{"id":1613,"date":"2021-06-01T09:00:00","date_gmt":"2021-06-01T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=1613"},"modified":"2021-11-17T02:37:05","modified_gmt":"2021-11-17T02:37:05","slug":"entre-marx-o-marxismo-e-os-marxismos-maneiras-de-ler-a-teoria-de-marx-ingo-elbe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/06\/01\/entre-marx-o-marxismo-e-os-marxismos-maneiras-de-ler-a-teoria-de-marx-ingo-elbe\/","title":{"rendered":"Entre Marx, o marxismo, e os marxismos: maneiras de ler a teoria de Marx \u2014 Ingo Elbe"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-social-links has-normal-icon-size is-layout-flex wp-block-social-links-is-layout-flex\"><li class=\"wp-social-link wp-social-link-facebook  wp-block-social-link\"><a rel=\"noopener nofollow\" target=\"_blank\" 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Estas ser\u00e3o apresentadas &#8211; por meio de alguns t\u00f3picos selecionados &#8211; como marxismos que podem, de maneira relativamente clara, ser delimitados uns em rela\u00e7\u00e3o aos outros, e a hist\u00f3ria de sua recep\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia ser\u00e1 avaliada no que diz respeito \u00e0 compreens\u00e3o de senso comum da \u201cteoria marxista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma distin\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita entre as interpreta\u00e7\u00f5es dominantes de Marx at\u00e9 agora, primariamente associadas a partidos pol\u00edticos (marxismo tradicional, <em>marxismo<\/em> no singular, se voc\u00ea preferir), e \u00e0s formas dissidentes, cr\u00edticas, de leitura de Marx (<em>marxismos<\/em> no plural), com suas respectivas reivindica\u00e7\u00f5es de um \u201cretorno a Marx\u201d. A primeira interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 entendida como um produto e processo de uma leitura restrita de Marx, em parte emergida da camada \u201cexot\u00e9rica\u201d das obras de Marx, a qual atualiza os paradigmas tradicionais da teoria pol\u00edtica, da teoria da hist\u00f3ria e da filosofia. Sistematizada e elevada a uma doutrina por Engels, Kautsky, <em>et al.<\/em>, ela sucumbe \u00e0s mistifica\u00e7\u00f5es do modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o e culmina na ci\u00eancia apolog\u00e9tica do marxismo-leninismo. As outras duas interpreta\u00e7\u00f5es, especificamente o marxismo ocidental e a <em>Neue Marx-Lekt\u00fcre <\/em>alem\u00e3 (\u201cnova leitura de Marx\u201d), geralmente exploram o conte\u00fado \u201cesot\u00e9rico\u201d da cr\u00edtica e an\u00e1lise de Marx da sociedade, comumente consumadas por atores isolados fora de programas de pesquisa cumulativos e institucionalizados, ao estilo de um \u201cmarxismo <em>underground<\/em>\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para que se possa caracterizar ambas formas de leituras, algumas teses fortemente truncadas, limitadas a alguns aspectos, devem bastar. Em particular, a proposi\u00e7\u00e3o ambiciosa, formulada pela primeira vez por Karl Korsch, de uma \u201caplica\u00e7\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o materialista da hist\u00f3ria \u00e0 concep\u00e7\u00e3o materialista da pr\u00f3pria hist\u00f3ria\u201d &#8211; uma que vai al\u00e9m da mera apresenta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria intelectual, em dire\u00e7\u00e3o a uma cr\u00edtica te\u00f3rica imanente que criticamente considera a conex\u00e3o entre formas hist\u00f3ricas de pr\u00e1xis e as forma\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas do marxismo &#8211; n\u00e3o pode ser feita aqui. Al\u00e9m disso, uma considera\u00e7\u00e3o das leituras que s\u00e3o cr\u00edticas a Marx ou ao marxismo tamb\u00e9m pode ser desconsiderada aqui, na medida em que sua imagem de Marx geralmente corresponde \u00e0 do marxismo tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, come\u00e7o com o modelo hegem\u00f4nico de interpreta\u00e7\u00e3o do marxismo tradicional, e somente ao fim da minha apresenta\u00e7\u00e3o concluirei com algumas determina\u00e7\u00f5es positivas do que considero como a inten\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica fundamental da obra de Marx. Fa\u00e7o isso principalmente porque uma leitura diferenciada da obra de Marx s\u00f3 pode ser obtida no decorrer dos processos de aprendizagem do marxismo ocidental e da <em>Neue Marx-Lekt\u00fcre<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>Marxismo<\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>O termo \u201cmarxismo\u201d foi provavelmente usado pela primeira vez no ano de 1879, pelo social-democrata alem\u00e3o Franz Mehring para caracterizar a teoria de Marx, e se estabeleceu ao final da d\u00e9cada de 1880 como uma arma discursiva usada tanto por cr\u00edticos como por defensores dos \u201censinamentos de Marx\u201d. Contudo, o nascimento de uma \u201cescola marxista\u201d \u00e9 unanimemente datado da publica\u00e7\u00e3o do <em>Anti-D\u00fchring<\/em> por Friedrich Engels no ano de 1878, e da recep\u00e7\u00e3o subsequente desta obra por Karl Kautsky, Eduard Bernstein, <em>et al<\/em>. Os escritos de Engels &#8211; mesmo que os termos &#8220;marxismo&#8221; ou &#8220;materialismo dial\u00e9tico&#8221;, os r\u00f3tulos autoaplicados de leituras tradicionais, ainda n\u00e3o apare\u00e7am nestes &#8211; supriram gera\u00e7\u00f5es inteiras de leitores, tanto marxistas quanto cr\u00edticos do marxismo\/anti-marxistas, com o modelo interpretativo atrav\u00e9s do qual a obra de Marx foi percebida. Em particular, a an\u00e1lise do livro de Marx \u201c<em>Contribui\u00e7\u00e3o para a Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica<\/em>\u201d (1859), a obra tardia \u201c<em>Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Alem\u00e3 Cl\u00e1ssica<\/em>\u201d (1886), e o suplemento ao volume III d\u2019<em>O<\/em> <em>Capital<\/em> (1894\/95) alcan\u00e7aram uma influ\u00eancia que dificilmente pode ser subestimada. Contudo, foi o <em>Anti-D\u00fchring<\/em> o qual seria estilizado como o livro c\u00e2none da teoria marxista, bem como uma representa\u00e7\u00e3o positiva de uma &#8220;vis\u00e3o de mundo marxista&#8221;: para Kautsky, \u201cn\u00e3o h\u00e1 nenhum outro livro que tenha contribu\u00eddo tanto ao entendimento do marxismo. <em>O Capital<\/em> de Marx \u00e9 melhor. Mas foi atrav\u00e9s do <em>Anti-D\u00fcring<\/em> que n\u00f3s aprendemos pela primeira vez a ler e entender corretamente <em>O Capital<\/em>\u201d. E, para L\u00eanin, \u00e9 um dos \u201cmanuais de todo trabalhador consciente de classe\u201d. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">Karl Kautsky, citado em Gareth Stedman Jones, \u201cEngels und die Geschichte des Marxismus,\u201d em Klassen, Politik, Sprache. F\u00fcr eine theorieorientierte Sozialgeschichte (M\u00fcnster: Westf\u00e4lisches&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_1');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, uma caracter\u00edstica geral da hist\u00f3ria do \u201cmarxismo\u201d \u00e9 consumada: os iniciadores do <em>corpus <\/em>te\u00f3rico consideram \u201cdesnecess\u00e1rio [&#8230;] que eles pr\u00f3prios apare\u00e7am como ep\u00f4nimos [&#8230;] os ep\u00f4nimos n\u00e3o s\u00e3o os verdadeiros falantes\u201d (Georges Labica). Em muitos aspectos, o marxismo \u00e9 obra de Engels e \u00e9, por essa raz\u00e3o, na verdade, um Engelsismo. A seguir, citarei apenas tr\u00eas pontos aos quais uma leitura ideologizada e restrita de Marx poderia recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>I.1 A Tend\u00eancia Determinista-Ontol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O socialismo cient\u00edfico foi concebido como um sistema ontol\u00f3gico, uma \u201cci\u00eancia do panorama geral\u201d. O materialismo dial\u00e9tico funciona aqui como uma &#8220;lei geral do desenvolvimento da natureza, da sociedade e do pensamento&#8221;<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_2');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_2');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_2\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[2]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_2\" class=\"footnote_tooltip\">Frederick Engels, \u201cDialectics\u201d in <em>Dialectics of Nature<\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_2').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_2', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> , enquanto a natureza serve para Engels como uma &#8220;prova da dial\u00e9tica&#8221;.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_3');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_3');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_3\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[3]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_3\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, \u201c<a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1877\/anti-duhring\/introduction.htm\">Introduction<\/a>\u201d in <em>Anti-D\u00fchring<\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_3').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_3', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Engels j\u00e1 faz aqui uma falsa analogia entre os processos hist\u00f3rico-sociais e os fen\u00f4menos naturais pelo simples fato de que, em sua elucida\u00e7\u00e3o das principais caracter\u00edsticas da dial\u00e9tica, falta a refer\u00eancia ao sujeito e ao objeto. A \u201cnega\u00e7\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o\u201d ou a \u201ctransforma\u00e7\u00e3o da quantidade em qualidade\u201d s\u00e3o identificadas nas mudan\u00e7as do estado f\u00edsico da \u00e1gua ou no desenvolvimento de um gr\u00e3o de cevada. Contra um ponto de vista est\u00e1tico, a dial\u00e9tica deve supostamente demonstrar o &#8220;devir&#8221;, o &#8220;car\u00e1ter transit\u00f3rio&#8221; de toda a exist\u00eancia<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_4');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_4');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_4\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[4]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_4\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, \u201c<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1886\/ludwig-feuerbach\/ch01.htm\">Hegel<\/a>\u201d in&nbsp; <em>Ludwig Feuerbach and the End of German Classical Philosophy<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_4').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_4', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, e est\u00e1 ligada \u00e0s dicotomias tradicionais da filosofia da consci\u00eancia, como a dita &#8220;grande quest\u00e3o b\u00e1sica de toda filosofia\u201d a respeito de qual componente da rela\u00e7\u00e3o entre \u201cpensamento e ser\u201d tem primazia. <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_5');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_5');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_5\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[5]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_5\" class=\"footnote_tooltip\"><em>Ibid<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_5').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_5', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>A dial\u00e9tica \u00e9 dividida entre \u201cdois conjuntos de leis\u201d, a dial\u00e9tica do \u201cmundo externo\u201d e a dial\u00e9tica do \u201cpensamento humano\u201d, pelo qual a \u00faltima \u00e9 entendida como uma mera imagem mental passiva da primeira.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_6');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_6');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_6\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[6]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_6\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, \u201c<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1886\/ludwig-feuerbach\/ch04.htm\">Marx<\/a>\u201d in <em>Ludwig Feuerbach<\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_6').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_6', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Engels restringe &#8211; at\u00e9 mesmo distorce &#8211; os tr\u00eas temas pr\u00e1xico-filos\u00f3ficos elementares de Marx, que ele ainda havia defendido parcialmente em seus escritos anteriores:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>O reconhecimento de que n\u00e3o somente o objeto, mas tamb\u00e9m a observa\u00e7\u00e3o do objeto \u00e9 hist\u00f3rica e materialmente mediada,<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_7');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_7');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_7\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[7]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_7\" class=\"footnote_tooltip\">Karl Marx, \u201c<a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1845\/theses\/index.htm\">Theses on Feuerbach.<\/a>\u201d<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_7').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_7', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> n\u00e3o sendo externa \u00e0 hist\u00f3ria dos modos de produ\u00e7\u00e3o. Contra isso, Engels enfatiza que \u201ca perspectiva materialista da natureza significa nada mais que a simples concep\u00e7\u00e3o da natureza como ela \u00e9, sem adi\u00e7\u00f5es externas\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_8');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_8');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_8\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[8]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_8\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, \u201cNotes and Fragments\u201d in <em>Dialectics of Nature<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_8').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_8', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> O realismo ing\u00eanuo da teoria do reflexo sistematizada por Lenin<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_9');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_9');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_9\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[9]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_9\" class=\"footnote_tooltip\">Acima de tudo em Materialism and Empiriocriticism, estilizado pelo marxismo-leninismo como o livro cl\u00e1ssico do materialismo dial\u00e9tico ao lado de Anti-D\u00fchring. Aqui, o marxismo se torna uma&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_9');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_9').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_9', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> e outros &#8211; a qual \u00e9 vitimada pela apar\u00eancia reificada de imediatismo daquilo que \u00e9 socialmente mediado, o fetichismo de um em-si daquilo que existe apenas por meio de uma estrutura historicamente determinada da atividade humana &#8211; j\u00e1 obt\u00e9m seu fundamento nos escritos de Engels.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_10');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_10');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_10\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[10]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_10\" class=\"footnote_tooltip\">Falko Schmieder aponta para o papel a priori da m\u00eddia fotogr\u00e1fica como base desse realismo ing\u00eanuo na filosofia, bem como as semelhan\u00e7as fundamentais entre Engels, L\u00eanin e Feuerbach; Ludwig&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_10');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_10').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_10', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Como os \u201cobjetos referem-se \u00e0 consci\u00eancia e a consci\u00eancia refere-se aos objetos\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_11');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_11');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_11\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[11]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_11\" class=\"footnote_tooltip\">Alfred Sohn-Rethel, <em>Warenform und Denkform<\/em> (Frankfurt: Suhrkamp, 1978),114.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_11').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_11', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, os conceitos de pr\u00e1xis e de media\u00e7\u00e3o subjetiva do objeto, assim como as considera\u00e7\u00f5es cr\u00edticas \u00e0 ideologia, dificilmente t\u00eam lugar neste paradigma.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\"><li>O conceito de <em>Naturw\u00fcchsigkeit (<\/em>\u201co estado de ter sido derivado naturalmente\u201d), o qual Engels utilizou na <em>Ideologia Alem\u00e3<\/em> em um car\u00e1ter negativo, agora \u00e9 transformado em um conceito positivo. A <em>suprassun\u00e7\u00e3o <\/em>[<em>sublate<\/em>, no sentido hegeliano de<em>Aufhebung<\/em>] de leis sociais espec\u00edficas sustentadas pela inconsci\u00eancia dos atores sociais n\u00e3o \u00e9 mais postulada; em vez disso, Engels postula a aplica\u00e7\u00e3o consciente das &#8220;leis gerais do movimento [&#8230;] do mundo externo.&#8221;<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_12');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_12');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_12\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[12]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_12\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, \u201cMarx\u201d in <em>Ludwig Feuerbach<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_12').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_12', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/li><\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\"><li>Se Marx escreve em <em>Teses sobre Feuerbach<\/em> que \u201ctodos os mist\u00e9rios que conduzem a teoria ao misticismo encontram sua solu\u00e7\u00e3o racional na pr\u00e1tica humana e na compreens\u00e3o desta pr\u00e1tica\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_13');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_13');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_13\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[13]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_13\" class=\"footnote_tooltip\">Marx, \u201cTheses on Feuerbach.\u201d<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_13').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_13', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, Engels reduz a pr\u00e1xis \u00e0 atividade experimental das ci\u00eancias naturais.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_14');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_14');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_14\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[14]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_14\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, \u201cMaterialism\u201d in Ludwig Feuerbach.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_14').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_14', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Reconhecidamente, ambival\u00eancias e temas pr\u00e1xico-filos\u00f3ficos tamb\u00e9m podem ser encontrados nos escritos posteriores de Engels, os quais foram em grande parte apagados pelos ep\u00edgonos. No entanto, Engels, ao juntar a isso o cientificismo de sua \u00e9poca, abre o caminho para uma concep\u00e7\u00e3o mecanicista e fatalista do materialismo hist\u00f3rico ao mudar o tom de uma teoria da pr\u00e1xis social para o de uma doutrina contemplativa e reflexivo-te\u00f3rica do desenvolvimento.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>O evolucionismo vulgar da social-democracia europeia do s\u00e9culo XIX \u00e9 um fen\u00f4meno quase onipresente.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_15');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_15');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_15\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[15]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_15\" class=\"footnote_tooltip\">Para mais informa\u00e7\u00f5es, confira o estudo de Hans-Josef Steinberg [1967], Sozialismus und deutsche Sozialdemokratie. Zur Ideologie der Partei vor dem 1. Weltkrieg (Berlin-Bonn: 1979), acima de tudo&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_15');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_15').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_15', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para Kautsky, Bernstein e Bebel que o conceito determinista de desenvolvimento e a metaf\u00edsica revolucion\u00e1ria de uma miss\u00e3o providencial do proletariado<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_16');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_16');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_16\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[16]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_16\" class=\"footnote_tooltip\">Para uma cr\u00edtica, ver Alexandrine Mohl, Verelendung und Revolution. Oder: Das Elend des Objektivismus. Zugleich ein Beitrag zur Marxrezeption in der deutschen Sozialdemokratie (Frankfurt 1978); Rolf&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_16');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_16').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_16', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> ocupam um lugar central na doutrina marxista. Consequentemente, a humanidade est\u00e1 subordinada a um automatismo da liberta\u00e7\u00e3o \u201ccientificamente verific\u00e1vel\u201d. Aquilo que se apresenta com a roupagem cient\u00edfica moderna de um fetichismo das leis em \u00faltima inst\u00e2ncia nada mais \u00e9 do que uma metaf\u00edsica hist\u00f3rica com assinatura socialista<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_17');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_17');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_17\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[17]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_17\" class=\"footnote_tooltip\">Ernesto Laclau e Chantal Mouffe apontam o car\u00e1ter darwinista-hegeliano dessa concep\u00e7\u00e3o: &#8220;O darwinismo por si s\u00f3 n\u00e3o oferece \u2018garantias para o futuro\u2019, uma vez que a sele\u00e7\u00e3o natural&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_17');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_17').