{"id":1289,"date":"2021-02-11T19:59:20","date_gmt":"2021-02-11T19:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=1289"},"modified":"2024-09-25T21:46:34","modified_gmt":"2024-09-25T21:46:34","slug":"estetica-hoje-fredric-jameson","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/02\/11\/estetica-hoje-fredric-jameson\/","title":{"rendered":"Est\u00e9tica hoje \u2013 Fredric Jameson"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Resenha do livro <\/em>Autonomy: The Social Ontology of Art Under Capitalism <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1289_1('footnote_plugin_reference_1289_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1289_1('footnote_plugin_reference_1289_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1289_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1289_1_1\" class=\"footnote_tooltip\"> BROWN, Nicholas. <em>Autonomy<\/em>: The Social Ontology of Art Under Capitalism. Duke University Press, 2019. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1289_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1289_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>, <em>de Nicholas Brown, ainda sem tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O novo livro de Nicholas Brown \u00e9 dividido (n\u00e3o t\u00e3o claramente) entre, de um lado, uma longa e densa introdu\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e, de outro, uma s\u00e9rie de an\u00e1lises envolventes, sobretudo de obras de arte contempor\u00e2neas, selecionadas a partir de uma variedade impressionante de campos &#8211; fotografia e cinema, romance, m\u00fasica, televis\u00e3o -, um panorama substancial que tende a obscurecer seu argumento fundamental e a levantar uma s\u00e9rie de quest\u00f5es conflitantes. Seria o livro sobre a natureza da arte (ou sobre a natureza da arte genu\u00edna, o que \u00e9 um problema bem diferente)? Ou sobre as belas artes e a cultura de massas? Sobre se a arte pode ser pol\u00edtica? Ou sobre se a vanguarda hoje tem a mesma fun\u00e7\u00e3o que tinham no per\u00edodo modernista? Essas e outras quest\u00f5es relacionadas \u00e0 est\u00e9tica foram ardentemente debatidas em v\u00e1rios momentos do passado recente, e n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil vislumbrar os fantasmas de alguns debates famosos e pol\u00eamicos que emergem de tempos em tempos: o assim chamado debate Brecht-Luk\u00e1cs nos anos 30, por exemplo, ou aquele entre figura\u00e7\u00e3o e abstra\u00e7\u00e3o no per\u00edodo imediatamente posterior \u00e0 guerra; ao lado das figuras de Clement Greenberg e T.W. Adorno, ou mais recentemente Michael Fried, cuja pol\u00eamica acerca do minimalismo e convers\u00e3o recente \u00e0 fotografia como forma de arte n\u00e3o est\u00e3o nunca muito distantes das discuss\u00f5es de Brown; ao lado da cr\u00edtica mais pol\u00edtica feita por Roberto Schwarz ao Tropicalismo brasileiro. Enquanto isso, todas as ansiedades populistas e esquerdistas em torno das possibilidades pol\u00edticas da arte s\u00e3o percept\u00edveis.&nbsp; N\u00e3o t\u00e3o distantes disso estariam aqueles estetas do tipo de Ranci\u00e8re, ansiosos por preservar uma \u201cexperi\u00eancia est\u00e9tica\u201d amea\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, o t\u00edtulo parece inclinar o livro em favor dessas figuras, com sua alus\u00e3o escassamente velada \u00e0 trilha sonora de Adorno (&#8220;a autonomia da obra de arte&#8221;). Assim como o faz a capa, na verdade, que parece atender aos apelos do gosto popular &#8211; ou ao menos do gosto dos estudos culturais -, com sua representa\u00e7\u00e3o do Chanel No.5, um produto caro e de elite cuja &#8220;distin\u00e7\u00e3o&#8221; conquistou um p\u00fablico de classe m\u00e9dia. Um aperto de m\u00e3os entre Stravinsky e Walmart? Fotografia como propaganda? Mas a piada recai sobre a cultura pop, pois n\u00e3o \u00e9 em absoluto a caixa do Chanel No.5, mas sim sua reconstru\u00e7\u00e3o como &#8220;obra de arte&#8221; feita em 2016 por Viktoria Binshtok: as c\u00f3pias originais de Warhol submetidas a um procedimento est\u00e9tico muito complexo, no esp\u00edrito de Thomas Demand, em que a artista reconstruiu completamente o objeto original desde o rascunho at\u00e9 a sua reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa imagem d\u00e1 o tom apropriado para a abordagem da nova est\u00e9tica proposta por Brown, que, disfar\u00e7ada de pastiche da cultura de massas, oferece um novo ataque \u00e0 forma-mercadoria<em> <\/em>ao mesmo tempo em que parece modificar o que conta como arte hoje. Como a filosofia moderna, a est\u00e9tica sempre foi o campo de uma batalha entre objeto (ou subst\u00e2ncia) e processo. A an\u00e1lise inovadora que Kant fez do belo, em sua <em>Cr\u00edtica da faculdade de julgar<\/em>, de 1790 (publicada durante a Revolu\u00e7\u00e3o francesa, de que ele era, ali\u00e1s, um crente fervoroso, mesmo durante o Terror), foi seguida quase que imediatamente (1795) pelas <em>Cartas sobre a educa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do homem<\/em>, de Schiller, um trabalho abertamente pol\u00edtico, ou antipol\u00edtico, em que, como mais tarde