{"id":1178,"date":"2021-01-23T20:33:51","date_gmt":"2021-01-23T20:33:51","guid":{"rendered":"http:\/\/zeroaesquerda.com.br\/?p=1178"},"modified":"2021-01-24T00:20:27","modified_gmt":"2021-01-24T00:20:27","slug":"alex-niven-nossa-divida-a-mark-fisher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zeroaesquerda.com.br\/index.php\/2021\/01\/23\/alex-niven-nossa-divida-a-mark-fisher\/","title":{"rendered":"Nossa d\u00edvida a Mark Fisher \u2014 Alex Niven"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cCaro Mark\u201d, come\u00e7ava assim um e-mail que escrevi para um homem que nunca tinha encontrado, nos primeiros dias de 2010:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Eu li seu livro <em>Realismo capitalista<\/em> na semana passada e me senti como se tivesse voltado a respirar depois de um longo tempo debaixo d\u2019\u00e1gua. Gostaria de agradecer do fundo do meu cora\u00e7\u00e3o por dar uma express\u00e3o t\u00e3o eloquente a quase tudo o que precisava ser dito e por proporcionar um motivo para ter esperan\u00e7a, quando eu estava prestes a entrar em desespero.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para aqueles que n\u00e3o est\u00e3o familiarizados com o trabalho do te\u00f3rico, escritor musical, jornalista, cr\u00edtico de cinema, fil\u00f3sofo, editor e conferencista Mark Fisher \u2014 que tragicamente tirou a pr\u00f3pria vida h\u00e1 quatro anos, neste mesmo dia \u2014, o que foi dito acima pode parecer hiperb\u00f3lico ou bajulador. Mas n\u00e3o \u00e9. Como para tantos outros membros da minha gera\u00e7\u00e3o, encontrar o <em>Realismo capitalista<\/em> aos 25 anos transformou minha vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante um per\u00edodo complicado \u2014 havia pouco tempo eu tinha \u201cbatido de frente\u201d com a ind\u00fastria musical brit\u00e2nica \u2014, os escritos de Mark de fato me deram um motivo para ter esperan\u00e7a. Com sua eloqu\u00eancia, sua lucidez, por\u00e9m, mais do que isso, com sua capacidade de chegar ao cerne do que havia de<em> errado<\/em> com a cultura do capitalismo tardio e de <em>correto <\/em>sobre a sua suposta alternativa, ele parecia ter decifrado um c\u00f3digo inef\u00e1vel. O <em>Realismo capitalista<\/em> estabelecia uma s\u00e9rie de pontos simples que possibilitavam contornar anos de uma delimita\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna, oferecendo uma base para a a\u00e7\u00e3o; era um chamado espiritual \u00e0s armas, diagnosticando o problema neoliberal e reinventando a solu\u00e7\u00e3o socialista com a for\u00e7a da revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa descri\u00e7\u00e3o corre o risco de colocar Mark no papel d\u00fabio de m\u00e1rtir da contracultura \u2014 um arqu\u00e9tipo ao qual ele mesmo voltou repetidamente em seus escritos, principalmente com os exemplos de Kurt Cobain e Ian Curtis. Mas a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de Mark, e o <em>Realismo capitalista<\/em> em particular, sempre tiveram um aspecto de profecia ou, pelo menos, de uma estranha presci\u00eancia. Ele parecia ter compreendido certas verdades sobre o s\u00e9culo XXI muito antes de qualquer outra pessoa, tanto que, na esteira da trag\u00e9dia da semana passada, as pessoas est\u00e3o interpretando postagens escritas sob seu pseud\u00f4nimo de k-punk no in\u00edcio dos anos 2000 como coment\u00e1rios oportunos sobre nosso presente mal-estar.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez minha percep\u00e7\u00e3o do <em>Realismo capitalista <\/em>como uma epifania repentina venha do fato de que s\u00f3 conheci Mark em seus \u00faltimos anos, quando trabalhamos juntos na Zero Books e depois na Repeater, per\u00edodo em que ele adquiriu um certo grau de aclama\u00e7\u00e3o tardia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambas as editoras, a equipe entendeu tacitamente que Mark era o cora\u00e7\u00e3o do projeto, mesmo quando ficava fora do radar por longos per\u00edodos. Mark foi, de longe, nosso autor <em>best-seller<\/em>: um her\u00f3i <em>cult<\/em> que gradualmente atraiu a aten\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos e celebridades, de Slavoj \u017di\u017eek e Laurie Anderson a John McDonnell e Russell Brand.