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_17', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>: \u00e9 precisamente a invers\u00e3o do sujeito e do objeto que Marx havia criticado. A um processo consumado sobre as costas dos atores sociais \u00e9 atribu\u00eddo um objetivo moralmente qualificado.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_18');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_18');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_18\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[18]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_18\" class=\"footnote_tooltip\">Para mais sobre isso, de maneira instrutiva, ver Heinz Dieter Kittsteiner, \u201cBewusstseinsbildung, Parteilichkeit, dialektischer und historischer Materialismus. Zu einigen Kategorien der&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_18');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_18').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_18', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Em \u00faltima an\u00e1lise, no Programa de Erfurt do Partido Social-Democrata Alem\u00e3o, essa passividade revolucion\u00e1ria<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_19');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_19');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_19\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[19]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_19\" class=\"footnote_tooltip\">Conferir Groh, <em>Negative Integration<\/em>, 36<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_19').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_19', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> \u00e9 codificada em n\u00edvel oficial como um marxismo consistente: a tarefa do partido \u00e9 permanecer preparado para um evento que &#8220;necessariamente&#8221; acontecer\u00e1 mesmo sem interven\u00e7\u00e3o, &#8220;n\u00e3o para fazer a revolu\u00e7\u00e3o, mas sim para tirar proveito dela.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_20');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_20');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_20\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[20]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_20\" class=\"footnote_tooltip\">Kautsky, citado em Steinberg, Sozialismus und deutsche Sozialdemokratie, 61. Ver tamb\u00e9m Ethics and the Materialist Conception Of History. De acordo com Kautsky, as perspectivas de liberdade e&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_20');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_20').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_20', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A orienta\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica e o car\u00e1ter enciclop\u00e9dico das delibera\u00e7\u00f5es de Engels tamb\u00e9m alimentam a tend\u00eancia a interpretar o socialismo cient\u00edfico como uma vis\u00e3o de mundo prolet\u00e1ria abrangente. Por fim, Lenin ir\u00e1 apresentar a \u201cdoutrina marxista\u201d como \u201conipotente\u201d, uma doutrina \u201cabrangente e harmoniosa\u201d que \u201cfornece aos homens uma vis\u00e3o de mundo integral.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_21');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_21');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_21\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[21]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_21\" class=\"footnote_tooltip\">L\u00eanin, \u201cThree Sources\u201d.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_21').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_21', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Correspondentemente, o conceito negativo de ideologia \u00e9 neutralizado em uma categoria para o ser determinado da consci\u00eancia em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses desenvolvimentos, que sem d\u00favida constituem uma regress\u00e3o te\u00f3rica, em \u00faltima inst\u00e2ncia culminam na teoria do \u201cmarxismo-leninismo\u201d concebida por Abram Deborin e Josef Stalin. Se, para L\u00eanin, o marxismo constitui &#8211; apesar de toda \u00eanfase pol\u00edtica &#8211; uma \u201cprofunda doutrina do desenvolvimento\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_22');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_22');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_22\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[22]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_22\" class=\"footnote_tooltip\">L\u00eanin, Karl Marx: A Brief Biographical Sketch With an Exposition of Marxism.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_22').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_22', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> a qual chama a aten\u00e7\u00e3o para rupturas e saltos na natureza e na sociedade, no caso do marxismo-leninismo a corrente naturalista-objetivista \u00e9 elevada a uma doutrina de Estado. A figura argumentativa central ser\u00e1: o que \u00e9 v\u00e1lido para a natureza deve valer tamb\u00e9m para a hist\u00f3ria. Ou: a natureza d\u00e1 saltos, <em>portanto<\/em>, o mesmo acontece com a hist\u00f3ria. A pr\u00e1xis pol\u00edtica \u00e9, assim, entendida como a consuma\u00e7\u00e3o das leis hist\u00f3ricas. Essa l\u00f3gica impressionante \u00e9 aperfei\u00e7oada na obra de Stalin &#8220;<em>Sobre o Materialismo Dial\u00e9tico e o Materialismo Hist\u00f3rico<\/em>&#8221; &#8211; durante d\u00e9cadas, uma obra oficial na teoria marxista do Bloco Sovi\u00e9tico. O materialismo hist\u00f3rico significa a \u201caplica\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cextens\u00e3o\u201d dos princ\u00edpios ontol\u00f3gicos \u00e0 sociedade, o que implica um essencialismo epistemol\u00f3gico (uma teoria do reflexo, que na forma do materialismo dial\u00e9tico concebe o \u201cser\u201d e o \u201cpensar\u201d como independentes do conceito de pr\u00e1xis) e um naturalismo sociol\u00f3gico (uma l\u00f3gica desenvolvimentista &#8211; a ser \u201cconscientemente aplicada\u201d ou \u201cacelerada\u201d pelo partido como a mais alta inst\u00e2ncia tecnocr\u00e1tica<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_23');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_23');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_23\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[23]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_23\" class=\"footnote_tooltip\">Sobre os paradoxos dessa combina\u00e7\u00e3o de voluntarismo e determinismo, ver Charles Taylor, <em>Hegel <\/em>(Cambridge: Cambridge University Press, 1977).<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_23').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_23', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> &#8211; existindo independentemente da ag\u00eancia humana).<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_24');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_24');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_24\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[24]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_24\" class=\"footnote_tooltip\">\u00c9 precisamente o marxismo ocidental que &#8211; contra o marxismo-leninismo &#8211; enfatiza o car\u00e1ter n\u00e3o ontol\u00f3gico do materialismo de Marx; ver Max Horkheimer, \u201cTraditional and Critical&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_24');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_24').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_24', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p><strong>I.2 A Interpreta\u00e7\u00e3o Historicista do M\u00e9todo da Gen\u00e9tica da Forma<\/strong><span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_25');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_25');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_25\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[25]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_25\" class=\"footnote_tooltip\">N. T.: Do ingl\u00eas form-genetic, este derivado do alem\u00e3o formgenetische<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_25').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_25', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Se a afirma\u00e7\u00e3o de L\u00eanin de que &#8220;nenhum dos marxistas do \u00faltimo meio s\u00e9culo compreendeu Marx&#8221; &#8211; uma m\u00e1xima que neste caso contudo tamb\u00e9m se aplica ao pr\u00f3prio L\u00eanin &#8211; tem alguma validade, ent\u00e3o \u00e9 certamente no que diz respeito \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Mesmo 100 anos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do primeiro volume d\u2019<em>O Capital<\/em>, o coment\u00e1rio de Engels ainda era amplamente considerado como a \u00fanica avalia\u00e7\u00e3o leg\u00edtima e adequada da cr\u00edtica de Marx \u00e0 economia. Nenhuma leitura na tradi\u00e7\u00e3o marxista era t\u00e3o n\u00e3o-controversa quanto aquela desenvolvida casualmente por Engels em textos como a an\u00e1lise feita por ele de \u201c<em>Contribui\u00e7\u00e3o para a Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica<\/em>\u201d (1859) ou o suplemento ao volume III d\u2019<em>OCapital<\/em> (1894) de Marx. Aqui, de maneira consideravelmente mais expl\u00edcita do que na concep\u00e7\u00e3o objetivista do materialismo hist\u00f3rico, o marxismo \u00e9 engelsismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Contra o plano de fundo de sua concep\u00e7\u00e3o de reflex\u00e3o, Engels interpreta o primeiro cap\u00edtulo d\u2019<em>O Capital <\/em>como uma apresenta\u00e7\u00e3o simultaneamente l\u00f3gica e hist\u00f3rica da &#8220;produ\u00e7\u00e3o simples de mercadorias&#8221; desenvolvendo-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de trabalho assalariado capitalista, &#8220;apenas despojada da forma hist\u00f3rica e desviando-se de ocorr\u00eancias contingentes.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_26');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_26');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_26\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[26]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_26\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, \u201cKarl Marx: Critique of Political Economy. Resenha de Frederick Engels.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_26').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_26', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> O termo \u201cl\u00f3gica\u201d nesse contexto basicamente significa nada mais que \u201csimplificada\u201d. O m\u00e9todo de apresenta\u00e7\u00e3o, a sequ\u00eancia das categorias (a mercadoria, as formas elementares, expandidas e gerais do valor, o dinheiro, o capital) na cr\u00edtica da economia pol\u00edtica s\u00e3o por consequ\u00eancia \u201csimplesmente os reflexos, de forma abstrata e teoricamente consistente, do curso hist\u00f3rico\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_27');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_27');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_27\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[27]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_27\" class=\"footnote_tooltip\">Ibid.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_27').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_27', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> O exame da g\u00eanese da forma-dinheiro \u00e9 entendido como a descri\u00e7\u00e3o de &#8220;um evento real que realmente ocorreu em algum momento\u201d, e n\u00e3o como &#8220;um processo mental abstrato que ocorre apenas em nossa mente&#8221;.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_28');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_28');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_28\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[28]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_28\" class=\"footnote_tooltip\">Ibid.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_28').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_28', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Em nenhuma outra passagem de sua obra Engels reduz t\u00e3o drasticamente o materialismo hist\u00f3rico a um empirismo e um historicismo vulgares, como \u00e9 evidenciado por sua cadeia associativa &#8220;materialismo &#8211; fatos empiricamente verific\u00e1veis &#8211; processo real&#8221; vs. &#8220;idealismo &#8211; processo de pensamento abstrato &#8211; territ\u00f3rio puramente abstrato.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o m\u00e9todo \u201cl\u00f3gico-hist\u00f3rico\u201d, Engels fornece uma frase de efeito que ser\u00e1 recitada e enfatizada <em>ad nauseam<\/em> na ortodoxia marxista. Karl Kautsky, em suas apresenta\u00e7\u00f5es extremamente influentes, entendeu <em>O Capital<\/em> como uma &#8220;obra essencialmente hist\u00f3rica&#8221;<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_29');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_29');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_29\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[29]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_29\" class=\"footnote_tooltip\">Kautsky [1886], Karl Marx &#8216;<em>\u00f6konomische Lehren. Gemeinverst\u00e4ndlich dargestellt und erl\u00e4utert von Karl Kautsky<\/em>, 21. (Berlin: 1922), viii.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_29').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_29', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>: \u201cMarx foi acusado de reconhecer o capital como uma categoria hist\u00f3rica e de provar seu surgimento na hist\u00f3ria, ao inv\u00e9s de constru\u00ed-lo mentalmente.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_30');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_30');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_30\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[30]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_30\" class=\"footnote_tooltip\">Kautsky, citado em Rolf Hecker, &#8220;Einfache Warenproduktion&#8221;, 1997.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_30').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_30', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Rudolf Hilferding tamb\u00e9m afirma que \u201cem acordo com o m\u00e9todo dial\u00e9tico, a evolu\u00e7\u00e3o conceitual corre em paralelo a toda evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_31');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_31');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_31\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[31]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_31\" class=\"footnote_tooltip\">Rudolf Hilferding, <em>B\u00f6hm-Bawerk\u2019s Criticism of Marx<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_31').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_31', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Tanto o marxismo-leninismo<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_32');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_32');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_32\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[32]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_32\" class=\"footnote_tooltip\">M.M. Rosental [1955], <em>Die dialektische Methode der politischen \u00d6konomie von Karl Marx<\/em> (Berlim: Dietz, 1973).<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_32').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_32', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> como o marxismo ocidental<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_33');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_33');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_33\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[33]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_33\" class=\"footnote_tooltip\">Ver Ernest Mandel, <em>Marxist Economic Theory<\/em> (Nova York: Monthly Review Press: 1970).<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_33').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_33', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> seguem Hilferding nessa defini\u00e7\u00e3o. Mas se a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica \u00e9 interpretada como historiografia, ent\u00e3o conseq\u00fcentemente as categorias no in\u00edcio precisam corresponder diretamente a objetos emp\u00edricos, por exemplo, a uma duvidosa <em>mercadoria pr\u00e9-capitalista n\u00e3o determinada pelo pre\u00e7o<\/em><span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_34');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_34');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_34\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[34]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_34\" class=\"footnote_tooltip\">\u201cIsso deixa claro, \u00e9 claro, por que, no in\u00edcio de seu primeiro livro Marx parte da produ\u00e7\u00e3o simples de mercadorias como premissa hist\u00f3rica, para em \u00faltima an\u00e1lise chegar dessa base ao&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_34');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_34').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_34', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, e a an\u00e1lise da forma do valor precisa come\u00e7ar com a representa\u00e7\u00e3o de uma intera\u00e7\u00e3o coincidente e <em>amonet\u00e1ria <\/em>de dois propriet\u00e1rios de mercadorias &#8211; com a assim chamada \u201cprodu\u00e7\u00e3o simples de mercadorias\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_35');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_35');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_35\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[35]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_35\" class=\"footnote_tooltip\"><em>Ibid<\/em>. Essa interpreta\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise da forma do valor tamb\u00e9m \u00e9 adotada por Kautsky, em <em>The Economic Doctrines of Karl Marx<\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_35').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_35', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> de Engels,&nbsp; numa \u00e9poca econ\u00f4mica por ele datada de 6.000 a.C. ao s\u00e9culo 15 d.C. De acordo com essa concep\u00e7\u00e3o, a lei do valor de Marx<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_36');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_36');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_36\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[36]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_36\" class=\"footnote_tooltip\">Ou seja, a lei do valor discutida por Marx. Veja o \u201cSuplemento\u201d de Engels no volume 3.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_36').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_36', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> opera \u00e0s vezes nesta \u00e9poca em uma forma pura &#8220;n\u00e3o adulterada&#8221; pela categoria de pre\u00e7o, que Engels ilustra com o exemplo fingido de uma &#8220;troca&#8221; <em>amonet\u00e1ria<\/em> entre camponeses e artes\u00e3os medievais.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se aqui de uma inter-rela\u00e7\u00e3o social transparente entre produtores imediatos que s\u00e3o ao mesmo tempo os donos de seus meios de produ\u00e7\u00e3o, na qual um produtor trabalha sob o olhar atento do outro e portanto \u201co campon\u00eas da Idade M\u00e9dia sabia bem acuradamente o tempo de trabalho necess\u00e1rio para a fabrica\u00e7\u00e3o dos artigos obtidos por ele em escambo\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_37');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_37');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_37\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[37]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_37\" class=\"footnote_tooltip\"><em><em>Ibid<\/em><\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_37').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_37', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>. Sob as condi\u00e7\u00f5es desta \u201ctroca natural\u201d, n\u00e3o \u00e9 um crit\u00e9rio normativo que \u00e9 para ele \u201ca \u00fanica medida adequada para a determina\u00e7\u00e3o quantitativa dos valores a serem trocados\u201d, n\u00e3o \u00e9 um crit\u00e9rio normativo, e sim a abstra\u00e7\u00e3o de um tempo de trabalho consciente e diretamente medido pelos atores. Nem o campon\u00eas nem o artes\u00e3o seriam est\u00fapidos o suficiente para trocar quantidades desiguais de trabalho<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_38');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_38');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_38\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[38]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_38\" class=\"footnote_tooltip\">&nbsp;\u201cOu acredita-se que o campon\u00eas e o artes\u00e3o foram t\u00e3o est\u00fapidos a ponto de desistir do produto de 10 horas de trabalho de uma pessoa por uma \u00fanica hora de trabalho de outra?\u201d; e quem&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_38');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_38').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_38', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>: \u201cNenhuma outra troca \u00e9 poss\u00edvel em todo o per\u00edodo da economia natural camponesa al\u00e9m daquela na qual as quantidades trocadas de mercadorias tendem a ser medidas cada vez mais de acordo com as quantidades de trabalho nelas incorporadas\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_39');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_39');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_39\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[39]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_39\" class=\"footnote_tooltip\"><em>Ibid<\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_39').