Le Corbusier faria, se argumenta que a transforma\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do mundo tornaria a revolu\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1289_1('footnote_plugin_reference_1289_1_2');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1289_1('footnote_plugin_reference_1289_1_2');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1289_1_2\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[2]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1289_1_2\" class=\"footnote_tooltip\">Eu sigo, aqui, a leitura popular da Terceira Cr\u00edtica, que assume erroneamente que ela seja sobre est\u00e9tica, que ela seja um tratado sobre a natureza do belo; enquanto que, na verdade, Kant estava&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1289_1('footnote_plugin_reference_1289_1_2');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1289_1_2').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1289_1_2', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> . A \u00eanfase colocada por Schiller no jogo diferencia agudamente sua no\u00e7\u00e3o de arte da abordagem kantiana do belo (ou do sublime) como a experi\u00eancia de um certo tipo de objeto. Uma hist\u00f3ria longa e truncada de conflito entre fil\u00f3sofos e produtores art\u00edsticos (e entre o belo e o jogo) nos deixa <em>novamente<\/em> na mesma situa\u00e7\u00e3o em que o semin\u00e1rio de Adorno sobre est\u00e9tica quando reafirma a centralidade do belo; enquanto que a gera\u00e7\u00e3o seguinte, apoiando-se em tradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o-ocidentais, elabora uma s\u00e9rie de teorias da performance.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a hist\u00f3ria que \u00e9 ent\u00e3o interceptada pela emerg\u00eancia de movimentos pol\u00edticos de massa; e as quest\u00f5es das consequ\u00eancias pol\u00edticas e da fun\u00e7\u00e3o da arte complicam aquelas que seriam puramente est\u00e9ticas, inventando uma oposi\u00e7\u00e3o entre formalismo e realismo (ou representa\u00e7\u00e3o) que se acirra e alarga muito o n\u00famero de combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Quanto \u00e0 realidade, ela ent\u00e3o castiga esses argumentos e posi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas abstratas ao desenvolver uma sociedade em que a mercantiliza\u00e7\u00e3o penetra cada vez mais todos os aspectos da vida quotidiana e espalha a sua l\u00f3gica ao redor do mundo, reduzindo a arte a uma mercadoria no processo. A no\u00e7\u00e3o adorniana de arte (ao lado da natureza e do inconsciente) como sendo o \u00faltimo ref\u00fagio contra a forma-mercadoria hoje terminou por parecer obsoleta, assim adicionando um n\u00edvel de complexidade completamente novo para o pensamento est\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>O que estaria em quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se a arte pol\u00edtica \u00e9 poss\u00edvel, mas se a arte mesma pode continuar a existir num mundo no qual tudo se tornou uma mercadoria. A revolu\u00e7\u00e3o cultural proposta por Schiller, revivida no ideal marcuseano de uma sociedade p\u00f3s revolucion\u00e1ria essencialmente est\u00e9tica, tem sido sombriamente realizada em sua forma caricatural: a vis\u00e3o de Benjamin de uma estetiza\u00e7\u00e3o (que ele associava ao fascismo) tomando a forma de consumismo, sociedade do espet\u00e1culo e da simula\u00e7\u00e3o, sociedade da imagem, consumo de informa\u00e7\u00e3o como a forma final do capitalismo tardio. O interesse desinteressado kantiano parece agora realiz\u00e1vel somente na forma de uma mercadoria que n\u00e3o podemos consumir.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de uma das especula\u00e7\u00f5es mais contra-intuitivas de Adorno &#8211; qual seja, a de que o trabalho de arte &#8220;aut\u00f4nomo&#8221; resiste \u00e0 mercantiliza\u00e7\u00e3o ao tomar ele mesmo a forma da mercadoria &#8211; a solu\u00e7\u00e3o mais satisfat\u00f3ria inventada e sustentada pelo v\u00e1rios modernismos colocava um ideal de subvers\u00e3o, ou debilitamento, transgress\u00e3o, nega\u00e7\u00e3o, estranhamento, dependendo da natureza da arte em quest\u00e3o. Isso \u00e9 algo que presumivelmente se pode alcan\u00e7ar no conte\u00fado &#8211; esc\u00e2ndalo, revela\u00e7\u00e3o doentia ou exposi\u00e7\u00e3o &#8211; assim como na forma. N\u00e3o obstante, as vers\u00f5es modernistas desses efeitos eram organizadas por vanguardas; enquanto que no mundo dos novos museus e galerias de arte e da pr\u00e1tica curatorial &#8220;contempor\u00e2nea&#8221;, assim como na institucionaliza\u00e7\u00e3o dos cl\u00e1ssicos modernistas nas universidades, essas estrat\u00e9gias j\u00e1 n\u00e3o pareciam vi\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha impress\u00e3o \u00e9 que a mensagem mais profunda da obra de Brown est\u00e1 em suas demonstra\u00e7\u00f5es (em um campo vasto das artes) de que a subvers\u00e3o ainda existe como uma possibilidade art\u00edstica, mas que ela foi radicalmente interiorizada, como um v\u00edrus dentro da obra de arte mesma, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o aut\u00f4noma assim. A obra agora precisa construir suas pr\u00f3prias leis gen\u00e9ricas de modo a subvert\u00ea-las, como nos document\u00e1rios falsos de Jeff Wall. Isso quer dizer, por outro lado, que a antiga distin\u00e7\u00e3o entre belas artes e cultura de massas tamb\u00e9m desapareceu.