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ele tamb\u00e9m era noventa por cento da nossa identidade, mesmo enquanto foi ficando cada vez mais silencioso, ao longo do \u00faltimo ano. Quando deixamos a Zero Books para formar a Repeater ap\u00f3s uma longa disputa com nossa empresa-m\u00e3e, sab\u00edamos que, qualquer que fosse a situa\u00e7\u00e3o legal, Mark <em>era<\/em> a Zero e, portanto, <em>era<\/em> a Repeater, e que, em \u00faltima an\u00e1lise, apenas ele detinha a propriedade moral de qualquer uma das marcas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para aqueles que conheceram Mark antes de mim, sua ascens\u00e3o \u00e0 centralidade intelectual na \u00faltima d\u00e9cada foi vista como o resultado inevit\u00e1vel de uma trajet\u00f3ria longa e rica, que combinava o comum e o <em>unheimlich<\/em><span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1178_1('footnote_plugin_reference_1178_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1178_1('footnote_plugin_reference_1178_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1178_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1178_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">NT: o estranho-familiar, ou inquietante estranheza, conceito freudiano.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1178_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1178_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele nasceu em 1968 em East Midlands, uma \u00e1rea que fica em uma falha geol\u00f3gica amb\u00edgua entre o norte e o sul da Inglaterra. A regi\u00e3o tem uma forte heran\u00e7a industrial e forjou os levantes ludistas<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1178_1('footnote_plugin_reference_1178_1_2');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1178_1('footnote_plugin_reference_1178_1_2');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1178_1_2\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[2]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1178_1_2\" class=\"footnote_tooltip\">NT: Levantes de oper\u00e1rios ingleses no s\u00e9culo XIX.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1178_1_2').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1178_1_2', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script> da d\u00e9cada de 1810, mas fica pr\u00f3xima do terreno pastoral tradicional de escritores ingleses sulistas como Thomas Hardy e M. R. James. Mark regularmente se referia aos efeitos posteriores de suas origens nessa fronteira da classe trabalhadora: em suas postagens em blogs seminais sobre <em>The fall<\/em> em 2006-7 e, de maneira mais controversa, em sua pol\u00eamica de 2013 <em>Exiting the Vampire Castle<\/em>. Na verdade, Mark escreveu sobre o conceito de classe com mais sutileza e veem\u00eancia que qualquer outro cr\u00edtico contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica, por\u00e9m, uma sensa\u00e7\u00e3o de que ele estava deixando algumas coisas n\u00e3o ditas. Sempre suspeitei que Mark estava construindo um grande trabalho sobre a identidade de classe na Inglaterra dos anos 70 e 80. Nos \u00faltimos anos de sua vida, ele estava escrevendo sobre a cultura do futebol, e penso que esse assunto era o cerne da quest\u00e3o para ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Um fato um pouco discutido \u2014 porque pouco conhecido \u2014 \u00e9 que Mark estava no Est\u00e1dio de Hillsborough em 15 de abril de 1989, quando 96 torcedores do Liverpool morreram esmagados gra\u00e7as \u00e0 incompet\u00eancia e \u00e0 for\u00e7a bruta empregada pela pol\u00edcia. Preocupado em evitar exageros no seu envolvimento pessoal \u2014 Mark era um torcedor do Nottingham Forest, ent\u00e3o permaneceu a alguma dist\u00e2ncia do setor em que as mortes ocorreram \u2014, ele raramente falava sobre Hillsborough. Mas a trag\u00e9dia e seu subsequente acobertamento impactaram profundamente sua mentalidade pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mark, os traumas coletivos do proletariado ingl\u00eas nas d\u00e9cadas de 70 e 80 representaram experi\u00eancias vividas cruciais \u2014 e sempre dolorosamente imediatas. Uma longa se\u00e7\u00e3o de sua antologia de 2014, <em>Ghosts of my life<\/em>, cobre a cultura pop brit\u00e2nica dos anos 70, e seu projeto intelectual foi amplamente organizado em torno do que ele chamou de &#8220;modernismo <em>pulp<\/em>&#8221; (posteriormente alterado para &#8220;modernismo popular&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse projeto excedeu em muito os estudos culturais usuais. Mark nunca cedeu \u00e0 nostalgia dos anos do p\u00f3s-guerra (como sublinham seus <em>riffs<\/em> melanc\u00f3licos sobre Joy Division e Jimmy Savile em <em>Ghosts<\/em>), mas acreditava que a contracultura social-democrata por volta de 1965-1997 representava o verdadeiro \u00e1pice do modernismo do s\u00e9culo XX. Como tal, significava o apogeu do desenvolvimento est\u00e9tico humano, e estud\u00e1-la tornou-se uma fonte de imenso potencial radical. Como Owen Hatherley nos lembra, a \u00eanfase de Mark na cultura pop n\u00e3o fez parte das invers\u00f5es p\u00f3s-modernas ir\u00f4nicas t\u00e3o comuns no final do s\u00e9culo passado. Mark acreditava no poder da cultura de massas com todas as facetas de seu ser intelectual, e esse \u00e9 um dos muitos pontos que o diferenciam de seus predecessores filos\u00f3ficos contempor\u00e2neos, especialmente \u017di\u017eek e Jameson.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, Mark pegou o fim do modernismo popular realmente existente, ao mergulhar em uma cena intelectual que levou o p\u00f3s-estruturalismo ao seu limite natural. Enquanto escrevia sua tese de PhD na Warwick University, ele se envolveu com a Unidade de Pesquisa em Cultura Cibern\u00e9tica (CCRU) de Nick Land, uma manifesta\u00e7\u00e3o precoce e \u00e0s vezes rebelde da tend\u00eancia &#8220;aceleracionista&#8221; que foi recentemente revivida, sob ausp\u00edcios mais pragm\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a alta teoria como guarda-chuva, o grupo da CCRU pegou o esp\u00edrito daquele per\u00edodo [<em>zeitgeist<\/em>] \u2013 drum and bass, cyberpunk, fic\u00e7\u00e3o popular [<em>pulp fiction<\/em>], cultura dos prim\u00f3rdios da Internet &#8211; e avan\u00e7ou com ele. Aqui, muitos dos principais motes intelectuais de Mark foram sintetizados. Ele chegou at\u00e9 a se envolver em produ\u00e7\u00f5es musicais, primeiro como membro do coletivo D-Generation e depois como arquiteto da faixa do Death Garage &#8220;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Adk1jlgYKEg\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Adk1jlgYKEg\" target=\"_blank\">Anticlimax (Inhumans Moreerotic Female Orgasm Analog Mix)<\/a>&#8220;, cujo t\u00edtulo oferece um vislumbre do lado l\u00fadico de Mark, muitas vezes n\u00e3o revelado.<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo CCRU foi um tempo de atividades inebriantes, mas Mark s\u00f3 se destacou realmente como cr\u00edtico depois de 2000. Como a pedra angular de uma comunidade de blogs que acabou incluindo o jornalista musical Simon Reynolds, a fil\u00f3sofa Nina Power e o cr\u00edtico de arquitetura Owen Hatherley, entre outros, \u201cMark k-punk\u201d ajudou a desenvolver e popularizar uma nova sensibilidade intelectual centrada em torno de uma importante recalibra\u00e7\u00e3o do conceito de &#8220;rondologia&#8221;.<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_1178_1('footnote_plugin_reference_1178_1_3');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_1178_1('footnote_plugin_reference_1178_1_3');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_1178_1_3\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[3]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_1178_1_3\" class=\"footnote_tooltip\">NT: Rondologia \u00e9 uma das tradu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para hauntology, este termo por sua vez tradu\u00e7\u00e3o inglesa de hantologie, conceito de Jacques Derrida utilizado e modificado por Fisher. Outras&nbsp;&#x2026; <span class=\"footnote_tooltip_continue\"  onclick=\"footnote_moveToReference_1178_1('footnote_plugin_reference_1178_1_3');\">Continue reading<\/span><\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_1178_1_3').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_1178_1_3', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script><\/p>\n\n\n\n<p>A origem do termo \u00e9 um trocadilho com os <em>Espectros de Marx<\/em>, de Derrida, de 1994, mas Mark o utilizou como um meio de destacar o modernismo popular. Suas postagens no k-punk no blog normalmente oscilavam entre disseca\u00e7\u00f5es selvagens da cena musical moribunda de meados dos anos 2000 e extensas discuss\u00f5es sobre como a cultura pop socialista e social-democrata do p\u00f3s-guerra continuava a assombrar o presente, numa \u00e9poca em que as alternativas pol\u00edticas anticapitalistas pareciam ter se desmanchado no ar.