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_39', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>. De acordo com Engels, o valor de uma mercadoria \u00e9 determinado <em>conscientemente <\/em>pelo trabalho, medido com o tempo [como unidade], dos produtores individuais. Nesta teoria do valor, o dinheiro n\u00e3o desempenha um papel constitutivo. Por um lado, \u00e9 um expediente e um lubrificante para o com\u00e9rcio que \u00e9 externo ao valor, mas por outro lado, serve para obscurecer a solidez do valor: de repente, em vez de trocar de acordo com as horas de trabalho, em algum momento a troca \u00e9 conduzida por meios de vacas e, em seguida, pe\u00e7as de ouro. A quest\u00e3o de como essa no\u00e7\u00e3o de cada mercadoria ser seu pr\u00f3prio \u201cdinheiro-de-trabalho\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_40');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_40');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_40\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[40]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_40\" class=\"footnote_tooltip\">Em contraste, veja a cr\u00edtica de Marx \u00e0 no\u00e7\u00e3o de dinheiro-do-trabalho ou a no\u00e7\u00e3o de uma troca de mercadorias pr\u00e9-monet\u00e1ria em A Contribution to the Critique of Political Economy e no&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_40');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_40').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_40', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> pode ser reconciliada com as condi\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o privada baseada na divis\u00e3o do trabalho, n\u00e3o \u00e9 colocada por Engels. Engels &#8211; como ser\u00e1 elaborado pela <em>Neue Marx-Lekt\u00fcre<\/em> &#8211; pratica exatamente o que Marx criticava nos economistas cl\u00e1ssicos, acima de tudo em Adam Smith: uma proje\u00e7\u00e3o no passado da no\u00e7\u00e3o ilus\u00f3ria de apropria\u00e7\u00e3o pelo pr\u00f3prio trabalho [do apropriador], que na verdade s\u00f3 existe no capitalismo; a neglig\u00eancia da conex\u00e3o necess\u00e1ria entre o valor e a forma do valor<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_41');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_41');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_41\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[41]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_41\" class=\"footnote_tooltip\">Ver nota de rodap\u00e9 33 no cap\u00edtulo um do <em>Capital, Volume 1<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_41').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_41', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>; uma transforma\u00e7\u00e3o da \u201cequaliza\u00e7\u00e3o objetiva\u201d dos atos desiguais de trabalho consumados pela pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o social objetiva em uma considera\u00e7\u00e3o meramente subjetiva dos atores sociais.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_42');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_42');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_42\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[42]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_42\" class=\"footnote_tooltip\">Para a vis\u00e3o de Marx, veja por exemplo: \u201cAdam Smith constantemente confunde a determina\u00e7\u00e3o do valor das mercadorias pelo tempo de trabalho nelas contido com a determina\u00e7\u00e3o de seu valor pelo&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_42');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_42').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_42', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 1960, os teoremas de Engels continuaram a ser transmitidos sem ser questionados. Junto com sua f\u00f3rmula (mais uma vez tirada de Hegel) de que a liberdade \u00e9 ter consci\u00eancia da necessidade, e da cria\u00e7\u00e3o de paralelos entre as leis naturais e os processos sociais, eles deram sustenta\u00e7\u00e3o a um &#8220;conceito de emancipa\u00e7\u00e3o&#8221; s\u00f3cio-tecnol\u00f3gico, em acordo com a seguinte premissa: a necessidade social (sobretudo a lei do valor), que opera anarquicamente e descontroladamente no capitalismo, ser\u00e1, por meio do marxismo como uma ci\u00eancia das leis objetivas da natureza e da sociedade, administrada e aplicada de acordo com um plano. N\u00e3o \u00e9 o <em>desaparecimento <\/em>das determina\u00e7\u00f5es-de-forma capitalistas, e sim seu uso <em>alternativo <\/em>que caracteriza este \u201csocialismo de adjetivos\u201d (esse termo vem de Robert Kurz) e a \u201ceconomia pol\u00edtica socialista\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_43');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_43');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_43\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[43]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_43\" class=\"footnote_tooltip\">De acordo com o marxismo-leninismo, \u201co valor funciona como um instrumento da administra\u00e7\u00e3o planejada dos processos socialistas de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o, de acordo com os princ\u00edpios da&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_43');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_43').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_43', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>. Existe uma despropor\u00e7\u00e3o significativa entre, por um lado, a \u00eanfase no \u201chist\u00f3rico\u201d e, por outro, a aus\u00eancia de um conceito de objetividade econ\u00f4mica historicamente espec\u00edfico e s\u00f3cio-te\u00f3ricamente definido. Isso \u00e9 evidenciado pela irrelev\u00e2ncia do conceito de forma social nas discuss\u00f5es do marxismo tradicional, no qual, no m\u00e1ximo, \u00e9 considerado uma categoria para circunst\u00e2ncias ideais ou marginais, mas n\u00e3o uma caracter\u00edstica constitutiva da revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de Marx<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_44');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_44');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_44\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[44]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_44\" class=\"footnote_tooltip\">Por exemplo, Engels, \u201cMarx\u201d em Ludwig Feuerbach.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_44').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_44', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>I.3 A Cr\u00edtica do Conte\u00fado do Estado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As declara\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de Engels sobre o Estado em <em>A Origem da Fam\u00edlia<\/em>, <em>Ludwig Feuerbach<\/em> <em>Anti-D\u00fcring<\/em>, como tamb\u00e9m sua cr\u00edtica em 1891 ao projeto do SPD [Partido Social-Democrata da Alemanha] em Erfurt, constituem a fonte da no\u00e7\u00e3o marxista tradicional de Estado. Em <em>Ludwig Feuerbach<\/em>, Engels aponta que o fato de todas as necessidades nas sociedades de classes serem articuladas por meio da vontade do Estado \u00e9 \u201co aspecto formal da quest\u00e3o &#8211; aquele que \u00e9 evidente por si mesmo\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_45');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_45');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_45\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[45]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_45\" class=\"footnote_tooltip\"><em>Ibid<\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_45').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_45', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>.&nbsp; Entretanto, a&nbsp; principal quest\u00e3o de uma teoria materialista do Estado, \u00e9: \u201cqual \u00e9 o conte\u00fado dessa vontade meramente formal &#8211; tanto do indiv\u00edduo quanto do Estado &#8211; e de onde esse conte\u00fado \u00e9 derivado? Por que somente algo \u00e9 desejado e n\u00e3o outra coisa?\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_46');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_46');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_46\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[46]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_46\" class=\"footnote_tooltip\"><em>Ibid<\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_46').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_46', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> O resultado dessa quest\u00e3o puramente conteud\u00edstica sobre a vontade do Estado \u00e9, para Engels, o reconhecimento de que \u201cna hist\u00f3ria moderna a vontade do Estado \u00e9, no todo, determinada pelas necessidades mut\u00e1veis da sociedade civil, pela supremacia desta ou daquela classe, em \u00faltima inst\u00e2ncia, pelo desenvolvimento das for\u00e7as produtivas e das rela\u00e7\u00f5es de troca.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_47');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_47');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_47\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[47]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_47\" class=\"footnote_tooltip\"><em>Ibid, <\/em>tradu\u00e7\u00e3o modificada (em ingl\u00eas)<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_47').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_47', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Al\u00e9m disso, em suas delibera\u00e7\u00f5es em <em>A Origem da Fam\u00edlia<\/em>, Engels trabalha com categorias hist\u00f3rico-universais sobre as quais designa\u00e7\u00f5es modernas como &#8220;poder p\u00fablico&#8221; s\u00e3o projetadas, e constantemente assume &#8220;rela\u00e7\u00f5es diretas de domina\u00e7\u00e3o, formas imediatas de governo de classe&#8221;<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_48');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_48');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_48\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[48]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_48\" class=\"footnote_tooltip\">Gert Sch\u00e4fer, \u201cEinige Probleme des Verh\u00e4ltnisses von \u2018\u00f6konomischer\u2019 und \u2018politischer\u2019 Herrschaft,\u201d in Karl Marx and Friedrich Engels \u2013 Staatstheorie. Materialien zur Rekonstruktion&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_48');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_48').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_48', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> com vistas a explicar o Estado, o qual consequentemente \u00e9 entendido como um mero instrumento da classe dominante. Dessa maneira hist\u00f3rico-universal e fixada no conte\u00fado de considerar o Estado, pode-se deduzir que Engels perde de vista a quest\u00e3o realmente interessante, a saber, do por que o conte\u00fado de classe no capitalismo assumir a forma espec\u00edfica do poder p\u00fablico.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_49');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_49');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_49\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[49]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_49\" class=\"footnote_tooltip\">Comparar com Pachukanis, The General Theory of Law e Marxism: \u201cpor que o aparato de coer\u00e7\u00e3o estatal \u00e9 criado n\u00e3o como um aparato privado da classe dominante, mas distinto deste \u00faltimo na forma&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_49');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_49').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_49', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A defini\u00e7\u00e3o pessoal de governo de classe extra\u00edda das forma\u00e7\u00f5es sociais pr\u00e9-capitalistas acaba levando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da forma an\u00f4nima de domina\u00e7\u00e3o de classe institucionalizada no Estado a uma mera ilus\u00e3o ideol\u00f3gica, a qual, \u00e0 maneira da teoria do engano sacerdotal, \u00e9 interpretada como um produto das t\u00e1ticas de engano do Estado. De qualquer forma, Engels tenta tornar plaus\u00edvel o car\u00e1ter classista do Estado ao referir-se \u00e0 &#8220;pura corrup\u00e7\u00e3o de oficiais do governo&#8221; e a &#8220;uma alian\u00e7a entre o governo e o mercado de a\u00e7\u00f5es&#8221;.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_50');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_50');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_50\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[50]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_50\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, \u201cBarbarism and Civilization\u201d in The Origin of the Family, Private Property, and the State. N\u00e3o \u00e9 de surpreender, portanto, que L\u00eanin refira-se afirmativamente a essa&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_50');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_50').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_50', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Todavia, na obra de Engels ainda existe, apesar da predomin\u00e2ncia da perspectiva instrumentalista\/fixada no conte\u00fado, uma coexist\u00eancia n\u00e3o mediada entre a determina\u00e7\u00e3o do Estado como o &#8220;Estado dos capitalistas&#8221; e do Estado como o &#8220;capitalista total ideal\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_51');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_51');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_51\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[51]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_51\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, Anti-D\u00fchring. [Nota da tradu\u00e7\u00e3o alem\u00e3o-ingl\u00eas: A tradu\u00e7\u00e3o oficial \u201cideeller Gesamtkapitalist\u201d no Marx-Engels Collected Works verte a express\u00e3o insatisfatoriamente como \u201cthe&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_51');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_51').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_51', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A \u00faltima defini\u00e7\u00e3o concebe o Estado \u201cn\u00e3o como uma ferramenta da burguesia [&#8230;] mas sim como uma entidade da sociedade burguesa\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_52');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_52');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_52\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[52]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_52\" class=\"footnote_tooltip\">Johannes Busch-We\u00dflau, Der Marxismus und die Legitimation politischer Macht, Frankfurt, Campus-Verlag, 1990).<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_52').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_52', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> e uma \u201corganiza\u00e7\u00e3o que a sociedade burguesa assume para sustentar as condi\u00e7\u00f5es externas gerais do modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o contra as usurpa\u00e7\u00f5es tanto dos trabalhadores quanto dos capitalistas individuais.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_53');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_53');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_53\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[53]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_53\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, <em>Anti-D\u00fchring<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_53').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_53', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Contudo, o aspecto formal espec\u00edfico do <em>status<\/em> de Estado moderno ainda n\u00e3o \u00e9 explicado por essa refer\u00eancia a mecanismos funcionais. Engels tamb\u00e9m abriu o caminho para a teoria do capitalismo de monop\u00f3lio estatal.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_54');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_54');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_54\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[54]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_54\" class=\"footnote_tooltip\">Hans Holger Paul, <em>Marx, Engels und die Imperialismustheorie der 2. Internationale<\/em> (Hamburg, 1978).<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_54').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_54', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Em <em>Para a Cr\u00edtica do Projecto de Programa Social-Democrata de 1891<\/em> ele escreve: \u201cEstou familiarizado com a produ\u00e7\u00e3o capitalista como sendo forma social, ou como uma fase econ\u00f4mica; sendo a produ\u00e7\u00e3o privada capitalista um <em>fen\u00f4meno <\/em>que, de uma forma ou de outra, \u00e9 encontrado nessa fase. O que \u00e9 produ\u00e7\u00e3o <em>privada <\/em>capitalista? Produ\u00e7\u00e3o por empreendedores <em>isolados<\/em>, a qual est\u00e1 se tornando cada vez mais uma exce\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o capitalista por sociedades an\u00f4nimas n\u00e3o \u00e9 mais produ\u00e7\u00e3o privada, mas produ\u00e7\u00e3o em nome de muitas pessoas associadas. E quando passamos das sociedades an\u00f4nimas para os trustes, que dominam e monopolizam ramos inteiros da ind\u00fastria, isso acaba n\u00e3o s\u00f3 com a produ\u00e7\u00e3o privada, mas tamb\u00e9m com a <em>aus\u00eancia de planos<\/em>\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_55');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_55');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_55\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[55]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_55\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, \u201cA Critique of the Draft Social-Democratic Program of 1891.\u201d<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_55').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_55', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Finalmente, em <em>Anti-D\u00fcring<\/em>, Engels define o Estado como sendo o capitalista total real: \u201cQuanto mais for\u00e7as produtivas ele assume em sua posse, mais ele se torna um capitalista agregado real, mais cidad\u00e3os ele explora.\u201d Aqui, Engels revela uma compreens\u00e3o limitada da produ\u00e7\u00e3o privada e uma tend\u00eancia a equiparar o planejamento estatal e o poder de monop\u00f3lio com a socializa\u00e7\u00e3o direta,<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_56');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_56');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_56\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[56]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_56\" class=\"footnote_tooltip\">Sch\u00e4fer, \u201cEinige Probleme,\u201d cxxxi.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_56').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_56', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> refor\u00e7ada por sua constru\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o fundamental e sua tend\u00eancia a por uma identidade entre a divis\u00e3o do trabalho dentro de uma f\u00e1brica e a divis\u00e3o do trabalho na sociedade. Engels observa que &#8220;a transforma\u00e7\u00e3o, seja em sociedades an\u00f4nimas ou em propriedade estatal, n\u00e3o elimina a natureza capitalista das for\u00e7as produtivas&#8221;,<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_57');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_57');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_57\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[57]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_57\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, <em>Anti-D\u00fchring<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_57').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_57', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> mas ainda assim v\u00ea se estabelecendo como resultado uma transi\u00e7\u00e3o imediata para o socialismo, enquanto os conceitos de monop\u00f3lio e interven\u00e7\u00e3o estatal permanecem &#8220;completamente indeterminados economicamente&#8221;.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_58');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_58');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_58\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[58]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_58\" class=\"footnote_tooltip\">Sch\u00e4fer, \u201cEinige Probleme,\u201d cxxxiv.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_58').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_58', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Dessa forma, Engels sugere que o movimento dos trabalhadores apenas tem que se apropriar das formas da contabilidade corporativa nas \u201csociedades por a\u00e7\u00f5es\u201d e do planejamento abrangente por monop\u00f3lios desenvolvidos no capitalismo. Para Engels, a burguesia j\u00e1 se tornou obsoleta por meio da separa\u00e7\u00e3o entre as fun\u00e7\u00f5es de propriedade e gest\u00e3o.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_59');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_59');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_59\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[59]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_59\" class=\"footnote_tooltip\">Essa velha e demasiadamente repetida hist\u00f3ria ser\u00e1 mais tarde apresentada por Wolfgang Pohrt e outros como um <em>insight<\/em> profundo quanto ao \u201ccapitalismo tardio\u201d.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_59').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_59', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A \u201ctransforma\u00e7\u00e3o dos grandes estabelecimentos de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o em sociedades an\u00f4nimas e propriedades do Estado\u201d demonstra, segundo Engels, \u201cqu\u00e3o desnecess\u00e1ria a burguesia \u00e9 para esse fim\u201d, ou seja, para gerir \u201cas for\u00e7as produtivas modernas\u201d: \u201cTodas as fun\u00e7\u00f5es sociais do capitalista agora s\u00e3o desempenhadas por empregados assalariados. O capitalista n\u00e3o tem outra fun\u00e7\u00e3o social que n\u00e3o seja embolsar dividendos, arrancar cupons e apostar na Bolsa de Valores, onde os diferentes capitalistas espoliam uns aos outros seu capital. No in\u00edcio, o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista expulsava os trabalhadores. Agora ele expulsa os capitalistas e os reduz, assim como reduziu os trabalhadores, \u00e0s fileiras da popula\u00e7\u00e3o excedente, embora n\u00e3o imediatamente \u00e0s do ex\u00e9rcito industrial de reserva\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_60');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_60');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_60\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[60]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_60\" class=\"footnote_tooltip\">Engels, <em>Anti-D\u00fchring<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_60').