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s podemos julgar tais possibilidades atrav\u00e9s de um dos coment\u00e1rios mais paradoxais de Brown, no qual afirma que &#8220;<em>O Exterminador do Futuro <\/em>pode ser uma obra de arte enquanto que <em>Avatar <\/em>\u00e9 somente uma mercadoria art\u00edstica&#8221; <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1289_1('footnote_plugin_reference_1289_1_3');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1289_1('footnote_plugin_reference_1289_1_3');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1289_1_3\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[3]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1289_1_3\" class=\"footnote_tooltip\"> <em>idem<\/em>, p. 33. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1289_1_3').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1289_1_3', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>. Visto que esses ambos filmes comerciais podem compartilhar um g\u00eanero identific\u00e1vel (fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica) e que ambos s\u00e3o produtos artesanais suficientemente distantes daquilo que foi pensado tradicionalmente como &#8220;arte&#8221;, essa coloca\u00e7\u00e3o pode, \u00e0 primeira vista, ser descartada como mera express\u00e3o de um gosto pessoal. Brown observa, no entanto, que a narrativa de viagem no tempo na qual <em>O Exterminador&#8230; <\/em>\u00e9 um exemplo, tem leis e limites gen\u00e9ricos muito mais rigorosos, para al\u00e9m dos quais ela se abole a si mesma: o famoso momento Bradbury em que o viajante-temporal pisa em uma borboleta pr\u00e9-hist\u00f3rica e muda o mundo, levando a um universo em que a alteridade deixou de existir &#8211; &#8220;Eu sou o meu pr\u00f3prio av\u00f4&#8221;, como diz o velho ditado. O subg\u00eanero, portanto, fornece a si mesmo leis que tornam poss\u00edveis a James Cameron que ele &#8220;produza uma solu\u00e7\u00e3o para o problema do filme de viagem no tempo que ao mesmo tempo produz o filme de viagem no tempo como o problema a que a solu\u00e7\u00e3o responde&#8221; <span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1289_1('footnote_plugin_reference_1289_1_4');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1289_1('footnote_plugin_reference_1289_1_4');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1289_1_4\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[4]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1289_1_4\" class=\"footnote_tooltip\"> <em>idem<\/em>, p. 32. <\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1289_1_4').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1289_1_4', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> . Suas possibilidades, &#8220;ao inv\u00e9s de demandas atribu\u00eddas aos consumidores, s\u00e3o imanentes \u00e0 l\u00f3gica do g\u00eanero&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>(Eu, na verdade, acredito que se poderia defender a reflexividade de <em>Avatar<\/em>, levando em conta que seus v\u00f4os que desafiam a gravidade tratam da tridimensionalidade de seu novo suporte proporcionada pela Imax; mas deixemos isso passar).<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o mais profunda levantada por tais an\u00e1lises, e o livro inovador de Brown consiste em uma s\u00e9rie impressionante e variada delas, reside na sua falha em periodizar tudo isso e situar sua &#8220;ontologia social da arte&#8221; no capitalismo tardio. Essa apari\u00e7\u00e3o aparentemente incongruente de James Cameron entre as obras de arte cuja &#8220;autonomia&#8221; deve ser demonstrada aqui, \u00e9 suficiente para fazer soar a antiga oposi\u00e7\u00e3o entre belas artes e cultura de massas, que era essencial para a autodefini\u00e7\u00e3o do modernismo. Convers\u00f5es espetaculares, como aquela de Michael Fried \u00e0 fotografia, mostram que a apologia tradicional ao c\u00e2none n\u00e3o mais funciona na situa\u00e7\u00e3o de mercantiliza\u00e7\u00e3o universal; e que o apelo feito pelas pessoas dos estudos culturais para que se leve a cultura de massas mais a s\u00e9rio foi inesperadamente atendido pela alta seriedade da arte contempor\u00e2nea ela mesma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 precisamente o que significou, entre outras coisas, o giro p\u00f3s-moderno. Pode-se evitar o termo, como faz Brown, somente se se encontra uma palavra melhor para isso, mas n\u00e3o se pode evitar a periodiza\u00e7\u00e3o. A tentativa muito difundida, no direito estetizante, de substituir o slogan &#8220;contempor\u00e2neo&#8221; \u00e9 ela mesma um sintoma suspeito; deve-se ser contempor\u00e2neo de alguma coisa, uma necessidade que j\u00e1 demanda alguma no\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias, sen\u00e3o de movimentos, hist\u00f3ricas. A periodiza\u00e7\u00e3o certamente n\u00e3o resolve nossos problemas pol\u00edticos, mas