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de rondologia que Mark ajudou a disseminar come\u00e7ou como uma categoria amplamente est\u00e9tica durante um per\u00edodo de estagna\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. No rastro da crise financeira de 2008, entretanto, tornou-se algo mais program\u00e1tico. Com seu amigo pr\u00f3ximo, o romancista Tariq Goddard, ele reuniu o melhor da cena de <em>blogging<\/em> dos anos 2000 e fundou a Zero Books, que se tornou uma esp\u00e9cie de ber\u00e7\u00e1rio para as ideias que sustentavam o ativismo revivido que se espalhou pelo Reino Unido \u2013 e pelo mundo \u2013 \u00e0 medida que os anos 2000 se transformavam nos anos 2010.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Militant modernism<\/em> de Owen Hatherley, <em>One-dimensional woman<\/em> de Nina Power e <em>Non-stop inertia<\/em> de Ivor Southwood foram os destaques iniciais. Mas foi <em>Realismo capitalista<\/em> o livro no bolso dos in\u00fameros manifestantes nos protestos estudantis de 2010, e que passou a ser o manifesto n\u00e3o-oficial para o ressurgimento esquerdista de 2011 \u2013 o chamado ano em que sonhamos perigosamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez dev\u00eassemos olhar com mais ceticismo, do ponto de vista um pouco mais sombrio de 2017, para essa \u00eanfase em &#8220;sonhar&#8221;, nas vagas promessas daquele per\u00edodo sobre um outro mundo recentemente poss\u00edvel. A t\u00edtulo de esclarecimento, <em>Realismo capitalista<\/em> n\u00e3o oferece muito em termos de pronunciamentos doutrin\u00e1rios, recusando-se a abordar de que modo o capitalismo pode realmente ser derrotado. A revolu\u00e7\u00e3o que a obra encorajou nos leitores era muito mais sutil e, vista em retrospectiva, mais apropriada para um movimento que estava, e provavelmente ainda est\u00e1, nos primeiros est\u00e1gios de renascimento. O primeiro passo na luta contra a dessocializa\u00e7\u00e3o e a disforia arraigadas do s\u00e9culo XXI, argumenta o livro, deve ser uma simples liberta\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso inicialmente soa como um retrocesso ao esquerdismo fracassado dos anos 60 e 70 e, de fato, <em>O Anti-\u00c9dipo<\/em> de Deleuze e Guattari \u00e9 um dos modelos para o <em>Realismo capitalista<\/em>. Mark separa seu argumento, entretanto, ao fazer do subjetivismo contempor\u00e2neo o principal local de luta e, finalmente, um meio de reativar a coletividade. Seus escritos sobre sa\u00fade mental representaram uma s\u00e9rie de invers\u00f5es brilhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea acha que se sente mal por causa de alguma afli\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria chamada depress\u00e3o, mas ser\u00e1 que suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho t\u00eam algo a ver com isso? Disseram-nos que o capitalismo neoliberal nos libertava dos horrores das distopias estatistas, ent\u00e3o por que os problemas de sa\u00fade mental dispararam nos \u00faltimos anos? E se olh\u00e1ssemos al\u00e9m de nossa obsess\u00e3o por n\u00f3s mesmos, por um minuto, e reenfatiz\u00e1ssemos nossa sociabilidade? E se voc\u00ea fizesse um protesto e todos viessem? Essas foram as quest\u00f5es l\u00edricas e elementares que o <em>Realismo capitalista<\/em> colocou, e elas destacam por que l\u00ea-lo foi uma experi\u00eancia t\u00e3o emocional e transformadora para tantas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez porque a personalidade e os argumentos filos\u00f3ficos de Mark dependessem de uma esp\u00e9cie de abnega\u00e7\u00e3o radical, sua vida profissional foi mais dif\u00edcil do que deveria ser, apesar de suas consider\u00e1veis \u200b\u200bproezas intelectuais e realiza\u00e7\u00f5es. Surpreendentemente, ele s\u00f3 conseguiu um posto acad\u00eamico permanente nos \u00faltimos anos. Mark Fisher serviu como o laureado da precariedade, \u00e0 medida que ela passou a ser um conceito cr\u00edtico significativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com frequ\u00eancia ele lamentava o grande volume de burocracia imposto pelo trabalho acad\u00eamico, al\u00e9m de ter sido v\u00edtima da cultura do cancelamento que tinha paralisado o discurso de esquerda nos \u00faltimos dois anos. Ele abandonou o Twitter na esteira da pol\u00eamica provocada por \u201c<em>Exiting the Vampire Castle<\/em>\u201d, depois de ser bombardeado com acusa\u00e7\u00f5es rid\u00edculas de misoginia e chauvinismo. No entanto, embora o grande <em>d\u00e9tournement <\/em>de Mark fosse restabelecer uma estrutura sociopol\u00edtica para compreender a doen\u00e7a mental, \u00e9 evidente, a partir dos fatos dispon\u00edveis, que as press\u00f5es sociais, embora