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_60', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Revendo esta hist\u00f3ria de recep\u00e7\u00e3o (apenas esbo\u00e7ada aqui), poderia-se afirmar que o marxismo, na forma apresentada aqui, foi um rumor sobre a teoria de Marx, um boato que foi aceito com gratid\u00e3o pela maioria dos cr\u00edticos de &#8220;Marx&#8221; e meramente complementado com um sinal de menos. Na verdade, tal afirma\u00e7\u00e3o &#8211; por mais precisa que seja no geral &#8211; torna as coisas muito f\u00e1ceis, na medida em que desconsidera certos desvios da doutrina dominante os quais tamb\u00e9m se entendiam como marxismos, ao mesmo tempo em que considera as interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas acima como completamente externas \u00e0 pr\u00f3pria teoria de Marx , excluindo assim a possibilidade de quaisquer inconsist\u00eancias ou ambig\u00fcidades te\u00f3rico-ideol\u00f3gicas na obra de Marx. Para esclarecer essa quest\u00e3o, ser\u00e1 \u00fatil um olhar sobre a leitura diferenciada dos textos de Marx elaborada nos ditos \u201cdebates de reconstru\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A este respeito, o marxismo tradicional deve ser entendido aqui como uma elabora\u00e7\u00e3o, sistematiza\u00e7\u00e3o e suposi\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio do conte\u00fado ideol\u00f3gico da obra de Marx &#8211; dentro do arcabou\u00e7o de uma recep\u00e7\u00e3o por Engels e seus ep\u00edgonos. A influ\u00eancia pr\u00e1tica foi quase exclusivamente atribu\u00edda a essas interpreta\u00e7\u00f5es restritas e ideologizadas da teoria de Marx, como o determinismo hist\u00f3rico ou a economia pol\u00edtica prolet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>II. Marxismo Ocidental<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de um marxismo ocidental<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_61');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_61');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_61\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[61]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_61\" class=\"footnote_tooltip\">O termo foi utilizado pela primeira vez em uma pol\u00eamica leninista contra Hist\u00f3ria e Consci\u00eancia de Classe de Luk\u00e1cs (ver Rudolf Walther, \u201cMarxismus\u201d in O. Brunner, ed., Geschichtliche&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_61');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_61').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_61', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> emerge da crise do movimento oper\u00e1rio socialista na esteira da Primeira Guerra Mundial (o colapso da Segunda Internacional como resultado da pol\u00edtica de defesa da p\u00e1tria, a derrota das revolu\u00e7\u00f5es na Europa Central e Sul, o surgimento de for\u00e7as fascistas, etc.). Aqui s\u00e3o os textos de Georg Luk\u00e1cs e Karl Korsch publicados em 1923 que assumem um car\u00e1ter paradigm\u00e1tico. Acima de tudo, Luk\u00e1cs \u00e9 considerado o primeiro te\u00f3rico marxista o qual, no n\u00edvel da teoria social e da metodologia, questionou a suposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o auto-evidente da identidade completa entre as teorias de Marx e Engels. No centro de sua cr\u00edtica estava a neglig\u00eancia de Engels da dial\u00e9tica sujeito-objeto, bem como seu conceito de uma dial\u00e9tica da natureza, para o qual o fatalismo do marxismo da Segunda Internacional orientou-se. Contra essa ontologiza\u00e7\u00e3o do materialismo hist\u00f3rico em uma vis\u00e3o de mundo contemplativa, Luk\u00e1cs, assim como o marxismo ocidental como um todo, entende a abordagem de Marx como uma teoria cr\u00edtica revolucion\u00e1ria da pr\u00e1xis social. Contra o discurso cientificista das &#8220;leis objetivas de desenvolvimento&#8221; do progresso social, Luk\u00e1cs postula a cr\u00edtica da ideologia da consci\u00eancia reificada, decifrando o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista como uma forma historicamente espec\u00edfica de pr\u00e1xis social ossificada em uma &#8220;segunda natureza&#8221; e enfatizando a revolu\u00e7\u00e3o como um ato cr\u00edtico de subjetividade pr\u00e1tica. Auto-descri\u00e7\u00f5es como &#8220;filosofia da pr\u00e1xis&#8221; (Gramsci) ou &#8220;teoria cr\u00edtica da sociedade&#8221; (Horkheimer), portanto, n\u00e3o constituem palavras-c\u00f3digo ou equivalentes conceituais para a doutrina oficial do partido, mas sim enfatizam um processo de aprendizagem do qual &#8220;surge uma corrente de pensamento cr\u00edtica e orientada \u00e0 a\u00e7\u00e3o, de heran\u00e7a marxista.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_62');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_62');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_62\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[62]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_62\" class=\"footnote_tooltip\">Wolfgang Fritz Haug, Philosophieren mit Brecht und Gramsci (Hamburg: Argument, 1996), 8. Para uma cr\u00edtica da \u201ctese da palavra-c\u00f3digo\u201d [code word thesis] em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra de Gramsci, ver&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_62');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_62').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_62', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Embora o marxismo ocidental, a princ\u00edpio, tenha adotado de maneira positiva os impulsos ativistas da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, seus principais representantes logo rejeitariam a doutrina do Leninismo, acima de tudo sua continua\u00e7\u00e3o de uma teoria social naturalista e sua falsa universaliza\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia da Revolu\u00e7\u00e3o Russa. A cr\u00edtica de Georg Luk\u00e1cs ao <em>Tratado do Materialismo Hist\u00f3rico<\/em> de Bukharin serve como um exemplo da primeira. Em sua cr\u00edtica, Luk\u00e1cs acusa a teoria de Bukharin, com seus conceitos da primazia do desenvolvimento das for\u00e7as de produ\u00e7\u00e3o e a aplica\u00e7\u00e3o perfeita dos m\u00e9todos das ci\u00eancias naturais ao estudo da sociedade, de ser fetichista e obliterar a \u201c<em>diferen\u00e7a qualitativa<\/em>\u201d entre as \u00e1reas disciplinares das ci\u00eancias naturais e das sociais, adquirindo assim \u201co realce de uma falsa &#8216;objetividade&#8217;, e confundindo a ideia central do m\u00e9todo de Marx, ou seja, a atribui\u00e7\u00e3o de <em>todos os fen\u00f4menos econ\u00f4micos \u00e0s rela\u00e7\u00f5es sociais dos seres humanos entre si<\/em>\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_63');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_63');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_63\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[63]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_63\" class=\"footnote_tooltip\">Georg Luk\u00e1cs, \u201cN. Bucharin: Theorie des historischen Materialismus (Rezension)\u201d in <em>N. Bucharin\/ A. Deborin: Kontroversen \u00fcber dialektischen und mechanistischen Materalismu<\/em>s, 289, 284.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_63').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_63', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>Em seu <em>Cadernos do C\u00e1rcere<\/em>, Gramsci forneceu uma cr\u00edtica exemplar da fixa\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria no modelo da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro. Inicialmente, ele saudou a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro como uma &#8220;revolu\u00e7\u00e3o contra <em>O Capital <\/em>de Karl Marx&#8221;,<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_64');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_64');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_64\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[64]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_64\" class=\"footnote_tooltip\">Antonio Gramsci, \u201cThe Revolution Against Capital.\u201d<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_64').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_64', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> ou seja, como uma refuta\u00e7\u00e3o da impossibilidade supostamente comprovada da revolu\u00e7\u00e3o socialista em pa\u00edses industrialmente atrasados. De maneira quase religiosa, ele citou a \u201canuncia\u00e7\u00e3o socialista\u201d voluntarista como fonte de uma coletiva \u201cvontade popular\u201d socialista contra uma consci\u00eancia de classe mecanicamente derivada da economia e do n\u00edvel de suas for\u00e7as de produ\u00e7\u00e3o. Posteriormente, Gramsci confrontaria o marxismo da Internacional Comunista com sua teoria da hegemonia, que rejeita a \u201cguerra de manobra\u201d de um ataque frontal ao aparelho repressivo do Estado como sendo uma estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria in\u00fatil para as sociedades capitalistas ocidentais modernas. Segundo Gramsci, dentro dessas forma\u00e7\u00f5es sociais, a sociedade civil \u00e9 composta por uma estrutura labir\u00edntica de aparatos nos quais s\u00e3o gerados padr\u00f5es de pensamento e comportamento que exibem uma in\u00e9rcia que n\u00e3o pode ser abalada por atos pol\u00edticos grandiosos. O modelo revolucion\u00e1rio russo tamb\u00e9m est\u00e1 condenado ao fracasso no Ocidente porque a cren\u00e7a na natureza universal da experi\u00eancia dos bolcheviques com um czarismo desp\u00f3tico-centralista leva a um desprezo pela relev\u00e2ncia da socializa\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica por meio dos aparatos da sociedade civil, e seu efeito: a sujei\u00e7\u00e3o na forma de ag\u00eancia aut\u00f4noma. No entanto, tanto Luk\u00e1cs quanto Gramsci permanecem fi\u00e9is \u00e0 concep\u00e7\u00e3o \u201cexclusivamente prolet\u00e1ria\u201d da revolu\u00e7\u00e3o, na medida em que o primeiro, apesar de suas reflex\u00f5es sobre a consci\u00eancia reificada, ainda atribui um privil\u00e9gio epistemol\u00f3gico ao proletariado assegurado por sua posi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, enquanto que a teoria estrategicamente motivada de Gramsci da sociedade civil est\u00e1 fixada no espa\u00e7o de manobra da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a tentativa de uma explora\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-psicol\u00f3gica dos fundamentos pulsionais\/estruturais da reprodu\u00e7\u00e3o de uma \u201csociedade irracional\u201d, sobretudo sob a forma de atitudes autorit\u00e1rias e anti-semitas, o Instituto para Pesquisa Social de Frankfurt, ap\u00f3s a assun\u00e7\u00e3o de sua dire\u00e7\u00e3o por Max Horkheimer em 1931, atingiu um n\u00edvel de reflex\u00e3o ao qual outros representantes e correntes do marxismo ocidental n\u00e3o conseguiram se igualar<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_65');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_65');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_65\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[65]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_65\" class=\"footnote_tooltip\">Uma psicologia cient\u00edfica n\u00e3o pode ser encontrada no pensamento da maioria dos representantes do marxismo, excetuando-se refer\u00eancias positivas ao behaviorismo de Pavlov. A psican\u00e1lise foi&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_65');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_65').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_65', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, e que desiste do apoio reconfortante de uma imaginada consci\u00eancia de classe do proletariado. Finalmente, a consci\u00eancia de classe emp\u00edrica do proletariado como a \u00fanica consci\u00eancia de classe existente \u00e9 submetida \u00e0 an\u00e1lise, enquanto que as dimens\u00f5es emocionais e \u201cirracionais\u201d da pr\u00e1xis social ignoradas por outros te\u00f3ricos, como as dimens\u00f5es sociais da libido, s\u00e3o consideradas. Esta compreens\u00e3o te\u00f3rica da natureza intransigente da teoria cr\u00edtica \u00e9, ao mesmo tempo, uma admiss\u00e3o do processo hist\u00f3rico de uma divis\u00e3o crescente entre a teoria emancipat\u00f3ria e a perspectiva da pr\u00e1xis revolucion\u00e1ria. Com a propaga\u00e7\u00e3o do \u201csocialismo em um pa\u00eds\u201d, a bolcheviza\u00e7\u00e3o dos partidos comunistas ocidentais e o estabelecimento do marxismo-leninismo como ideologia oficial da Terceira Internacional Comunista ap\u00f3s meados da d\u00e9cada de 1920, come\u00e7a o isolamento caracter\u00edstico dos representantes do marxismo ocidental: resta a essa corrente nem influ\u00eancia pol\u00edtica, nem (com a poss\u00edvel exce\u00e7\u00e3o do Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt) os fundamentos institucionais para uma pr\u00e1xis acad\u00eamica normal. As caracter\u00edsticas gerais desta forma\u00e7\u00e3o marxista &#8211; seu senso para o legado hegeliano e o potencial cr\u00edtico-humanista da teoria de Marx, a incorpora\u00e7\u00e3o de abordagens \u201cburguesas\u201d contempor\u00e2neas para elucidar a grande crise do movimento oper\u00e1rio, a orienta\u00e7\u00e3o para a metodologia, a sensibiliza\u00e7\u00e3o para fen\u00f4menos s\u00f3cio-psicol\u00f3gicos e culturais em conex\u00e3o com a quest\u00e3o das raz\u00f5es do fracasso da revolu\u00e7\u00e3o no \u201cOcidente\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_66');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_66');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_66\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[66]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_66\" class=\"footnote_tooltip\">Como caracter\u00edsticas adicionais do marxismo ocidental, Anderson lista o recurso \u00e0 filosofia pr\u00e9-marxiana com vistas a clarificar o m\u00e9todo de uma teoria social cr\u00edtica; a incorpora\u00e7\u00e3o de&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_66');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_66').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_66', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> &#8211; fornece o quadro para um novo tipo de exegese restrita de Marx. Isso \u00e9 essencialmente caracterizado pela neglig\u00eancia dos problemas da pol\u00edtica e da teoria do Estado, uma recep\u00e7\u00e3o seletiva da teoria do valor de Marx e a predomin\u00e2ncia de uma &#8220;ortodoxia silenciosa&#8221; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cr\u00edtica da economia pol\u00edtica. Embora seja o primeiro a compreender o car\u00e1ter do governo capitalista da maneira como Marx o fez &#8211; an\u00f4nimo, mediado objetivamente e tendo vida pr\u00f3pria &#8211; o &#8220;documento fundador&#8221; do marxismo ocidental,<em> Historia e Consci\u00eancia de Classe<\/em> (1923), do Luk\u00e1cs, evita uma reconstru\u00e7\u00e3o da teoria de Marx do capitalismo. No lugar de uma an\u00e1lise da dial\u00e9tica de Marx da forma do valor at\u00e9 a forma do capital, que na teoria da subsun\u00e7\u00e3o real oferece uma explica\u00e7\u00e3o da conex\u00e3o &#8211; t\u00e3o decisiva para Luk\u00e1cs &#8211; entre a mercantiliza\u00e7\u00e3o e a estrutura alienada do processo de trabalho, encontra-se apenas uma combina\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica de uma teoria do valor reduzida \u00e0 forma-valor &#8220;quantificadora&#8221; (devido a uma orienta\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 cr\u00edtica cultural de Simmel ao dinheiro) e um diagn\u00f3stico, orientado em dire\u00e7\u00e3o a Max Weber, da tend\u00eancia formal-racional da objetifica\u00e7\u00e3o do processo de trabalho e direito moderno. At\u00e9 meados da d\u00e9cada de 1960, parece que nenhum marxista ocidental estendeu seu debate com as interpreta\u00e7\u00f5es tradicionais de Marx para o terreno da teoria do valor. Algumas posi\u00e7\u00f5es v\u00e3o ainda mais longe do que esta ortodoxia silenciosa, e &#8211; sem ter se envolvido seriamente com a cr\u00edtica da economia pol\u00edtica &#8211; contrastam o \u201ccr\u00edtico cultural humanista Marx\u201d com o \u201ceconomista Marx\u201d, ou at\u00e9 mesmo consideram um \u201cmarxismo\u201d sem uma cr\u00edtica da economia pol\u00edtica como sendo poss\u00edvel.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_67');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_67');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_67\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[67]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_67\" class=\"footnote_tooltip\">Por exemplo, <em>Conceito Marxista de Homem<\/em> de Erich Fromm ou <em>Para a reconstru\u00e7\u00e3o do materialismo hist\u00f3rico <\/em>de J\u00fcrgen Habermas.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_67').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_67', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p><strong>III. A Nova Leitura de Marx<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi primeiramente dentro do arcabou\u00e7o da \u201c<em>Neue Marx-Lekt\u00fcre<\/em>\u201d (\u201cNova Leitura de Marx\u201d), surgido em meados da d\u00e9cada de 1960, que os problemas da teoria do Estado e da teoria econ\u00f4mica mais uma vez desempenharam um papel fora do marxismo-leninismo. Esta nova onda de interpreta\u00e7\u00e3o da teoria de Marx tamb\u00e9m foi mais ou menos situada fora do stalinismo e da social-democracia. Ao lado da nova leitura nos pa\u00edses da Europa Ocidental, haviam rudimentos isolados de uma \u201cnova leitura de Marx\u201d ocorrendo na Europa Oriental.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_68');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_68');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_68\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[68]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_68\" class=\"footnote_tooltip\">As primeiras tentativas de uma nova leitura de Marx ocorreram j\u00e1 na d\u00e9cada de 1920, por parte dos autores sovi\u00e9ticos Isaak Illich Rubin e Evgeny Pachukanis. Ver I.I. Rubin, Essays on Marx\u2019s&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_68');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_68').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_68', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Sua g\u00eanese na Alemanha Ocidental coincidiu com fen\u00f4menos como o movimento estudantil, os primeiros solavancos na cren\u00e7a em uma prosperidade p\u00f3s-guerra perp\u00e9tua e politicamente administr\u00e1vel, a quebra do consenso anticomunista no decorrer da Guerra do Vietn\u00e3, etc., mas ela ainda permaneceu, apesar de suas reivindica\u00e7\u00f5es emancipat\u00f3rias radicais, confinada em grande parte \u00e0 academia. Aqui, distinguimos entre esta \u201cnova leitura de Marx\u201d em um sentido mais amplo<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_69');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_69');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_69\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[69]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_69\" class=\"footnote_tooltip\">Tal como descrito por Heinrich, \u201cKommentierte Literaturliste zur Kritik der politischen \u00d6konomie,\u201d in Elmar Altvater, Rolf Hecker, Michael Heinrich, Petra Schaper-Rinkel, ed. Kapital. doc. Das&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_69');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_69').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_69', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, e uma defini\u00e7\u00e3o mais restrita.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_70');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_70');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_70\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[70]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_70\" class=\"footnote_tooltip\">Tal como definido por Hans-Georg Backhaus, <em>Dialektik der Wertform. Untersuchungen zur Marxschen \u00d6konomiekritik<\/em> (Freiburg; \u00e7a ira, 1997). Ver tamb\u00e9m Heinrich, \u201cKommentierte Literaturliste,\u201d 211.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_70').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_70', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Enquanto a primeira era um fen\u00f4meno internacional, a \u00faltima estava confinada principalmente \u00e0 Alemanha Ocidental. Se a primeira ainda permanecia predominantemente presa ao dogma engelsiano no que diz respeito \u00e0 cr\u00edtica da economia pol\u00edtica, a \u00faltima colocou em primeiro plano a revis\u00e3o das interpreta\u00e7\u00f5es historicistas ou empiristas anteriores da an\u00e1lise da forma de Marx. Em termos de conte\u00fado, um triplo abandono dos <em>topoi <\/em>centrais do marxismo tradicional foi consumado nos fios principais do debate, eles pr\u00f3prios contradit\u00f3rios e de forma alguma compartilhados por todos os participantes: um afastamento de uma teoria substancialista do valor<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_71');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_71');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_71\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[71]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_71\" class=\"footnote_tooltip\">Ver Henrich, Die Wissenschaft vom Wert, e Helmut Brentel, Soziale Form und \u00f6konomisches Objekt. Studien zum Gegenstands- und Methodenverst\u00e4ndnis der Kritik der politischen \u00d6konomie (Opladen:&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_71');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_71').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_71', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>; o abandono das concep\u00e7\u00f5es manipulativo-instrumentais do Estado<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_72');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_72');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_72\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[72]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_72\" class=\"footnote_tooltip\">Concernente ao dito \u201cDebate da Deriva\u00e7\u00e3o do Estado\u201d, ver Norbert Kostede, \u201cDie neuere marxistische Diskussion \u00fcber den b\u00fcrgerlichen Staat. Einf\u00fchrung \u2013 Kritik \u2013 Resultate,\u201d&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_72');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_72').