a antiperiodiza\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m certamente s\u00f3 uma tentativa desesperada de fugir deles e de evitar o confrontamento com a evolu\u00e7\u00e3o e futuro do capitalismo em sua fase atual, historicamente original. Deixe-me adicionar que o retorno \u00e0 est\u00e9tica como um campo ou disciplina (ao lado dos &#8220;retornos&#8221; simult\u00e2neos \u00e0 \u00e9tica ou \u00e0 ci\u00eancia pol\u00edtica, ou at\u00e9 \u00e0 Filosofia mesma como um assunto coerente em si mesmo) \u00e9 igualmente regressiva &#8211; um pastiche, no n\u00edvel intelectual, da ordem de todas as outras imita\u00e7\u00f5es que o p\u00f3s-modernismo j\u00e1 tentou em sua agora extensa vida. Uma po\u00e9tica, por um lado, \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o profundamente hist\u00f3rica; e o que temos diante de n\u00f3s s\u00e3o os materiais para uma po\u00e9tica da p\u00f3s-modernidade. Isso \u00e9 um diagn\u00f3stico, n\u00e3o um manifesto; e <em>Autonomy <\/em>nos fornece uma maneira desconfort\u00e1vel de pensar sobre arte em uma situa\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel. N\u00e3o a entreguemos \u00e0queles que querem se sentir confort\u00e1veis com ela.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-theme-palette-5-color has-alpha-channel-opacity has-theme-palette-5-background-color has-background is-style-default\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<style>.wp-block-kadence-column.kb-section-dir-horizontal > .kt-inside-inner-col > .kt-info-box1289_ad10a1-91 .kt-blocks-info-box-link-wrap{max-width:unset;}.kt-info-box1289_ad10a1-91 .kt-blocks-info-box-link-wrap{border-color:#d70141;border-top-width:23px;border-right-width:23px;border-bottom-width:23px;border-left-width:23px;background:#d70141;padding-top:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-right:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-bottom:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);padding-left:var(--global-kb-spacing-sm, 1.5rem);margin-top:50px;}.kt-info-box1289_ad10a1-91 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wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pedro Naccarato<br><\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Tradutor<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ricardo Menezes<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Revisor<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Original:<\/strong> http:\/\/docs.lib.purdue.edu\/clcweb\/vol22\/iss3\/1<br><\/p>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div 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Duke University Press, 2019. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1289_1_2\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1289_1('footnote_plugin_tooltip_1289_1_2');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>2<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> Eu sigo, aqui, a leitura popular da Terceira Cr\u00edtica, que assume erroneamente que ela seja sobre est\u00e9tica, que ela seja um tratado sobre a natureza do belo; enquanto que, na verdade, Kant estava tentando estabelecer a poss\u00edvel validade l\u00f3gica de ju\u00edzos acerca do belo como tal (independentemente do conte\u00fado de tais ju\u00edzos ou da natureza do artefato belo em si mesmo). <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1289_1_3\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1289_1('footnote_plugin_tooltip_1289_1_3');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>3<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> <em>idem<\/em>, p. 33. <\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1289_1_4\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1289_1('footnote_plugin_tooltip_1289_1_4');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>4<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\"> <em>idem<\/em>, p. 32. <\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_1289_1() { jQuery('#footnote_references_container_1289_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_1289_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_1289_1() { jQuery('#footnote_references_container_1289_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_1289_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_1289_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_1289_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_1289_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_1289_1(); } } function footnote_moveToReference_1289_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_1289_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } } function footnote_moveToAnchor_1289_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_1289_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } }<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha do livro Autonomy: The Social Ontology of Art Under Capitalism [1] BROWN, Nicholas. Autonomy: The Social Ontology of Art Under Capitalism. Duke University Press, 2019. , de Nicholas Brown, ainda sem tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas. 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