exacerbassem sua depress\u00e3o, n\u00e3o eram a \u00fanica causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossa reflex\u00e3o sobre o legado de Mark, devemos prestar muita aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sua insist\u00eancia, em <em>\u201cExiting the Vampire Castle\u201d<\/em>, sobre o fato de que devemos sempre operar &#8220;em uma atmosfera de camaradagem e solidariedade&#8221;. Ap\u00f3s a esquerda organizada ter chegado ao seu ponto m\u00e1ximo de adversidade durante os anos Bush-Blair, o trabalho de Mark representou, mais do que qualquer outro, um salto de f\u00e9 extremamente necess\u00e1rio para longe do individualismo capitalista e em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1xis comunit\u00e1ria. Em seu cerne, exigia um esp\u00edrito de equipe s\u00f3lido como uma rocha. Mark praticou esse credo em sua vida e em sua obra, e seguir seu exemplo \u00e9 uma forma de prestar-lhe um modesto tributo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>Alex Niven<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>Alex Niven<\/em><\/strong> \u00e9 um escritor, editor e conferencista em Ingl\u00eas na Newcastle University. Entre seus livros, incluem-se&nbsp;<em>Folk Opposition<\/em>, <em>Definitely Maybe 33 1\/3<\/em> e <em>New Model Island<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o: <\/em>Leonardo Mendon\u00e7a<br><em>Revis\u00e3o: <\/em>Maria Bet\u00e2nia F. Champagne<\/p>\n\n\n\n<p><em>Original: <\/em><a href=\"https:\/\/tribunemag.co.uk\/2021\/01\/our-debt-to-mark-fisher\/\">https:\/\/tribunemag.co.uk\/2021\/01\/our-debt-to-mark-fisher\/<\/a><\/p>\n<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_1178_1();\">&#x202F;<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_1178_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_1178_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_1178_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1178_1_1\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1178_1('footnote_plugin_tooltip_1178_1_1');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">NT: o estranho-familiar, ou inquietante estranheza, conceito freudiano.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1178_1_2\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1178_1('footnote_plugin_tooltip_1178_1_2');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>2<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">NT: Levantes de oper\u00e1rios ingleses no s\u00e9culo XIX.<\/td><\/tr>\r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" id=\"footnote_plugin_reference_1178_1_3\" class=\"footnote_plugin_index pointer\" onclick=\"footnote_moveToAnchor_1178_1('footnote_plugin_tooltip_1178_1_3');\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_plugin_link\" ><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>3<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">NT: Rondologia \u00e9 uma das tradu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para <em>hauntology, <\/em>este termo por sua vez tradu\u00e7\u00e3o inglesa de <em>hantologie<\/em>, conceito de Jacques Derrida utilizado e modificado por Fisher. Outras tradu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis s\u00e3o espectrologia e assombrologia<\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_1178_1() { jQuery('#footnote_references_container_1178_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_1178_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_1178_1() { jQuery('#footnote_references_container_1178_1').hide(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_1178_1').text('+'); } function footnote_expand_collapse_reference_container_1178_1() { if (jQuery('#footnote_references_container_1178_1').is(':hidden')) { footnote_expand_reference_container_1178_1(); } else { footnote_collapse_reference_container_1178_1(); } } function footnote_moveToReference_1178_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_1178_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } } function footnote_moveToAnchor_1178_1(p_str_TargetID) { footnote_expand_reference_container_1178_1(); var l_obj_Target = jQuery('#' + p_str_TargetID); if (l_obj_Target.length) { jQuery( 'html, body' ).delay( 0 ); jQuery('html, body').animate({ scrollTop: l_obj_Target.offset().top - window.innerHeight * 0.2 }, 380); } }<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mark Fisher faleceu h\u00e1 quatro anos. 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