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_72', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>; e um afastamento frente a interpreta\u00e7\u00f5es centradas no movimento trabalhista da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica, ou de interpreta\u00e7\u00f5es baseadas em uma teoria revolucion\u00e1ria \u201contol\u00f3gico-trabalhista\u201d (ou mesmo na teoria revolucion\u00e1ria como tal).<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_73');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_73');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_73\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[73]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_73\" class=\"footnote_tooltip\">Stefan Breuer, Die Krise der Revolutionstheorie. Negative Vergesellschaftung und Arbeitsmetaphysik bei Herbert Marcuse (Frankfurt: Syndikat, 1977); Mohl, \u201cVerelendung und Revolution\u201d; Helmut&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_73');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_73').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_73', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Esta nova leitura articula seus esfor\u00e7os te\u00f3ricos na forma de uma reconstru\u00e7\u00e3o da teoria de Marx.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No que diz respeito \u00e0 cr\u00edtica da economia, uma cristaliza\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es centrais e de tarefas de pesquisa ocorreu no arcabou\u00e7o do col\u00f3quio \u201c<em>100 Jahre &#8216;Kapital<\/em>\u2019\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_74');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_74');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_74\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[74]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_74\" class=\"footnote_tooltip\">Alfred Schmidt e Walter Euchner, ed., <em>Kritik de politischen \u00d6konomie heute. 100 Jahre \u201cKapital\u201d <\/em>(Frankfurt: Europ\u00e4ische Verlagsanstalt, 1968).<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_74').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_74', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> de 1967. Uma reinterpreta\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica de Marx foi concebida a partir da perspectiva metodol\u00f3gica da teoria social: a quest\u00e3o quanto ao objeto original do <em>Capital <\/em>(determina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da forma), a particularidade da apresenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (a dial\u00e9tica das formas do valor), bem como a conex\u00e3o entre os tr\u00eas volumes (\u201ccapital em geral &#8211; muitos capitais\u201d) s\u00e3o postas de uma nova maneira, diferente das abordagens quantitativas, e com \u00eanfase particular na import\u00e2ncia do <em>Grundrisse<\/em>. No campo do conflito entre marxismos \u201ccr\u00edticos\u201d e \u201cestruturais\u201d, surgem momentos de transi\u00e7\u00e3o de fuga das tradi\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas existentes, obl\u00edquos aos pontos cl\u00e1ssicos de conflito:<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_75');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_75');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_75\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[75]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_75\" class=\"footnote_tooltip\">O \u201cmarxismo cr\u00edtico\u201d dos anos 60, do qual Alfred Schmidt foi o principal porta-voz, enfatiza o negativo e historicamente limitado car\u00e1ter e reivindica\u00e7\u00e3o de validade de um \u201cmaterialismo de&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_75');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_75').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_75', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> tanto o anti-historicismo estruturalista quanto as figuras hegelianas do pensamento (\u201cm\u00e9todo progressivo-regressivo\u201d, \u201cretorno ao fundamento\u201d) desempenham um papel importante nisso.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente com muitos \u201cses e mas\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_76');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_76');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_76\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[76]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_76\" class=\"footnote_tooltip\">Backhaus, <em>Dialektik der Wertform<\/em>, 11.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_76').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_76', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, e em alguns pontos permanecendo dentro dos canais do marxismo tradicional, a Nova Leitura de Marx adquiriu contornos mais claramente definidos ao longo da d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Leituras tradicionais da teoria de Marx<\/strong><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td>Assun\u00e7\u00e3o Cl\u00e1ssica do marxismo das 2\u00aa e 3\u00aa Internacionais<\/td><td>Marx = Engels (paradigma unificado, argumenta\u00e7\u00e3o coerente, \u201cvis\u00e3o de mundo\u201d fechada)<\/td><\/tr><tr><td><strong>N\u00edveis da leitura cr\u00edtico-reconstrutiva<\/strong><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td>N\u00edvel 1: p.ex. Backhaus (<em>Materialien<\/em>, partes I e II)<\/td><td>Engels \u2192 exot\u00e9rico vs.Marx \u2192 esot\u00e9rico<\/td><\/tr><tr><td>N\u00edvel 2: p.ex. Althusser (<em>Lire Le capital<\/em>); A. Schmidt; Backhaus (<em>Materialien<\/em>)<\/td><td>Marx \u2192 metadiscurso exot\u00e9rico vs.Marx \u2192 an\u00e1lise real esot\u00e9rica<\/td><\/tr><tr><td>N\u00edvel 3: p.ex. Backhaus (<em>Materialien<\/em>, partes III e IV); Heinrich (<em>Die Wissenschaft vom Wert<\/em>)<\/td><td>Marx \u2192 metadiscurso exot\u00e9rico\/esot\u00e9rico vs.<br>Marx \u2192 an\u00e1lise real exot\u00e9rica\/esot\u00e9rica<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Contra o cl\u00e1ssico mito da completa igualdade entre os paradigmas de Marx e Engels, no que concerne tanto ao materialismo hist\u00f3rico como \u00e0 cr\u00edtica da economia pol\u00edtica, os coment\u00e1rios de Engels foram criticados como sendo em grande medida inadequados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra de Marx e permanecendo em um n\u00edvel puramente \u201cexot\u00e9rico\u201d, o qual perpetuou paradigmas tradicionais. Por conseguinte, em 1974 Hans-Georg Backhaus enfatizou, no que diz respeito \u00e0 teoria do valor, que a cr\u00edtica foi voltada \u201ca uma premissa interpretativa a qual, at\u00e9 recentemente, era considerada um dos poucos elementos incontestes da literatura marxista, e a qual estruturou a recep\u00e7\u00e3o da teoria do valor de Marx sem ser desafiada: a m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o, inaugurada por Engels, dos tr\u00eas primeiros cap\u00edtulos do <em>Capital<\/em> como uma teoria do valor e da moeda daquilo que Engels chamou de \u2018produ\u00e7\u00e3o simples de mercadorias&#8217;\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_77');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_77');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_77\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[77]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_77\" class=\"footnote_tooltip\"><em>Ibid.<\/em>, 69<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_77').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_77', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Backhaus sup\u00f5e que \u201cprocedendo desse erro fundamental, a teoria do valor <em>marxista<\/em> necessariamente inibiu a recep\u00e7\u00e3o da teoria do valor <em>de Marx<\/em>.\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_78');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_78');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_78\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[78]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_78\" class=\"footnote_tooltip\"><em>Ibid.<\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_78').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_78', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Portanto, se neste n\u00edvel uma distin\u00e7\u00e3o inicial \u00e9 feita entre uma teoria marxista e uma teoria de Marx, uma problematiza\u00e7\u00e3o do autoentendimento metate\u00f3rico de Marx tamb\u00e9m ocorre cedo. Louis Althusser j\u00e1 afirmara, com a ajuda de uma leitura \u201csintom\u00e1tica\u201d direcionada contra uma hermen\u00eautica intencionalista centrada no sujeito, que o trabalho de Marx representa uma revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na pr\u00e1xis te\u00f3rica da an\u00e1lise do capitalismo, a qual no n\u00edvel metate\u00f3rico \u00e9 superimposta por um discurso inadequado a tal problem\u00e1tica. Althusser define as tarefas de uma reconstru\u00e7\u00e3o como a remo\u00e7\u00e3o do meta-discurso inadequado e a transforma\u00e7\u00e3o de suas met\u00e1foras dominantes, as quais ele l\u00ea como sintomas da aus\u00eancia de uma auto-reflex\u00e3o adequada sobre o procedimento real da an\u00e1lise do capital, em conceitos.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_79');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_79');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_79\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[79]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_79\" class=\"footnote_tooltip\">Ver Louis Althusser, \u201cFrom Capital to Marx\u2019s Philosophy\u201d in Louis Althusser e Etienne Balibar, <em>Reading Capital<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_79').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_79', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Em distin\u00e7\u00e3o a Althusser e sua concep\u00e7\u00e3o dualista da rela\u00e7\u00e3o entre o objeto real e o objeto do conhecimento,<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_80');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_80');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_80\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[80]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_80\" class=\"footnote_tooltip\">Ver Althusser e Balibar, Reading Capital. A diferen\u00e7a entre a leitura estruturalista e a cr\u00edtico-reconstrutiva n\u00e3o se limita a este ponto. Enquanto a primeira tenta desmascarar o hegelianismo como&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_80');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_80').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_80', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> essa quest\u00e3o \u00e9 comumente formulada no debate da reconstru\u00e7\u00e3o dentro do arcabou\u00e7o te\u00f3rico de uma cr\u00edtica marxiana da ideologia: Marx faz uma distin\u00e7\u00e3o entre os n\u00edveis \u201cesot\u00e9rico\u201d e \u201cexot\u00e9rico\u201d nas obras da economia pol\u00edtica cl\u00e1ssica. Se no primeiro est\u00e3o contidos <em>insights<\/em> quanto ao contexto social de media\u00e7\u00e3o do modo burgu\u00eas de produ\u00e7\u00e3o, o \u00faltimo satisfaz-se com uma sistematiza\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o n\u00e3o-mediada das formas objetivas do pensamento da consci\u00eancia cotidiana dos atores sociais, permanecendo preso na ilus\u00e3o reificada da imediaticidade de fen\u00f4menos os quais s\u00e3o na verdade socialmente mediados. Por isso, a argumenta\u00e7\u00e3o \u201cexot\u00e9rica\u201d n\u00e3o pode ser tra\u00e7ada psicologicamente at\u00e9 levar a defici\u00eancias subjetivas ou mesmo tentativas conscientes de engana\u00e7\u00e3o por parte de teoristas. Ela resulta de uma forma determinada de pensamento a qual \u00e9 o produto sistem\u00e1tico e inicialmente involunt\u00e1rio das formas de rela\u00e7\u00e3o social do modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o. O debate da reconstru\u00e7\u00e3o a partir de agora aplicaria a distin\u00e7\u00e3o esot\u00e9rico\/exot\u00e9rico \u00e0 pr\u00f3pria obra de Marx.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, mesmo na cr\u00edtica da economia pol\u00edtica e no materialismo hist\u00f3rico &#8211; ou seja, na pr\u00e1xis te\u00f3rica tratada no est\u00e1gio anterior da reconstru\u00e7\u00e3o como uma camada \u201cesot\u00e9rica\u201d intacta &#8211; conte\u00fado \u201cexot\u00e9rico\u201d e ambival\u00eancia conceitual \u201centre a revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e a tradi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_81');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_81');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_81\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[81]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_81\" class=\"footnote_tooltip\">Esse \u00e9 o subt\u00edtulo do livro de Heinrich, Die Wissenschaft vom Wert: ver a cr\u00edtica de Backhaus \u00e0s suas pr\u00f3prias premissas te\u00f3ricas nas primeiras duas partes de seu Materialen (Backhaus,&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_81');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_81').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_81', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> est\u00e3o manifestas. A doutrina da inviolabilidade da apresenta\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica n\u2019<em>O Capital<\/em> \u00e9 finalmente descartada. No lugar da lenda de uma progress\u00e3o linear de conhecimento da parte de Marx, apareceu o reconhecimento de uma coexist\u00eancia complexa e interpenetra\u00e7\u00e3o de progresso e regress\u00e3o no m\u00e9todo de apresenta\u00e7\u00e3o e no estado de pesquisa da cr\u00edtica da economia de Marx. Por fim, a crescente populariza\u00e7\u00e3o da apresenta\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise das formas do valor do <em>Grundrisse<\/em> \u00e0 segunda edi\u00e7\u00e3o do <em>Capital<\/em> foi apontada. Essa populariza\u00e7\u00e3o, na medida em que cada vez mais encobriu o m\u00e9todo da gen\u00e9tica da forma, ofereceu pontos de refer\u00eancia a leituras historicistas e substancialistas.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_82');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_82');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_82\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[82]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_82\" class=\"footnote_tooltip\">Para uma perspectiva cr\u00edtica quanto a alguns aspectos dessas teses, ver Dieter Wolf, Ware und Geld. Der dialektische Widerspruch im Kapital (Hamburg: VSA, 1958, 1958) (republicado em 2002 sob o&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_82');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_82').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_82', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV. Processos de Aprendizado dentro do Marxismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dado que n\u00e3o h\u00e1 no arcabou\u00e7o deste texto espa\u00e7o suficiente para elucidar, at\u00e9 mesmo de forma aproximada, os aspectos de uma revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, &#8211; processos internos de aprendizado, mas tamb\u00e9m regress\u00f5es \u00e0s posi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e hist\u00f3rico-filos\u00f3ficas tradicionais na obra de Marx &#8211; tentarei mencionar brevemente alguns dos pontos alcan\u00e7ados nos processos de aprendizado dentro do marxismo mencionados acima.<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria de Marx n\u00e3o afirma alguma esp\u00e9cie de liberta\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica; na verdade, ela deve ser entendida como a inst\u00e2ncia te\u00f3rica de um repert\u00f3rio de obras, mediado pela an\u00e1lise e cr\u00edtica, a contribuir para a liberta\u00e7\u00e3o frente ao automatismo de um modo irracional de socializa\u00e7\u00e3o. A assertiva de Marx de que ele compreende o desenvolvimento do modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o como \u201cum processo da hist\u00f3ria natural,\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_83');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_83');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_83\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[83]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_83\" class=\"footnote_tooltip\">Marx, \u201cPreface to the First German Edition.\u201d<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_83').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_83', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> comumente citada tanto por marxistas como antimarxistas como prova ou do mais alto status cient\u00edfico da obra de Marx ou de uma profecia n\u00e3o-cient\u00edfica, deve ser entendida como uma afirma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. \u201cNatureza\u201d ou \u201cnaturalidade\u201d s\u00e3o categorias negativamente determinadas para um sistema social o qual, com base em sua constitui\u00e7\u00e3o pela divis\u00e3o privada de trabalho, afirma-se frente a atores sociais como uma m\u00e1quina implac\u00e1vel a usar trabalho abstrato, como um \u201cdestino do valor\u201d para al\u00e9m de todo controle coletivo e individual e mesmo assim reproduzindo-se por meio da atividade de ambos.<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria de Marx \u00e9 \u201cum julgamento cr\u00edtico unificado da hist\u00f3ria pr\u00e9via, na medida em que os homens permitiram-se ser rebaixados a objetos do processo cego e mec\u00e2nico de seu desenvolvimento econ\u00f4mico\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_84');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_84');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_84\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[84]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_84\" class=\"footnote_tooltip\">Schmidt,<em> Concept of Nature<\/em>, 41.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_84').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_84', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Apesar de Marx sucumbir sim a um otimismo hist\u00f3rico o qual muitas vezes recai em uma filosofia da hist\u00f3ria nas se\u00e7\u00f5es declamat\u00f3rias de seus trabalhos, isto \u00e9 fundamentalmente contradito por sua cr\u00edtica cient\u00edfica de filosofias da hist\u00f3ria e da economia pol\u00edtica.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_85');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_85');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_85\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[85]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_85\" class=\"footnote_tooltip\">Quanto \u00e0 cr\u00edtica de Marx das filosofias da hist\u00f3ria, ver: Helmut Fleischer, Marxismus und Geschichte, (Frankfurt: Suhrkamp, 1975); Kittsteinner, \u201cBewusstseinsbildung\u201d; Andreas Arndt, Karl&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_85');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_85').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_85', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Mas \u00e9 precisamente a partir desses clich\u00eas que o marxismo da Segunda e Terceira Internacionais, como tamb\u00e9m os mais educados daqueles que desdenham de Marx, tecem descuidadamente um sistema abstruso de necessidades hist\u00f3ricas de ferro, chegando inclusive a uma \u201clei da sequ\u00eancia das forma\u00e7\u00f5es sociais\u201d que estabelece \u201ca tend\u00eancia geral historicamente necess\u00e1ria do progresso da esp\u00e9cie humana\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_86');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_86');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_86\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[86]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_86\" class=\"footnote_tooltip\">G. Stiehler, citado por Jaeggi, \u201cEinige Bemerkungen,\u201d 153. Para uma \u201ccr\u00edtica\u201d a Marx que tenta vender isso como a posi\u00e7\u00e3o aut\u00eantica de Marx, ver os trabalhos de praxe por Karl Popper.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_86').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_86', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica da economia pol\u00edtica, a qual na forma dos trabalhos tardios de Marx \u201cn\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel com a assertiva imanente da declara\u00e7\u00e3o program\u00e1tica n\u2019<em>A Ideologia Alem\u00e3<\/em><span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_87');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_87');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_87\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[87]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_87\" class=\"footnote_tooltip\">Helmut Reichelt [1970], <em>Zur logischen Struktur des Kapitalbegriffs bei Karl Marx <\/em>(Freiburg: \u00e7a ira, 2001), 73.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_87').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_87', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, a saber, de apresentar o modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o em sua totalidade, pode ser apresentada como um processo de quatro cr\u00edticas: 1) A cr\u00edtica da sociedade burguesa e suas formas destrutivas \u201cnaturais\u201d de desenvolvimento, contra o plano de fundo da possibilidade real e objetiva que ela gera de sua pr\u00f3pria transcend\u00eancia emancipat\u00f3ria; 2) A cr\u00edtica da consci\u00eancia cotidiana fetichizada e retr\u00f3grada dos atores sociais sistematicamente gerados por essas rela\u00e7\u00f5es sociais; 3) A cr\u00edtica de todo o campo te\u00f3rico da economia pol\u00edtica<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_88');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_88');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_88\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[88]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_88\" class=\"footnote_tooltip\">Ver Heinrich, <em>Die Wissenschaft vom Wert<\/em>.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_88').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_88', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, o qual sistematiza acriticamente essas percep\u00e7\u00f5es comuns, e 4) a cr\u00edtica do criticismo social ut\u00f3pico, o qual ou confronta o sistema do modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o com um modelo de liberta\u00e7\u00e3o social, ou pretende efetivar formas econ\u00f4micas isoladas contra o sistema como um todo por meio de reformas.