\"height\":924},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/2021\\\/08\\\/05\\\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"&#8220;Um m\u00e9dico rural&#8221;, de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/\",\"name\":\"Zero \u00e0 Esquerda\",\"description\":\"Tra\u00e7ando tend\u00eancias para al\u00e9m do capitalismo.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/#organization\",\"name\":\"Zero \u00e0 Esquerda\",\"url\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/01\\\/4-simbolo-zero-a-esquerda-favicon-alt.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/01\\\/4-simbolo-zero-a-esquerda-favicon-alt.png\",\"width\":1271,\"height\":1069,\"caption\":\"Zero \u00e0 Esquerda\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/revistazeroaesquerda\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/z3roaesquerda\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/revistazeroaesquerda\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/channel\\\/UCIaGx271Qw6D1QwqYBojrLw\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/04e72095a4fbe77f00c7b047955ed0b8\",\"name\":\"Zero \u00e0 Esquerda\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/a417d8eccb1cec435aa9a93213f41ee528a636232351421dedc4ada2160b3f1b?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/a417d8eccb1cec435aa9a93213f41ee528a636232351421dedc4ada2160b3f1b?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/a417d8eccb1cec435aa9a93213f41ee528a636232351421dedc4ada2160b3f1b?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Zero \u00e0 Esquerda\"},\"description\":\"Tra\u00e7ando tend\u00eancias para al\u00e9m do capitalismo.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/zeroaesquerda.com.br\\\/index.php\\\/author\\\/revistazeroaesquerdagmail-com\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"\"Um m\u00e9dico rural\", de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana - Zero \u00e0 Esquerda","description":"\"ele n\u00e3o \u00e9 o metamorfoseado Gregor Samsa, ou o processado Joseph K., menos ainda o quixotesco Karl, perdido na Am\u00e9rica; mesmo que seja t\u00e3o moderno quanto estes e viva diante dos mesmos totens, que por tristeza ainda est\u00e3o l\u00e1\"","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"\"Um m\u00e9dico rural\", de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana - Zero \u00e0 Esquerda","og_description":"\"ele n\u00e3o \u00e9 o metamorfoseado Gregor Samsa, ou o processado Joseph K., menos ainda o quixotesco Karl, perdido na Am\u00e9rica; mesmo que seja t\u00e3o moderno quanto estes e viva diante dos mesmos totens, que por tristeza ainda est\u00e3o l\u00e1\"","og_url":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/","og_site_name":"Zero \u00e0 Esquerda","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/revistazeroaesquerda","article_published_time":"2021-08-05T15:59:49+00:00","article_modified_time":"2021-08-19T02:18:42+00:00","og_image":[{"width":1640,"height":924,"url":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Design-sem-nome-2.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Zero \u00e0 Esquerda","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@z3roaesquerda","twitter_site":"@z3roaesquerda","twitter_misc":{"Escrito por":"Zero \u00e0 Esquerda","Est. tempo de leitura":"17 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/"},"author":{"name":"Zero \u00e0 Esquerda","@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/#\/schema\/person\/04e72095a4fbe77f00c7b047955ed0b8"},"headline":"&#8220;Um m\u00e9dico rural&#8221;, de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana","datePublished":"2021-08-05T15:59:49+00:00","dateModified":"2021-08-19T02:18:42+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/"},"wordCount":4141,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Design-sem-nome-2.jpg","articleSection":["Franz Kafka","Tradu\u00e7\u00f5es"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/","url":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/","name":"\"Um m\u00e9dico rural\", de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana - Zero \u00e0 Esquerda","isPartOf":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Design-sem-nome-2.jpg","datePublished":"2021-08-05T15:59:49+00:00","dateModified":"2021-08-19T02:18:42+00:00","description":"\"ele n\u00e3o \u00e9 o metamorfoseado Gregor Samsa, ou o processado Joseph K., menos ainda o quixotesco Karl, perdido na Am\u00e9rica; mesmo que seja t\u00e3o moderno quanto estes e viva diante dos mesmos totens, que por tristeza ainda est\u00e3o l\u00e1\"","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/#primaryimage","url":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Design-sem-nome-2.jpg","contentUrl":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Design-sem-nome-2.jpg","width":1640,"height":924},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/08\/05\/um-medico-rural-de-franz-kafka-trad-eric-g-gauna\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"&#8220;Um m\u00e9dico rural&#8221;, de Franz Kafka \u2013 trad. \u00c9ric G. Ga\u00fana"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/#website","url":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/","name":"Zero \u00e0 Esquerda","description":"Tra\u00e7ando tend\u00eancias para al\u00e9m do capitalismo.","publisher":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/#organization","name":"Zero \u00e0 Esquerda","url":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/4-simbolo-zero-a-esquerda-favicon-alt.png","contentUrl":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/4-simbolo-zero-a-esquerda-favicon-alt.png","width":1271,"height":1069,"caption":"Zero \u00e0 Esquerda"},"image":{"@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/revistazeroaesquerda","https:\/\/x.com\/z3roaesquerda","https:\/\/www.instagram.com\/revistazeroaesquerda\/","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCIaGx271Qw6D1QwqYBojrLw"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/#\/schema\/person\/04e72095a4fbe77f00c7b047955ed0b8","name":"Zero \u00e0 Esquerda","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a417d8eccb1cec435aa9a93213f41ee528a636232351421dedc4ada2160b3f1b?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a417d8eccb1cec435aa9a93213f41ee528a636232351421dedc4ada2160b3f1b?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a417d8eccb1cec435aa9a93213f41ee528a636232351421dedc4ada2160b3f1b?s=96&d=mm&r=g","caption":"Zero \u00e0 Esquerda"},"description":"Tra\u00e7ando tend\u00eancias para al\u00e9m do capitalismo.","sameAs":["http:\/\/zeroaesquerda.com.br"],"url":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/author\/revistazeroaesquerdagmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1771","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1771"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1771\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1780,"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1771\/revisions\/1780"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}