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_89');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_89');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_89\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[89]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_89\" class=\"footnote_tooltip\">Quanto a isso, ver Brentel 1989, cap\u00edtulo 5.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_89').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_89', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Portanto, a cr\u00edtica n\u00e3o \u00e9 imanente no sentido de que afirmaria as determina\u00e7\u00f5es da troca, ideais burgueses, demandas prolet\u00e1rias por direitos, ou produ\u00e7\u00e3o industrial (a qual \u00e9 subsumida pelo capital) contra o capitalismo como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9todo da cr\u00edtica da economia pode ser descrito como o \u201cdesenvolvimento\u201d ou \u201can\u00e1lise de formas&#8221;. Ele almeja compreender a socialidade espec\u00edfica de modos historicamente distintos de produ\u00e7\u00e3o. Enquanto abordagens \u201cburguesas\u201d conduzem na melhor das hip\u00f3teses a uma ci\u00eancia da reprodu\u00e7\u00e3o da sociedade <em>dentro<\/em> de formas econ\u00f4micas e pol\u00edticas espec\u00edficas, uma cr\u00edtica da economia pol\u00edtica precisa ser concebida como uma ci\u00eancia <em>dessas<\/em> formas.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_90');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_90');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_90\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[90]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_90\" class=\"footnote_tooltip\">Quanto a isso, ver Heinrich, <em>Die Wissenschaft vom Wert<\/em>, 380-384.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_90').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_90', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A economia pol\u00edtica opera ao n\u00edvel dos objetos econ\u00f4micos j\u00e1 constitu\u00eddos, toma-os como j\u00e1 dados, ou s\u00f3 pode justificar sua exist\u00eancia de modo circular, sem penetrar conceitualmente o processo sistem\u00e1tico de sua constitui\u00e7\u00e3o. Ela sucumbe \u00e0 auto-mistifica\u00e7\u00e3o do mundo de objetos capitalista como um mundo de formas naturais<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_91');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_91');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_91\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[91]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_91\" class=\"footnote_tooltip\">Na forma completa na dita \u201cF\u00f3rmula da Trindade\u201d da teoria dos componentes do valor. Para uma cr\u00edtica da economia neocl\u00e1ssica, ver Heinrich, <em>Die Wissenschaft vom Wert<\/em>, 62-85.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_91').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_91', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, por conseguinte privando os humanos da habilidade de configurar e alterar <em>suas estruturas fundamentais<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraste, a an\u00e1lise da forma desenvolve essas formas (tais como valor, dinheiro, capital, mas tamb\u00e9m a lei e o Estado) a partir das condi\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias da constitui\u00e7\u00e3o social do trabalho, \u201cclarifica-as, compreende sua ess\u00eancia e necessidade\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_92');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_92');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_92\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[92]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_92\" class=\"footnote_tooltip\">Marx, \u201cCritique of Hegel\u2019s Philosophy of Right.\u201d<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_92').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_92', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> O <em>desenvolvimento<\/em> da forma n\u00e3o deve ser entendido como o retra\u00e7amento do desenvolvimento hist\u00f3rico do objeto, e sim como a decifragem conceitual das rela\u00e7\u00f5es estruturais imanentes do modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o. Ela decodifica as formas aparentemente independentes e aparentemente objetivas de riqueza social e a compuls\u00e3o pol\u00edtica do modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o como <em>historicamente espec\u00edficas<\/em>, e portanto &#8211; contudo, de maneira alguma arbitr\u00e1ria ou fragmentadamente &#8211; como formas <em>mut\u00e1veis<\/em> de pr\u00e1xis.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto o marxismo tradicional como o ocidental haviam completamente ignorado o potencial cient\u00edfico revolucion\u00e1rio da abordagem de Marx, sua <em>teoria da constitui\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria<\/em> do valor. Acima de tudo, a <em>Neue Marx-Lekt\u00fcre<\/em> criticou a m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o empirista-historicista do m\u00e9todo de apresenta\u00e7\u00e3o iniciado por Engels, e a interpreta\u00e7\u00e3o \u201cpr\u00e9-monet\u00e1ria\u201d da teoria do valor n\u2019<em>O Capital<\/em>, mas tamb\u00e9m ambival\u00eancias na pr\u00f3pria obra de Marx e a populariza\u00e7\u00e3o de seu m\u00e9todo, o que significou \u201cabdicar de uma elabora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de ideias fundamentais de teoria do valor e metodologia\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_93');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_93');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_93\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[93]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_93\" class=\"footnote_tooltip\">Jan Hoff, <em>Kritik der klassischen politischen \u00d6konomie. Zur Rezeption der werttheoretischen Ans\u00e4tze \u00f6konomischer Klassiker durch Karl Marx<\/em> (K\u00f6ln: PappyRossa, 2004).<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_93').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_93', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Engels e o marxismo tradicional interpretaram n\u00edveis diferentes de abstra\u00e7\u00e3o da apresenta\u00e7\u00e3o das leis do modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o em <em>O Capital<\/em> como n\u00edveis empiricamente coiguais de um modelo de modos historicamente distintos de produ\u00e7\u00e3o. Por consequ\u00eancia, categorias tais como trabalho abstrato, valor, e a forma elementar do valor, foram reinterpretadas de modo empirista, e a conex\u00e3o entre mercadoria, dinheiro e capital &#8211; considerada essencial por Marx &#8211; foi transformada em uma coincid\u00eancia. O marxismo consequentemente operou em um terreno metodol\u00f3gico e de teoria do valor o qual Marx criticara em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia cl\u00e1ssica. Entretanto, a <em>cr\u00edtica<\/em> da economia pol\u00edtica de Marx distingue-se de uma economia pol\u00edtica alternativa primariamente em dois aspectos: em primeiro lugar, n\u00e3o \u00e9 a teoria da mais-valia, e sim a teoria de forma do trabalho que distingue Marx da economia pol\u00edtica cl\u00e1ssica. Marx critica a maneira pela qual a economia pol\u00edtica irrefletidamente pressup\u00f5e a forma do \u201cvalor\u201d, nunca questionando sua g\u00eanese, incapaz de compreender o trabalho que toma a forma do valor como uma forma social historicamente espec\u00edfica (n\u00e3o \u00e9 feita a pergunta \u201cpor que o trabalho \u00e9 representado pelo valor de seu produto?\u201d).<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_94');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_94');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_94\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[94]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_94\" class=\"footnote_tooltip\">Marx, <em>Capital<\/em>, Volume 1<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_94').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_94', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> A economia pol\u00edtica, por conseguinte, opera fundamentalmente dentro do campo de formas fetichistas. Ademais, Marx critica o car\u00e1ter pr\u00e9-monet\u00e1rio de sua teoria do valor, dado que ela \u201ctrata a forma do valor como algo sem import\u00e2ncia, como tendo nenhuma conex\u00e3o com a natureza inerente das mercadorias\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_95');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_95');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_95\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[95]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_95\" class=\"footnote_tooltip\"><em>Ibid.<\/em><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_95').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_95', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> o que significa que ela n\u00e3o distingue a medida intr\u00ednseca e a externa do valor como categorias existentes em dois n\u00edveis diferentes de abstra\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, e n\u00e3o compreende a necessidade da forma-moeda para a troca de mercadorias. O dinheiro \u00e9 entendido como um instrumento puramente t\u00e9cnico, o qual por raz\u00f5es de conveni\u00eancia toma o lugar da troca baseada em c\u00e1lculos de magnitudes de valor-trabalho. Na obra de Marx, por outro lado, o dinheiro \u00e9 desenvolvido como um momento necess\u00e1rio no processo da troca de mercadorias. Sem uma forma <em>geral<\/em> do valor, as mercadorias n\u00e3o podem representar valor uma para a outra, e seriam reduzidas ao status de produtos. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio proceder da constitui\u00e7\u00e3o \u201cequiprimordial\u201d do trabalho abstrato como uma medida imanente do valor <em>logicamente<\/em> primeira, e o dinheiro como a medida externa do valor. Neste sentido, Marx fala da subst\u00e2ncia do valor como um resultado obtido na troca, o qual ademais primeiro adquire uma exist\u00eancia intertemporal como capital. Em contraste ao empirismo e ahistoricismo da economia pol\u00edtica, a abordagem de Marx, portanto, revela-se como sendo uma percep\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia, no sentido da reconstru\u00e7\u00e3o de uma estrutura e sistema de ag\u00eancia que n\u00e3o \u00e9 imediatamente percept\u00edvel empiricamente &#8211; por meio da elabora\u00e7\u00e3o de um n\u00edvel te\u00f3rico n\u00e3o-emp\u00edrico que torna poss\u00edvel pela primeira vez a explica\u00e7\u00e3o das formas emp\u00edricas de apar\u00eancia, tais como o dinheiro. Marx segue \u201cum princ\u00edpio do desenvolvimento das categorias econ\u00f4micas por meio da distin\u00e7\u00e3o entre n\u00edveis diferentes de abstra\u00e7\u00e3o\u201d.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_96');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_96');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_96\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[96]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_96\" class=\"footnote_tooltip\">Hoff, <em>Kritik der klassischen politischen \u00d6konomie<\/em>, 78.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_96').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_96', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> Categorias tais como trabalho abstrato ou valor, por conseguinte, n\u00e3o possuem referentes emp\u00edricos imediatos. A sequ\u00eancia das categorias da mercadoria e do dinheiro n\u00e3o deve ser entendida como uma sequ\u00eancia hist\u00f3rica de circunst\u00e2ncias independentemente existentes, e sim como uma an\u00e1lise conceitual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vis\u00e3o Geral dos Marxismos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><strong>Te\u00f3ricos Importantes<\/strong><\/td><td><strong>Textos Centrais de Refer\u00eancia de Marx\/Engels<\/strong><\/td><td><strong>Conceito Central: A Teoria de Marx como&#8230;<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Marxismo Tradicional <\/strong>(1878 em diante)<\/td><td>[F. Engels], K. Kautsky,E. Bernstein, Lafargue,F. Mehring, A. Bebel,G. Plechanow, <em>etc.<\/em> (= 1\u00aa Gera\u00e7\u00e3o)W.I. L\u00eanin, L. Trotsky,R. Luxemburg,N. Bucharin, M. Adler,R. Hilferding,&nbsp;(= 2\u00aa Gera\u00e7\u00e3o)<\/td><td><em>Postula\u00e7\u00e3o: \u201cA doutrina da concep\u00e7\u00e3o materialista da hist\u00f3ria \u00e9 o centro dos trabalhos colaborativos de Marx e Engel\u201d<\/em><br>Engels: <em>Anti-D\u00fcring; Ludwig Feuerbach; \u201cKarl Marx, \u2018Para a Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica\u2019\u201d <\/em>(1859)<br>Marx: <em>O Capital, <\/em>vol. I, 24.7<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_97');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1613_1('footnote_plugin_reference_1613_1_97');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1613_1_97\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[97]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_97\" class=\"footnote_tooltip\">N.T.: Numera\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o alem\u00e3.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1613_1_97').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1613_1_97', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><em>, <\/em>Pref\u00e1cio de <em>\u201cPara a Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica\u201d<\/em> (1859)<em>, Manifesto do Partido Comunista <\/em>(Marx\/Engels)<\/td><td>uma vis\u00e3o de mundo e doutrina, fechada e prolet\u00e1ria, da evolu\u00e7\u00e3o da natureza e da hist\u00f3ria (\u201ctornar-se e desvanecer-se\u201d)<\/td><\/tr><tr><td><strong>Marxismo Ocidental <\/strong>(1923 em diante)<\/td><td>G. Luk\u00e1cs, K. Korsch, E. Bloch, H. Lefebvre, Escola de Frankfurt, A. Gramsci, K. Kosik, Grupo Pr\u00e1xis iugoslavo&nbsp; (G.Petrovic, P. Vranicki <em>et al.<\/em>), Escola de Budapeste (A. Heller, G. Markus <em>etc.<\/em>), L. Kofler, J.P. Sartre<\/td><td><em>Postula\u00e7\u00e3o: \u201cOs primeiros trabalhos humanistas como um arcabou\u00e7o interpretativo para as obras tardias cient\u00edficas\u201d<\/em><br>Marx: <em>Teses sobre Feuerbach, Manuscritos econ\u00f4mico-filos\u00f3ficos <\/em>(1844)<em>, A ideologia alem\u00e3 <\/em>(Marx\/Engels)<em>, <\/em>etc.<\/td><td>uma teoria cr\u00edtico-revolucion\u00e1ria da pr\u00e1xis social (\u201cmedia\u00e7\u00e3o subjetiva do objeto\u201d)<\/td><\/tr><tr><td><strong>Neue Marx-Lekt\u00fcre <\/strong>(1965 em diante)<\/td><td>[Predecessores: I.I. Rubin, E. Paschukanis] H.G. Backhaus, H. Reichelt, D. Wolf, H.D. Kittsteiner, M. Heinrich, SOST, Projekt Klassenanalyse\/PEM, S. Breuer, Debate da Deriva\u00e7\u00e3o do Estado (B. Blanke, D. L\u00e4pple, MG, J. Hirsch, W. M\u00fcller\/Ch. Neus\u00fc\u00df, N. Kostede <em>etc.<\/em>).&nbsp;<\/td><td><em>Postula\u00e7\u00e3o: \u201cApreender Marx por completo\u201d <\/em>ou <em>\u201cA interpreta\u00e7\u00e3o das obras iniciais por meio das obras tardias\u201d<\/em><br>Marx: <em>Grundrisse, O Capital<\/em>, vol. I, 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o<em>,<\/em> <em>Urtext, Resultate des unmittelbaren Produktionsprozesses, <\/em>etc.<\/td><td>um deciframento e cr\u00edtica das formas de socializa\u00e7\u00e3o capitalistas por meio de uma forma l\u00f3gico-sistem\u00e1tica de apresenta\u00e7\u00e3o (\u201cdesenvolvimento-de-forma e cr\u00edtica\u201d)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-theme-palette-2-background-color has-theme-palette-2-color\"\/>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > #kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-color:#d70141;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;background:#d70141;padding-top:24px;padding-right:24px;padding-bottom:24px;padding-left:24px;margin-top:50px;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover{border-color:#d70141;background:#d70141;}#kt-info-box_5d9792-f8.wp-block-kadence-infobox{max-width:100%;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container{max-width:150px;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kadence-info-box-image-inner-intrisic-container .kadence-info-box-image-intrisic{padding-bottom:100%;width:200px;height:0px;max-width:100%;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kadence-info-box-icon-container .kt-info-svg-icon, #kt-info-box_5d9792-f8 .kt-info-svg-icon-flip, #kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-number{font-size:50px;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#ffffff;border-color:#eeeeee;border-top-width:5px;border-right-width:5px;border-bottom-width:5px;border-left-width:5px;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-media-container{margin-top:-75px;margin-right:0px;margin-bottom:20px;margin-left:0px;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-media{color:#444444;background:#ffffff;border-color:#eeeeee;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-infobox-textcontent h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;padding-top:0px;padding-right:0px;padding-bottom:0px;padding-left:0px;margin-top:5px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover h2.kt-blocks-info-box-title{color:#f7e6d4;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-infobox-textcontent .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-link-wrap:hover .kt-blocks-info-box-text{color:#f4dcc3;}#kt-info-box_5d9792-f8 .kt-blocks-info-box-learnmore{background:transparent;border-width:0px 0px 0px 0px;padding-top:4px;padding-right:8px;padding-bottom:4px;padding-left:8px;margin-top:10px;margin-right:0px;margin-bottom:10px;margin-left:0px;}<\/style>\n<div id=\"kt-info-box_5d9792-f8\" class=\"wp-block-kadence-infobox\"><a class=\"kt-blocks-info-box-link-wrap info-box-link kt-blocks-info-box-media-align-top kt-info-halign-left\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media-container\"><div class=\"kt-blocks-info-box-media kt-info-media-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic-container\"><div class=\"kadence-info-box-image-intrisic kt-info-animate-none\"><div class=\"kadence-info-box-image-inner-intrisic\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/imagem_2021-05-29_181117.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" class=\"kt-info-box-image wp-image-1621\"\/><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"kt-infobox-textcontent\"><h2 class=\"kt-blocks-info-box-title\">Ingo Elbe<\/h2><p class=\"kt-blocks-info-box-text\">Fil\u00f3sofo e soci\u00f3logo, membro dos Instituto de Filosofia e Instituto de Teoria Social da Carl von Ossietzky Universit\u00e4t Oldenburg. Autor dos livros <em>Marx im Westen: Die neue Marx-Lekt\u00fcre in der Bundesrepublik seit 1965<\/em> e <em>Gestalten der Gegenaufkl\u00e4rung<\/em>.<\/p><\/div><\/a><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-theme-palette-2-background-color has-theme-palette-2-color\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>21 de outubro, 2013<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Tradu\u00e7\u00e3o: Caeli Corvere, Jayu Eleuth\u00e9ria<br>Revis\u00e3o: Jade Amorim, Talles Lopes<br>Original: <a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/viewpointmag.com\/2013\/10\/21\/between-marx-marxism-and-marxisms-ways-of-reading-marxs-theory\/\">https:\/\/viewpointmag.com\/2013\/10\/21\/between-marx-marxism-and-marxisms-ways-of-reading-marxs-theory\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Este texto est\u00e1 sob a <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc\/3.0\/deed.pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Licen\u00e7a Atribui\u00e7\u00e3o-N\u00e3oComercial 3.0 N\u00e3o Adaptada (CC BY-NC 3.0)<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-social-links has-normal-icon-size is-layout-flex wp-block-social-links-is-layout-flex\"><li class=\"wp-social-link wp-social-link-facebook  wp-block-social-link\"><a rel=\"noopener nofollow\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https%3A%2F%2Fzeroaesquerda.com.br%2Findex.php%2F2021%2F06%2F01%2Fentre-marx-o-marxismo-e-os-marxismos-maneiras-de-ler-a-teoria-de-marx-ingo-elbe%2F&#038;title=Entre%20Marx%2C%20o%20marxismo%2C%20e%20os%20marxismos%3A%20maneiras%20de%20ler%20a%20teoria%20de%20Marx%20%E2%80%94%20Ingo%20Elbe\" class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" 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und die Geschichte des Marxismus,\u201d em <em>Klassen, Politik, Sprache. F\u00fcr eine theorieorientierte Sozialgeschichte (M\u00fcnster: Westf\u00e4lisches Dampfboot<\/em>, 1988), 234n; V.I. Lenin, \u201cThe Three Sources and Three Component Parts of Marxism.\u201d [N. T.: Todas as cita\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas de Marx, Engels, L\u00eanin e Kautsky foram retiradas pelo tradutor original (alem\u00e3o-ingl\u00eas) das vers\u00f5es apresentadas no <a href=\"http:\/\/www.marxists.org\">www.marxists.org<\/a>]<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_2\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_2');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>2<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Frederick Engels, \u201cDialectics\u201d in <em>Dialectics of Nature<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_3\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_3');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>3<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, \u201c<a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1877\/anti-duhring\/introduction.htm\">Introduction<\/a>\u201d in <em>Anti-D\u00fchring<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_4\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_4');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>4<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, \u201c<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1886\/ludwig-feuerbach\/ch01.htm\">Hegel<\/a>\u201d in&nbsp; <em>Ludwig Feuerbach and the End of German Classical Philosophy<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_5\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_5');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>5<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em>Ibid<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_6\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_6');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>6<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, \u201c<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1886\/ludwig-feuerbach\/ch04.htm\">Marx<\/a>\u201d in <em>Ludwig Feuerbach<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_7\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_7');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>7<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Karl Marx, \u201c<a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1845\/theses\/index.htm\">Theses on Feuerbach.<\/a>\u201d<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_8\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_8');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>8<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, \u201cNotes and Fragments\u201d in <em>Dialectics of Nature<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_9\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_9');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>9<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Acima de tudo em <em>Materialism and Empiriocriticism<\/em>, estilizado pelo marxismo-leninismo como o livro cl\u00e1ssico do materialismo dial\u00e9tico ao lado de <em>Anti-D\u00fchring<\/em>. Aqui, o marxismo se torna uma ideologia no sentido marxista estrito: uma sistematiza\u00e7\u00e3o das formas de pensamento de um senso comum reificado. Sobre o pano de fundo pol\u00edtico-pragam\u00e1tico do texto, geralmente desconsiderado no ML, ver Johannes Busch-We\u00dflau, <em>Der Marxismus und die Legitimation politischer Macht <\/em>(Frankfurt: Campus Verl, 1990), 30.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_10\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_10');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>10<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Falko Schmieder aponta para o papel a priori da m\u00eddia fotogr\u00e1fica como base desse realismo ing\u00eanuo na filosofia, bem como as semelhan\u00e7as fundamentais entre Engels, L\u00eanin e Feuerbach; <em>Ludwig Feuerbach und der Eingang der klassischen Fotografie. Zum Verh\u00e4ltnis von anthropologischem und Historischem Materialismus<\/em> (Berlin: PHILO-Verlag, 2004), 213.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_11\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_11');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>11<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Alfred Sohn-Rethel, <em>Warenform und Denkform<\/em> (Frankfurt: Suhrkamp, 1978),114.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_12\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_12');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>12<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, \u201cMarx\u201d in <em>Ludwig Feuerbach<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_13\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_13');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>13<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Marx, \u201cTheses on Feuerbach.\u201d<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_14\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_14');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>14<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, \u201cMaterialism\u201d in Ludwig Feuerbach.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_15\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_15');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>15<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Para mais informa\u00e7\u00f5es, confira o estudo de Hans-Josef Steinberg [1967], <em>Sozialismus und deutsche Sozialdemokratie. Zur Ideologie der Partei vor dem 1. Weltkrieg<\/em> (Berlin-Bonn: 1979), acima de tudo 45, 63. Abordagens em dire\u00e7\u00e3o a uma explica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-social s\u00e3o oferecidas por <em>idem<\/em>, 145-150; Dieter Groh,<em> Negative Integration und revolution\u00e4rer Attentismus. Die deutsche Sozialdemokratie am Vorabend des Ersten Weltkrieges<\/em> (Frankfurt: Ullstein Taschenbuchvlg, 1974), 58-63; Oskar Negt, \u201cMarxismus als Legitimationswissenschaft,\u201d em <em>N. Bucharin \/ A. Deborin &#8211; Kontroversen \u00fcber dialektischen und mechanistischen Materialismus<\/em> (Frankfurt: Suhrkamp, 1974); Antonio Gramsci, <em>Philosophie der Praxis. Eine Auswahl<\/em> (Frankfurt: S Fischer, 1967), 1386.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_16\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_16');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>16<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Para uma cr\u00edtica, ver Alexandrine Mohl, <em>Verelendung und Revolution. Oder: Das Elend des Objektivismus. Zugleich ein Beitrag zur Marxrezeption in der deutschen Sozialdemokratie<\/em> (Frankfurt 1978); Rolf Peter Sieferle, <em>Die Revolution in der Theorie von Karl Marx<\/em> (Berlin: Ullstein, 1979); Ingo Elbe, \u201c \u2018Umw\u00e4lzungsmomente der alten Gesellschaft\u2019 \u2013 Aspekte der Revolutionstheorie und ihrer Kritik bei Marx,\u201d 2002.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_17\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_17');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>17<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ernesto Laclau e Chantal Mouffe apontam o car\u00e1ter darwinista-hegeliano dessa concep\u00e7\u00e3o: &#8220;O darwinismo por si s\u00f3 n\u00e3o oferece \u2018garantias para o futuro\u2019, uma vez que a sele\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o opera em uma dire\u00e7\u00e3o predeterminada desde o in\u00edcio. Somente se um tipo hegeliano de teleologia for adicionado ao darwinismo &#8211; o que \u00e9 totalmente incompat\u00edvel com ele &#8211; um processo evolutivo pode ser apresentado como garantia de futuras transi\u00e7\u00f5es\u201d; <em>Hegemony and Socialist Strategy<\/em> (New York: Verso, 2001), 20.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_18\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_18');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>18<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Para mais sobre isso, de maneira instrutiva, ver Heinz Dieter Kittsteiner, \u201cBewusstseinsbildung, Parteilichkeit, dialektischer und historischer Materialismus. Zu einigen Kategorien der marxistisch-leninistischen Geschichtsmethodologie \u201d, <em>Internationale Wissenschaftliche Korrespondenz zur Geschichte der deutschen Arbeiterbewegung<\/em>. Jg. 10, 1974.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_19\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_19');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>19<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Conferir Groh, <em>Negative Integration<\/em>, 36<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_20\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_20');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>20<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Kautsky, citado em Steinberg, <em>Sozialismus und deutsche Sozialdemokratie<\/em>, 61. Ver tamb\u00e9m <em>Ethics and the Materialist Conception Of History<\/em>. De acordo com Kautsky, as perspectivas de liberdade e humanidade n\u00e3o s\u00e3o \u201cmeras expectativas de condi\u00e7\u00f5es que apenas deveriam vir, que simplesmente desejamos e queremos, mas vis\u00f5es de condi\u00e7\u00f5es que ir\u00e3o vir, que s\u00e3o necess\u00e1rias\u201d. Kautsky se defende contra interpreta\u00e7\u00f5es da necessidade &#8220;no sentido fatalista, de que um poder superior as apresentar\u00e1 a n\u00f3s por si mesmo&#8221;, mas assume uma irresist\u00edvel compuls\u00e3o hist\u00f3rico-econ\u00f4mica imanente para a revolu\u00e7\u00e3o, por meio da qual as leis compulsivas imanentes do capitalismo e a forma\u00e7\u00e3o do proletariado como sujeito revolucion\u00e1rio de sucesso desempenha o mesmo papel: \u201cinevit\u00e1vel no sentido de que os [&#8230;] capitalistas em seu desejo de lucro [!] revolucionam toda a vida econ\u00f4mica, pois tamb\u00e9m \u00e9 inevit\u00e1vel que os trabalhadores almejem jornadas mais curtas de trabalho e sal\u00e1rios mais altos, que se organizem, que lutem contra a classe capitalista e seu estado, pois \u00e9 inevit\u00e1vel que visem a conquista do poder pol\u00edtico e a derrubada do dom\u00ednio capitalista. O socialismo \u00e9 inevit\u00e1vel porque a luta de classes e a vit\u00f3ria do proletariado s\u00e3o inevit\u00e1veis.\u201d<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_21\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_21');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>21<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">L\u00eanin, \u201cThree Sources\u201d.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_22\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_22');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>22<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">L\u00eanin, Karl Marx: A Brief Biographical Sketch With an Exposition of Marxism.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_23\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_23');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>23<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Sobre os paradoxos dessa combina\u00e7\u00e3o de voluntarismo e determinismo, ver Charles Taylor, <em>Hegel <\/em>(Cambridge: Cambridge University Press, 1977).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_24\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_24');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>24<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">\u00c9 precisamente o marxismo ocidental que &#8211; contra o marxismo-leninismo &#8211; enfatiza o car\u00e1ter n\u00e3o ontol\u00f3gico do materialismo de Marx; ver Max Horkheimer, \u201cTraditional and Critical Theory\u201d in <em>Critical Theory: Selected Essays<\/em> (New York: Continuum, 1972), bem como Alfred Schmidt, <em>The Concept of Nature in Marx<\/em> (New York: Verso, 2014). Stalin determina os componentes da teoria de Marx da seguinte forma: Dial\u00e9tica: uma l\u00f3gica universal de desenvolvimento enfatizando a descontinuidade, que ensina que tudo pode ser concebido como um estado de devir e decad\u00eancia; Materialismo: uma ontologia contemplativa que ensina que a consci\u00eancia \u00e9 meramente um reflexo de uma natureza existente independente e fora da consci\u00eancia; Materialismo hist\u00f3rico: a aplica\u00e7\u00e3o do materialismo dial\u00e9tico \u00e0 hist\u00f3ria; as leis hist\u00f3ricas universais s\u00e3o a luta de classes, a dial\u00e9tica entre as for\u00e7as de produ\u00e7\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, enraizada na primazia do desenvolvimento das for\u00e7as de produ\u00e7\u00e3o (conceito de <em>casua sui<\/em> de for\u00e7as de produ\u00e7\u00e3o) e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a lei do progresso das sucessivas forma\u00e7\u00f5es sociais<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_25\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_25');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>25<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">N. T.: Do ingl\u00eas form-genetic, este derivado do alem\u00e3o formgenetische<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_26\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_26');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>26<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, \u201cKarl Marx: Critique of Political Economy. Resenha de Frederick Engels.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_27\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_27');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>27<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ibid.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_28\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_28');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>28<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ibid.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_29\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_29');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>29<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Kautsky [1886], Karl Marx &#8216;<em>\u00f6konomische Lehren. Gemeinverst\u00e4ndlich dargestellt und erl\u00e4utert von Karl Kautsky<\/em>, 21. (Berlin: 1922), viii.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_30\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_30');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>30<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Kautsky, citado em Rolf Hecker, &#8220;Einfache Warenproduktion&#8221;, 1997.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_31\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_31');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>31<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Rudolf Hilferding, <em>B\u00f6hm-Bawerk\u2019s Criticism of Marx<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_32\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_32');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>32<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">M.M. Rosental [1955], <em>Die dialektische Methode der politischen \u00d6konomie von Karl Marx<\/em> (Berlim: Dietz, 1973).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_33\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_33');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>33<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ver Ernest Mandel, <em>Marxist Economic Theory<\/em> (Nova York: Monthly Review Press: 1970).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_34\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_34');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>34<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">\u201cIsso deixa claro, \u00e9 claro, por que, no in\u00edcio de seu primeiro livro Marx parte da produ\u00e7\u00e3o simples de mercadorias como premissa hist\u00f3rica, para em \u00faltima an\u00e1lise chegar dessa base ao capital &#8211; por que ele come\u00e7a da simples mercadoria em vez de uma l\u00f3gica e hist\u00f3rica forma secund\u00e1ria &#8211; de uma mercadoria j\u00e1 modificada capitalisticamente\u201d. ENGELS, Friedrich. &#8220;Pref\u00e1cio&#8221; <em>in <\/em>MARX, Karl. <em>C<\/em>apital, vol. 3.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_35\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_35');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>35<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em>Ibid<\/em>. Essa interpreta\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise da forma do valor tamb\u00e9m \u00e9 adotada por Kautsky, em <em>The Economic Doctrines of Karl Marx<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_36\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_36');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>36<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ou seja, a lei do valor discutida por Marx. Veja o \u201cSuplemento\u201d de Engels no volume 3.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_37\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_37');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>37<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em><em>Ibid<\/em><\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_38\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_38');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>38<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">&nbsp;\u201cOu acredita-se que o campon\u00eas e o artes\u00e3o foram t\u00e3o est\u00fapidos a ponto de desistir do produto de 10 horas de trabalho de uma pessoa por uma \u00fanica hora de trabalho de outra?\u201d; e quem faz isso aprende &#8220;apenas por meio de erros&#8221;. <em>Ibid<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_39\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_39');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>39<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em>Ibid<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_40\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_40');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>40<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Em contraste, veja a cr\u00edtica de Marx \u00e0 no\u00e7\u00e3o de dinheiro-do-trabalho ou a no\u00e7\u00e3o de uma troca de mercadorias pr\u00e9-monet\u00e1ria em <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1859\/critique-pol-economy\/ch02b.htm\"><em>A Contribution to the Critique of Political Economy<\/em><\/a> e no <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1857\/grundrisse\/ch03.htm#p166\"><em>Grundrisse<\/em><\/a>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_41\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_41');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>41<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ver nota de rodap\u00e9 33 no cap\u00edtulo um do <em>Capital, Volume 1<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_42\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_42');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>42<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Para a vis\u00e3o de Marx, veja por exemplo: \u201cAdam Smith constantemente confunde a determina\u00e7\u00e3o do valor das mercadorias pelo tempo de trabalho nelas contido com a determina\u00e7\u00e3o de seu valor pelo valor do trabalho; ele \u00e9 freq\u00fcentemente inconsistente nos detalhes de sua exposi\u00e7\u00e3o e confunde a equaliza\u00e7\u00e3o objetiva de quantidades desiguais de trabalho provocada pela for\u00e7a pelo processo social com a igualdade subjetiva dos trabalhos dos indiv\u00edduos \u201d; <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1859\/critique-pol-economy\/ch01a.htm\"><em>A Contribution to the Critique of Political Economy<\/em><\/a><em>.<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_43\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_43');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>43<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">De acordo com o marxismo-leninismo, \u201co valor funciona como um instrumento da administra\u00e7\u00e3o planejada dos processos socialistas de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o, de acordo com os princ\u00edpios da escritura\u00e7\u00e3o e controle da massa de trabalho e do consumo. Correspondentemente, a rela\u00e7\u00e3o do valor \u00e9 conscientemente implementada\u201d; Wolfgang Peter Eichhorn, \u201cWert\u201d in G. Klaus e M. Buhr, ed. <em>Phillosophisches W\u00f6rterbuch<\/em>,<em> <\/em>Bd. 2 (Berlim Ocidental: DEB, 1985), 1291. Dentro deste arcabou\u00e7o, o socialismo consiste \u201cmeramente no modo revolucionado de calcular a mesma determina\u00e7\u00e3o social dos produtos do trabalho humano tal como existe na economia de mercadoria do capitalismo,\u201d como Stefan Grigat criticamente aponta; \u201cKritik und Utopie,\u201d<em>Weg und Ziel<\/em>, 4 (1997): 20. Por isso, o comunismo marxiano supostamente degenera em uma esp\u00e9cie de sistema proudhoniano de <em>vouchers<\/em> de trabalho, tal como Diethard Behrens e Kornelia Hafner tamb\u00e9m observam: \u201ctodas as concep\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o existentes da transi\u00e7\u00e3o ao socialismo recorrem a modelos de c\u00e1lculo imediato do valor-trabalho e da utilidade\u201d; \u201cAuf der Suche nach dem wahren Sozialismus. Von der Kritik des Proudhonismus \u00fcber die russische Modernisierungsdiktatur zum realsozialistischen Etikettenschwindel\u201d in Anton Pannekoek, <em>Marxisistischer Antileninismus <\/em>(Freiburg, 1991), 226. Ver aqui tamb\u00e9m Michael Henrich, <em>Die Wissenschaft vom Wert. Die Marxsche Kritik der politischen \u00d6konomie zwischen wissenschaftlicher Revolution und klassischer Tradition <\/em>(M\u00fcnster: Westf\u00e4lisches Dampfboot, 1999), 385-392; Kittsteiner, \u201c<a href=\"http:\/\/www.rote-ruhr-uni.com\/cms\/IMG\/pdf\/Kittsteiner_Bewusstseinsbildung.pdf\">Bewusstseinsbildung<\/a>.\u201d<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_44\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_44');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>44<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Por exemplo, Engels, \u201cMarx\u201d em Ludwig Feuerbach.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_45\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_45');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>45<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em>Ibid<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_46\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_46');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>46<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em>Ibid<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_47\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_47');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>47<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em>Ibid, <\/em>tradu\u00e7\u00e3o modificada (em ingl\u00eas)<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_48\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_48');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>48<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Gert Sch\u00e4fer, \u201cEinige Probleme des Verh\u00e4ltnisses von \u2018\u00f6konomischer\u2019 und \u2018politischer\u2019 Herrschaft,\u201d in <em>Karl Marx and Friedrich Engels \u2013 Staatstheorie. Materialien zur Rekonstruktion der marxistischen Staatstheorie<\/em> (Berlin: Ullstein, 1974).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_49\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_49');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>49<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Comparar com Pachukanis, <em>The General Theory of Law e Marxism<\/em>: \u201cpor que o aparato de coer\u00e7\u00e3o estatal \u00e9 criado n\u00e3o como um aparato privado da classe dominante, mas distinto deste \u00faltimo na forma de um aparato impessoal do poder p\u00fablico distinto da sociedade?\u201d<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_50\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_50');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>50<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, \u201cBarbarism and Civilization\u201d in <em>The Origin of the Family, Private Property, and the State<\/em>. N\u00e3o \u00e9 de surpreender, portanto, que L\u00eanin refira-se afirmativamente a essa \u201cexplica\u00e7\u00e3o\u201d, com sua teoria de agentes e influ\u00eancia.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_51\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_51');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>51<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, <em>Anti-D\u00fchring<\/em>. [Nota da tradu\u00e7\u00e3o alem\u00e3o-ingl\u00eas: A tradu\u00e7\u00e3o oficial \u201cideeller Gesamtkapitalist\u201d no <em>Marx-Engels Collected Works<\/em> verte a express\u00e3o insatisfatoriamente como \u201cthe ideal personification of the total national capital,\u201d [\u201ca personifica\u00e7\u00e3o ideal do capital nacional total\u201d], quando na verdade \u201cideal total capitalist\u201d [\u201ccapitalista total ideal\u201d] \u00e9 mais acurado.]<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_52\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_52');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>52<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Johannes Busch-We\u00dflau, Der Marxismus und die Legitimation politischer Macht, Frankfurt, Campus-Verlag, 1990).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_53\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_53');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>53<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, <em>Anti-D\u00fchring<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_54\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_54');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>54<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Hans Holger Paul, <em>Marx, Engels und die Imperialismustheorie der 2. Internationale<\/em> (Hamburg, 1978).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_55\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_55');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>55<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, \u201cA Critique of the Draft Social-Democratic Program of 1891.\u201d<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_56\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_56');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>56<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Sch\u00e4fer, \u201cEinige Probleme,\u201d cxxxi.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_57\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_57');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>57<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, <em>Anti-D\u00fchring<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_58\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_58');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>58<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Sch\u00e4fer, \u201cEinige Probleme,\u201d cxxxiv.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_59\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_59');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>59<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Essa velha e demasiadamente repetida hist\u00f3ria ser\u00e1 mais tarde apresentada por Wolfgang Pohrt e outros como um <em>insight<\/em> profundo quanto ao \u201ccapitalismo tardio\u201d.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_60\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_60');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>60<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Engels, <em>Anti-D\u00fchring<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_61\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_61');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>61<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">O termo foi utilizado pela primeira vez em uma pol\u00eamica leninista contra <em>Hist\u00f3ria e Consci\u00eancia de Classe<\/em> de Luk\u00e1cs (ver Rudolf Walther, \u201cMarxismus\u201d in O. Brunner, ed., <em>Geschichtliche Grundbegriffe. Historisches Lexikon zur politisch-sozialen Sprache in Deutschland, Bd. 3<\/em>, [Stuttgart: E. Klett, 1982], 968), mas n\u00e3o alcan\u00e7ou alguma signific\u00e2ncia maior, nem como uma formula\u00e7\u00e3o pol\u00eamica, nem como uma auto-descri\u00e7\u00e3o pelos te\u00f3ricos comumente subsumidos sob essa alcunha (tais como Luk\u00e1cs, Korsch, Bloch, a Escola de Frankfurt, Gramsci, Lefebvre, etc.). Aqui, sigo o uso feito por Perry Anderson do termo em <em>Considerations on Western Marxism<\/em> (New York: Verso, 1987). Por mais frut\u00edfero que o conceito de marxismo ocidental possa ser enquanto um modelo heur\u00edstico, seus limites devem ser claramente mostrados; ver a cr\u00edtica de Anderson por Wolfgang Fritz Haug, \u201cWestlicher Marxismus?\u201d in <em>Pluraler Marxismus, Bd. 2 <\/em>(Hamburg: Argument, 1987) e Michael Kr\u00e4tke, \u201cMarxismus als Sozialwissenschaft\u201d in Haug, <em>Materialien zum Historisch-kritischen W\u00f6rterbuch des Marxismus <\/em>(Hamburg: Argument, 1996), 77.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_62\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_62');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>62<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Wolfgang Fritz Haug, <em>Philosophieren mit Brecht und Gramsci <\/em>(Hamburg: Argument, 1996), 8. Para uma cr\u00edtica da \u201ctese da palavra-c\u00f3digo\u201d [<em>code word thesis<\/em>] em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra de Gramsci, ver Haug, \u201cEnleitung\u201d, in Antonio Gramsci, <em>Gef\u00e4ngnishefte 6. Philosophie der Praxis<\/em> (Hamburg: Argument, 1995), 1195-1209.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_63\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_63');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>63<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Georg Luk\u00e1cs, \u201cN. Bucharin: Theorie des historischen Materialismus (Rezension)\u201d in <em>N. Bucharin\/ A. Deborin: Kontroversen \u00fcber dialektischen und mechanistischen Materalismu<\/em>s, 289, 284.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_64\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_64');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>64<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Antonio Gramsci, \u201cThe Revolution Against Capital.\u201d<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_65\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_65');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>65<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Uma psicologia cient\u00edfica n\u00e3o pode ser encontrada no pensamento da maioria dos representantes do marxismo, excetuando-se refer\u00eancias positivas ao behaviorismo de Pavlov. A psican\u00e1lise foi majoritariamente rejeitada, se n\u00e3o demonizada como \u201cdecadente-burguesa\u201d. Helmut Dahmer oferece uma vis\u00e3o geral cr\u00edtica de tais rea\u00e7\u00f5es em <em>Libido und Gesellschaft. Studien \u00fcber Freud und die Freudsche Linke<\/em> (Frankfurt: Suhrkamp, 1982), 241-277; dentro do arcabou\u00e7o do marxismo ocidental, foi primariamente Luk\u00e1cs quem distinguiu-se na condena\u00e7\u00e3o de Freud. Gramsci, por ele mesmo admitido, \u201cn\u00e3o foi capaz de estudar as teorias de Freud\u201d.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_66\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_66');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>66<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Como caracter\u00edsticas adicionais do marxismo ocidental, Anderson lista o recurso \u00e0 filosofia pr\u00e9-marxiana com vistas a clarificar o m\u00e9todo de uma teoria social cr\u00edtica; a incorpora\u00e7\u00e3o de teorias \u201cburguesas\u201d contempor\u00e2neas; um estilo de escrita esot\u00e9rico; uma avalia\u00e7\u00e3o um tanto quanto pessimista do desenvolvimento hist\u00f3rico, notoriamente divergente da dic\u00e7\u00e3o triunfalista do marxismo cl\u00e1ssico e do marxismo-leninismo; uma prefer\u00eancia por problemas da est\u00e9tica.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_67\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_67');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>67<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Por exemplo, <em>Conceito Marxista de Homem<\/em> de Erich Fromm ou <em>Para a reconstru\u00e7\u00e3o do materialismo hist\u00f3rico <\/em>de J\u00fcrgen Habermas.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_68\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_68');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>68<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">As primeiras tentativas de uma nova leitura de Marx ocorreram j\u00e1 na d\u00e9cada de 1920, por parte dos autores sovi\u00e9ticos Isaak Illich Rubin e Evgeny Pachukanis. Ver I.I. Rubin, <em>Essays on Marx\u2019s Theory of Value<\/em>, e Evgeny Pachukanis, <em>The General Theory of Law and Marxism<\/em>. No ocidente e no oriente, por um longo tempo, n\u00e3o se conseguiu fazer p\u00e1reo, nem mesmo de forma rudimentar, \u00e0 consci\u00eancia desses te\u00f3ricos quanto a problemas de aspectos da teoria de Marx, no que diz respeito \u00e0 teoria do valor e a do direito. Apenas com os debates ocorridos desde o fim dos anos 60 \u00e9 que isso mudaria parcialmente.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_69\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_69');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>69<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Tal como descrito por Heinrich, \u201cKommentierte Literaturliste zur Kritik der politischen \u00d6konomie,\u201d in Elmar Altvater, Rolf Hecker, Michael Heinrich, Petra Schaper-Rinkel, ed. <em>Kapital. doc. Das Kapital (Bd. 1) von Karl Marx in Schaubildern und Kommentaren <\/em>(M\u00fcnster: Westf\u00e4lisches Dampfboot, 1999), 207; e Urs Jaeggi, \u201cEinige Bemerkungen zur Orthodoxie und zum Dogmatismus im Historischen Materialismus,\u201d in Axel Honneth, ed., <em>Theorien des Historischen Materialismus <\/em>(Frankfurt: Suhrkamp, 1977), 146. Ela tamb\u00e9m \u00e9 referida pela alcunha de \u201cneo-marxismo\u201d.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_70\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_70');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>70<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Tal como definido por Hans-Georg Backhaus, <em>Dialektik der Wertform. Untersuchungen zur Marxschen \u00d6konomiekritik<\/em> (Freiburg; \u00e7a ira, 1997). Ver tamb\u00e9m Heinrich, \u201cKommentierte Literaturliste,\u201d 211.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_71\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_71');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>71<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ver Henrich, <em>Die Wissenschaft vom Wert<\/em>, e Helmut Brentel, <em>Soziale Form und \u00f6konomisches Objekt. Studien zum Gegenstands- und Methodenverst\u00e4ndnis der Kritik der politischen \u00d6konomie<\/em> (Opladen: Westdeutscher, 1989).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_72\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_72');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>72<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Concernente ao dito \u201cDebate da Deriva\u00e7\u00e3o do Estado\u201d, ver Norbert Kostede, \u201cDie neuere marxistische Diskussion \u00fcber den b\u00fcrgerlichen Staat. Einf\u00fchrung \u2013 Kritik \u2013 Resultate,\u201d <em>Gesellschaft. Beitr\u00e4ge zur Marxschen Theorie <\/em>(1976): 150-196; e Gerd Rudel, <em>Die Entwicklung der marxistischen Staatstheorie in der Bundesrepublik <\/em>(Frankfurt: Campus-Verlag, 1981).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_73\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_73');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>73<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Stefan Breuer, <em>Die Krise der Revolutionstheorie. Negative Vergesellschaftung und Arbeitsmetaphysik bei Herbert Marcuse <\/em>(Frankfurt: Syndikat, 1977); Mohl, \u201cVerelendung und Revolution\u201d; Helmut K\u00f6nig, <em>Geist und Revolution. Studien zu Kant, Hegel und Marx <\/em>(Stuttgart: Klett-Cotta, 1981); ou os escritos do grupo Krisis.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_74\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_74');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>74<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Alfred Schmidt e Walter Euchner, ed., <em>Kritik de politischen \u00d6konomie heute. 100 Jahre \u201cKapital\u201d <\/em>(Frankfurt: Europ\u00e4ische Verlagsanstalt, 1968).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_75\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_75');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>75<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">O \u201cmarxismo cr\u00edtico\u201d dos anos 60, do qual Alfred Schmidt foi o principal porta-voz, enfatiza o negativo e historicamente limitado car\u00e1ter e reivindica\u00e7\u00e3o de validade de um \u201cmaterialismo de segunda natureza,\u201d mas tende a ver o individualismo metodol\u00f3gico como uma descri\u00e7\u00e3o adequada de rela\u00e7\u00f5es comunistas vindouras. O marxismo \u201ccient\u00edfico\u201d da escola de Althusser enfatiza, contra teorias individualistas de um \u201csujeito constituinte\u201d, que atores s\u00e3o meramente portadores das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, mas com base na tend\u00eancia de suas categorias de assumirem um car\u00e1ter hist\u00f3rico-universal (A combinat\u00f3ria de n\u00edveis de Balibar, o conceito de pr\u00e1xis e ideologia de Althusser), eleva a independ\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o a uma norma cient\u00edfica.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_76\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_76');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>76<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Backhaus, <em>Dialektik der Wertform<\/em>, 11.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_77\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_77');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>77<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em>Ibid.<\/em>, 69<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_78\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_78');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>78<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em>Ibid.<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_79\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_79');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>79<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ver Louis Althusser, \u201cFrom Capital to Marx\u2019s Philosophy\u201d in Louis Althusser e Etienne Balibar, <em>Reading Capital<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_80\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_80');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>80<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ver Althusser e Balibar, <em>Reading Capital<\/em>. A diferen\u00e7a entre a leitura estruturalista e a cr\u00edtico-reconstrutiva n\u00e3o se limita a este ponto. Enquanto a primeira tenta desmascarar o hegelianismo como um meta-discurso inadequado, para a \u00faltima, a refer\u00eancia a Hegel em quest\u00f5es de metodologia \u00e9 frequentemente vista como a via r\u00e9gia para entender a obra de Marx.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_81\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_81');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>81<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Esse \u00e9 o subt\u00edtulo do livro de Heinrich, <em>Die Wissenschaft vom Wert<\/em>: ver a cr\u00edtica de Backhaus \u00e0s suas pr\u00f3prias premissas te\u00f3ricas nas primeiras duas partes de seu <em>Materialen <\/em>(Backhaus, <em>Dialektik der Wertform<\/em>, 132n).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_82\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_82');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>82<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Para uma perspectiva cr\u00edtica quanto a alguns aspectos dessas teses, ver Dieter Wolf, <em>Ware und Geld. Der dialektische Widerspruch im Kapital <\/em>(Hamburg: VSA, 1958, 1958) (republicado em 2002 sob o t\u00edtulo <em>Der dialektische Widerspruch im Kapital<\/em>). Wolf tamb\u00e9m critica tend\u00eancias dentro da <em>Neue Marx-Lekt\u00fcre<\/em> as quais identificam o m\u00e9todo dial\u00e9tico de Marx com contradi\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas, por conseguinte dando a Marx e seu m\u00e9todo uma p\u00e1tina de irracionalismo; ver sua cr\u00edtica de Colletti e G\u00f6hler. Posi\u00e7\u00f5es irracionalistas tamb\u00e9m se encontram hoje em representativos dos grupos Krisis e Exit, e no Initiative Sozialistisches Forum Freiburg.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_83\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_83');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>83<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Marx, \u201cPreface to the First German Edition.\u201d<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_84\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_84');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>84<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Schmidt,<em> Concept of Nature<\/em>, 41.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_85\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_85');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>85<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Quanto \u00e0 cr\u00edtica de Marx das filosofias da hist\u00f3ria, ver: Helmut Fleischer, <em>Marxismus und Geschichte<\/em>, (Frankfurt: Suhrkamp, 1975); Kittsteinner, \u201cBewusstseinsbildung\u201d; Andreas Arndt, <em>Karl Marx. Versuch \u00fcber den Zusammenhang seiner Theorie <\/em>(Bochum: Germinal, 1985), 50-76; Rolf Hecker, Carl-Erich Vollgraf, Richard Sperl, ed., <em>Geschischte und materialistische Geschichtstheorie bei Marx <\/em>&nbsp;(Hamburg: Argument, 1996).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_86\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_86');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>86<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">G. Stiehler, citado por Jaeggi, \u201cEinige Bemerkungen,\u201d 153. Para uma \u201ccr\u00edtica\u201d a Marx que tenta vender isso como a posi\u00e7\u00e3o aut\u00eantica de Marx, ver os trabalhos de praxe por Karl Popper.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_87\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_87');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>87<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Helmut Reichelt [1970], <em>Zur logischen Struktur des Kapitalbegriffs bei Karl Marx <\/em>(Freiburg: \u00e7a ira, 2001), 73.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_88\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_88');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>88<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Ver Heinrich, <em>Die Wissenschaft vom Wert<\/em>.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_89\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_89');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>89<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Quanto a isso, ver Brentel 1989, cap\u00edtulo 5.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_90\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_90');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>90<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Quanto a isso, ver Heinrich, <em>Die Wissenschaft vom Wert<\/em>, 380-384.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_91\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_91');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>91<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Na forma completa na dita \u201cF\u00f3rmula da Trindade\u201d da teoria dos componentes do valor. Para uma cr\u00edtica da economia neocl\u00e1ssica, ver Heinrich, <em>Die Wissenschaft vom Wert<\/em>, 62-85.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_92\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_92');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>92<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Marx, \u201cCritique of Hegel\u2019s Philosophy of Right.\u201d<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_93\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_93');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>93<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Jan Hoff, <em>Kritik der klassischen politischen \u00d6konomie. Zur Rezeption der werttheoretischen Ans\u00e4tze \u00f6konomischer Klassiker durch Karl Marx<\/em> (K\u00f6ln: PappyRossa, 2004).<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_94\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_94');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>94<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Marx, <em>Capital<\/em>, Volume 1<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_95\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_95');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>95<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"><em>Ibid.<\/em><\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_96\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_96');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>96<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">Hoff, <em>Kritik der klassischen politischen \u00d6konomie<\/em>, 78.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1613_1_97\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1613_1('footnote_plugin_tooltip_1613_1_97');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>97<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">N.T.: Numera\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o alem\u00e3.<\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_1613_1() { jQuery('#footnote_references_container_1613_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_1613_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_1613_1() { jQuery('#footnote_references_container_1613_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_1613_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_1613_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_1613_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_1613_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_1613_1(); } } function footnote_moveToReference_1613_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_1613_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: 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